não… de tanga, não

lembranças de mãe

entró na eternidade nos seus 90 anos. O mei imaginário de filho mimado, a mantém sempre viva.

Para Flora Redondo de Iturra, no dia do seu 92º Aniversário.

http://www.youtube.com/results?search_query=beethoven+moonlight&aq=4

The Piano Sonata No. 14 in C♯ minor “Quasi una fantasia”, op. 27, No. 2, by Ludwig van Beethoven, popularly known as the Moonlight Sonata

Nós, adultos, esquecemos que a mãe é pessoa e vemo-la como processo. Além do carinho e emotividade que unem uma criança com a sua progenitora, existem, de forma igualmente importante, os diversos estágios que atravessa uma mulher que acaba no seu caminho de mãe. O primeiro, é ser mulher, até aos nossos dias, não se inventou um ser que a substitua na estrutura hormonal e na configuração biológica necessária para dar vida a um bebé, amá-lo e amamentá-lo. Muito menos, a invenção da leveza do ser que caracteriza a relação mãe/criança. Não consigo esquecer a frase de um amigo ao me confidenciar a tristeza que tinha pela sua mãe ter ficado inválida: não sei o que fazer…apenas consigo chorar. A minha resposta foi rápida e directa: o que o meu amigo chora não é a doença da sua mãe, o que chora é a falta do mimo embelezado dos carinhos dela. Doravante, será o contrário: é a mãe que vai precisar dos cuidados do filho! Ele, incapaz de devolver essa elegância de mimos que na sua infância, a sua mãe

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Para fazer uma coisa, é necessário fazer o seu contrário

O leitor habitual do Aventar já deve ter reparado que levamos a efeito uma sondagem intitulada “Como vai votar nas Presidenciais?“, visível no topo da barra lateral direita do blogue.

A própria sondagem (aparte os nomes que a compõem e a sua posição relativa) mostra bem a dificuldade de coerência e a disfuncionalidade mental com que se vive cá no burgo.

Imagine que o leitor escolhe a opção “Não voto” (por acaso a que vai à frente na sondagem) e quer validá-la. Pois bem, primeiro clica “não voto” e, imediatamente a seguir, clica “vote“.

Se não vota, não pode dizer que não vota. E, para o dizer, é obrigado a contradizer-se perante o imperativo: Vote.

Não sei se é um retrato fiel do país. Mas que é muito aproximado, é.

O Sócrates lá do sítio

Quando o azar penetra…

o leitor desperta!

Ao fundo

ao fundo

Não é só por causa do dia de hoje, mas isto está a afundar.

amizade, uma relação cultivada

sem amizades cultivadas, podemos endoidecer

Escrever sobre um sentimento, não precisa citações. A amizade é uma   afeição recíproca entre duas pessoas que cultivam boas relações. É a sinceridade entre essas duas pessoas que sabem partilhar sentimentos e calar. Numa palavra, é a confiança mútua entre pessoas de qualquer idade que sabem tomar conta uma da outra, sem entrar pela vida privada do outro. É um sentimento de nunca abandonar a pessoa por quem se sente afectividade. Foi, na Grécia clássica que, pela primeira vez, através de Aristóteles, definido o conceito amizade. Os motivos da Amizade diferem em espécie, como, também, diferem as respectivas formas de afeição e de amizade. Existem três espécies de Amizade, e igual número de motivação do afecto, pois na esfera de cada espécie deve haver afeição mutuamente reconhecida.
Aqueles que têm Amizade desejam o bem do amigo de acordo com o motivo da sua amizade:

1) utilidade, a Amizade existe na medida em que se recebe um bem de outra pessoa. Incluindo, esta categoria, o prazer: isto é, desenvolve-se a Amizade por pessoas de fácil graciosidade, não em virtude do seu carácter, mas porque elas lhes são agradáveis. Assim, aquele cujo motivo da Amizade é a utilidade ama os seus amigos pelo que é bom para si mesmo; aquele cujo motivo é o prazer fá-lo pelo que lhe é prazenteiro; nunca o é em função daquilo que é a pessoa estimada, mas na medida em que ela lhe é útil ou agradável. Essas Amizades são portanto circunstanciais.

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Viver acima das possibilidades

Oiço dizer que boa parte da Europa vive acima das suas possibilidades. Olho de soslaio para os meus botões, abano a cabeça e dou por mim a achar que é capaz de ser verdade. Depois, meramente a título de exemplo, pego no caso português -que nem é um referente de boa saúde através dos tempos- e digo aos meus botões:

-Portugal tinha pescas, pescadores e pequenas indústrias em torno delas. Abateram-nas.

-Portugal tinha agricultura, agricultores e alguns mercados em torno disso. Desmantelaram-nos.

-Tinha solos agrícolas classificados. Betonizaram-nos.

-Tinham sobrado algumas produções tradicionais e artesanais. Chamaram a ASAE.

-Tinha indústria, ainda que incipiente. Deslocalizaram-na.

-Tinha técnicos experientes e competentes. Puseram-nos a desenvolver teorias e estudos que não saem do papel mas rendem taco e tachos de gabinete.

-Tinha… (interrompo a conversa com os botões porque, entretanto, chegou o almoço e eu olho para a travessa pronto a atacar)

O peixe, apercebo-me, é importado. As batatas, as cenouras e o feijão verde são importados. O pão, ou aquilo com que é feito, é importado. Os talheres são importados. O prato, o copo e a travessa são importados. A toalha e o guardanapo (de pano) são importados. A mesa e a cadeira já não são de Paços de Ferreira, foram importados pelo IKEA. O vinho e a água, vá lá, são portugueses e estão ao preço da uva mijona porque, lá fora, ninguém sabe que são bons e não os querem. Porra, pergunto eu aos meus botões, foi mesmo o povo, o português comum, que escolheu isto, que decidiu assim, que inventou este caminho, que teve poder para executar? E os que tinham poder para executar onde é que andam? Estão presos? Foram penalizados? Andam por aí? Devem ter empobrecido conjuntamente com o país, coitados…

Os botões respondem-me alto e bom som, mas não entendo o que eles dizem. É que, para mal dos meus pecados, os meus botões também foram importados e eu, lamentavelmente, não falo chinês.

may malen´s diary, the beginning

when Mum and Dad were little and very good friends

Some thirty years ago, I used to carry my youngest daughter to the school, half a block away from the house.  She was blonde, red on her white cheeks, very cheeky, even with me. What a big patience from Dad… [Read more…]

Os grelos

(Pormenor de quadro de adão cruz)

Eu seguia rua abaixo, pelo lado esquerdo de Sá da Bandeira. À minha frente ia um casal, ela de meia idade, gordinha, ele mais velho, hemiplégico, de bengala na mão direita, arrastando a perna esquerda, pendendo sempre para a direita, trajectória que a mulher ia corrigindo com um pequeno toque na mão dele. Se assim não fosse, as sequelas do seu AVC, à semelhança de um GPS, obrigavam-no a tombar para fora do passeio.

Lá mais ao fundo, frente ao Pingo Doce, o homem, como se uma mola o puxasse sempre para aquele lado, faz, com toda a facilidade um rodopio de noventa graus para a direita, ficando em linha recta com a porta do supermercado. A mulher olha para a direita e para a esquerda (look right  and look left, à londrina) e atravessa a rua, tendo o cuidado de pegar na mão do marido, pois de outra forma, com a sua pendência para a direita, ele iria desembocar dez ou vinte metros acima.

Já dentro do Pingo Doce, resolvi seguir os passos daquele par amoroso, ao mesmo tempo que ia dando uma olhadela às prateleiras que me interessavam. A dada altura verifiquei que o homem parou, olhando insistentemente para o sítio onde estavam as carnes de porco. A mulher puxou-o mas ele resistiu. Apoiou-se na prateleira, encostou a bengala, e com a mão direita pegou numa embalagem contendo uma orelha de porco. Imediatamente a mulher gordinha o dissuadiu dizendo-lhe:

 – nem penses, vou-te comprar uns grelinhos que vi ali e que têm um aspecto do carago!

– Que se fodam os grelos, respondeu ele de forma bem entendível, apesar da fala meia entaramelada.

Só tive tempo de dar meia volta e tapar a boca com a mão, a fim de abafar uma explosiva gargalhada, que eu não saberia explicar aos circundantes.

diary of may malen, chapter 2

My dearest granddauther May, at her 3 months of age, at her house

My Darling granddaughter, May Malen.

I wanted you to be called Elisa, but your parents did chose the name of May because they wanted to, an Malen in honor to me, as Malen amongst the clan Picunche of the Mapuche Nation of Chile and Argentina, Mapuche being people of the land in Mapudungun, or as the people speak in English, that Nation that I analyze use the word Malen to mean pretty girl. And you are as Malen as no one else! You are Malen malen….

Few days ago, you were a little baby. These days you are growing up far too soon, as a plant with a special fertilizer…

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diary of may malen i. isley, chapter 1

May Mal, my flower, watching with me and her parents, the world cup 2010

As you fly away- you are going away exactly now-, as you flight back home, I think of you, of the week we spent together, with your parents, of your happiness, of your easy laughing about, of your tongue coming in and out of your sweet mouth, running away not to be kissed. Of your free spirit and of your wanting to be always sat down on Mum’s lap, my daughter Camila, or jumping away on the immense arms of Pa, Dad Felix by name. [Read more…]

A tolice por um fio

(pormenor de desenho de manel Cruz)

Pensei logo que era tolo quando não vi nenhum fio preso ao ouvido do gajo. Aqui há uns anos atrás, sempre que um tipo (ou tipa) falava sozinho na rua ou no café, era rotulado de tolo. Hoje em dia, com os auriculares do telemóvel, já não é assim. Sempre que topamos alguém a falar sozinho, olhamos logo para a orelha a ver se tem um fiozinho pendurado. Se tem não é tolo, se não tem é tolo.

O homem estava sentado numa mesa em frente à minha, no café Turista. Foi há questão de uma hora. Lia o jornal enquanto falava, gesticulava, ria e fazia comentários. Claro que eu olhei logo para as suas orelhas. Numa delas não tinha nada pendurado. Na outra, que eu via mal, porque o sujeito estava um pouco de esquina, também não parecia haver qualquer ligação. Pelo sim pelo não, como quem não quer a coisa, levantei-me para espreitar melhor a sua orelha direita e cheguei à conclusão de que era tolo.

O advogado entrou e sentou-se ao seu lado. Presumo que fosse advogado porque, para além da pasta, tinha o ar que os advogados têm e que eu não sei descrever, por mais que tente. O homem calou de imediato o seu solilóquio, e entre ambos apenas se interpôs um aperto de mão e um monte de papéis. O tolo, ou presumivelmente tolo, não abriu mais a boca. Moita carrasca. O advogado, só podia ser advogado, apenas lhe apontava o local onde devia assinar, assinatura que ele prontamente ali escrevinhava. Nem uma palavra. Nem uma palavra. Assim se mantiveram cerca de dez minutos, tempo ao fim do qual, o advogado, presumo que não fosse outra coisa, lhe estendeu a mão, e com discreto sorriso se pirou.

O homem que não tinha telemóvel nem auriculares irrompeu numa conversa pegada, falando não sei para quem, gesticulando de braços abertos, com esgares que podiam ser de escárnio, de gozo ou de raiva, fazendo do seu falar a solo uma espécie de comício em ponto pequeno. Voltei a concluir que era tolo. Mas seria mesmo tolo? Será que a diferença entre tolo e não tolo se resume a um fio pendurado do ouvido? Ora aqui vos deixo a questão, sobre a qual nem Espinosa nem S. Tomás de Aquino se debruçaram.

Abrigo

 Orçamento abrigo de tempestades

A notícia: «José Sócrates reiterou que o OE para 2011, em negociações hoje na AR, "defende" e "abriga" o país da "turbulência" e das "tempestades financeiras"», no Expresso

Recomendações

film strip - encalhados

Imagens de fundo e notícias:

May Malen´s Diary. Chapter 5

I love my Mother at the most, as I do with Dad

Iam in our garden with Mum, seven monts after my birth. I remember how sweet and lovelly she was, how quiet and serene and how firm, well organized and always pushing ahead the possible and the iposible. [Read more…]

Alerta! Terroristas em Portugal


Afinal, os tais cinco milhões de Euros a aplicar em viaturas anti-terrorismo, são mesmo, mesmo, mesmo necessários. O senhor ministro Rui Pereira deixa a pairar, a desconfiança de um provável ataque subversivo no nosso país. Tem toda a razão e o Aventar até sabe quantos são os potenciais turras que “ameaçam Portugal”: 10.000.000 de energúmenos. Nada mais, nada menos e coisa jamais vista!

V-I-G-A-R-I-S-T-A-S !


Chega hoje a notícia da alegada acusação de “vigaristas”, dirigida aos promotores do OGE. Diz-se que tal mimo provém da risonha boca da Dra. Manuela Ferreira Leite. Assim num clarão de alguns segundos, recordo alguns “nomes de vigaristas”:
A própria Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva, Mário Soares, Jorge Sampaio, Ângelo Correia, toda a banca (ora, ora… do que estavam à espera?), António Costa, Mota-Engil, Pacheco Pereira, o megafone TVI Emídio Rangel, Silva Lopes, Vítor Constâncio, toda a CIP, etc, etc e etc. Nem sequer contando com o Partido do governo e com uma boa parte do PPD, já conseguíamos formar vários regimentos de gente fardada à Capitão Kid!

Mulher a crescer, machismo a tremer. A filiação da criança

nova forma de machismo organizado ao extremo...

(reedição)

…para a mulher que amo e me ama… ainda que não estejamos sempre quites…

1. Introdução em forma de fandango.

A temática é imensa. O debate com a minha equipa nunca mais acaba. Porém, encurralo as ideias para começar apenas com a do título. O meu título é uma hipótese. Uma hipótese depreendida da experiência da minha pesquisa, como é habitual. Pesquisa que analisa crianças, necessária para os adultos entenderem o seu contexto. Adultos a mudarem vertiginosamente nos últimos tempos. Na década de Setenta do Século XX, o objecto da nossa investigação (minha e equipa) foi um grupo de mil mulheres casadas, residindo nas suas casas. As casas serviam para cuidar dos pequenos e alimentá-los. Lares dominados pelos homens, maridos ou não, pais das crianças ou não, mas lares dominados contra o prazer das mulheres. Ainda me lembro da mulher que falava do  orgulho que sentia pelo seu lar e pelo seu homem ser capaz de lhe dizer o que fazer. E a raiva que sentia, ao mesmo tempo, porque tudo o que ela fazia, não era da sua

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The Diary of May Malen-Chapter 4

My dearest May misses Gran Pa, swee as she is i miss her aswell

 In March this year 2010, my grand Pa came to see me. So he says. I fear that she wanted to see my Mum, his daughter. I didn’t much like his visit. Was he trying to still Mum and make of her, once more, his little daughter? I do not believe so. My Mother knows very well how to defend herself from intruders of her private life; she has a husband, my Dad, and that is plenty for males around. My Abuelo – funny, himself and Chris, My Father´s Father are my grand Pa, and he prefers to be called with that impossible word to pronounce; lelo, abue, Aipuelo? What can I do as my parents seem to agree that I memorize that funny word…and to keep myself into their own way of life? Mum used to call my Abuelo’s Father Abuelo as well. Only that them saw each other very little. We used to live on opposite’s sides: we in the northern hemisphere, them, at the very South of the world. I do not know how or why, I’m too new to understand what the name geography or political life…though it seems to me they left Chile, many years ago, when my Mother had not been yet created; there were a little girl, whom I have to call aunt, why, if she has a name: Paula. Her husband has another impossible way to pronounce, if I know well is we a Cr – Cristan van Emden, as their children, my cousins. I enjoy so much being with tem! They are not giants person as all others are, except for mu Father, tall, slim, with strength to carry me on his arms or shoulders, as Mum does: a very strong woman, so cosy, warmth and with milk only for

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E o uninominal/misto?


A vaidosa placa seria legítima, se em Portugal se praticasse um sistema eleitoral diferente. Mas, o que com isto quer dizer o sr. deputado? Arranca dentes? Procede a exames de óptica? Desenha casas? Estuda casos jurídicos?

A medicina genética a um passo de salvar a humanidade

Cientistas gays isolaram o gene responsável pelo cristianismo. Um pequeno passo para a ciência, uma grande caminhada para a humanidade.

amar uma mulher

o amor dos meus amores, pela sua doçura, paciência e dcompanhia

…para a mulher que trata de mim… ela sabe quem é

 

Não é simples definir a palavra amor. Ainda mais, se estamos apaixonados por ela.

Por ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.

Amar uma mulher hoje em dia, e que o amor permaneça ao longo do tempo, com a fiel companheira da nossa cronologia, que apenas tem um homem, esse que a ama e mais nenhum, que eu saiba. Não pior felonia que as mulheres que amamos, por causa da sua libido, andem também com outros, esse amor que em todos os meus textos, denomino amor de meia hora, que não exprime sentimentos nem apoio. Se assim for, seria uma prostitua e era mais fácil pagar às senhoras de rua que amar a nossa

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Prós-prós-prós-prós e… póf!


A RTP, como mandam as boas regras de “dar graxa a dez tostões a caixa”, convidou os três ex para uma tertúlia, cujo tema foi de difícil compreensão, além do beija-pé à recentemente comemorada semi-defunta senhora. Em termos jornalísticos, isto chamar-se-ia um “encarte”, ou seja, o afinfar de uma “notícia” para preencher o espaço. Pelo que parece, a coisa vai mesmo mal. Houve festarola Honoris Causa e à noite, com a ausência do presunto candidato ainda em comando, os antecessores foram à TV. Além das maravilhas do porvir que deve ser construído com muito sacrifício – pois…-, lá vieram as habituais evocações auto-gratificantes. Apelando ao “combates contra o desânimo”, atribuíram-se as culpas que afinal são mesmo nossas, de “todos” – nem sequer tiveram a coragem de dizer “vossas” – e a já clássica acusação aos pérfidos estrangeiros, os causadores do rol de desgraças que sobre Portugal se abateu. Enfim, este programa consistiu em mais um exercício de pressão sobre Passos Coelho, o “único, exclusivo e identificado responsável” pela calamidade que se avizinha.
Há uns anos, surgiu nos cinemas um filme alemão que desfiava o rosário de ilusões e manias de um chanceler enfiado no seu bunker, teimando em brincar com exércitos imaginários, os salvadores de uma causa há muito desfeita. Entre bolinhos de creme e planos de obras públicas “em grande”, aproveitava para vociferar diatribes diante de temerosos e atentos subalternos.

Hoje, lá estava o mesmo quadro de atentos ouvintes e a sra. dª Campos Ferreira fazia a vez do sr. ministro da Propaganda do Reich, apenas faltando uma mesa com mapas e gráficos. O Prós e Prós foi o perfeito sucedâneo daquele A Queda.

Alguém votou neste governo?

Abro os jornais e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos criticam este governo.

Ligo a televisão e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos dizem mal deste governo.

Vou ao café e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos detestam este governo.

Ponho gasolina e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos odeiam este governo.

Na mercearia do meu bairro, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos abominam este governo.

Entro no hospital e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos sofrem com este governo.

Nos jogos da seleção, do Benfica, do FCP e do Sporting, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos assobiam este governo.

Tento ir à pesca e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos perdem a paciência com este governo.

Dirijo-me a uma repartição pública e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS e alguns presidentes de câmara, todos lamentam este governo.

Participo num velório e, exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS, alguns presidentes de câmara e o falecido, todos choram por causa deste governo.

Agora, e por em nenhum desses sítios ter encontrado alguém capaz de responder afirmativamente, pergunto aqui no Aventar com a tranquilidade de quem também não o fez: exceptuando Emídio Rangel, a generalidade dos ministros, os deputados do PS, alguns presidentes de câmara e uns tantos falecidos, alguém votou neste governo?

Centenário "Simplex"


A Ilustração Portuguesa (1908), é um inesgotável manancial de curiosidades. Neste ano de Centenário, aqui deixamos um anúncio, que decerto fará com que muitos sorriam. Ora leiam o texto, verifiquem do que se trata e… a quem pertencia a lojinha “Simplex”. Há coisas que não mudam e tomem especial nota do facto de as tais “Simplex” serem …”discos double face, com o mais variado e moderno reportorio em musica e canto dos melhores auctores nacionaes e estrangeiros. Grande depósito de machinas fallantes”.

A língua portuguesa, era, de facto, mais bonita.

Descubra as Diferenças (2)

Vá, eu dou uma ajudinha:

À ESQUERDA:

1) o deputado goza de imunidade parlamentar;

2) abre a boca para dizer o que quiser – continuará a garantir a sua reforma dourada por serviços prestados à Ditosa Pátria que tais filhos tem;

3) chama-se Ricardo Gonçalves, é um deputado “da província“.

À DIREITA:

1) o peixe à direita vive num mundo só dele, não tem que trabalhar para comer;

2) abre a boca apenas para coisas estritamente necessárias;

3) chama-se Nemo, é um peixe-palhaço.

Descubra as Diferenças

A propósito desta imagem, descubra as diferenças!

Eu dou uma ajuda.

O palhaço da esquerda é o Tiririca, recentemente eleito Deputado Federal no Brasil, o mais votado numa eleição nominal em que 1,35 milhões de eleitores brasileiros entenderam que ele, mais que qualquer outro isoladamente, é o melhor representante das suas vontades colectivas. Tiririca talvez não saiba ler o que não faz dele um analfabeto. Tiririca é um cidadão do mundo.

O pal.. senhor da direita é o Deputado à Assembleia da República de Portugal Ricardo Gonçalves, democraticamente escolhido de entre uma lista não-nominal na qual se incluem algumas outras dezenas de pessoas igualmente anónimas, não-nomeadas. Desconheço quantas pessoas escolheram este senhor Deputado para seu efectivo e nomeado representante. Este licenciado em Filosofia certamente sabe ler o que não faz dele automaticamente um alfabetizado funcional porque tem dado provas repetidas de que desconhece que 20% da população portuguesa vive no limiar da pobreza e muitas auferem não mais que o equivalente a 10 dias das suas ajudas de custo (60 euros por dia). Ricardo Gonçalves é um provinciano, assim se assume. Talvez seja o tempo de apanhar o autocarro p’ra Melgaço, regressar ao ensino da Filosofia e governar-se com 1000 euritos por mês, sem ajudas ou outras mordomias pagas, por enquanto,  por aqueles que insulta…

Eu tenho horror a pobre

Aliás, e quanto aos pobres,  o ideal seria acabar de vez com a espécie.

Perguntas ao Centenário


A “república” não é para todos. Acaba de ser adquirida, mais uma viatura para os “traseiros de luxo”. Desta vez, trata-se de um Mercedes S450 CDI, ao módico preço de 134 mil Euros. Será inaugurado na próxima cimeira da OTAN e destina-se ao transporte de Durão Barroso.

O que tem isto a ver com a contenção da despesa?

Leiam mais aqui.