Golpes que matam

67 anos a torturar em Euskadi até 2014.

Crónicas do Penedo I – A antena

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No tempo em que não existia TV Cabo e a televisão a cores era uma realidade um pouco recente, o meu pai decidiu comprar uma antena parabólica para termos alternativa ao elevado número de canais televisivos que a pátria oferecia: RTP 1 e RTP 2…

Na altura foi um acontecimento. De repente passei a ter, vejam lá, um canal de música (já não me lembro do nome a não ser que era qualquer coisa “europa”). Isso e alguns que durante a madrugada passavam umas coisas interessantes para maiores de 18. Nalguns casos, como diziam um amigo meu, era mesmo para maiores de 40… Depois veio a TV Cabo e nunca mais se utilizou a antena. Continua lá no alto do telhado sobrevivendo a custo a alguns temporais de inverno.

Até que um dia Espanha nos chama e lá vamos nós em trabalho por uns tempos valentes. De repente decides que vais ter uma parabólica pois não estás para fazer um contrato de fidelização de televisão por cabo e pagar uma fortuna todos os meses para levares com as melhores series americanas dobradas em castelhano…Ouvir Frank Underwood em castelhano é quase tão pornográfico como o “xiii cariño, xiiii” dos anos oitenta.

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Lionel Messi vai mesmo a julgamento por fraude fiscal

responder por três crimes, que resultaram num desvio de 4,1 milhões de euros da autoridade tributária espanhola. Que seja punido, devia ter vergonha na cara.

Governo Rajoy imita as piores práticas do PàF

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O Ministério do Interior espanhol usou a sua conta no Twitter para fazer propaganda eleitoral e promover Mariano Rajoy, colando o líder do PP a Adolfo Suarez e ao histórico momento da transição democrática. Estes PàFs espanhóis tendem a confundir os recursos do Estado com os dos seus partidos, como de resto foi acontecendo por cá com os seus parentes políticos: Paula Teixeira da Cruz usou dirigentes públicos para servir a campanha do PàFPires de Lima seguiu-lhe os passos e até o sítio do Governo publicou um documento manifestamente imparcial intitulado 4 anos de credibilidade e mudança. A uns como a outros, de pouco lhes adiantaram as manobras: venceram o escrutínio mas perderam o poder absoluto, o único que conhecem e com o qual sabem governar. Hoje chegou ao fim a hegemonia da central de negócios do bloco central espanhol. A nossa vez chegará.

Eleições espanholas

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Resultados às 21:54.  Resultados oficiais. A noite é capaz de ser animada

Políticos cobardes que fogem ao debate

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Pela segunda vez, Mariano Rajoy esquivou-se ao debate televisivo entre os líderes dos principais partidos em disputa pela vitória nas legislativas espanholas do próximo dia 20 de Dezembro. Porém, e ao contrário daquilo que aconteceu a 30 de Novembro, Rajoy fez-se representar pela sua vice, Soraya Sáenz de Santamaria, o que não o livrou de ser alvo de uma monumental tanga nas redes sociais. Por cá também tivemos um primeiro-ministro cobarde a fugir ao debate, só faltaram os memes.

O verdadeiro problema está nas lideranças dos partidos políticos.

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Nestes últimos dias reli uma biografia de Francisco Sá Carneiro e alguns dos seus discursos.

Eu que acredito muito pouco nos principais actuais dirigentes do PSD questionei-me como foi possível uma deriva tão grande nos princípios, nos valores, nas causas, na ética e na coragem política que eram a força do PPD-PSD.

Francisco Sá Carneiro era mesmo um homem e um político único. Os seus discursos, o seu carisma, o seu olhar e a sua força transmitiam convicção, verdade, coerência e um verdadeiro e enorme sentido de estado.

Apenas, por isso, conseguiu fundar, com sucesso, um partido genuinamente português, fora da lógicas doutrinárias europeias puras da democracia-cristã, do socialismo ou do comunismo.

É pura evidência que estamos perante um problema grave de falta de lideranças, de homens e mulheres, que consigam voltar a mobilizar os portugueses para um grande e verdadeiro desígnio para o nosso país.

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Ciudadanos e Podemos ” à porta ” do governo espanhol

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A sondagem do ” El Pais “, publicada hoje, relativa às eleições gerais espanholas marcadas para 20 de Dezembro é muito interessante comparada com os resultados das últimas eleições legislativas em Espanha.

Esta sondagem dá uma perda de mais de 80 deputados para o PP do actual presidente do governo, Mariano Rajoy. O PSOE, de Pedro Sánchez, também aparece em perda, mas mais moderada, com menos 10 a 15 deputados.

Mas a grande surpresa são os dois novos partidos, os Ciudadanos, de Albert Rivera, que poderá chegar quase aos 90 deputados e o Podemos, de Pablo Iglesias, que poderá ter mais de 45 deputados. A mesma sondagem diz-nos que o conjunto dos outros partidos de esquerda poderão alcançar 40 deputados.

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PaF não é Madrid

Sim, não somos a Grécia, mas poderemos ser como Madrid? Quem teve mais votos? Quem governa?

Vetusta Morla, Casa da Música, 9/10/2015 (hoje)

“Em síntese: os Vetusta Morla mantêm o essencial de uma sonoridade própria, desalinhada e envolvente, apurando alguns elementos que, já se sabe, rendem muitas vezes concertos de marca. O que parece certo é isto: quando se ouvir ‘Fuego’, considerada a melhor canção do ano em Espanha, a Casa da Música – que em boa hora acolhe este farol de modernidade espanhola e latina vai seguramente debater-se com o problema de sobreaquecimento. Mas há calores que não se trocam por nadinha.” – João Gobern, DN.

Foi em dezembro de 2013 que pela primeira vez se escreveu sobre os Vetusta Morla no Aventar. Poucos os conheciam em Portugal e ainda hoje não serão muitos. Não sabem o que andam a perder. É do melhor que a música espanhola nos oferece. Mais logo, aqui na Casa da Música, teremos a estreia em Portugal destes castelhanos. O João Gobern escreveu tudo. Verdadeiramente a não perder.

Aqui fica uma das suas músicas mais conhecidas e logo do trabalho de estreia:

Catalunha, quem ganhou?

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Hoje, mais de 77% dos eleitores da Catalunha foram votar. Que esmagadora vitória da democracia.

Sempre respeitei e admirei os povos que desejam a sua independência. Sempre. Por isso mesmo, ver nos diferentes media espanhóis, ao longo dos últimos meses e esta noite, defender que o desejo dos catalães pela sua independência é ilegal por violar a constituição espanhola é, no mínimo, surreal. Feita esta ressalva, vamos à realidade.

Os partidos defensores da independência da Catalunha venceram claramente estas eleições. A coligação de Artur Mas (actual presidente da Região Autonómica da Catalunha) obteve pouco mais de 39% dos votos e elegeu 62 representantes no parlamento. A maioria absoluta atinge-se com 68. Contudo, aos representantes da coligação “Junts pel Sí” (Artur Mas) teremos de somar os 10 da CUP (8,2%), igualmente defensores da independência e dessa forma os movimentos independentistas conseguiram obter a maioria absoluta (72 parlamentares). Contudo…

Artur Mas avançou para estas eleições procurando (e afirmando) transformar umas eleições regionais num plebiscito. Ora, enquanto eleições regionais, os independentistas venceram claramente e até conseguem ter maioria absoluta no parlamento. Porém, se olharmos como se fosse um plebiscito a confusão está lançada. As duas forças defensoras da independência somam menos de 50% e nessa matéria perderam.

Então, qual a resposta à pergunta que faço no título deste artigo? Ninguém ganhou.

1. Não ganharam aqueles que defendiam o plebiscito porque não conseguiram ter uma vitória verdadeiramente expressiva. Nem tão pouco conseguiram ter 50% dos votos expressos e nem me parece que uma independência se obtenha com resultados destes. Mais, perderam porque cometeram o erro crasso de tentar transformar umas eleições regionais num plebiscito por um único motivo: eleitoralismo primário com o objectivo de mera sobrevivência política de Artur Mas que estava em queda livre junto da opinião pública catalã (os recentes escândalos de financiamento partidário no seu partido, CiU, assim como a crise económica na região estavam a minar a sua base de apoio – note-se que mesmo com este resultado, a CiU e a ERC perderam representantes no parlamento e baixaram 10 pontos em termos eleitorais)

2. Não ganharam os partidos do “centralismo” espanhol, o PP e o PSOE que, juntos, apenas conseguiram eleger 27 representantes (em 135) e tiveram pouco mais de 20% dos votos (12,7% para o PS e 8,48% o PP). O seu discurso contra a independência da Catalunha, toda a campanha de chantagem (até os representantes dos empresários da Catalunha vieram a público dizer que mudavam as suas empresas para outras regiões sem esquecer a interferência da Comissão Europeia e até, imagine-se, de Obama!) que fizeram foi severamente castigada. Sublinhe-se o desastre eleitoral do Partido Popular que teve 8%…

Ou seja, a divisão na Catalunha vai continuar. Pouco menos de 2 milhões de Catalães votam nos partidos que defendem a independência e outros tantos votam nos partidos que querem continuar integrados em Espanha. E com quase 80% de eleitores a votarem penso que não existe outra leitura possível.

Se os movimentos independentistas querem ter credibilidade então terão de mudar. Mudar de lideranças, unirem-se em torno de um só movimento com um verdadeiro líder unificador e conseguirem obter um resultado eleitoral verdadeiramente esclarecedor (no mínimo 60%).

Se os contrários à independência da Catalunha querem ser olhados com seriedade e continuarem a defender a democracia então aprovem o referendo na Catalunha e deixem o Povo decidir.

De outra forma, ninguém ganha e a prazo quem se vai “lixar” é o mexilhão.

Catalães querem independência

Querem mesmo. E são muitos.
catalunha_independente_11sept2015
[Huffington Post.es]

Terrorismo monárquico em Espanha

Aqui ao lado, opinar contra a Coroa nas redes sociais passa hoje a configurar crime de terrorismo. Na Europa, a liberdade de expressão vive dias de apoteose.

O medo passou para o outro lado

grecia discoboloJá irrita ver a discussão em torno da Grécia e do acordo reduzida ao que não é, um problema entre o governo grego e os chamados credores, auxiliadores e outras tretas de propaganda.

O que se está a discutir é muito mais simples, e complexo: as eleições em Portugal e Espanha, para já, futuras eleições em França, na Irlanda e na Alemanha, a renovação do mandato da birrenta Lagarde.

Se Merkel e Hollande já perceberam que a saída da Grécia do Euro ia custar uma pipa de massa, e passaram à defensiva, os seus representantes nas províncias ibéricas estão numa compreensível aflição: qualquer acordo que não consigam vender como uma humilhação ao Syriza ser-lhes-á fatal.

O problema do pensamento único que nos governa é que acredita mesmo nas suas fantasias. Foi por aí que as coisas lhes correram mal.

Para eles, por exemplo, a História é feita por uns senhores que tomam decisões por sua livre e espontânea vontade. Ainda não perceberam que os povos existem, até porque negam a existência da própria sociedade. A ignorância é tanta que se esqueceram de dois detalhes do património histórico grego: foi por aqueles lados que no séc. XIX começou a Europa das Nações, que levou ao uma completa mudança do mapa por estes lados (e na América, por exemplo, também). Por ironia ou talvez não os liberais do tempo, os a sério, foram os grandes apoiantes da causa grega contra o império otomano que levou à sua independência. O outro respeita à resistência à besta anterior, a nazi, que em todos os Balcãs foi muito a sério, e não mais mito que outra coisa como viemos a descobrir por exemplo em França. [Read more…]

Jangada de papel

As televisões portuguesas acabam de soprar a Espanha para um continente distante. Portugal continua no mesmo sítio.

First they took Barcelona, then they almost took Madrid

15M

Foto: P3/Público

Em Espanha, mesmo aqui ao lado, acontecem coisas. Visto com determinado tipo de óculos, poderá parecer uma loucura utópica, um oportunismo ou mesmo uma qualquer experiência conspirativa bolivariana. Na realidade são pessoas normais. Os primeiros a abrir brechas no antigo regime. Em Barcelona, o bloco central espanhol ficou-se por um modesto terço. Em Madrid, foi fraco e à tangente. E agora Espanha?

Pau para toda a obra

Estamos dispostos a estabelecer acordos com o PP, o PSOE e até com o Podemos.” – Albert Rivera, líder do Ciudadanos (El País)

El metro de Oporto

Consórcio catalão assina contrato para gestão do Metro do Porto” (Público)

Juncker ao El País

nas últimas semanas, Espanha e Portugal têm sido muito exigentes em relação à Grécia

Eurogrupo: a Grécia como desafio democrático

democracia2

O primeiro-ministro grego está debaixo de fogo e os canhões apontados à Grécia estão em Bruxelas, com o apoio dos governos português e espanhol. Tsipras disse que os gregos encontraram em Bruxelas um eixo de poder que tem um objectivo político muito claro: assegurar os resultados eleitorais que melhor servem os interesses dos partidos que têm partilhado o poder nos países onde haverá eleições este ano, e os dos seus parceiros de negócios.

Numa tentativa desesperada de defesa dos referidos interesses (que não são os dos povos, sabêmo-lo hoje, ao custo do nosso sofrimento e da indignidade das nossas vidas de cidadãos de países supostamente desenvolvidos e democráticos, mas onde cheira de novo a fascismo, naquela versão que a gente sabe), Mariano Rajoy disse que os ibéricos não são responsáveis «pelas frustrações dos radicais de esquerda» quando confrontados com a realidade dos factos. Como se a realidade fosse unicamente composta pelos factos que melhor servem os interesses de Rajoy. Já o Governo alemão, acusou Tsipras de ter cometido um erro que não é habitual, ao atacar os seus parceiros europeus, «algo que não se faz no eurogrupo», disse o Governo alemão. Isto está bonito.
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Portam-se bem

recebem um biscoito e duas festinhas na cabeça.

Os pompeus

Quando eu andava na escola primária, na primeira parte do século passado e em África, havia sempre em cada turma um Pompeu (ou uma Pompeia). Que vinha a ser um ser sisudo, penteadinho, que não se misturava nas brincadeiras do recreio, que mirava com olhos de detective todos e cada um, que denunciava e fazia queixinhas, e que sobre isto mal o professor perguntava quem sabe? se levantava logo de mão no ar. Oferecia-se para ir ao quadro, lambia os pés dos professores. Tinham estas qualidades todas, ninguém os suportava e, sempre que podíamos, enfiávamos uns bofetões naquelas caras estanhadas Ninguém os convidava para nada, nem na escola nem fora da escola. Eram tão excepcionais que nos ficaram na memória, como exemplo de lástima. Estou em crer que todos rezávamos para nunca termos um irmão Pompeu.

Pela vida fora ainda fui encontrando uns quantos Pompeus, incluindo na minha profissão. Sempre que tinha de lidar com eles, lá me vinha aquele desejo nascido na remota infância de lhes ir à fuça. Fiquei-me sempre pelo sensato conselho das terras ribatejanas: trela no lombo e campos da Golegã com eles. [Read more…]

“Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo”

Tal como a Carla noticiou em primeira mão, a Skai TV, que faz parte de um dos maiores grupos de media da Grécia, afirma que “Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo” da Grécia com o Eurogrupo.

Aqui fica o link e uma captura de ecrã para que esteja documentada a canalhada a que estamos sujeitos.

skaiTV

Tradução Google, fraquita, mas pode-se sempre ler o original em grego.

PS: o fuso horário da Grécia é Lisboa + 2 horas.

Adenda: Ouça os comentários dos intervenientes no vídeo seguinte:

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Os pulhas

Corre no Twitter que a televisão estatal grega noticiou que Portugal e Espanha tentaram bloquear um acordo do Eurogrupo com a Grécia. Esperemos que seja só rumor.

Se o Podemos ganhasse…

 Ricardo F. Colmenero

SPAIN-PARTIES-POLITICS-PODEMOS

Se o Podemos ganhasse as eleições, defende o doutorado pela Universidade de Navarra Miguel Carvajal, deixaria Espanha com uma taxa de desemprego de 25%. A corrupção estaria tão instalada na sua estrutura que até o seu tesoureiro pagaria envelopes com dinheiro negro a MonederoErrejón e Pablo Iglesias, para não falar das obras de remodelação da sua sede. Defende Carvajal que, se o Podemos ganhasse as eleições, os seus ministros acabariam a trabalhar para as multinacionais às quais beneficiaram através de concursos fraudulentos. Tornar-se-iam banqueiros que ludibriam reformados, analfabetos e cegos. E criariam cartões de crédito com dinheiro negro para comprar putas e lingerie.

Se o Podemos ganhasse as eleições, gastar-se-iam milhões para erguer edifícios inúteis, redes ferroviárias, estradas e aeroportos com orçamentos inflados. Aos presidentes das regiões autónomas sairia a lotaria. Muitas vezes. Viveriam em Palacetes, velejariam com narcotraficantes, abririam contas na Suíça e teriam testas-de-ferro que guardariam o dinheiro em latas de Cola-Cao enterradas no jardim. Defende Carvajal que, se o Podemos ganhasse as eleições, haveria mais de 2.000 políticos arguidos, o seu presidente falaria num televisor de plasma, reunir-se-ia com ditadores acusados de crimes contra a humanidade, e venderia armamento a países acusados de violar os direitos humanos. [Read more…]

Armados em chico-espertos

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Alguém pode explicar, muito de-va-ga-rinho, aos governos de Portugal, da Espanha, da Itália e da Irlanda, que essa do “se houver para a Grécia, também queremos” só faria sentido se estivessem dispostos a acabar com a austeridade, os cortes na dívida por si só não chegam?

Claro que eles não entendem: a austeridade é um meio para o neoliberalismo assente em salários baixos, privatização do estado, liberdade mínima e lucros máximos. Mas que ao menos se assumam, e ficamos todos esclarecidos.

Radicais para todos os gostos

RadicaisFotomontagem@Uma Página Numa Rede Social

No Domingo abateram-se os corruptos gregos. Na Segunda o sistema salivou como se não houvesse amanhã. Hoje, Terça-feira, coisas extraordinárias acontecem. O PSI-20 abriu a sessão em queda. Culpa do Syriza? Nada disso, culpa dos radicais que geriram e destruíram a PT e do BPI, que foi hoje alvo de “corte de rating” por parte do BBVA. Culpa do Syriza? Nada disso, culpa dos “fracos rácios” de eficiência na operação do banco e do “modelo de negócio desequilibrado em Angola. Aguenta Ulrich, ninguém te mandou fazer negócios com radicais.

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Ventos que sopram de Espanha

Touro ESNo dia a seguir ao pedido de demissão da ministra da saúde espanhola, alegadamente envolvida no caso Gurtel, um caso de corrupção que envolve alguns dirigentes de topo do PP, Mariano Rajoy foi ao hemiciclo espanhol dizer aos deputados e ao país que “a maioria dos políticos são decentes” e que “a Espanha não está corrompida”.

Eu não conheço a realidade espanhola o suficiente para me poder pronunciar mas é interessante verificar que, como aqui, existem ministros que pedem desculpa. Claro que, neste caso, o pedido desculpa de Rajoy aproxima-se mais dos pedidos de desculpas de alguns papas pelas heresias eclesiásticas praticadas por alguns dos seus pares do que dos motivos que levam ao mesmo comportamento por cá, regra geral relacionados com incompetência e experimentalismos ocasionais. Sempre muito comovente.

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Excalibur

Talvez seja necessário sacrificar o cão da auxiliar de enfermagem infectada com Ébola, tal como o marido dela assegura que as autoridades sanitárias pretendem fazer, e apesar da objecção dos seus donos. Talvez seja o mais seguro, uma medida entre muitas para travar o avanço de uma possível epidemia.

Mas não deixo de perguntar-me como se devem sentir estes dois, homem e mulher, ambos isolados em quarentena, ela com a certeza de ser portadora de doença, ele com a terrível dúvida de sê-lo ou não, e que têm, a julgar pelas informações que vão chegando, todas as razões para sentir que as autoridades foram negligentes com a segurança dos profissionais de saúde que tentaram salvar os missionários espanhóis infectados com Ébola. E que afirmam, sem margem para dúvidas, que quando tentaram chamar a atenção para a possibilidade da mulher, Teresa, auxiliar de enfermagem, estar infectada, não receberam a resposta pronta e cuidadosa que deveriam ter recebido das autoridades. [Read more…]

Ébola em Espanha

Falta de formação, caos, improvisação: a denúncia já tinha sido feita há semanas por um dos enfermeiros, no seu blogue.