Maioria dos inquiridos acha que Governo deve cair.
Gaspar e ‘troikas e baldroikas’
Vítor Gaspar, como sabemos, é um neoliberal fundamentalista. As ideias que sustenta, baseadas em modelos econométricos que, sem excepção, saem furados, convertem-no no principal responsável pelo duro projecto de empobrecimento dos portugueses – o Coelho aprova e na matéria não mete o bedelho e Cavaco, em permanente abstinência de bom senso e lucidez, coopera com as promulgações de leis iníquas.
Mas, alto lá!, Gaspar é professor. Exímio no tom do discurso causador de dormência, gosta de falar, falar, falar. Quanto mais não seja para se ouvir a si próprio.
Há um ou dois dias, foi a Dublin dar uma extensa lição (Apresentação Gaspar_Dublin_11_Abril_2013), sobre Portugal nos últimos anos e no tempo presente.
O passado é permissivo de diagnóstico, e independentemente de uma ou outra manipulação, lá se valeu, em abundância, de números desde 2008, sem dar importância significativa a toda a série de erros grosseiros iniciados por Cavaco e continuados por Guterres e sucessores. [Read more…]
Merdiavélico Soares
sugeriu a forma de resolver todos os nossos problemas: acrescentar mais um. Vá lá, Dr. Merdiavélico Soares, vá lá mudar a fralda.
Continuem a dizer mal do futebol português
Nas últimas 3 eliminatórias da competição em que está envolvido, o Benfica despachou sucessivamente equipas da Alemanha, da França e da Inglaterra. 3 das potências económicas da Europa. E sempre sem grandes problemas no que toca à demonstração de superioridade.
Para todos aqueles que continuam a dizer mal do futebol português, gostava que me dissessem em que sector da economia é que uma empresa portuguesa consegue suplantar de forma tão clara empresas suas congéneres da Alemanha, da França e da Inglaterra. Não há muitos exemplos, pois não?
Quem foi o radical que disse isto?
“Portugal enfrenta o desafio de ter de financiar mais necessidades do que antes do programa [de resgate], mas com um rating abaixo do nível “investment grade” [o nível mínimo de segurança exigido por investidores institucionais estáveis]”
Resposta aqui.
Os bancos viveram acima das suas possibilidades,
com o nosso dinheiro: Lagarde diz que vão fechar bancos em países como Portugal.
Descaminhos
Quando precisava de um negociador, o governo escolheu o caceteiro Guedes; quando precisamos de apertar o cinto, obrigam-nos a beber maduro de Poiares… importado de Itália.
O fim do mundo chegou sexta-feira à noite
Isabel Vilar*
Sexta-feira à noite, o Tribunal Constitucional aplicou a Constituição.
Para o nosso primeiro-ministro, a decisão de um órgão de soberania, autónomo, com funções de controlo e fiscalização, foi um ataque pessoal, e por isso com ataques pessoais foi resolver o assunto: Telefonou ao ministro das finanças alemão, para nos dar tautau. E lá veio o senhor e deu-nos tautau…
De seguida, telefonou ao amigo Durão Barroso e lá veio o caro comissário dar-nos mais um tautau.
Não contente, pediu ao nosso caríssimo comentador Marcelo Rebelo de Sousa para dar uns açoites aos juízes do Constitucional, e pasme-se “afinal, como estes são funcionários públicos, o que fizeram foi, quiçá, protegerem-se…”, fulanizando o lugar e a responsabilidade… que vergonha! [Read more…]
Passos Coelho órfão
Dois anos como ministro, três anos a incubar o líder.
A ver vamos que preço terá o empurrão dado por Passos Coelho.
(bonecada sugerida por certa e determinada pessoa)
Remodelação: governo resolve problema do desemprego
Há mais vida para além de “bater punho”
“Bater punho com a Tânia até às tantas…”: Esta frase do Miguel Gonçalves, o rapaz do Impulso Jovem que acabou antes de começar, martela de forma impiedosa na minha cabeça suscitando-me várias perplexidades:
– porque razão duas pessoas jovens e saudáveis não encontraram nada mais interessante para fazer?
– e depois, será que nunca lhes passou pela cabeça variar?
– ou ainda, e porquê até às tantas? Podiam, por exemplo, começar por bater um bocado de punho no carro; em seguida ir comer uma refeição ligeira a um sítio giro; fazer depois um passeio romântico e filosofar sobre os mistérios do Bom, do Belo, do Justo e do Verdadeiro; trocar promessas eternas, quaisquer que fossem; querendo mesmo, bater mais um bocado de punho, vá; e, por fim, passar aos capítulos seguintes do empreendedorismo com paixão em local mais recatado.
Perante tão escatológicas dúvidas decidi atirar-me aos escaninhos da minha memória, não deixando gaveta por revirar, almofada por levantar ou canto por espiolhar e, após alguns minutos, o meu subconsciente regurgitou outro pensamento do Miguel Gonçalves que trouxe alguma luz sobre o assunto e, ao mesmo tempo, aportou novas interrogações. Suponho que o processo do Conhecimento seja sempre assim: niilismo, cinismo; sarcasmo e orgasmo!
Que terá dito o tipo de tão interessante que justifique tais prolegómenos? Helás! aqui vai: “se não os sentes a tremer é porque não está a acontecer”. Como vêem este pensamento, se conjugado com o anterior, abre todo um universo de respostas e interpretações. Mas também vem prenhe de um alargado conjunto de interrogações e perplexidades.
Talvez não haja contradição entre “senti-los a tremer” e “bater punho”, podendo “estar a acontecer” o primeiro em consequência do segundo. Ou talvez seja outra coisa… Não tenho uma resposta pronta, mas prometo continuar a debruçar-me sobre o assunto e, muito em breve, voltar a ele mal encontre algumas respostas.
Sr. António Jorge
Os nossos caminhos cruzaram-se, que eu saiba, ontem pela segunda vez.
O nosso primeiro «encontro» deu-se num dia de Setembro, creio, estava eu a sair de casa. Tinha caminhado poucos metros e ainda na minha rua vi uma pessoa deitada no chão, no passeio, com um pé a escorregar para a estrada. Antes de mim, várias pessoas passaram por ele. Ninguém fez o menor gesto para tentar perceber o que se passava. A situação parecia facilmente explicável. Um alcoólico caído no chão. Desmaiado de tanto beber. Fazer o quê? [Read more…]
A realidade é uma chatice
Como é que reage um defensor acérrimo da privatização do ensino quando a avaliação das escolas públicas é francamente positiva? ironizando.
Ora a ironia está noutro lado: 231 estabelecimentos de ensino público foram avaliados pela Inspecção Geral do Ensino, juntamente com peritos externos, mas tal não envolveu nenhuma das escolas privadas sustentadas com os nossos impostos. Safa, inspectores por aqueles lados podem encontrar problemas, bastaria uma análise cuidada dos horários (a qualidade do ensino ministrado por um professor que lecciona 28 tempos lectivos e recebe como se o seu horário fosse metade deve ser fantástica).
Veja-se que na última bacorada ministerial, realizar os exames do 4º ano nas escolas sede dos agrupamento, com todas as impossibilidades praticas (vão a pé?) e encerramento das actividades lectivas que isso acarreta, teve logo um, e apenas um, recuo: [Read more…]
Cantando espalharei por toda parte/partilhai e espalhai a mensagem

Ricardo Costa, director de um jornal que, há cerca de três anos, decidiu “poupar letras” e *adotar o acordo ortográfico, diz que este texto “não corre o risco de ser muito partilhado no Facebook e de circular na net por um ou dois anos”. Antes pelo contrário, Ricardo Costa. No que me diz respeito, considerando a incontestável qualidade da grafia empregada (sim, no segundo parágrafo, aparece uma *fatura, mas gralhas, como falhas, todos as temos) e respondendo ao apelo com que remata o texto (“partilhai e espalhai a mensagem”), como diria o Poeta, “cantando espalharei por toda parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte”, por um, dois, quatro, seis ou mais anos se for preciso: no Facebook, sim, claro, mas também no Twitter, pois então.
Gostei muito deste texto, Ricardo Costa. Muito obrigado. Melhor prenda no meu primeiro aniversário no Aventar não era impossível, é verdade, mas admito que era difícil.
Agora, só falta fazer-se justiça. Sim, justiça. Falta o Expresso deixar de utilizar várias grafias e permitir que os seus jornalistas possam adoptar a grafia do director, uma grafia que, afinal, também é deles. Exactamente.
Entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI24

Acabo de engolir um sapo grande e gordo para poder iniciar este poste.
Nunca pensei concordar em tantos pontos com (desculpem, é só um momento, tenho que engolir outro sapo) … Manuela Ferreira Leite.
Fiquei genuinamente convicta de que (com a decisão do Tribunal Constitucional) tinha saído a sorte grande ao governo
ou, mais à frente:
– Como é que vai ser o país (após o “ajustamento”, lá para dois mil e não sei quantos, à custa da recessão, do desemprego, do empobrecimento, do aniquilamento da estrutura produtiva)?
-Não sei. É que eu não sei fazer renascer o país a partir das cinzas…
Veja a entrevista de MFL aqui a partir do minuto 2.30.
Se o caro leitor precisar de engolir algum sapo, pode pedir-me, envio-lho grátis, nos últimos tempos tenho andado a fazer criação intensiva.
E agora vou-me, está na hora de ir à caça de insectos para alimentar a bicharada.
TC Idiótico-Patriótico
«É favor acabar com a fantasia de que estamos a passar por uma dificuldade temporária.» PBT
O que é Português é bom, o que é do Norte é ainda melhor
Tenho andado um pouco arredada das Aventadelas. Não porque não haja motivos de sobra para as minhas palavras menos simpáticas ou porque tenha passado a acreditar na chusma que manda nesta república dos bananas. Também não foi por ter baixado os braços. Isso, nunca!
Simplesmente, tenho feito outras coisas nos meus tempos menos ocupados. Uma delas foi comemorar a passagem de mais um aniversário. Tive a sorte de poder passar o dia rodeada de pessoas de quem gosto muito. E tive a sorte de receber alguns presentes que foram autênticas surpresas para mim, quase tudo feito em Portugal, muitas feitas por uma família de artesãs e artistas que admiro.
Uma das prendas, a mais surpreendente e inesperada, foi uma saia de uma estilista, ou designer de moda, como agora se diz. Tem loja no Porto, pois claro, mais concretamente na Rua de Passos Manuel. Será que adivinho aí já alguns sorrisinhos de reconhecimento do lugar de que falo? [Read more…]
Eu não disse?!
Em post sobre o Comité olímpico e as eminências que estão a surgir entre a nova vaga de dirigentes, para quem a nova Comissão Executiva é para preparar a mudança de paradigma, elegi o Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem como o rosto da ambição dessa nova elite.
Agora, aí está, Mário Santos repete no Rio de Janeiro a chefia da missão olímpica!
Foi Fiado
Uns [os pachecos, os marinhos, os esquerdodeputados, os diabo-que-os-carregue] sem memória. Outros sem a obrigação de apresentar garantias. E nós com fome e sem dinheiro para criar os filhos. Mais um dia a Cerelac. Foda-se, Portugal!
Troviscal oferece emprego a Relvas
A Junta de Freguesia do Troviscal fez notícia: ofereceu ao desempregado Relvas um lugar nos seus quadros de pessoal. Precário, mas emprego.
O Troviscal é terra de tradições republicanas numa zona que nem por isso. Tem a sua Banda Filarmónica, herdeira de outra que chegou a ser excomungada pelo Bispo de Coimbra, num episódio que ali me foi contado, perdi os detalhes porque é gente de bem receber, mas passa pelas festas da Rainha Santa em Coimbra e tem um final delicioso: mandam avançar a autoridade para os fazer calar e prender o maestro, e este responde com a arma que tem à mão: tocam o Hino Nacional e lá tiveram as forças da ordem de se colocarem em sentido.
Voltando ao Relvas: devem estar a pensar que aquilo é gente de esquerda. A Assembleia de Freguesia tem 5 eleitos pelo CDS e 4 pelo PSD, como é natural num concelho onde o PS é um partido de extrema-esquerda (sei do que falo, ali vivi).
É nestas alturas que se confirma: temos um governo que não governa, tenta um golpe de estado, e no fundo já nem existe.














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