Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não se pode manter o país a gerir a austeridade sem reforma estrutural, sem crescimento.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Acordo Ortográfico Para Quê?

[youtube http://youtu.be/6EYmKAs7mzc]
Há, afinal, alguma dificuldade em perceber o que nos dizem os brasileiros?

O BANIF é do povo

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Acabámos de doar 1,1 milhões a mais um banco pré-falido. Sim, nós todos. Coisa pouca, mais pagaremos pela reestruturação da banca, assegurando que os empreendedores manterão os seus capitais intactos num offshore qualquer, longe daqui.

Para começar as acções estão em alta. A este tipo de refundação económica chama-se desde o séc. XIX acumulação de capital. Pode ocorrer de diversas formas, em Portugal mete sempre uma ajudinha de um governo solícito e obrigado.

Na cabeça tonta de um Gaspar e de quem o ama, estas acumulações, e salvações fazem todo o sentido porque o capital obtido ou salvaguardado será posteriormente investido na economia. Deixando de lado as passagem de ano do impagável Dias Loureiro em Copacabana, acredito que sim. Serão reinvestidas algures, numa economia qualquer, paguemos então a viagem às ratazanas que abandonam o navio. Ocorrido o naufrágio, não deixarão de nos enviar um postal de boas-festas no final do ano.

Imagem: cartaz sobre a nacionalização da banca (1975), ephemera

Os abutres também voam

a dívida portuguesa gerou um retorno de 57,1% desde o início de 2012. (fonte)

Andava à procura destes números

1900 milhões de Euros de impostos sobre o tabaco não chegam para os 490 milhões de despesa do SNS atribuídas ao seu consumo?

Fonte.

Acordo geral

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E agora para algo completamente novo…

Aviso à navegação a todos os candidatos. E candidatos a candidatos. As pessoas estão fartas das frases do costume, de fóruns repetidos, de estados gerais disto e daquilo. Estão cansadas que lhes digam que este sim, este é o momento para fazerem ouvir a sua voz.

Senhores candidatos, as pessoas querem ser ouvidas sempre, querem que as levem a sério, que tenham em conta as suas pretensões. Mesmo que, às vezes, contraditórias. Mesmo que inviáveis. Querem ainda que lhe expliquem porque é que se fazem certas opções em vez de outras. Querem participar a sério e não de faz de conta.

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Mas menos famílias

O que queremos é que haja mais médicos de família“, assegura Paulo Macedo

Até tu, Cavaco Silva?

espiral vaticano

Entretanto, quando aumentam os impostos…

Dizem que estamos em austeridade, que há que fazer sacrifícios, que há que cortar ‘nas gorduras’, que o Estado deve intervir menos. E entretanto, ‘ajudamos’ um banco com mais de mil milhões de euros.

De certeza que o mundo não acabou?

Ao ler esta notícia pela manhã, fiquei a saber  que andei enganada por mais de 20 anos: afinal a proximidade nem sempre foi o oxigénio da imprensa regional, pois que agora é que se vai apostar nela.

E descobrir exemplos como o secular “Aurora do Lima” – que, nas palavras do director – se viu obrigado, ao fim de 150 anos, a contratar um comercial…é mais ou menos como ter um tesouro escondido no soalho da casa sem saber.

Por último, mas nem por isso menos importante, essa janela de oportunidades que nos mostra o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro: “Estamos a dialogar com o Ministério da Economia para que na preparação do novo quadro de apoios comunitários os CAE (Classificação de Atividades Económicas) das empresas jornalísticas sejam aceites nas candidaturas ao Quadro de Referência Estratégica Nacional» (QREN), disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), João Palmeiro”. Contando que não seja apenas um incentivo feito à medida para os suspeitos sujeitos do costume, tudo bem!

Obrigado, professores!

Santana Castilho *

1. O ano que terminou foi apontado como o da viragem. Nada virou e muito piorou. Este será de continuidade: mais desemprego, mais falências, tribunais entupidos com cobranças fiscais coercivas, mais economia paralela, menos direitos, menos democracia e exponencial crescimento da pobreza. Perante o inevitável descambar do orçamento logo no primeiro trimestre, seguir-se-á mais austeridade. A chamada refundação trará miséria aos funcionários do Estado e novo golpe contra os serviços públicos, com a educação, a saúde e a segurança social na linha da frente. Apesar dos sacrifícios, a dívida continuará a aumentar. A “troika”, ela própria “entroikada” com o seu falhanço, terá tendência cúmplice para proteger Gaspar e Passos, apesar destes terem falhado em tudo, designadamente no combate ao défice, eixo fulcral do “programa”. Os arranjos entre a elite no poder terão em 2013 um ano venturoso. Tudo se conjugará para que os negócios floresçam, a coberto do diáfano manto de opacidade das privatizações, sob o qual se movimentam os consultores e os advogados da órbita do poder. Para esses não haverá crise nem Gaspar. É ela e ele que existem para eles. Mas a sobrevivência do país imporá a queda do Governo. A dúvida reside em quem a provocará proximamente. Pode Paulo Portas, com considerável grau de probabilidade, bater com a porta. Dificilmente os que conspiram dentro do PSD terão a coragem de atirar Passos borda fora. Mas é uma possibilidade a admitir no plano teórico, tão remota como a da iniciativa pertencer a Cavaco Silva. Resta a pressão da rua e a moleza do PS. [Read more…]

Gérard Castello-Lopes (2)

Gerard C Lopes I-Nazaré

Os valores da educastração

A Opus Dei separa os meninos das meninas. Os anjos não entram.

Getatchew Mekurya com The Ex

Getatchew Mekurya, sax tenor, nasceu em Adis Abeba em 1935. Em 2004, os ex- punk holandeses The Ex, depois de terem conhecido a reedição, na série Éthiopiques, do álbum de 1970 “Negus of Ethiopian Sax“, convidaram o septuagenário músico a participar no espectáculo do seu 25.º aniversário. Mekurya retribuiu, propondo-lhes colaboração no seu álbum de 2006, “Moa Anbessa“, e posteriormente no seu álbum do ano passado, “Y’Anbessaw Tezeta“, no qual se lhe juntaram alguns músicos de jazz contemporâneos (incluindo o excelso Ken Vandermark) – Wiki dixit.
Neste clip, Mekurya, com outros músicos e performers etíopes, junta-se aos The Ex, aqui com Mats Gustafsson e Paul Nielsen-Love, em concerto no Centro Cultural da Universidade de Addis Abeba, em 21 de Fevereiro de 2011.

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Eu penso que não é dito que os salários mais baixos da função publica possam não perder poder de compra, isto é serem actualizados apenas pelo nível da inflação; e portanto só há duas maneiras de fazer isto: tributar mais, também, o capital financeiro, com certeza que sim.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Dietilamida do ácido lisérgico

240px-LSD_isomers[Vítor Gaspar] Daqui a muitos anos será recordado como a personalidade que mais contribuiu para resolver os problemas do país.

 

Lhasa…saudade

Já passaram três anos. Saudade…

Quem estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra

Imagem

Sempre fui curioso e aberto à mudança. Daí que tenha chegado a Mafra, à Escola Prática de Infantaria, razoavelmente politizado. Estávamos em 1973 e acontecia uma das mais estranhas incorporações do velho regime, aquela que levou ao COM (curso de oficiais milicianos) uma turba multa de trintões, alguns que já eram figuras públicas.

Para mim, um anónimo trabalhador-estudante de Letras, era o passo seguinte de quem sabia também que a melhor forma de “levar” a tropa era passar despercebido, “arranhar” apenas o essencial e esperar que a sorte não me enviasse para um buraco muito crítico. Sim, porque o Ultramar estava-me definitivamente aplicado, ou não estivesse “referenciado” (sem honra nem glória, já que nada fizera a não ser frequentar alguns lugares menos recomendáveis para o regime e ouvir algumas vozes da mudança que se desejava) por um daqueles informadores da polícia política, no caso o porteiro da faculdade, meu “amigo” do peito, nascido em aldeia vizinha, companheiro de copos e tertúlias. Ingenuidades! [Read more…]

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Aqueles que hoje cumprem, esses não têm a ajuda de ninguém, esses pagam a crise. Esses têm de pagar mais impostos.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

2012 – Uma maioria, um presidente, a vingança

Foi assim, o que eles imaginam o primeiro ano do resto das suas vidas. Causa-me inquietação? causa.

Soltos os cabrestos tudo é possível. Sabendo que o poder está na ponta de uma espingarda e não é por  vir a frase a um cabrão* que deixa de ser verdade, não consta que nesta cordilheira de filhosdaputa esteja a pertença do manejo dos fuzis; e como os vi pelo menos semi-derrotados no Chile, na Inglaterra, na Argentina, no EUA, no Uruguai e etc, sobretudo: como lhes conheço a cobardia desde 1974/75, capazes de alinharem em manifes do MRPP gritando estudantes ao lado do povo e sob a direcção da classe operária, há provas se for preciso, conhecendo esta geração que alcançou o que Sá Carneiro também desejava embora seja pelo menos discutível que para a mesma função ultramontana, não ando tão preocupado como isso, falando do ano que vem.

Mas esse para amanhã fica.

Hoje, boa jornada de luta pelo aumento do colesterol, mas não abusem das estatinas ou o Leal da Costa ainda as tira dos medicamentos comparticipados.

Diaporama: Paulete Matos – Retrato de um país mergulhado na crise
*vamos lá ver se os ofendidos pela puta agora também me chamam mal educado.

Leitor de tabaqueira

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(foto de Lewis Hine)

“Ganham a vida a ler em voz alta” para os colegas da fábrica de charutos. Uma profissão que é património nacional e quer ser mundial.

Que coisa fantástica, esta notícia que tomo conhecimento no último dia do ano!

Cada fábrica de charutos de Cuba tem um leitor!

Lêem jornais, poesia, revistas de cozinha, o horóscopo da semana, livros para ensinar a perder peso, romances eternos ou até o último best-seller de Dan Brown. “Sem eles a rotina dos operários que passam os dias a enrolar folhas de tabaco não seria a mesma.”

São “peça essencial na indústria tabaqueira” cubana.

Uma profissão com 150 anos e única no mundo!! Foram eles que fizeram a politização dos trabalhadores do tabaco.

Atenção aos autores lidos desde o século XIX: Dostoievski, Balzac, Shakespeare, Dumas, entre outros. É preciso dizer que quando nasceu esta profissão, em 1865, 85% dos operários eram analfabetos.

Hoje restam ainda entre 250 e 300 leitores nas fábricas de charutos em Cuba ” e a sua função mantém-se inalterada”! [Read more…]

2012/2013

2013IIO tempo-clima está hoje em total consonância com o tempo-alma e o tempo-país. Vivem-se dias conturbados. O futuro adivinha-se negro e tempestuoso para a maior parte dos Portugueses.
O final de um ano civil e início de outro são habitualmente comemorados com um espírito de renovação, de desejo de enterrar os fantasmas do ano passado, que ora finda, e de criar novas alegrias e também novos fantasmas no ano novo, que ora nasce. [Read more…]

Sacrifícios

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Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“…. de tratar os Portugueses à bruta e de lhes dizer: agora não há outra solução, nós temos um défice muito grande e os senhores vão ter que o pagar.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Cavaco e Passos representam quantos portugueses?

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Presidenciais 2011 (maior abstenção de sempre em eleições para a Presidência)
2.231.956 votaram em Cavaco Silva, representando 23,32% do universo de eleitores inscritos. Abstenção+Brancos=5.164.859, representando 56,63% do universo de eleitores inscritos. Cavaco ganhou com 52,95% dos que votaram.

Legislativas 2011 (maior abstenção de sempre em eleições para o Parlamento)
Dos 9.624.354 eleitores inscritos, abstiveram-se 43,88%, ou seja, 4.039.725 não votaram, 2.159.181 votaram no PSD (22,62%) e 653.888 votaram no CDS-PP (6,85%).

(num apanhado rápido, usando esta fonte, que entretanto se ‘fornece’ na Comissão Nacional de Eleições)

O Norte do antes quebrar que torcer já lá vai

Sabem aquele ditado “os cães ladram e a caravana passa”? Sinto o mesmo em relação à relação dos diversos ‘governos da República’ e o Norte. Não há governo que não seja acusado de macrocefalia lisboeta, de esquecer o Norte, e todos eles são apontados como os piores nesse departamento. Com naturalidade este é agora o pior de todos, o mais macrocéfalo lisboeta de todos os macrocéfalos lisboetas.

Porque cortou no apoio à Casa da Música. Porque esqueceu as particularidades do Aeroporto do Porto na privatização da ANA. Porque vai passar a produzir em Lisboa o programa Praça da Alegria. Porque foi a Bruxelas buscar dinheiro para aplicar na Madeira e em Lisboa, a regiões do país mais ricas, dizem os números.
Vimara Peres

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O ensino vacacional segundo Ramiro Marques

Fugiu-lhe o teclado para a verdade.

Burlões competentes

Durante um tempo dirigi um gabinete de imprensa em Lisboa. Um dia o contínuo, o meu fiel e saudoso Alfredo Rodrigues que transitou da France Press para de novo trabalhar comigo, veio dizer que na sala me esperava um antigo aluno do Colégio de Nun´Álvares (CNA). Fui à sala,  curiosa de saber quem seria e deparei-me com um sujeito  vestido de cinzento, todo ele cinzento, que de todo eu não conhecia. Apresentou-se-me como sendo o Durão e mostrou-se  admirado por eu não me lembrar dele. Como havia eu de me lembrar de todos, pensei, se nesse tempo as raparigas andavam pelas 200 e os rapazes para mais de 600? Desculpei-me com a minha falta de memória para  não ser rude. Mas o tal Durão não parou de desfiar memórias, falou do Jenga, do Ti Ilídio, do Dr Raúl, do Dr Quitério, de outros mais, com uma minúcia tal que eu voltei anos atrás.  Não havia que saber, o homem tinha andado mesmo no CNA. E isso era-me simpático. [Read more…]

São os juros da dívida, estúpidos

A factura dos juros este ano já vale 79% do défice orçamental.