Provavelmente ficamos na mesma

Por outro lado, depois de se ter aliado à direita para derrubar o governo do PS e provavelmente abrir o poder à direita, é evidente que o BE escolheu o seu caminho -como sempre, contra o PS.

Vital Moreira, depois de Almeida Santos, coloca a derrota do PS no campo da probabilidade mais que provável, e começa a lançar as culpas para cima dos outros usando a metáfora do tapete, que tal como a outra, a dos partidos que teriam servido de muleta, choca com a realidade onde o PS foi a cadeira de rodas da direita. A encenação PEC IV apenas engana os distraídos: José Sócrates escolheu o último momento em que ainda vislumbrou hipóteses de ser reeleito.

Pela forma como governou durante estes anos, por ter chamado os agiotas do FMI em socorro dos banqueiros que sempre governaram este governo e os que o antecederam. Por aquilo que sempre foi enquanto político: mentiroso compulsivo, campeão da demagogia e da imagem, da supremacia da comunicação na forma esvaziando o conteúdo da mensagem. Destruiu a escola pública, continuou a privatização da saúde, retirou direitos básicos de quem trabalha, engordou os do costume, numa contínua traficância entre sucateiros e construtores civis. [Read more…]

Sócrates declara que irá impor medidas de austeridade

Sócrates promete: “Não serão precisas mais medidas de austeridade”

Aprender línguas exige algum trabalho, mas a prática permite, verdadeiramente, a criação de uma segunda natureza. É por isso que, ao fim destes anos todos, consigo ler com fluência em Inglês e é também graças à prática que estou apto a perceber o que, efectivamente, quer dizer José Sócrates.

Confesso que nem sempre foi assim: há uns anos, por falta de atenção, pensava que as acções de José Sócrates iriam corresponder àquilo que prometia. Ao fim de pouco tempo, percebi que o ainda Primeiro-Ministro prefere exprimir-se através de um mecanismo semelhante à ironia: promete o contrário do que irá fazer.

Tal defeito na linguagem poderá derivar de desonestidade, de mitomania ou poderá ser apenas um problema na fala que terá como única terapia a derrota nas urnas. É por entender plenamente a linguagem do líder socialista que tenho alguma esperança quando o ouço dizer que vai ganhar as eleições.

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Em 1986 Álvaro Cunhal confrontou-se com a inevitabilidade da opção entre a candidatura de Freitas e a de Mário Soares. Para ultrapassar o melindre da situação convocou um Congresso Extraordinário do PC, recalcando o ódio quase ancestral que dedicava ao PS e a Mário Soares. Desse congresso saiu a deliberação de votar em Soares, traduzida na expressão “quando forem votar, tapem a cara com a mão esquerda e votem com a mão direita”. Neste momento enfrentamos um dilema em tudo semelhante. Ou votamos no PS e teremos um governo dirigido por Sócrates, ou votamos outra coisa qualquer e teremos um governo presidido por Passos Coelho concretizando o sonho da direita de “uma maioria, um governo, um presidente”. A decisão acaba por ser simples.

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Afinal, o que foram fazer à troika?

O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista foram criticados por não se terem reunido com a troika. Sinceramente, pareceu-me que essa atitude tinha mais prós do que contras. Face àquilo que se está a passar, começo a deixar de ver os contras.

Agora, os dois partidos que, para além do PS, assinaram o memorando aparecem surpreendidos ao saber que o documento que subscreveram não corresponde exactamente ao texto aprovado no Conselho Europeu.

CDS e PSD clamam que o Governo não os informou das alterações, o que é negado por Sócrates, o homem que, nas palavras elogiosas de Paulo Portas, “tem contactos curtos e intermitentes com a verdade.” Passos Coelho, por outro lado, assume que, seja como for, o novo texto será cumprido, deixando a impressão de que quaisquer outras alterações serão, ao mesmo tempo, criticadas e bem-vindas.

O governo, ao não informar o país e os partidos, está apenas a ser coerente, pelo que se impõe a crítica à sua actuação. Outra pergunta, no entanto, se impõe: o PSD e o CDS não se sentem igualmente desrespeitados pela troika? Se houve negociação e assinatura, não deveriam os dois partidos criticar a instituição que, pelos vistos, faltou à palavra? Ou será que, afinal, essa assinatura serviu apenas para marcar presença e ficar na fotografia, na esteira de Durão Barroso nas Lajes? Afinal, o que foram lá fazer os meninos?

Porta entreaberta

Contrariando o pessimismo do Sr. Almeida Santos, no noticiário da uma da tarde, José Sócrates fez questão em elogiar o CDS e Paulo Portas. Não conseguindo tirar um coelho da cartola, aproveita para entreabrir uma porta.

Está-se mesmo a ver…

Bosquímanos alcançam Marrocos

O grupo de bosquímanos que tinha sido contratado pelo PS já tinha alcançado Marrocos, duas horas depois de terem partido da África do Sul, quando soube que os responsáveis pela campanha estavam a fazer desaparecer todos os imigrantes que tinham participado em comícios socialistas nos últimos dias.

No vídeo que se segue, um dos assessores do partido pede desculpa pelo incómodo causado. O chefe do grupo, no entanto, mostra, no fundo, algum alívio: “De qualquer modo, já tínhamos ouvido dizer que Portugal era um país muito pobre e íamos estranhar a ausência dos luxos a que estamos habituados.”

Bosquímanos contratados para a campanha do PS

Depois do sucesso que os militantes indianos do PS fizeram no recente comício em Évora, os responsáveis pela campanha do partido de José Sócrates resolveram recorrer à contratação de indígenas de outros continentes.

Assim, a possibilidade de recorrer aos serviços prestados por bosquímanos está a ser avaliada com grande interesse, uma vez que, graças à sua resistência em percursos longos, será possível dispensar o aluguer de camionetas, para além de que poderão, pelo caminho, utilizar as suas capacidades de caçadores-recolectores, o que permitirá reduzir as despesas, em comparação com outros povos habituados a luxos. O único problema encontrado está no facto de que a linguagem primitiva dos bosquímanos ser, ainda assim, mais rica do que a variedade argumentativa de José Sócrates.

No vídeo que se segue, e de acordo com o gabinete de línguas africanas do Aventar, um dos bosquímanos contratados pelo PS está a incitar os companheiros para que se despachem: “Vamos lá, que para a semana já está marcado um comício em Bragança!” [Read more…]

Afinal Há Cartazes

CARTAZES PARA QUE VOS QUERO
Sobre cartazes e sobre eleições escrevi em devido tempo AQUI (este com reposição aqui) e AQUI.
Estas eleições em crise económica foram aproveitadas pelos três maiores partidos para se mostrarem solidários com o País, e dizerem a quem os quis ouvir, que nas suas respectivas campanhas não iriam usar os ditos.
PSD, PS e CDS, fartaram-se de o dizer em voz alta e bem explicada.
A campanha começou e logo alguém gritou : – O rei vai nu.
Com efeito, começaram a aparecer já cartazes de propaganda eleitoral de um destes partidos, o PS.
Apanhado com a boca na botija, de imediato os seus dirigentes se apressaram a desmentir o que tinham dito.
Afinal este partido vai ter cartazes eleitorais espalhados pelo País.
Mas, surpresa porquê? A gente conhece muito bem, de gingeira até, o chefe destes senhores, o homem que arrasou Portugal!

Novas Oportunidades: Bloco de Esquerda ao lado do PS

O Bloco de Esquerda volta a escolher a má companhia do PS, ao participar na defesa acrítica das Novas Oportunidades. Será eleitoralismo? Será uma atitude instintiva, face a aparentes ataques aos desfavorecidos? Será crença sincera? Seja como for, é a escolha do facilitismo, é o elogio da lágrima obscena de Sócrates, é querer estar ao lado de duas figuras sinistras como Luís Capucha e Valter Lemos.

Embora não acredite na sinceridade de Passos Coelho, desgosta-me saber que Cecília Honório, deputada do BE, se limite a usar argumentos que conseguem descer ao nível de Sócrates (ou mais abaixo), transformando as críticas a um sistema num “atestado de burrice” passado aos milhares de trabalhadores que passaram pelas NO. O próprio Francisco Louçã já havia iniciado esse caminho no debate com Passos Coelho.

Nesta caixa de comentários, tive oportunidade de concluir que não é obrigatório comungar deste dislate do Bloco para se ser de Esquerda. Ainda bem, mas não deixa de ser preocupante. Entretanto, na mesma caixa, vale a pena ler o testemunho do leitor António Monteiro.

Sócrates, Passos e “ses”

Sócrates diz que quem ganhar as eleições “é que vai para o governo”. Uma verdade de La Palisse. Mas como e em que circunstâncias? É que existem demasiados ses para tantas certezas. Se o PS e o PSD se encontrarem numa situação de empate, decerto terá a responsabilidade de formar um governo, quem conseguir obter uma maioria parlamentar. Com o CDS, evidentemente. Não nos admiremos muito, se Paulo Portas obtiver para o seu Partido o melhor eleitoral desde as eleições de 1976, quando arrebanhando 15,98% dos sufrágios, o CDS conseguiu eleger 42 deputados. É que verdade seja dita: o PC e o BE auto-excluem-se de qualquer executivo ou maioria parlamentar que tencione cumprir o Diktat (vulgo Memorando) celebrado com as instâncias representadas pela Troika-Regente.

Pelo evoluir da campanha que se prevê iconoclasta, logo veremos em que atoleiro o sistema se enterrará, para grande gáudio de Belém. A guerrilha que os cavaquistas têm imposto a PPC, deve querer significar algo.

Uma outra questão, será saber o porquê de tanta ansiedade em manter o poder.  Ainda haverá algo que convenha permanecer na penumbra?

PS e Educação: seis anos de ruína

A Educação não é um tema que, efectivamente, preocupe a maioria dos portugueses. Esse facto, entre muitas outras coisas, tem permitido que, no Portugal democrático, o défice educativo seja pornográfico, independentemente das muitas melhorias que se têm verificado.

Nos últimos seis anos, no entanto, conseguiu-se, até, o milagre de acabar com muito do que ainda ia funcionando nas escolas e o que era bom passou a medíocre e o que era mau passou a péssimo. Os dois governos dirigidos por Sócrates conseguiram alcançar o improvável: tomar uma larga maioria de medidas prejudiciais à Educação, algo comparável a falhar constantemente um alvo colocado a um metro de distância.

Os seis anos de políticas, por assim dizer, educativas corresponderam a uma acumulação de medidas lesivas da Educação apresentadas como modelares, graças a uma máquina publicitária que debitou avanços milagrosos, ao mesmo tempo que criava a hagiografia de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, exemplares lídimos do marialvismo político. Domar os professores e reduzir o défice a qualquer preço foram as bases das políticas educativas do PS.

O bombardeamento da Educação foi de tal modo gigantesco que se torna difícil apresentar uma visão de conjunto. Deixo aqui algumas notas dispersas, na esperança de contribuir para uma reflexão apurada até 5 de Junho. Peço desculpa se abuso da auto-citação, ao remeter para escritos mais antigos guardados noutro lugar na blogolândia, mas a verdade é que ainda não mudei de opinião.

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Os três documentos do memorando da troika

Possivelmente já leu, pelo menos na diagonal, o memorando da troika que traduzimos aqui no Aventar e este é assunto que, talvez, já lhe cause enjoo. Mas sabia que o memorando de entendimento entre o Governo e o FMI-BCE-CE é composto por três documentos? E que um deles foi o que permitiu a Louçã dar um arraial de porrada a Sócrates no debate da passada semana?

Até agora, praticamente só se tem falado de um deles, do documento “Portugal: Memorando de entendimento sobre  condicionalismos específicos de política económica” [MoU, abreviatura para Memorandum of Understanding]. Mas o próprio MoU refere os outros dois documentos, a saber o “Technical Memorandum of Understanding”  [TMU, Memorando Técnico de Entendimento] e o Memorandum of Economic and Financial Policies [MEFP, Memorando de Políticas Económicas e Financeiras].

E o que são estes dois documentos? [Read more…]

Os portugueses apreciam

A julgar pela sondagem que será hoje divulgada, apesar do país se encontrar em recessão…

O consumo energético nas escolas “intervencionadas” aumentou

A requalificação das escolas, através da Parque Escolar, é um dos tópicos enunciados por José Sócrates, quando quer demonstrar quão magnífica foi a sua governação. O vídeo que aqui é publicado já tem uns dias, mas merece ser visto e ouvido com muita atenção, porque será fácil chegar à conclusão de que estamos na presença de mais um exemplo de gestão danosa dos dois últimos governos.

A comunicação social, essa entidade difusa que substituiu o jornalismo, já não investiga, reproduz. Se investigasse, descobriria, por exemplo, que, no Grande Porto, há uma escola que passou a pagar por mês aquilo que pagava anualmente em água e luz ou uma outra em que a sala dos professores, a sala de trabalho dos professores ou a sala da direcção não têm luz natural, o que implica ter as luzes acesas todo o dia (o que não acontecia dantes).

O QUÊ PSD? Terrorista, o Sócrates? Ou Por Que Saliva Passos Coelho & Afins, os Sacripantas!

Assistimos a uma campanha PSD Sacripanta – com um Porta-Voz Sacripanta – com objectivos Sacripanta – de valor de Sacripanta. Mais palavras para quê? SACRIPANTA é a justa.  Quem se subjuga, agora, no silêncio, a Sacripantas, que se cale para sempre. Não venham depois bradar o Sócrates!! Ai o Sócrates! Não, não é o Sócrates, nem o terrorista, nem o mentiroso ( ó! que ridículo é o coro de Santos em desespero da Santa verdade, Y logo no Planeta Terra! Y com os condicionalismos da Condição Humana … ).  Os Sacripantas salivam Y todos fecham os olhos: o Sócrates!! Ai o Sócrates. O Sócrates é o PS! Y uma coisa é justa dizer sobre o Sócrates: no dia 23 de Março de 2011, Portugal só teve um Homem à altura da sua História: O Sócrates! O Sócrates que eleito numa maioria relativa, respeitou essa maioria relativa. Não teve foi quem o acompanhasse nesse respeito; os, agora, Candidatos Sacripantas colocaram-se à frente dos interesses do país. Sim. Há o Candidato José Sócrates Y há os Candidatos Sacripantas que salivam  por isto: [Read more…]

Eduardo Catroga é o melhor amigo de José Sócrates

 

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal poderá ser convidado a trabalhar nas Finanças do Porto.

Descoberto aqui.

 

Eduardo Catroga, que terá sido convidado para Ministro das Finanças de um futuro governo PSD, sempre deslumbrado com a modernidade, terá afirmado que o futuro da função pública está na mobilidade, não só espacial como funcional. O funcionário público do futuro estará sempre munido de uma tenda e de uma mochila, porque outros amanhãs poderão cantar. É claro que um governo que se proponha fazer isto àqueles que estão sob a sua tutela, será ainda mais permissivo face às empresas que, qualquer dia, mesmo na Europa civilizada, poderão dispor do direito de vida ou de morte dos seus funcionários

É certo que seria importante conhecer o contexto em que estas afirmações foram produzidas, mas já temos duas ideias absolutamente chocantes:

1. A absoluta falta de sensibilidade relativamente àquilo que é a vida das pessoas. Passará pela cabeça deste senhor que alguém que trabalhe em Setúbal tenha família em Setúbal? Saberá o homem que o Porto não fica propriamente a caminho do Portinho da Arrábida?

2. A ideia de que os funcionários públicos são profissionais indiferenciados e, no fundo, sem qualificações. Assim, um professor pode ser funcionário das Finanças de um dia para o outro, do mesmo modo se pode saltar de uma repartição de Finanças para uma sala de aula?

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A comunicação do Primeiro-Ministro ao país, feita na véspera da troika apresentar o memorando

o ilusionista

É de ler e ouvir o que Sócrates disse ao país sobre o que o não seria o memorando da troika e o que, depois, se veio a saber. Engana-me, que eu gosto.

Sem emenda

O Sr. Candidato e o Sr. Deputado, dirimiram as suas contas de balcão de carvoaria, interessando-se pelos remoques e responsabilização mútua de alegadas malfeitorias. Num país com dezenas de milhar de quilómetros quadrados de terras abandonadas, com uma costa subaproveitada e uma Zona Económica (pretensamente) Exclusiva ignorada e sem defesa, pois se vivêssemos em normalidade, teríamos 16 patrulhas oceânicos, 6 submarinos, 10 fragatas, aviação naval e uma frota pesqueira capaz de lançar redes em todos os oceanos, colocando-nos nos congeladores uma Pescanova nacional. Os dois convivas limitaram-se a escrever na água. Nada, nem uma ideia, nem uma frase que indicasse a esperança num projecto viável. Ignoraram o espaço lusófono, desconhecendo ou desinteressando-se da potencialidades do mesmo.  Com as cidades e os respectivos centros históricos a caírem aos pedaços, sem elevação falaram de betões, de carris chiques que não queremos nem podemos pagar e nem sequer um suspiraram acerca dos sempre úteis “grandes desígnios” que ninguém percebe como coisas atingíveis.

Definitivamente, esta gente – toda ela – já é passado. Com  um absurdo “empate técnico” na forja acesa à beira da estátua de Afonso de Albuquerque e alimentada pelo ambicioso interessado na fraqueza dos outros, já pouco há a esperar quanto a um projecto exequível e sem dúvida austero, mas com credibilidade.

Há 101 anos caiu sem defesa, o regime que na nossa longa História, mais se parecia com estes dias de descontentamento. Pelos vistos, mais tarde ou mais cedo, teremos uma reedição de acontecimentos.

Frente a Frente José Sócrates e Paulo Portas

Paulo Portas sente-se um pequeno reizinho e deve sorrir quando, ao espelho, acerta o risco do penteado. Ainda que o detestem, Passos e Sócrates, andam com ele ao colo.

Portas cresceu como político e sabe bem que, no quadro actual de futuro governo de maioria, o CDS vale mais do que a percentagem que virá a obter nas eleições vindouras. Por isso mesmo, Paulo Portas debateu com (como fez questão de vincar) o candidato José Sócrates. Este dirigiu-se ao sr. deputado.

Paulo Portas, com voz colocada e mantendo o registo, rebateu a cassete PS com imagens elucidativas sobre, por exemplo, a dívida externa portuguesa.

Sócrates, com aquela vozinha de menino de coro que se lhe conhece, já se dirigia ao dr. Paulo Portas entremeando com sr. deputado. Este respondeu-lhe com voz de futuro ministro: – Candidato José Sócrates, o problema não começou há seis semanas, mas sim há seis anos. O candidato José Sócrates vive na estratosfera.

– O sr. regressou agora à realidade, disse Sócrates, e sempre ignorou as necessidades orçamentais, preocupou-se apenas com a sua imagem eleitoralista. Rejeitou sempre as nossas políticas realistas.

– Sr. candidato, respondeu Portas, para dois candidatos debaterem têm que viver na mesma realidade e o sr. não vive na mesma realidade que a maioria dos portugueses. O sr. fez o PEC IV e faria o V, o VI, etc. porque se esqueceu do BPN, esqueceu-se do BPI…

– O Sr. também se esqueceu dos submarinos, dr. Paulo Portas, atalhou Judite de Sousa. [Read more…]

Sobre a participação de Teixeira nos Santos no One Man Show Sócrates

sócrates e teixeira dos santos - comunicação ao país sobre a troika

Sócrates pede à oposição “sentido de responsabilidade” e elogia Teixeira dos Santos (e comprova-se que Teixeira dos Santos ainda não foi para as Caraíbas ou para outro lugar distante da próxima campanha eleitoral).

 

Adenda
Se procura a tradução do  ‘Memorando do acordo estabelecido com o FMI-BCE-CE’, siga este link.

A mensagem de Sócrates ao país sobre a ajuda externa

Nota: Se procura a tradução do  ‘Memorando do acordo estabelecido com o FMI-BCE-CE’, siga este link.

 

Citando de memória, foi isto que Sócrates disse ao país:

Governo chegou a acordo hoje. É um acordo que defende Portugal. A imprensa andou a dar notícias especulativas. Não há mexida no subsídio de férias nem de Natal. Não há mais cortes na FP. Não é reduzido o salário mínimo. Cortes nas pensões a cima dos 1500 €. Aumento das pensões mínimas. Não é precisa revisão constitucional. Não há privatização na CGD. Não há despedimentos na FP. Saúde continua tendencialmente gratuita. Mantém-se a escola pública. Não é privatizada a SS. Nem alterações nas idades da reforma.  Ainda não pode adiantar detalhes [Se não é completo qual é a credibilidade disto?].

As principais 5 medidas são:

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Dia complicado para os pavões

The Dead PeacockSócrates vai falar ao país em S. Bento. No mesmo local onde deu à TVI a última entrevista. Dia complicado para os pavões.

 

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Vai anunciar que se vai demitir…

ups, isso já ele fez.

 

o pecador calimero

(imagem republicada)

Denúncia criminal visa Sócrates

Isto quando o dinheiro em caixa escasseia, todo o cuidado é pouco.

Foi ontem anunciado no Diário Económico, que Alfredo Castanheira Neves apresentou uma denúncia do foro criminal visando José Sócrates, por eventual administração danosa.

A base terá sido a tolerância de ponto dada à Função Pública na Quinta-feira Santa.

Se isto pega moda…

O grande maestro, José Sócrates Pinto de Sousa

Por SANTANA CASTILHO

Frederico II, O Grande, rei da Prússia, disse que “a trapaça, a má fé e a duplicidade são, infelizmente, o carácter predominante da maioria dos homens que governam as nações”. José Sócrates Pinto de Sousa, o grande maestro, ilustra-o.
Na farsa de Matosinhos, a que o PS chamou congresso, usou bem a batuta da mistificação e deu o tom para o que vai ser a sua campanha: ilibou-se de responsabilidades pela crise e condenou o PSD; tendo preparado, astutamente, a queda do Governo, ei-lo, agora, cinicamente, a passar para o PSD o ónus da vulnerabilidade que nos verga.
Como a memória é curta e o conhecimento não abunda, os hesitantes impressionam-se com o espalhafato e o discurso autoritário, ainda que recheado de mentiras. Porque em tempo de medo e de apreensão, a populaça não gosta de moleza.
O aviso fica feito: não menosprezem as sondagens. [Read more…]

O bode respiratório

Ainda hesitei.

Seguir a via religiosa neste post e usar a metáfora do beijo de Judas, que apontou o responsável por todos os males a troco de 30 dinheiros. Ou optar pela conjugação da metáfora caprina / desportiva, seguindo os ditâmes de Jaime Pacheco.

Optei pelo segundo. Aqui vai: José Sócrates já apontou o responsável pelo estado lamentável em que o país se encontra (depois da crise internacional, dos especulares, agências de rating e da oposição, claro). Senhores e senhoras, o culpado, o judas, o bode respiratório é Teixeira dos Santos. Sim, aquele ministro que um outro ministro fez questão de dizer, de forma clara e acintosa, que não tinha sido convidado para as listas de deputados.

Portugal processa Tintim: Oliveira da Figueira é um ataque ao Sócrates

No seguimento da interessante polémica em torno do processo contra a venda de “Tintim no Congo” por se considerar que se trata de uma obra racista e após a reflexão suscitada pela crónica de Manuel António Pina, penso que é de toda a justiça que o Estado português ponha Hergé em tribunal, tendo em conta que o autor belga terá usado a personagem Oliveira da Figueira para atingir o José Sócrates.

Na realidade, tirando o bigode tipicamente português, a careca lustrosa e a ausência de critério nas vestimentas, Oliveira da Figueira é, igualmente, alguém que anda pelo mundo a vender seja o que for. Se isto não é uma censura inaceitável ao Sócrates, não sei o que será.

“CDS, o voto que apetece!” (?)

Lembram-se do famoso debate entre Mário Soares e Basílio Horta? Ambos faziam o frete pro forma, pois o PS e o PSD de Cavaco Silva, eram aliados na reeleição de M.S. à presidência. A certa altura, Basílio Horta, um estulto conhecedor em matéria de negócios, atirou à cara de M.S. o caso Emaudio/Macau. Mais ainda, referiu-se ao seu contendor como “um padrinho”. Ainda hoje, retenho na memória a surpresa de Mário Soares, cuja face manifestava o choque de um murro no estômago.

Mas agora, sopram outros ventos na estória: José Sócrates anuncia que o antigo secretário-geral do CDS, o Sr. Basílio Horta, é candidato a deputado. Pelo PS.

Fica refeito o equilíbrio. O PS arranjou “o seu Nobre”.

* Na foto: Luís Beiroco, Adriano Moreira, Basílio Horta, Abel Gomes de Almeida, nos tempos do “grande CDS” de 42 deputados. Naquela altura, Basílio gritava nos comícios que “CDS é o voto que apetece!”

O Querido Líder


Por Santana Castilho

1. O laudatório congresso do PS definiu a identidade actual do partido: é uma confraria que não renega o Querido Líder (expressão feliz de um congressista, de inspiração norte-coreana, para designar Sócrates), mesmo que ele conclua a destruição do país, que iniciou há seis anos.
Invoco a carta aberta que nesta coluna dirigi a Sócrates, em 6 de Junho de 2005, quando a maioria o venerava e eu previ o que nos esperava, para não me surpreender o que lhe ouvi no congresso e nas massivas e insuportáveis intervenções públicas dos últimos dias.
Sócrates é um simples manipulador de responsabilidades e um vulgar trasfego de culpas. A autocrítica não se vislumbra nele. A impunidade que caracteriza a sua actividade política tornou-o cada vez mais arrogante e contumaz na prática de erros. O que nos conduziu ao desastre em que estamos mergulhados foram as políticas desastrosas dos dois governos que chefiou. Foi isso que o deixou sem saída. Para não perder a face, manipulador como é, escondeu-se atrás do PEC IV, que urdiu e negociou com os de fora, traindo os de dentro, sabendo, medindo e desejando as consequências. [Read more…]