Sem emenda

O Sr. Candidato e o Sr. Deputado, dirimiram as suas contas de balcão de carvoaria, interessando-se pelos remoques e responsabilização mútua de alegadas malfeitorias. Num país com dezenas de milhar de quilómetros quadrados de terras abandonadas, com uma costa subaproveitada e uma Zona Económica (pretensamente) Exclusiva ignorada e sem defesa, pois se vivêssemos em normalidade, teríamos 16 patrulhas oceânicos, 6 submarinos, 10 fragatas, aviação naval e uma frota pesqueira capaz de lançar redes em todos os oceanos, colocando-nos nos congeladores uma Pescanova nacional. Os dois convivas limitaram-se a escrever na água. Nada, nem uma ideia, nem uma frase que indicasse a esperança num projecto viável. Ignoraram o espaço lusófono, desconhecendo ou desinteressando-se da potencialidades do mesmo.  Com as cidades e os respectivos centros históricos a caírem aos pedaços, sem elevação falaram de betões, de carris chiques que não queremos nem podemos pagar e nem sequer um suspiraram acerca dos sempre úteis “grandes desígnios” que ninguém percebe como coisas atingíveis.

Definitivamente, esta gente – toda ela – já é passado. Com  um absurdo “empate técnico” na forja acesa à beira da estátua de Afonso de Albuquerque e alimentada pelo ambicioso interessado na fraqueza dos outros, já pouco há a esperar quanto a um projecto exequível e sem dúvida austero, mas com credibilidade.

Há 101 anos caiu sem defesa, o regime que na nossa longa História, mais se parecia com estes dias de descontentamento. Pelos vistos, mais tarde ou mais cedo, teremos uma reedição de acontecimentos.

Troika a privatizar!

O memorando da troika, do qual o ‘Aventar’, em iniciativa inédita na blogosfera e com o sentido  de servir o interesse público, publicou a tradução integral, em 2. Regulação e supervisão do sector financeiro, refere explicitamente, no ponto 2.5 Caixa Geral de Depósitos (CGD), várias orientações, de que destaco o seguinte segmento:

Isto (aumento de capital, nota minha) incluirá um plano temporal mais ambicioso para a já anunciada venda do sector de seguros do grupo, seguir um programa para se desembaraçar das subsidiárias que não façam parte do seu núcleo e, se necessário, a redução das actividades no estrangeiro.

Nicolau Santos, director-adjunto do ‘Expresso’, na coluna semanal ‘Cem por Cento’ do suplemento de Economia do mesmo semanário, escreve no ponto 7 um texto que ouso subscrever:

Para compor os seus rácios, a Caixa Geral de Depósitos será reduzida apenas à sua actividade financeira, vendendo todas as outras áreas (seguros e saúde), a sua actividade internacional e possivelmente várias das suas participações nacionais. As empresas portuguesas, estratégicas ou não, ficam agora desprotegidas face ao avanço de investidores internacionais. E dado os valores irrisórios a que se encontram, o mais certo é que todos os designados centros de decisão nacional passem para mãos estrangeiras…

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Pensem nisto antes de votarem a 5 de Junho:

Legado do Governo PS de Sócrates:

1 – Pior dívida pública dos últimos 160 anos (mesmo não incluindo PPPs e empresas públicas).
2 – Pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (duplicou em 6 anos)
3 – Maior dívida externa dos últimos 120 anos
4 – Dívida externa bruta em 1995 de 40% do PIB
5 – Dívida externa bruta em 2010 de 230% do PIB
6 – Dívida externa líquida em 1995 de 10% do PIB
7 – Dívida externa líquida em 2010 de 110% do PIB
8 – DÍVIDA PÚBLICA em 2005 = 82.000.000.000€
9 – DÍVIDA PÚBLICA em 2010 = 170.000.000.000€
10 – Últimos 10 anos = 3º país do mundo com PIOR CRESCIMENTO ECONÓMICO (atrás do Haiti e Itália)
11 – Últimos 10 anos = 4º país do mundo com MAIOR CONTRACÇÃO de DÍVIDA.
12 – Actualmente no 4º lugar do TOP dos PAÍSES DO MUNDO EM RISCO de BANCARROTA
13 – Em 2011 só PORTUGAL, Grécia e Costa do Marfim estarão em recessão no MUNDO
14 – Em 2012 só PORTUGAL estará em recessão no MUNDO.

Programa do PSD para a saúde, privatiza filho, privatiza

Lá tenho de repôr aqui o vídeo onde com grande frontalidade esta senhora do BES explica em 25 segundos porque passa pela cabeça de um orangotango entregar a gestão dos centros de saúde a privados.

Curiosamente o FMI no memorando diz exactamente o contrário, no que toca aos hospitais:

Melhorar os critérios de selecção e adoptar medidas para garantir uma selecção mais transparente dos presidentes e membros dos conselhos executivos dos hospitais. Os membros serão obrigados por lei a ser pessoas de reconhecida competência na gestão da saúde e administração em saúde.

Quando li isto lembrei-me da inimputável Leonor Beleza, que transformou a gestão profissionalizada da saúde numa coutada para filiados. Recordo-me de um senhor que passou de merceeiro a gestor de um pequeno hospital, que assim se apoia o comércio local.

Com este programa o PSD consegue que Sócrates vire Lázaro, levanta-te e anda, e pelas sondagens acima ele caminha. Não há pachorra.

Educação: a diferença entre PS e PSD está sobretudo no D

As propostas contidas no programa do PSD já foram analisadas pelo Paulo Guinote em vários textos, hoje. Também o Paulo Prudêncio já deu a sua judiciosa opinião. O Rui Correia usa aqui a clarividência do costume.

Uma vez que o PSD é, ao que parece, um dos dois partidos que poderá vir a formar governo, impõe-se, também na Educação, procurar descobrir as diferenças entre a prática do PS e as propostas do PSD. Ora, a verdade é que, numa primeira leitura, há pontos comuns, pela negativa, como se pode notar neste texto do Público.

Assim, limito-me, para já, a confirmar:

– a tendência para o cercear da democraticidade nas escolas, mesmo que o discurso programático vá no sentido contrário, tal como acontece no discurso do PS (Maria de Lurdes Rodrigues chegou a defender que o fim da escolha dos directores pela maioria da escola era um aumento de democraticidade);

– a continuidade na criação de mega-agrupamentos, numa lógica puramente economicista, confundindo-se contabilidade com gestão e contrariando ideias sensatas;

– a insistência na participação excessiva das autarquias e da sociedade civil, o que, na realidade, concede demasiados poderes a leigos e abre as portas das escolas às pequenas politiquices locais;

– a perversão do que é fundamental em Educação, através da implantação de metas de aprendizagens;

Seja como for, é evidente que todos os que se interessam por Educação (tema que abrange, também, os problemas da condição docente) deverão analisar com pormenor as propostas daqueles que poderão vir a governar o país, mas as primeiras impressões levam-me a entrever que o caminho que começa a ser trilhado não vai em direcção a melhorias, vai em direcção ao PS.

Programa Eleitoral do PSD:

Podem ler AQUI toda a documentação oficial já publicada pelo PSD no tocante ao seu Programa Eleitoral.

IURSócrates em acção:

Marco António Costa (vice-Presidente do PSD): “O PS e o seu governo são um Titanic na política portuguesa

O PSD que acaba com o SNS, afirma e reafirma o evangelista José Sócrates. Uma mentira mil vezes repetida….tenta e tenta e tenta. A seguir vai dizer que o PSD quer acabar com o sistema de justiça prejudicando os pobres. E que a seguir o PSD vai acabar com a primeira liga e logo depois com o sistema político democrático e com a europa e proibir a final da liga europa com clubes portugueses e a venda da bimby e……

Programa do PSD / Legislativas 2011:

Redução do número de deputados dos actuais 230 para 181;

Reduzir o número de entradas na Função Pública: entra um funcionário por cada cinco que saiam;

Fim dos Governos Civis;

Redução de 50% no número de assessores;

Diminuir para máximo de três o número de administradores em empresas do Estado;

Redução de quatro pontos percentuais na Taxa Social Única (superior no caso das empresas exportadoras);

Obrigatoriedade de o Tribunal de Contas fazer uma avaliação de todos os organismos que recebem dinheiros públicos;

Criação um gabinete de apoio junto dos juízes e sentenças simplificadas para crimes menos graves;

Em actualização Aqui, Aqui e Aqui.

Aritmética eleitoral em Coimbra para tótós

A direita hoje deu uns pulinhos a extrapolação de uma sondagem feita pelo Expresso. O método do semanário que sustenta a Euroexpansão é digno da empresa de sondagens que contrata: aplicar uma sondagem nacional aos distritos como se os resultados de cada círculo fossem proporcionais ao todo nacional. Já vi idiotices piores. Pelo menos é o que parece, se parece alguma coisa um “estudo” que ignora, por exemplo, que o BE elegeu um deputado em Leiria.

Motivo da felicidade: o BE perderia o seu deputado por Coimbra.

Em 2009, no total nacional, o Bloco de Esquerda teve 9,82% dos votos (e o CDS 10,43%). Mas em o BE Coimbra teve 10,77% e o CDS 8,74%. Como este ano Coimbra perdeu um deputado, os resultados serão sempre diferentes. Neste caso nem será forçosamente o 4º partido do distrito quem corre esse risco, já que o último a ser eleito foi, se não me falha a memória, do PSD. Primeiro não-eleito: o 2º da lista do BE.

E já agora, a distância a que ficou a CDU (5,76%), diz muito sobre o voto útil à esquerda no meu distrito. Claro que os resultados podem dar grandes cambalhotas. O pessoal do CDS sabe no entanto como são as sondagens em geral, e as da Euroexpansão em particular. Devo dizer que prefiro a eleição de Serpa Oliva pelo CDS, em detrimento de partidos como PS e PSD que não resistiram a meter paraquedistas entre o seus candidatos, no caso do PS reincidindo em Ana Jorge como cabeça de lista. Chamem-lhe bairrismo, mas direita por direita, ao menos que sejam de cá.

O Evangelista:

Nas próximas eleições legislativas, os portugueses estão perante duas coisas muito simples: ou querem a continuidade e votam claramente no PS ou querem uma mudança e votam maioritariamente no PSD. Uma coisa é certa desde ontem: a junção destes dois mundos, destas duas visões antagónicas num governo de coligação (bloco central) é impossível. O resto é conversa.

Ontem, em Santa Maria da Feira, Pedro Passos Coelho foi bem claro: “No Governo ou vai estar o PS ou o PSD; não vamos estar os dois e ninguém diga que isto não é democrático porque os portugueses é que vão escolher; Nós não nos adaptamos a tudo, nós não somos de borracha; Ninguém quer ganhar as eleições mais do que eu, mas todos os que gostam de ganhar de qualquer maneira tirem o cavalinho da chuva – eu não quero ser primeiro-ministro de qualquer maneira; Não queremos o poder pelo poder, nem o Governo a qualquer custo, queremos chegar ao Governo para poder ajudar Portugal”.

Para quem pensou que a decisão dos portugueses estava perfeitamente tomada, as últimas sondagens mostram que não é bem assim. Se é certo que em quatro sondagens, três dão a vitória ao PSD, não o é menos que essa vitória é curta. Depois de em apenas seis anos este PS ter conseguido bater recordes considerados impossíveis em tão pouco tempo, a saber: duplicou a dívida pública de 80 para 160 mil milhões de euros, o desemprego atingiu números nunca vistos, a educação está sem rei nem roque, a justiça bateu no fundo e o número diário de empresas a fechar é astronómico, mesmo assim, o PS apresenta valores acima do seu eleitorado natural (que ronda os 25 a 27%).

Uma das críticas que fazem a Passos Coelho é o facto de ele não “comunicar” tão bem como Sócrates. Hoje, em Viana, Miguel Relvas recordou que é verdade, que Sócrates é um profissional em comunicação e essa sua especialização custou-nos, em apenas seis anos, 80 mil milhões de euros.

Se repararem, para onde quer que uma pessoa se vire na comunicação social, em especial nas televisões (RTP à cabeça) ou nas rádios (TSF em destaque), aparece Sócrates com um discurso ao mais puro estilo “evangelista” de serviço. A colocação da voz, o olhar e a expressão corporal assemelha-se, imenso, com aqueles evangelistas americanos. Enganam-se os que pensam que é por acaso.

Muitos comentadores afiançam que estas eleições não vão ser fáceis para o PSD e Passos Coelho. Pois não. Mas serão bem mais difíceis para os portugueses. Nunca, como hoje, os portugueses estiveram perante tão grande desafio:

Ou se deixam levar por este estilo político copiado das estratégias comunicacionais da Igreja Universal do Reino de Deus e votam neste PS; ou preferem pensar muito bem no que se passou nestes últimos seis anos e alinham pela mudança votando PSD e Pedro Passos Coelho.

O resto, meus caros(as), repito, é conversa. Da treta.

Canção pós-eleitoral de 5 de Junho de 2011 (hipótese)

Tive uma semana difícil. Do tempo preenchido com compromissos profissionais, sobrou muito pouco. Agora, findas as jornadas, tive a oportunidade de ler meia dúzia de notícias. Mas uma, esta, causou-me especial surpresa, ao revelar sondagens que atribuem a probabilidade de empate técnico entre PS e PSD – na sondagem da Universidade Católica, os socialistas superam com 36% os 34% do PSD.

Sondagens são sondagens. Valem o que valem, argumentam os políticos. No entanto, parece-me efectivamente possível que na noite eleitoral, conhecidos os resultados, haja alguém que não tenha ficado prevenido com o aviso: “Eu falei que isso ia dar merda”.

(“Isso” é, entre o mais, colocar Eduardo Catroga a comunicar desastradamente; ou impercetivelmente, como definiu Alberto João Jardim).

Um brasileiro diria: “Não diga que eu não falei”. Eu, português, afirmo: “Não diga que eu não avisei”. A finalidade da mensagem é igual. Tome-a a sério quem quiser.

Via Facebook:

FONTE

Tá tudo parvo no PSD?

Se o tal de acordo com o FMI & Cia é o PEC IV, como asseguram Sócrates e assessores, expliquem-me muito bem explicadinho porque não anda o PSD aos pulos a gabar-se de ter votado contra?

É que se o castigo é o mesmo, os juros do FMI são mais baixos do que os “mercados” andavam a exigir. Ou seja: pagam os mesmos, os bancos em particular o BES sacam o mesmo, mas fica um bocadito mais barato.

Isto digo eu, que não percebo nada de finanças nem tenho nada a ver com os galhardetes entre partidos que vão a jogo com o mesmo programa. Mas tanta incompetência, mesmo nos meus adversários políticos, já irrita.

O imposto sobre o património mobiliário e o economista Louçã

Louçã apresentou o que ele afirma ser uma solução para os problemas do país. Sendo economista, os erros grosseiros não poderão ter sido desconhecimento, logo terá sido demagogia. Surpresa! E de que erros falo?

  • As acções distribuem dividendos e estes pagam imposto (21.5%). Portanto, é errado falar de ausência de tributação dos lucros em bolsa.
  • Quem investe no mercado de capitais, fá-lo com o dinheiro que sobra depois de se ter pago impostos (IRS, IRC, etc.) e as mais valias que forem geradas ainda vão pagar mais impostos.
  • Para as empresas, o mercado bolsista é uma forma de conseguirem financiamento sem ter que recorrer à banca. É mais barato do que recorrer ao crédito, logo faz sentido tornar o mercado bolsita mais atraente e não o contrário. A alternativa consiste em pagar juros à banca, mas isto já deve ser positivo…
  • Finalmente, para quem tiver mais de um milhão de euros prontinho a levar com impostos, há sempre a Suíça. Em vez de se procurar a poupança nacional, incentiva-se a fuga de capitais para o estrangeiro. Muito bem!

Claro que estes argumentos não resultam tão bem na campanha como dizer “nós vamos fazer os ricos pagarem impostos”, mas não se pode ter tudo, pois não?

suiça

BE propõe imposto sobre bens mobiliários

Francisco Louçã “defendeu a aplicação de uma taxa mínima de 0,7 por cento – igual ao IMI – sobre toda a acumulação de valores acima de 100 mil euros, 1,5 por cento para valores de mais de 1 milhão de euros e entre 1,5 e 2,5 por cento para o património acima dos 2 milhões como forma de financiar programas de criação de emprego.”

Falamos de uma receita para o estado calculada em  600 milhões de euros.

Diogo Leite de Campos reagiu de imediato:

– 100 000 euros em acções? mas isso são as poupanças de um pobre na miséria!

Nota para analfabetos: bens mobiliários são aqueles que podem ser mexidos de um lado para o outro: acções, depósitos, etc. Os imobiliários é que são tipo casas: essas manteriam o mesmo IMI que já pagam.

A arte de produzir programas de governo

Arte interesseira, mas arte. Tanto mais que é obra de artistas de raro talento. Realizada com o objectivo de melhorar as nossas vidas, asseguram eles. Invariavelmente esculpida para a complicar, digo eu.

Os votos são o trunfo que procuram; é necessário, pois, conquistá-los. Como? Através de promessas e programas eleitorais e, neste domínio, os partidos maioritários, PS e PSD, travam acesa luta para captar a vontade dos eleitores – sempre enganados e disponíveis para submissão a novos equívocos.

Com vista ás eleições de 5 de Junho, os pregoeiros da política já desceram à rua, conforme a imprensa nos relata:

  • O PS de Sócrates declara-se bem consciente das suas tarefas principais de governação (de há 6 anos a esta parte esteve inconsciente?);
  • O PSD de Passos Coelho assume o compromisso de apresentar o programa depois de conhecer o quadro da ajuda externa a Portugal (ou seja, o programa ‘laranja’, tal como o ‘rosa’ aliás, será exactamente aquele que FMI-CE-BCE, a famosa troika, vier a definir).

Sócrates, falando em nome de todos nós, afirma: “Portugueses exigem que PSD apresente as suas propostas”. Passos Coelho garante não ser necessário cortar salários nem despedir, para cumprir saneamento financeiro.

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O voto é uma arma dos professores, afinem lá a pontaria

No dia em que o PS perdeu o voto dos professores, e de muitos dos seus familiares, a cabeça de muito boa gente aqueceu. É natural, até na minha que já declarou publicamente o seu voto passou por uma fracção de segundo um desvio para os lados do PSD.

Como o tempo arrefeceu espero que passe aos os meus colegas. Serve este intróito para comentar o que ontem escreveu o Paulo Guinote e o Reitor resumiu assim

Pois é, para quem não quer o que está nem quer aquilo que não é solução, só pode votar no PSD ou no CDS. (Peço-te para não levares a mal o facto de ter dito claramente aquilo que apenas quisestes sugerir).

É uma leitura mais oportunista que oportuna, sabemos do que a casa gasta, mas quando Paulo Guinote escreveu isto:

Se for o PS, sozinho, coligado ao centro-direita ou à esquerda, duvido que os parceiros tenham força e interesse em tornar a questão dos professores um problema central no arranjinho.

pôs-se a jeito. Vamos lá a fazer contas à vida como ela é: não há coligação possível do PSócrates à esquerda. E se houvesse os parceiros fariam muita questão na questão dos professores, pelo simples facto de que seria uma das poucas coisas que um Sócrates imaginário deixaria cair: não lhe afecta os interesses económicos e sociais, e essa é a parte essencial do problema, é uma mera teimosia, bem menos relevante do que a sua natureza de ex-JSD que foi fazer carreira política para onde lhe pagavam mais. [Read more…]

Avaliação dos professores não é o único problema

Face à decisão do Tribunal Constitucional, o eleitoralismo falará ainda mais alto que o costume e o PSD já acorreu a prometer a revogação. Não me parece nada descabido que os professores pressionem, até dia 5 de Junho, os partidos, obrigando-os a assumir compromissos e concordo com o Paulo Guinote: não há que ter medo de sermos acusados de corporativismo.

O discurso simplório dos políticos atribui um valor completamente negativo às corporações (não por acaso, o blogue oficial clandestino do poder dito socialista tem o nome que tem). No entanto, o corporativismo é uma espécie de instinto de sobrevivência das classes profissionais: a perversão estará sempre no seu excesso ou na sua ausência.

De qualquer modo, é importante relembrar que a avaliação dos professores é um dos muitos problemas da Educação. Num país com um défice cívico que tem levado a população a alhear-se de tudo o que vá para além dos erros de arbitragem no futebol, num país tão desgovernado, tão longe de qualquer planeamento mínimo, a corporação docente deveria saber explicar à população quais são os problemas da Educação.

Finalmente uma boa nova para a oposição

O Tribunal Constitucional chumbou a suspensão da avaliação patética e burocrática dos professores.

Agora, se tiverem juízo e forem muito claros sobre o assunto, todos os partidos da oposição têm muito mais de 100 000 votos à disposição.

Uma borla, convenhamos.

O grande maestro, José Sócrates Pinto de Sousa

Por SANTANA CASTILHO

Frederico II, O Grande, rei da Prússia, disse que “a trapaça, a má fé e a duplicidade são, infelizmente, o carácter predominante da maioria dos homens que governam as nações”. José Sócrates Pinto de Sousa, o grande maestro, ilustra-o.
Na farsa de Matosinhos, a que o PS chamou congresso, usou bem a batuta da mistificação e deu o tom para o que vai ser a sua campanha: ilibou-se de responsabilidades pela crise e condenou o PSD; tendo preparado, astutamente, a queda do Governo, ei-lo, agora, cinicamente, a passar para o PSD o ónus da vulnerabilidade que nos verga.
Como a memória é curta e o conhecimento não abunda, os hesitantes impressionam-se com o espalhafato e o discurso autoritário, ainda que recheado de mentiras. Porque em tempo de medo e de apreensão, a populaça não gosta de moleza.
O aviso fica feito: não menosprezem as sondagens. [Read more…]

Eu também gosto muito do Fórum TSF

INFORMAÇÃO AOS MILITANTES

Participe no Fórum TSF com José Sócrates – AMANHÃ – 28/Abril

Caro(a) Camarada

Para seu conhecimento e participação, informamos que amanhã – 28/Abril, quinta-feira, no Fórum TSF, José Sócrates responde aos portugueses.

Inscreva-se pelo: 808 202 173

…a partir das 9 horas.

PARTICIPE E DIVULGUE.

Roubado ao Sexo e à Cidade

Nos bastidores da apresentação do programa do PS

Momento em que os autores se preparam para entregar o programa do PS, depois apresentado por José Sócrates. Vai ali, no dossier amarelo. No carro estava um outro, laranja, cuja entrega está mais complicada.

Enquanto Sócrates inventou outro programa de improviso, mentindo como em todos os anteriores, Passos Coelho ainda hesita, muito aconselhado a ler mesmo os papéis que estes senhores lhe vão entregar.

Estes homens gostam do seu trabalho, fazer os programas de 3 partidos numas eleições tem, antes ou depois, sido o que já fizeram na Grécia e na Irlanda, e costumam comemorar na noite das eleições. Telefonam-se uns aos outros, e soltam alguns gracejos entre si, como fazem as hienas ao luar.

Nas próximas eleições vou votar… (I)

Voto desde 1992 e nunca faltei. Só votei em dois partidos – PS e BE; Para a presidência, só votei em candidatos de Esquerda (Jorge Sampaio e Manuel Alegre!). Umas vezes ganhei, quase sempre perdi…

Mas, terá que haver uma primeira vez… Para não votar. Também me agrada a sugestão de Saramago no “Ensaio sobre a Lucidez”: votar em branco.

Mas, antes, tenho que me decidir e a coisa não está fácil.

E para me organizar, vamos ao ponto de partida:

– que funções deve ter o estado? O que é ou deve ser o estado? Onde deve estar presente e onde deve estar ausente ou apenas a moderar? [Read more…]

Jantar com laranjas

Nesta época de pré-campanha eleitoral, o presidente do PSD teve a estranha ideia de reunir todos os antigos dirigentes do Partido. Pretende organizar um jantar-comício num local apropriadamente denominado de Feira (Santa Maria da), servindo este repasto para atestar a “unidade” da organização. Um erro, pois a ruptura com um passado que não deixou saudades, seria uma excelente oportunidade para PPC provar que não se impressiona com os velhos esquemas e truques em que os seus antecessores – especialmente esse discreto em que já estão a pensar – foram exímios.

O problema será sério, se alguns dos convivas discursarem na mesma linha dos recadinhos que todos os dias têm feito chegar às redacções dos jornais. Deixando desconhecidos Machetes para outra oportunidade, se tirarem Marcelo e Mendes do micro-ondas, o repasto será aquilo que se imagina. Sabe-se o que têm dito e feito. Manuela Ferreira Leite enganar-se-á no tempo dos verbos, mas talvez sentir-se-á envergonhada para chegar à provocação e assim, arranjará uma desculpa, ficando em casa a tricotar umas meias de lã para um dos netos. Todos ainda se lembram das “excelentes e leais” relações que Marcelo, Santana – o tal 1º Ministro “dissolvido” por uma espécie de Bozo ex-ruivo – , Leite, Mendes ou Meneses (já não me lembro dos outros) cultivaram entre si.

 Só falta o Sr. Pacheco Pereira como escanção, pois sonhando-se com a enigmática presença do Sr. Cavaco Silva, urge alguém com coragem para testar o vinho, não vá algum malandro dar uso ao seu anel de câmara falsa.

Um Pilatozinhos de trazer por casa

No programa A torto e a Direito, um dos temas consistiu na clamorosa total falta de ética da maioria dos agentes políticos deste regime na sua fase derradeira.  Discutia-se a indecência e baixeza que se foi instalando nos últimos anos, aliás visivelmente despoletada pela starlet Joana Amaral Dias, quando em 2009, decidiu divulgar a recusa a um convite feito pelo PS. De Amaral Dias passou-se para o processo autofágico do PSD, onde pontificam excelsas cavidades cranianas como Capuchos, Mendes e outros liliputianos sacholadores desta leira de misérias.

 O convidado de hoje foi Rosado Fernandes – disse que …”não sou monárquico mas já não sou republicano” – e como conhecedor de um passado ainda bastante recente, traçou similitudes entre a actual situação e o período da crise final do reinado de D. Carlos. Para além de referir a estatura política e humana do monarca, discorreu de forma muito perceptível acerca dos ensimesmamentos dos principais Partidos do regime de então. Estranhamente paralelos ao PSD e ao PS, o Partido Regenerador e o Partido Progressista enveredaram por uma espiral de teimosias, ódios pessoaais e destilar de venenos que foram fatais ao sistema constitucional. O homem honesto e que gostava de mandar, era Franco. D. Carlos era o Rei. Sabe-se o que depois sucedeu.

 Comparemos as personagens presentes no palco da nossa desgraçada política de 2011 e vejamos a diferença. Se as superestruturas do PSD e do PS fazem jus aos seus antepassados Regeneradores e Progressistas, a verdade é que hoje e por suprema desgraça, já não existe qualquer João Franco à disposição de um país faminto de decisão, lisura e competência. Muito menos ainda existirá na chefia do Estado, alguém  que mesmo através da imaginação de uma realidade paralela, seja sequer um mísero sucedâneo de Carlos I de Bragança. Até um escrupuloso neutral como D. Luís I, faria melhor e seria mais respeitado que qualquer oculto chefe de dissidências partidárias e em funções pretensamente salomónicas. Em fim de Páscoa, sabemos quem é o nosso Pilatos, também este, um subalterno governador regional de um certo Império na forja.

Diogo Leite Campos a mamar do estado

O ex-professor catedrático da Universidade de Coimbra vai auferir uma pensão de 3240,93 euros, valor que soma à reforma que já recebe do Banco de Portugal, de onde se aposentou como administrador em Fevereiro de 2000. O fiscalista exerceu aquele cargo entre os anos de 1994 e 2000. CM

Mesmo reformado Leite Campos é sócio da Leite de Campos, Soutelinho & Associados – Sociedade de Advogados, RL, que em 2010 facturou à conta do estado pelo menos 17000€ em pareceres. Recentemente abandonou a PLMJ:  “Quase a atingir os 65 anos, Diogo Leite de Campos tem que reformar-se e deixar de prestar serviços para a sociedade”, explicava o DE.

Passos Coelho tem dupla personalidade

De acordo com o DN, Mário Soares terá afirmado ao i que Passos Coelho é “bem-intensionado”. No i podemos ler que, afinal, Passos Coelho é “bem-intencionado”. São discordâncias como estas que deixam o leitor confuso, sobretudo se for um leitor que acredita que os jornalistas devem saber português.

Entretanto, Mário Soares lá vai amassando o barro do centrão (no DN, escreve-se sentrão). Numa coisa, concordam os diários: Passos Coelho é alguém com quem se pode falar. Resta saber se é alguém que saiba ouvir.

O povo é burro

Segundo o último barómetro da TSF, PS e PSD estão em situação de empate técnico e a Esquerda, em conjunto, não chega aos 15%.
Pelos vistos, o povo português está numa de voltar a dar a sua confiança àquele que levou o país praticamente à bancarrota. O pior primeiro-ministro da nossa história vai indo de vitória em vitória até quando lhe apetecer. Ri-se dos portugueses, engana-os todos os dias numa enorme patranha e eles gostam.
Ao mesmo tempo, os Partidos de Esquerda continuam a descer. Para o povo, boas mesmo são as receitas do FMI e as receitas dos últimos 30 anos, que nos levaram ao ponto em que estamos hoje: redução dos salários e das reformas, aumento dos impostos, facilitamento dos despedimentos, cortes na Educação e na Saúde e por aí fora.
Gostam de Sócrates e vão reelegê-lo? Pois bem, então esfreguem-se com ele e depois não se queixem. É bem feito.

Sondagem dá empate técnico PS/PSD

A TSF divulgou uma sondagem da Marktest onde o bloco central, ou  melhor dizendo o próximo governo,  aparece empatado.

Não querendo dar demasiada importância a sondagens nesta altura do campeonato, fica mesmo assim desvendado o que há de comum entre Pedro Passos Coelho e Jorge Jesus.

Falar com agiotas? Nunca!

O BE e o PCP resolveram não brincar. Patrioticamente, não falam com agiotas, tal como miúdos que fazem uma birra. Dizem que só faz falta que está e acrescento que não vejo em que medida podem os interesses dos portugueses virem a ser defendidos por quem decide colocar-se de fora. Eu sei que o cheiro a eleições manda mais forte do que a racionalidade mas, neste caso, nem me parece que estes partidos venham a facturar votos com esta atitude. Demissionários já temos que baste.