A Festa dos Tabuleiros em Tomar. 3 – A actualidade


continuação daqui

Actualmente, a Festa dos Tabuleiros continua a ser a mais importante tradição de Tomar, agora a cargo da Câmara Municipal. Realiza-se de quatro em quatro anos durante o mês de Julho. O desfile continua a percorrer as ruas, com as raparigas a transportarem tabuleiros carregados de flores e de pão, tal como acontece desde o início do século.
Tudo começa no domingo de Páscoa, com a Procissão das Coroas. Tem como objectivo anunciar a grande festa que aí vem. As coroas saem em procissão, com os pendões do Espírito Santo e os de todas as freguesias, as autoridades municipais a carregar e o povo a assistir.
Na sexta-feira anterior ao cortejo, realiza-se o cortejo do mordomo, composto por carruagens, cavaleiros e pelo gado (bois), que no passado era abatido. As ruas já estão todas ornamentadas. É o primeiro de quatro dias de folia. [Read more…]

Os Coldplay no Optimus Alive


Deve ser a melhor banda do momento. Diz quem viu que o concerto no Optimus Alive foi muito bom. Os Coldplay estão muito, muito ligados à história do Aventar. O Vítor, o Ben e as paredes do Café Poeta, em Cinfães, dir-vos-iam por quê…

ruralidades

O título não é meu. Pertence a uma equipa de intelectuais  que criou um espaço de debate, para debater a crise económica e política que nos afecta. Como a toda a Europa, excepto aos países precavidos que sabem investir o seu dinheiro em bens que rendem lucro.

Temos herdado, desde os tempos em que o nosso país entrou na então Comunidade Europeia, um deficit de moeda para investir, lucrar e obter mais-valia dos bens que o nosso mercado pode criar e vender. No entanto, Portugal foi sempre um país pobre. Em 1984, foi aceite na União Europeia, o dinheiro que entrou foi usado em construção de estradas, que não havia, em melhorar as comunicações dentro do país, modernizar os paços mais antigos, para servir de habitação de férias de Verão para que cidadãos de outros países visitassem a nossa Nação. Nação que tem tido como a sua melhor riqueza, essa rica geografia da que foi dotada na criação do mundo, com casas lindas nascidas do imaginário fértil da mente lusa. [Read more…]

Ideias para o verão – fugir dele

Fugir para terras onde o verão nem chega a ser a sério. A Islândia está barata.

“O Caminho de Ferro” é o Futuro…

Relembrando – “A Direcção da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho têm a honra de convidar Va. Exa. a estar presente no próximo dia 8 de Julho (6ª feira), pelas 21h00, na Sala de Conferências da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, em Monção, para assistir à conferência que será proferida conjuntamente pelo Prof. Doutor Jorge Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM; pela Prof. Elsa Pacheco – Prof. Associada do Departamento de Geografia da Universidade do Porto e por Hugo Pereira – CITCEM/Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A conferência conjunta intitula-se O Caminho de Ferro e o desenvolvimento económico Alto Minhoto.
Esta é a 4ª conferência organizada pela Casa Museu de Monção/UM no âmbito do ciclo de conferências comemorativas dos 750 anos da atribuição do Foral à vila de Monção.

Os leitores do Aventar merecem o melhor: Da chegada do comboio a Monção(1915) – A Inauguração da Ecopista do Rio Minho – Travessas do caminho-de-ferro – Outras travessas em Melgaço – A integração de Portugal na Rede Verde Europeia – Ecopista do MinhoPlataformas Logísticas de Valença e As Neves

A vida é tramada

Maria José Nogueira Pinto

foto: José Boavida Caria

Maria José Nogueira Pinto morreu aos 59 anos. Uma jovem.

Ideias para o Verão – Ego trip

intel museum of me  intel museum of me

Em vez de uma viagem aos Açores, que o dinheiro anda curto, faça uma viagem ao seu mundo facebookiano.

intel.com/museumofme

Impresisonante. Uma forma diferente de fazer publicidade.

Ninguém gosta dos transportes públicos

A moda agora é defender que se acabe com tudo o que dá prejuízo.
Parece-me bem, principalmente se contabilizarmos tudo que temos que contabilizar sempre que analisamos o custo de um serviço.

Eu por exemplo acho que os custos atribuídos ao transporte individual privado estão subavaliados… não consideram quanto tivemos que investir em infraestruturas (nomeadamente autoestradas), o impacto que tem no ambiente (qualidade do ar e não só), o impacto económico das importações de petróleo (que, não, não vão ser compensadas com a construção de mais barragens), o impacto social de ter menos tempo disponível para trabalho/descanso (pelo tempo que passam em filas de trânsito) etc, etc.

Por isso até acho que devíamos aumentar o custo da gasolina (para 2€/l por exemplo) e/ou portagens de forma a incorporar esses custos. A receita extra seria naturalmente para aplicar em transportes públicos.

Não em projecto faraónicos tipo tgvs que não têm nada de público e limitam-se a ser fonte de rendimento para construtoras mas… sei lá… por exemplo para acabar a remodelação da linha do norte (que começou há 20 anos) para os pendulares poderem circular sempre a 200kmh, ou, bem há centenas de pequenos projectos possiveis que poderiam ser feitos.. é só escolher. Mas claro, primeiro é preciso decidir.

Quanto vale a palavra de Pedro Passos Coelho?

Santana Castilho *

Sob a epígrafe “Confiança, Responsabilidade, Abertura”, o programa de Governo garante-nos que “… nada se fará sem que se firme um pacto de confiança entre o Governo e os portugueses … “ e assevera, logo de seguida, que desenvolverá connosco uma “relação adulta” (página 3 do dito). Tentei perceber. Com efeito, é difícil estabelecer um pacto de confiança com um Governo que não se conhece no momento em que se vota. Mas, Governo posto, o que quer isto dizer? E que outra relação, se não adulta, seria admissível? O que se seguiu foi violento, mas esclarecedor. Passos afirmou em campanha que era um disparate falar do confisco do subsídio de Natal? Afirmou! Passos garantiu que não subiria os impostos e que, se em rara hipótese o fizesse, taxaria o consumo e nunca o rendimento? Garantiu! Passos prometeu suspender o processo de avaliação do desempenho dos professores? Prometeu! Mal tomou posse, sem pudor, confiscou, taxou e continuou. O homem de uma só palavra mostrou ter várias. Ética política? Que é isso? Confiança? Para que serve isso? Relação adulta? Que quer isso dizer? [Read more…]

Carlos Moedas: um percurso invejável

Passou por quase tudo o que é pai da crise. É obra, é o que se chama um homem preparado. A ler Carlos Moedas, ao seu dispor.

A Festa dos Tabuleiros em Tomar. 2 – As primeiras edições

Nos primórdios da Festa dos Tabuleiros de Tomar, o cortejo saía de casa do mordomo principal, em cuja janela era exposto o pendão do Espírito Santo. Mais tarde, passou a sair da Santa Casa da Misericórdia.

Os tabuleiros reuniam-se então na rua da Graça, no domingo de Pentecostes, desciam a Corredoura até Santa Maria do Olival. A partir de 1893, a benção realiza-se na igreja de S. João Baptista.

Antes dos tabuleiros, ia a bandeira vermelha do Espírito Santo e três mordomos conduzindo as coroas simbólicas do «mistério da Trindade». Há quem diga, no entanto, que os mordomos iam depois dos tabuleiros. No fim, seja qual for a versão do cortejo apresentada, iam as filarmónicas e dois carros triunfais, acompanhados, cada um deles, por uma criança vestida de anjinho. Os carros destinados ao pão e ao vinho só surgiram depois de 1950.

Depois da missa e da benção do pão e da carne, o cortejo prosseguia pela Levada até à Misericórdia, em cujo celeiro e açougue eram recolhidos os tabuleiros e a carne.

Na segunda-feira, o bodo ou peza era distribuído em todas as casas da cidade – um pão e um quinhão de carne (dois quilos). O vinho só começou a ser distribuído depois de 1950. O pão tinha de estar «furado pelas canas das armações» dos tabuleiros, caso contrário as suas reconhecidas virtudes profilácticas não se fariam sentir. [Read more…]

“O Caminho de Ferro e o desenvolvimento económico Alto Minhoto”

“A Direcção da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho têm a honra de convidar Va. Exa. a estar presente no próximo dia 8 de Julho (6ª feira), pelas 21h00, na Sala de Conferências da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, em Monção, para assistir à conferência que será proferida conjuntamente pelo Prof. Doutor Jorge Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do CITCEM; pela Prof. Elsa Pacheco – Prof. Associada do Departamento de Geografia da Universidade do Porto e por Hugo Pereira – CITCEM/Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A conferência conjunta intitula-se O Caminho de Ferro e o desenvolvimento económico Alto Minhoto.
Esta é a 4ª conferência organizada pela Casa Museu de Monção/UM no âmbito do ciclo de conferências comemorativas dos 750 anos da atribuição do Foral à vila de Monção.

Os leitores do Aventar merecem o melhor: Da chegada do comboio a Monção(1915) – A Inauguração da Ecopista do Rio Minho – Travessas do caminho-de-ferro – Outras travessas em Melgaço – A integração de Portugal na Rede Verde Europeia – Ecopista do MinhoPlataformas Logísticas de Valença e As Neves

Santana Castilho: a primeira vítima parte a loiça

O Verdadeiro Governo Europeu…

…são estes vampiros sedeados em terras do Tio Sam. E a europa quietinha, a deixá-los sugar, sugar, sugar… Com políticos destes não há política que resista.

Nas próximas eleições vota-se directamente no BES, no BCP ou na CGD.

O estranho caso do Tribunal da Maia:

A “coisa” conta-se em pouco mais de meia dúzia de linhas: o Tribunal da Maia precisa de novas instalações. A Câmara da Maia estava (e está) disposta a resolver parte do problema. Nos idos tempos de Celeste Cardona como ministra da Justiça, o Governo assinou um contrato no qual a Câmara cedia um determinado terreno e a Governo construia o respectivo tribunal. O Governo cai. Novo Governo e novo ministro. Olham para o acordo celebrado e fazem-se de mortos. De repente, em pleno Agosto, lançam um concurso para arrendar um novo espaço para o tribunal da Maia. Os potenciais candidatos tinham 15 dias (em Agosto…) para apresentar propostas. Condição: ser central e preencher um conjunto de requisitos complicados. Ora, não tendo o centro da Maia nada parecido, ninguém ligou muito. Ninguém? Não. Um Fundo Imobiliário (onde será que já ouvi isto?) candidata um edifício existente na zona industrial da Maia, longe do centro e licenciado pela autarquia para escritórios. Vence o concurso.

Os Magistrados, os Advogados, os Funcionários Judiciais, todos os agentes judiciais da Maia e todas as forças políticas do concelho opõem-se à transferência do tribunal da Maia do centro da cidade para a zona industrial. Motivos: o espaço em causa não tinha estacionamento, nem transportes públicos e, em conclusão, não lembrava a ninguém semelhante. O Dr. João Correia, Secretário de Estado da Justiça, desloca-se à Maia para ver com os seus próprios olhos a situação. Concorda com as justas reivindicações dos diferentes agentes e, em conjunto com a Câmara, consegue uma solução de compromisso: a Câmara apresenta quatro soluções de terrenos no centro da cidade para a construção de um tribunal novo e o governo compromete-se a construir o edifício em cinco anos. Durante esse período a câmara cede um conjunto de espaços adaptados junto ao velho tribunal. Todos estavam de acordo. Entretanto, o Dr. João Correia demite-se. Volta à carga a questão do tal edifício do tal fundo na zona industrial. Um espaço longe do centro e a 300 metros do concelho de Vila do Conde. [Read more…]

Regionalização e Euromilhões…

Será mais fácil a qualquer um de nós ganhar o próximo jackpot do euromilhões do que Portugal avançar para o processo de Regionalização.

A CP acabou com a linha Porto-Vigo. O motivo parece óbvio e simples: só tinha, em média, 12 passageiros. Como alguém escreveu, surpreendente é ter tantos passageiros dispostos a demorar mais de três horas para fazer pouco mais de uma centena de quilómetros. Num país decente, estes gestores de brincar da CP terminavam na cadeia pela forma como geriram a empresa ao longo destes anos.

Então, nos tempos que correm, demorava três horas de comboio uma viagem destas? Solução: em vez de criar condições para que a viagem decorra no tempo normal (uma hora), não. Toca a fechar a linha e desprezar o potencial da mesma. Talvez os senhores da CP não saibam que a Galiza (e Vigo em especial) é o principal emissor de turistas do Grande Porto e Norte de Portugal e um dos principais eixos de negócios. Talvez não saibam que uma linha ligando o Porto à Corunha teria um enorme potencial. Para isso seria necessário saberem e conhecerem a realidade desta Região e das suas principais “ligações” económicas. [Read more…]

O fim das Golden Share

Alguns partidos (PCP e BE) hoje fizeram saber que acham mal o Estado ter acabado com as Golden Share que detinha em algumas empresas. O argumento é que o Estado perde peso na economia. Pressupõe-se então que o oposto, isto é, a presença do Estado nas empresas, tem sido benéfico para a economia e para essas empresas em particular. Vejamos então algumas marcas desse sucesso:

  • CP: recorrente fecho de linhas; prejuízos enormes; péssimos horários, péssimo serviço (demorado, caro e desconfortável) e péssima gestão.
  • Grupo RTP: enorme buraco financeiro, programação da RTP1 abaixo do sofrível, instrumentalização da informação.
  • Grupo EMPORDEF: Estaleiros de Viana do Castelo falidos há muito (apesar das encomendas); Empresas da defesa em pré-falência (apesar de exportarem a maioria da produção).
  • CTT: sem administração há meses; dá lucro mesmo assim.
  • EDP: electricidade caríssima; défice tarifário; imposição à EDP de compra da electricidade produzida em micro-geração a preços superiores aos praticados na venda ao público.

A presença do Estado nas empresas tem sido o maior empecilho ao seu desenvolvimento. Incapacidade de decisão em tempo útil; decisões políticas (e sobretudo a pensar nos votos) em vez de decisões de estratégia económica; instabilidade na gestão (nomeações pela confiança política, em vez de pela competência; mudança de gestão a cada novo governo).

Digam-me, qual é a empresa que saiu mais forte devido à gestão estatal? Acordem, pá.

Lixo? é o mercado, estúpidos!

A nossa dívida chegou a lixo. Custou mas foi.

Ora aqui está um belo dia para recordar aos eufóricos absolutistas do neo-liberalismo que tudo começou com os mercados, a liberdade dos mercados, a sacrossanta ditadura dos mercados.

Este artigo da wikipédia, incompleto e fraquinho, serve perfeitamente.

Não, não foi o “socialismo” (palavra que associada ao PS vale tanto como ligar PSD a social-democracia), nem o estado gastador, nem o raio que vos parta. Foi a especulação financeira, a ganância, a ditadura dos mercados sem qualquer controlo por parte dos governos que deveriam representar os povos.

Foram a Moody´s e restantes agências pagas por nós a preço de ouro, que não quiseram chamar lixo ao lixo, e agora inventam lixo onde nem o há com a única e obsessiva ideia de aumentar taxas de juro, logo os lucros do sistema financeiro, em particular dos bancos que tentam recuperar dos seus disparates de 2008-2009.

O resto é conversa, tal como o novo governo a fazer de coitadinho. Conversa de merda, que nem de treta merece o nome.

Recordando…

Fernando Nobre

imagem daqui

Fernando Nobre,  aquele que foi candidato presidencial apartidário, candidato partidário a deputado pelo PSD, eleito deputado e derrotado na votação para Presidente da Assembleia da República acha que não faz falta na política e foi-se embora. Resta saber para que é que se deu a tanto trabalho.

Os submarinos só param no Alfeite

Ainda faltava uma evidência atestando que a compra dos dois submarinos à Alemanha é um caso típico do poder da tropa, de corrupção, poderio da indústria de armamento neste caso alemã, incompetência e provável financiamento partidário? Já a temos.

A marinhagem acaba de confirmar que os submarinos só podem parar no Alfeite. Não podem atracar nos Açores e na Madeira (e a defesa do nosso espaço marítimo era um dos argumentos para a sua compra). Não sei qual é a sua autonomia, nem me interessa: é o caso típico do pacóvio que compra um móvel que não cabe lá em casa.

Satisfeito o capricho dos almirantes de águas profundas, e doces quando se trata do dinheiro dos outros, fiquemos pois com os submarinos fazendo viagens de ida e volta para o Alfeite, ou iniciemos uma campanha para adaptar outros portos a essa função. Qual crise, não é Paulo Portas, que os comprou, e Augusto Santos Silva que não teve coragem de os mandar à Merkel?

Liberalizem os despedimentos…

e deixem à solta os filhos da puta.

Estava eu a almoçar num local que frequento com alguma regularidade quando, por força da proximidade e do volume da conversa, fui obrigado a ouvir o que se passava na mesa ao lado. Estavam dois indivíduos entre garfadas quando um deles recebeu um telefonema. Faço apenas um resumo do essencial, mas a totalidade dos pormenores, cada frase, todos os sentidos, eram do género do que se segue:

-….

– Ai é? E quem era o responsável?

-…

-Não sabes? Então, se queres mostrar quem manda, despede um já hoje. Um qualquer, ao calhas.

-…

– Ao calhas, sim, se queres mandar despede já um. Ou dois. Assim os gajos percebem quem manda.

-…

– Não queres despedir os portugueses? Então despede brasileiros, dois ou três de uma vez.

-…

-Quais? Os que te apetecer. Dizes aos gajos “meu amigo, você já foi ao SEF? Não? Então rua”.

-…

-Têm data marcada para ir ao SEF, estão à espera do dia agendado? Então aproveita agora, dizes “já devia ter ido” e pões os gajos a andar. Depois agarras em dois dos que ficarem e dás uma gratificação de 50 euros a cada um. Esses ficam do teu lado. Vem nos livros: há sempre uns que são neutros, uns que estão contra ti e uns que ficam do teu lado, esses são aqueles que te dão o poder. Agarras já nos que gostas menos e andor. Eu dei-te o poder, não foi para me vires pedir para resolver estes problemas. Desenrascas-te e mostras logo que tu é que mandas. Se não fizeres isso, não me venhas pedir ajuda quando der para o torto. Não se pode ser simpático com seres humanos, tens que os tratar abaixo de cão. Estes gajos são animais, é isso que tens que perceber.

-…

O telefonema ainda continuava quando me levantei, paguei e disse ao homem, em voz alta, que era um asqueroso. Ia na soleira da porta quando chegou a resposta.

– Asqueroso és tu.

Nem me virei. Com esta resposta tenho a certeza que a pessoa do outro lado ouviu. O que fez a seguir, não sei. Provavelmente era apenas mais um cobarde asqueroso e seguiu os conselhos do chefe, eventualmente, até, com excesso de zelo.

Deixem os filhos da puta à solta e verão. Como dizia o primeiro sem perceber que se auto-retratava “estes gajos são animais”. Pois é. E é isso que temos que perceber.

Piropo a mulher bonita não é crime (II)

 

«Abençoados pais que conceberam esta coisinha linda»

Fábio Coentrão no Real de Madrid

É daquelas notícias que entristecem e alegram ao mesmo tempo. Se houvesse verdadeiro gosto pelo futebol português até os adversários (portistas incluídos) deviam entristecer. O melhor jogador português a jogar em Portugal, o mais raçudo, lutador e autêntico foi-se, já cá não joga.

Por outro lado alegro-me por Fábio Coentrão, ele merece e o mundo não anda cego. O Real é o topo e o Fábio já lá está. Nuestro hombre en Madrid, dirão um destes dias em Caxinas. E Vaya Caxinas seria um bom grito para se ouvir desde Madrid naqueles momentos em que Coentrão liga o turbo e desequilibra.

Valença-Tui: a Última Fronteira da Europa

… todas as outras fronteiras já se dissolveram há décadas;

a maior fronteira portuguesa reabre no próximo domingo. Progresso.

Sim é possível deixar tras-os-montes ainda mais isolado

Há uns três anos atrás, aproveitando outra reflexão, sugeri que em vez de se construir uma auto-estrada transmontana que quase a unica coisa que vai fazer é tornar pago o único acesso moderno ao interior, se optasse por reformular as ligações internas às capitais de concelho do distrito de Bragança e ligações a Espanha.

Isto porque me parecia que 310M€ para converter o não muito bom mas relativamente seguro e aceitável ip4 entre Vila Real e Bragança era dinheiro mal gasto, ainda para mais dinheiro que não tinhamos e ainda para mais quando podia ser gasto em investimento (em estradas) mais produtivo.

Agora, com as obras a meio, com cortes sucessivos no ip4 que nos levam a revisitar a EN15 (onde eu demorava umas 5 horas para fazer porto-bragança) resolvem fechar a torneira e suspender as obras por 90 dias.

É justo, como o fecho de vigo/valença para poder comprar carros para os administradores da cp, todos temos que participar na ajuda ao país.
Pena que tenha que se impor isso a quem já não tem ligações ferroviárias (quando há 50 anos eram dezenas de quilómetros), não tem ligações rodoviárias decentes e as que tem são sempre as últimas a ser construídas.

Ideias para o Verão – saco Tetrapack

imageEstá em férias e não sabe o que fazer? Duvido. Se calhar ainda não está em férias mas sonha com elas… Bom, não estará só. Tendo em mente a época veraneante, começa aqui hoje uma série tipo cor-de-rosa-mas-que-faz-falta-para-desenjoar-da-política. Pretende-se publicar uma por dia quando calha.

A ideia de hoje é ir ao site weupcycle.com/en e escolher uma de entre as imensas coisas coisas que se pode fazer com materiais recicláveis. Como este saco feito de embalagens Tetrapack.

A Nova Ponte Sobre o Tejo

Ano de 1934;

74 anos depois, o LNEC achava que sim.

A Festa dos Tabuleiros em Tomar. 1 – As Origens

A Festa dos Tabuleiros realiza-se de 4 em 4 anos em Tomar e é responsável pela ida de milhares e milhares de pessoas a Tomar, uma das mais belas cidades portuguesas. A edição de 2011, que se prolonga até ao dia 9 de Julho, aí está.
Trata-se de um evento com tradições imemoriais no concelho, que  influenciou largamente as festas do Espírito Santo nos Açores, os impérios de Alcanena, a festa do Penedo e até o Santíssimo Sacramento da Batalha.

Graças à Festa dos Tabuleiros, Tomar fez parte, desde o início – 1996, das «Fêtes du Soleil», projecto euromediterrânico da Comissão Europeia, que tem como objectivo sistematizar a informação relativa às mais importantes festas realizadas no Mediterrâneo e dá-las a conhecer ao grande público de todo o «velho continente». É candidata, por esta via, a Património Cultural da Humanidade.

A Festa dos Tabuleiros parece ter como origem mais profunda as antigas Saturnalias e Ceriales, festas dedicadas aos deuses Ceres (deusa dos frutos da terra), Flora (deusa das flores) e Saturno (deus das sementes e da cultura). Rituais pagãos, estes ou outros, que a cidade romana de Sellium (actual Tomar) recebia com grande prazer, porque correspondiam a dias de folga da sua população. [Read more…]

Sem palavra(s)

Piropo a mulher bonita não é crime


«És boa como o milho!»