É triste ao que chega um jornal que chegou a ter algum prestígio, na sua patológica ofensiva contra o Governo.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
É triste ao que chega um jornal que chegou a ter algum prestígio, na sua patológica ofensiva contra o Governo.
“No momento em que a crise expõe as fragilidades do desenvolvimento económico do país, o documentário revela quem foram os principais intervenientes e protagonistas na economia portuguesa durante o último século. Produzido para a RTP2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme é realizado por Jorge Costa (juntamente com Cecília Honório, Luíz Fazenda, Francisco Louça e Fernando Rosas)” (Público, 13/7).
Repare nisto: “Os nomes das grandes famílias que detêm o poder económico em Portugal são as mesmas de há 100 anos“. Uma delas e no centro do referido grupo, “sempre esteve a família Mello”: os Mello ligaram-se, na primeira metade do século XX, aos Lima Mayer pelo casamento de Jorge de Mello com Luísa Lima Mayer. Um dos filhos desta união, Manuel de Mello, vai casar-se com a filha do industrial Alfredo da Silva integrando assim o grupo CUF no império Mello. Desta união nasce Cristina, futura esposa de António Champalimaud. Os seus filhos iniciam a linhagem Mello-Champalimaud.” Esta é apenas uma dessas famílias que o documentário refere.
Ligações desinteressadas… Tudo por amor!
Podemos falar em «dinastias» e «impérios» depois do fim «oficial» das Monarquias e Impérios… Outros reis e rainhas, outros imperadores e imperatrizes, o mesmo povo.
O DVD Donos de Portugal está à venda a partir de segunda-feira juntamente com o jornal Público, por mais 4, 99€.
Documentário que relaciona as Invasões Bárbaras com o fim do Império Romano, apontando outras razões para o fim de Roma.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 2 do Programa: A Herança do Mediterrâneo Antigo
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império
Mural na estação de Tropezón, em Buenos Aires. Ver mais imagens.
Segundo ouvi dizer, o ministro da Saúde poderá reunir com os médicos, um dia depois de estes terem participado numa greve que durou 48 horas e contou com uma elevada taxa de adesão. Para além disso, ao que parece, esta greve foi um êxito de relações públicas, uma vez que os médicos terão contado com a compreensão de muitos cidadãos.
Os professores, face àquilo que se passa na Educação, continuam a não ser ouvidos, porque, desde 2005, entre manifestações, greves e tomadas de posição da classe docente, as políticas educativas têm vindo de mal a pior. [Read more…]

O desemprego não é mau, “é uma oportunidade para mudar de vida“.
E com a ajuda do IEFP, é fácil encontrar um emprego de futuro, justamente remunerado e sem ter que comer brioches de manhã à noite, que isso são proteínas a mais.
Melhor mesmo a “ardiúmes na pachacha” é ser engenheiro mecânico, com experiência, desenhador e com conhecimentos avançados em duas línguas estrangeiras, e trabalhar meio ano à recompensadora paga de 3 moedas de euro por cada uma de 160 horas de trabalho.
Sempre é melhor que nada, e há enfermeiras a ganhar menos!
Ontem Portas começou o seu discurso afirmando que “a culpa da crise é do estado”. Que o estado gastou o que não tinha. Ora, que eu saiba, o BPN era privado e toda a restante banca aflita ainda o é também.
Atendendo a que a banca contribui para mais de metade da dívida pública, é patente que Paulo Portas partiu de um dado errado para elaborar a sua tese. Todo o restante discurso está inquinado deste erro. Portas pregou uma falácia. Não importa que, pelo meio, tenha eventualmente dito algo certo. Aquele longo discurso valeu zero.
Naturalmente que alguns representantes do estado provocaram esta situação e, consequentemente, o estado é culpado, seja porque permitiu que isto acontecesse, seja porque nada fez para corrigir. Mas não era a este estado que Portas se referia. Pelo seu discurso se percebe que ele tinha em mente um estado composto por aqueles a quem se estão a cortar subsídios e por aqueles que viram os seus impostos aumentados. Porque o estado culpado tem o nome dos governantes do PS que arruinaram o país e dos actuais governantes do PSD/CDS que continuam sem corrigir a situação.
Esta narrativa da vida foda-se real, ilustra os perigos puta que os pariu de certas famílias de classe média-alta que não orientam devidamente os seus rebentos no sentido do amor ao próximo, assim-tipo como se o coiro do próximo fosse o deles.
É extraordinário que um feixe de rapazolas, após consumo de bebidas alcoólicas, tenha decidido sacudir o tédio a atear fogo a uma casa-pardieiro para ver os sem-abrigo que lá estavam a fugir, assustados, saltar pelas janelas de um segundo andar, partir os ossos do pânico, no processo. Mais extraordinário ainda é que tais montes de merda não mostrem arrependimento pelo acto cometido.
É caso para pensar se não lhes passou pela cabeça ser governantes. Talvez um dia pudessem atear fogos mais vistosos, sacudir as piças, atirando a vida feita de professores, médicos e enfermeiros, pelas janelas insustentáveis do sistema. Nada mais divertido que milhares desprevenidos e sem chão a meditar sobre o significado de emigrar.
A classe média-alta pode ser fodida e, por vezes, acaba mesmo por parir as decisões mais sádicas sobre gente lamurienta cujos contratos com o Estado nunca estão afinal tão blindados como os deles-classe média-alta. E sem vestígios de arrependimento.
o que se devia fazer era a repetição de exames teóricos e práticos todos os anos para revalidar a carta…
O edifício na imagem (palmada aqui) foi, em tempos, o Recolhimento de Nossa Senhora das Dores e S. José – segundo o historiador Germano Silva: a fundação do Recolhimento de Nossa Senhora das Dores e São José, também conhecido por Recolhimento do Postigo do Sol (…) anda ligada a uma das maiores tragédias que alguma vez atingiram o Porto – o desastre da Ponte das Barcas, em 29 de Março de 1809″ (…) O recolhimento foi fundado por D. Francisca de Paula da Conceição Grelho de Sousa “para nele recolher as muitas raparigas que, em consequência daquela tragédia, haviam perdido os pais e vagueavam pelas ruas da cidade, esfomeadas, descalças e com as vestes esfarrapadas.
Mais tarde, já no final do século XX, recebeu a defunta Universidade Moderna do Porto e, recentemente, nela se instalou a Universidade Lusófona (quando esta adquiriu a Universidade Moderna do Porto). Volta a ser notícia, tantos anos depois, devido à demissão do Reitor da Universidade Lusófona do Porto. É impressionante como a história se repete. Este edifício albergou milhares de estudantes universitários. Lembro-me, quando estudei na UMP, das suas instalações, de alguns pormenores curiosos, do seu pátio interior e cheguei a visitar, pelo menos uma vez, a sua capela. Ao longo dos anos, nele foram feitas várias obras de adaptação.
Contudo, o que ninguém conseguiu afastar foi a verdadeira maldição do “Recolhimento”. Está provado que este espaço não quer receber estudantes universitários. Eles, os estudantes, e na maioria dos casos os seus encarregados de educação, investiram muito do seu tempo e dinheiro na procura de cumprir um sonho, a obtenção de uma licenciatura. Por vezes, demasiadas vezes, nunca se percebe se esse é um sonho dos jovens se, na verdade, dos seus pais. Seja. O que não se admite é verem assim, e uma vez mais, defraudadas as suas expectativas. Primeiro foi a Universidade Moderna do Porto e agora a Universidade Lusófona do Porto. Duas instituições diferentes com um triste destino comum.
Revoltante…
(igualmente publicado AQUI)
Oportunidades de negócio para vigarinhos, perdão, Punchline. Ainda chegam a Relvas, os meninos.
A nossa elite não faz a mais pálida ideia do país onde vive, escreveu o Daniel Oliveira. O José Meireles Graça, em nome das elites, confirma.
Zita é mais rápida no regresso a casa. O trabalho fica para trás a cada quilómetro das dezenas que faz, seis dias na semana. À frente, já só vê os filhos: a «coisa» mais maravilhosa que tem na vida. À noite, mete-se no meio deles, na cama, uma mão sobre as pernas pequeninas dos dois filhos. E eles adormecem com a cara encostada à mãe.
Zita tenta compensar o tempo perdido, longe de quem mais ama. Se ela soubesse como, escreveria um hino aos seus filhos… Como não sabe, diz-lhe que os adora, todas as noites, e aborrece-os com tantos beijos.
A paz que a envolve ali sentada entre os filhos dormindo, é uma paz que reanima, que reabilita, que lhe dá forças para o dia seguinte.
Esta semana, vários cidadãos, em Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha, manifestaram-se em defesa dos serviços hospitalares que lhes estão a ser retirados, devido a um governo que olha para qualquer serviço público do mesmo modo que um pirómano olha para uma floresta.
O que me impressiona positivamente neste movimento é o facto de ser constituído por cidadãos que consideram que a Saúde é uma questão que não se restringe a uma corporação profissional, é um assunto que diz respeito a todos e dirá sempre. Calculo que, no mínimo, todos estes cidadãos desejem ser suficientemente saudáveis para nunca ir a um hospital, mas imagino-os suficientemente previdentes para saberem que poderão precisar de ir e, sobretudo, suficientemente solidários para terem a certeza de que haverá sempre um concidadão que precisará de recorrer a serviços hospitalares e que não deverá ficar afastado deles por pouco dinheiro ou por muitos quilómetros. [Read more…]
Documentário de excelente qualidade, com locução portuguesa, que se centra nos povos bárbaros como causa próxima do fim do Império Romano.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

Quim Barreiros, o maior artista português vivo, em actuação junto à Linha do Minho.
North Atlantic é um filme (curta metragem) de Bernardo Nascimento que está nos 50 finalistas do Youtube’s YourFilmFestival. Veja e se gostar vote (eu votei, é sem dúvida uma coisinha boa).
Sem nacionalismos, o filme é uma produção luso-britânica (o Bernardo já emigrou), e ao contrário do “consta que não precisou de apoios do Estado” do Rodrigo Moita de Deus, foi baratinho mas subsidiado (“Foi o primeiro sítio onde tive um subsídio e o filme acabou por ser filmado aqui, com muito poucas verbas“). Pelos ingleses.
Se ficar entre os 10 primeiros vai a Veneza. Nós já ganhámos em Veneza, por exemplo com as Recordações da Casa Amarela, do grande e muito bem subsidiado João César Monteiro.
Já faltou mais. Em Ciñera a Guarda Civil entra casas dentro dispara a torto e a direito.

Há uns anos, e para lá de Vilar Formoso ainda há países onde tal acontece, as pessoas tinham vergonha e demitiam-se perante o escândalo. Talvez os cidadãos se escandalizassem mais, face à ainda estranha coabitação com o pântano. E talvez, também, as pessoas tivessem profissão sem ser viver da política.
Hoje em dia não se demitem. Agarram-se aos cargos, se preciso com recurso aos tribunais, recorrendo ao recurso da legalidade como se houvesse uma lei para a decência.
Mas se a vergonha não faz cair estrelas ascendentes, já o mesmo não se passa com o ridículo. Este mata. A enchente de anedotas que tenho recebido sobre a última escandaleira indicam uma de duas coisas. Ou alguém morrerá de ridículo ou estaremos a entrar numa nova fase pós-pântano. A fase de nem o herbicida do ridículo pôr termo ao alcarnache.
Quando a importação desce exportar, por si, de pouco vale.
É dos livros: quando os médicos (ou os camionistas) saem à rua qualquer governo está acabado. Esse é o estado da nação, e um debate em que ministro da privatização da saúde tem direito a destaque confirma-o.
As arengas, que fui ouvindo ao longe, tiveram momentos com piada, embora no domínio de uma outra nação, a parlamentar, esse mundo maravilhoso onde se semeia o que será uma viçosa relva de ministro.
A culpa de tudo é do governo anterior, repete em loop a claque do governo, coisa que ando a ouvir desde 1974 (sendo que em 1974 era verdade). Vamos salvar a coisa, perdão, a pátria, fustigam. Estamos a exportar imenso, garantem (esquecendo que também estamos a importar menos). Em 2012 vale tudo, inclusive invocar 1943 (um país neutral em plena guerra).
Nada disto é neutro. A subserviência perante quem supostamente nos ajuda não é um acaso, é uma determinação. Afirmar que o BCE não empresta aos bancos a 1% não é mentir, é tentar uma habilidade. Insistir que não há dinheiro e temos de agradecer aos carrascos que emprestam com juros de usurário é apenas um tique de quem sempre se coloca do lado daqueles que têm o dinheiro, fogem com o dinheiro e com o bloco central se protegem. Já fingir que estamos melhor, que os dados económicos são positivos, é apenas um reflexo neurológico, repetindo precisamente os últimos dias do outro governo. São esses os dias que ora repassam.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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