A coligação reprovou a ida da MF à AR para justificar a falsa ignorância dos swaps. Swap, swap! Trocou 40 M da venda do BPN por 816 M de pagamentos ao BIC.
“Pires de Lima, como ele há outros”, diz Violas
Manuel Violas, do grupo dos principais accionistas da Unicer, intercalou escassos elogios a Pires de Lima, com algumas considerações pouco favoráveis ao novo Ministro da Economia.
Em Pedras Salgadas, começou por revelar à imprensa “ainda não saber” da saída, o que não deixa de ser uma farpa cravada com força no Pires; certamente que Violas sabia, mas preteriu a frase “o que sei foi através da imprensa”, inegavelmente mais cordial.
O comportamento do Pires, de resto, evidencia falta de civismo, podendo ser emparelhada com o conceito da ‘irrevogabilidade’ de quem é amigo de Portas desde os tempos em que frequentaram o São João de Brito, bebendo a preceito e com efeitos duradouros a educação e da falta de ética jesuíta, hoje socialmente mitigada graças à frugalidade do Papa Francisco.
Olhe-se para o par Pires e Portas, faça-se a comparação com o Papa, e mesmo um agnóstico, que é o meu caso, conclui que enquanto a vaidade e a petulância estão plasmadas nos primeiros, a sobriedade é a marca do papa argentino.
O galope das dívidas públicas europeias e portuguesa
O determinismo monetário do BCE tem causado nos últimos dias situações dignas de reflexão, como levar, hoje de novo, o BdP a valorizar o Euro face ao Dólar (1,366 € = 1 UDS) e ao Franco Suíço (1,237 € = 1 CHF).
A citada valorização da moeda europeia é incoerente. Contraria a fragilidade das economias europeias face ao comportamento da economia norte-americana (reduções sucessivas do desemprego e incremento da actividade económica) ou à estabilidade económico-financeira da Suíça, país, de resto, que, embora mais controlado no presente, continua a ser o refúgio de intensas somas de capitais.
O fenómeno ainda suscita mais perplexidade, porque, precisamente hoje, o Eurostat divulgou o agravamento das dívidas públicas na Zona Euro e na própria UE a 27 países, confirmando a fragilidade de uma Europa desigual, sem rumo nem coerência nas políticas da UE e principalmente da Zona Euro.
O hábito de não me habituar
Parafraseando Thomas Mann, tenho o ‘hábito de não me habituar’. Uma teimosia por contágio, talvez.
Quando Cavaco fala ao País, é impossível furtar-me à ideia de que aquilo que ouço e vejo não é disparate, pronunciado por alguém que consegue ter o porte empoleirado na petulância, recheada de balofo e tecnocrático pensamento. Não consigo acreditar nos discursos, nas propostas políticas e na arrogância de quem se julga monopolista da verdade. Mais uma vez, no famigerado ‘projecto de salvação nacional’ acabou de comprovar-se a razão do meu ‘hábito de não me habituar’. Daqui a umas horas, na comunicação ao País, haverá nova prova, estou certo.
Se ouço o Coelho – sem querer até eu e uma multidão entrámos na reunião da Comissão Nacional do PSD, na última semana – não consigo dissocia-lo do Monty Phyton em ‘Como Irritar uma Pessoa’. Quem se habitua a admirar Coelho? Por aqui também não consigo eliminar o ‘hábito de não me habituar’.
A ronda negocial democrática (?) de Cavaco e dos partidos do ‘arco do poder’
À excepção dos privilegiados, apenas o promotor e protagonistas do PSD, PS e CDS, embora sejam uma minoria ultraminoritária, sabem em rigor o conteúdo do que se tem debatido, acordado ou discordado, em resultado dessa proposta cintilante de Belém, o ‘Compromisso de Salvação Nacional’.
Dizem-nos que a iniciativa, entretanto terminada, é da máxima relevância para o futuro dos portugueses, sem especificar o que se trata, que objectivos se perseguem e o que podem os portugueses esperar no futuro, se consumado o acordo desta ‘troika nacional’.
Chamam a isto democracia, i.e., decidir em nome do povo matéria por este ignorada e não sufragada, naturalmente com influência para milhares de famílias portuguesas, cuja vida já é duríssima. O que nos deve preocupar é o conteúdo e resultado das negociações, até aqui sonegados – os negociadores ‘rosas’, ‘laranjas’ ou ‘azuis-amarelos’ pouco ou nada interessam, porque são parte do largo enxame de moscas da mesma merda, diria Brito Camacho.
Para tornar uma longa história mais curta, reproduzo o que Fareed Zakaria, ensaísta e editor da Newsweek International em ‘O Futuro da Liberdade’, editado pela Gradiva, escreveu na página 162 do livro em causa:
A noção de assembleia representativa ilustra bem estas ideias de democracia indirecta. Os americanos escolhem quem exerce o poder legislativo e delibera por eles. Não o fazem por si próprios. Foi precisamente esta a razão por que James Madison, autor da Constituição americana, não considerava a América como uma democracia.
Acrescento: o que é dito a propósito dos americanos também é verdadeiro, na actualidade, para um conjunto alargado de outros povos. Em especial, na EU e no subconjunto da Zona Euro, onde a nossa soberania se esvaiu.
(Adenda: É óbvio que o texto dste ‘post’ não seria escrito nos mesmo termos, se, a tempo, tivesse tido conhecimento da desacordo do PS, transmitida por António José António Seguro. Mantenho, no entanto, que a agenda das reuniões deveria ser divulgada como imperativo democrático – Cavaco Silva perdeu e o país estará sujeito a uma crise de proporções ainda imprevisíveis).
Nuno Melo, artesão de dilemas
O PS tem de escolher: o país ou o partido. Escolher o país é combater o desemprego, a pobreza, a miséria… Se não for isto, então o Melo que também é Lacerda vá à m….
Caso Morales, Portas que se cale!
Paulo Portas, sabemos, é o género de político teatral. Umas vezes dramatiza, comunicando a irrevogável demissão do governo a que, afinal, está irrevogavelmente colado como lapa; outras, faz incursões pela alta comédia, recorrendo a declarações filosóficas e premonitórias do tipo:
Os Governos foram inventados para governar, se não o fizerem é porque alguém governa por eles
Jornal de Notícias em 04-07-2003
Esta antecipação da intervenção de Cavaco Silva em matéria governamental é, de facto, fenómeno temporão de rara qualidade.
Todavia, há ocasiões em que Portas consome a manha e o talento em representações de ‘Teatro Burlesco’, integrado, como se sabe, na estética do grotesco. O desastroso regresso ao tema Evo Morales é o caso.
Diz o nosso revogado MNE que o Presidente Boliviano “pode ter razões de queixa”. – Pode? – pergunto eu. – Tem razões de queixa – sublinho com firmeza. Estamos perante a velha história da mulher está grávida ou não está grávida? Meias-grávidas não existem.
O governo “maravilhoso”, cheio de embustes mil!
Andei vinte e oito anos (28!), até ao 25 de Abril de 74, a ler, criticar e lutar pela calada de dias e noites – efectivamente lutei em organização clandestina partidariamente independente. Vinte e oito anos, como diz a canção do meu contemporâneo, Paulo de Carvalho, é muito tempo!
Sem intuitos de ser herói, mas impulsionado pela amarga perda de amigos na guerra (Angola e Guiné-Bissau), pela miséria do povo de que o ‘Expresso’, sob o epíteto ‘O Último Verão’, relembrou nas páginas 20 e 21 da última edição, e por outras facetas deploráveis; recordo a feroz PIDE a perseguir, prender, torturar e, se necessário, matar quem ousasse combater o salazarismo – eu e milhares de cidadãos fomos qualificados de ‘comunistas’ com ódio e o ímpeto idêntico ao utilizado pelo trabalhador rural na aplicação do ferrete no gado; jamais me filiei em qualquer partido político.
Fui, sou e serei sempre um incondicional combatente contra a desigualdade social, bem como contra a corrupção dos governantes e periféricos que circulam à sua volta e também enchem os bolsos de dinheiros abundantes, fortunas avultadas em muitos casos, extorquidos internamente ao erário público ou em negócios realizados com o estrangeiro – a compra de submarinos, de carros de combate ‘Pandur’ e de outros equipamentos, materiais e serviços, de que as sociedades de advogados do regime formam um dos grupos mais beneficiados. [Read more…]
C’um Catroga! Portas volátil e Passos incapaz
O rubicundo Catroga sofre de incontinência verbal. Às vezes acerta: “Portas é volátil e Passos incapaz de controlar o parceiro da coligação”. Catroga salva-se a tempo dos descarrilamentos. Muda de combóio, na hora exacta.
Amorim, Isabel e Amaral sacam, a Albuquerque entra à grande
Amorim, Mira Amaral e a princesa Isabel exigem mais 100 M € do Estado Português. O BPN, vendido pela ridicularia de 40 M €, é um rio que corre célere e abundante montanha abaixo, afogando ainda mais na desgraça os nossos escassos dinheiros públicos.
Albuquerque, a genial financeira de ‘swaps’ e do contrato de venda do BPN, voltará a não resistir ao patológico vício de gastadora compulsiva de dinheiros dos contribuintes.
O corticeiro, o “fala e cospe” e a filha do “Zezé de Angola”, através do BIC, terão mais 100 M € de receita garantidos.
Posteriormente a Albuquerque, se chamada à AR, vai declarar que ela, alma de alva inocência, jamais desembolsou tal dinheiro. “O cheque foi emitido por um funcionário do Tesouro”, alegará.
A actual Ministra de Estado e das Finanças, é consabido, foi professora de Economia de Passos Coelho, na Lusíada. Para muitos já se tinha tornado notório que o PM sai à mestra, co-autora dos orçamentos falhados do Gaspar.
A crise portuguesa da actualidade
O seu a seu dono: a autoria da actual crise é da direita
Bem se empenham os arautos tendenciosos, desonestos e vesgos por conveniência para engrupir a opinião pública com a desresponsabilização da direita pela crise política em que atolou o país nos últimos 15 dias.
A defesa inconsistente e estrambólica da inocência do governo de Passos e Portas, e até do presidente Cavaco, emporcalha-se por ímprobos ataques desferidos sobre quem, de área política divergente ou neutralmente, dignifica a verdade e tece legítimas críticas às ridículas peripécias da vil tríade do presidente, da maioria e do governo a que estamos submetidos.
Para reposição da verdade – e já agora para memória futura – grave-se com letras de indestrutível relevo, por ordem cronológica, quem, quando e como a crise se despoletou e desenvolveu:
A 1 de Julho de 2013
Vítor Gaspar demite-se. Insinua falta de perfil de Passos Coelho para liderar a actividade governativa, confessando responsabilidades próprias na falha dos défices de 2012 e 2013, na expansão da dívida pública, na depressão na procura interna e desvios desfavoráveis nas receitas fiscais; e, em acto de comovente penitência, Gaspar rematou: “a repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto Ministro das Finanças.”
O que se passa com Cavaco?
Cavaco é a expressão humana, na vida política, da maldade nacional – claro que existem outros, de outras bandas.
No activo desde há 25 anos, PM antes e depois PR, o cidadão algarvio, putativo, altivo, perverso e acossado, destaca-se também entre os mais pardos políticos nacionais da democracia.
Também é evidente que as prestações públicas, ao longo do tempo, se degradaram na qualidade do exercício do alto cargo de que está investido. Contrariando o que tinha garantido poucos antes – o PR confessava-se muito mitigado nos poderes de intervenção na actividade governamental pela CRP – enveredou pela contradição e comunicou ao país a deliberação própria do político prepotente, baseada claramente em difusa visão, irrigada de miopia:
- Exigência de ‘Compromisso de Salvação Nacional’, a subscrever pelo PSD, PS e CDS – o BE e o PCP foram proscritos, sinalizando uma vez mais o PR não é, de facto, o “presidente de todos os Portugueses”, como propala;
- Marcação de eleições antecipadas para depois de Junho de 2014, mais concretamente após o termo do PAEF firmado com a ‘troika’.
FMI, o centro astrológico de Lagarde & Cia.
O ‘Público’ divulgou a notícia ‘Zona euro aumenta pessimismo do FMI para a economia mundial’. Discordo. O título deveria ser ‘A predição do FMI é de pessimismo para a economia mundial e Zona Euro’.
A nuance de sintaxe não é irrelevante. No primeiro caso, está subjacente o princípio, errado, de que o FMI faz previsões rigorosas, a despeito de modificadas de semanas após semanas. A metodologia é obviamente falsa!
O organismo comandado por Lagarde, transformado em centro de astrologia, o que faz é anunciar mutáveis e inconsequentes predições, coisa bem diferente de previsões sustentadas em modelos matemáticos consistentes – os erros sistemáticos, denunciados pelas próprias chefias do citado FMI, constituem prova eloquente da falta de credibilidade de prever da instituição.
O que distingue a previsão da predição? A primeira corresponde a um estudo sério que permite antever resultados, dentro de desvios aceitáveis. A predição é um acto de astrólogos. Tem a pretensão de adivinhação por feitiço – faz-me lembrar as ciganas feiticeiras que, há anos, vagueavam pelo Parque Eduardo VII, aqui em Lisboa, a ler a sina, conjecturando venturas e desventuras desenhadas na palma da mão.
Tomemos, pois, em consideração quais são as principais predições da Madame Christine Lagarde e sua equipa para a economia mundial e Zona Euro:
- A economia mundial registará um crescimento de 3,1% em vez dos 3,3% da predição de há três meses (Abril/2013).
- Para a Zona Euro, a recessão será de – 0,6% em vez de -0,4% vaticinados antes.
- A Espanha registará em 2013 uma contracção de 1,7%, passando ao estado de estagnação em 2014 que contrasta com a profecia anterior de crescimento de + 0,7% do PIB.
- Os países emergentes, Brasil, China e Rússia, não escapam à queda em 2013, bem como a novas reduções em 2014.
Eurogrupo abre os braços a Maria Luís Albuquerque
Os ilustres do Eurogrupo receberam Maria de braços abertos. Tantas vezes que a mulher tinha lá ido antes de ser Ministra das Finanças! Só pode haver uma das seguintes explicações para a euforia: ou foram cínicos antes, ou agora, ou antes e agora.
Cá ou em Bruxelas, somos brandos nos costumes e nos resgates
Pais de brandos costumes
Somos o país de brandos costumes, ouço dizer desde jovem. Todavia, a proposição nunca me pareceu convincente e assertiva.
Lembremos dois templos prisionais: o Aljube e o Tarrafal (este visitei há uns anos), locais de prisão, torturas e hediondos crimes contra oposicionistas ao regime salazarista.
Dois símbolos, dos muitos, que fazem sucumbir a autenticidade da ‘tese dos brandos costumes’, com que, recorrentemente, se descreve a sociedade portuguesa.
Dispenso-me de pormenorizar os crimes da política actual. Limito-me a referir a violência da flexibilidade laboral, da ilegítima expropriação de rendimentos dos mais frágeis que o governo de PPC, a mando ou em complemento das medidas da troika, executa com fria indiferença e obscena desumanidade.
A falsidade da presunção dos “brandos costumes” é extensível a ocorrências na sociedade civil. A violência doméstica, restringida a agressões e assassínios do cônjuge perpetrados normalmente por homens; ou ainda a violência infantil, de que nos últimos anos a pedofilia, quase em exclusivo, tem sido objecto de notícias – quem trabalha em serviços hospitalares de urgência infantil sabe da frequência e gravidade dos crimes cometidos sobre crianças.
País de brandos resgates
Dos “brandos costumes” tentamos passar aos “brandos resgates”, pela mão de Bruxelas segundo o Público, reproduzindo o anunciado pelo El País. Que não, é falso!, afiançam outras notícias.
Certo, certo é que, no desmentido, o Público informa que:
A CE só avaliará as opções para apoiar Portugal no regresso aos mercados de dívida no momento devido.
Paulinho, arrecua filho, arrecua
O anúncio à nação será esta tarde. Diz-se por aí que, a pedido de alguém, Portas recuará até colo da governação a sancionar por Cavaco. O cargo, dizem, será de vice-primeiro ministro. A tomada de posse merece estreia de fato, camisa e gravata do Rosa & Teixeira.
Segundo resgate – Portugal é a Grécia e a desgraça
Cavaco admite maior probabilidade de segundo resgate de Portugal. Expressou esta opinião na reunião dos economistas a decorrer em Belém, segundo a imprensa; aqui, por exemplo.
O PR atribuiu a causa do aumento da probabilidade à crise política dos últimos dias. Certamente também contribuiu. Todavia, opiniões divergentes ponderam outros factores a influenciar o agravamento das perspectivas para Portugal.
Manuela Ferreira Leite, amiga de Cavaco e adversária severa do Governo de Passos e Portas, segundo o ‘Jornal de Negócios’, declarou ontem na TVI:
Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber.
Interrogando, a concluir, se a saída de Vítor Gaspar e o pedido de demissão do ministro Paulo Portas estão relacionados com a hipótese de se pedir um segundo resgate financeiro.
Governo renascido a 4 de Julho
Fonte: Presseurop
O cinema é um domínio de excelência para a busca de metáforas e imaginar uma história, mesmo distinta, de realidades de vidas individuais e/ou comunitárias.
Hoje é 4 de Julho. Não é data que me faça envolver na bandeira dos EUA e ir para a rua cantar ‘Born in The USA’ de Bruce Springsteen, de quem, confesso, só devoto fã há muitos anos – somos dois jovens, está explicado.
‘Nascido a 4 de Julho’, como se sabe, é a história do soldado Kovic, que o Vietname transformou em paraplégico e, por consequência, em activista político, anti belicista e defensor dos direitos dos deficientes físicos.
O 4 de Julho deste ano fez-me reflectir nas perturbantes conversas dos idiotas Passos Coelho e Paulo Portas, com vista à manutenção da coligação que nos tem (des)governado e que Cavaco faz questão de proteger.
Logo agora, quando há tanto para contar
Tanto para contar! Milhares de casais haviam reprogramado os horários em função da liturgia dos ‘briefings’ do Lomba. Que desilusão!, o diário dos ‘briefings’ caiu de Maduro.
David Cameron, um dos muitos políticos pérfidos e farsantes
Costumam encontrar-se todos em Bruxelas e em outras cidades europeias. Impingem a mensagem de, em uníssono, se empenharem a favor dos povos que representam. Comportam-se, porém, em sentido divergente. Pérfida e hipocritamente.
Nunca o mundo, em especial os líderes da União, agora a 28, integrara um grupo tão homogéneo de sórdidos farsantes – abro um parêntesis para acrescentar ao grupo os do outro lado do mar ou da fronteira, como Obama e Putin, e muitos mais poderia aglutinar. Reunir em massa esta gente tenebrosa que, protegendo o sistema financeiro e os detentores de obscenas fortunas, desprezam e trucidam milhões de seres humanos, com pobreza e miséria.
Cameron, o PM do país de sua majestade Isabel II, é dos amigos privilegiados de Passos Coelho. Juntam-se para conversações – e estratégias? – acerca de interesses bilaterais. Uma espécie de reedição tosca do Tratado de Windsor, de 1386, que instituiu, dizem, a mais velha aliança do mundo. Do País de Gales à Escócia, os cidadãos-comuns ignoram-no. Não é relevante para a História do Reino Unido, dominada pelo Império onde o Sol jamais atingia o ocaso.
A canícula faz delirar Passos Coelho
Passos Coelho, 14 em Agosto de 2012, na festa ‘laranja’ do Pontal, em comunicação de raciocínio ilógico, garantiu aos portugueses:
No desconexo discurso, também lhe saíram do cérebro ideias truncadas de ‘teoria económica aplicada’. – A concorrência – dizia o iluminado PM – fará aumentar o PIB nacional e o diminuir o desemprego. –
Um delírio, estamos a sentir e de que maneira justamente o contrário na sociedade portuguesa: o afluxo exponencial aos ‘centros de emprego’, ao Banco Alimentar, à Cáritas e a outras IPSS, a expansão de gente sem-abrigo e outros desastres sociais constituem prova evidente de que o nosso (deles) primeiro sofre da patologia de ‘exaustão do calor’.
E para provar que o diagnóstico da alucinação na massa encefálica de Passos – pouca, sublinhe-se – por efeito de calor é um fenómeno normal, aí está mais uma prova da consequência de dia escaldante:
Passos confia em que a recessão “está a abrandar” e que “viragem económica” virá até ao fim do ano.
Telefonou ao Gaspar, para ratificar os princípios da lei dos efeitos meteorológicos na economia. O outro respondeu-lhe: – Ó Pedro compre o Borda da Água . –
Portugal não é a Grécia nem a Irlanda!
Para espanto dos analistas (?), em final do programa da ‘troika’, a Irlanda entrou, de novo, em recessão. Lá vai o Professor Doutor Maduro, assistido pelo imberbe Lomba, ter de explicar que Portugal não é a Grécia nem a Irlanda. Afinal somos o quê?
Esta é a execução orçamental do governo, sem torpezas nem cunhas
- Balança de Bens e Serviços: 432.000.000 € (+)
- Balança Corrente e Capital = 868.000.000 € (+)
- Balança Corrente = 162.000.000 € (+)
As contas do Relatório de Execução Orçamental de Maio 2013 do governo:
Página 49
A análise e interpretação deste quadro são morosas e trabalhosas. São tarefas incompatíveis com actos de propaganda de feirante, destinada a influenciar os menos atentos.
Ser competente e honesto é indispensável, sendo também necessário estar de boa-fé. Segundo Vítor Gaspar afirmou ontem na AR, não estão considerados nestas contas a recapitalização do Banif, 1,1 milhões de euros; a ser considerada pelo Eurostat, a elevação do défice do 1.º trimestre atingirá 10%.
Para agravar as frustrações dos governantes, a que estamos sujeitos, e indefectíveis apoiantes, a CE acaba de sair-se com esta:
Bruxelas já vê mais riscos no cenário macroeconómico do Governo
Eu diria mesmo que Portugal é país completamente riscado e há muito.
Do ‘Último Tango em Paris’ ao ‘Último Concerto no Vaticano’
A música, como outras artes, tem momentos efémeros e decora argumentos de contos, filmes ou mesmo de eventos socialmente relevantes. Representa um cenário sonoro de diversificadas narrativas, diria José Sócrates.
Todavia, à efemeridade do espectáculo junta-se, às vezes, a condição de última execução de determinada exibição musical. Sirvo-me de dois exemplos: o ‘Ultimo Tango em Paris’ e o ‘Último Concerto no Vaticano’.
A película de Bertolucci é um drama erótico franco-italiano, em que Marlon Brando e Maria Schneider foram estrelas. A censura salazarista proibiu a exibição em cinemas portugueses. Assisti, no pós-25 de Abril, ao filme no S. Jorge na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Trabalhava, então, na referida artéria, diante daquela sala. O corrupio, na altura, era enorme. De depravados, acusavam os mais conservadores.
No caso deste concerto, o argumento nuclear é constituído pela ausência do convidado de honra do evento, Papa Francisco, como a fotografia o demonstra:
Cadeira vazia do Papa Francisco
O alto clero do Vaticano, outros prelados eminentes e uma vasta plateia de distintos crentes aristocráticos foram esclarecidos da ausência do Papa Francisco por um arcebispo, com a justificação:
um compromisso urgente que não podia ser adiado
CGD, um dos locais dos crimes do Governo
João Coutinho recebeu de 500 a 800 mil euros para sair da CGD em 2004. Alega não se lembrar exactamente do valor. Agora, Passos Coelho, sem vergonha, convida-o a regressar à administração do banco público. Brasil? Convém também olhar e agir em Portugal.
Brasil – ouvir, ver, ler e interpretar
De acções censuráveis do mandato de Lula da Silva, da tremenda corrupção a obras faraónicas do Mundial de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016, creio ter expressado de forma transparente e sem tibiezas o meu pensamento, no que escrevi antes.
Do pesado legado deixado a Dilma Rousseff, dos desvios de políticas sociais, bem como do torvelinho de manifestações em que foi capturada, também exprimi opiniões claras.
Das motivações e legítimas reivindicações dos manifestantes do Movimento do Passe Social (MPT), não as crtiquei a não ser pelos objectivos limitados visados – outras causas, como a quebra da evolução económica, os juros em alta, a inflação, a fuga de capitais e a famigerada PEC 37, ao estarem ausentes do discurso reivindicativo, fundamentaram a minha discordância explícita.
O que verdadeiramente me perturba – e a isso me leva assumido rancor contra a extrema direita – é o ignóbil aproveitamento e agressões perpetradas por ‘jovens neonazis’ a militantes de esquerda, nas manifestações em causa.
Para defesa da minha honra e do juízo formado, recorro a relatos credíveis de quem está no terreno e testemunha as ocorrências, como o conteúdo – não é opinião – da seguinte notícia:
21/06 às 18h44 – Atualizada em 21/06 às 18h47
Com militantes feridos, PSTU acusa extrema direita de orquestrar agressões
A aversão de grande parte de manifestantes a partidos políticos gerou consequências mais graves no Rio de Janeiro. Dez integrantes do PSTU foram agredidos no protesto dessa quinta-feira, declarou o presidente regional do partido, Cyro Garcia. Segundo ele, as agressões foram orquestradas e executadas por grupos nazifascistas que estão sendo “pagos para reprimir a livre expressão dos partidos políticos”.
Seara, um ‘tachista’ derrotado mas obstinado
O ‘tachista’ Seara sofreu a 2.ª derrota. Agora no Tribunal da Relação de Lisboa, a ratificar a recusa da candidatura pelo Cível de Lisboa.
Para fundamentar pareceres com rigor, comecemos por ver a Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto que começa por estabelecer:
Art.º 1.º, n.º 1: O presidente de câmara municipal e de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…
O PR alegou haver um erro na redacção desta lei, ao indicar presidente de câmara municipal e de junta, em vez da câmara e da junta.
Na interpretação de muitos cidadãos, a quem o PR chamaria cidadões, a proposição de reveste o texto legislativo de um carácter mais amplo, a função em qualquer ponto do país, em vez de parcela territorial. Considere-se a seguinte abordagem do Ciberdúvidas:
Perguntas
De Caldas / das Caldas Dina Aleixo – jornalista – Torres Vedras,
[Pergunta] Qual das duas é a construção correcta: «de Caldas da Rainha» ou «das Caldas da Rainha»?
[Resposta]
Em das Caldas da Rainha, empregamos o artigo definido as (das=de as); em de Caldas da Rainha, não empregamos esse artigo. Não há regra nenhuma para sabermos quando devemos ou não empregar o artigo definido antes de tal ou tal topónimo. Temos de seguir a fala da gente da respectiva terra. Por isso, devemos dizer a Figueira da Foz, o Porto, o Cacém, a Guarda, em Alvito, porque é assim mesmo que dizem os naturais de cada uma dessas terras. Se quisermos falar correctamente, temos de dizer:
Venho das Caldas da Rainha (ou somente venho das Caldas). Vou para as Caldas. Moro nas Caldas. É assim que dizem os naturais de lá.
José Neves Henriques – 02/07/2009
Ministro das Promulgações Instantâneas
Chamar Ministro e pensar em Palhaço é crime? Isso agora não interessa! Temos um PR, reconvertido em Ministro das Promulgações Instantâneas. Produz retratos “à la minute”, á medida do freguês Pedro – agora o Subsídio de Férias da fp, reformados e pensionistas é pago em Novembro. Tempo de praia em Angola, pátria do Pedro, do Relvas, da Paula Teixeira Pinto, do Pedro Pinto e de mais uns quantos ‘laranjas’ cinquentões, ou muito próximos disso, que deveriam para lá voltar rapidamente e em força.
Salazar: se ainda governasse não havia greves!
Obtido aqui
A nova direita ‘fascistóide’ é demasiado sinuosa e cobarde a contestar o direito à greve. Tenham coragem, e embora saibam estar a contrariar um direito sufragado e aprovado pelo povo, basta sem complexos imitar Salazar e escrever, desenhar ou gritar: “se ainda governasse não havia greves!”.
E, a rematar, bradem bem alto: “Salazar, Salazar, Salazar!”.













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