Vergonha: grevistas desprezam direitos de passageiros
Razões para não fazer greve
Num país ainda democrático, é natural que haja diferentes opiniões. Sobre a greve dos professores têm surgido algumas críticas à classe docente. Tentarei indicar algumas delas, num tom suficientemente ligeiro para que se possa perceber que hoje é feriado e para que fique claro que as desprezo a todas:
Crítica 1: “Direito à greve, pois com certeza que sim, é claro, mas…” Independentemente do que se segue ao “mas”, a primeira parte torna-se soberana. Vivemos, ainda, num Estado de Direito. Há legislação sobre a greve. Cumpra-se.
Admita-se, no entanto, que uma greve, sendo legal, possa ser injusta ou imoral. Prossigamos. [Read more…]
A culpa é dos asnos que nos Governam
Quem é que se lembraria de marcar reuniões de negociação para despedir Professores para os mesmos dias das reuniões de avaliação e dos exames? Sim! Isso mesmo! Foi o MEC que elaborou o calendário de exames e que se lembrou de convocar o sindicato para negociar agora. A GUERRA nesta altura foi “convocada” pelo Governo.
Quem anda a fazer mal aos alunos?
Peço ao leitor que imagine um aluno. Dê-lhe um nome, escolha-lhe o sexo, invente-lhe dificuldades. Pense, ainda, que essas dificuldades podem resultar de vários factores mais ou menos malignos: violência doméstica, bairro complicado, pais ausentes, dificuldade de acesso a bens materiais e/ou bens culturais, ausência de estímulos intelectuais, o que quiser.
Dê a mão ao seu aluno imaginário e leve-o até à Escola do Primeiro Ciclo do Ensino Básico (se, com o fecho de centenas de escolas, ficar muito longe, vai ter de lhe dar boleia). A turma tem trinta alunos, todos eles numa idade em que a energia parece ser inesgotável. O seu aluno, devido às referidas dificuldades, precisa de um acompanhamento próximo, o que se torna impossível, porque o professor (pode imaginar uma professora, se preferir) não tem tempo para atender a todos os problemas de cada uma daquelas trinta crianças, trinta universos únicos.
É claro que a Escola sempre teve e continuará a ter dificuldade em resolver os problemas cuja origem esteja a montante ou ao lado, mas cabe a uma sociedade civilizada criar as condições para que, pelo menos, se aproxime, o mais possível, de um ideal. Aumentar o número de alunos por turma é escolher o caminho oposto ao do ideal. [Read more…]
Passos faz de Nogueira
Eu pensei que já tinha visto tudo, mas afinal não!
Então agora o sr. Coelho é que marca as lutas sindicais?
O Sr. Coelho é que faz a gestão da agenda dos Professores?
Valha-me Santo António. Esta gentinha perdeu completamente o tino!
Vamos lá ver se a gente esclarece de uma vez por todas o Sr. Coelho, o Sr. Portas, os seus boys e os imbecis que enchem as caixas de comentários de insultos:
– as Greves são marcadas pelas Direcções Sindicais, democraticamente eleitas pelos seus sócios. Se são no dia x ou no dia y, com ou sem exame, às avaliações ou às reuniões, são questões que só os Professores têm que avaliar.
Se defendem o direito à GREVE não podem e não devem questionar qualquer tipo de condição.
Se entendem que a GREVE deve ser limitada, então assumam essa postura ditatorial. Com Salazar não havia GREVES – se voltaram os exames da 4ª classe e a fome, talvez …
Ao governo compete negociar para levar à suspensão da GREVE ou, caso seja incompetente como no caso em apreço, gerir os danos.
E, para quem tinha dúvidas sobre a mobilização dos Professores, aqui ficam os resultados!
Ser governante é dizer umas graças
Quando Maria de Lurdes Rodrigues inventou as chamadas aulas de substituição, e tendo em conta que essa decisão tirava tempo individual de trabalho aos professores, alguém lhe perguntou se isso não afectaria a qualidade das próprias aulas de substituição. A impagável ministra respondeu que os professores podiam ocupar o tempo dizendo “umas graças” ou recitando uns poemas.
Os decisores políticos divulgam, frequentemente uma ideia, no que são acompanhados por muita opinião pública e publicada: ser professor consiste, basicamente, em dizer umas coisas durante cerca de vinte horas por semana e ficar de papo para o ar o resto do tempo. Terá sido também por isso que transformaram as licenciaturas em cursos acelerados, desvalorizando a formação científica dos alunos universitários, com reflexos inevitáveis, obviamente, na formação dos futuros professores. De qualquer modo, se dar uma aula é dizer umas graças, quase nem vale a pena tirar um curso superior. [Read more…]
Acordei em greve intermitente,
e a intermitência é um estado de greve tramado.
Enquanto se fala de um dia de greve ao exame de Português, começa hoje uma greve sucessiva às reuniões de avaliação que impede o ano lectivo de acabar.
Não luto de manhã, trabalho, à tarde combato, no dia seguinte logo se vê o turno que me calha. Isto eu, para eles NÓS estamos em greve permanente, com um custo mínimo e rotativo.
Eles estão tramados.
Cavaco Silva critica Nuno Crato
Cavaco Silva afirmou, hoje, que “estudantes não podem ser meios para atingir fins”. Embora pertença a outro quadrante político, não posso concordar mais com o Presidente da República.
Nuno Crato quer baixar os salários dos professores, despedir professores e entregar a Educação a privados que poderão contar com uma classe docente tão precária que estará disposta a fazer tudo o que lhe mandarem, com medo de perder o emprego.
Para isso, Nuno Crato tem usado os alunos, pondo de parte qualquer preocupação com a qualidade das suas aprendizagens: continuou a criação de mega-agrupamentos que desumanizam as escolas, impedindo que os profissionais de Educação possam estar o mais próximos possível dos alunos; aumentou o número de alunos por turma, o que impede os professores de dar o melhor acompanhamento possível aos que têm mais dificuldades; impôs alterações curriculares que empobrecem as aprendizagens dos alunos; prepara-se para aumentar a carga horária dos professores, retirando-lhes o tempo necessário para a preparação de aulas e para a formação individual.
Em resumo, Nuno Crato amontoa alunos para dispensar professores. A crítica de Cavaco a quem usa os estudantes como meios para atingir fins revela-se, portanto, justíssima.
Crato: tens um dia!
A GREVE dos Professores começa amanhã!
Nuno Crato tem uma oportunidade, quem sabe a última de se aguentar com a cabeça de fora.
Na imagem que acompanha o post e que pedi emprestada ao Público podemos verificar a sequência do protesto docente:
– de 7 a 14 GREVE ao serviço de avaliações;
– dia 15: manifestação em Lisboa;
– dia 17: Greve de TODOS os professores (a todo o tipo de serviço).
Para além da habitual falta de chá dos Governantes – é uma imbecilidade que os Sindicatos conheçam um documento tão importante como o da Organização do ano lectivo através da Comunicação Social – fica patente uma completa incapacidade de gerir uma negociação. Focar o problema nos exames e dizer que a classe está a fazer mal aos alunos só ajuda à mobilização. [Read more…]
Quem prejudica quem?
Portugal é um país especial – conta-se uma anedota e, como se diz por aqui, ´tá a andar de mota.
Assim, se me permite, caro leitor, vou seguir essa máxima de grande sucesso:
Um tipo com problemas de Álcool, encontra um amigo muitos anos depois do último olhos nos olhos. Conversa para aqui, comentário para ali e a pergunta:
– Então, meu, e com a bebida?
– Está resolvido! Agora só bebo dois tipos de vinho! Estou curado!
– A sério? Nem acredito! Que bom! E que vinhos são esses?
– Portugueses e Estrangeiros.
Sim, eu sei que os discursos do Gaspar são um bocadinho mais humorados que as minhas anedotas, mas vem isto a propósito das GREVES que os Professores têm em cima da mesa: avaliações de 7 a 14 de junho e a todo o serviço no dia 17 de junho.
Os comentadores, mesmo aqueles que são pagos pelo PSD para aparecerem na Blogosfera a comentar, alinham no discurso oficial que basicamente se resume a isto: os Professores são uns malandros, uns filhos da …, porque usam as criancinhas nas suas lutas. Claro que têm direito à luta, que a Greve é um Direito Constitucional (sabemos o quanto este PSD ama esta constituição!), blá, blá, blá, batatinhas.
E, nesse mesmo registo, pergunto: não são esses mesmo comentadores profissionais e seus financiadores que recorrem permanentemente às criancinhas para a fotografia nas campanhas eleitorais? [Read more…]
22 tempos e 50 minutos
Caro leitor, se me permite uma pausa, desta vez escrevia directamente para os Profs. Aqui vai:
Meu caro, Concordo contigo! Já está a valer a pena a GREVE!
O Despacho não impede as aulas de 45 minutos, sendo que continua a referência genérica aos 50 minutos. Mas, mais importante: os 1100 minutos do horário lectivo são para continuar, isto é, 22 tempos de 50 ou 24 de 45.
O corte maior vem por via da Direcção de Turma: 1,5 tempos por cada turma que passam para a componente não lectiva. Em cada 17 turmas, mais coisa menos coisa, vai um horário ao ar.
E por agora, o que me ocorre dizer é que valeu mesmo a pena marcar estas GREVES! Mais um bocadinho e a Mobilidade desaparece!
Façam greve mas longe do meu quintal
Estando neste momento marcado um dia de greve dos professores ao serviço de vigilância de exames que terá por única consequência atrasar o final da época um dia (e dando muito mais tempo de estudo a quem os vai fazer), temos associações de pais muito preocupadas. Não vi reclamações de uma única associação de estudantes.
Têm as associações de pais a presunção de defenderem os filhos, coisa que desde os meus tempos de associativismo liceal sei não ser bem assim. Neste caso estão unicamente a preocuparem-se com as suas férias, e não tendo escutado um pio da hotelaria e agências de viagens, não se justifica.
Aguardo um comunicado das associações de pais sobre as consequências práticas do aumento do número de alunos por turma e a constituição dos mega-mega-agrupamentos de escolas, com impacto óbvio da qualidade de ensino, visível já este ano lectivo. Sentado, é claro, para não me cansar muito.
A GREVE dos Professores é pelos alunos
Há momentos em que se colocam alguns valores em causa. Confesso que fico confuso com algum tipo de argumentos e o dicionário é sempre uma boa solução para situar o significado de alguns vocábulos:
greve
(francês grève)s. f.1. Interrupção voluntária e colectiva de actividades ou funções, por parte de trabalhadores ou estudantes, como forma de protesto ou de reivindicação.
Peço desculpa por querer defender o meu emprego
Sou professor há quase 20 anos e ganho 1300 euros por mês. Não me queixo, há quem ganhe muito menos. A minha mulher, também professora, está desempregada. O seu subsídio de desemprego, que está quase a acabar, é de 380 euros. Pago casa ao Banco e tenho duas filhas pequeninas.
Tenho mais de 40 anos. Se neste momento for despedido pelo Ministério da Educação e ficar sem emprego, não sei como vou sobreviver. Eu e as minhas filhas. Com esta idade, quem é que me dá trabalho?
É por isso que vou fazer greve no dia 17 de Junho e nos outros dias. Porque estou a lutar pelo meu emprego, pela minha sobrevivência.
No fundo, resume-se a isto. Podia apresentar mil argumentos, mas o principal é este. E não venham falar dos alunos e de como vão ser prejudicados. Adoro os meus alunos. São muitíssimo importantes para mim, mas as minhas filhas são mais importantes do que eles. E são as minhas filhas e o seu futuro que estão em causa neste momento. [Read more…]
Greve às reuniões de avaliação
Diz Paulo Portas que a Greve dos Professores em dia de exame não deve acontecer porque:
“prejudicam o esforço dos alunos, inquieta as famílias e também não é bom para os professores, que durante todo o ano escolar deram o melhor, para que aqueles alunos pudessem ultrapassar os exames”
Podemos, como mero exercício de retórica, considerar como válida a opinião do senhor Ministro, lembrando no entanto que a Greve que está marcada para dia 17 não é uma Greve aos exames – é uma paragem a TODAS as actividades docentes, estando convocados TODOS os professores e educadores, quer do privado, quer do Público.
Voltemos então à opinião Portista (esta saiu bem! só não sei se coloque o acento.):
– “Prejudica o esforço dos alunos”.
Pergunto:
– trinta alunos por turma ajuda?
– fim do estudo-acompanhado e da formação cívica ajuda os alunos?
– menos horas para apoio ajudam?
– alterações programáticas a meio do ano ajudam?
-…
E a lista poderia continuar, mas penso que será mais interessante colocar duas ideias em cima da mesa: os motivos e a Greve. [Read more…]
Eles estão com medo da greve
O primeiro-ministro, de acordo com a SIC Notícias, “garante que não vai pôr professores efetivos na mobilidade especial.” É claro que Passos Coelho se refere a efectivos, mas isso é outra questão. Muitos jornalistas insistem em usar o verbo “garantir”, quando, na realidade, só se sabe que alguém “declarou”. Como se isso não bastasse, é do conhecimento geral que, de qualquer modo, as garantias de Passos Coelho são enfeites eleitorais.
A mobilidade, prática usual no mundo do trabalho, é, nos dias que correm, um acto de pura e simples selvajaria, imposta cegamente por empregadores que se limitam a olhar para os empregados como peões de xadrez. É, aliás, importante, numa sociedade que de sociedade só tem o nome, lutar pela manutenção e recuperação de direitos laborais.
A mobilidade, no entanto, está longe de ser a única razão para que os professores lutem e seria bom que a classe deixasse isso claro: o problema está, também, nos milhares de profissionais do ensino que foram artificialmente colocados no desemprego, graças a uma série de medidas contrárias ao interesse dos alunos.
Paulo Portas, com o ar compungido de quem está a recitar a “Balada da Neve”, veio pedir aos professores que não façam greve, porque isso prejudicará os alunos, os pais e os próprios professores. É claro que Portas nunca perceberá que é o governo que está a prejudicar toda essa gente. [Read more…]
Tão óbvio
Que até me sinto surpreendido por recorrer a Manuela Ferreira Leite, mas:
“O não despedimento na função pública não era um privilégio. O motivo para isso tinha a ver com a tarefa de interesse público, o que não tem nada a ver com o trabalhador do sector privado que está a defender o interesse do seu patrão. Os funcionários públicos deviam agir com independência e isenção, por isso não eram despedidos. Só assim se pode ter isenção do poder político”
Aliás, pensando na Educação, costumo dizer e escrever que as Escolas funcionam apesar do Ministério da Educação. Historicamente, as Escolas, nas suas mais diversas dimensões têm conseguido avaliar de forma eficaz o que cada Ministro vai vomitando. Momentos há, em que se aproveita alguma coisa, mas há também outras ocasiões em que simplesmente se ignora a ignorância do ignorante superior. E essa capacidade de defender a Escola Pública e os alunos só é possível porque somos independentes.
É uma questão tão cristalina que não se entende como é que há gente que vacila. Ou se calhar entende – é gente que quer ter uma administração pública dominada ao toque dos interesses partidários.
Greve dos Professores
Só para manter a agenda actualizada, será importante recordar, caro leitor, que a Greve na área da Educação, ao serviço de avaliações continua em cima da mesa.
Quer isto dizer que, no período de 7 a 14 de Junho, não se realizarão as reuniões de avaliações onde se decide quem são os alunos que têm notas para ir a exame – 6º, 9º, 11º e 12º.
As dúvidas são muitas, mas das escolas chega uma força já antes vista e que torna mais possível o futuro. Há gente a mexer-se, a organizar, a fazer contas, tabelas e esquemas e, pela primeira vez, em muitos anos de serviço vai ser possível ver a classe a lutar de forma séria e inteligente.
Há escolas onde no primeiro dia se pensa que poderão fazer greve os colegas de línguas, no segundo os das expressões, no terceiro… Outras há, serão os Directores de Turma a avançar. Em todas, uma situação comum: o movimento está lançado e com mais de uma semana para o dia 7, a certeza é uma: as reuniões de Avaliação não se vão realizar.
Para esta realidade concorre, e muito, a unidade sindical criada em torno da luta contra o despedimento de professores. É claro que há Dirigentes Sindicais com responsabilidades, mas militantes do PSD, no terreno – por exemplo na área de Paredes – a desmobilizar para estas lutas.
Mas, como diz um companheiro de escrita no Aventar, em tempo de Guerra, não se limpam armas e é muito bom ver que as escolas e os professores começam a tomar posições públicas sobre o que se está a passar.
Greve dos Professores: modo de usar
Tem dúvidas? É descarregar o documento de perguntas e respostas elaborado pelos sindicatos:
Greves Junho 2013_FAQ (pdf)
Vozes de sábio não chegam ao Inferno
No sábado passado, fui ao Colégio Paulo VI, em Gondomar, assistir a uma palestra de Maria do Carmo Vieira. De todas as vezes que a ouço, reencontro o desassombro e a frontalidade necessárias na crítica a muito do que está errado na Educação, em geral, e no ensino do Português, em particular. Reencontro, ainda, nas palavras da minha colega a energia renovada para tentar ser melhor, para não me deixar acomodar.
Eis algumas das ideias que reencontrei, enquanto ouvia Maria do Carmo Vieira:
– as opiniões e os pareceres dos professores são fundamentais para a maior parte das decisões sobre Educação. Os sucessivos ministros, no entanto, limitam-se a olhar para os professores como funcionários que se devem limitar a obedecer;
– os professores não podem permitir a proletarização de que são alvo e devem exercer um exame crítico sobre todos os aspectos da sua actividade profissional;
– o empobrecimento da formação inicial e contínua dos professores é absolutamente criminoso e terá efeitos nefastos no futuro (a propósito disso, fomos brindados com uma extraordinária declamação de “Aniversário”, ao som de Prokofiev);
– a base da actividade docente reside no conhecimento científico e não nas questões pedagógicas, sendo que estas devem estar ao serviço das primeiras e não podem ocupar o papel principal na função docente; [Read more…]
É importante…

“É importante que os professores sejam responsabilizados pelo desempenho dos alunos” (Público).
É importante que os pais sejam responsabilizados pela inteligência dos filhos.
É importante que os filhos sejam responsabilizados pelo que aprendem.
É importante que os ministros sejam responsabilizados pela instabilidade das políticas educativas.
Mas mais importante do que tudo o mais, é importante não dizer parvoíces.
Foto: Justin Reed
A ditadura é isto: serviços mínimos e requisição civil
Até parece simples, não?
Se há quem lute, há sempre quem tente impedir essa luta. E há uma linha que separa os democratas dos ditadores.
Os democratas procuram perceber a raiz da luta e tentam caminhar no sentido da resolução dos problemas que levaram à sua marcação.
Os ditadores ignoram os motivos e procuram atacar a Greve.
Nuno Crato já escolheu de que lado quer ficar.
Fez chegar à FENPROF um texto em que se pode ler:
“Recebido o pré-aviso de convocação da greve nacional a ter lugar no dia 17 de junho durante o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação ou ensino, solicita-se a V. Ex.ªs que até às 14h do dia 27 de maio, conforme o acórdão do Tribunal Constitucional n.º 572/2008, do processo n.º 944/2007, e nos termos do art. 400.º do RCTFP, alterado pela Lei n.º 66/2012, de 31 de dezembro, e 538.º do CT sejam indicados os serviços mínimos a garantir durante o referido período de greve.
A ausência de resposta até ao dia e hora acima indicados é tida, para os devidos efeitos, como a falta de indicação dos serviços mínimos da parte de V. Ex.ªs.”
Ora, como muito bem faz notar a organização sindical, tal intenção viola a legislação exigente. [Read more…]
Começam a sair do armário
Não há nada como o povo mexer-se para eles começarem logo a sair do armário. Tal como escrevi há dois dias, já valeu
a pena marcar a GREVE, ou antes as GREVES, porque já aconteceram duas coisas absolutamente óbvias – por uma lado, os governantes tiveram que deixar o silêncio dos gabinetes e começaram a marcar presença no espaço mediático.
E, por outro, na sequência desse comportamento novo, acabam a meter os pés pelas mãos e a dizer hoje o contrário do que tinham dito ontem. Se ontem a mobilidade entraria em Setembro, sabemos hoje que afinal só lá para 2014.
É também possível ver no Público que os velhinhos vão ser empurrados, lá na cozinha da função pública para ver se cabe mais um pela porta da frente. No caso dos Professores é óbvia a ligação entre uma coisa e outra porque o serviço – as aulas – têm que ser dadas. Para além da saída dos mais velhos para a aposentação não significar a entrada de gente nova, o mais importante de toda esta equação está na capacidade de perceber o que é que Nuno Crato tem na cabeça para continuar a destruir a Escola Pública: [Read more…]
Ou tens, ou não tens
As medidas de Nuno Crato, esse mesmo que recebeu os aplausos de tantos professores eleitores distraídos, não são
apenas uma questão de contabilidade. Claro que há uma dimensão esmagadora das Finanças, mas Nuno Crato não é só um colaborador do MEC – é também autor!
É a Escola Pública que está em causa e, se mais ninguém se levanta para a defender, que os Professores se levantem e lutem! Não há outro caminho.
As organizações sindicais acabam de apresentar de forma muito clara o calendário da GUERRA com Nuno Crato, com Passos Coelho e com Paulo Portas. Um Governo de maioria absoluta caiu aos nossos pés, que diabo!
Se Maria de Lurdes e Sócrates caíram Crato e Coelho terão capacidade para se aguentarem? Não me parece – aliás, há dias Durão Barroso e Cavaco impediram Passos Coelho de se demitir, logo, só nos resta continuar, insistir, sair à rua e vamos conseguir! De certeza.
Vejamos: [Read more…]
Carta aberta de um estudante liceal grego
Tradução de José Luiz Ferreira (de Echte Democratie Jetzt)
Aos meus professores… e aos outros:
O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.
A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual “estaria em causa” devido à greve.*
De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro? [Read more…]
Plataforma de Professores está de volta
A FNE decidiu juntar-se às restantes organizações sindicais de Professores – não estamos em tempo de procurar as vírgulas que nos afastam, mas de encontrar pontes e ligações que nos permitam reagir ao que aí vem. Nuno Crato acaba de entregar à FENPROF a sua proposta para aplicar a mobilidade, ainda que com outro nome, aos Professores, isto é, Nuno Crato desmente-se e abre a porta aos despedimentos: de acordo com a proposta, dia 1 de Setembro um Professor sem horário, entra em Mobilidade e perde uma boa parte do seu salário e o despedimento fica a um ano e meio de distância.
Só temos um caminho – a unidade na reacção e, claro, na acção! Não precisamos de caminhar para a Unicidade e fazer de conta que estamos todos pelas mesmas razões. Mas, conscientes das diferenças, vamos trabalhar para juntar as Federações de Pais à luta pela Escola Pública e, fundamental, procurar envolver os Directores no processo.
Subscrevo, também por isso, a ideia do Paulo: devemos juntar FORÇA à nossa luta e por isso faz todo o sentido que a FRENTE COMUM (CGTP) se deixe de merdas e procure entendimentos com as estruturas da UGT – no dia 17 de Junho há TODAS as condições para que a GREVE seja de TODOS!
Já e agora!
TODOS!










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