Que o pagar é certo, diz o nosso povo. E diz muito bem, como se verá adiante.
De vez em quando vou a Otava, a capital federal do Canadá, uma cidade pequena, com dois rios, toda rodeada de árvores e parques, harmoniosa e linda, silenciosa e calma, que se destina a albergar o parlamento e o governo, bem como as representações diplomáticas dos muitos países que mantêm ligações com o Canadá. Há ali duas prestigiadas universidades, a Univ.de Otava e a Carleton. Na primeira é professor de Sociologia Victor Pereira da Rosa, homem de grande sabedoria e honestidade, com vasta obra publicada. Na Carleton, formou-se em jornalismo Dale Brazão e ali foi pescá-lo The Toronto Star, um jornal generalista nacional que tem um milhão de exemplares de tiragem diariamente. Brazão, que é algarvio e veio garoto para estas terras, especializou-se em jornalismo de investigação criminal e é um dos jornalistas mais premiados do Canadá. No Supremo Tribunal, é juíza Maria Teresa Linhares de Sousa, nascida na Madeira, a única pessoa de língua portuguesa na magistratura canadiana. Um número apreciável de luso-canadianos trabalha nos departamentos governamentais. [Read more…]
Carta do Canadá: Fugir ao dever
Descubra o estudante do Técnico que há em si
grata superveniet, quae non sperabitur hora
Hor. Ep. 1.4.14
Os estudantes do Instituto Superior Técnico preparam-se para testar a excelente e reconfortante, mas tão esquecida, base doutrinária lançada por José António Pinto Ribeiro, um dos mais fervorosos apoiantes do Acordo Ortográfico de 1990 e segundo ministro da Cultura do XVII Governo Constitucional: “Ninguém será abatido, preso ou punido se não aderir às novas normas”.
Os estudantes do Técnico apresentaram uma moção com uma vontade muito clara: a de que “nenhum estudante seja prejudicado por recusar escrever segundo o Acordo Ortográfico”. Estão de parabéns os estudantes do Técnico e estarão de parabéns todos os estudantes que seguirem esta prática.
Descubra o estudante do Técnico que há em si.
Inteiramente de acordo
Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros?
A ler Ricardo Lima no Insurgente.
Alguns contos de Dalton Trevisan, Prémio Camões 2012
Dalton Trevisan, escritor brasileiro nascido em 1925, em Curitiba, sucede a Manuel António Pina como vencedor do Prémio Camões.
Considerado o maior contista vivo do Brasil, conhecido como “O Vampiro de Curitiba” – título de um livro seu, mas que se tornou sua alcunha – Dalton Trevisan é avesso à exposição mediática e aos corredores da mundanidade.
Eis como o descreve Duílio Gomes:
“Seu nome: Dalton Trevisan. Seu instrumento de trabalho: o conto. Sua vítima: o leitor incauto. Sua meta: amedrontar, deliciando. Sua cara: pouco veiculada. Seu endereço: desconhecido. Seu diálogo com o público: um monólogo interior. Sua foto mais conhecida: a tirada por um repórter com teleobjetiva atrás de uma árvore emuma tarde de outono. Seu número de telefone: nem mesmo sua família sabe.” [Read more…]
O fantasma e a vizinha
Tenho uma vizinha que vive com um fantasma. Em certas noites, quando a lua está na posição ideal, e eu me assomo ao lado direito da varanda, e me debruço um pouco para fora (não é fácil espiar os vizinhos) vejo-a a pôr a mesa para dois. Anda num vaivém entre a sala e a cozinha, mas sem alvoroço, sem sinais de nervosismo, e isso começou por espantar-me porque não a imaginava assim, tão confiante. Na primeira noite voltei para dentro antes de que ele chegasse, envergonhada por estar a espiar a vizinha, mas não resisti a espreitá-la uma última vez antes de ir dormir. E foi então que o vi. Ou melhor, não vi, e assim fiquei a saber que ele é um fantasma. [Read more…]
Roda Livre – Estafetas em Bicicleta no Porto
“A Roda Livre no trânsito em horas de ponta consegue vencer os outros veículos com uma “roda às costas”. Para nós, ruas de sentido único não são obstáculo, o estacionamento não é preocupação e passamos em todo lado. Não querendo mudar o mundo, é uma forma de incentivar as pessoas a andar de bicicleta pelo Porto, incluindo mesmo aqueles que dizem ser impossível!.” (via BiciCultura).
Música e poesia
Passei o dia a ouvir música
Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie
Como foi possível parecerem-me tão semelhantes
Que percebe de sons este monocórdico espírito
Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos [Read more…]
Hoje dá na net: 25 de Abril – Uma Aventura Para a Demokracya
Documentário experimental no inconfundível estilo de Edgar Pêra, mais ao jeito de “remix”, com base nos arquivos do 25 de Abril. É um filme sobre o fim do fascismo e o 25 de Abril, visto a partir das ruas e dos rostos das pessoas. Mais do que mostrar a revolução militar, revela a adesão popular ao movimento. Imagens e sons do passado (a ditadura e a libertação) misturam-se com imagens e sons do presente (manifestações de apoio à independência de Timor).
Em Coimbra, a noite é esta
Briooooooosa!
Em Coimbra o Bono entrou aos gritos: Briooooosa. Hoje, o nosso JJC anda pelas ruas da sua Coimbra a imitar o Bono. É para ele, para o nosso JJC, que dedico este vídeo:
Os mega-agrupamentos de Escolas – aulas longe do centro de decisão.
O Ministério da Educação e Ciência aproveitou a confusão Relvas, o diz que disse e não disse que pediu desculpas de uma coisa que afinal não tinha feito e tal…
E… Pimba! Eis os novos Mega-agrupamentos.
São muitas as questões em torno dos MEGA – AGRUPAMENTOS, mas para os menos entendidos nestas coisas da educação e das escolas públicas, importa explicar que estamos a falar sobre a gestão das escolas, isto é, dos antigos, muito antigos Reitores, agora Directores, que pelo meio foram Conselhos Executivos ou Directivos. Mas, fosse qual fosse o modelo, em cada escola “grande”, tipo “Preparatória ou Secundária” havia um. [Read more…]
Água abaixo
Pedro Quartin Graça sabe do que fala. A intenção de privatizar a água, consistirá num clamoroso erro do governo e disso tenho pena de não me ter lembrado de dizer ao ministro Álvaro Santos Pereira. Se nos media, sector betoneiro-bancário, distribuição e energia, o empresariado atrelado ao Estado português é o que se sabe, imaginemos então este bem estratégico, a água que é o ouro do futuro, nas mãos de gente sem escrúpulos?
Relvas, a coisa
A coisa chamada Relvas mentiu na Assembleia da República, foi apanhada por uma jornalista, ameaçou, pediu desculpas de mau pagador, e agora acusa o Público de fazer jornalismo interpretativo. A coisa queria um jornalismo submetido: ele ditava, o jornal publicava e não se falava mais nisso.
Passos Coelho não sacode a coisa do governo, demonstrando duas coisas: que não manda e que já se cansou de ser primeiro-ministro. Não é preciso explicar porque acabam os governos que têm destas coisas, pois não?
De 1939 para 2012, a taça é da Académica
São horas de emalar a trouxa.
Boa noite tia Maria.
Que a malta ganhava a Taça.
Já toda a gente sabia!
Fizeste mais falta hoje, João Mesquita
João: BRIOOOOOOOOOOOOOOOOSA!
Ganhámos. Os pequenos também encolhem os grandes.
Mãe, estou no desemprego
Censura no Jamor
À entrada do estádio do Jamor as faixas que os adeptos da Académica transportam foram visadas pela censura e não passaram.
Há idiotas que nem medem as consequências dos seus actos. Democracia? onde?
(informação e foto do jornal A Cabra no Facebook)
Pobre cavalo
Que cozinhado é este sr. ministro Relvas?
1. Miguel Relvas, Ministro dos Assuntos Parlamentares, foi ouvido recentemente na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na Assembleia da República, a propósito das suas “ligações” ao Ex-Chefe das Secretas;
2. Ex-Chefe das Secretas, que segundo declarações públicas, terá enviado a Miguel Relvas, diversos “clipings” e um plano de Reforma dessas mesmas Secretas, propondo para directores do SIS e do SIED funcionários da sua confiança e nomes que não deveriam assumir cargos dirigentes;
3. O Ministro dos Assuntos Parlamentares, que inicialmente desmentiu a recepção dos ditos “clipings” e do Plano para as Reformar, acabou por admitir agora no Parlamento a recepção via mail dos referidos documentos, aos quais garantiu nunca ter respondido.
4. Chegados aqui, a 1.ª conclusão, é que Relvas mentiu!… E mentiu, porque negou primeiro, o que mais tarde confirmou. [Read more…]
Partir e 465 Dias Depois
Não sei se Patrícia Brito passou pela estação de Porto São Bento.
Sei que andou 465 dias a conhecer os portugueses que moram noutros lados.
O que se passa no Público?
Reparem, a Directora do Público afirmou ao i que o Conselho de Redacção do Público fez “uma manipulação intolerável dos factos”. Mais, diz também que nenhuma notícia do caso das secretas deixou de ser publicada.
Hoje ficou-se a saber que, afinal, o Ministro Miguel Relvas nunca falou directamente com a jornalista em causa e que lhe foram dados 30 minutos para responder a todas as perguntas (enviadas por mail).
Por tudo o que já vi escrito nos jornais, mais parece estarmos perante uma guerra de poder interno no Público. A ser assim, é de enorme gravidade usar o nome de terceiros para batalhas internas de poder numa redacção. Ainda por cima quando o “usado” é um ministro. Como dizia o VPV, o mundo está a ficar perigoso…
Tubo de Ensaio Benfica Mata Bayern
Vi esta Final com extrema atenção. Em muitos aspectos semelhou as duas eliminatórias contra o Benfica e com o mesmo desfecho, tirando a manha de duas arbitragens favoráveis aos blues. [Com o FC Barcelona, conjugou-se o factor sorte com o sortilégio da suprema oportunidade aproveitada por Torres.] Frieza e mais frieza dos azuis. Demasiados quase e demasiada exasperação nos que atacavam em vão. Sem dúvida Roberto Di Matteo soube instilar nos seus jogadores a eficácia de uma equipa se fingir de morta, antes e durante o jogo. Resulta sempre. Os alemães adoram-se e às tantas começam a ficar ofuscados consigo mesmos. As estocadas finais dão-se nessa altura, nem que por penaltis. Pensar que o Benfica poderia estar ali, com mais ou menos mijo! Ou não.
Sidi Hammou, o mestre da poesia

O Alto Atlas na região de Skoura
“Aquele que ignora a poesia não conhece a estrada da inteligência que conduz à sabedoria, pelos degraus da ciência e da arte.”
Canto do Souss (BOUANANI, 1966, obra citada)
A poesia Amazigh (1) vem sendo preservada ao longo dos tempos através de um processo de transmissão oral, levado a cabo por homens mais ou menos iletrados que, percorrendo as aldeias e áreas rurais, levam até aos seus habitantes mais simples os saberes e fundamentos da cultura popular.
São os “poetas da tribo”, que fortalecem os elos entre os seus membros, contribuindo para o reforço da sua identidade e ajudando a ultrapassar as dificuldades colectivas. Exaltam a coragem dos seus heróis, dão corpo aos rituais colectivos que celebram os acontecimentos do dia-a-dia e os ciclos da natureza. São os “poetas errantes”, que deambulam em pequenos grupos ou isolados, recitando ou cantando os seus poemas, versejando, acompanhados ou não por instrumentos musicais, aliando ao espectáculo e divertimento a mensagem instrutiva, os princípios da justiça, morais e religiosos, o saber, a própria intervenção de carácter político.
“O poeta está envolto em mitos. Pensamos que ele pode entrar em contacto com as forças da natureza, apaziguá-las ou virá-las contra alguém; fala a linguagem dos animais, das plantas e dos insectos. O mundo não tem segredos para ele. Mas a crença popular não ignora que o poeta deve aperfeiçoar a sua arte junto de outros poetas ilustres. Entra ao serviço de um deles, acompanha-o por todo o lado onde vai, aprende o que ele diz. Após um longo período de iniciação poética, ele próprio pode então exprimir-se, dar um timbre pessoal aos seus cantos.” (BOUANANI, 1966, obra citada) [Read more…]
A tua cara não me é estranha: Nuno Crato interpreta Isabel Alçada
Nuno Crato está pronto a participar no programa “A tua cara não me é estranha” e mostra-se cada vez mais apto a fazer uma imitação perfeita de Isabel Alçada, ficando, apenas, a faltar-lhe um vídeo idiota no início do ano lectivo.
Tal como Isabel Alçada, Nuno Crato prossegue o projecto de destruição do sistema educativo português, iniciado por Maria de Lurdes Rodrigues. Crato, no entanto, preferiu o estilo delicodoce de Isabel Alçada, optando, inclusivamente, por fazer declarações que, devido à quantidade de omissões, não são mais do que suaves mentiras sorridentes; à semelhança da anterior responsável pela pasta.
A propósito do disparate dos mega-agrupamentos vem dizer que são fruto “de um amplo consenso” e que “os agrupamentos agora criados têm uma dimensão equilibrada e racional, e têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis”.
Para quem quiser saber mais sobre as razões que transformam a opção pelos mega-agrupamentos um crime, pode fazer uma pesquisa pelo google. Pode também relembrar as palavras de Nuno Crato, quando desempenhava o papel de comentador sensato.
Plano de Recuperação: Ineficaz
“Um em cada quatro dos alunos sujeitos a um plano de recuperação não alcança os seus objectivos, um número considerado hoje “elevadíssimo” pelo ministro da Educação“.
Segundo um relatório efetuado sobre o impacto dos planos de recuperação no ensino básico, este resultado é consequência da falta de recursos humanos e físicos.
Pais: é importantíssimo o vosso contributo no Plano de Recuperação. Leiam o documento com os vossos filhos e estejam atentos diariamente.
Doutro modo, o PR não passará de «papelada». E de papelada estamos todos fartos.
Os professores e a escola não podem fazer tudo…
Sem música, não!
Ao rio Tejo não chegará qualquer som no próximo dia 24, vindo das bandas da Metropolitana.
“Em causa, alegam os trabalhadores, está a falta de definição de um projecto de qualidade, «reduções salariais coersivas e ilegais» e o «empobrecimento pedagógico» da Escola Metropolitana de Música, da Escola Profissional Metropolitana e da Academia Nacional Superior de Música”.
Os músicos também protestam. Protestam com o silêncio!!
Faça-se tudo para que esta situação se resolva, para bem de todos.
Já andamos demasiado deprimidos para agora ficarmos sem Música e sem ensino de Música de qualidade, como é o caso das várias escolas da Metropolitana.
P.S.: Podemos viver com o silêncio que não o da partitura e o silêncio que se procura livremente? O silêncio forçado dá cabo dos ouvidos e da cabeça…


















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