(exactamente) «Santana Lopes admite abandonar presidência da Aliança». OK. Siga.
O fato de Tolentino de Mendonça
Lembrando as palavras de Donald Davidson, recordando uma das faces mais visíveis do drama e agradecendo esta imagem aos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico, aqui ficam umas levíssimas canções de Billy Bob Thornton & The Boxmasters, a pesada explicação do Karl Childers/Billy Bob Thornton e os meus votos de um óptimo e espectacular domingo.

A efectiva e ineficaz aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 e o direito de contatar
It’s pretty much what I said before.
— Noam ChomskyWith the communicative paradigm, it has been recognised that the goal of getting foreign/second language learners to have perfect pronunciation may be unrealistic and inappropriate (Jenkins, 1998). Instead, it has been suggested that the goal in teaching pronunciation should be “intelligibility” (Kenworthy, 1987) and “communicative efficiency” (Harmer, 1993).
— Gölge Seferoğlu
***
O Acordo Ortográfico de 1990 é efectivamente (ou seja, de facto) aplicado assim:

Isto é, o Acordo Ortográfico de 1990, de facto (ou seja, efectivamente), não é aplicado — se fosse aplicado, perder-se-ia o brilho desta habitacção:

Quanto ao sítio do costume, continuamos sem novidades:

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
GIGO e AO90: imagens da rentrée
Some meta-analysts have opted to only include published or so-called high-quality research, citing what is known in the meta-analysis literature as the garbage in, garbage out (GIGO) validity threat (e.g., Truscott, 2007).
— Plonsky & OswaldLet’s put it this way: if successful, a CL approach may serve as a high-speed train to Word City, but its terminus is in a suburb. That’s okay, as long as one realises it’s still a bit of a stroll downtown, where the real action is.
— Frank BoersThat’s right! Cristiano Ronaldo. He’s that new kid … uh… from Benfica… (Porto…?)
— Ian Astbury
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Ontem, vi um resumo do PSG-Real Madrid e lembrei-me, imagine-se, de uma recente menção ao fato de Zidane, feita pelo jornal A Bola. Efectivamente, no momento em que experimentava sistemas diferentes, Zidane envergava um fato, de acordo com as palavras grafadas nessa ilha ortográfica do Dr. Moreau, nesse maravilhoso espaço de resistência silenciosa cercado por liberdade de expressão:

Aliás, a foto que ilustra o texto mostra Zidane (como Monti, há uns anos) de fato:

Quanto ao sítio do costume…
Ora bem, portanto, vejamos:

Tudo na mesma. OK. Siga.
Nótula: Agradeço a Manuel Monteiro o envio deste engomadíssimo fato de Zidane.
***
Descrevendo e prescrevendo
«Dificilmente Portugal poderia estar melhor representado na Comissão» (Cadilhe).
«As paredes da sala estão mais bem pintadas que as dos quartos» (Cunha & Cintra).
«Lembrai-vos disto e meditai, reflecti, ó prevaricadores» (Is 46, 8)
Arguments that teaching explicit pronunciation is a waste of time or does not fit into a communicative classroom thus do not hold, as the benefits to the students are tangible.
— Abby BajuniemiAnd then you cut
You cut it out
And everything
Goes back to the beginning
— Choir of Young BelieversMementote istud et confundamini; redite, praevaricatores, ad cor.
— Is 46, 8
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Ontem, foi dia de reflexão.
Hoje, é dia de meditação («lembrai-vos disto e meditai»).
Efectivamente, vede, incréus, o que aconteceu hoje no Diário da República.
Houve fatos

sim, houve fatos

e, além destes fatos, houve contatos:

Citando Frei Bento Domingues, num texto muito justamente intitulado Meditar em qualquer lugar,
boas férias e até Setembro.
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Reflictamos acerca do fato
Nice chap, buys his round.
— Ian HislopNever in the field of human conflict was so much owed by so many to so few.
— Churchill (apud Boris Johnson)Furthermore, there is an enormous class hatred: how can this uneducated worker who doesn’t even speak proper Portuguese dare to be sitting in the presidential palace?
— Noam Chomsky
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Efectivamente, depois de o livro de Nuno Pacheco ter sido muito bem apresentado, houve uma semana ligeiramente atribulada e o sossego do fim-de-semana.
Chegados a segunda-feira, encontramos isto, no sítio do costume:

Os responsáveis pelo desastre lá vão encolhendo os ombros, assobiando para o ar e, armados em Boris, fazendo de conta que não está a chover.
Apetecia-me escrever umas linhas acerca do verbo reflectir e da nítida função diacrítica do c nas formas arrizotónicas com e: reflecti, reflectia, reflectiam, reflectíamos, reflectias, reflectido, reflectíeis, reflectimos, reflectindo, reflectir, reflectira, reflectirá, reflectiram, reflectíramos, reflectirão, reflectiras, reflectirás, reflectirdes, reflectirei, reflectireis, reflectíreis, reflectirem, reflectiremos, reflectires, reflectiria, reflectiriam, reflectiríamos, reflectirias, reflectiríeis, reflectirmos, reflectis, reflectisse, reflectísseis, reflectissem, reflectíssemos, reflectisses, reflectiste, reflectistes, reflectiu.
Tal função torna-se perceptível, por exemplo, se compararmos com repetir: repeti, repetia, repetiam, repetíamos, repetias, repetido, repetíeis, repetimos, repetindo, repetir, repetira, repetirá, repetiram, repetíramos, repetirão, repetiras, repetirás, repetirdes, repetirei, repetireis, repetíreis, repetirem, repetiremos, repetires, repetiria, repetiriam, repetiríamos, repetirias, repetiríeis, repetirmos, repetis, repetisse, repetísseis, repetissem, repetíssemos, repetisses, repetiste, repetistes, repetiu — e quanto à justificação de -ct- nas formas com i (reflicto, reflictamos, etc.), lembremo-nos da “derivação ou afinidade evidente” e do <x>com valor [ks].
Além dessas apetecidas linhas, também queria propor formalmente uma adenda à lista de Vasco Pulido Valente. Ei-la, informal: agora facto não é igual a fato (de roupa).
Infelizmente, como o “bem-amado kaiser“, ando com pouco tempo: quer para as linhas, quer para a formalização da proposta. Fica para outra altura.
***
The Weather Project
A união de fato: o regresso
Maxine: Workin’ on your sermon for next Sunday, Rev’ rend?
Shannon: I’m writing a very important letter, Maxine. [He means don’t disturb me].
— Tennessee Williams, “The Night of the Iguana“Franchement, c’est too much.
— Hélène LecomteUn dernier verre de sherry
De cheri mon amour, comme je m’ennuie
— Sylvie Vartan
***
Segundo o sítio do costume, união de fato é um dos elementos que servem para enquadrar o conceito agregado familiar.

É o regresso da união de fato, essa nossa velha conhecida.
Efectivamente, o aspecto do Diário da República mudou: todavia, a grafia caótica mantém-se.

***
Nótula: Tive pena de não poder estar presente ontem no lançamento do Acordo Ortográfico – Um Beco com Saída, de Nuno Pacheco. Para esquecer essa tristeza, no fim do trabalho, fui dar umas voltas no velódromo dos meus vizinhos, que, segundo eles – e eu acredito e agradeço-, também é meu.
Haja caras que digam
Não é só três, como houve um cara que disse. (*)
… no gramado — como vocês dizem, eu digo relvado —, no gramado… (**)
— Jorge Jesus (*, **)Pirate punk politician
I got you in a bad position
— Perry FarrellBlow, bugle, blow, set the wild echoes flying,
Blow, bugle; answer, echoes, dying, dying, dying.
— Tennyson
***
Vida nova pára Casillas no FC Porto ou vida nova para Casillas no FC Porto? Trânsito pára em Lisboa esta sexta-feira à tarde para deixar passar Eusébio ou trânsito para em Lisboa esta sexta-feira à tarde para deixar passar Eusébio? Bloqueio nos fundos da UE pára projecto de milhões na área do regadio ou bloqueio nos fundos da UE para projeto [perdão] de milhões na área do regadio? Tribunal pára despejos num dia em que uma morte trava uma vitória ou tribunal para despejos num dia em que uma morte trava uma vitória? Ninguém pára a “Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto” ou ninguém para a “Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto”? No regresso para em Lourenço Marques para visitar uma irmã ou No regresso pára em Lourenço Marques para visitar uma irmã? Ninguém para o Benfica ou ninguém pára o Benfica? André Horta para um mês ou André Horta pára um mês? Ninguém para para o socorrer ou ninguém pára para o socorrer? Alto e para o baile ou alto e pára o baile? Para o bailinho ou pára o bailinho? Uma legislatura perdida para a Educação ou uma legislatura perdida pára a Educação? Salvio para a história ou Salvio pára a história? Mourinho para Portugal ou Mourinho pára Portugal (DDD, pp. 49-50)? Ah! O acento (e o assento). Ah! A Vida Nova. Ah! O Diário da República!
Efectivamente, no sítio do costume, é a vida velha:

Como diz Ana Cunha,
De facto, está em curso, continua, não pára:

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
Inquietações ortográficas
On est encore libre de ses lectures.
— Nicolas SarkozyBarney Fein: Who are these savages?
— David MametÇa commence à devenir, effectivement, très inquiétant.
— Dominique Rizet
***
Recentemente, consultei a versão electrónica do Expresso e o aspecto era este:

Havia sector e setor, na mesma página: tudo isto é um espectáculo e uma alegria, efectivamente, tudo isto é um forrobodó.
Provavelmente por andar a ler o Diário Oficial da União (para quem não souber, o homólogo brasileiro do Diário da República), o Expresso também transmitiu uns fatos que andam por aí:

No sítio do costume, a festa continua:

Eis, de novo, os factos esquecidos e os fatos novos, mas inadequados. É o tal grão de areia, há muito conhecido em S. Bento, a fazer das suas na engrenagem.
Bem-vindos à adopção do Acordo Ortográfico de 1990.
***
Ferro sonha com a selecção do Brasil
«Seleção é um sonho, mas quero consolidar-me no Benfica». Efectivamente, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Ninguém para a “Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto”?
Nada disso! Ninguém pára a “Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto”. Efectivamente. Apesar de atualiza, Seleção, afetar, correto, outubro, atos, etc.
Para comboio para salvar
Je ne regarde pas les émissions dans lesquelles je suis. Je regarde encore moins les émissions dans lesquelles je ne suis pas.
— Michel OnfrayWhen people say they want English to be pure — what are they talking about? Was Shakespeare pure?
— Noam Chomsky
***
De facto, um maquinista não para comboio para salvar cão acorrentado à linha ferroviária. Efectivamente, um maquinista pára comboio para salvar cão acorrentado à linha ferroviária.

Exactamente.
É o regresso do comboio, do para e do pára. Obrigado, Manuel Monteiro.
***
«Tribunal para despejos num dia em que uma morte trava uma vitória»
Tribunal para quê? Para despejos.

Para quedas, para pentes e pentes para carecas
La résilience, la définition est très simple : c’est la reprise d’un type de développement, après avoir subi un traumatisme.
— Boris CyrulnikThus, if learners are applying a ‘first-noun strategy’ when beginning to learn Latin, they might miscomprehend something like Ursum tigris amat (bear-ACC tiger-NOM loves) as ‘The bear loves the tiger.’ For this reason, it is not enough to only measure reading times of grammatical and ungrammatical sentences to see if learners develop sensitivity to case marking. It is also prudent to determine whether learners can make use of case marking during sentence comprehension. That is, can they correctly interpret something like Ursum tigris amat as ‘The tiger loves the bear’?
— VanPatten & SmithJouis et fais jouir, sans faire de mal ni à toi ni à personne : voilà, je crois, toute la morale.— Chamfort (apud Onfray, bah oui, Onfray)
***
Já sabíamos que a ausência crónica de contacto com a realidade é uma disfunção que afecta muitos decisores políticos. Todavia, hoje, ficámos igualmente familiarizados com o conceito “sem contato com o solo”.

E lá está o famoso paraquedas (versão 1990 de pára-quedas), ao qual, apesar dos boatos, Manuel Monteiro não se referiu.
Efectivamente, como dizia anteontem Nuno Pacheco,
o Acordo Ortográfico não é uma coisa com erros, é um erro com coisas.
Siga.
***
O Expresso permite ‘facção’
C’était comme un nouveau monde, inconnu, inouï, difforme, reptile, fourmillant, fantastique.
— Victor HugoBon, ce n’est pas bien grave. Paix à son âme.
— Michel Onfray (sobre Michel Serres)They responded in five seconds. They did their jobs — with courage, grace, tenacity, humility. Eighteen years later, do yours!
— Jon Stewart
***
Efectivamente, sabe-se há uns anos (2010: 103) que o Acordo Ortográfico de 1990 transformou facção com maiúscula inicial numa homógrafa perfeita de Fação, em Sintra.

Foto: Francisco Miguel Valada
Também se sabe que essa transformação não se aplica à ortografia do português do Brasil, justamente devido ao “critério fonético (ou da pronúncia)“, criado para garantir a tal “unidade essencial da língua portuguesa“. De facto, no Brasil, mantém-se a facção e, além dela, mantêm-se o aspecto, a concepção, as confecções, etc., etc. Ou seja, o discurso de Fação, bem conhecido dos leitores do Aventar, não é adoptado no Brasil, precisamente devido à base IV do AO90.
No Expresso, a facção mantém-se (neste caso, mantêm-se as facções), se o autor for brasileiro:

Se for português e se escrever em português europeu, o autor está impedido de grafar tamanhas monstruosidades

a não ser que [Read more…]
A importância da vírgula e do cê
Ronaldo para?
Sim, pelos vistos, «Ronaldo para autocarro da seleção para abraçar criança doente» (obrigado, Nabais).
Quem para a extrema-direita na polícia?
Les perroquets commencèrent à crier, âcres, aigres, puis les perruches ajoutèrent leur pépiement à cette symphonie discordante. Leur charivari montait avec la lumière.
— Éric-Emmanuel Schmitt, “Les Perroquets de la place d’Arezzo“
***
Aliás,

Exactamente, apesar de ativa e de ativistas:

Como sabemos, existe uma diferença entre afirmar
e escrever com o AO nos jornais.
É como a diferença entre determinar
e permitir que isto aconteça:

— ou até um bocadinho semelhante a, por um lado, afirmar
e, por outro, escrever
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
O contato, os contatados e os contatos
En quelques secondes j’avais perdu mon père. Ce que j’avais si souvent craint était arrivé, en ma présence. Je ne suis jamais parti donner des conférences en Australie ou en Inde, au Japon ou aux États-Unis, en Amérique du Sud ou en Afrique noire sans penser au fait qu’il aurait pu mourir pendant mon absence. Je songeais alors avec effroi qu’il m’aurait fallu faire un long retour en avion vers lui en le sachant mort. Or, il mourrait, là, avec moi, dans mes bras, seul à seul. Il profitait de ma présence pour quitter le monde en me le laissant.
— Michel OnfrayTanto adiei esse dia que o deixei fugir.
— Carla RomualdoNous vénérons beaucoup plus les idées que la réalité.
— Michel Onfray
***
Depois do fim-de-semana, se bem se lembram, tivemos segunda-feira e também houve terça-feira. Entretanto, chegámos a quarta-feira


e tudo continua exactamente na mesma.
A ideia “acordo ortográfico” é venerada pelo poder político de Portugal — todavia, a realidade passa completamente ao lado de quem decide, como passaram os pareceres críticos que previam o desastre e ficaram na gaveta a servir de forro. O Diário da República é simultaneamente a realidade e a sua demonstração, ou seja, uma montra que serve de prova visível, pública e notória do desastre actualmente a acontecer em todas as áreas do “portuguez lingua escripta“. No entanto, a reacção dos decisores, de quem se espera lucidez e a quem se exige coragem, resume-se efectivamente a encolher os ombros, assobiar para o ar e tapar o sol com a peneira.
***
Actualização (7/6/2019): ligeira correcção estilística no último parágrafo.
Assegurar os contatos necessários
Quem sabe de mim sou eu
— Gilberto GilIk denk dat wij mensen te veel aandacht aan taal besteden. Ik heb mijn emoties en manipuleer mijn gevoelens, maar de taal gebruik ik pas als ik jou erover wil vertellen.
— Frans De WaalSerres est marqué sur ma carte d’identité. Voilà un nom de montagne, comme Sierra en espagnol ou Serra en portugais; mille personnes s’appellent ainsi, au moins dans trois pays. Quant à Michel, une population plus nombreuse porte ce prénom.
— Michel Serres (1930-2019)
***
Estas citações de Frans De Waal e de Michel Serres merecem veemente crítica: uma língua não se limita nem aos países que lhe dão nome, nem ao momento da entrada em acção do aparelho fonador. Nem pouco mais ou menos. Todavia, vendo bem as coisas, as afirmações destes dois excelentes autores não são tão graves como o espectáculo diariamente oferecido no Diário da República.



Actualização (5/6/2019): Amigo atento salientou o ‘eminente’ em vez de ‘iminente’. Trata-se de um aspecto muito importante (à consideração do Expresso, quando fizer a revisão da matéria) e convém perceber que o *eminente já encontrou há muito o seu lugar no sistema (aqui, ali, acolá), por razões que já expliquei alhures.
***
«CP reduz a metade comboios na linha de Sintra durante o verão»
OK. Mas ficamos sem saber o que acontecerá durante o verei, o verás, o verá, o veremos e o vereis. Exactamente.
Jesus e a próclise
Alô, torcida do Flamengo – aquele abraço!
— Gilberto GilSo let’s cut the conversation and get out for a bit
— Robert Smith & Co.
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Foto: MIGUEL RIOPA/AFP/Getty Images (http://bit.ly/2KjZhII)
Quando li no Público que Jesus dissera “O Flamengo me dará uma possibilidade”, em vez de “O Flamengo dar-me-á uma possibilidade”, desconfiei. A fonte, obviamente, era uma versão da intervenção de Jesus. Todavia, aquilo que Jesus efectivamente disse foi “o Flamengo proporciona a qualquer treinador essa possibilidade“.
Escrito isto, as conferências de imprensa e as entrevistas do treinador do Flamengo serão um excelente laboratório para acompanhar o novo percurso linguístico de Jesus. O Flamengo é o meu clube brasileiro desde os tempos do Zico e do Bebeto — o meu clube do campeonato espanhol é o Atlético de Bilbau, desde os tempos do Etxeberria; o meu clube do campeonato italiano é o Inter de Milão, por causa desta equipa; o meu clube inglês é o Aston Villa, (não de Londres, my bad, mas de Birmingham), por causa do nome (e não por causa disto); etc. Ainda não tinha feito like na página do Facebook do Flamengo, para acompanhar o desempenho de Jesus. Jesus! Já está.
***
Director-adjunto do Expresso
Tout se vend, tout s’achète: les enfants, le sperme, les pailletes, le ventre des femmes, les utérus, toutes ces choses-là. Allez hop! Allons-y! Ça se vend, ça se loue, ça s’achète, ça se prête: c’est la grande marchandisation du capital.
— Michel OnfrayIl y a dictature quand il y a péril pour la liberté. Et il me semble qu’on est en train d’assister à une civilisation, on fabrique une civilisation, dans laquelle il y a péril pour la liberté.
— Michel Onfray
***
O Expresso, sabe-se, é extremamente versado em pronunciar-se acerca de assuntos ortográficos, ao ponto de até dar aulas de Português. Todavia, pelo caminho, vai tendo recaídas (aqui, ali, acolá…) e dando alguns tropeções (acolá, ali, aqui…), engrossando as fileiras da diáspora.
A grafia exibida pelo Expresso é a prova acabada quer da hipocrisia ortográfica instalada, quer da inutilidade do Acordo Ortográfico de 1990.

Efectivamente, quem se dá ao luxo de ter um director-adjunto no dia 29 de Maio de 2019, quase nove anos passados sobre o anúncio da poupança de letras, demonstra em última análise que o Acordo Ortográfico de 1990 não faz falta absolutamente nenhuma e que o cê, esse sim, dá imenso jeito.
***
Villas-Boas «aponta a um ataque comedido ao mercado de verão»
O novo treinador do Marselha não se pronunciou sobre os mercados de verei, verás, verá, veremos e vereis.












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