Expresso: Vaidade ou Ignorância?

Que o jornalismo anda pelas ruas da amargura, já sabíamos. Agora, que o Expresso ignore o que os outros sabem, não abona a seu favor. E nem falo de blogues, esses fazem comichão a alguns jornalistas encartados e, no caso do Aventar, chega a provocar coceira.

Mas o Expresso não lê o Público, o Correio da Manhã, o TVI24, a Bola, a Sábado, etc.? Não se vê por lá a SIC? O trabalho deles não é estarem informados para poderem informar?

Ignorância? Não, não creio, seria demasiado grave. Vaidade e arrogância, só isso.

Quem São e o Que Dizem os nossos Deputados


Já está disponível um novo serviço público da chamada sociedade civil.
Chama-se demo.cratica e permite visualizar de uma forma mais apelativa alguma da informação do site da nossa Assembleia da República.

O Demo.cratica existe graças ao trabalho levado a cabo no Transparência Hackday Porto, onde têm sido desenvolvidas formas de organizar, compreender e catalogar bases de dados de informação pública em Portugal.

Surgiu como ideia e começou a ganhar forma na Open Data Hackathon, um evento anual internacional que propõe um dia dedicado a um “sprint” de trabalho e reflexão sobre a informação pública e formas de a analisar e publicar, evento que inspirou também a criação do projecto DespesaPublica.com.

E assim, aos poucos, vamos ficando com ferramentas para um Portugal melhor.

mais um para a colecção

A Estação de Coimbra em 1870

A locomotiva 32, fabricada em 1865 e adquirida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro à Schneider, posa na  Estação de Coimbra, Linha do Norte, por volta de 1870.

O cenário pouco mudou.

chocadeira de aviário

O estado da nação

Hoje de manhã tinha dois convites no facebook: um para a “Revolução Portuguesa / Portuguese Revolution,” o outro para o “Fim do Mundo!“.

Em princípio vou ao da revolução, e de qualquer forma o fim do mundo é logo a seguir.

Sessão de esclarecimento popular

Para que o povo não fique órfão da Justiça.

FUNDAÇÃO FILOS & apDC – associação portuguesa de DIREITO DO CONSUMO, associam-se para prestar um Serviço Público de INFORMAÇÃO a Consumidores “consumidos”… com cobranças ilegítimas e ilegais!

Para um povo indefeso
Um defensor… de peso!

Sessões de esclarecimento popular:

Defensor do povo em acção!

Se tem qualquer problema num dos seguintes domínios,

1. Contratos de Compra e Venda de Consumo.
2. Contratos de Fornecimento de Serviços Públicos Essenciais.
3. Água predial.
4. Energia eléctrica.
5. Gás e gás de petróleo liquefeito canalizado.
6. Comunicações electrónicas.
7. Serviços postais. [Read more…]

Político chorão ensaia discurso de campanha

via Submarino Amarelo

socrímero

Torre de Moncorvo Estação

Nos primeiros anos da República, a estação de Torre de Moncorvo (Portugal)

E outro, para a colecção…

Mas é um actor ou um governante que vamos eleger?

imageO Sócrates é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que nunca sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele não teve,
Mas todas as que ele não tem.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a ilusão,
Esse comboio de corda
Que se chama eleição.

 

* resultado de se estragar o poema Autopsicografia de Fernando Pessoa

Também sou Português, Para Além de Portista

Com orgulho escrevi ontem sobre a vitória do FC Porto na Liga Europa e também sobre a magnífica equipa do SP Braga.
Para não estragar a festa (a minha) não me quis debruçar sobre os aspectos que me surpreenderam e dos quais não gostei.
Aconteceu no fim do jogo.
Já o árbrito tinha apitado para o fim do encontro e todos os elementos afectos ao FC Porto festejavam, quando acabou por acontecer o, para mim, impensável.
Os jogadores do SP Braga subiram as escadas para, um a um, receberem a medalha de finalista vencido. Apesar de tudo com um sorriso nos lábios, os jogadores do Braga lá foram receber a medalha, inchados com a  sua presença numa final europeia. Eles todos, vestidos com o seu equipamento amarelo de que se sentiam naturalmente orgulhosos. [Read more…]

São cravos, senhor, são cravos. E apodrecem.

A única coisa que me atrai nas revoluções, é a carga anímica. É o romantismo! É o imaginar que o colectivo tudo consegue, quando sai à rua! Vejo o Maio de 68, os combates nas ruas de Paris, os estudantes e aquela bela aristocrata francesa (a Caroline de Bendern) encavalitada, envergando a bandeira da libertação. E sonho com revoluções diárias, com o uso daquela extraordinária força para, todos os dias e todas as horas, construirmos um mundo melhor, mais justo e mais solidário. Infelizmente, uma multidão tão facilmente usa os punhos para depor governos, como para linchar “criminosos”. E o romantismo acaba aqui. Pior, só sai à rua por egoísmo, quando se acaba o emprego, tem fome ou lhe falta dinheiro para comprar o novo modelo de telemóvel. As revoluções são como os cravos que estão outra vez em moda: ou se plantam num vaso e se regam ou, cortados, murcham, apodrecem e deixam de ser importantes.

E se privatizássemos a ideia de Ministério da Cultura?

 

 O ministério da Cultura é, como todos os outros, apenas a extensão de um governo. Independentemente de quem está à cabeça, se existe ou não, não passa de uma filial político-partidária. É certo que existiram consulados ministeriais mais activos do que outros. O de Manuel Maria Carrilho, apesar de muitas críticas, conseguiu dinamizar a  cultura pública e os seus múltiplos organismos. Mas por muito que se discuta, discute-se o irrisório, a banalidade. Gabriela Canavilhas desfila pelos salões, sorri, distribui gracejos. Umas pianadas. Talvez isso faça dela uma excelente ministra: o existir, apenas. Como até há bem pouco, o ser-se directora de Museu, para cujas habilitações concorriam, em primeiro lugar, aquelas damas que sabiam tocar piano e falar francês, Canavilhas encarna o papel na perfeição. O resto são fait-divers. O Ministério da Cultura é, antes de mais, a sopa dos pobres: para quem circula lá dentro como cliente de um partido ou, cá fora, dos artistas que aceitam todo o tipo de subsídios, desde que isso os mantenha a trabalhar. O MC não passa de uma extensão da Segurança Social.
E, por isso é que se discute uma banalidade: para quê tanta tinta sobre se irá existir, ou não, um Ministério da Cultura, se tudo o que se passa neste Ministério é, isso sim, e no mínimo discutível?
Por que não privatizar a ideia do Ministério? Por que não, traçar uma estratégia de verdadeira dinâmica nas extensões que dele dependem? Conferir estatuto de verdadeira independência a certas organismos como ao Igespar ou aos Museus Nacionais, por exemplo. Como é possível que o Igespar, cuja função é superintender e salvaguardar o património nacional esteja submisso aos interesses político-partidários frequentemente financiados pelos favores da construção civil e do asfalto? O património e o ambiente (outro ministério aberrante) deviam reger-se por fundos próprios, na directa administração de instituições público-privadas com poderes muitos específicos que o próprio Estado só pudesse contestar a nível judicial. Caso contrário, as situações como as do Tua, em que alguns arqueólogos, pressionados pelas chefias, chumbaram o interesse histórico e patrimonial de uma linha férrea centenária, continuarão a suceder-se.
A ideia de um ministério meramente formal, que exista para cortar fitas, distribuir benesses e prémios a uma elite endogâmica é que devia ser discutida, e não se o PSD vai extinguir o ministério. Nós sabemos – conhecemos muito bem, aliás -, qual são as estratégias do PS e do PSD para a cultura. Ambos os partidos estão no poder há tempo suficiente para perceber que qualquer um deles e cada dos seus apaniguados encaminhados para o MC não entendem, nem precisam entender o alcance e o valor da cultura. Bom, e talvez tenham alguma razão.
Os livros e o teatro não dão votos, nem passam cheques. Mas aí já teríamos que discutir os gostos do “povo”. E o povo, afinal, é quem mais ordena.

afinal estamos num filme da Disney!

Estação do Pocinho

Primeiros momentos da década de 70, no actual terminus da Linha do Douro; à esquerda, duas locomotivas de via larga são abastecidas, à direita, dentro da via métrica, a locomotiva da CP E41 prepara-se para outra viagem até Duas Igrejas-Miranda, ao longo de 105 km num Portugal nos confins do Império.

Amar o Porto, tão só.

Por isso, ao olhar orgulhoso para mais uma vitória histórica do meu Porto e rumar para o meio da multidão, do meu Povo, nos Aliados senti pena. A pena de não ter visto em Dublin, ao lado dos autarcas de Braga, do Presidente da sua câmara, o seu colega do Porto. Um sentimento justificado e sublinhado ao olhar para os Aliados e espreitar para a NOSSA casa e vê-la fechada, como que envergonhada. Uma vergonha não de si mas daqueles que ainda a ocupam não compreenderem o seu significado.

Qualquer um pode ser Presidente da Câmara Municipal do Porto mas não é um qualquer que ficará no coração dos Portuenses. Uma coisa sei de Pinto da Costa: estará para sempre no coração dos Portistas e no da maioria dos Portuenses.

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Eu, hoje, sou do Braga, olé,olé

E, se tivesse comprado o bilhete há seis meses, como estes adeptos benfiquistas, também era do Braga desde pequenino.

Só espero que joguem de vermelho.

Homossexuais e bestas…

E existe um psiquiatra que é uma besta, excepto se me conseguir demonstrar que a homossexualidade afecta a capacidade de tomada de decisão do líder político a quem se refere. Espero que ao fazer tal informação, o psiquiatra não tenha violado qualquer sigilo profissional, porque aí, passaria de besta a canalha…

Estação de Lisboa Santa Apolónia

Meados da década dos Beatles. Estão presentes duas locomotivas eléctricas da série 2500, as primeiras da CP para a voltagem de 25 kV, inaugurada em 1956 no âmbito de um esforço de modernização pós-guerra de várias redes ferroviárias europeias. Durante mais de uma década, e na principal via férrea do país, circularam lado a lado comboios a carvão, a gasóleo e eléctricos. Estas locomotivas foram recentemente desligadas da ficha, meio século de bons serviços prestados.

O Aventar está presente:

Programa “Discursos cruzados” que  vai para o ar às Terças, pelas 21.30 na rádio Digital FM (http://www.digitalfm.pt/webtv/) conta com a participação do nosso José Mário Teixeira. Eu vou ouvir!

Alô Câmara Corporativa: o Jerónimo de Sousa fez-me uma pergunta e eu gostaria de lhe responder

Tradução do memorando? Devia haver. É o que diz o chefe. Já podem linkar a nossa tradução do programa do próximo governo.  O homem ficou embaraçado.  Não se faz ao chefe.

Da nossa parte foi só serviço público. Incómodo? Acontece.

…são dias assim.

Anda um gajo qualquer no Albergue orgulhoso por causa do Aventar e dos Celtas.

Catenária Portuguesa

Vinte e cinco mil volts acima das nossas cabeças, Março 2011.

para a colecção

Estação de Águas de Moura

A Estrada Nacional 10 junto à Linha do Sul, Abril de 2011.

E África sabe disso?

Pedro Passos Coelho diz que casou com África.

Pergunto: e África sabe que está casada?

Strauss-Kahn poderá recorrer para a Relação do Porto

O Aventar já soube que o advogado de Strauss-Kahn irá intepor recurso para o Tribunal da Relação do Porto, caso os actos de que está acusado venham a ser provados.

Um Livro do Futre Para Cada Português

Desde que, cá na terra, se perderam os últimos resquícios de modéstia e de pudor, não faltam auto-proclamados génios, vencedores e gajos muita bons. Uns com razão – Mourinho, o especial – outros sem ela – Sócrates, “ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice”.

À parte está Paulo Futre que, quando fala, não se esquece de lembrar “eu fui bom”. É verdade. Paulo Futre foi bom, muito bom, foi dos melhores.

Mas Paulo Futre tem outras qualidades. A primeira é que não se leva demasiado a sério, ri-se de si próprio, faz rir, é assim uma espécie de malandreco porreiraço e assume-se como tal. E, nesse sentido, não chega a ser nunca imodesto; é um de nós, um puto com talento a quem as coisas correram bem. E, como tal, é um despudorado em quem não se nota a falta de pudor.

Além disso tem mundo e tem histórias. Muitas. Giras. Histórias de gente comum que, de repente, caminha nas estrelas e mantém os pés cá em baixo. Futre é um bem-disposto, um sem-peneiras, um tipo popular capaz de beber uma bejeca com qualquer de nós, com duas histórias de permeio, as mesmas (ou outras) que agora juntou em livro.

Recomendado especialmente para convencidos, vaidosos e macambúzios, um livro do Futre para cada português. Já.