IMIzade

IMIHavia quem puxasse da pistola quando ouvia falar de cultura. Cada um tem os seus reflexos condicionados. Eu começo a chorar com saudades do dinheiro, sempre que ouço um governo falar de impostos.

Nas últimas horas, tem-se falado muito a propósito do Imposto Municipal sobre Imóveis, IMI para os contribuintes. Não consigo ficar descansado, apesar de ainda não ter parado de comemorar o facto de Passos Coelho não ser primeiro-ministro.

Limito-me, para já, a deixar-vos algumas ligações e a transcrição de um texto de Carlos Matos Gomes encontrado no Facebook. Quando começarmos a pagar mais ou menos, falamos. [Read more…]

Por sorte (deles), ambos estão longe de Portugal…

Ou no 1º caso teríamos a ilustre Raquel Varela a dizer que criar máquinas foi uma péssima ideia, no 2º caso já temos o habitual cortejo de invejosos a clamar pela imoralidade de tais salários…

Felizmente para ambos, Portugal é um lugar distante ou teriam às costas Centeno, Costa, Martins, Mortágua, Sousa & associados, ávidos por sem esforço algum, em nome do Estado esbulharem mais de 50% do resultado da criatividade e esforço alheio, sob a forma de impostos, prática que tenho dificuldade em classificar, será parasitismo ou proxenetismo?

Obscenidade, pornografia…

Seria o resultado aplicável ao esforço e rendimento de quem trabalha, caso o PAN conseguisse impor esta estupidez utopia em nome sei lá do quê, mas cuja viabilidade para ser alcançável teria forçosamente que atirar a já asfixiante carga fiscal para níveis estratosféricos… Mas esta gente acredita no Pai Natal ou anda a fumar erva da boa?

Os milionários que ganham 2000 euros por mês

A experiência diz-me que terei muito tempo para dizer mal do Governo, do Primeiro-Ministro, do Ministro das Finanças e de muitos outros que se ocupam das funções executivas. A mesma experiência diz-me que já não deve faltar muito, porque os governos começam muito depressa a dizer e a fazer asneiras.

Hoje, vou limitar-me a apontar um dedo preguiçoso a jornais e a jornalistas.

O DN faz a chamada para uma entrevista ao Ministro das Finanças usando uma citação: “Quem tem 2000 euros de rendimento tem uma posição privilegiada.”

Não sendo eu um queixinhas, a verdade é que não me sinto propriamente um privilegiado, pelo menos no que toca a rendimentos, que privilégios há muitos.

Quando estava a preparar-me para soltar um impropério, pensei: “Deixa lá ler a parte da entrevista acerca disto dos rendimentos.” E lá me deixei ir ler.

Deixo-vos a citação completa da resposta, porque  uma pessoa lê as gordas e depois está no quentinho e não lhe apetece ir mais além. Aqui fica. Do título ao texto vai um passo gigante: é assim que se arranjam entorses e é assim que se vendem jornais. [Read more…]

O Orçamento de Estado visto por um leigo

AC

Tal como a esmagadora maioria dos portugueses, tenho muitas dificuldades em perceber as linhas com que se cose um orçamento de Estado. Recebo informação através da imprensa, dos actores políticos e dos vários grupos de interesses que gravitam em torno dos cofres do Estado, dos funcionários públicos às clientelas partidárias, e tento juntar as peças. E a primeira conclusão a que chego é que nós, portugueses, nos encontramos numa posição perto da irrelevância no que toca a esta matéria. A nossa soberania está hoje nas mãos de Bruxelas e a tendência, tanto quanto me é dado a entender, é para piorar. Claro que, perante o poder do regime europeu, existem duas abordagens possíveis: a abordagem Pedro Passos Coelho, que consiste em aceitar toda e qualquer imposição sem contestação, e a abordagem que defino como patriótica, que consiste em negociar e defender o interesse nacional, que me parece ter sido aquilo que António Costa fez. Manuela Ferreira Leite defendeu mesmo que o governo saiu vitorioso da negociação. Estes sociais-democratas… [Read more…]

O Estado sai cada vez mais caro ao contribuinte…

“Usem mais transportes públicos”, “deixem de fumar” e “moderem” recurso ao crédito

Os suspeitos do costume…

Por agora apoiem o governo e daqui a uns tempos façam perguntas sobre o preço do petróleo nos mercados, combustíveis e culpem as gasolineiras…

Contribuintes de alto rendimento, ou os pobres que paguem a crise

Excerto do Negócios da Semana onde se entrevistou José Azevedo Pereira, antigo director geral dos impostos. Fala-se da forma como são tratados os chamados “contribuintes de alto rendimento”, aqueles que ganham mais de 5 milhões de euros/ano ou têm património superior a 25 milhões de euros.

JAP: Por via de regra estes contribuintes de alto rendimento representam uma parcela muito significativa do IRS cobrado em países onde a respectiva tributação é levada mais a sério. Eles chegam a representar 20 a 25% da tributação em IRS.

NS: E em Portugal?

JAP: Em Portugal, isto não é, o dado não é algo que Portugal se possa orgulhar, mas não chega a meio por cento.

Fonte: Projecto tretas.org

Devolução da sobretaxa: mais uma manobra pré-eleitoral exposta

MLA PPC

A poucos dias das eleições de 4 de Outubro, e pela voz da ministra das Finanças, o governo PSD/CDS-PP anunciava a devolução de 35% da sobretaxa, baseada em previsões cujo optimismo alucinado se apresentava como uma decorrência normal da estratégia de não olhar a meios para ganhar eleições. A tal sede de poder. O optimismo desvaneceu quando, passadas duas semanas do acto eleitoral, Maria Luís Albuquerque vem informar o país que a devolução da sobretaxa seria afinal mais modesta, na casa dos 9,7%, por culpa da quebra na receita do IRS. Melhor que nada pensavam alguns que estarão agora a olhar para as notícias que dão hoje conta de que afinal é precisamente nada que se perspectiva que iremos receber. De 35% para 0% em menos de dois meses. A coligação PàF agradece a todos os que engoliram o embuste.

Foto: Marcos Borga@Expresso

Falamos depois das eleições, agora não dá muito jeito

Bruxelas recomenda mais impostos sobre consumo e imóveis em Portugal” [Público]

 

Imunes à austeridade

Banksters

Dizia-nos a propaganda, em Outubro de 2013, que “O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, uma proposta de lei que estabelece “regras apertadas para as remunerações da administração e dos quadros superiores dos bancos sob auxílios do Estado”.“. Os rendimentos dos visados estariam limitados a uns míseros 15 salários mínimos, coitados. Chegava a dar pena. [Read more…]

Taxas e taxinhas…

Não são um exclusivo de António Costa. O governo também tem esqueletos no armário e sempre que um governo decide regular actividade económica, pessoas perdem emprego… É a economia, estúpido!!!

Proxenetismo fiscal no seu máximo esplendor…

Sempre que um Estado é demasiado forte, quando os cidadãos trabalham praticamente metade do ano para financiar um monstro, o indivíduo acaba esmagado pela voracidade fiscal. Muitos que criticam este nojo, são os que aplaudem inversão do ónus da prova e não regateiam meios à Autoridade Tributária. O Estado deveria servir o indivíduo, mas na verdade é apenas um parasita…

A carga fiscal brutal NÃO é sexy

Concordo com o ministro brincalhão: Portugal é um destino turístico muito sexy. Confesso até ter muita dificuldade em viver por cá sem me encontrar em permanente frenesi. Um clima magnífico, uma gastronomia sem igual, praias, montanhas, rios, lagos e tanto verde que a estrangeirada chega cá e fica toda maluca. E tudo isto a um preço cada vez mais baixo para o turista-alvo que chega sobretudo dos países mais abastados do centro e norte da Europa.

De qualquer forma, é inegável que as notícias sobre o sector do Turismo têm sido bastante positivas e batido recordes atrás de recordes. Excelentes notícias para um país que precisa desesperadamente delas e não de indicadores manipulados como a camuflagem dos números do desemprego levada a cabo por este governo.

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Ironias fiscais e desculpas esfarrapadas

evasão fiscal

Corria o ano de 2005 e Rudolfo Rebelo, à data jornalista do DN e hoje assessor económico de Pedro Passos Coelho, denunciava em primeira mão o incumprimento fiscal de Paulo Macedo, à data Director-Geral dos Impostos, hoje Ministro da Saúde. Perante a acusação, Macedo escudou-se por trás de uma das desculpas esfarrapadas que o primeiro-ministro usou no início desta polémica, alegando não ter sido notificado.

É irónico que o director-geral de Impostos entre em incumprimento fiscal e alegue a ausência de notificação para justificar a situação. Igualmente irónico é o facto de Passos Coelho ter hoje um assessor que denunciou uma situação muito semelhante àquela que agora coloca o primeiro-ministro em xeque. Mais irónico ainda é saber que, não contente com as justificações de Paulo Macedo, Rudolfo Rebelo citava, em artigo publicado no DN à data, um especialista em direito fiscal que afirmava que “os contribuintes, pelo facto de não receberem o aviso não têm desobrigação fiscal de pagar” e, indo ainda mais longe, referia também que “um diretor de impostos tem especiais responsabilidades e tem de permanecer acima de toda e qualquer suspeita”. O mesmo se aplica, claro, a um primeiro-ministro. Imagino o tormento de Rudolfo Rebelo quando confrontado com o calote passista.

É caso para perguntar: onde estava este senhor enquanto o primeiro-ministro se ia enterrando, declaração esfarrapada após declaração esfarrapada? Tanta trapalhada que poderia ter sido evitada pelo assessor Rudolfo…

A história de um contador de histórias caloteiro e incompetente

N’Esta porra triste de país que alguns lunáticos entendem estar melhor, onde fanáticos extremistas aparentemente se deixam falecer em urgências de hospitais públicos, movidos por utopias gregas do campo ideológico da literatura infantil, houve um dia um contador de histórias que, perante uma clientela assembleia em profundo êxtase, afirmou o seguinte:

Há muitos que deviam pagar os seus impostos e não pagam. Porquê? Porque não declaram as suas actividades. Ora nós temos obrigação de corrigir estas injustiças. Não há nada mais social-democrata do que isso, porque aquilo que devia orientar um princípio de social-democracia é a igualdade de oportunidades. Não é o privilégio, mesmo o pequeno privilégio. Se há quem se ponha de fora das suas obrigações para com a sociedade, sendo muito ou pouco, esse alguém está a ser um ónus importante para todos os outros que têm um fardo maior.

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Tributar fortunas a milionários gregos

É a sugestão do dia do partido de Angela Merkel. Ouviste Passos?

Portugal no seu melhor…

O fisco não perdoa.

Os impostos explicados às crianças

O deputado Paulo Sá desmonta, ou melhor, monta com legos mais uma mentira do governo. Exemplar, didáctico, muito melhor que um desenho.

Adenda: Entretanto, a menina Maria Luís choraminga:

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Que se lixem as eleições

vamos mas é aliviar os impostos e fomentar a economia.

Dizem que é um governo liberal…

Défice orçamental encolhe 1.842 milhões de euros face a 2013, mas foi quase tudo à conta da receita, mostram os dados da Direcção-geral do Orçamento.

Os ricos não pagam impostos

Por conta do Luxemburgo Leaks fala-se de evasão fiscal, das técnicas e truques que as grandes empresas usam e abusam para reduzir os seus impostos a um mínimo ridículo, laborando em vários países da Europa e criando uma sede fictícia no Luxemburgo, Holanda ou Irlanda. São os países canalhas, que utilizam a UE para ganhar uns cobres à custa de empresas que usam as estradas dos outros, as redes de água ou sanemento dos outros, o vasto etc que os nossos impostos pagam, incluindo, pasme-se subsídios estatais.

Uma excelente reportagem feita a partir de França onde se pode igualmente observar como a casta alimenta os seus políticos, e a partir da qual bem se pode concluir que esta UE terminará sempre destruindo os países mais fracos.

Depois de nos sacar o BPN por 40 milhões

Mira Amaral acusa o governo de usar a fiscalidade verde para sacar mais impostos aos contribuintes. Sacam-nos tudo…

Não pirilamparás o orçamento do vizinho

oops

Que é como quem diz, não produzirás orçamentos inconstitucionais.

Errar é humano, errar três vezes é intenção. Com o truque de apresentar orçamentos inconstitucionais, propositadamente, este governo conseguiu nos três orçamentos sacar mais dinheiro do que aquele que a lei lhe permitira. BPN, BPP, Swapps, BES, PPP, etc., agradeceram.

Será que é preciso a véspera de eleições para este governo sair da ilegalidade? A ver vamos se haverá mais fogo de artifício para além de manter a sobre-taxa do IRS em 2.5%, em vez dos 3.5% (nota aos mestres do spin: não há baixa no IRS mas sim manutenção de uma sobre-taxa).

Dizem que é um governo liberal – III

-O governo mais liberal incompetente de sempre anunciou uma redução no défice, apesar do aumento da despesa na administração central, graças ao brutal crescimento da receita fiscal. No mesmo dia em que aumenta o salário mínimo, começando assim a campanha eleitoral…

E você? aumentava os impostos?

Os actos de banditismo político em que consistem os saques – pomposamente designados por “cortes na despesa” – dos vencimentos dos funcionários públicos e das reformas dos aposentados, espécie criminosa de imposto dirigido a grupos específicos e, por isso, ilegal, estiveram, curiosamente, ausentes do debate entre os candidatos à liderança do PS. Isto percebe-se e pelas piores razões.

Sei que é injusto para muitos dos melhores portugueses dizê-lo, mas a verdade é que tais esbulhos têm apoio popular e dão votos. É que a soma dos espoliados por estes meios não chega a 10% do eleitorado. Os restantes pensarão – que as muitas excepções me perdoem – que enquanto os predadores estiverem a atacar os servidores públicos e os reformados, não lhes aumentam a eles os impostos. Isto explica que a questão fiscal seja a pérola de todos os debates. Até deste. A palavra de ordem é: “touche pas mon IRS“.

Fiscalidade verde

Verde de raiva, graças à nova medida com impacto prático (mais impostos sobre os combustíveis) disfarçada entre medidas emblemáticas.

Orgulhosamente sós

Passos recusa baixar TSU ou subir IVA apesar de proposta da OCDE

Não pagamos, dizem eles

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Na Suiça há €24 mil milhões não declarados, fugidos de Portugal. Nós pagamos.

Passos Coelho tem a solução para a crise

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Consiste em fazer tiro contra os portugueses. Menos pensionistas, menos doentes, menos alunos, menos funcionários públicos, menos tudo o que dê despesa. A estes é dada a hipótese de emigrarem, assim escapando ao balázio. Portanto, com liberdade de escolha, não se belisca a constituição. Se por acaso o Tribunal Constitucional chumbar esta solução, ter-se-á que aumentar os impostos. Mas isto não é uma ameaça. É uma certeza.