“Bruxelas dá três semanas a Portugal para apresentar medidas e evitar sanções“. É preciso fornecer as ferramentas certas ao invasor.
Ultimato e chantagem, eis a Europa que temos
Bilhete do Canadá – Notícias e comentários

Maria Luís Albuquerque – “Se eu fosse ministra, Portugal não sofreria sanções”.
É um argumento de pátio, varinesco que fede. Traduzido, quer dizer: chamo antes que me chamem. Porque, como todo o país sabe e a UE não ignora, quem criou uma situação passível de sanções foi ela mesma, com o pleno apoio do governo a que pertenceu. A pandilha da UE resolveu virar o bico ao prego, usando esta ameaça para tentar denegrir o governo actual. E, claro, está a contar com o apoio de Maria Luís, Passos Coelho, Montenegro, Nuno Melo. Cristas, Rangel, etc., capachos onde Schäuble e Merkel limpam os sapatos.
Comissário europeu avisa: fundos estruturais podem ser congelados a Portugal.
Mais um cachorro amestrado da matilha que os dirigentes da Alemanha aconchegam e nós pagamos.
Miguel Relvas perdeu o curso por decisão do tribunal.
Não perdeu a vergonha porque nunca a teve. O mesmo se diga de quem dirige a Univ. Lusófona: fez o que fez pelo “irmão da loja” e teve o despudor de anular 150 cursos obtidos da mesma forma. E não há ninguém que feche essa chafarica. E outras. [Read more…]
Maria Luís Albuquerque: o que os jornais não contam
Maria Luís Albuquerque tem feito furor com o novo refrão estival “Se eu fosse ministra das Finanças, a questão das sanções não se colocava.” Desde “Maria, quero cheirar teu bacalhau” que o Verão português não conhecia um sucesso tão grande, o que é óptimo, porque não há nada melhor do que ir em cantigas.
Alguns jornais têm assinalado que o chamado défice excessivo pelo qual Portugal poderá vir a ser punido é o de 2015, ano em que as finanças portuguesas estavam a cargo da mesma pessoa que declara que não haveria punições se ainda fosse responsável pela área das contas públicas. A antiga ministra das Finanças também terá dito que isso de ser multado por ir em sentido proibido não se colocaria se fosse ela a conduzir.
Alguns mais distraídos poderiam pensar que o défice é apenas uma questão de números, mas as declarações da própria Maria Luís, uma economista, mostram que não é assim. No fundo, Maria Luís é da escola sampaísta, que defende que há vida para além do orçamento. [Read more…]
Como lidam eles com a França?
Em 26 de Abril Yanis Varoufakis e Noam Chomsky tiveram uma interessante conversa na biblioteca pública de Nova York. A certa altura Noam Chomsky perguntou a Varoufakis, “E como lidam eles como a França?”, sendo que “eles” se refere, neste contexto, à Alemanha e à Troika. A resposta é surpreendente para quem está habituado a observar a “Europa” pelos filtros da comunicação social.
Pode assistir à conversa completa aqui.
“Declarações de Schäuble mostram que ‘a desconfiança se instalou’, diz Passos”

Quem colocasse de facto Portugal à frente não atiraria gasolina para a fogueira criada por declarações de tamanha irresponsabilidade. É nos pequenos actos que se vislumbram as verdadeiras motivações. Passos e seus aliados vibram com tudo o que prejudique o país, pois só a catástrofe lhes devolverá o poder.
É irrelevante se as coisas correm bem ou mal, basta que a direita aliada no poder vá criando dificuldades. E estas têm surgido. O exemplo mais gritante é todo o contexto à volta das eventuais sanções a Portugal, depois de um governo que falhou durante quatro anos e meio, enquanto aplicava zelosamente o programa do invasor. Porquê agora? A única explicação é não estar a cor certa no governo português.
Provas cegas
Como saber se o ar enlatado é mesmo de Fátima? Depois de o inalar, verá aparições.
Relvas perde licenciatura
Deve agora tentar a sorte na exigente Universidade de Verão do PSD.
Bilhete do Canadá – Heil Schäuble!

Quem nasceu para escorpião, morde sempre, envenena sempre, porque é essa a sua natureza. É o caso do Ministro das Finanças da Alemanha, o Sr. Schäuble, que gostou de humilhar a Grécia e se prepara agora para humilhar Portugal e Espanha. Porque é isso que transparece das suas ameaças, rosnadas, e depois desmentidas de forma ridícula.
Contra a natureza das pessoas que nascem más e nada aprendem com a História, temos obrigação de as afastar de lugares onde podem fazer mal a milhões de pessoas. E se for caso disso, esmagar o escorpião com a bota. Sem apelo nem agravo.
Para já, estou grata à Inglaterra. É a segunda vez na minha vida que ela me defende de certa gente que domina a Alemanha.
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Anti-americanismo? Falso!

Imagem: Diário de Notícias
Um dos pseudo-argumentos que os defensores do TTIP em Portugal usam para explicar os protestos do movimento europeu contra este acordo é o facto de se tratar de um acordo com os EUA. Afirma-o a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques, afirma-o o Sr. Vital Moreira. Razões de anti-americanismo (EUA) estariam pois na base dos protestos. O que se pretenderá com este suposto argumento, que carece de qualquer fundamentação? [Read more…]
Este é o meu mundo
Um dia depois de, mais uma vez, um grupo de animais ter tirado a vida a seres humanos em Istambul, pode parecer fútil elogiar adeptos de futebol. Talvez seja. Na verdade, nada apaga o facto de haver vidas ceifadas, vidas de pessoas que tinham direito, até, a ser infelizes, mas que não terão sequer a possibilidade de ser felizes, por causa da crença de alguns, justificada ou não pelo livro que lêem ou que lhes leram. É nestes momentos que desejo que haja vida para além da morte, porque quem morre por estupidez alheia merece recompensa eterna; quando penso nos assassinos, espero que o Inferno se confirme e lhes seja infinitamente insuportável.
Adoro livros, como adoro futebol, mas não lhes confio a minha vida. Sobretudo, não infernizo a vida dos outros, por adorar livros e futebol. Ainda não encontrei nenhum livro que me desse vontade matar outro ser humano. No que respeita ao futebol, confesso que há em mim um terrorista benigno que espera ser perdoado pelos amigos que, de vez em quando, se irritam com piadas clubísticas que são, por serem clubísticas, de mau gosto. [Read more…]
Manual sobre perda de competitividade
Imagine que tem um nicho de mercado com ar modernaço. Seja, a título de exemplo, uma rede de carregamento de carros eléctricos. Suponha que essa rede foi construída sem que existissem clientes que a usassem, apesar de ter custado uma pequena fortuna. Como era algo modernaço, bastou-lhe o élan para justificar a sua concretização. Imagine, ainda, que passados 7 anos essa rede continua com uma utilização residual e que a adesão de novos clientes não passa, digamos, de 1% das vendas anuais desse mercado. Isto, apesar de os novos clientes terem um subsídio de adesão na casa dos 12%.
Ainda está a seguir este exercício criativo? Óptimo. Suponha, por fim, que o Estado decide dar, a fundo perdido, 4,2 milhões de euros para renovar e ampliar essa rede que não teve nem se antevê que tenha, em tempo útil, utilidade.
Imaginou tudo isto? Muito bem. Fique então sabendo que o cenário não é hipotético. É real. A sociedade Mobi.E gere de facto a rede descrita e vai receber os milhões indicados. Dizem que estes vêm de fundos comunitários, como se o dinheiro não fosse um lençol que se puxa para tapar de um lado, enquanto destapa do outro.
Para criar este “incentivo”, algo teve que ser desincentivado, seja por não ter recebido incentivo, seja porque foi contribuinte líquido para o incentivo. É tudo uma questão de competitividade.
Bem-vindo à função pública, caro Carlos Martins
Depois de, em 2011, Miguel Macedo ter prescindido de um subsídio de alojamento, Carlos Martins, actual Secretário de Estado do Ambiente, veio fazer o mesmo, confirmando que les beaux esprits se rencontrent.
Julgo que não há muitos funcionários públicos que tenham mais do que uma casa; Carlos Martins tem, o que é, decerto, bom sinal. Uma delas, onde vive actualmente, localiza-se em Cascais; a outra, em Tavira, foi indicada como residência permanente. Assim, e de acordo com a lei, foi contemplado com o referido subsídio, ajuda aproveitada para pagar as prestações do empréstimo bancário concedido para a compra do imóvel algarvio. [Read more…]
Admirável Nova Europa
Um ministro errante
Santana Castilho*
A discussão em torno do financiamento de novas turmas com contratos de associação ocupou a atenção da opinião pública nas últimas semanas. A contestação daí decorrente, desviando-nos de problemas mais importantes, acabou por ser favorável à imagem do Governo e ao errante ministro da Educação. Uso o adjectivo errante com o seu duplo significado: aquele que erra e aquele que vagueia sem rumo certo. Vejamos algumas justificações para o que digo, agora que a fase aguda da zaragata dos colégios acabou e o ano lectivo também.
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Não, os ingleses não foram aos magotes pesquisar no Google o que é a UE

Na sexta-feira, estava o abanão do Brexit ainda fresco quando o Washington Post escrevia que “muitos britânicos poderão nem saber em que é que votaram”, num artigo com um título desdenhoso afirmando “Os britânicos estão a pesquisar freneticamente sobre o que é a UE, horas depois de votarem pela saída“.
No entanto, a notícia espalhada pelo Washington Post, e amplamente disseminada, é falsa. Este jornal baseou-se num tweet gerado pela ferramenta Google Trends, a qual analisa em tempo real o que é que as pessoas estão a pesquisar. [Read more…]
Eurocídio
Não consigo acompanhar os meus amigos que conseguem ver na actual situação da União Europeia, após o brexit, uma oportunidade para uma virtuosa reforma da organização. Pelo contrário. Todos os sinais indicam o caminho oposto. A preparação de sanções contra Portugal e Espanha – depois das eleições…- são apenas mais um sintoma. As ameaças a todos os países que hesitem na obediência, as reuniões restritas à clique dominante, as interpretações abusivas e distorcidas, quer do comportamento dos britânicos, quer da resistência democrática noutros países, tudo conduz ao mesmo fim. Os mandantes alegam que querem curar a UE. Parece mais que querem fazer-lhe eutanásia. Isto já não é só uma crise aguda do capitalismo. Também é, claro. Mas há aqui uma sombra, talvez de crueldade social, quiçá de sociopatia ou, quem sabe, uma vertigem de pura estupidez que, como estabeleceu Einstein, pode tender para infinita em condições determinadas.
Dorme, dorme meu menino

Imagem: Público
É de pasmar o nível, ou digamos, a perspectiva segundo a qual se debate o TTIP (Tratado Transatlântico UE-EUA) em Portugal. Há dias tive o interessante desprazer de presenciar a prestação do Sr. Vital Moreira, presumida e assumida sumidade nesta matéria. O Sr. especialista usa de todos os meios na sua propaganda de cátedra pró-tratado, como seja:
Bilhete do Canada – Depois queixem-se
Desde que estourou a bomba do Brexit tem havido duas preocupações por parte da nomenklatura de Bruxelas: enquanto Merkel afirma que não há pressa nas negociações de saída da Inglaterra, que não é preciso ser desagradável nesta rampa final, outros sublinham que até o processo estar terminado não cessam os deveres e os direitos de quem decidiu sair.
Cameron, que pôs o pé na argola e trata agora de limpar-se o melhor possível, respondeu à letra, em sede própria, no parlamento, com aplauso geral: quem trata do timing somos nós, porque cá em casa mandamos nós. E com isto deu a entender que percebeu a jogada da chanceler: fazer de conta, levar tudo em pianinho para que fique tudo na mesma.
Juncker é que, na primeira sessão depois do desastre, perdeu as estribeiras: invectivou a delegação britânica, foi desabrido. Farange não se ficou, passou rodas de inúteis a todos, acusando-os de nunca terem feito nada na vida, de não terem proporcionado um único posto de trabalho.
Se puxam mais por ele e acompanhantes, arriscam-se a que o Farange, que como os malucos diz tudo, conte ali pelo claro o caldinho da estrondosa fuga ao fisco que Juncker ajudou a medrar no Luxemburgo quando foi governante. E mais coisas. Mesmo muito mais coisas.
Ponham-se a puxar por eles e depois digam que têm pouca sorte na vida. Vai linda a peixeirada, vai.
Bilhete do Canadá – A desvantagem da arrogância
Os maus acontecimentos servem para nos ensinar a reflectir. É o que deduzo do resultado das eleições espanholas.
PODEMOS perdeu deputados e foi parar ao terceiro lugar, não por ser da esquerda radical, mas por o seu líder ter escolhido o caminho da arrogância e da sobranceria. Justamente o oposto de Tsipras que, na Grécia, tem aguentado firme com o seu jeito modesto e a sua boa educação. Iglesias levou longe demais a rudeza com que tratou o PSOE e seus dirigentes. O resultado está à vista: de facto, não é com vinagre que se apanham moscas.
Oxalá a esquerda radical dos outros países da UE, incluindo Portugal, olhem para este pormenor com atenção. A Europa, nesta encruzilhada, precisa dos seus jovens, cheios de idealismo e energia, mas sem atitudes ditatoriais. Fartos de ditadores estamos nós todos.
PP de Rajoy ganha sem maioria

Infografia: El Mundo
O jornal El Mundo disponibiliza uma ferramenta para fazer coligações. Vai ser muito útil a partir de amanhã, num país onde nenhum partido conseguiu chegar à maioria por si mesmo.
Quanto aos resultados, apesar da corrupção à volta do PP, este foi o partido mais votado, tendo obtido um melhor resultado eleitoral comparativamente à eleição de 2015.
Tempos estranhos estes, onde políticos atolados em escândalos conseguem ganhar eleições. [Read more…]
O RU está em vias de sair
O que faz a “europa”? – Uma reunião a seis membros, pois claro. O resto é paisagem.















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