Merkel: Austeridade, eu?

Que Portugal e Grécia estão quase reduzidos a cinzas, que a Espanha para lá caminha, que os indicadores europeus são piores que nunca, ninguém duvida.

Culpados, responsáveis, é que não há, afinal não é só em Portugal que a culpa morre solteira. Já faltou mais para ouvirmos a sra. Merkel dizer que foi sempre a favor da mutualização das dívidas e de maior igualdade de tratamento entre os países europeus. Para já, vem dizer que foi sempre contra a austeridade (as palavras podem não ser estas, mas o sentido é).

A Alemanha tem alguma culpa na situação actual? Não, nem pensar, a culpa é de Barroso, esse indígena do sul, do BCE, essa instituição que funciona à margem da vontade alemã, e de interesses que a Alemanha desconhece, a iniciar pelas próprias eleições alemãs.

É, aliás, por causa das eleições alemãs, que Merkel inflecte o discurso e procura deitar areia para os olhos dos próprios alemães, numa altura em que no país se começa a entender onde conduz a política suicida da dupla Merkel/Schäuble, com o PIB da zona euro a contrair 0,2% e com a locomotiva alemã a crescer apenas 0,1% no último trimestre. [Read more…]

De todos os lados

Praticamente não houve lua de mel do povo português com a troika. Pouco depois de a troika ter entrado em território nacional, começaram a chover os protestos e as manifestações em todo o país. Por tabela, o governo nunca teve estado de graça porque cometeu o erro, diga-se que pouco inteligente e muito saloio, de gritar aos quatro ventos que o governo iria “mais além da troika”, que a austeridade iria acontecer “custasse o que custasse” para se atingir o sublime objectivo de “empobrecer o país”. E como assim aconteceu, com tremendo sofrimento do povo e visível regozijo da senhora Merkel, o país atónito passou da desconfiança à rejeição, agravada por observar a olho nu o servilismo, a ausência de coluna vertebral de todo o gang da bandeirinha na lapela. A rejeição passou a ser demonstrada por todos os meios: na rua, nas escolas, nas famílias, nas empresas, nas forças armadas, nos lares, nas galerias do parlamento, em toda a parte. As vaias aos governantes têm-se sucedido, a Grândola Vila Morena passou a ser um hino de revolta de norte a sul do país. Os artistas explodiram ao verem em perigo a liberdade conquistada em Abril de 1974.

Mas havia uma nuvem sobre esta unanimidade popular: as pessoas julgavam-se sós, isoladas do mundo na sua revolta. Daí a desusada atenção com que passaram a olhar para a Grécia, Chipre, Irlanda, Espanha, Itália e França. Os sindicatos, os trabalhadores portuários, os bravos trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo, a internet, os jovens, os artistas fizeram o resto: começaram a deslocar-se a Portugal figuras desses países para mostrarem a sua solidariedade e acordo. Puseram-se muitas esperanças em François Hollande, presidente da França, mas ele cometeu o erro fatal de ser demasiado bem educado, demasiado cavalheiro e conciliador com uma mulher como Merkel, formatada na arrogância prussiana e no bloqueio totalitarista da antiga RDA de sinistra memória. É um caso perdido. [Read more…]

Alemanha é o grande depósito de adidos

Regressámos aos tempos da ‘valise en carton’. Portugueses e outros desafortunados incham a Alemanha. Oxalá um dia rebente nas ventas de Merkel e Schäuble…e que o Gaspar esteja presente.

Euro evasão fiscal: Hoeness o Depardieu alemão

Controlar míseras centenas de euros dos cidadãos pobres ou remediados é fácil. Negar o direito ao trabalho e a salário mínimo é imperativo para solucionar a crise europeia. Todavia, conjugar esforços da UE com outros países desenvolvidos no sentido da desactivação dos paraísos fiscais e combate das evasões ao fisco de milhões sobre milhões transformou-se em objectivo esquecido, em prateleiras do arquivo morto. Isto, a despeito de reiteradas promessas dos dirigentes do G-20; em especial, lembro os discursos pronunciados em Nice por Obama e pelo anfitrião Sarkozy, em Novembro de 2011.

Os casos multiplicam-se por vários pontos do globo: corrupção, enriquecimento ilícito e incumprimento de obrigações fiscais constituem o prémio de uns; austeridade severa e cega, pobreza e miséria formam a penitência de outros.

À tradicional fuga de capitais – para as 20 sociedades do PSI-20 português até é legal e os autores adquirem o direito a condecorações no 10 de Junho – está a surgir um novo fenómeno. Se necessário, exportam-se os milhões e muda-se de nacionalidade. O Putin é amigo e, se complicar, terá concorrência no negócio.

O antigo internacional de futebol alemão e actual presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, denunciou às autoridades fiscais alemãs a impossibilidade de liquidar milhões de impostos, por ganhos em activos colocados na Suíça – fala-se de 20 milhões. O eixo franco-alemão, mesmo neste domínio, está funcionar em sintonia. Diz-se até que Hoeness é o Depardieu em versão germânica. [Read more…]

Merkel, a Thatcher espera por ti

Sabemos que vai haver vítimas em muitos países – disse a Angela vestindo a pele de Adolfo. Vá, aproveita, um funeral para as duas fica mais barato ao estado.

O mais perigoso dos Euro-loucos & Cia.

três loucos

Holandês louco e burro

Jeroen Dijsselbloem, holandês na figura ladeado por Lagarde e Oli Rhen, depois de aprovada a operação de resgate do Chipre, garantiu:

O programa de emergência acordado para Chipre, segunda-feira, representa um novo modelo para a resolução de problemas de bancos da Zona Euro e de outros países que possam ter de reestruturar o sector bancário…

Consiste em penalizar com o corte de 30% os depósitos de valor acima dos 100.000 euros  – estima-se que 37% dos depositantes afectados sejam russos; porém, não devem ignorar-se que, no Chipre, existem cerca de 70.000 residentes britânicos, permanentes, intermitentes ou fictícios, assim como cidadãos de outras origens – espanhóis, italianos ou mesmo portugueses.

Não é despiciendo que, entre os visados, existam muitos cidadãos cipriotas que, com poupanças de 110.000 ou 120.000 euros, por exemplo, sofrerão substanciais reduções nas poupanças, no momento em que o Chipre entrará, fatalmente, em crescente e profunda recessão. Nada garante que, nos impactos desta e das habituais medidas da ‘troika’, haja reformados que, além do confisco da poupança, venham a ser atingidos por cortes de prestações sociais – pensões, reformas e outros subsídios. [Read more…]

Um bando de idiotas perigosos

O que se passou na madrugada de sexta-feira, numa reunião de idiotas à solta que tratavam do resgate cipriota, além da gravidade da decisão em si, demonstra que estamos mesmo entregues a imbecis muito, mas mesmo muito perigosos.

Comparar Merkel a Hitlter não faz muito o meu género, acima de tudo porque o Adolfo deixou milhões de cadáveres atrás de si e aparentemente este governo alemão quanto muito deixaria a Europa do Sul  morrer à fome para salvar a sua própria economia, esquecendo que a ergueu por conta de uma moeda feita à sua medida.

Mudei de ideias. A irresponsabilidade desta gente é total, e não olham a meios para atingirem o que pensam ser os seus fins. Brincar ao capitalismo financeiro nesta altura do campeonato é acima de tudo uma medalha de ouro na modalidade olímpica mais em voga, o tiro no pé. Conseguiram o lugar no podium. A lógica do castigo aos meninos mal comportados sobrepõe-se a tudo, incluindo os próprios interesses da arrogante Alemanha, onde o governo nem sequer entende que inevitavelmente irá atrás numa queda livre da zona euro, e quanto mais alto se está maior será o tombo. [Read more…]

Partido de Merkel perdeu

A CDU de Angela Merkel perdeu nas eleições de ontem na Baixa Saxónia. A coligação SPD+Verdes ganhou a maioria dos votos dos oito milhões de eleitores.

Se é assim, ich bin ein berliner

Merkel não sobe impostos para poupar classe média

Batendo os recordes de Honecker

Merkel reeleita com 98% dos votos

Ângela Merkel – O que imagino. Causa de uma greve bem sucedida

 

O que imagino, com bom humor, para quem cobra juros altos pelos empréstimos em milhares de euros que faz a Portugal a pedido do nosso Primeiro-ministro, amigo da Chanceler Alemã. Imagino com bom humor, porque para tristezas, temos já tantas, que é melhor rir que choramingar.Todos sabemos que Ângela Merkel é a chefe de governo da Alemanha, denominada Chanceler. O que ela é, foi referido no texto que publiquei no dia 13 de Novembro no nosso blogue Aventar, texto intitulado Alemanha nos invade, frase retirada de um artigo de opinião no Diário de Notícias do nosso antigo Presidente Mário Soares. Sabemos também que a Chanceler não é membro da troika que governa o nosso governo e que entrou entre os acreedores de Portugal porque quis. Ninguém a tinha convidado, mas a Alemanha tem dinheiro e pode comprar parte da dívida de Portugal. [Read more…]

Quando uma imagem…

…nos deixa sem palavras. Ou um título diz tudo:

Merkel elogia Portugal por cumprimento “excelente” do memorando

Egrégios avós

Em 1903 os avós dela mandaram colocar em duas das mais nobres pontes da cidade quatro estátuas de quatro grandes homens: James Cook, Cristovão Colombo, Vasco da Gama, Fernão Magalhães. Quatro gigantes, dois portugueses. Ou três, há quem o jure.
Em 1944 as estátuas de James Cook e Fernão Magalhães foram destruídas em nome de uma Europa que a Alemanha dos pais dela atacava.

Em 1954 na cidade dos quatro grandes homens nasceu Angela Merkel.
Hamburg. Foi por lá que a talvez doce Angelinha terá visto o primeiro português, um tal de Vasco da Gama que as gentes dela respeitavam e quiseram homenagear.
Não, não tinha cara de manso e era bom que a agora Senhora Merkel se lembrasse disso quando pensa nos netos dele.
PS (Conseguir pôr um PS no primeiro post é obra): O “bazert” lá de cima é Teresa aqui em baixo e um dia destes, tenho fé, irei vencer a teimosia do wordpress e conseguir que o Teresa passe lá para cima. Sim, dizem que agora eu também ando por aqui, bota abaixo um copo, bota aqui a assinatura, pronto, já está, não doeu nada, agora que tens a chave da casa desembaraça-te e é se queres. Quis. E, já agora, boa tarde. Se nos vamos voltar a ver convém que seja educadinha)
PS2: Se o post saiu torto e a fotografia de lado a responsabilidade é do jeropiga de ontem que a modos que tolheu a minha vontade de aprender a mexer neste bicho e a vontade deles de me ensinarem.

Alemanha invade Portugal

Merkel-Hitler.jpg

Ainda ontem comemorávamos o fim da primeira guerra mundial, começada pelo Império Alemão, Governado pelo denominado Kaiser Guilherme II da casa de Hohenzollern. Ainda ontem era comemorado o Armistício no Cenotáfio construído em Londres em honra de todos os mortos dessa guerra, milhares deles, onde está enterrado o corpo de um soldado desconhecido que representa os mortos durante essa guerra.
A Alemanha recuperou e passou a uma segunda Guerra, tendo como aliados o Império do Japão e a Itália de Mussolini. Precisavam de espaço para induzir a ideologia nazi de Hitler.
Por causa dos antecedentes, o que esperamos de Ângela Merkel, a Chanceler Alemã? Um armistício, como o comemorado no dia de ontem no Cenotáfio londrino, uma colaboração em investimentos em fábricas e indústrias? Uma publicidade da sua pessoa que entrou na Direção da União Europeia sem convite? Uma renovação do seu mandato? Porque Passos Coelho a visita tanto e o nosso Presidente lhe oferece um almoço? Por conveniência de serviço? Para ultrapassar a imposta austeridade deste desgoverno? [Read more…]

Mal vestida

São muitos e variados os motivos para não gostar de Merkel.

Mas só um é verdadeiramente importante  e foi a sonda Curiosity que a confirmou- é a primeira vez que alguém, pelo menos nos Planetas Terra e Marte, se consegue vestir pior que a Maria Cavaco Silva.

O Aventar é uma casa especializada em altura costura desde sempre. Ou não. Se calhar é só, deixa ver, há precisamente meio minuto – o tempo necessário para escrever as primeiras linhas deste post.

Pelo contrário, em Inglaterra, há muito tempo descobriram o problema da prima Angela- só espero que ela tenha tomado banho nos entretantos.

Sabemos todos que a líder alemã não fica a dever muito à beleza e, claro, isso não nos leva a todos para a rua – estamos de acordo, nem todos seriam bem-vindos. Até por causa do cheiro – já nos chega a amiga Angela.

Mas há uma solução na net. Aliás, na net há solução para quase tudo. Até para encontrar o marido de Maria Cavaco Silva, que insiste em não sair da net. Ninguém me tira da cabeça que o almoço entre ele e a Angela será via Facebook.

Mas, falava eu da solução. Querem arriscar?

Eu, pelo sim, pelo não, não arrisco. Ainda anda por aí alguma sonda enviada por Jupiteriano qualquer e depois temos um problema maior que o nosso défice.

E já nos chega o Gaspar!

Um vídeo para Merkel

Mesmo que não se concorde, em absoluto, com o conteúdo do vídeo, tem, no mínimo, um valor documental. No dia em que Merkel visita aquilo que considera uma das suas colónias, o valor é, também, simbólico. Uma iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa, secundada e produzida pelo Rodrigo Moita de Deus, dois perigosos esquerdistas radicais.

Carta aberta a Merkel

A senhora vem aos saldos.

Num mundo que se forma, cada vez mais a dois, a poderosa China e os states talvez sejam dois hemisférios. Será neste enquadramento que a Chancelarina quer, com a sua Alemanha, fazer de equador?

Será que é intenção de sua eminência transferir parte da produção a baixo custo, uma espécie de produção à chinesa para o sul da Europa? Pensará esta gente que o futuro da Europa se faz com Portugal, Espanha, Grécia e Itália como fábricas dos ricos do Norte?

Não me parece grande opção e só entendo o ok dos queques de leite do PSD e do CDS a esta ideia porque estão a ver se conseguem um tachito. A maioria deles nunca trabalhou – passaram por Gaia, fugiram atrás de coisa maior e estão a ver para onde cai.

Para aqui (PORTUGAL) e por aqui (PORTUGAL), não! Obrigado.

Minha cara mulher de verde, qual vegetal insosso, não é bem-vinda a Portugal.

A porta de saída é a serventia da casa e pode ir acompanhada.

 

 

Amén

Continua a haver um conjunto muito diversificado de opiniões sobre a presença da TROIKA por cá:

– o BE e o PC: TROIKA, rua!

– o PS, esta não! Outra talvez…

– PSD está para esta TROIKA como o Cardozo para os Benfiquistas – desde que dê para ganhar…

– CDS que não é carne nem peixe, está com um pé dentro e com as duas mãos fora do Governo.

Para uns, Portugal tem que seguir um caminho de austeridade, vareia o percurso.

Para outros, este é o caminho do sucesso. Também a Dama lhe deu para opinar sobre o Drama Luso. Claro que não é Merkel a mãe do nosso problema – isso é com outra Maria. Agora, há uma coisa que sua excelência não tem razão:

– Esta receita não vai resultar! É um erro continuar a acreditar nisso!

Podemos até concordar no erro das auto-estradas, podemos até concordar que foi um erro Cavaco Silva ter dado dinheiro europeu para abater barcos e acabar com as nossas pescas. Temos ainda toda a paciência para lembrar o que Cavaco Silva fez à agricultura nacional. Há até toda a capacidade de encaixe para ouvir os meninos de leite do CDS e do PSD virem agora falar do regresso à produção nacional.

Mas já não há qualquer tipo de pachorra para nos dizerem que o caminho é este!

Não é!

Díalogos

Ursinhos de peluche.

De pé, ó vítimas da Merkel

 

Versão incompleta em actualização.

O casaco verde da senhora Merkel

Merkel hoje em Atenas
Merkel no jogo Grécia-Alemanha do Euro 2012

Descubra as semelhanças. Deve ser superstição, ninguém vai imaginar que se trata de pura sacanice, ou como diria uma outra, que não há coincidências.

Entretanto, mais que proibidas, as manifestações continuam em Atenas. Veja ao vivo.

É o que dá escrever à hora de almoço: faltava aí que a informação fora roubada à Joana Lopes no facebook, e que entretanto a publicou.

Não perdem pela demora

Itália tira a Alemanha do Euro. Merkel já ordenou um plano de austeridades para os italianos.

Estará doente?

Nunca enquanto for viva”. Disse Merkel sobre a criação de ‘eurobonds.

Estão falidos? não cobrem impostos

As medidas Merkel para o enterramento dos países em dificuldades, estão ao nível do combate ao desemprego facilitando o despedimento. Vamos aturar estes idiotas por quanto tempo?

Os irredutíveis vacilantes

François Hollande (de quem não espero, aliás, amanhãs que cantem) ainda não tomou posse mas já começou a mudar a paisagem política europeia. A Alemanha, por exemplo, dá agora mostras – apesar da sua aparente irredutível posição face à disciplina orçamental – de poder vir a ser mais flexível do que tem afirmado recentemente. As instituições europeias, idem. O governo português espera que Merkel se mova para se mover também, num desempoeirado exercício mimético, mostrando que as únicas convicções que possui são as que o governo germânico for adoptando. Para já, com o PS a surfar a onda Hollande, o PSD prepara-se para engolir o que ainda há duas semanas afirmava ser inaceitável.

Ao contrário de tudo o que vinham afirmando, estes governos parecem encontrar agora soluções que negavam existir e descobrem margens de flexibilidade onde ontem afirmavam haver apenas rigidez. [Read more…]

PSD e CDS perdem as eleições em França

A derrota de Sarkozy não é suficiente para acreditar que a Europa se vai transformar num bloco solidário, deixando de ser uma multidão que marcha ao ritmo dos tambores alemães, tenha ou não pernas para isso. Hollande oferece-me tanta confiança como António José Seguro e, portanto, ficarei à espera de saber que promessas irá deixar de cumprir e se se irá desculpar com os erros do antecessor ou com as combinações prévias com o vizinho germânico.

Uma coisa é, para mim, iniludível: mesmo tendo escolhido Hollande como mal menor, houve uma multidão de franceses a votar contra a austeridade cega, contra a macroeconomia distante, ou seja, contra as políticas seguidas pelo governo português.

Merkel já dá palpites sobre o cozido à portuguesa

Aquela variante do homo sapiens sapiens que conduz o destino da Alemanha (para perder mais tarde ou mais cedo uma guerra, que isso é destino) abriu a boca para falar da Madeira.

Na ausência de moscas até pode parecer que não soltou disparate. Mas saiu, por omissão: a Madeira teria muito mais fundos comunitários para gastar (provavelmente mal, mas isso não é novidade nenhuma e é problema nosso, que não discuto o que faz a Alemanha aos seus) se um mirífico offshore não lhe tivesse aldrabado o PIB. E com mais esses 500 milhões nem o Alberto João conseguia gastar tudo em estradas, até porque teriam de ser utilizados no combate à pobreza (mais desvio, menos desvio, é verdade). Mas os offshores, a vigarice de forma e em forma do capitalismo actual, dão jeito a toda as merkles do mundo.

Entretanto vou-me sentar confortavelmente à espera, a eternidade ainda demora um bocadinho, que alguém no governo do meu país explique à gaja que ainda não chegou à Madeira. Embora pela parte que me toca, se votarem os naturais por fazer da ilha um protectorado alemã, nada a obstar; excepto as Selvagens, saibamos ficar com o que ainda não foi betonizado e sempre é o nosso extremo sul, pode fazer falta.

Merkel tem razão, então não tem?

(Foto: blogue “cantigueiro”)

A chanceler alemã tem toda a razão: a Madeira é um mau exemplo e Merkel utilizou-o muito bem para mostrar como se pode aplicar muito mal os fundos estruturais europeus (Público). As verbas recebidas não aumentaram a competividade, antes foram empregues na construção de túneis e autoestradas. Este dinheiro, sr. A. João Jardim, deveria ter sido canalizado para apoiar as pequenas e médias empresas, promovendo o crescimento económico e evitando, deste modo, a austeridade que agora os madeirenses são obrigados a aguentar.

Mas não foi só Jardim… (este Carnaval não vai ser diferentes dos anos anteriores nem os gastos…). Temos assistido ao mesmo, aqui no continente: autoestradas a mais, paralelas umas às outras a pouca distância (algumas por concluir), e outras infra-estruturas que nos endividaram e agora corta-se nos apoios e subsídios , etc. Por outro lado, não se tratou de criar emprego. Pelo contrário, nunca o desemprego foi tão elevado.

Mas temos o que merecemos: eles continuam lá, sempre os mesmos, a fazer palhaçada e a gozar com o Zé Povinho.

Os eleitores são teimosos e masoquistas: aguentam-nos durante décadas!

Nem com duas guerras mundiais lá vão!

De uma maneira geral, quando comentamos a actualidade, temos tendência para esquecer que essa mesma actualidade, num aparente paradoxo, não começa hoje. A História, por muito que não se repita, devia ser ouvida e lida, para que pudéssemos entender o presente e prever o futuro. [Read more…]

Moddy’s e mercados vencem a ‘Cimeira de Merkel’

Um par é sempre o dobro de um. Aritmeticamente é 2 = 1 + 1. Outra regra: a soma das parcelas é sempre maior do que qualquer partes. E por mais truques linguísticos que se inventem, matematicamente falando, Merkozy não é igual à soma Merkel + Sarkozy. É mera sinopse de linguagem.

Raciocínio complicado? Talvez. Serve, no entanto, para ilustrar que sendo Merkel uma fracção maior e Sarkozy um fragmento mínimo, a primeira parcela supera a segunda, criando uma falsa paridade à qual a Europa, excepto o RU de Cameron, está submetida.

Assim, a salvífica Cimeira de 9 de Dezembro, cujo desfecho foi aceite com subserviência por 17 + x países – e o x é simultaneamente uma incógnita e uma variável de 1 a 9 – está a corresponder a uma derrota para a Sra. D. Angel Merkel – e Sarkozy cai por arrasto. Não por acção do grego Papademos, do italiano Monti, do espanhóis Zapatero (de saída) ou Rajoy (de entrada), do português Passos ou de tantos outros que, na Áustria, Finlândia, Holanda e outras paragens, se juntam na confraria da sociedade do ‘bem estar e dominar’ alemão.

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