A presente unidade é leccionada no 8.º ano, embora em teoria faça parte do programa do 7.º ano. Aqui é abordada a crise do séc. XIV em Portugal e na Europa e a famosa trilogia fomes – pestes – guerras.
Uma dessas guerras, provavelmente a mais mortífera do séc. XIV, foi a Guerra dos Cem Anos entre Inglaterra e França. É aqui que se enquadra Joana d’Arc, a Donzela de Orleans que deu um contributo decisivo para as pretensões francesas.
O cinema já narrou por diversas vezes a vida de Joana d’Arc e várias dessas versões estão integralmente disponíveis na net. É o caso do filme mudo de 1928 realizado por Carl Dreyer. É também o caso do filme de 1948, realizado por Victor Fleming. E do filme de 1999 de Christian Duguay. Ou do filme de Luc Besson, com Mila Jovovich como protagonista.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV
Joana d’Arc
O Comboio Amarelo em Couto de Cambeses

O comboio que passa 50 vezes por dia entre Braga e o Porto. Couto de Cambeses, 2012.
Há um momento em que temos de ir para a rua
O Público de hoje traz um texto com declarações de vários professores, procurando equacionar a resposta da classe às
propostas do MEC sob o ponto de vista das redes sociais. Há declarações minhas, onde me assumo, como sempre, como Dirigente do SPN (FENPROF) e como elemento do Aventar. Além das minhas há declarações do Dirigente da FNE, Arlindo Ferreira, do Nuno Domingues, do André Pestana e do Paulo Guinote.
No caminho anti-sindical que tem marcado a prática do Paulo, tudo que aparecer com o rótulo FENPROF é para deitar abaixo – agora é o Purismo Divisionista. É curioso que me acuse de dividir quando ele se atira à FENPROF, que bem ou mal é a única organização que tem estado na rua. Será que as outras, as que têm lugar à mesa, são mais confiáveis?
E já agora Paulo, creio que já não faz sentido que me continues a atirar para um lado da FENPROF que tenho vindo a combater há anos. E tu sabes isso! É atirar areia para os olhos dos mais atentos. Sugeria uma leitura, no texto, destas linhas:
“Apesar de ser dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, afecto à Fenprof, João Paulo Silva, um dos autores do blogue Aventar, partilha algumas das críticas feitas à actuação dos sindicatos,”
Quanto aos argumentos por mim utilizados, penso que não há nada de outro mundo na afirmação que a maioria dos professores votou neste governo e que uma parte significativa da classe recebeu bem o Ministro. É uma ideia que tem tanta validade como o seu contrário, mas ainda podemos ter liberdade de expressão ou não?
Mas que diabo, porque é que esta afirmação, meramente pessoal, é divisionista? Porque é que esta afirmação é assim tão dramática? Será que te tocou em algum ponto sensível? Sinal de falta de democracia da minha parte? Limito-me a tentar perceber o mundo à minha volta, nada mais. [Read more…]
Vamos comer, Caetano
Parabéns Veloso septuagenário.
A ouvir a explicação antropofágica da Adriana que comeu Caetano e virou rainha.
A tomada da Bastilha

Bem sabemos que o povo revoltado da França e de outros sítios do país não apenas tomou a fortaleza prisão das monarquias reinantes do, em esses tempos, Monarquia da França, bem como sabemos que derrubaram a monarquia Bourbom, Casa Reinante a seguir a de Valões no Século XVI, por causa do matrimónio de Margarita de Valões com o rei de Navarra, Henrique de Borbom. [Read more…]
Monárquicos: Estúpidos, ignorantes ou tenebrosos?
Por mais que me esforce, não conseguirei compreender nunca os argumentos em que se sustentam os defensores dos regimes monárquicos. É verdade que não tenho a bagagem intelectual de alguns vultos da nossa blogosfera e se calhar por isso é que não compreendo.
Curiosamente, tenho amigos monárquicos e já debati com eles inúmeras vezes. A conclusão é sempre a mesma. Por que razão alguém, só porque sim, há-de ser o representante máximo de um país? Que razões justificam que uma mesma família se perpetue no poder séculos a fio através da hereditariedade e que nunca seja sujeita ao crivo popular? Qual é afinal a diferença entre um ditador e um rei? Entre Kim-Jong-Il e Isabel II? E o que leva pessoas que são inteligentes a defender regimes em uso em países como a Arábia Saudita, o Qatar ou o Brunei?
Serão todos os monárquicos estúpidos, ignorantes ou tenebrosos? Obviamente que não. Porque são monárquicos, logo, de uma casta superior. Mesmo aqueles que militam em Partidos políticos que até pertencem ao arco da governação republicana. O CDS, por exemplo, está cheio de monárquicos.
Lá está. Sendo de uma casta superior, são incomparavelmente superiores. Tudo o resto – Esquerdistas em geral e a ralé comunista em particular – não presta. Quem me dera ser como eles…
Filmes para o 8.º ano de História
Dando continuidade à série relativa ao 7.º ano, volto à carga amanhã com nova série, desta vez dedicada ao 8.º ano de escolaridade.
A matéria do 8.º ano de História incide na chamada Idade Moderna. Começa com a crise do séc. XIV (que em teoria até pertence ao 7.º Ano) e acaba com a Revolução Industrial do séc. XIX e os movimentos sindicalistas com ela relacionados.
Pelo meio, os Descobrimentos portugueses e o Renascimento ocupam grande parte do programa. Quase no fim, as grandes revoluções, com destaque especial para a Revolução Francesa.
Como poderemos ver nos próximos dias, há muitos filmes sobre todas estas matérias que podem e devem ser usados na sala de aula.
Volta a Portugal em Bicicleta

5.ª Edição Cadetes, 2012, Roriz-Monte da Franqueira (Barcelos).
Ó Samuel, quem tem medo compra um cão
Diz o Samuel De Paiva Pires que só não o tendo lido posso meter a sua pessoa na prateleira da extrema-direita. Acometido da insanidade de que me acusa fui ler uma prosa onde apela estridente e pateticamente a que nenhuma pessoa de bem se passeie pela Festa do Avante, já que todos os comunistas pertencem a um de três grupos: “estúpidos, ignorantes e tenebrosos“, e eventualmente a patologia é contagiosa, através de simples contacto visual.
A pertença a essa fascinante escola de futuros quadros do actual regime que é a Juventude do CDS já me chegava para mais uma vez esclarecer que se BE e PCP são classificados como de extrema-esquerda por um mínimo de decência geométrica o CDS será de extrema-direita, e desta não saio nem dela ninguém me tira (enfim, se vierem armados não terei outro remédio).
Mas a indigesta leitura serviu para um diagnóstico mais apurado: extrema-direita doentia, incapaz de conviver com outros de sinal político oposto, destilando ódio, bisneta dos trauliteiros miguelistas, neta dos talassas de Paiva Couceiro e filha da Legião de Salazar.
Comentadores olimpícos
Em particular sobre o nosso homem do Ténis de Mesa, gostava de ter escrito isto.
A primeira foto a cores da Curiosity chegou
Jogos Olímpicos: A roupa em excesso
Já aqui tínhamos alertado para as múltiplas dimensões da diversidade olímpica, do basket ao volei, da Croácia ao Brasil.
O Público de hoje volta ao assunto porque em Londres a polémica vai alta em torno do equipamento das meninas do volei de praia, ou se quiserem, da falta dele.
Escândalo grita a Rainha! A Vitória, acrescento eu!
Depois admiram-se da modernidade árabe de ocultar o corpo feminino. São estas as mentalidades da era moderna? Acham estranho jogarem de bikini? Queriam que jogassem de burka?
Eu continuo a encontrar MUITO interesse na coisa olímpica, sendo que neste caso nem me parece ser essa a questão principal:
Então não dá para perceber que as meninas estão a jogar pedra-papel-tesoura? Parece-me uma tremenda falta de atenção ao próprio jogo. Das duas uma: ou jogam volei ou jogam pedra-papel-tesoura!
Se for esta a opção, pedra-papel-tesoura, seria melhor explicar à menina de azul que só pode fazer um gesto de cada vez: ou faz tesoura ou pedra. OK? Vamos lá ser rigorosos nestas coisas!
Falcão, Danilo, Álvaro Pereira
500 euros por mês!
Um centro de estágio que é municipal e por isso há quem pague para o usar. É uma não notícia, mas mais vale acabar com a coisa do que manter o financiamento que permite viver à grande. Que parte do meu subsídio de férias foi para pagar os 18 milhões que o Danilo custou?
Isto vai acabar mal
Já a minha avó dizia que o mundo nunca mais foi o mesmo depois de irem à Lua, estragam aquilo lá em cima e cá em baixo quem se trama somos nós.
Agora invadiram Marte. Os amaricanos vão dar cabo disto tudo. A curiosidade desta vez não mata só o gato. Eles vêm aí.
Jogos Olímpicos à Portuguesa
Antonia Misura é uma jovem jogadora de basquetebol da Croácia. Confesso que não prestei muita atenção aos
resultados desportivos da equipa Croata, mas é tudo uma questão de prioridades.
Dei por mim a ler Mário Santos que acusa o País (seja lá o que isso for!) de ter falta de cultura desportiva.
E depois pensei: mas não foi este Governo que retirou tempo à Educação Física na Escola? Não foi este Governo que retirou importância à Educação Física no Secundário?
Está visto que tenho de equacionar as minhas prioridades. Só não sei se me viro para o basquetebol croata se para o voleibol brasileiro porque para os governantes lusos já não há paciência.
E no meio de tanta incompetência sobram os atletas lusos, que têm sido fantásticos.
O nadador olímpico mais medalhado de sempre…
Roubar no ensino público para dar ao privado
Este é o bom governo de Portugal:
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) vai continuar a pagar 85 mil euros por turma às escolas do ensino particular e cooperativo com as quais tem contrato de associação.
Palavras para quê? Os donos dos colégios são pobres, precisam da solidariedade do estado, e Nuno Crato é um homem de bom coração. Tão bom que ainda dá um bónus, depois de ter aumentado esta verba o ano passado. Tão caridoso que esquece o que está no memorando da troika.
Já agora sempre gostava de saber qual o número mínimo de alunos destas turmas…
Passos Coelho em castelhano
Isto é nojento, Passos Coelho. Andam a plagiar-te. Processa-os. Cobra direitos de autor ou exige Olivença de volta. Não deve chegar para salvar a economia portuguesa, o Gaspar não deixa, mas sempre é uma ajuda na balança económica.
Sê empreendedor: regista a patente, empacota, embrulha e exporta. A indústria da mentira espera por ti.
Proposta Frugal ao Pançudo Soares
Conspirativo e velho, mas de velhice moral aplicada à política, por que é que Mário Soares, em vez de vir propor um novo Governo, com aquele tesão todo juvenil e manhoso, não propõe que se finem os salários e mordomias vitalícios dos ex-PR?! Um acto finalmente frugal no ocaso da vida seria tão belo como todo um Januário com tento na língua e visão de conjunto. Ou ainda não chega de encher a pança à fartazana pelas décadas das décadas?! Soares, o Grande Cevado da Política Portuguesa, seria amigo se me transferisse uns cinco euros para eu poder comprar uns pães, uma garrafa de vinho tinto e uma dúzia de ovos.
As ditaduras de A a Z
Quando numa casa onde ainda há pouco se defendeu uma intervenção dos coronéis caso a Syriza ganhasse as últimas eleições gregas se tenta argumentar com a contabilidade de vítimas das ditaduras que por alma e graça do divino espírito santo se atribuem à esquerda (incluindo como de costume o Cambodja), entramos na incapacidade argumentiva mais básica.
Primeiro porque se o assunto é comigo, era bom que encontrassem uma linha onde tenha defendido qualquer um dos carniceiros citados ou um regime seu aparentado. E segundo porque as ditaduras não são uma operação contabilística quantitativa e se o fossem conviria utilizar percentagens, ou acabamos a meter o China dentro da Chile, e se calhar não cabe, de resto não há números fiáveis para nenhuma ditadura, nem a Alemanha hitleriana contabilizou as suas vítimas. Um morto chega perfeitamente para enumerar criminosos, a morte é irreversível independentemente das convicções religiosas de cada um e uma ditadura é sempre um modo insuportável de se viver, excepto para os opressores. Basta ter experimentado a portuguesa para dar por isso. [Read more…]
Podres de um MP a Cair de Podre
Há por aí rumores de que o Ministério Público e os juízes andam às turras e tudo porque o colectivo que julgou os amendoins Charles Smith e Manuel Pedro, no caso Freeport, foi implacável na crítica emitida publicamente à forma displicente e complacente como os procuradores investigaram o caso.
Nem seria preciso ser juiz, ter julgado este caso, para estar obrigado a criticar duramente tais procuradores. Bastaria qualquer de nós ser um cidadão atento para perceber quer o andamento-lesma quer o grande esforço sorna por ilibar à partida o degenerado que hoje, sem vergonha, se acoita em Paris. Quando o referido colectivo visa concretamente o departamento liderado por Cândida Almeida, continuamos no domínio do óbvio triste. Não é uma questão de intromissão de juízes na função de procuradores. Nem sequer se trata de um caso de transposição de competências, porque se aos juízes competiu julgar os factos, ninguém minimamente informado e atento em Portugal confiaria na hierarquia do MP para uma análise às questões de alta corrupção que este caso arrola. Talvez por isso é que os amigos do PS e de Sócrates, Cândida e Pinto Monteiro, não engulam facilmente que o Tribunal do Barreiro tenha, a 20 de Julho, mandado extrair uma certidão pedindo que voltem a ser investigados indícios fortíssimos de corrupção no seio do Ministério do Ambiente, então liderado por o referido ex-político. [Read more…]
Sou um trabalhador de cultura
Diogo Curto no suplemento Ipsílon do Público coloca a questão dos professores no tom e no ponto certo: cultura!
Num artigo muito claro o Historiador faz notar a importância da Escola, nomeadamente ao nível da escolaridade obrigatória, para a dimensão cultural de um povo.
Quando Nuno Crato coloca exames no 4º ano está a provocar uma divisão artificial e precoce que vai destinar alunos a uma segunda via onde a Cultura será um anexo da profissão. Para uns, os de menos sucesso, estará à sua frente um percurso centrado na aprendizagem (???) de uma profissão. Para outros, os que têm mais sucesso nos exames estará em cima da mesa um cardápio mais cultural.
Olho lá para trás e penso que fui pela primeira vez a um Museu numa visita de estudo. Foram os Professores que me levaram pela primeira vez ao Teatro e a música, nas suas múltiplas dimensões menos populares, só me chegou na Escola. Isto, para não falar dos livros e das revistas…
E quando me perguntam qual é o meu problema com o Nuno Crato respondo isto mesmo: [Read more…]
Proença, o Grande Mefisto Tuga
O Mefisto Proença de Carvalho, extremamente inteligente e sagaz, também é, e morrerá assim, uma criatura muito à vontade nos grandes lodos contaminantes da Justiça. Ao ler a sua entrevista ao Dinheiro Vivo, JN, de hoje, a certa altura diz o seguinte acerca da Justiça, da actuação e medidas da Ministra, e não precisaria dizer absolutamente mais nada que mais bem o definisse como tubarão dos orçamentos entre os demais tubarões protegidos do sistema, que é, a par de Júdice.
Só um bem sucedido Mefisto português, nos respectivos comércios com quem está Governo, atiraria que: «Há aqui uma visão securitária e perigosa. Está a tentar resolver-se os problemas de ineficácia do sistema retirando direitos, ou seja, sacrificando-se o Estado de Direito [O direito de ir para Paris gozar com os milhões comissionistas de negócios ruinosos para o Estado!]. Falamos dos prazos de prescrição [Não toquem nos prazos de impunidade!], aligeiramento das regras de processo [Sim, mantenha-se o labirinto legiferante com que, em Portugal, é mais fácil fugir imune e impune na proporção do dinheiro que se tenha!], nomeadamente retirando direitos aos arguidos, retirando recursos [Os recursos a peso de ouro que conservam Isaltino a secar como um bacalhau ao sol da liberdade!]. Considera-se que há abuso de garantismo, quando não há. [Não há para ti e para os que defendes, Daniel, tu que és tão próspero, tão rico, tão administrador de tanta coisa ao mesmo tempo?! Garantismo para criminosos ricos e com as costas quentes por advogados mefistofélicos, como tu, em Portugal, é como dois mais dois, Proença!]. Caricaturalmente, era como querer resolver os problemas da saúde retirando tratamentos aos doentes.» [Não será antes, caricaturalmente, como simplesmente castrar violadores da lei, legiões de impunes da corrupção e do roubo?!]
Proença de Carvalho não pode desiludir-me. É isto. E corre-lhe bem. Que tal se me transferisse cinco euros para eu poder comprar uns iogurtes e uns pacotes de leite?!





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