O trampolineiro

verdade

Passadas duas semanas, Passos Coelho e os seus ministros fazem o oposto do que prometeram. Depois sentem-se quando lhe chamam mentirosos, que “em política não pode valer tudo“. A palavra deste governo vale zero e a pequena parte do DEO que quase são boas notícias para 2015 vale igualmente zero.

Aqui ficam as declarações de há quinze dias sobre a promessa das medidas que não “incidam em matéria de impostos, salários ou pensões”. “Creio que já esclareci bem essa matéria”, disse então Passos Coelho. E que “terão de ser identificadas poupanças ao nível da máquina do Estado”.

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Não há problema, abre-se já a caça ao Coelho

«Não se deve esfolar um coelho antes de o caçar», diz Passos Coelho.

caça ao coelho

Boa Páscoa

coelho ladrão

Não, filha, não posso comprar-te a bandolete

«Pai, podíamos esconder o nosso dinheiro todo no jardim para o Passos Coelho não o encontrar. E quando fossemos ricos, o Passos Coelho ia aos Bancos dar-nos dinheiro, não era?»

Consideremos o seguinte ponto de vista

Esqueçamos por momentos a relação  divergente que o governo mantém entre o que anuncia e o que executa e assumamos que é verdadeira essa intenção de conseguir um défice de 1.9% sem mais impostos/cortes salariais e de pensões/taxas/outras medidas de aumento da receita.

Em vez de 4% do produto interno bruto (PIB), a equipa de Pedro Passos Coelho aponta agora para um défice à volta de 1,9% este ano, indicam números enviados pela Comissão Europeia ao Parlamento português. [dinheiro vivo]

Se o governo pretende atingir uma meta mais exigente do que o acordo com a troika exige e se tal é possível sem aumentar o fardo fiscal que está a derrear os portugueses, concluiu-se que o brutal aumento de impostos de Gaspar era desnecessário e que este governo está a empobrecer o país por opção política.

A alternativa a este ponto de vista é Passos Coelho estar novamente a mentir. Você decide qual das opções é mais credível.

Um país com um sistema político falhado

Um país assim é aquele onde um qualquer jota, que chega a primeiro-ministro com apenas os votos de uns milhares de militantes, consegue meter o país de pantanas, sem que um contra-poder o consiga parar na sua loucura.

É o que está a acontecer com a fusão entre a Refer e as Estradas de Portugal. Depois de um sussurro na comunicação social, para sondar a receptividade da medida, anuncia-se que se vai proceder a uma transformação profunda num sector crítico para o país, como os transportes, sem que se conheçam estudos, sem discussão pública, sem planeamento e sem, sequer, que se saiba o que se irá fazer.

Vamos fazer de conta que não sabemos a resposta e deixemos uma pergunta: competitividade na oferta não melhora a qualidade do serviço?

estrada e linha

O mais completo aldrabão de que há memória em Portugal

Hoje estive na Universidade Nova a tentar explicar aos alunos de direito o que é o serviço público de media, para que serve e em que se distingue dos serviços estritamente comerciais. O direito de antena fora dos períodos eleitorais é obrigação do serviço público e só por isso esta peça informativa montada pelo principal partido da oposição, mas que poderia ter sido feita, com os devidos ajustes quanto ao prisma partidário, por qualquer órgão de informação independente, foi concerteza exibida pela RTP.

Caso não houvesse o direito de antena, o milhão de portugueses que a viu em directo permaneceria, acossado sob o jugo da propaganda do governo e da inércia da comunicação social, com a temerosa ideia de que a catástrofe que tombou sobre o país foi herdada e não criada por um governo corrupto e incompetente. [Read more…]

A extrema-direita

Em dia de mentiras, vou-vos contar umas verdades. A extrema direita vai-se instalando pela Europa, trazendo, das ruínas do século passado, os males que se julgavam enterrados. Le Pen em França, uns populistas na Áustria e na Alemanha, Turquia e a censura.

O que é que define estes movimentos? Alimentam nas pessoas a ilusão de poderem ficar em porto seguro se alguns grupos de pessoas desaparecerem. Mentem, manipulam, procuram bodes expiatórios. Apontam soluções fáceis e falsas. Praticam o culto do líder E assolapam-se no poder.

Proponho-vos agora o seguinte exercício: relerem o anterior parágrafo mas como se estivessem a ler sobre Portugal.

espera

Já está? Continuemos.

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Última hora

Passos Coelho acaba de afirmar que a chanceler alemã autorizou a reposição do subsídio de férias, medida a entrar em vigor antes de 25 de Maio.

Um bilhete de avião para o Passos Coelho

O  Movimento Irrevogável tentou hoje,  oferecer um bilher de avião a Pedro Passos Coelho, para  um destino à sua escolha .

O objectivo, segundo o lider do movimento, é que o  Primeiro Ministro «faça aquilo a que vem obrigando os portugueses e emigre para longe».

Aconteceu em em Santa Maria da Feira.

Que pena  ter entrado por uma porta secundária e o bilhete ser apenas simbólico.

Divergências insanáveis

Todos ficámos em estado de ansiedade quando o primeiro ministro Passos Coelho e o líder do PS (designado pelos comentadores de direita por “líder da oposição”) António José Seguro se encontraram para avaliar se era possível o tão cantado consenso (sobre quê e para quê é que ninguém para aqueles lados parece saber).

Ora, sempre preocupado em divulgar a informação importante que consigo apurar (como diria o quadrilheiro do Marques Mendes) e para esclarecimento das massas, aqui deixo o documento em que estão clara e detalhadamente redigidas as “insanáveis divergências” que, tonitruantemente, anunciou o dirigente do PS.divergencias

Einstein e o Coelho

einstein
Provando empiricamente, mais uma vez, que Einstein tinha razão, foi anunciada, esta segunda feira, a descoberta de ondas gravitacionais primordiais, vindas do início do nosso Universo. Esta descoberta, que é tecnicamente muito complexa, é uma das maiores descobertas das últimas décadas e de uma só vez resolve dois problemas.

Primeiro, mostra que o modelo inflacionário do Universo está correcto. O modelo prevê que, quando nasceu, o Universo sofreu uma fase de crescimento muito rápido e violento. Esta fase é chamada “expansão inflacionária” e é devida à existência de um campo escalar, chamado inflatão.” (CENTRA)

Instado a pronunciar-se sobre estas notícias, Passos Coelho foi categórico: não sabendo quem era esse tal Einstein, declarou contudo que, tratando-se certamente de mais um economista estrangeiro a meter-se nos assuntos que só ao governo português dizem respeito, repudiava terminantemente a visão expansionista implícita nesta teoria, para não falar na referência totalmente irresponsável e oportunista feita ao “crescimento rápido e violento”, chamando a atenção para a demagogia alarmista que consiste em brincar com temas como “expansão inflacionária”, ainda por cima postulando existência de algo chamado “inflatão” , termo importado, sem dúvida, da propaganda comunista. Sublinhou, ainda, que o importante era obter consensos, como ensinara o senhor presidente da República, pessoa muito mais digna de confiança que esse tal arrivista Albert Einstein. De resto, concluiu, a simples designação de “ondas gravitacionais primordiais” era, na sua opinião, sintomática, já que indiciava que era coisa de velhos ou, pior ainda, aposentados.

O país está melhor

As pessoas é que se lixaram (era para escrever com f…)

Passos Coelho esteve em Berlim;

mas sem bolas.

O Pelotiqueiro

pelotiqueiro

No seu artigo no Público de sábado, Pacheco Pereira entende as mentiras do Primeiro Ministro e a densidade que o mesmo concede à sua própria palavra como fruto de uma geração de políticos que se caracteriza por um “amoralismo que não é um pragmatismo”, nem sequer “um oportunismo”, mas “uma ignorância e uma indiferença, um egoísmo obsessivo, mas de muito pouco alcance”. Mais tarde, salientando que a sua vigarice vocabular não é sequer muito sofisticada e que “o dolo é muitas vezes grosseiro”, conclui que é obsceno e imoral o Primeiro Ministro tratar assim as pessoas.

Pacheco Pereira é um esteta e a sua insuficiência enquanto político nesse simples facto radica. A geração de políticos a que se refere quando pensa no Primeiro Ministro não é propriamente amoral porque a ideologia que subscreve é todo um programa de vida que se tece numa extensa rede de cumplicidades. Passos Coelho e os seus acólitos obedecem a um preciso código recheado de imoralidades, nos termos do qual os fins justificam os meios e os meios justificam qualquer fim,independentemente da vítima e mesmo do resultado. [Read more…]

O Carnaval dos hospitais

 José Xavier Ezequiel

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1 — Na primeira reunião do conselho nacional do PSD, após a recente eleição em congresso, o primus inter pares Miguel Relvas entrou mudo, sorriu para as câmaras e saiu calado. Não sem antes ter gerado, só pela sua presença pública, um carnavalesco incidente entre o sempiterno Zeca Mendonça e as canelas de um fotógrafo menos atento a golpes baixos.
No seu discuso de posse, Miguel Relvas terá declarado: “Os caminhos alternativos são cantos de sereia que levam à tragédia.”
Tendo em conta a densidade oratória e o fino recorte metafórico, suspeito que Miguel Relvas também recorra aos serviços do assessor de Assunção Esteves.

2 — Rui Machete, em lobby nas Nações Unidas, aproveitou aquele palco internacional para exortar a grande Rússia a não invadir a pequena Ucrânia. Vladimir Putin, finalmente, pôs-se em sentido.

3 — Passos Coelho é teimoso. Gosto de políticos teimosos. Porém, como ensina o Eclesiastes, há um tempo para tudo. Um tempo para teimar e um tempo para deixar de teimar. [Read more…]

Os fretes explicam-se

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Mesmo que a “Carta a Miguel Relvas“, publicada ontem no Expresso por Fátima Pinheiro, tenha mil palavras, esta foto diz muito mais. Isto num jornal que se diz de referência – mas como nos chapéus, referências há muitas.

Foto via “L´obéissance est morte

Os coelhos que Crato tira da cartola são passos eleitorais

Santana Castilho*

Com um sorriso pérfido, tão impróprio quanto significativo, Passos Coelho referiu-se assim ao sofrimento que já causou e continuará a causar aos portugueses: “… Quando se começa a levar pancada, as primeiras, que podem ser as mais fortes, não são, necessariamente, as que doem mais …”.

Há circunstâncias em que a leitura das imagens pode ser dúbia. Não é o caso. O primeiro-ministro fez chacota com o anúncio de mais sacrifícios e a justeza do que afirmo poderá ser confirmada por quem me ler. Basta visionar a gravação deste momento abjecto do Congresso do PSD. Surpreende que a falta de recato verbal e decoro expressivo, por parte de quem impôs o empobrecimento forçado de milhões de portugueses, não tenha provocado incómodo nos congressistas? Nada disso! A parada do Coliseu foi agradecer prebendas e aquecer motores para as campanhas eleitorais que se seguem. [Read more…]

PIM-PAM-PUM — O legado político do último congresso do PPD/PSD

José Xavier Ezequiel

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(Ou de como o “milagre económico” pariu um ratus norvegicus)

PIM — Aproximam-se eleições. Passos Coelho tenta reposicionar-se um pouco mais à esquerda. ‘Descobriu’ que a social-democracia portuguesa nasceu na ala liberal do marcelismo. Nem josé hermano saraiva (a caixa baixa é propositada) seria tão bom revisionista. No entanto, Passos Coelho é outra coisa — é um artista de palco tão frustado, que nem o La Féria o quis para menino de coro. Passos Coelho é o verdadeiro artista transmontano exilado na porcalhota. Se vivesse em Nova Iorque, seria empregado de mesa para o resto a vida. Em Queens, na melhor das hipóteses. E o Segismundo nem sequer seria para aqui chamado.

PAM — Santana Lopes sonhou ter o sábado à noite no Coliseu (dos Recreios) só para ele. Marcelo, regressado à pressa das Ilhas Adjacentes, roeu-lhe a corda. Entreteve muito prazenteiramente os congressistas e acabou a soirée, apesar de Passos Coelho, candidato da social-democracia-marcelista à presidência da república das laranjas. Temos festa. Imagino uma campanha com telefonemas de valor acrescentado mais IVA. Quem ganhar terá o raro privilégio de lanchar pastéis-de-nata-e-chá-de-camomila com o comediante Marcelo Rebelo de Sousa. O “povo livre” vem-se. Em orgasmos múltiplos de “alegria cristã”.

PUM — Gabe-se a lealdade de Passos Coelho. Um amigo é um amigo (sobretudo se conhece todos os nossos rabos de palha). Propôs (perdão, impôs) Miguel Relvas como número um da ‘sua’ lista ao conselho nacional do Partido. Obteve a menor votação, de sempre, de um líder partidário em funções semelhantes. Um verdadeiro embaraço partidário. A acrescentar ao embaraço nacional pela incontornável existência da criatura. A ‘amizade’ é fodida (perdoe-se-me o mau ‘francês’).

PS (salvo seja) — Ontem, segunda à tarde, o assunto do fórum da SIC Notícias (para quem não se recorda, é liderada pelo militante número um do PPD/PSD, Francisco Pinto Balsemão) não foi, como seria de esperar, o congresso do Partido. Foi a derrota do Futebol Clube do Porto, em casa, com o moiríssimo Estoril-Praia. E, ainda por cima, através de um ‘pénalte’ marcado contra o Porto (sem espinhas) nos últimos minutos do jogo. Onde é que já se viu uma coisa assim? Definitivamente, “Portugal está muito melhor”. Por muito que os portugueses estejam pior.

Então e o PS propriamente dito? Isso, por enquanto, não interessa para nada. Nem sequer vem ao caso.

A capitulação do último grande catavento

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Miguel Pinto Luz abriu as hostilidades do congresso do PSD com ataques cirúrgicos apontados aos comentadores e críticos internos do PSD onde, até há bem pouco tempo, figurava Marcelo Rebelo de Sousa, ou, nas palavras de Pedro Passos Coelho, o “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político”. Segundo o líder do PSD/Lisboa, “o PSD não está na SIC às Quartas, nem na TVI às Quintas, nem na SIC aos Sábados”. Porém, depois do congresso deste fim-de-semana, parece que vai voltar a estar na TVI ao Domingo à noite.

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Delírios da social-democracia do avental

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Apesar de residirmos todos no mesmo país, a cúpula social-democrata parece viver numa realidade distante daquela em que vive a esmagadora maioria dos restantes portugueses. Ou então, à semelhança do seu líder, são viciados na mentira. Na passada Sexta-feira, ouvi declarações do maçon que lidera a bancada parlamentar social-democrata – “eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – que não consegui interpretar, lacuna que penso decorrer da minha incapacidade de dissociar a vida dos habitantes de um país da vida do próprio país. Se calhar, como disse e bem o meu amigo Nabais, “este país não é para pessoas“.

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“O [meu] país está melhor”

Taxa de pobreza em Portugal é das mais elevadas da UE.

Olhar que gostava de ter dirigido a Coelho

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(foto Frans Lanting)

depois da sua referência ao favor que o estado faz no apoio aos deficientes.

Escolhi um animal que, por matar e comer coelhos como amuse bouche, traduz o meu estado de alma.

Clientelismo em regime de outsourcing

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Estou em total acordo com a crítica do Carlos Garcez Osório e subscrevo cada palavra da crónica do Fernando Alves na TSF. Com o mesmo argumento, rejeito liminarmente as patetices de alguma direita que, agarrada a uma notícia no site da Renascença, afirma que o contrato vem do Governo anterior quando o que importa aqui é a prática e não o contrato. E a prática não foi uma invenção de José Sócrates – a origem de todos os males – mas antes de Durão Barroso, destacado social-democrata, homem de fugas e submarinos e possível futuro Presidente da República. Pelo menos até que o chamem para outro cargo de destaque internacional que pague melhor e garanta entrada na rave anual do Bilderberg.

Intriga é o porquê desta necessidade vinda de alguém que dispõe de 10 secretárias e um exército de boys de todas as espécies à sua disposição. Intriga-me também o que pensarão os chefes da Troika sobre este despesismo manifestamente excessivo no radical contexto de austeridade que nos tem sido imposto. Mas o que realmente me intriga são outras gorduras do estado para as quais o João José Cardoso me chamou a atenção. Nestas coisas há sempre uma ex-mulher do irmão de uma ex-ministra social-democrata a safar-se bem.

Viver acima das possibilidades

Primeiro-ministro paga 12.500 euros a empresa para atender telefones (RR). Depois são os outros.

Passos, o orador

Não sei se já repararam, ou se têm paciência para reparar: o Passos parece ter encontrado em si uma súbita vocação de orador verborreico. Seja qual for o tema, o homem não se cala, produzindo intermináveis e pernósticas discursatas.

Na AR, em colóquios, interpelado nas ruas, nos salões, nas feiras, fala. Fala sempre. Sublinhando os seus juízos mais assertivos com pequenas elevações de pescoço ou de mento, se o espaço é pouco, estendendo as mãos – na posição em que o pescador lembra o tamanho do robalo que lhe fugiu – e fazendo pequenas vénias à esquerda e à direita, se tiver espaço.

A vulgaridade e a boçalidade ganham, dia a dia, nova dignidade institucional. Todavia, e ao contrário do que seria de esperar, as vendas de calmantes e hipnóticos não sofreram qualquer queda em razão do carácter potencialmente soporífero das falas do 1º ministro. Pelo contrário. As pessoas ficam ansiosas, agitadas e, se não interrompem rapidamente a audição do discurso do prolixo láparo, começam a ficar agressivas e a resmungar torpes ditos populares sobre quantos coelhos se podem matar com uma só cajadada. Auditório ingrato!

Quando a direita era oposição

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Houve um tempo em que o PSD, pela voz do seu líder e actual primeiro-ministro, afirmava convictamente que a austeridade não era o caminho e que para seguir esse caminho não podiam contar com o seu partido. Um tempo em que Passos acusava o executivo de Sócrates de “desleixo, falta de rigor, incompetência e desnorte”.

Houve um tempo em que o transparente Miguel Relvas lamentava que o sacrifício fosse sempre do mesmo lado. Que era preciso pedir mais sacrifícios ao Estado.

Houve um tempo em que Pires de Lima afirmava que eleições antecipadas seriam provavelmente a única saída para um “ambiente político completamente apodrecido”.

Houve um tempo em que o irrevogável Paulo Portas tentava dar lições de lealdade institucional ao então primeiro-ministro, que acusava de “falta de maturidade”. Com Portas, tal situação nunca aconteceria porque, como o próprio explicou à TSF, nunca confundiu “divergências políticas com o incumprimento do que acho que são obrigações institucionais”.

Foram tempos interessantes aqueles em que a direita era oposição. Tempos em que a Comissão Europeia e o BCE saudavam as medidas de austeridade apresentadas pelo executivo socialista perante o aplauso da imprensa alemã. Tempos em que a direita tentava (e acabou por conseguir) comprar o eleitorado com simpáticas mentiras, caídas por terra assim que a JSD graúda tomou conta do aparelho de Estado e fez exactamente o contrário daquilo que prometeu. E se puxarmos esses tempos um pouco mais atrás, ainda conseguirmos encontrar o Moedas da Goldman a afirmar, sem reservas, que só nos restava o “caminho da reestruturação da dívida”.

Alguém sabe onde se meteu esta direita?

Eu dou-vos uma pista: está algures a injectar mais 510 milhões de euros num banco corrupto falido.

O humor e propaganda de um regime em decadência

RIR

Sem a pompa e a circunstância que outras visitas da realeza social-democrata nos têm habituado numa terra tão laranja como é a minha Trofa, Passos Coelho apareceu por cá no passado Sábado para apresentar a sua recandidatura à presidência do PSD, num evento dirigido aos militantes da zona norte do país.

Em vez das habituais e ensurdecedoras cornetas que normalmente antecedem este género de visitas, os militantes trofenses optaram por manter a vinda do chefe num invulgar mas expectável silêncio, quebrado pela fuga de informação proveniente daqueles que, muito provavelmente, estarão fartos dos Relvas que tomaram conta do aparelho social-democrata. Nem o jornal do regime escreveu uma palavra que fosse sobre a vinda do Primeiro-Aldrabão. Não fossem os jotas cor-de-rosa vingar-se dos ovos com que José Sócrates foi brindado na sua última visita ao nosso concelho. É que por aqui as jotas não se limitam ao jogo do tacho: pegam-se a sério e chegam mesmo a andar à chapada na via pública se tal se mostrar “necessário”!

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Sr. Primeiro-Ministro:

caso um dia alguém lhe parta 3 dentes, algo que poderá estar para breve, poderá continuar a mentir com uma dentição completa graças à OLX. É prá jotinha e pró jotinha ehoh!

Ronaldo, a projecção e a *projeção

Soube, através do Expresso, que António José Seguro teria feito uma referência à projeção do nome de Portugal, a propósito da Bola de Ouro, ontem entregue a Cristiano Ronaldo.

projeção

Contudo, de facto, o secretário-geral do Partido Socialista não mencionou qualquer projeção. Seguro referiu-se tão-somente à projecção do nome de Portugal. Projecção. Exactamente.

projeccao

Segundo nos conta o Diário de Notícias, o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, ter-se-á referido quer ao capitão da selecção nacional, quer à seleção nacional.

ronaldo passos

Novidades? Nenhumas. O caos ortográfico está instalado e a culpa, garanto-vos, não é certamente do capitão da Selecção. Sim, da Selecção.