que não foi jamais tentada neste país de traumatizados do 25 de Novembro. A minha vénia aos socialistas e comunistas que ousam por uma vez ultrapassar os dias do PREC e percebem finalmente a urgência nacional dessa unidade.
[Facebook de João Soares]
Sem memória, o povo falou
Santana Castilho*
Temos que aceitar a democracia, particularmente quando ela nos contraria. Mas é natural que fiquemos desapontados e legítimo que, respeitando-os, analisemos os resultados. Os eleitores romperam o ciclo dos últimos quatro anos, retirando 28 deputados (falta apurar quatro) e cerca de 750 mil votos à coligação. Mas, na realidade, preferiram a continuidade à mudança. O povo português é hoje o único na Europa a premiar com uma vitória eleitoral os responsáveis por quatro anos de austeridade desumana. Por falta de memória? Por medo? Seja por que for, há que respeitar a escolha.
Os portugueses escolheram perdoar à coligação, como se de nada relevante se tratasse, 19 violações da Constituição da República Portuguesa, decretadas pelo Tribunal Constitucional (entre elas, as relativas aos orçamentos de Estado de 2012, 2013 e 2014, Código do Trabalho, Código de Processo Penal, Código de Processo Civil, Rendimento Social de Inserção, requalificação dos funcionários públicos, despedimentos sem justa causa, cortes salariais na função pública e enriquecimento ilícito, por duas vezes). [Read more…]
Medalha de bronze para Portugal
Foi um prazer conhecer-vos. Adeus mundo cruel
PS deve dialogar com o BE e o PC
Estou a defender que o PS inicialmente dialogue com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista numa lógica de criação de condições de governabilidade. Claramente.
Pires de Lima e a crise na VW: incompetência ou mentira pré-eleitoral?
Decorria a campanha eleitoral e a ordem era para focar na propaganda e evitar, a todo o custo, falar de todas aquelas coisas que tanto trabalho deram – e a tanta referência a Sócrates obrigaram – para obliterar do debate público. A poucos dias da confirmação de Passos Coelho como novo José Sócrates da política portuguesa, rebentava o escândalo Volkswagem e o silêncio era absoluto, tal como a maioria que ansiavam apesar da proibição do termo.
Porém, no meio do silêncio ensurdecedor, houve quem, no seio do governo ainda que com poucas possibilidades de renovação de contracto, tenha proferido algumas palavras sobre o tema. Em declarações tímidas e evasivas ao Diário Económico, Pires de Lima afirmava que:
Não se deve assustar as pessoas que são proprietários de um veículo da marca VW e, acima de tudo, não devemos criar uma suspeita generalizada de existência destes casos em Portugal.
Pelas informações que a Autoeuropa nos deu é muito improvável que tenham sido produzidos automóveis com incorporação deste ‘chip’ fraudulento, que está na origem desta crise da VW a nível mundial.
3,74 Euros
O valor que cada partido ou coligação irá receber pelo voto de cada eleitor… Tem dúvidas? É ler o artigo 5º e fazer contas. Afinal a abstenção não é assim tão má, pelo menos para os bolsos do contribuinte…
Tempos politicamente interessantes…
Bem interessantes politicamente os tempos que se avizinham. Ao contrário do que pensa o Jorge julgo que o papel do actual Presidente da República é praticamente irrelevante, prestes a sair de cena, certamente com honrarias mas sem honra nem glória. Os protagonistas são outros, com o PS a concentrar as principais atenções. Não pela resposta aos apelos dos partidos à sua esquerda, que até António Costa descartou imediatamente na 1ª declaração após serem conhecidos os resultados eleitorais do passado Domingo. Álvaro Beleza primeiro e Francisco Assis depois, trataram de marcar território, questionando a liderança e defendendo a viabilização do programa do governo minoritário da actual coligação no poder, através da abstenção na votação para o Orçamento de Estado 2016.
Ironicamente o PSD que temeu António Costa vê na sua manutenção o principal aliado, adivinhando nuvens ainda dispersas num horizonte que pode não estar assim tão distante, oferendo ao PS a presidência da A.R., que Ferro Rodrigues estará disponível para aceitar e certamente outros cargos e lugares de nomeação num acordo tácito cuja existência será muito provavelmente negada por todas as partes… [Read more…]
O governo de iniciativa presidencial

O desmaio de Cavaco no 10 de Junho do ano passado
Cavaco, o avisador, veio dizer que a Constituição não lhe permite escolher o governo. Que esse papel cabe às forças eleitas. E, apesar disso, convidou o PSD para “desenvolver diligências” para conseguir uma solução com “estabilidade política e governabilidade”. Na prática, pediu ao PSD para que este apresente uma proposta de governo sem antes ter ouvido todos os partidos que terão assento parlamentar e sem sequer esperar pelos votos da emigração.
Novamente se observa que Cavaco Silva é o presidente de uma facção, em vez do Presidente da República. E teve, ainda, o desplante de se justificar com o que se passa num país estrangeiro, a Finlândia. Pois se é para ir buscar exemplos, atiro-lhe já à cara com a Dinamarca, país onde as coligações pós eleitorais são regra e onde nem sequer é garantido que o partido mais votado lidere o governo. Talvez Cavaco não leia jornais, ele pelo menos afirmou-o, mas pode ao menos ver televisão. Há uma série, Borgen, que lhe explica estes detalhes.
Aníbal, não estás à altura do cargo que ocupas. E o PS, está à espera de quê para se demarcar deste golpe de estado?
Desculpem lá
mas ainda os votos estão quentes e já se diz isto?
Um país a crescer pouco, onde o número de pessoas tende a encolher, mas com demasiados desempregados. O novo Governo vai herdar uma economia mais pequena do quem 2011, mas com mais dívida pública. Mesmo que o estímulo ao crescimento faça parte dos planos, a próxima legislatura será sempre marcada por uma forte pressão para baixar despesa e pagar a quem tem financiado o país. [Económico]
Onde é que estava esta gente há uns dias? E isto dito agora é para preparar o quê? Ou muito me engano, ou começou a campanha de justificação do falhanço que será a próxima governação. Porque, sejamos claros, não estamos melhor, conforme andou a PAF a dizer. Pelo tom, tenho aqui um polegar que adivinha que o bode expiatório será, novamente, o que se passou quase há cinco anos.
Fanatismo ideológico pós-eleitoral
Satisfeito com a recondução da coligação PSD/CDS-PP ao poder, Wolfgang Schäuble fez eco da narrativa de Jean-Claude Juncker, que na manhã seguinte ao acto eleitoral em Portugal afirmava, através do porta-voz da Comissão Europeia, que
Os resultados desta eleição confirmam o desejo da maioria dos portugueses em prosseguir o caminho das reformas.
Isto mostra que uma política pode ter sucesso, e ser apoiada por uma maioria, mesmo que imponha medidas duras à população.
Em sintonia com os anteriores, o impronunciável Jeroen Dijsselbloem, presidente do Europgrupo, referiu que
De alguma forma, são boas notícias que um Governo possa ganhar eleições depois de implementar medidas duras que eram necessárias.
Não acho que haja razão para uma grande mudança de políticas actualmente.
A ver se nos entendemos: os resultados desta eleição dão a vitória aos partidos da coligação. Isso é inequívoco. Tal não significa, porém, que a maioria dos portugueses pretende, como referiu a Comissão ou Schäuble, “prosseguir o caminho das reformas” e que essas reformas e “medidas duras” sejam apoiadas pela maioria. Não sei se estes indivíduos tiveram a oportunidade de olhar para os resultados do sufrágio, mas a verdade é que a maioria dos portugueses votou à esquerda do espectro e que a coligação teve um resultado inferior ao resultado isolado do PSD em 2011, ficando abaixo dos 39%. [Read more…]
Olhares sobre as legislativas 2015: Passos ganhou!
Ronaldo Bonacchi
A primeira coisa que me vem à cabeça é que aquela que queria ser uma piada por absurdo, dita em um “O Esplendor de Portugal” da Antena 1, não era assim tão absurda: falando das sondagens que o davam por vencedor eu disse que os eleitores portugueses são um pouco masoquistas, pois gostam que lhe batam mais, ou dito de outra forma parecida, sofrem de síndrome de Estocolmo, pois tem afeição para com aqueles que os fizeram reféns da Troika, que mesmo fora de Portugal, ficou bem representada por Passos, Portas e Cavaco.
Passos ganhou, mas não com maioria absoluta. Ganhou apesar do enorme aumento de impostos, das muitas privatizações e do parcial desmantelamento do estado social.
Se tivesse posto a sobretaxa IRS a 5% ou até 7% e o IVA a 25% ou até 30% e tivesse privatizado completamente saúde, educação e justiça provavelmente teria ganho com maioria absoluta. [Read more…]
Enterradas as legislativas, venham as presidenciais…
-Obviamente que irei nas presidenciais repetir a abstenção de ontem. Não me revejo em regime semi-presidencial. Preferia um regime presidencial, com presidente eleito por sufrágio directo e universal, que formasse executivo sem poder legislativo. Este deveria ficar reservado ao parlamento, preferencialmente com deputados próximos dos eleitores, mais dependentes destes que do aparelho partidário, manifestando fidelidade canina ao líder de turno. Uma vez que tudo isto é miragem, pouco ou nada me interessa saber a quem os portugueses arrendam o bonito palácio pintado em tons rosa, situado nas imediações dos Jerónimos e Antiga Fábrica dos Pastéis de Belém…
-Mas em breve análise ao resultado verificado ontem, constato que Sampaio da Nóvoa perdeu qualquer hipótese, Maria de Belém pode agora capitalizar o natural descontentamento nas hostes socialistas com os erros de António Costa e trupe que o acompanha. Se passar à 2ª volta até pode conseguir que os partidos à esquerda do PS engulam sapos para evitar a vitória do candidato natural da coligação, Marcelo Rebelo de Sousa, por mais que desagrade à dupla Coelho/Portas. Rui Rio não tem neste momento qualquer condição para avançar, pelo que as cartas estão na mesa…
Das Eleições Legislativas – para onde foram 800 mil votos?
Muito já se escreveu sobre os resultados das legislativas de ontem. Quem ganhou, quem perdeu e outras afirmações ao mais puro estilo do pontapé na bola. Falta descobrir uma coisa: para onde foram os cerca de 800 mil votos da coligação?
Alguns podem afirmar que foram para a abstenção. Os números dão a entender que foi a maior abstenção de sempre em legislativas. Será mesmo assim? Tenho dúvidas. Aceitando que cerca de 500 mil portugueses deixaram o país nos últimos quatro anos e que os cadernos eleitorais continuam por rever (a quem interessa tal???), talvez a abstenção tenha, na realidade, sido menor que noutros anos – algo que já foi discutido e sentido em 2011. Mesmo assim, existiam menos de 200 mil eleitores nos cadernos eleitorais (9.439.711) em relação a 2011 (9.624.133) e acresce outros 200 mil que desta vez não votaram.
A coligação PàF venceu de forma clara mesmo tendo perdido mais de 834.597 mil votos e aqui reside a grande dúvida, para onde foram eles? O PS subiu 172.112 votos. Por sua vez, o Bloco de Esquerda subiu 260.180 votos e a CDU cresceu 2.467 votos. Ou seja, os partidos da esquerda tiveram mais 434.759 votos que em 2011. A abstenção cresceu cerca de 200 mil e outros tantos desapareceram dos cadernos eleitorais. Só nestes somatórios temos mais de 800 mil votos. Aparentemente, a explicação está aqui, nestes números.
E olhando, assim a cru, para estes números podemos ter aqui uma das grandes surpresas da noite: será que 260 mil eleitores da coligação em 2011 rumaram para o Bloco em 2015? Fica a pergunta.
(Note-se que as coisas não são assim tão simples e isto é um mero exercício de livre interpretação dos números, nada de confusões).
Como vi as eleições legislativas
Não posso deixar de me congratular com o resultado das eleições no rectângulo, recordando aos mais distraídos a decisão de me abster, que motivou a quase ausência do Aventar em período eleitoral, apesar de ter permanecido um leitor atento. E também a abstenção voltou a registar uma subida, apesar das sondagens de boca de urna analisadas exaustivamente pelas televisões na 1ª hora, quando precisavam encher chouriços enquanto aguardavam pelas 20h00, acompanhei a emissão até cerca das 20h15… Não vi ou li grande referência ao tema, mas a verdade é que se passou de 41,08% em 2011 para 43,07% em 2013. Algo em que todos os partidos, especialmente os que têm governado, devem meditar. Promessas eleitorais não cumpridas, falta de credibilidade nas alternativas e candidatos recrutados na tralha dos aparelhos muito contribuem para a constante e sólida evolução desta tendência. [Read more…]
Pedro Passos Sócrates
Eles tentaram tudo. Usaram recursos públicos ao serviço dos seus partidos, manipularam as redes sociais, esconderam-se por trás de um nome a apelar ao patriotismo e fizeram os caudilhos desaparecer dos cartazes. Eles tinham os comentadores mais influentes, tinham os bloggers da corda a atacar o PS todos os dias, tinham o Observador, o Sol e o Correio da Manhã. Eles fugiram a entrevistas, fugiram a debates, fugiram aos portugueses e terminaram a campanha envoltos em cordões humanos de jotas e seguranças como bolhas de actimel à volta do homem que abria portas na Tecnoforma. Eles reduziram o discurso ao nível mais primário possível, prometeram números impossíveis, empunharam terços e insistiram em enganar os portugueses quando disseram que o Novo Banco não ia ter custos para os contribuintes. Até António Costa e a campanha desastrosa do PS deram aquela forcinha. [Read more…]
Afiam-se facas no Largo do Rato
“Beleza admite avançar contra Costa: Se não houver melhor, vou eu.” [Expresso]
Portugueses escolheram Passos Coelho para Primeiro-Ministro.
Apoiei e votei em Pedro Passos Coelho, como a maioria dos portugueses, para Primeiro-Ministro. Felicito Pedro Passos Coelho pela vitória e cumprimento todos os outros partidos que democraticamente foram a votos valorizando estas eleições Legislativas.
Passos Coelho e a coligação ganharam as eleições, mas sem maioria absoluta, tal como aqui previ no passado dia 30 de Setembro. Agora, em condições normais o Presidente da República irá convidar, nos próximos dias, Pedro Passos Coelho para formar Governo. Aliás, António Costa, ontem no seu discurso afirmou que entendia que deveria ser o Partido mais votado a ser convidado para formar Governo demonstrando sentido de estado disponibilizando-se para dialogar com a PAF, no que diz respeito ao futuro orçamento de estado e do país, e a afastar a hipótese de formar um governo em coligação com o Bloco de Esquerda e a CDU.
As surpresas da noite eleitoral foram o resultado histórico que Catarina Martins e o BE conseguiram obter elegendo 19 deputados para a Assembleia da República, o desaparecimento político do CDS na Madeira e nos Açores, círculos onde PSD e CDS concorreram em separado, e a eleição de um deputado, pela primeira vez, pelo PAN ( Partido das Pessoas Animais e Natureza ).
Como sempre afirmei considero fundamental a continuidade da estabilidade governativa. Estou certo que Pedro Passos Coelho e António Costa estarão à altura de, neste momento, colocar os superiores interesses do país acima dos interesses partidários.
Algo de bom na negra noite eleitoral do Dia do Animal
Para além da grande surpresa do PAN (literalmente a comemorar o Dia do Animal), como referiram o João Mendes e o Jorge, há outra boa notícia, talvez aquela que vi com mais alegria: a eleição pela primeira vez de um deputado – Jorge Falcato – que se desloca em cadeira de rodas. Pelo Bloco de Esquerda, claro!
De repente, ao saber desta notícia, que ainda não li em lado nenhum, foi como se a escuridão da noite e do futuro que se anuncia para o país fosse um pouco menos pesada. Naquele momento, pareceu-me ver um pequeno orifício de luz nesta espiral medonha que nos assombra. E isso deu-me alento. Hoje estou no rescaldo das eleições e continuo a não acreditar na escolha do povo soberano. Não vejo o futuro com bons olhos. Aliás, a minha alma está como o dia: cinzenta, carregada de tristeza e de ventanias de desolação. Hoje chove na minha alma, a chuva escorre em mim e não me deixa secar. E por isso tenho que me agarrar a esta nesga de luz. A este Homem que, juntamente com alguns outros Homens e Mulheres excepcionais, me mostram o caminho a seguir nos maus momentos.
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Eleições Legislativas 2015: Vencedores e perdedores

Como já referiu o João Mendes, o PAN é um dos grandes vencedores, por entrar para o restrito clube da AR. O BE é outro dos grandes vencedores, ao conseguir mais do que duplicar o resultado de 2011.
Nas restantes comparações com 2011, o PCP ficou ela por ela, O PSD e o CDS perderam muito (30 deputados) e o PS ganhou alguma coisa (12 deputados), sem ser, no entanto, suficiente. Está visto de que lado da boyada vai haver choros e gritos de alegria.
O LIVRE perdeu ao ficar atrás do Garcia Pereira do “Morte aos traidores”. Marinho e Pinto, enfim, também perdeu, ao quase não descolar da matador de traidores.
E depois há esses fantásticos PSD na Madeira (3 deputados) e PSD nos Açores (2 deputados), contra 2 deputados e 3 deputados respectivamente para o PS. Parece que as ilhas são um mundo à parte.
Falta distribuir 4 deputados neste momento.
Surpresa da noite eleitoral
O PAN – Pessoas, Animais e Natureza elege um deputado pelo circulo eleitoral de Lisboa e a mais recente força política a conseguir o acesso ao Parlamento. Tinhas razão Sarah, aí estão os novos verdes!
Portugal no seu Pior
Sabem uma coisa?
Agora é que vamos ver se o corte de 600 milhões de euros nas pensões era um mito urbano ou não.
O discurso do Costa
Ouvindo este Costa falar, dá ideia que não é a mesma pessoa que andou a fazer campanha eleitoral. E os microfones funcionaram sem espinhas.
A insistência na demissão de Costa

A coligação de direita está a procurar pressionar Costa para que este se demita. Vão buscar exemplos do que outros líderes, inclusivamente do PSD, fizeram. Sem dúvida que lhes daria jeito uma capitulação neste momento, mas há um outro aspecto que dá ainda mais jeito à coligação de direita. Se o PS perder o seu líder hoje, é garantido que amanhã não haverá uma inesperada coligação de esquerda a procurar formar governo.
Esquerda canhestra orgulhosamente só

Cafeteira para masoquistas (Catalogue des objets impossibles, Jacques Carelman)
A confirmarem-se os resultados das primeiras projecções, saberemos várias coisas.
1ª – que a massa abstencionista votou no PàF, compreendam isto de uma vez por todas. Gente desinformada, vítima do desinvestimento na Educação e na Cultura que o PSD/CDS e o PS têm levado por diante, que se abstém por não perceber que o sistema não confere a esse não-voto de protesto o significado que gostariam que tivesse. Gente doente, também.
2ª – que a divisão da esquerda é um desgosto para a esquerda. A ausência de estratégia roça a náusea: os compromissos que não querem fazer, de que não são capazes, revelam a sua doença – doença histórica, de gente de pensamento anacrónico, que faz tábua rasa da realidade que não foi capaz de impedir e a que agora oferece um tempo extra, em nome, também, da manutenção dos seus pequenos poderes locais.
3ª – que as fantasias dessa esquerda são indignas da esquerda: as dos que prosseguem sonhando com um apoio popular maciço, com a sublevação revolucionária, sonhos de que não abrem mão, enquanto o povo definha e o neoliberalismo decadente sobrevive mais uns anos.
4ª – que permanece por experimentar um compromisso inteligente e estratégico entre todas as forças à esquerda.
5ª – que está por realizar um diálogo de compromisso com os pequenos partidos, indistintamente considerados. Negociar acção legislativa com os pensionistas e reformados, negociar acção legislativa com os ecologistas, conversar tudo isso, fazer compromissos. Aprendam a ceder, a dar e a receber. O diálogo democrático é isso. Apenas o Livre parece ter percebido isso.











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