Portugal não é uma novidade

Em Portugal, um carro incendiado é caso para espanto geral. Montras partidas por contestatários, são coisa mais própria de altercações entre regateiras que objecto de contendas políticas. Barricadas surgem uma vez por século, assim como as invasões de propriedade alheia, as vinganças físicas sobre opositores políticos e outros ademanes bem típicos de outras paragens. “Isto” não é a França, país velho mas numa eterna puberdade.

Há uns vinte e cinco anos, chegava a Lisboa uma esquadra da NATO. Os seus marujos tinham deixado um rasto de destruição noutros portos do norte da Europa e aqui atracando as suas naves, despreocupadamente desembarcaram com a intenção de realizarem as mesmas façanhas depredadoras. As unidades portugueses da RM Lisboa estavam de prevenção e o meu irmão reuniu os efectivos do quartel do Vale do Forno, encaminhando-os para a zona do Cais Sodré. A lição foi fulminante e magistral. Os hospitais de Lisboa tiveram uma noite de azáfama, pois os militares estrangeiros que pretenderam uma campanha de alegre destruição nas vielas e botequins da zona ribeirinha, não foram muito longe nos intentos. No dia seguinte, um bastante indignado almirante estrangeiro, queixava-se aos seus homólogos portugueses. A resposta deverá ter sido aquela que se esperava e na verdade, não me recordo de outra noite agitada por tropelias da NATO ou de qualquer outro conviva.

Às grandes ameaças, os portugueses normalmente reagem com a calma que a ponderação dita. É esta, a enorme vantagem de um povo já considerado antigo por quase um milénio de vicissitudes e esporádicos sucessos e que tem aquela certeza do há a fazer.

“Isto” não é uma novidade como Espanhas, Itálias e muito menos ainda, Grécias. Não é.

O pecado através dos tempos

1 – A heterogeneidade

          Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. [Read more…]

Vândalos e Inimputáveis

Antes: a barragem do Sabor é um crime!

Depois: a barragem do Sabor é um desígnio da EDP, aquela empresa outrora pública que paga 3 000 000 de euros a gestores privados.

E é verdade…

musiquinha

PS assinala que “redução das desigualdades” foi constante desde 2005

Os exemplos até, por acaso ou não, corroboraram a tese. Um empregado de balcão num banco conseguiu chegar a administrador. Um vendedor Avon subiu até a administrador dos CTT mesmo sem licenciatura.  Outro  foi vogal, também nos CTT, apenas com a frequência do 3º ano de um curso de  Contabilidade e Administração. Depois há aquele Dragão de Ouro que, de funcionário do Banco Cetelem, chegou a Administrador executivo da “holding” Portugal Telecom e a Administrador Não-Executivo da Tagus Park. Isto apesar daqueles que já estavam bem e, por isso, não puderam melhorar assim tanto. Mas enfim, não pode ser só aspectos positivos…

Desde 2005 houve muitas desigualdades reduzidas. Infelizmente o anterior governo não esteve lá tempo suficiente para que chegasse a vez a todos.

Good mood & bad Moody’s

A Antena 1 anunciou-o mas errou. Já o ionline esteve bem. O site da Moody’s não esteve em baixo nas sim a bloquear os acessos a partir de Portugal. Com efeito, o moodys.com está a dar erro mas acedendo a partir de um proxy internacional, funciona. Malandrecos, têm a lixeira cheia.

Chanfana, com receita e tudo

Os entretenimentos 7 Maravilhas de qualquer coisa chegaram ao prato e colocaram  a minha região no topo, o que deve explicar alguma gordura que um tipo magro como já foi vai acumulando. Na secção carnes concorre o Leitão à Bairrada (o que dava uma conversa com pano para muitos aventais de cozinha) com a dobrada tripeira, e, milagre, o maior invento da nossa comidinha: a Chanfana.
Esqueçam a lenda das invasões napoleónicas, deixem sobretudo a ideia de que cabra não se come, observa-se. A Chanfana, usando o vinho, engenho e paciência, faz de uma carne pouco apetecível algo de chorar por mais. Muitos odiadores da simples ideia de se cruzarem com o simpático animal no prato já vi rendidos. Deixo-vos a receita: [Read more…]

Deus e a internet

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Assisti há dias a uma discussões do género “é como eu digo”, “não, não, é como eu digo”. Uma daquelas teimosias que às vezes davam em apostas mas que neste caso teve um desenvolvimento novo. Um dos arguentes sacou do telemóvel, ligou-se à Internet e foi à Wikipédia buscar argumentos para a sua discussão.

De Deus diz-se ter as características da omnisciência, omnipresença e omnipotência. Este meu amigo rápido a sacar da sua geringonça internética procurou estar perto de tudo saber. Graças às redes sociais, acaba por estar com os seus amigos alemães, ao mesmo tempo que fala com a família em Portugal e com a namorada que está a fazer um curso em S. Francisco. Uma espécie de omnipresença, portanto. Para compor a áurea divina faltar-lhe-ia a omnipotência, mas a publicidade com slogans como “Yes, you can”, “Just do it”, “Tu mereces”, trata de lhe dar essa ilusão.

A Internet no bolso está a mudar a forma como as pessoas interagem. A radio, a imprensa, o telefone e a televisão trouxeram novas formas de aceder à informação. O computador e a Internet tornaram esses mesmos acessos ainda mais versáteis. Mas o “always on” vai muito além destas mudanças, transformando o individuo numa entidade mais dispersa. E se um dia se encontrar a forma de preservar a vida muito para além da nossa existência de algumas décadas, o que seremos então?

OPART e ilegalidades

Exmos. Srs. Bloggers, Exmos. Srs. Contribuintes

Sou funcionário há já largos anos do agora designado OPART – Organismo de Produção Artística, EPE (entidade pública que engloba e gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de São Carlos) e há muito tempo que assisto passivamente, e por receio pelo meu posto de trabalho e o dos meus colegas, a algumas ilegalidades que se vão praticando nesta instituição, especialmente nas alturas que antecedem às mudanças de governo como agora acontece. É público que os cargos do CA e das Direcções Artísticas deste organismo são feitas nomeações políticas. A última nomeação feita no OPART, e dada a conhecer a todos os seus funcionários, pela Directora de Recursos Humanos através da Comunicação Interna nº 08/2011 de 03 de Maio de 2011 (que tinha como “Assunto”: Nomeação) servia para “informar que o Dr. João Villa-Lobos se encontra a exercer funções de Vogal do Conselho de Administração do OPART, E.P.E., com efeitos desde 28 de Abril de 2011”. Mais adiantava que “brevemente o novo Vogal do Conselho de Administração realizará uma visita às instalações do OPART – E.P.E., acompanhado pelo Vogal do Conselho de Administração em funções, Maestro César Viana.[Read more…]

As juntas médicas

Serão as juntas médicas, a solução para o restauro financeiro da Segurança Social? Conheço variados casos de pessoas que infelizmente padecem de doenças graves como o cancro, e são enviadas para o trabalho, para que morram a produzir.

Este tipo de situações tem-se vindo a revelar com muitíssima frequência já que acompanho um parente próximo a frequentes juntas médicas e deparo-me com casos terminais às vezes de doentes que são obrigados a ir trabalhar, mesmo que não produzam nada e sejam as vezes até um entrave dada a sua condição de saúde, para os seus colegas de trabalho.

Tenho vindo a entrevistar muitíssimas pessoas, e a recolher exames médicos, e outra documentação para ir registando falhas médicas graves do nosso Sistema Nacional de Saúde. Este tipo de situações acontecem quase sempre em grande percentagem aos funcionários públicos, e ou empresas que têm contratados seguros médicos a grandes multinacionais. [Read more…]

Factores de reprodução social em sistemas rurais: trabalho, produção e pecado em aldeias camponesas

http://bp3.blogger.com/_v5D4iHsJtk0/R7Y7vrEJJRI/AAAAAAAAAzE/9aosKNUD57U/s400/DSC06415.JPG         Embora num sistema rural se possa definir pela cultura que nele surge como dominante, seja porque proporciona o sustento ou o dinheiro, seja porque ocupa a maior parte do tempo de trabalho, e por fim, da criação da sociedade e cultura, com ele coexistem outras actividades produtivas que o complementam. No caso das aldeias, que tenho estudado no Chile e em Portugal, produtoras de uvas e de vinho, ou nas aldeias produtoras de leite que estudei na Galiza, o milho, as batatas, as azeitonas, as hortaliças, os animais, as matas, compõem o contexto mais amplo dentro do qual se desenvolve o trabalho principal. A produção de  tecnologia e a renovação dos instrumentos são também parte do processo de trabalho. [Read more…]

A religião como teoria da reprodução social

casal namoradosUm ensaio com semelhante título deveria constituir um debate alargado e aprofundado de várias centenas de páginas. Os conceitos de religião e de reprodução social são, por si só, controversos, estando a proposta de trabalho que o título encerra em desacordo com as melhores hipóteses de estudo do campo religioso. Desde que Tylor (1871) e Frazer (1887), na perspectiva evolucionista e positivista (racionalista) do século XIX, decidiram que a religião era o preâmbulo da ciência, o tema tem sido debatido no campo do ideológico. As próprias contribuições de Marx e Engels (1844, 1846, 1867, 1878, 1892) abordaram geralmente a religião enquanto um conjunto de representações que desaceleram a passagem de uma a outra forma de trabalho na história dos povos. Durkheim e a tradição que fundou, prolongada em Malinowski, Radcliffe-Brown, Mauss e Lévi Strauss, separam do campo do quotidiano os assuntos que constituem matéria de acções e pensamentos que são criados mas não entendidos.

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A Moody’s cor de rosa

Desde 1884 que não se via nada assim: a pátria levantou-se, do Facebook ao presidente dos outros portugueses, e brama: contra a Moody’s marchar, marchar.

Os mesmos que se riram quando a mesma agência fez o mesmo à Grécia agora indignam-se (pimenta no orifício alheio é sempre refresco). Os mesmos que querem pagar a dívida toda com os juros ainda mais altos e nos prazos mais apertados, indignam-se. Os mesmos que insistem na austeridade acreditando no milagre da multiplicação das falências no deserto e da sua transformação em crescimento económico, indignam-se. Os que se indignavam com os indignados, indignam-se. Valham-nos os crentes da mais absolutista fé nos mercados, que não se indignam. E em solidariedade com as minorias confesso que me indigna muito mais a troika e o eixo bancário franco-alemão que as agências de ranking.

Espero ao menos que esta cavalgada heróica inspire músicos e vates, resolvendo um problema já secular: saía um novo hino para este país do canto da Europa, sff. Tirando a graça de ser contra os ingleses, o actual já cansa, os nossos egrégios avós merecem repouso e um país também renasce refazendo as suas canções guerreiras.

Mein Führer, ich habe Angst

Práticas religiosas em Portugal

240px-Tapete_de_corpus_christi_em_po%C3%A1_sp_brasil_-_fernando_ara%C3%BAjo_SECOM_Po%C3%A1.jpgAo longo da História os camponeses têm estabelecido uma racionalidade do trabalho largamente baseada em laços pessoais. As decisões de escolha de uma determinada cultura, de quando e como semear, se bem que limitadas por factores ecológicos, têm obedecido às circunstâncias do momento baseadas na relação com os recursos de reprodução, relação essa que tem variado em diferentes épocas históricas. Terra, trabalho e tecnologia, os três principais recursos necessários à sobrevivência dos camponeses, são geridos e correlacionados de modo mutável, na base de obrigações morais entre parentes e vizinhos; da mesma forma, a definição de alianças e a circulação das populações vão obedecer a um ritual dentro dos parâmetros definidos pela Igreja Católica Romana, constantemente desenvolvidos ou manipulados pelos próprios camponeses. Em resumo, a organização camponesa do trabalho é expressa e materializada em princípios morais que derivam da crença religiosa. [Read more…]

Os livros e o prazer de os ter para ler e não o fazer

Gosto pouco de respostas, mas por solicitação do João Delgado e da Daniela Major, seguem as minhas ao coiso deste verão.

1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Existem géneros. A poesia ou se decora, ou se lê e relê, ou não presta.

2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Todos os que tenho tentado ler nos últimos anos, mas levo uma longa experiência na matéria, iniciada com os Lusíadas, agravada com as Viagens na terra do abominável Almeida, leitura obrigatória de que me escapei com alguma dificuldade, e um caso curioso de insucesso: dúzias de tentativas para virar as primeiras páginas do Outono em Pequim, até ter chegado ao fim do 1º capítulo. O resto foi devorado nessa mesma noite, a obra completa de grande Boris Vian foi logo a seguir.

3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?

É um problema que não se coloca porque deixei de ler livros com mais de 125 gr. Se tivesse mesmo de ser qualquer um do Manuel Bernardes servia, porque cada frase se mastiga sem dentes. [Read more…]

Um Dia para Levantar Fronteiras

Um Dia Como os Outros

Nos 125 anos da ponte rodoferroviária de Valença-Tui© 03.2011

Por Um Melhor Caminho de Ferro

Programa das festas aqui.

 

…e quem cria o lixo?

Mercado Medieval de Óbidos: 10 anos

Há coisas que fizemos na vida de que nos orgulhamos. Não tenho muitas, o Mercado Medieval de Óbidos, que produzi nos seus primeiros anos, é uma delas.

Partir do zero, ou quase, e construir o melhor festival de recriação histórica português deu sobretudo um grande gozo. Comecei por aprender que um bom autarca não tem partido, quanto muito tem pouca idade: Telmo Faria era então um novato que confiou noutros novatos, a Companhia de Teatro Vivarte, e tive o privilégio de ver como um moço do PSD foi dando a volta por cima à sua terra, colocando-a no mapa onde sempre mereceu estar. Em Óbidos fiz muitos amigos, e destaco um amigo de Peniche que não o é, Francisco Salvador de seu nome, com quem passei os melhores e os piores momentos, como cumpre nestas coisas dos humanos e das coisas que organizam.

Durante alguns anos ensinei História a multidões, eu sei que pouca e com erros, mas quem não vai à escola também tem direito a aprender mesmo que entre uns tintos e uns petiscos. Maria de Lurdes Rodrigues fez o favor de me recambiar para as atrofiadas salas de aula, reduzindo-me o horário e esforço de trabalho ao contemplado na lei, e essa foi a primeira de muitas coisas que individual e profissionalmente nunca lhe perdoarei.

Gentis damas e nobres cavaleiros, ide por mim ao Mercado Medieval de Óbidos que agora faz 10 anos (é sempre complicado voltar aos lugares onde fomos felizes, mas guardarei Óbidos e as suas gentes no coração para sempre). Parece que o bilhete está caro mas não se vão arrepender.

Miguel Guilherme, cagar sim, mas devagar

Estou longe de concordar com muitas das coisas que Miguel Guilherme diz na entrevista que hoje o jornal I publicou e noto que o actor confunde cultura e política cultural com teatro e artes do espectáculo, não fugindo à demarcação por quintalinhos, tão habitual em quem toma a árvore pela floresta.

Eu não cago para a política cultural, até porque ela verdadeiramente não existe e entendo que, mais do que nunca, é urgente e necessária. Mas, face ao que como política cultural actualmente se apresenta, subscrevo a citação que se segue e acrescento -tiraste-me as palavras da boca:

A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.

Já não há maus da fita como antigamente

As figuras lendárias e românticas dos grandes vilões perderam-se no tempo. Ficaram os registos históricos e os mitos cinematográficos feitos à medida da grandeza de James Cagney, George Raft, Humphrey Bogart, Edward G. Robinson e outros, nas suas interpretações de maus da fita.

Nos dias de hoje, não há estrela da sétima arte que consiga dar corpo e voz aos grandes maus da fita da actualidade. Porque estes não têm propriamente um rosto: são corporações cujos bairros e cartéis que dominam são nações inteiras, onde estabelecem as regras de jogo por ratios, taxas, indexes, cotações e notações, e traficam aquilo que tornou o mundo inteiro dependente: financiamento.

O domínio das mortes sangrentas a tiros de metralhadora num beco, ou em ambientes de fumo e devaneio do jogo ou da prostituição, acabou. Agora assassina-se identidades nacionais com séculos de história, esmaga-se a dignidade de um povo, instiga-se à escravidão e à fome.

Com todo o brilhantismo que se lhes reconhece, como poderão Robert De Niro ou Al Pacino marcar na tela a sua representação dos grandes maus da fita de hoje?

Não podem. Porque já não há maus da fita como antigamente.

O Comboio Vence a Distância

Se dúvidas fossem tidas!

Não deixa de ser sintoma da debilidade mental de uma larga maioria de portugueses o facto de muitos “amigos dos comboios”, parasitas e outros vermes se terem já organizado em cortejos fúnebres para enterrar um comboio… VIVO! Bando de filhos-da-puta.

Sugestões para o Verão – Ouvir Clara Pinto Correia na Antena 1

A1 CIÊNCIAA título de exemplo, ficam aqui partes do último programa, emitido no passado dia 5 de Julho, sobre as inquestionáveis vantagens do pepino:

  • Extremamente “útil nas hortas e na jardinagem” para evitar pragas. Único rival à altura: o sapo.
  • Amigo da “vaidade das mulheres”, colocando uma rodela de pepino em cima de cada olho. Recomenda-se “ambiente quente e húmido” para ajudar o restauro da pele dos olhos.
  • Usando-o ao “serviço da felicidade, do bem-estar e da manutenção do organismo feminino”, usando-o “untado com uma qualquer forma óleo como forma de manter os músculos vaginais activos e flexíveis depois da menopausa”. Um pepino “usado todos os dias um certo número de vezes  foi considerado, desde o tempo do antigo egipto, como a melhor forma para a mulher mulher manter a sua zona pélvica devidamente tonificada, equilibrada, preparada para se manter em funções depois da menopausa.”

Programas acessíveis na página do program A1 Ciência, estando o áudio deste programa em particular  aqui.

Moody’s, amor com amor se paga

pedofilia

…ensaio destemido….mas necessário….para pais e avós…

Quem lê os meus textos sabe bem que tenho arremetido contra um facto sexual, punido por lei, o abuso sexual de menores por parte de adultos que apenas procuram o seu bem-estar sexual e emotivo, violando crianças que nem têm desenvolvimento emotivo nem intelectual para entender o que acontece. Apenas sofrem fisicamente no minuto do facto, desenvolvendo, emotivamente uma desconfiança nos adultos que não conhecem. Acaba por ter uma vida adulta dura, triste, desconfiada, como tenho analisado em outros textos sobre a pedofilia. Após ter revisto a minha própria produção sobre o agir pedófilo, após rever as provas que tenho, concluí que o abuso de menores é um crime que merece prisão para quem o comete, e atenção psicológica para quem o sofre. No meu livro Yo, Maria del Totoral, publicado no Chile pela Editora da Universidade Autónoma de Chile, 2008, e em Portugal por Estrolabio, 2011, reparei que é um facto que acontece ao longo de muitos anos e nunca tinha sido considerado lesivo nem criminoso. No caso da rapariga abusada em Maria del Totoral, acaba por viver uma vida de vergonha, especialmente porque, quem abusa dela é o irmão da sua mãe, com o saber e consentimento dela. Não apenas esse saber, como a punição da rapariga se não faz o que a sua mãe manda. [Read more…]

A árvore mais velha de Portugal

árvore mais antiga de PortugalAté hoje, eu fazia parte dos que pensavam que a oliveira mais velha de Portugal se situava em Pedras d’el Rei, perto de Tavira, árvore dentro da qual estive – literalmente – algumas vezes.

Hoje fiquei a saber que existe pelo menos uma árvore – outra oliveira – ainda mais velha, em Santa Maria da Azóia. Os números impressionam: 10,15 metros de perímetro na sua base, 7,60 por 8,40 metros de diâmetro de copa e 2850 anos de idade, 640 aniversários mais do que a de Tavira.

Tamanha longevidade não me espanta. Espanta-me, isso sim, que tenham resistido a tanto pato-bravo e tanto construtor civil nos últimos 50 anos. É fantástico.

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Obrigado Moody’s

LixoTenho ouvido cobras e lagartos por causa da Moody´s ter classificado a dívida portuguesa como lixo mas acho que estão todos errados e não vislumbram o bem que empresa fez à nação. Em primeiro lugar, o lixo deita-se fora ou recicla-se, levando a que algo incomodo deixe de chatear, ou até seja transformado em algo útil. Temos assim legitimidade para fazer desaparecer o buraco das nossas contas, algo que os governos anteriores procuraram fazer com os habituais truques de contabilidade mas sem que lhes fosse reconhecida legitimidade para tal. Agora, se um estrangeiro nos diz que podemos chapar fora este lixo, então é porque tal se pode de facto fazer.

Em segundo lugar, todos nós sabemos que quanto mais alto se está, maior será a queda. Ora bem, em Fevereiro (sim, há cinco meses apenas) o nosso governo fartou-se de gabar o excelente estado das contas públicas, que até tinham um excedente orçamental, e foi o que se viu. Sempre a piorarmos, sempre em queda. Agora a Moody´s veio dizer que estamos no lixo, que batemos no fundo, pelo que, a partir daqui, será sempre a subir. Só boas notícias para animar esses medrosos dos mercados, da bolsa e dos investidores.

Vá, agradeçam a quem nos ajuda, vá lá.

Falar, entender


As crianças, vêem, ouvem e calam, especialmente em dias como estes, em que tudo está a mudar e nós devemos seguir essas pegadas para ultrapassar a miséria.

A criança fala, mas não entende do mundo dos mais velhos, menos ainda de finanças, acordos partidários e convénios políticos e sindicais. [Read more…]

A dívida pública e o lixo. Pensam o quê?

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pensam o quê?!…