A grande pomba perseguida Relvas e a grande pomba-abutre ou papagaio-pomba-corvo Filho da Puta. Só nós, os que se licenciaram ou pós-graduaram a sério e a doer, é que não podemos defender a nossa honra e dignidade maltratadas. Após décadas de precariedade, extinguem-nos o trabalho e inviabilizam remunerações dignas dos filhos que fizemos, das famílias que constituímos. Andam estes políticos em regime de excepção, décadas acalentando a sua estufa privativa de milagres homologantes, décadas a abrir a anilha ao capital e aos donos fáticos de Portugal, e ainda lhes sobra lata para defenderem uma coisa, neles extinta ou exilada, chamada honra e bom nome. Quanto mais, por exemplo, o Filho da Puta desde Paris fala ou manda falar da sua honra e do seu bom nome, mais vontade dá de o chibatar sem dó nem piedade. Quanto ao perseguido Relvas, aprenderá cedo pelo menos a calar o bico matraqueante de pomba tagarela?!
Miguel Relvas: retalhos da vida de um aldrabão
Recorte do extinto Região de Tomar, datado de 1997, que em boa hora ontem virou pdf. Descubra detalhes de uma carreira já na altura promissora: viagens & turismo, moradas falsas e outras habilidades. Um artista, chamou-lhe o jornal, um verdadeiro aldrabinho, hoje com uma larga carreira que faz dele um fascinante aldrabão.
Pode descarregar em formato pdf.
Miguel Relvas, o alegado ilibado
Ao saber que Miguel Relvas se declarou “ilibado em toda a linha” na questão que o opôs ao Público, resolvi ler, numa lenta diagonal, a célebre deliberação da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).
Descobri, entre outras coisas, que a ERC considera que “apresentar uma queixa na ERC ou recorrer aos tribunais não consubstancia uma ameaça sobre o trabalho dos jornalistas.” Não sei se é possível comparar esta asserção com a descoberta do bosão de Higgs, mas sempre me pareceu evidente que uma queixa é uma queixa e uma ameaça é uma ameaça. Logo, ameaçar alguém de que se irá apresentar queixa é, por estranho que possa parecer, uma ameaça. Se, ainda por cima, se verifica que o ameaçador não chega a apresentar queixa, confirmamos que se ficou pela ameaça e não há nada que consubstancie mais uma ameaça do que ser… uma ameaça. [Read more…]
Greve dos médicos
Não basta parecer sério
P. Vaz

No exercício de cargos públicos, não basta parecer sério e falar bem na televisão. É preciso ser mesmo sério (!) e fazer dissipar quaisquer dúvidas.
Por outras palavras: quão normal e verosímil é um estudante, com 4 cadeiras feitas em 36, conseguir equiparação às restantes 32 apenas com base num alegado curriculum profissional?
Miguel Relvas elaborou parecer sobre constitucionalidade do corte de subsídios
O Aventar soube que terá sido Miguel Relvas a elaborar, a pedido de Passos Coelho, o parecer sobre a constitucionalidade dos cortes dos subsídios de férias e de Natal. Com a mesma rapidez com que conseguiu licenciar-se e usando da mesma velocidade com que debita declarações mal lhe põem um microfone à frente, Relvas preparou um parecer em menos de um minuto, escrevendo “Os cortes dos subsídios de férias e de Natal são constitucionais.” A esse douto parecer apôs a sua assinatura, a que juntou os vários títulos académicos que obtém diariamente, terminando com uma referência à sua recente especialização em Direito Constitucional e a uma certificação de pintura automóvel em estufa que iria receber meia hora depois no correio.
O primeiro-ministro ainda terá perguntado se aquele parecer teria sustentabilidade, ao que Relvas terá respondido: “Ó Pedro, pá, então tu duvidas de uma especialização que me levou quase trinta segundos a adquirir, pá? De qualquer modo, o pessoal do TC é nomeado por nós e, mesmo que viessem a decidir em contrário, será suficientemente tarde para que alguma coisa possa ser alterada.”
Quando, ontem, o Tribunal Constitucional, estranhamente, acabou por considerar inconstitucionais os cortes dos subsídios, Passos Coelho ter-se-á mostrado irritado com o ministro adjunto. Relvas, no entanto, explicou que esta era mais uma situação em que o governo sairia a ganhar: “Ó Pedro, a minha futura e larga experiência como Juiz do Tribunal Constitucional diz-me que não seremos obrigados a devolver o dinheiro que já sacámos e que, graças a este acórdão, ainda podemos ir buscar mais algum aos privados. No fim disto tudo, sabes de quem vai ser a culpa? Dos gajos que pediram a fiscalização e do Tribunal Constitucional. Vais aparecer na televisão a dizer que não era nossa intenção, mas fomos obrigados. Até te vai aparecer uma auréola na cabecinha, menino!”
Sobre Miguel Relvas: Conhecimento vs. Conhecimentos
Miguel Costa, licenciado em 5 anos
Acima da ideologia de cada um está a essência de cada qual.
Passo a explicar. Não é por alguém ou alguma coisa se identificar com qualquer crença nossa que estamos isentos de a podermos escrutinar. Muito pelo contrário. Acresce-nos a responsabilidade de o fazer.
Posto isto, tenho umas palavras a dizer.
Se há uns tempos muita tinta correu sobre uma hipotética licenciatura domingueira tirada por um alegado engenheiro que por sinal nos veio a (des)governar, hoje podemos falar sem menos pejo de outra alegada licenciatura tirada em modo de “Novas Oportunidades” por outro (des)governante nosso.
A diferença é que as “Novas Oportunidades”, tão faladas pelo antigo governante, dariam a qualificação necessária para uma habilitação mínima, necessária para desempenhar (em alguns casos de forma legal) tarefas que essas mesmas pessoas já desempenhavam. Agora esta questão foi refinada. Levada à sublime perfeição de conseguir, com a experiência de vida e repetição da acção, qualificar com uma licenciatura um qualquer português que com o conhecimento empírico também tenha os conhecimentos certos. Daqueles conhecimentos que consigam, habilmente, contornar a lei. [Read more…]
Much Ado About Nothing
Este é o chamado “post kamikase “. Sim porque se, por estes dias, alguém disser que passou, um dia, a menos de 10 metros de Miguel Relvas, essa ousadia garante-lhe, desde logo, o ostracismo social. Se, por desventura, alguém muito estúpido ousar dizer que conhece Miguel Relvas pessoalmente, no mínimo, publicar-se-ão 742 primeiras páginas indignadas por tal confissão, ainda, não ter originado 16 comissões de inquérito e vários processos-crime daqueles porreiros que têm nomes catitas. Pior, se um desatinado qualquer tiver o topete de defender, publicamente, Miguel Relvas, nem sequer a danação eterna seria suplício bastante para remir tamanho sacrilégio.
Pois, o problema é que eu nunca pautei as minhas opiniões pelo temor ou respeito ao “mainstream” (que por acaso e numa perspectiva aritmética, não é assim tão “main” como isso). Por isso aqui vai, e a ver se nos entendemos:
Correto e afirmativo, sr. Miguel
Eu não diria melhor e por isso estou cada vez mais convencido dos méritos do Programa de Novas Oportunidades que permitiu a Vossa Excelência a aquisição de tão qualificada licenciatura:
“Tem que se prestar contas,…, tem que se ser responsabilizado”
Ao meu amigo FMS
Enquanto jantava e mastigava uns telejornais, ocorreu-me isto: Miguel Relvas era um aldrabinho, tipo chegar a deputado e escrever que está no 2º ano estando no 1º (compreende-se o trauma de caloiro mas não lhe conheço uma posição pública contra as praxes), e tantas outras de gravidade ínfima mas que somadas dão um aldrabão.
Politicamente quem mentiu na Assembleia da República não merece a confiança política de nenhum primeiro-ministro que se preze, e ponto final.
Ora estava eu a cafeinar, e tinha dado o trocadito entre aldraba, adrabinho e aldrabão como perdido, porque como pensava ter deixado em letra legível esta tarde quando os desmemoriados do planeta tentam apagar a sua orfandade ao domingo com um assunto onde quem tem vergonha está calado, não me meto mais no assunto, quando o meu amigo Fernando Moreira de Sá me faz este favor. [Read more…]
Caro JJC:
O JJC é uma instituição na “blogocoisa”. O JJC é dos meus bloggers preferidos. O JJC é um gajo a quem gosto de chamar “Amigo”. Por isso, para criticar algo que o JJC escreve eu tenho de pensar duas, não, três vezes antes de começar a dar à tecla.
Ora, com a moral de quem tanto criticou Sócrates no passado sem nunca ter cavalgado a onda da questão da licenciatura e tendo, até, contado a velha história aprendida com o meu Pai sobre o tratamento de “Doutor” nesta terra de Drs (relembrando: o meu Pai, farmacêutico, detestava ser tratado por Dr e sempre recordava que os seus pais não o baptizaram com o nome de Doutor mas de Renato e com ele aprendi essa lição) digo o mesmo ao meu companheiro de Aventar: com tanta coisa que podes (e seu que o fazes como poucos) criticar o Governo, surfar a onda da licenciatura é fraquito.
Olha, vê lá tu, eu até critico o Miguel Relvas: por ainda não ter apresentado o modelo de privatização da RTP; por não ter escolhido o Melchior Moreira para presidir ao Turismo de Portugal depois do excelente trabalho que fez e continua a fazer no Turismo do Porto e Norte; por não defender a Regionalização e, já agora, para alegrar a conversa, por não ser Portista.
Foram algumas as vezes que me cruzei com Miguel Relvas e nunca lhe vi tiques de peneirento, daqueles que gosta que o tratem por “Dr” (desconfio sempre dos que fazem gala de serem tratados como tal). Um tipo absolutamente normal, afável e sempre a trabalhar. Uma vez encontrei-o numa estação de serviço na A3, já ele era Ministro. Partilhava mesa com o seu motorista. Sem peneiras. Tão diferente de outros políticos que conheci e conheço que não partilham mesa com “motoristas” nem com o comum dos mortais.
Agora, é a história da licenciatura. Ontem foi a das pressões e amanhã outra qualquer será apresentada. Para muitos ele cometeu o pecado maior: querer privatizar a RTP. Já não tenho qualquer dúvida, vão obrigar a que pague pela ousadia de mexer em poderes instalados…
Meu caro JJC, que nunca te falte teclas para malhar no Governo (neste, no anterior e nos futuros). Nunca. Só espero que, como em 99,9% das vezes, escolhas os verdadeiros motivos e não tretas de silly season.
Um forte abraço e saudações Portistas!
Relvas pagou quantos anos de propinas?
Universidade processa aluno por estudar rápido de mais.
Basta que saibam ler e escrever
Descobrem-se coisas fantásticas, talvez ainda mais fantásticas que uma nova partícula. Por exemplo: a licenciatura RVCC de Miguel Relvas é perfeitamente legal, e as suas mentiras sobre habilitações ficam-se afinal por umas cadeiras que disse ter feito mas parece que não fez.
Pela parte que me toca, além da fascinante observação de que muitos dos que discutiram outra licenciatura dizem agora o contrário numa finta de camaleão digna da pátria dos vira-casacas, e não me querendo misturar com quem tem da crítica política a noção de que vale tudo incluindo fechar os olhos, quero deixar aqui bem claro como me estou nas tintas para as habilitações enquanto parte sequer interessante na apreciação de um político de carreira (já o conceito de carreira política me irrita um bocado, mas isso é outro assunto). [Read more…]
As equivalências de Miguel Relvas
Miguel Relvas no seu bacharelato (em pós-bolonhês – pB -, designa-se por licenciatura) em Ciência Política e Relações Internacionais, que concluiu em 2007, terá obtido equivalências a cadeiras feitas nos cursos de História e Direito que frequentou nos anos 80.
Pese a diferença entre a Universidade de Coimbra e uma tal de Lusíada digo, Lusófona*, também andei por Direito e História na mesma década, e os currículos oficiais não eram muito diferentes, mais turbo-professor, menos coiso e tal.
Fico à espera que uma investigação jornalística desvende quais as cadeiras da década de 80 que obtiveram equivalência 20 anos depois, porque dou de barato não ter esta notícia do Público (só teria feito Ciência Política e Direito Constitucional, citadas como uma disciplina quando até numa privadas seriam duas) qualquer fundamento. [Read more…]
Outro licenciado ao Domingo?
A questão não é saber se é ou não licenciado. Isso tem interesse zero. A cortina de silêncio em torno da “coisa” é que complica tudo.
E até pela Blogosfera o silêncio mata! Miguel Relvas é ou não licenciado?
O Mirante diz que sim e o site do parlamento também. No site do Governo nada dizem…
No tugaleaks a pergunta é feita e colocada no ponto certo – será que alguém está a esconder alguma coisa? Será que há alguma coisa para esconder?
Vamos continuar atentos…
Ditosa pátria que tais ladrões tem
Helena Roseta contou um caso ocorrido com Miguel Relvas que tresanda a tráfico de influência. E, pasme-se, é uma farisaica arquitecta que gosta do protagonismo.
Já Domingos Nóvoa, quando denunciado por Sá Fernandes, virou a acusação contra o acusador. Percebe-se por estas reacções, sem pejo em defender um ministro mentiroso e corrupto, o que aconteceu nos tribunais. Em Portugal corrupção é mera cunha, fazem todos, deixa-se andar, aponta-se o dedo a quem denuncia, e daqui a meia-hora estão a dizer mal da Grécia, essa sim, a pátria das poucas vergonhas.
E o Ministério Público, dorme aonde?
Relvas Roça Rente Rancores Reles
Relvas é uma coisa tradicional na Política em Portugal: motor desmedido em contactos, cumplicidades, na grande soma e subtracção de favores e gratidões de que se faz o grande bloco central e homogéneo de interesses e poderes. Depreende-se do testemunho muito correcto e sereno de Helena Roseta, que Relvas, político frenético e activista, vive e prospera do tráfico de influências, da negociação política permanente com a sua crueza implacável feita de ganhos, perdas, contrapartidas, agrado a gregos e a troianos. Um homem assim, visceral aparelhista, não tem moral para falar na ‘exportação’ dolorosa dos nossos activos humanos, com a brutal ruptura de laços que ela envolve, com esse reconstruir de vidas portuguesas na distância da Pátria Amada, no natural esfriamento e estranhamento familiar, não como opção, mas como única saída. Mais lhe vale falar de futebol e ir pastorear gambozinos.
Os portugueses já meteram mãos ao trabalho para ultrapassarmos a crise
Miguel Relvas, defendeu hoje a aposta no empreendedorismo, afirmando que “está nas mãos” dos portugueses criar condições para o país ultrapassar “este momento” de crise.
Um neto em acção:
Duas próteses, boas de encaixar, têm 3 semanas de uso.
as duas custam 55,00€
Eram da minha falecida avó, que se dava muito bem com elas.
Estão no liquido de limpar desde o funeral.
Impulso para emigrar
Contra Uma Reforma Administrativa Cujas Vantagens Ninguém Conhece

Viver o 10 de Junho em Barcelos, 10 de Junho, o “dia da raça“.
Todos inocentes
O deputado do PS Marcos Perestrello demitiu-se da administração da Finertec – a empresa de consultadoria onde Miguel Relvas esteve até chegar ao governo
Diz-me com quem andas
Marcelo e os Marcelóides
Ouvi, no Domingo, Marcelo Rebelo de Sousa tecer considerandos que chovem no que tem molhado e humidificam o facto conhecido de que não gosta de Miguel Relvas: repetiu que o ministro “é um peso nas costas do Primeiro-Ministro”; “está descredibilizado” e deveria sair pelo próprio pé.
Continuo a insistir neste ponto singelo: independentemente das díspares versões que Relvas tenha tido em oito dias acerca do coito mais ou menos íntimo com o bicharoco-alternadeira Jorge Silva Carvalho, convém que Marcelo e todos os demais marcelóides de caninos em riste percebam que se a credibilidade de um político fosse aferida a partir da inconsistência discursiva ou das variações de formato e versão, o palavrório do Filho da Puta Supremo Abichador de Comissões em Negócios Ruinosos para o Estado Português até era bastante consistente e nem por isso subsistem dúvidas acerca do respectivo fundo reles a vários níveis devastador para o País. Donde, se o Regime português, tal como o conhecemos e concebemos, não quer colapsar ao menor sopro, o melhor é deixar de consentir na impunidade dos seus corruptos da política, auto-exilados ou com lata para a deputação, deixando de ter no cume da Justiça títeres em vez de homens desassombrados e livres. Títeres em compromissos de covardia, títeres em submissões ultracaninas a eminências pardas cujo verniz merdífero cumpre raspar.
Esta novela Relvas não passa de um desfile de cínico, uma vírgula, um arranjo e uma agenda lateral que fazem bocejar.













Recent Comments