Passos desafia Seguro a limitar o défice na CRP. Os jotinhas de ontem, líderes de hoje, ignoram em absoluto o racional das contas públicas. Não me supreenderá que Seguro aceite.O défice público não se resolve por artitíficios políticos – em 2004, a Alemanha excedeu o limite pela terceira vez consecutiva. “É a ecomonia, estúpidos!”, como dizia o outro.
Página de Diário IV

A morte é coisa que não se aprende. Ponto final. Dificílimo de aceitar. Não há maneira nem jeito.
E sermos aceites por todos? – Também impossível. Para uns, és «besta», para outros, «bestial».
Porque me incomodam sobremaneira os primeiros? E não ouço os segundos? E não vejo o seu afeto e seus gestos amorosos? Distraída ou, simplesmente, querendo não ver (o que importa)?
Mais um
Gotinha a gotinha, vamos ajudar o Afonso
Há dias atrás, escrevemos no Aventar, a propósito da Primavera uma pequena fábula sobre um Beija – flor que, sozinho, tentava apagar um incêndio. Quando questionado, respondeu: “Estou a fazer a minha parte“.
Pois bem, este é o momento de fazeres a tua parte.
O Afonso é um menino de Rio Tinto conhecido dos autores do Aventar. É um caso real e cujo apoio é assumido pelo Aventar. É uma causa Aventar com a data de hoje (março de 2012).
O Afonso, de 4 anos, tem uma doença que não foi ainda identificada pelos médicos.Tem tratamentos diários muito dispendiosos e a família está naturalmente a viver todo o processo com enorme sofrimento. O Afonso tem tido acesso ao que é necessário para os cuidados médicos.
Mas tem a sua mobilidade completamente limitada porque os Pais não conseguem comprar algum material, muito dispendioso para permitir ao Afonso “fugir” do caminho entre casa e o Hospital.
Queremos ajudar o Afonso a ter um bocadinho mais de qualidade de vida.
A família está a levar a cabo uma campanha a que o Aventar se quer associar. Um euro que seja. Vamos. Seja um beija-flor!
O NIB é 0033 0000 00098983748 05, do Millenium e em nome de Ana Isabel Carvalho Poínhas da Silva.
Nota: diariamente vamos colocar neste post o valor alcançado.
Nota 2: por questões que se prendem com o nosso dever de respeitar a privacidade da família não queremos partilhar mais informações. A foto do Afonso surge para que sintam ser uma campanha honesta e real em torno de um menino que precisa da nossa ajuda. Se quiserem alguma informação extra, por favor contactem-nos.
Compilação dos confrontos em Lisboa
As imagens televisivas mostraram o rasto que o confrontos de ontem deixaram na zona do Chiado, na Baixa lisboeta. Quem assistiu de perto aos acontecimentos, porém, falou ao SOL em «provocações constantes» aos agentes da PSP, que acabariam por intervir contra alguns manifestantes. [Sol 2012-03-23]
É exactamente para evitar estas situação que, supostamente, os polícias são profissionais. Isto é, deviam manter a cabeça fria e acima de tudo não podem bater indiscriminadamente em pessoas inocentes. Não foi isso que aconteceu.
A Esquerda e a escravatura
A tese “as dívidas não se pagam, gerem-se” implica a existência de um capital alternativo, o capital humano. Neste contexto, a produção individual de riqueza é continuamente canalizada, em maior ou menor parte, para pagar essa dívida gerível, que nunca se anula, face à repetida adição de nova dívida.
Gerir assim a dívida é colar um fardo ao indivíduo, o qual pauta a sua existência pela necessidade de trabalhar para a pagar. Acaba-se escravo da dívida, implacável tirana que marca o compasso dos impostos com crescente carga fiscal. Pertence-se-lhe, sendo o trabalho do indivíduo a garantia bancária para novos endividamentos.
A Esquerda, ao defender modelos de crescimento económico baseados nas “grandes obras públicas”, os quais acarretam endividamento, cai no paradoxo de, por um lado advogar a libertação do indivíduo face aos “patrões” mas por outro acorrenta-o ao trabalho que acabe por pagar esses investimentos. Haverá diferença entre ser-se escravo do patronato e ser-se escravo do trabalho? Se no sistema feudal o indivíduo pertencia à terra, a qual era pertença de um dono, no modelo económico do Estado como impulsionador da economia pertence-se à dívida, a qual é gerida pelo Estado. E o Estado não somos nós. Por mais que se deseje, o Estado é o conjunto desses que governam. São os novos senhores feudais e a Esquerda, com o seu ideal económico, faz-nos deles escravos.
O Estado não deve impedir o fosfenismo, mas pode impor os mega-agrupamentos?
Aguarda-se, a todo o momento, a reacção virulenta de José Manuel Fernandes e dos insurgentes contra mais esta imposição dos burocratas centralistas e estatais.
Uma defesa acaciana do Acordo Ortográfico
No meio dos seus muitos afazeres, o deputado Acácio Pinto, do Partido Socialista, resolveu, também, defender o Acordo Ortográfico. O texto, publicado no Diário de Notícias, está replicado aqui. Passo a parafrasear e a comentar.
O Acordo, na opinião de Acácio Pinto, é bom porque foi aprovado pela esmagadora maioria dos deputados da Assembleia da República, contrariando uma esmagadora maioria de pareceres negativos e de críticas vindas dos especialistas. Fraco argumento: não é novidade que os deputados decidam contra a opinião dos especialistas e, muitas vezes, contra o mais elementar bom senso.
Depois, o Acordo é virtuoso, porque permitirá que haja uma grafia comum na CPLP, o que não é verdade, pois continua a não haver uma grafia comum. Quanto às novas oportunidades da edição em português, ficamos à espera que Acácio Pinto mostre os estudos de mercado que provam isso ou o contrário. Caso existisse uma ortografia comum, não duvido de que houvesse um festim para as editoras brasileiras. [Read more…]
A parolada do TGV
A parolada que foi para a caixa de comentários deste post criticar a decisão do Governo de acabar com o TGV deve preocupar-se tanto com comboios como eu me preocupo com o Papa.
E não são parolos por serem a favor do TGV, são parolos pelos argumentos que utilizam. Para eles, o TGV é sinónimo de desenvolvimento. Ai que moderno, ai que prá frentex. Quase que apostava que são os primeiros a defender o fim da Linha do Tua para construir mais um empreendimento megalómano e desnecessário.
Sou o primeiro neste blogue a reconher a importância do comboio e a defender tudo o que a ele diga respeito. Bem, o primeiro não, que esse é o nosso Dario. Mas defendo MESMO o comboio: a construção de uma rede ferroviária eficaz e modernizada que sirva efectivamente as necessidades da população, quer do Litoral quer do Interior, e que seja uma alternativa fiável ao automóvel. Uma rede com uma extensão igual à que a Monarquia nos deixou. Uma rede onde o transporte de mercadorias seja um motor de toda a economia.
Defender o comboio é isto. Não é construir Alta Velocidade que não serve para nada a não ser para dar de ganhar aos mesmos de sempre. Não é enterrar biliões num projecto que não vai aumentar em nada a competitividade da economia portuguesa. Não, o desenvolvimento não é isto.
A Direita e a greve
Apesar de tudo, percebo que não seja fácil ser de Direita, nos dias de hoje. Antigamente, era tudo muito mais simples: o escravo era educado para ser escravo e via na comida que recebia uma bênção e nunca um direito e, até, poder dormir à noite era resultado da prodigalidade senhorial. [Read more…]
Hoje dá na net: O universo das plantas (Férias da Páscoa)
As plantas são uma parte sempre presente no currículo de ciências das nossas escolas., desde o Estudo do Meio até à Biologia do Secundário. O seu filho entra agora de férias e vamos aqui abrir espaço para deixar alguns documentários que podem ocupar um pouquinho do tempo dos seus filhos durante as férias da Páscoa.
O Universo das Plantas num vídeo que mostra um lado menos conhecido das plantas.
(Som Português do Brasil)
Carmen Souza: crioulo, morna e jazz
À excepção de alguns eventos associados à minha vida pessoal e familiar em Portugal, África foi o continente onde, anos a fio, vivi as emoções mais intensas da minha vida. Umas tristes, testemunhando sofrimentos e miséria intoleráveis; outras, marcadas por momentos mágicos de espiritualidade e prazer, difíceis de descrever por palavras, mas que a pulsão dos sentidos torna arrebatadores.
Com ‘sodade’ dessa terra Cabo Verde, lembro as noites quentes de S.Vicente, rememorando também os sons de crioulo, ritmados e quase chorados, saídos da garganta da mestiça de pele de ébano e olhos verdes. Saravá Mizé!
Distante no tempo e no espaço, dou hoje um salto imaginário até lá, através voz de Carmen Souza. Uma lisboeta, filha de cabo-verdianos, hoje praticamente radicada em Londres e correndo mundo. Instrumentista e cantora de criativo talento, proporciona-me reviver o crioulo, a morna e o jazz. Uma simbiose que me delicia.
Arquitectura de Terra
Mesquita de Bobodjulasso, no Burkina Faso
“O prazer intenso que as civilizações tradicionais têm em manipular o ornamento (…) traduz-se no génio criativo, artístico e decorativo das arquitecturas de terra: gravado nas paredes ou aplicado em relevo, tanto é abstracto, gestual, geométrico, simbólico ou figurativo”.
A arquitectura tradicional de terra é resultado do acumular de saberes milenares, em que o homem utiliza o material retirado da natureza e o aplica para construir os seus edifícios segundo técnicas que tiram partido das suas características e potencialidades.
Essas técnicas mudam de local para local, não só em termos construtivos, mas sobretudo estéticos, assumindo cada uma delas uma identidade geográfica própria, que relaciona a sociedade, o edificado e o meio ambiente, e une o homem, a construção e a natureza.
É na plasticidade do material que o homem exprime toda a sua criatividade.
“Os métodos de utilização da terra permitem não dissociar a materialidade e a espiritualidade do acto de construir, pois este material permite a simultaneidade e a síntese das acções construtivas e artísticas. (…) É numa arquitectura escultural de terra crua que floresce a voluptuosidade dos arredondados, o erotismo e a sensualidade das formas.”
Quem Protesta Quer Cacete
A leitura das cacetadas de ontem será obrigatoriamente dúbia. Nem mesmo os bloggers que se prestam às leituras hiperbólicas do tipo «está aí a repressão do passado» se atrevem a avançar culpados ou inocentes definitivos. Ainda não se interrogaram se não é precisamente dando azo à testosterona e partindo para cima que as Polícias ao mesmo tempo que trabalham, também protestam e também se divertem. Para quem vai e vem pachorrentamente para o seu trabalho a fim de receber a sua gorjeta salarial, não há cacetadas, senão a grande cacetada de perder sempre. Já certos jovens gordinhos, cheios de padrinhos políticos e de outros padrinhos de ócio, esses que são de Esquerda só por ser chique, sim, querem cacete.
Os animais na quinta do fim do Mundo.
Desde o clímax do milenarismo, em 2000, que tem vindo a aumentar a ansiedade quanto a outro hipotético “fim do mundo”. Do cinema à publicidade, todos glorificam o momento final como se fosse possível vender souvenires do armagedão. Se repararem não há blockbuster recente que não introduza o tema do fim do mundo. Os espectadores acorrem para assistir de camarote ao take final. Afinal de contas, para os tradicionais voyeurs dos acidentes, aqueles que abrandam ou param para ver os destroços dos carros sinistrados, ou os que aguardam no sofá pela imagem do sangue que os cameramen sempre filmam, o paraíso é ver acontecer a desgraça final, em todo o seu esplendor.E para rematar (ainda o dia de ontem, aquele onde tudo se estragou numa fotografia)
O Governo. Fodeu-se, e não há outra maneira de escrever isto.
O resto, não sendo o que digo não anda muito longe do que penso: luis m. jorge.
Ide lá ler, também tenho umas teorias conspirativas tipo a bófia fez de propósito, molhados, mas é poesia a mais para uma sexta-feira de primavera.
Pôr os cornos

A imponente espanhola de família francesa, a fidelíssima Rainha D. Mariana Vitória de Bourbon, terá rejubilado, ruidosamente fazendo roçagar em fru-frus, as sedas do seu vestido de Corte versalhesca. Pelos salões do Paço da Ribeira, marcava-se então o novo passo da ordem, distanciando-se este assim do pretérito reinado joanino, onde as Pompadours lusas se enclausuravam em conventos, embora dentro destas santas portas, trajassem tão bem ou ainda melhor que a agora viúva Rainha D. Maria Ana de Áustria, igualmente gozando as delícias do conforto dos móveis, diamantes e outros luxos que os Magnânimo fazia chegar de Paris. Para nem sequer mencionarmos as mulas carregadas de lembranças que a Petronilha levou, quando D. João nela fartamente se rebolou. Bem vistas as coisas, bem podiam os lisboetas dependurar cornos sobre as entradas das igrejas e conventos, pois a bem do zelo pelo natural e humaníssimo furor uterino dalgumas donzelas involuntariamente votadas à clausura, a Majestade não resistia em sorver os prazeres discricionária e platonicamente reservados ao Senhor mais alto, ou seja, o guloso usufruto do enxame de freiras e monjas que faziam abarrotar conventos dentro e fora de portas.
Estiveram-se a guardar para lutar pelos direitos de todos mais tarde
Controladores aéreos convocaram cinco dias de greve para Abril, ao início da manhã
Logo a greve geral foi calhar fora do habitual período de greves da Páscoa. Seguem-se os pilotos e demais que lutam pelos direitos de todos mas só em alturas específicas.
13h36: A greve não está a ter impactos nos voos da TAP, que, de acordo com fonte oficial da companhia de aviação, “está a ter um dia de operação normal”. Foram apenas reprogramados dois voos para Paris e Roma por motivos relacionados com escassez de passageiros. Apenas um dos sindicatos ligados à transportadora, o SITAVA, emitiu um pré-aviso para a greve de hoje. Público
Lutar pelo país, lutando pelos direitos individuais. Acho muito bem. Especialmente no Natal, na Páscoa e em Agosto.
A brutalidade da PSP e o silêncio dos coniventes
Ao longo do meu percurso de vida desde a adolescência, sempre tive com a PSP uma relação de indiferença, distanciamento e de contido asco. Começou no final de tarde do dia 1 de Maio de 1962, mais precisamente. Eu e um colega de trabalho, ambos ‘teenagers’, descemos a Rua da Prata, em Lisboa, em direcção ao transporte e, de súbito, deparámo-nos com uma manifestação contra o regime salazarista, no Terreiro do Paço; a organização e a realização eram por nós ignoradas.
Sem que tivéssemos ensaiado quaisquer gestos ou brados, fomos inesperada e cobardemente agredidos por dois agentes da PSP. Pusemo-nos em fuga, um para cada lado. Todavia, o meu amigo E., soube depois, ao ser marcado por um jacto de tinta azul, lançado por uma viatura especial da PSP, acabou por ser detido e enviado para a Prisão de Caxias, cerca de 1 mês.
Com efeito, nesse dia, 1 de Maio de 1962, contraí uma espécie de virose vitalícia contra a PSP e quem a dirige. Desprezo-a sempre e, na minha vida pessoal, felizmente nunca necessitei dos seus préstimos, nem jamais tive problemas com semelhante gente, a não ser duas ou três multas por estacionamento irregular; as quais paguei, naturalmente. [Read more…]
Página de Diário III

(foto: Hugo Correia/Reuters)
A mulher, com seus bonitos oitenta anos, cabelo muito curto, brincos, camisola de gola alta, ocupava o canto mais escondido do estabelecimento onde costumo tomar café. Sobre a sua mesa, não vi marcas de pequeno-almoço. No lugar da chávena e do prato, folhas soltas, muitas, manuscritas, espalhadas também sobre as cadeiras ao seu lado, num certo caos caseiro. Um livro aberto completava o quadro, tão real quanto a foto acima. Seria um dicionário?
Levantou-se. Voltou à mesa com o Jornal de Notícias. Movia-se como se estivesse na sua própria casa… Pousou-o dobrado sobre as suas coisas. Ficou a olhar para os títulos da primeira página da edição de ontem. Entretanto, outros clientes esperavam a oportunidade de agarrar o mesmo jornal que sabe bem ler de graça enquanto se toma o café. [Read more…]
A verdade em primeira mão
O que aconteceu ontem no Chiado contado por quem lá esteve. E claro que não acredito na versão da polícia e me inclino para esta. O menino jesus é no natal.
Más notícias para o governo: a greve correu mal
Parece contraditório mas não é. Não sendo um fracasso a greve foi fraquinha. Como era de esperar: as greves ficam caras a quem as faz, a vida está difícil, e um milhão de portugueses em idade activa não tem trabalho.
Significa isto que os sindicatos estão a perder o controle do protesto, fez no dia 12 um ano que tal começou, mas a revolta existe. A revolta é a condição natural dos humanos quando perdem direitos e agrava-se na medida em que se sentem roubados, piorando e muito quando têm fome. Funciona a revolta como todas as pressões: acumula-se, por vezes tem as suas válvulas de escape, volta a acumular-se.
A má notícia para quem rouba direitos é essa: a válvula de escape não está a funcionar. Uma chatice. É tradição nacional explodirmos pouco, mas quando explodimos, nem interessa se por boas ou más razões, partimos tudo.
Isto ainda vai dar merda, e da grossa, pois vai. E não vai ser em câmara lenta.
A cenourada
Run Rabbit Run, a Gui conta o que se passou no Porto com um primeiro-ministro apressado.
O artigo perfeito
Sobre o tás quietinho ou levas no focinho de ontem: polícias e fotojornalistas, é com o Marco.
Hoje dá na net: Conferência sobre os limites do crescimento
Conferência realizada na Gulbenkian, sobre o livro: The Limits to Growth, com Timothy O’Riordan e Paula Antunes. Esta temática está mais actual do que nunca, numa altura em que os sistemas económicos vivem no limite, quando atravessamos uma crise energética sem precedentes e quando o próprio mundo parece estar a atingir os seus limites ecológicos.
Em português e em inglês (sem legendas).
(Sugerido por um leitor a quem agradecemos.)
Uma Santa Casa para o CDS – 2
O Aventar recebeu-me simpaticamente aquando do meu primeiro texto. Regresso com a segunda de várias partes numa vergonha que deve ser combatida em nome de todos os portugueses que lutam todos os dias por uma vida melhor e que o fazem sem precisar de ter cartão de militante do eixo do mal que é o PS-PSD-CDS no que concerne à tomada de lugares no estado.
Como sabem, a senhora Suzana Ferreira surgiu pela mão do conhecido militante lisboeta do CDS Fernando Paes Afonso. Mas quem é este senhor: [Read more…]
Um Pentelho Catroganiano Entre os Dentes
Apoiei Eduardo Catroga aquando daquele arrastado e cínico processo negocial com Teixeira dos Santos. Interiormente, abraçava-o e confiava nele como num experiente senex patriota, apaixonado como eu por Portugal lá, onde outros se apaixonam pelo dinheiro fácil da posição de Poder e se apaixonam ainda mais pela própria aura postiça feroz em maratonas de fingimento e charla. [Read more…]











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