Nuno Melo, nem hoje, nem nunca

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Apesar de ter todas as condições internas para ser o futuro líder do CDS/PP Nuno Melo afasta-se da corrida à liderança do seu partido. Confesso que nem tomei muita atenção aos argumentos apresentados porque sempre achei que assim seria.

Nuno Melo não vai ser candidato agora, nem nunca à liderança do CDS. Esta é a minha convicção. Ainda bem que o próprio tem consciência das suas próprias condicionantes. Infelizmente muitos não tem esta lucidez. A ambição tolda a muitos o bom senso e o pensamento. Penso que faz bem apoiar Assunção Cristas, mas também não lhe restaria outra opção.

E com esta nova liderança parece-me que o partido vai afastar-se da linha PP centrando-se mais no plano ideológico do que foi no passado o CDS. Um partido menos liberal e mais democrata-cristão.

Assunção Cristas critica colegas de governo

“Inspirei-me em Jesus, que nunca teve medo de se meter com gente pouco recomendável”

Levanta a Crista(s), engole um sapo

Cristas A

No telejornal da TVI do passado Sábado, a dirigente do CDS-PP Assunção Cristas era a ilustração perfeita do momento ressabiado e desorientado que a direita radical e ultraliberal vive nos dias que correm. A milhas do seu registo habitual, sereno e austero, a centrista estava visivelmente irritada, falava num tom que roçava o agressivo e repetia freneticamente os sound bites do momento da narrativa simplista pós-eleitoral do PàF: “ganhamos”, “o PS perdeu” e “CDU e o BE são anti-europeus”. Que erecta que estava a crista da Cristas! Cruz-credo!

No meio do histerismo, de forma calculada (ou não), Assunção Cristas acusava António Costa de não ter seriedade ou honestidade intelectual, algo que, vindo de uma fiel discípula de Paulo Portas, não deixa de ter a sua dose industrial de ironia e humor. Contudo, e caso Costa aceite o convite de Passos Coelho para integrar um governo com a coligação, não será difícil para Cristas engolir mais este sapo e passar a partilhar as reuniões do Conselho de Ministros com o líder do PS e mais uns quantos artesãos da bancarrota. Afinal de contas, a corte de Portas é feita de mestres da dissimulação. Ou será que já nos esquecemos que a ministra Albuquerque, que hoje aparece em momentos tão íntimos e sorridentes com o vice-PM, foi uma das razões enunciadas pelo irrevogável para apresentar a sua “demissão” em 2013? De engolir sapos percebem eles. Cair do poleiro, com uma crista tão erecta, é que deve ser mais complicado.

Quando as elites nos tratam como canalha

Cristas

Não se trata de um caso isolado. É comum ouvir responsáveis políticos dirigirem-se aos portugueses com um discurso “infantilizador”, onde abundam expressões como “ter juízo”, a dicotomia do bom e do mau aluno ou o apelo à obediência autoritária sem direito a questões, não vá o corrupto de serviço mandar-nos de castigo para o quarto sem semanada durante 4 anos. As declarações de Assunção Cristas, a propósito da polémica da interdição da pesca da sardinha, este ano mais cedo do que em anos anteriores para desespero dos pescadores, é o mais recente caso em que um governante envereda por um discurso que nos remete para uma conversa entre uma mãe e o seu filho mal comportado. Para além do registo autoritário e grosseiro que o José Gabriel já aqui referiu, dizer que “se nós não nos portamos bem, se não cumprirmos aquilo que definimos por nós próprios e com o sector, corremos o risco de vermos de hoje para amanhã Bruxelas a determinar uma cota para a sardinha que certamente será mais penalizadora do que aquela que nós temos” surge em linha com o acima citado. Até porque, e façamos aqui um simples exercício, se retirarmos da frase a parte “se nós não nos portarmos bem“, a mensagem que a ministra pretende passar não perde sentido ou conteúdo. É exactamente igual. Mas existem hábitos que as elites não perdem, e o tom de superioridade face à plebe, esse, continuará a ser imagem de marca da casta. Até ao dia em que alguém a ponha de castigo também ou que a canalha passe de bicicleta, parta uns vidros e fure uns pneus.

Então sejemos fracos com a língua

É oficial: o governo reformou o verbo ser. O estado também ficará assim?

O Governo, os Cães e os Gatos

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Vamos imaginar que o apartamento é um duplex T6. Não pode ter 4 cães e 4 gatos? Bem, se for um T0 é mais complicado. E, já agora, os piriquitos, como é? É que fazem um barulho do caraças. Mais, e os maníacos das cobras, como ficam? Sem esquecer o problema das galinhas e mesmo dos coelhos que, como se sabe, são senhores(as) de forte capacidade de multiplicação.
E se em vez de folclore legislativo, o ministério do ambiente estivesse mais preocupado com as condições vergonhosas da maioria dos canis municipais e do abandono dos animais pelos seus donos? Já para não falar nas touradas e no problema dos animais de circo abandonados.
Isso é que era merecedor do meu respeito.

Cães

Governo quer permitir apenas dois cães por apartamento. Apartamentos defendem-se e querem apenas dois burros por governo.

Matar bombeiros é mais barato

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Ninguém pode garantir que os sete bombeiros não teriam morrido, se se tivesse cumprido a integração de 900 reclusos em acções de prevenção e vigilância dos incêndios florestais, como estava previsto no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para 2013.

Quem escolhe ser bombeiro sabe que arrisca a vida e quem já ouviu falar de vida sabe que não tem preço.

A referida integração dos 900 reclusos não se verificou porque o Ministério da Agricultura e do Mar considerou que os custos associados a essa medida não seriam “a melhor forma de executar as acções de prevenção estrutural na floresta sob gestão do Estado”. É em momentos como este que percebo a dupla ironia de uma expressão como “democrata-cristão”.

A propósito de incêndios, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, explicou que se trata de um “flagelo típico” de países como Portugal.  O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes explicou que há muitos “incêndios anómalos”, o que é flagelo e é típico.

Vivemos num país em que muitos dos melhores são bombeiros. Os piores estão no governo.

Foto encontrada em Bombeiros para Sempre

Demissão já!

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Na ausência de alguém que apareça a fazer a defesa do Gaspar, venho, com este post, fazer a defesa do mais incompetente Ministro que alguma vez nos apareceu à frente.

Ups. Sim, enganei-me!

Quer dizer, não me enganei – esqueci-me foi do Relvas. Vamos lá então – Gaspar é, depois do Relvas, o mais incompetente Ministro. Ah! Calma!

Esqueci-me da Ministra que despeja velhinhos – passaria, então, a escrever que Gaspar é muito incompetente, mas numa lista onde Relvas lidera, com a Assunção logo ali à perna.

Sim, eu também me lembrei daquele que era para ser Ministro da Economia, mas não me consigo lembrar do nome dele –  sim, aquele das oportunidades para os desempregados e dos pastéis  de nata.

Também há Nuno Crato, que segundo o Expresso fugiu para o Chile e Paulo Portas que foi para a Índia preparar o despedimento de funcionários públicos.

Será que há por aí alguém que consegue vir fazer a defesa destes incompetentes? Eu, juro (quem mais mente?) que tentei, mas fugiu-me a tecla para a verdade.

E, estou-me nas tintas para os calendários eleitorais ou para a existência de alternativa! Demissão, já e depois se verá!

Nota: claro que não me esqueci de Passos Coelho, adjunto do Primeiro-Ministro – tenho é pena dele, coitado! O que é que ele vai fazer depois de ser despedido? Vai continuar a ser um gestor competente como foi até agora?

E a Licença Parental, como vai ser?

Assunção Cristas está grávida!

Vamos ter uma remodelação no governo por causa da super-ministra?

Volta a Portugal em produtos agrícolas

Assunção Cristas alvo de um ovo.

Pontaria

É tudo uma questão de pontaria!

De qualquer modo é sempre a somar: foi o Crato, o Gaspar e agora a Farmgirl.

Preparem-se boys and girls!

Parece que o povo acordou!

“Tenho Uma Lágrima no Canto do Olho”

Sensibilizam-me, emocionam-me as palavras de Assunção Cristas, ministra do Ambiente.
A sério.

Pensar pouco sabe tão bem

A direita básica não quer pensar sobre o que se passou ontem no Pingo Doce. Prefere contentar-se com uma possível derrota dos sindicatos, opta por se congratular com o exercício da liberdade consumidora ou consumista numa homologia ansiada com o funcionamento dos mercados, acusa a esquerda caviar de olhar de cima para a povo que lutava, com toda a justiça dos deserdados, por poupar e antevê, gozosa, o regresso ao tempo em que os trabalhadores estavam proibidos de comemorar o Primeiro de Maio.

A sociedade faz-se, também, de simbolismos. Depois de milhares de anos em que nem os trabalhadores pensavam que tinham direitos, depois de eras sobre eras de pirâmides e conventos sofridos por muitos para glória de poucos, os proletários descobriram que tinham os mesmos braços, as mesmas pernas e o mesmo sangue dos faraós, dos reis e dos patrões. Deu-lhes para pensar que a vida não é só trabalho e que o trabalho só é produtivo se for doseado, mas levou muito tempo a obrigar a sociedade a convencer-se disso. É essa conquista que se comemora no Primeiro de Maio, independentemente de dever ser feriado, dia santo ou dia de trabalho.

O problema, ó dextros distraídos, com aquilo que se passou no Pingo Doce não está na justíssima vontade de pagar menos ou de vender mais. O problema está no desprezo progressivo pelos direitos, na absoluta falta de sensibilidade, na exploração comercial da miséria que se tem avolumado com a incompetência de governantes e opositores (como lembra, de modo lúcido e luminoso, o nosso Palavrossvrvs) e está, sobretudo, nas consequências imprevisíveis e previsivelmente explosivas. Entretanto, Assunção Cristas, pobrezita, assustada, talvez por saber que faz parte do problema, finge que o resolve, usando a lei como ilusão.

Pela parte que me toca, vou pensando e duvidando com o lado esquerdo. É o suficiente para não ficar descansado com o que se passou no dia 1 de Maio de 2012.

Assunção Cristas e a Lei Pingo Doce

Governo quer aprovar nova lei para evitar promoções inesperadas

Fantástico! Mais um exemplo como neste país se faz de conta que os problemas se resolvem com novas leis. A Ministra Pingo Doce é mais uma a legislar a granel.

É apenas incompetência

E tratando-se de Assunção Cristas, tende sempre para ser asneira grossa.

A hipocrisia

Taxa de Saúde e Segurança Alimentar Mais. Um novo imposto – poderia ser um aumento do IVA da alimentação – para parecer que é no interesse dos consumidores. Faz lembrar os ex-chips nas matrículas e que eram para aumentar a segurança dos condutores. Com o fim das SCUT, viu-se para que iriam servir.

Não chove?

Mande um sms!

Só lhes falta o vinagre

A ministra da agricultura e etceteras anunciou que

  1. os preços dos alimentos poderão aumentar por causa da seca e que
  2. haverá uma linha de crédito de 50 milhões para ajudar a vida dos porcos (nomeadamente, pelo apoio à pecuária, que privará os suínos da fome e da sede).

Em consequência, antevê-se que

  1. os hipermercados tenham uma desculpa para aumentar o preço dos bens alimentares, já que um representante dos agricultores afirmou que a tendência dos preços na produção é de baixa e que
  2. a banca agradeça mais esta oportunidade de negócio, desde que os agricultores já tenham conseguido pagar as últimas linhas de crédito criadas para tapar problemas anteriores.

A política portuguesa está, portanto, no momento linha de crédito, saído do baú das soluções recorrentes que nada resolvem. Já tivemos o momento aumento de impostos (repetição Sócrates 2005+etc.), o momento obras públicas é que nos salvam (repetição Sócrates Parque Escolar+Aeroporto Beja+autoestradas+etc.) e, claro, o momento nomeações não poderia faltar. Falta o arrogante azedume e o delírio do excedente orçamental para que ambos os governos se confundam. Ah!, sim, faltam as causas fracturantes. Ai, as causas fracturantes que entretiveram uma legislatura. O tempo dirá se também aí virão os momentos paixão educativadeslumbramento tecnológico e  ópramim tão verde tenham lá paciência com a factura da EDP.

EDP e a Escravatura Amarela

É tudo um sonho mau.

Conhece o Vale do Tua?

CRISTINA SEIXAS
Conhece Belo Monte? e o Vale do Tua? Não temos pronuncia “adocicada” mas temos, na mesma gente com alma.
Aos poucos, a nossa alma,  vai ficando vazia, devastada por cada terraplanagem, por cada abate, por  cada dia que passa
As fragas aqui “sussurravam” silêncios, agora “gritam” dinamitadas pela mão suja dos interesses podres dos Senhores deste país…Para quem durante toda a vida trocou “olhares ” com esta paisagem, agora dói, uma dor que vem do fundo, de quem nos está a mexer nas entranhas, sim dói como se nos arrancassem a alma. Só não percebe isso quem não conhece, porque quem não conhece não pode gostar, não pode defender. Só assim nos podem chamar de “radicais”, sim, viver cá entre explosivos e com esta dor que devasta virou radical…
Porque é que as figuras públicas portuguesas não nos ajudam? Somos portugueses…dá trabalho? Fica mal? Não é “fixe”? Somos “portuguesinhos” esquecidos? sem coragem? Onde está o orgulho na cultura, no património, no ambiente, nas nossas gentes, na nossa história? O Tua tem tudo isso e muito mais.
Há anos que gritamos para não nos matarem o Vale do Tua, não nos matem!! ACORDEM!!!! Venham ao Tua, falem do Tua, O TUA precisa de AJUDA!!!
Sábado juntem-se aos movimentos de cidadãos e ambientalistas às 15 horas em Foz Tua, VAMOS DAR A CARA PELO VALE DO TUA enquanto é tempo.
O silêncio e a inércia é a maior cumplicidade deste crime.

A ministra do humor

A preocupação com o Ambiente tem a ver com a forma como consegue fecundar todas as outras áreas da governação.

A afirmação não é do Bruno Nogueira, é de Assunção Cristas e consta de uma longa entrevista que o Público dá hoje à luz. Confesso que fiquei pasmo. Imaginei o Ambiente, qual abelinha esvoaçando pelo Conselho de Ministros largando pólen no receptáculo do Gaspar e na gravata do Álvaro, ambos inebriados de comoção ambiental. Vislumbrei o Mexia e o Catroga gesticulando furibundos enquanto gritavam: Não me fecundem as barragens que nós chamamos os chineses. Pareceu-me ouvir Passos Coelho explicando serena mas firmemente a Paulo Portas que há limites numa coligação, e que se pode ir para lá da troika mas convém não exagerar.

Ultrapassados estes devaneios, desci à terra e lá entendi. Numa  entrevista em que se afirma disposta a mexer na lei dos solos acabando com as mais-valias urbanísticas, dar a terra a quem a quer trabalhar e resolver o cadastro rural, a ministra, inteligente, deixou esta chave que nos permite a descodificação do discurso: vai mudar de ramo, dedicar-se ao humor, o Bruno tá tramado e os Gatos Fedorentos que se cuidem ou ela papa-lhes o contrato com a Meo. Estamos fecundados.

Ao cuidado de A. Cristas, ministra da Fé na Chuva

A net é como a farmácia, há de tudo e para todos. Fui dar com este vídeo, um mashup de Rain Song dos Day of Fire, com imagens de Jesus retiradas de uma série intitulada The Living Bible.

Eu, ateu confesso, te ofereço, Assunção, neste Domingo, com votos de muita chuva. Amen.

O impacto da Linha de Alta Tensão Tua – Armamar (400KV) no Douro Património Mundial


Termina amanhã o processo de consulta pública relativo à Linha de Alta Tensão Tua- Armamar – 400KV, a construir no âmbito da Barragem da Morte, isto é, a Barragem do Tua. Para todos os inocentes que dizem que a Barragem será construída fora da zona classificada, eis a prova de que todas as infra-estruturas adjacentes, necessárias para o aproveitamento da Barragem, vão afectar profundamente o Douro.
Os pareceres ou opiniões devem ser enviados ao Director da Agência Portuguesa do Ambiente através dos e-mails geral@apambiente.pt ou aia@apambiente.pt ou por correio postal registado. Mesmo que em momentos anteriores, no decorrer de outras participações públicas, ter havido estranhos “problemas informáticos” que não permitiram a recepção de centenas de participações.
Está iminente a perda da classificação do Douro como Património da Humanidade, embora não possa revelar de imediato o ponto a que o processo chegou. Não me arependo do que fiz. Que Passos Coelho, Assunção Cristas e Francisco José Viegas saibam assumir todas as consequências das suas atitudes.

 

Pelos Vales Durienses Ameaçados

Celebração do 1º de Dezembro (5ª-feira, feriado) – 
14h00 – Grande Auditório do Centro Cultural de Mirandela
O RENASCER DO PODER LOCAL (com Homenagem ao Autarca José Silvano)
(org. IDP e COAGRET)
14h30- 15h40 – As Causas do Poder Local
15h40 -16h00 – Perspectivas do Poder Local
16h00-16h15 – Um Testemunho: José Silvano (CM Mrd)
16h15-16h30 – D. Duarte de Bragança – O 1 de Dezembro e o Poder Local
16h30: Manifestação de velas pelo comboio em Trás-os-Montes, contra a barragem de Foz Tua (coord. MCLTua) percurso: Centro Cultural – Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela, dia 2 (6ª-feira) – canoraft* no rio Sabor (Sto. Antão – Cilhades) c/ a MAPAventura e visita a moinho activo (Paradela, com A Pantorra)
dia 3 (sábado) – rafting* no rio Tua (Sobreira – S.Lourenço – Foz) c/ a BastoRadical e jantar em Foz Tua
dia 4 (domingo) – percurso na Linha do Corgo (com o MCLCorgo) e concentração na Estação de Caminhos de Ferro da Régua
* inscrições obrigatórias (c/ pagamento antecipado):
coagret.pt@gmail.com telm: (+351)969761301
inscrições no canoraft (rio Sabor) e rafting (rio Tua) são obrigatórias, limitadas: 12 lugares no canoraft (rio Sabor) / 30 lugares no rafting (rio Tua) e acabam 3ª-feira dia 29/11

Assunção Cristas Imita a EDP

Bom aluno é aquele que aprende depressa; depois de a EDP ter encerrado, à pressa e com uma desculpa esfarrapada e caduca, a sua página no facebook, desta feita é a vez de Assunção Cristas “Político, ministra do Ambiente cancelar a escrita de posts por parte dos visitantes da sua página.

A desculpa? – “A agenda preenchida continua a impedir-me de vir ao Facebook tanto quanto gostaria“. Não falta, entretanto, quem se queixe de ter visto a sra. ministra apagar comentários prévios a propósito do calamitoso Plano Nacional de Barragens. Ainda há semanas foi a vez de o ministro Miguel Macedo sair de mansinho do facebook… Estou esclarecido.

Património Mundial em Risco!

Afinal, o que tem a ministra do Ambiente a dizer sobre o assunto? ou é que se não existisse?

O Plano Nacional de Barragens Vai-Nos Custar 16,000,000,000.00 euros*

* dezasseis mil milhões de euros, com lucros garantidos à EDP, uma empresa a caminho de 100% de capital privada que, com a conivência da Entidade Reguladora do Sector Energético, se dá ao luxo de pagar 3 milhões de euros de bonus a António Mexia (2009).

O Plano Nacional de Barragens hipoteca seriamente a continuidade do Douro como Património da Humanidade; entretanto, a senhora ministra do Ambiente faz o que lhe compete: está calada porque, dizia, a barragem já tem um paredão imenso.

Isto de sermos governados por ignorantes é uma merda.

Assunção Cristas e a Linha do Oeste

Assunção Cristas (CDS/PP) destacou a necessidade de requalificação da linha para desenvolver o potencial turístico da região e também “animar” o porto da Figueira da Foz, com o aumento do transporte de mercadorias.
“Mais do que obras megalómanas, faz sentido ajustar o que temos e dar-lhe um novo fôlego”, defendeu a deputada, acrescentando que a modernização desta linha é uma opção mais “modesta, menos interessante para inaugurar, mas com maior impacto nas populações”.
A deputada centrista disse ainda ser “inadmissível” que um automóvel demore menos de uma hora a fazer o percurso, enquanto que o combóio precisa de duas horas e meia.

Gazeta das Caldas

Já sei: nessa altura ainda ninguém tinha descoberto o buraco (embora o BPN já fosse um caso), e não podemos viver acima das nossas possibilidades. Sucede que eu também não pedi um Plano Nacional de Barragens, nem tenho que andar a salvar bancos; mas pela Linha do Oeste assinarei o que for preciso.

Destruída pelas administrações ferroviárias nomeadas para dividir a privatizar a velha CP a linha só vai encerrar para os passageiros, já afastados pelos horários de maluquinhos (tipo paragem de 1 hora nas Caldas da Rainha “para reabastecer” quando as máquinas saem de Lisboa com gasóleo para 700km que certamente se evapora pelo caminho) e material circulante de museu, porque os comboios de mercadorias vindos das celuloses da Figueira não são pessoas.

A Ignorância Não Usa Gravata

Não, sra. ministra, não. A barragem de Foz Tua não tem ainda um paredão. Isso é a esperança verde da EDP.

Sra. ministra Assunção Cristas: antes de falar de matérias importantes faça, por obséquio, uma de duas coisas, informe-se com quem sabe ou contrate assessores letrados.

A bem da Nação.