O próximo episódio da guerra da Fontaínha

A implosão será, mais tarde ou mais cedo, o caminho a seguir por quem demoliu um bairro social para abrir a paisagem à classe. Se a escola da Fontaínha não é minha, implode-se, pensa um pobre complexado que chegou a autarca por mera falta de comparência do adversário. E cantará vitória, como se os nossos libertários não estivessem ali a demonstrar que estão vivos, valendo isto um poema à nossa memória e espero que ao nosso futuro.

O problema de Rui Rio é dentro da sua arrogância ainda não ter percebido que não vai substituir Passos Coelho, por mais fascista que se imite; os tempos são outros e os governos de salvação nacional são agora sempre conduzidos por um um homem da Goldmam Sachs.

Ficará para a histórinha como um tolinho das corridas de automóveis, do posso, quero e mando. Ao pé dele Luís Filipe Menezes parece um génio da política. É obra.

Dia dos Não-Pais

Perto de celebrarmos o Dia da Mãe, vem-me à memória que, há uns tempos, Vítor Belanciano (jornalista do Público) escreveu sobre um grupo de cidadãos (França e Bélgica) que pretendiam criar o dia dos não-pais…

Quer-se criar um dia para tudo. Até o Dia do Cão se quis criar na Assembleia da República Portuguesa! Lembrei-me que tinha guardado, pelo seu tema absurdo, uma notícia que saiu no Espaço Público há cerca de 6 anos: [Read more…]

Um Fotógrafo Bailarina

O fotógrafo Bob Carey tem em curso um projecto para angariação de fundos a favor da luta contra o cancro. A mulher dele gosta das fotos e padece de um cancro da mama desde 2006.

E que tal uma pega de rabo e cernelha ao van Rompuy?

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, deu hoje Portugal como exemplo de um país que tem “agarrado o touro pelos cornos”, referindo-se ao combate à crise e à implementação de reformas estruturais.  Jornal de Negócios

Indignai-vos!

Indignai-vos!, uma palavra escrita sobre fundo vermelho na capa do livro de Stéphane Hessel (1917). Um livro publicado em 2011 e que andou nas «mãos dos cidadãos mais indiferenciados» em todos os locais públicos em França.

Deve ter muito para dizer um homem que conheceu praticamente todo o século XX, que privou com Sartre, que se juntou a De Gaulle, que recebeu a influência de Walter Benjamin, Marcel Duchamp ou Picasso, e que ainda redigiu, com poucos, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, adoptada pela ONU em 1948.

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Eu considero surreal é que Marinho Pinto se indigne por causa de quem fez as buscas

Marinho Pinto considera surreal ser a GNR a fazer buscas na Madeira

Porque o problema não é quem faz as buscas mas a necessidade delas existirem. E sobre isso, nem piu.

Barça per sempre

Independentemente da bola de ouro ou não, qualquer pessoa que gosta do Barcelona – e percebe a filosofia inerente áquela equipa – estaria mais preocupada com a equipa, como eu estou, do que com este ou aquele jogador em particular. Equipa que está obviamente a atravessar uma fase má. O próprio Messi pensa assim. Faz parte da filosofia da equipa e do que incutem nos jogadores. O Messi já ganhou três bolas de ouro, acho que já está mais que afirmado que é um dos melhores jogadores de sempre e parece-me muito provável que vá ganhar outra, mesmo que não seja este ano será para o próximo ou próximo. Só tem 24 anos afinal de contas. Mas o que interessa na realidade é a equipa. Preocupa-me tanto o facto do Messi não vir a ganhar a bola de ouro como o facto do Villa estar lesionado, do Piqué ter ido para o hospital ou do Abidal continuar a jogar.

Eu, em resposta a um colega que perguntou no facebook “onde estão todos aqueles que apoiam o Messi?”. Estão aqui e estarão sempre.

Nós não fazemos mas vocês também não

“Funcionários da Câmara do Porto iniciaram hoje, às 8h, os trabalhos para entaipar as entradas da escola, de onde foi retirado diverso material, como portas ou sanitas das casas de banho.

O objectivo é impedir a reocupação das instalações pelos activistas do coletivo Es.Col.A, que agendaram para esta quinta-feira à tarde, às 18h30, uma assembleia geral para decidir o que fazer depois da intervenção da Câmara do Porto.

Desta vez, a intervenção da autarquia foi mais radical e incluiu a colocação de tijolos e a destruição das infra-estruturas essenciais à continuidade do projecto Es.Col.A, avança a Lusa.” via porto 24

Algumas razões porque acho que a CMP tem dois pesos e duas medidas mais em baixo.
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Lavagem cerebral? Nãaaaaaaa

Não posso deixar de rir a bom rir ao ler, no Jornal de Notícias, esta pérola!

 

A Inspecção Geral de Educação acaba de decidir a favor da lavagem cerebral da pequenada. Reparem no argumento da escola: “Do agrupamento, o pai da menina, que frequenta o jardim de infância de Santo Isidoro, recebeu como resposta que a maioria das crianças é do clube: de um total de 13 crianças da sala, apenas duas não são benfiquistas”.

 

Muito bom. Sim senhor, um argumento do “catano”. Olhem, sempre se pode mudar a letra para: “atirei o pau ao preto” ou “ao cigano” ou “ao árabe” ou, quiçá, “ao capitalista”, basta que os filhos dos respectivos estejam em minoria na sala de aula. Bonito.

 

Assim sendo, fica já lançado o desafio aos professores das diferentes escolas do Norte: logo pela manhã, no arranque das aulas, é obrigar a pequenada a cantar o hino do FC Porto. Além de ser bem bonito, não manda atirar o pau a ninguém e muito menos a animais. Se quiserem uma coisa mais, sei lá, animada, podem sempre usar qualquer coisa dos Super Dragões, eu sei lá…ora vamos pensar…”e quem não salta, é lampião”. Tudo menos aquela de Lisboa a arder. Essa não, fica muito caro…

 

Ora vamos lá, todos juntos, meninos e meninas: “Ó meu Porto…”.

No Porto foi assim…

Qualquer dia, filmar os “agentes” da autoridade vai ser proibido… (Roubado daqui.)

Hoje dá na net: História de uma Flor

Ler aqui

«História de uma Flor» é um livro para crianças escrito por Matilde Rosa Araújo. A Revolução de Abril é retratada de forma lúdica através da história de uma flor, que passa de escura a vermelha, de sozinha a acompanhada, de triste a alegre. O livro está disponível na sua totalidade no Cata Livros, um site muito giro da Fundação Gulbenkian que reune um conjunto de obras infantis da maior importância.

 

E se o Leiria desistir do Campeonato?

Vai ser uma grande confusão!

25 Poemas de Abril (XXV)


AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado. [Read more…]

Rui Rio

Olha quem voltou!

A pobre democracia

No Dia da Liberdade, olha-se para a democracia portuguesa com mais atenção e reparamos que não anda de boa saúde, está frágil, tristonha e sem graça como o tempo metereológico. Este diz que está em crise, o outro “com baixa intensidade”, aquele outro que “os interesses do povo não estão à frente de coisa nenhuma” e ainda que “não há condições para uma democracia plena”. Que “temos hoje uma democracia autoritária” que “a negociação social desapareceu” que os que nos governam estão a fazê-lo “sem norte, sem um plano estratégico para o futuro”. Que “até os direitos dos cidadãos passaram a ser problemas para a economia”. Que a sociedade civil não é ouvida nem achada, numa sociedade de obscenas desigualdes.

Freitas do Amaral pergunta, através das palavras de Cícero: “até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência”.

Já não há pachorra para comemorações e seus discursos furados e vazios de verdade.

“Isto irá, Miguel”

Hoje, a minha leitura do Público ficou pelos seguintes temas: 25 de Abril, «fragilidade da democracia portuguesa» e Miguel Portas. Mas, sem dúvida, o que mais me impressionou foi a homenagem que Rui Tavares faz ao amigo, numa crónica cujo título é uma expressão usada por Miguel Portas quando este se referia ao seu estado de saúde: «Isto irá».Tavares escreveu: [Read more…]

Para acompanhar ao minuto

A re – ocupação da Fontinha  no ES.COL.A

Os Donos de Portugal

Documentário de Jorge Costa

Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico.
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das
privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins – afirmam-se sobre a mesma base.
Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

25 Poemas de Abril (XXIV)


Grândola, Vila Morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena [Read more…]

Os farsolas do regime

Santana Castilho *

1. Comemora-se hoje o 25 de Abril. Foi há 38 anos. “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”. Estas frases corridas pertencem a Eça de Queirós e foram citadas por Paulo Neves da Silva, em livro editado pela Casa das Letras. A quem revê nelas o país em que hoje vive, pergunto: e não fazemos nada? [Read more…]

25 de Abril, época

25 abril criança jornal época

viu o Victor Valente

Este 25 de Abril

cravos 25 abrilEste ano o 25 de Abril fica marcado por duas linhas de acção. Por um lado o governo fez saber que terá tolerância zero nas manifestações de hoje, indo pelo caminho da ameaça crua e que, não me surpreenderia, levasse de facto a maior revolta. E por outro lado, algumas personalidades optaram por não ir à cerimónia evocando argumentos que poderiam ter usado durante os anteriores governos mas que, parece, disso se terão esquecido. Estão bem uns para os outros.

Pelo caminho, é de recordar que no ano passado a cerimónia do 25 de Abril foi cancelada no Parlamento devido a este estar dissolvido. Decisão que teve o acordo de  todos os partidos, amplamente criticada e à qual se lhe apontou não existir verdadeiro impedimento para que tivesse sido cancelada.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Uma Revolução Porreira (Pá)

Desconheço o autor desta fotografia, uma das várias que, para mim, sintetiza o que foi a “revolução” acontecida no dia 25 de Abril de 1974, ‘inda eu não era nascido.
Dizem que o “povo saiu à rua”. E saiu mesmo! – veio o povo apear-se junto aos soldados, eles com armas em punho e o povo com as mãos nos bolsos a ver a banda passar ou a tomar chã na praça. Foi uma revolução de sucessos.
Só foi pena que os vândalos do costume transitassem, imperturbados, do velho regime para o novo regime: um regime porreiro. Só um regime porreiro poderia permitir que um espanca-pretos se tornasse uma importante figura no estado  a que o Estado chegou.
Porreiro!

G*-63-10

conta o Victor Valente

Para onde vão os seus impostos?

Como saberá, até ao fim do mês é tempo para entregar o IRS, pelo que passei pelo portal do governo onde encontrei um simulador com o título “Para onde vão os seus impostos?” e com um sub-título a dizer “Saiba para onde vai cada cêntimo dos seus impostos”. Naturalmente que logo fui experimentar.

Simulação para rendimento anual bruto de 10 mil euros Simulação para rendimento anual bruto de 20 mil euros Simulação para rendimento anual bruto de 100 mil euros [Read more…]

25 Poemas de Abril (XXIII)


Esta é a madrugada que eu esperava
0 dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

como puro inícío
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação

Sophia de Mello Breyner

04h26 – 1º comunicado do MFA

“É dada ordem para ser transmitido o primeiro comunicado. Foi com emoção que em todo o País centenas de militares ouviram pela voz de Joaquim Furtado o primeiro de vários comunicados que haviam sido redigidos pelo Maj. Vitor Alves. Estava previsto que os comunicados seriam lidos pelo Maj. Costa Neves, no entanto, Joaquim Furtado, locutor de serviço ao RCP, ao saber das intenções do Movimento de imediato se prontificou para o fazer. No comunicado pede-se para que a população se mantenha calma e apela-se à classe médica para ocorrer aos hospitais.”

 

[youtube:http://youtu.be/KavG6fnfwEA%5D

Texto do site http://www.25abril.org

Terminou a minha ressaca

A minha ressaca-Sócrates terminou. Foram seis anos a seguir a propaganda diária, a ver as jogadas de meter uns contra os outros, a ouvir a negação da realidade e a seguir o dinheiro que se estoirou onde bem se sabe.

Hoje ouço vozes que durante seis anos estiveram caladas perante as mesmas políticas que estão em curso. Hipócritas! Dão-me asco. Mas piores do que esses são os que nos governam e que, ao contrario de mim, desejam que a ressaca-Sócrates continue na linha da frente, por forma a justificarem o virar do bico do prego, indo contra o próprio programa eleitoral que levaram a votos. Até no artificio de culpar o anterior estão a fazer o mesmo que os outros fizeram em 2005.

Acabou. Hoje, no dia da liberdade, liberto-me do carrasco para me passar a dedicar aos coveiros.

00h20 – Grândola

Paulo Coelho é o locutor de serviço, nessa noite, no «Limite». Sem saber dos compromissos assumidos por dois dos seus colegas, Carlos Albino e Manuel Tomás, quase faz perigar a transmissão da senha à hora exacta por ter antecipado a leitura de anúncios publicitários. Mas, após alguns momentos de tensão, no final da leitura do primeiro anúncio, Manuel Tomás , também presente na cabine técnica, consegue, dando um pequeno safanão (aparentemente sem intenção) na mão do técnico de som José Videira, provocar o arranque da bobine que contém a senha. Então, pela voz previamente gravada de Leite de Vasconcelos, através dos potentes emissores da Rádio Renascença, ouve-se a primeira quadra da canção Grândola, Vila Moreno, de José Afonso. Já no final da transmissão o agente da Censura, ali presente, dá sinais de que escutara algo que não previa .”

[youtube:http://youtu.be/Hbc15inYT2c%5D

Aqui numa versão absolutamente singular de Sara Tavares

(texto do site http://www.25abril.org)

25 Poemas de Abril (XXII)


Maré Alta

Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta