A multiplicação dos tachos no Chega
Mama do Bem

Rui Cristina, antigo deputado do PSD que o partido de André Ventura foi recrutar ao “sistema”, foi eleito presidente da CM de Albufeira em Outubro. E como prometido, acabou com a mama.
Como?
Garantindo uma boa nomeação para a própria irmã, outrora candidata do sistema pelo PSD, nos quadros da autarquia.
Dir-me-ão: mas os partidos do sistema não fazem o mesmo?
Fazem.
O que vem provar que, a este nível, a nível da tal mama, e do compadrio em geral, nada distingue o CH de PS ou PSD. Com a diferença que Ventura deseja 3 salazares para o país, desejo que, no geral, equivale a encerrar a democracia, instaurar uma ditadura, impor a miséria à maioria, torturar os dissidentes, matar os mais audíveis e entregar o monopólio dos negócios do Estado à elite económica e financeira do país. Em triplicado. Porque, por muitas voltas que se queiram dar, o regresso de Salazar seria igualmente o regresso do regime mais corrupto da história da República.
A integração do CH no sistema segue dentro de momentos

Lina Lopes foi militante do PSD, eleita deputada pelo círculo de Lisboa em 2019 e 2022. Antes disso esteve no SINDEP, e, posteriormente, na direcção da UGT.
Na eleição de 2024, o jogo de cadeiras no interior da AD atirou-a para lugar inelegível. E foi então que Diogo Pacheco Amorim, o deputado do CH que outrora integrou o MDLP, organização ligada ao terrorismo de extrema-direita no pós-25 de Abril, a convidou para o seu gabinete parlamentar.
Ou, como se diz em linguagem Chega, “ofereceu-lhe um tacho à girl, pago pelos contribuintes”.
Uma vergonha, portanto.
E, como aconteceu a tantos ex-PSD, foi escolhida pela unipessoal de André Ventura para ser candidata à CM de Setúbal. Decisão revertida quando surgiu a acusação de que terá recebido um “apoio financeiro” de um empresário da cidade, que incluiu almoços, jantares e até lanches grátis, um empréstimo no valor de 20 mil euros e até a compra do carro de Lina Lopes por um valor acima de 38 mil euros.
Não sei quanto a vós, mas fico com a sensação de que o CH está a integrar-se de forma muito rápida e plena no tal sistema que alega combater. As suas principais figuras chegam do PSD, os seus financiadores vêm das famílias mais ricas e poderosas do país, as tramoias sucedem-se, como se sucedem os tachos, e, aparentemente, vale tudo para chegar ao poder.
A farsa anti-sistema já só engana os tolos. Como papas e bolos.
João Galamba e Marques Mendes: a mesma luta

No tempo do socialista Cavaco Silva, “xuxas” como Luís Marques Mendes, Dias Loureiro, Arlindo Cunha e Fernando Nogueira, entre muitos outros, conseguiram bons empregos para as suas esposas nos ministérios dos seus camaradas.
O que mudou de lá para cá?
Nada.
E continuará a não mudar. Porque a nossa classe política, a que realmente governa e manda, não é mais que o reflexo daquilo que somos como povo. E dos subterfúgios que sempre encontramos quando a bola do esquema, da trafulhice ou da corrupção é conduzida por jogadores da nossa equipa.
Saímos das colónias, mas nunca saímos do terceiro mundo. Nem do universo salazarista do medo e da apatia.
Tachos familiares no CH: o caso de Rita Matias
Durante a campanha, e antes dela, Ventura e o seu partido afirmaram, várias vezes, que se opunham e queriam acabar com os laços familiares no Parlamento. Fizeram disso uma bandeira. Talvez por isso, imagino eu, é que Rita Matias, a única mulher eleita pelo CH para a AR, é filha de Manuel Matias, assessor de Ventura na AR e antigo líder de um micropartido que o CH engoliu. E se dúvidas restarem, puxem a box atrás e vão ver o debate da jovem com a Joana Amaral Dias, na CNN, para perceberem a mediocridade. Parafraseando o saudoso Chicão, um esquadrão de cavalaria à desfilada naquela cabeça não esbarra numa ideia. Sim, é um tacho. E sim, a narrativa do CH é uma fraude. Mas cada um come os gelados que quer com a testa. Por enquanto, ainda somos um país livre.
Deixem os funcionários públicos em paz

Não compreendo aquela malta que às Segundas, Quartas e Sextas quer mais polícias nas ruas, médicos e enfermeiros nos hospitais e técnicos nos vários sectores da administração pública, e às Terças, Quintas e Sábados rasga às vestes porque existem funcionários públicos a mais. Já é tempo de alguém lhes explicar que não é possível querer tudo e o seu contrário. Os países europeus que ocupam o topo de todos os rankings que interessam têm mais funcionários públicos que Portugal. Muitos mais. Aliás, a esmagadora maioria dos Estados-membros da UE têm mais funcionários públicos que Portugal. O problema não são os funcionários públicos. O problema é critério que privilegia as clientelas partidárias de quem manda, a quem os caciques pagam lealdade e favores com tachos.
Futebol, o verdadeiro dono disto tudo: o caso Pedro Adão e Silva
Futebol. Um conjunto de instituições de exagerado poder, com tentáculos na política local e nacional, há décadas a viver acima das suas possibilidades e em situação permanente de falência técnica, em particular as suas elites, a quem tudo é permitido, seja corrupção, sejam fraudes fiscais, sejam os mais variados abusos de poder, seja o que for. Vale tudo e está tudo bem.
Até no interior do Parlamento se faz o poder futebolístico representar, através dos poucos fóruns onde o unanimismo reina, que são as associações de deputados-adeptos dos principais clubes, onde podemos encontrar um deputado do CDS a brindar com outro do PCP, e que, não raras vezes, até recebem os seus presidentes e outros dirigentes para almoçar ou jantar.
A direita açoriana e a normalização de Carlos César

Tanta merda para acabar com o nepotismo e o controle absoluto do PS sobre as estruturas da administração pública nos Açores, e, em apenas três meses, o novo regime PSD/CDS/PPM, com acordos parlamentares firmados com a IL e o CH, têm mais nomeados que o anterior regime socialista, que fizeram a factura para manter toda aquela gente subir dois milhões de euros. E muitos familiares à mistura, provando que o efeito Carlos César é transversal aos caciques do PSD, do CDS e do PPM, que é pequeno mas tem os mesmos vícios dos grandes. Perante este agravamento da tacharia e do nepotismo no arquipélago, é de esperar que IL e CH rompam imediatamente com o acordo firmado com a nova maioria, que a IL encha as rotundas dos Açores com outdoors #comPrimos e que o CH faça o mesmo, denunciando esta vergonha, com as suas artimanhas populistas. E muitos parabéns à direita dos puros e castos que combatem o socialismo, por nos mostrarem que conseguem ser iguais ou piores que os seus antecessores. Depois de normalizarem a extrema-direita, conseguem agora o feito inédito de normalizar o Carlos César. Parabéns!
Margaret Thatcher e Eduardo Catroga
O tacho do camarada Catroga dura até acabar o dinheiro do Partido Comunista Chinês. O que felizmente para ele nunca irá acontecer.
Agência Bofetada

Se João Soares for mesmo para a administração da Lusa, estarão os jornalistas a salvo? Ou sujeitos a levar umas bofetadas caso perturbem a existência do filho varão do eterno monarca socialista? Costa bem que podia ter arranjado um tacho mais condizente com o personagem. Deixá-lo entre jornalistas poderá revelar-se uma péssima ideia.
A história do tacho da esposa do autarca que tirou o tacho ao marido da autora da história

Não me vou alongar sobre os detalhes de mais um episódio siciliano a sul do Douro. O Bruno já aqui expôs o compadrio (lixos jornalísticos à parte, não façam de nós parvos) e o João Paulo acrescentou algumas informações sobre o jornalismo de sarjeta que impera no rectângulo e sobre a habitual manipulação da opinião pública que se faz sentir nesta fase de pré-pré-pré-pré-campanha. Sim, João, já começa a valer tudo.
Contudo, e porque sou um grande fã da cosa nostra gaiense, quero aproveitar a deixa para dar os meus cinco tostões para o peditório. Curtinho e grosso. Cá vai: a jornalista que faz manchete na capa do Público de há dois dias é ex-mulher de Rogério Gomes, que tinha um belo tacho de administrador na empresa municipal Águas de Gaia, que lhe havia sido dado por Luís Filipe Menezes, apesar da falta de qualificações para o cargo. Quantas vezes escreveu Margarida Gomes sobre o assunto? Zero, claro. [Read more…]
Mais um amigo contemplado por Pedro Tachos Coelho
No final de 2011, Paulo Portas apresentava no hemiciclo o orçamento do seu ministério – o golpe irrevogável ainda não tinha acontecido e Portas era “apenas” o Ministro dos Negócios Estrangeiros – e anunciava aos parlamentares que, para conter a despesa e a “situação de emergência” em que o país vivia (que apesar da propaganda continua a viver), seria necessário fechar algumas representações. Uma dessas representações era a embaixada de Portugal na UNESCO (Paris), cujas responsabilidades passariam a ser assumidas pelo embaixador português em Paris. Uma medida coerente, que permitia assim uma poupança sem que o qualidade do serviço fosse, entendia o governo, afectada.
O problema da factura salarial
Passos Coelho tem um problema com a factura salarial. Não há dinheiro e é preciso reduzir a despesa do Estado, congelar progressões de carreira e “flexibilizar” as leis laborais. Há funcionários públicos e professores a mais. Há reformados a mais, cortem-lhes as reformas! Temos que cumprir com as nossas obrigações e pagar a nossa dívida!!!
Claro que depois temos aquelas “excepções“…
Zandinga post: Há greves marcadas
Devem estar a pintar posts contra as greves, os grevistas, os sindicatos e os sindicalistas. Era mesmo só isto – foi o momento Zandiga no Aventar.
Oferta de Emprego para a Vera Pereira
Confesso que pensava já ter visto tudo, mas há sempre uma surpresa a caminho.
Então o IEFP divulga uma oferta de emprego com o nome do destinatário?
E, para melhorar a situação o IEFP comenta que foi um:
“lapso registado no procedimento” mas afirma que “a situação identificada é perfeitamente normal”
Eu, tal como a notícia de serviço público da RTP, apetece-me perguntar como é que um candidato faz para poder mudar de nome?
Comecem por visitar uma Conservatória e mudar, então, o nome para Vera Pereira. Têm é que andar depressa para ir a tempo de apanhar a oferta…
Nota (23h): parece que a coisa não é, afinal, o que parece. O diz que disse e o explica sem explicar vai já em várias versões… Até próxima informação fica a informação disponível no Jornal Público.










Recent Comments