E a doença, filho? O novo fascismo que nos pune com terramotos

o adeus à a Presidência do Chile

À memória da minha Pátria, esse país frio, chamado Chile,
que luta pela justiça que permita finalmente aliviar o luto, 41 anos depois, dia da mudança dos mandos e do perigo do regresso ao passado recente…

Acaba uma Presidência na dobrada mas não partida, República do Chile, e começa outra. Haverá mais doença?

Deixa, pequeno, tentar explicar o que é a doença. Talvez, com as minhas palavras. Essas que tenho sempre guardadas para ti. A doença, pequeno? Parece-me um estado.
Esse estado do corpo que nos retira de andar com os outros. Esse estado do corpo que muitos dizem ser um estado da alma. Esse estado do corpo que acaba por ser o que nos fere  e nos deixa sem horizontes. Esse estado do corpo, por vezes transitório, por vezes permanente, que retira de nós o desejo de fazer mais do que falar ou mal de nós por não estarmos activos – ou mal dos outros porque nos tiraram a alma. Estado do corpo que não passa, porque o corpo é apenas a carcaça dentro da qual as nossas ideias andam. E vivemos sujeitos a ela, a essa terrível palavra que denominamos doença. Da qual fugimos. Fugimos ao pensar, sempre, que o nosso estado ideal de vida é estarmos sempre bem, com o pensamento claro, o corpo direito e o trabalho a ser realizado. [Read more…]

Jardim nunca aceitará esta ajuda!

A Ordem dos Arquitectos e a Ordem dos Engenheiros pela escrita dos respectivos Bastonários, vêm dar uma série de conselhos técnicos a Alberto João no sentido deste não tornar a cometer as barbaridades de Urbanismo e Construção que cometeu no passado.

O drama da Madeira como já aqui escrevemos é uma oportunidade , como o Prof. Ernâni Lopes logo dois dias após, ensinou. O Turismo pode ser melhor, ter mais qualidade e mais-valias que atraem o turista que fica e consome.

Estes três técnicos credenciados colocam à disposição da Madeira e do seu povo conselhos que têm todo o sentido, até pelos resultados que, infelizmente, estão aí à vista de todos. Não se pode construir em leito de ribeira nem de cheia, não se pode construir em falésias que atraem o desastre, não se pode encher de betão uma ilha que se quer única para atrair turistas de qualidade e, sem medo da palavra, ricos!

Mas é certo e sabido que o Presidente da Região olha para esses conselhos como alguem que lhe quer tirar o poder de fazer sem olhar às consequências, são cubanos cheios de prosápia, mandem lá no “contenente” que na Madeira mandam os madeirenses, leia-se o Alberto João e os amigos! Quando saiu da toca, passada que estava a intempérie, aí estava ele para as televisões ouvir ” tudo túneis que foi o que se aguentou, não vou em conversas…”

Pois, o grande mal é não saber em que conversas deve ir…

Diálogos de café: o eixo da terra

-Eh, pá, finalmente um dia de sol. Já estava farto de tanta chuva.

-Pois é, parece que a culpa é do anticiclone dos Açores.

-Ouvi dizer que este ano está mais fraquinho…

-Mudou de sítio, pá, o problema é esse.

-Se mudou de sítio não sei, mas lá que tem chovido como o caraças, isso tem. Ouve lá, como é que o anticiclone mudou de sítio?

-Foi o sismo, acho que o do Haiti. Li no jornal que entortou o eixo da terra.

-Entortou o eixo da terra?

-Entortou o eixo da terra e, como ficou todo torto, o anticiclone saíu do lugar.

-Puxa, não admira que o tempo tenha ficado doido. Isto está cada vez pior.

-Já não há volta a dar. Como é que se pode endireitar outra vez o eixo da terra? Nem daqui um século.

-Porra!!! Estamos lixados, pá, a minha sorte é que já não me sobram muitos anos.

Sócrates em moçambique, Liberdades cá, PCP refém do sindicalismo, PSD procura Chefe

A viagem de Sócrates para Moçambique não só lhe permitiu a ele uma distanciação dos problemas daqui, mas também a nós uma distanciação dele. Foi a meu ver uma visita positiva, embora sem resultados espectaculares, tendo em conta que o português e a CPLP estão a tornar-se uma mais valia económica, e todas as viagens de todas estas personalidades aos diferentes paises desta área são sempre apports para reproduzirem e majorarem essa mais valia. O Instituto Camões ja mediuo valor económico da língua portuguesa e chegou à conclusão que 17‰ do Produto Interno Bruto de Portugal está relacionado com ganhos da língua.
No parlamento,  em Lisboa a Comissão de Ética continua reunir-se mas uma coisa já conclui e por ora só ouviu quase personalidades ligadas ao PSD.
Conclui que “não há duvidas em Portugal que a liberdade de expressão existe, ainda que com o Governo de Sócrates tenha piorado, mas todos concordam que nao ha em Portugal um problema generalizado de liberdade de expressão”. Já aqui o tinhamos dito. O problema da imprensa é de manipulação, não é de liberdade, mas isso já vem de trás, e todos os partidos têm responsabilidades nisso, desde o PCP no tempo do PREC, recorde-se o documento Veloso,ao CDS, passando pelo PSD e pelo PS. [Read more…]

Ainda a "santa" visita do papa

Nesta altura em que Portugal e o Sr. Presidente da República se preparam para receber Bento VXI na sua primeira visita oficial ao nosso país, mais algumas notícias de última hora são dignas de figurar no belo cartaz oficial, anunciador da vinda do papa. “Contigo caminhamos na esperança, sabedoria e missão”. Quanto a sabedoria, sabem-na toda. No que respeita à missão, ela é por demais conhecida. [Read more…]

Natureza, lucro, catástrofes

A natureza que dá lucro, causa catástrofes

Continua a ser-me difícil não desabafar sobre as catástrofes acontecidas durante estes pesados dias. Dias pesados, porque nem os sentimentos, nem o espírito nem o corpo são capazes de suportar as hecatombes ocorridas ao longo destes dias em diferentes partes do mundo. Sítios do mundo geograficamente distantes uns dos outros, unidos apenas pela parte mais pesada e difícil de suportar do ser humano, os sentimentos. Esses sentimentos ou emoções que comandam a nossa racionalidade, atributos que definem o nosso pensar e dizer, ou operação do espírito de que nascem as nossas opiniões ou juízos. Juízo ou discurso, argumento, proposição, observação dos acontecimentos que arrasam o nosso sentir ou aptidão para receber as impressões do exterior na nossa consciência íntima. [Read more…]

Os terramotos do Chile. Memórias apagadas

Vulcão Villarica do Chile, sempre em erupção


Primeiro um silêncio profundo. A seguir os cães ladram, antes, tinham cantado os galos, as galinhas gorgolejavam. As pessoas calam sem saber porquê. Um segundo de silêncio. Um segundo apenas, como se estivesse medido por um cronómetro. E a hecatombe aparece com um ruído ensurdecedor. Agarra-se a uma árvore, foge-se de um buraco que abre, não sabemos como, na terra ao pé de nós. Os gritos começam. Das pessoas. Os ateus rezam, as beatas falam em palavrões, todos tentam agarrar-se a todos, todos fogem de todos. Tenta-se andar, e gatinhamos, tenta-se correr e bate-se com a cabeça contra as pedras. Correr, mas para onde? Ai há outro buraco, um fogo aparece do fundo da terra, e foge não sabemos para onde. Prende-se a um prédio. Era a nossa casa, fica em cinzas, as pedras dos prédios abatem-se sobre nós, o céu fica obscuro se for de dia, vermelho se for de noite. Os nossos já não estão, procuramos e não os encontramos. Os carros, pesados, suavemente deslizam pelo asfalto até desaparecerem num buraco aberto na estrada. Há outros atrapalhados debaixo das marquises dos prédios que servem de garagem. Guardados para sempre. Sem utilidade, insubstituíveis.

A terra salta para cima, a terra mexe para a direita, a terra mexe para a esquerda. No meio, nós. Se a terra vai para a direita, tentamos balançar o nosso corpo para a esquerda num equilíbrio impossível. A senhora gorda corre como gazela nos seus sessenta anos, agarramo-nos ao seu traseiro, esbofeteia; o velho recupera a sua agilidade e salta entre passeio e passeio para não se afundar nas fendas da estrada. Os pássaros grasnam no ar em bandos, como se se quisessem esconder dentro das nuvens para não ver o horror de Dante que aparece na terra. Os mais amorosos acodem aos mais desvalidos. Queremos tornar a casa e refugiar-nos debaixo da cama. Casa não há, apenas um buraco que arde e nos engole se não formos resgatados pelos mais calmos que, em quatro patas, sim patas, começam a resgatar os eminentes desaparecidos, esses que nunca mais são encontrados. Centenas de pessoas morrem, as camas do hospital que ruiu, são levadas a correr para os buracos do que era uma rua. Os dos prédios do décimo quinto andar, atiram-se, em desespero ao ar, caída que mata, como mata ficar dentro do andar que cai sobre os seres humanos com outros seres humanos dentro. Pessoas que desistem da vida e se deixam estar no sítio em que não deviam. A gritada é impossível, não tem destino. Apenas um: o silêncio que aparece após os saltos da terra, essa que um minuto depois, tem uma réplica, os sons subterrâneos reaparecem e já não queremos mais. Ficamos deitados. Não falamos, não reagimos, não acudimos. A adrenalina paralisa o corpo. Olhamos par a natureza e geografia conhecidas, nada existe nunca mais. O meu vizinho vai-se embora em sangue, nada há para o ajudar que não seja a o sangue dos outros que o fogo consome e ardem. Como as casas. Como as estradas. Como os parques subterrâneos. Como a minha mãe, como o meu filho. O ânimo come o valor da vida.

Um minuto. Apenas um minuto. Quase um minuto se tanto. E a terra muda de lugar.

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Na Madeira já se sabia que ia acontecer, e aconteceu

Também sou dos que acha não ser quando se enterram as vítimas a melhor altura para discutir porque morreram. Não é um momento de serenidade. O problema é que em relação à tragédia que ocorreu na Madeira esta reportagem tem dois anos. E era antes que se devia ter discutido o problema. Em democracia claro, regime que um dia também chegará à Madeira.

via Spectrum

A Universidade abre-se às empresas

As Universidades de Évora e Aveiro criaram as chamadas ” cátedras patrocinadas” em que uma empresa apoia financeiramente, com “know How” e o saber da experiência de quem está no mercado, a investigação de universitários e de investigadores com provas dadas em assuntos com grande potencial económico.

É o caso das energias renováveis e da biodiversidade já com parcerias a funcionar. Agora vão avançar outras Universidades como a da Madeira, do Porto e da Católica com matérias segundo o interesse das empresas, centradas num investigador com trabalho importante e reconhecido que poderá ser estrangeiro e que com os meios assim obtidos, poderá rodear-se de equipamentos e pessoas altamente prestigiadas.

As empresas ganham notoriedade por estarem envolvidas em investigação credível que poderá levar ao desenvolvimento de novos saberes e tecnologias e fazer o trabalho de transformar a investigação pura em produtos e serviços de mercado e, quanto à Universidade, adquire um músculo financeiro que só por si não  conseguirá alcançar.

Em Aveiro trabalha-se activamente nas tecnologias  das telecomunicações de onde já saíram ideias e produtos comercializados em todo o mundo.

No Alentejo, pela mão de Rui Nabeiro já foi criada uma cátedra com o seu nome e já conseguiu chamar um dos nomes mais importantes em Ecologia e Ambiente (Miguel Bastos Júnior) para desenvolver investigação sobre três pilares: promoção da investigação em biodiversidade e alterações globais, formação avançada em ecologia e divulgação.

Felizmente que a Universidade fechada sobre si própria, como um “bunker” onde só entravam os considerados “pares” e de onde nada saía de novo, está a travar o passo e a dar lugar a uma Universidade aberta à sociedade civil, às necessidade emergentes e aos mercados em parceria com o mundo económico.

Só retirando do palco o peso desmesurado do estado e da administração pública é que o país poderá avançar na senda do desenvolvimento. Enquanto tal não acontecer, continuaremos a ter o lamaçal dos negócios ílicitos, dos administradores “criados” do poder político, da cumplicidade entre poder económico e poder político , e o país a empobrecer!

Economia, Liberdade e outros tremores

Hoje a TVI vai lançar uma grande reportagem do que pode acontecer se, em Portugal, tivermos uma tragédia natural como aquela que assolou o Haiti. Ora, numa altura como esta, em que estamos a ser assolados por outras tragédias, de índole económico, convinha qualquer coisa mais alegre.

Continuando neste tom negro da espuma dos dias, temos os dados económicos a piorar de dia para dia e o Rangel a vociferar em Estrasburgo pela Liberdade de Imprensa. Para melhorar, nada como os perigos da internet.

O Mundo está mesmo a ficar perigoso.

Contestatários de Coimbra sugerem acção popular contra juízes do Supremo Tribunal Administrativo que aprovaram co-incineração

Em conferência de imprensa, o advogado Castanheira Barros revelou que vai sugerir ao presidente da Câmara de Coimbra que avance com a acção contra os três autores de acórdãos recentes sobre esta matéria, exigindo-lhes o pagamento de uma indemnização correspondente a um euro por habitante do concelho por cada dia em que seja permitido à Cimpor proceder à queima daqueles resíduos em Souselas.

Em causa estão acórdãos do STA de 02 de dezembro de 2009 e de 20 de janeiro passado, ambos da responsabilidade dos mesmos três juízes, e que contemplam “argumentos contraditórios” – segundo o jurista.

Castanheira Barros adiantou ainda que o grupo de cidadãos está a ponderar instaurar também uma acção de indemnização por responsabilidade civil extracontratual contra os três juízes do STA.

Na base das acções está, segundo o jurista, “a imputação [nos acórdãos do STA] ao Tribunal Central Administrativo – Norte de uma tese que este tribunal não defendeu e a negação da evidência da não aplicação do princípio da precaução” na questão da co-incineração.

Na conferência de imprensa, Castanheira Barros adiantou que vai pedir uma audiência urgente ao presidente da Câmara e sugerir-lhe também a adopção de medidas conjuntas de combate à queima de resíduos, nomeadamente no que diz respeito à vigilância dos veículos que os transportam para a fábrica de Souselas.

“Vamos também alertar os grupos parlamentares da Assembleia da República de que Coimbra não pode ser sujeita a esse atentado ambiental e que o projecto-lei para suspender a co-incineração deve ser discutido o mais depressa possível”, acrescentou.

Como já é habitual estivemos presentes na Conferencia de Imprensa, uma vez que sempre nos batemos contra este atentado ambiental.

A Câmara Municipal de Lisboa destruiu o Saldanha


O edifício da primeira imagem, foi sede de campanha de Soares em 86 (primeira e derradeira vez que votei em alguém para esse encargo). A porta principal já foi emparedada e se o casarão – miniatura do Palácio Foz – ainda não foi destruído, isso deve-se, creio eu, ao facto de o Instituto Rubinstein estar em funcionamento. Este palacete deve ser preservado e aqui apelo aos drs. Mário e João Soares, no sentido de procurarem evitar o desaparecimento desta casa que um dia, fez parte da sua história.

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Absolutamente!

A lição do Haiti

Capitais macrocéfalas, em cima de falhas tectónicas são de evitar.
Portanto, está na hora de começar a evacuar Lisboa.

Por Gabriel Silva no Blasfémias

A radioactividade pode ser benigna

Ontem iniciamos esta conversa, tendo como pano de fundo o livro “Radiation and Reason” do Prof Wade Allison da Universidade de Oxford.

Sustenta este físico que os desastres de Hiroshima, Nagasaki e Chernobil foram a pior demonstração da perigosidade da radioactividade em altas doses e, que isso, não deixa margem para dúvidas. O que não está demonstrado é o efeito das radiações em baixas doses.

A maioria dos especialistas acredita que a radioactividade mesmo em baixas doses e ultrapassando um determinado limite, pode influenciar o comportamento do nosso ADN. Segundo o modelo matemático linear, a exposição acima de certo limite tem efeitos, e quanto maior for a exposição, maior a probabilidade de indução de efeitos biológicos.

Contrariamente a este postulado, Allison considera que abaixo dessas doses não há qualquer efeito. Será que quando as doses são baixas não há essa proporcionalidade”? Este problema é um dos assuntos mais controversos para a ciência.

O Prof Wade defende que “há uma grande ignorância científica sobre a forma como os mecanismos do organismo reagem às radiações, pelo que o modelo linear adopta uma postura defensiva e de precaução” …” o modelo linear que não concebe a radiação sem riscos está na base da regulamentação em torno quer do nuclear, quer dos aparelhos médicos e industriais que utilizam radiação ionizante”, assim se encarecendo o progresso e se tornando mais dificeis as decisões dos políticos.

Esta percepção está a hipotecar o papel do nuclear em problemas como o aquecimento global e, a continuar assim, o nosso destino não será melhor que o do urso polar!(sic)

PS: bem me lembro quando eu e o meu irmão íamos ao médico e fazíamos exames de “radiocospia”. Além da minha dose levava a do meu irmão para ver as costelas dele…
E, já agora, o Radão, que enche de radioactividade as casas de granito nas Beiras…

A informação é que é nuclear e radioactiva

Como última fase do processo, a polémica lançada pelo livro do Prof. Wade Allison, questiona se a radioactividade constitui, na verdade, um perigo extremo.

Face ao esgotamento das reservas das matérias primas que têm sido a base da energia em que assenta toda a economia moderna, e dos custos muito superiores que as chamadas energias verdes ainda apresentam e a sua pequena contribuição para a solução do problema global, levam os olhares a voltarem-se cada vez mais para o nuclear.

Esta discussão pode levar-nos a duas perspectivas: o medo acerca das radiações levou a um desenvolvimento por parte da indústria dos sistemas de segurança que são, de longe, os mais adiantados e, por isso, poder dizer-se que a forma mais segura de criar electicidade em grande escala é o nuclear; e que esta premissa irá fazer acelerar o renascimento em força da indústria nuclear, como já está a acontecer nos países de economias mais desenvolvidas.

Acresce, que as matérias primas continuam a estar num caso longe (Brazil,Venezuela…) e noutros casos em regiões onde espreita a violência e politicamente pouco estáveis.

O que há para já a sublinhar, é que é justamente nesta altura que aparecem físicos nucleares a defenderem que as radiações em baixas dozes não têm qualquer perigosidade, e a serem lançados livros como “Radiation and Reason” com um impacto brutal na comunicação social.

É mesmo segura ou o desenvolvimento sustentado exige que tenhamos metido na cabeça que há que viver com o nuclear? A informação já está a interpretar o papel que lhe cabe!

PS: no “i” Prof Pedro Sampaio Nunes. Segue amanhã.

Desculpe, disse? – #3:

Eu preferia jogar no Brasil. Para mim era bom voltar, o calor ajuda muito.” Olha, olha, um que é adepto do aquecimento global…

Entretanto, o i descobriu o almoço

Megaprojectos – Alqueva serve para quê?

Reina enorme desilusão nos agricultores alentejanos. A água que é a base da transformação da agricultura de sequeiro em regadio, não chega aos campos, só meia dúzia de agricultores arriscaram avançar com os seus projectos, mas às escuras, sem saberem quando vão ter àgua, quanto custa, em que condições vão ter acesso à água.

O Estado afastou os interessados das negociações, dos projectos, as associações de agricultores lamentam nada saber para poderem informar os seus associados, para quem, aliás, a barragem foi construída. Mas é claro, que o verdadeiro poder é deixar as pessoas penduradas, sem informação, agora é a hora de negociar os campos de golf, as milhares de camas ali à volta da albufeira, escolher os melhores sítios.

Qual lavoura?

Ali está o provinciano “maior lago artificial da Europa”, sim, cá nunca se faz uma coisa ao nível do que precisamos, é sempre a ponte maior, com o arco maior de betão, e assim por diante, que a máquina do betão é preciso ser alimentada!

E agora querem implodir os estádios, os tais que tambem eram imprescindiveis…que será coisa que se calhar não têm coragem para fazer quanto a Alqueva, mas avançar com a rega, isso é que não, os agricultores podem ficar informados e terem planos, valorizar as suas terras, decidirem-se pela agricultura, produzirem azeite e tomate, frutas e flores, e porra, isto seria um desastre, lá se iam as importações…

A Neve em Portugal…e os tomates do Ministro

É nestes momentos que me torno crente. Foi mão divina, estou certo, que nos deu a alegria de ver um Ministro da Nação, ou seja, um alto administrador do Terreiro do Paço, literalmente preso numa das nossas auto-estradas do interior por causa da neve. Deus seja louvado!

Ao contrário do que pensam os senhores de Lisboa, a neve não é um fenómeno raro nas seguintes auto-estradas: A7, IP4, A24, A25. A estas podem somar todo um vasto conjunto de estradas nacionais e municipais nas zonas do Gerês, Alvão, Marão, Serra da Estrela, entre outras. O único fenómeno estranho é o corte das auto-estradas mal caem os primeiros flocos. Repito, flocos. Um fenómeno português. Mas para que não se pense que estou a falar de cor, aqui vai um exemplo: a auto-estrada galega denominada de Auto Pista das Rias Baixas. Todos os anos, ou quase, na zona de Puebla de Sanabria, os nevões (daqueles a sério) sucedem-se. A auto-estrada raramente é fechada por um motivo simples: existem cerca de 8 camiões limpa-neve, uma força policial devidamente equipada e uma consciência clara da necessidade de ter meios para combater o fenómeno, tão típico das zonas interiores do Norte e Centro da península ibérica.

E nós? Somos uma vergonha cujo exemplo máximo se chama Serra da Estrela. Ao primeiro nevão: acesso à torre fechado. É por isso que já dei para esse peditório e sempre que quero passar uns dias na neve fujo da Serra da Estrela como o diabo da cruz. O amadorismo é de tal ordem que só os crentes acreditam em passar férias de neve em tal inferno. Quando vejo os autarcas da região falarem na aposta no turismo de neve na Serra da Estrela riu a bom rir. Como? Sem meios de limpeza das estradas? Sem forças policiais devidamente equipadas e preparadas? Só em sonhos.

Todos os meses utilizo a IP4, a N101 e a A24, todos os anos (ou quase) por esta altura (ou por alturas do Natal e do Carnaval) existe a forte possibilidade de nevar. Felizmente utilizo um veículo com tracção às quatro rodas, dos a sério (baratos, feios e maus) não os da moda (os SUV cuja maioria nem tracção às quatro quanto mais redutoras) e por isso lá vou circulando mas sabem uma coisa? Tenho reparado que, tirando um velho e vetusto limpa-neve na IP4, nunca vi os chamados meios de limpeza de neve. Nem cheiro nem rasto. Uma vergonha.

Mas agora que o Senhor Ministro e a sua comitiva ficaram retidos na auto-estrada por causa da neve, certamente com os tomates regelados, pode ser que se dignem a obrigar as concessionárias a investir em meios de limpeza e se acabe de vez com esta pouca vergonha. Só peço ao divino que não se esqueça de nós, meros utentes, e faça gelar todas as partes pudicas do ilustre representante da Nação e respectiva comitiva. A bem da Nação.

Portugal no seu melhor.

Neve: última Hora

É só para vos informar que está a nevar na Areosa, em Pedrouços e na Maia.
Continuação de Bom Domingo.