A PT vai mudar de nome. É razoável. Com as suas sedes na Holanda e, agora, no Brasil; com o seu capital dominado por investidores brasileiros, angolanos e outros, nomináveis ou inomináveis, a permanência do nome Portugal na designação da empresa aparece como uma anedota amarga. Faça-se, pois, a excisão
Somos Todos Burros, Meo?

Eu ainda sou do tempo da PT-monopólio, do tempo em que aquela empresa (pública então) não fornecia factura sobre o dinheiro que lhe apetecia cobrar, do tempo em que se esperava dois anos pelo acesso a uma linha telefónica, do tempo em que se pagava uma chamada regional ao telefonar-se para a rua ao lado só porque aquela era noutra freguesia, noutro indicativo telefónico. Eu ainda sou do tempo em que a PT queria, podia e mandava, incontestada.
O tempo passou e as coisas mudaram. Não tanto como se desejava. O caso – esquizofrénico? – é mais ou menos este:
– de entre “um milhão de clientes” do serviço MEO surge um cliente que pretende abdicar dos serviços da Portugal Telecom. Pretende abdicar porque é livre de o pretender e, nada devendo a ninguém, é livre de o pretender. O cliente pretende abdicar do serviço MEO e contacta a linha telefónica de atendimento a clientes. Chama a pagar, claro, pelo ainda-cliente. O cliente telefona e quase se lhe esgota o saldo, de um telemóvel ainda-TMN.
De um moderno call center, os tais que produzem dezenas-centenas de postos de trabalho para jovens [Read more…]
Tese de Doutoramento de Sergio Denicoli está online
A tese de Doutoramento de Sergio Denicoli (Universidade do Minho) acaba de ser integralmente publicada pelo Centro de Investigação em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho:
Este estudo doutoral analisa o processo de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal, desde o início da sua introdução definitiva, a partir de 2007, até o fim das transmissões dos sinais analógicos, em 2012.
O Investigador Sergio Denicoli, autor do blogue TV DIGITAL, verificou “a fundo um processo que sacrificou sobretudo os mais pobres e os mais idosos.”
Segundo a comunicação social a investigação terá levado a PT e a ANACOM a avançarem com uma acusação em tribunal contra Sergio Denicoli, que continua a dizer que não sabe de nada:
Li hoje reportagens que dizem que a PT já impetrou uma ação judicial, no entanto, até o momento, não recebi qualquer intimação. O presidente da empresa refere, segundo a agência Lusa, que eu acusei o grupo de corrupção, o que não é verdade.
Sergio Denicoli disse e reafirma que [Read more…]
Petição: Pela liberdade de investigação académica
Pode um trabalho académico colocar em causa um negócio de grandes empresas com o aval do estado? pode uma Universidade trocar princípios por parcerias económicas? Será que alguém acredita na bondade do processo da TDT?
Leia e pense em assinar esta petição. A tese “A implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal“
Punchline, domínios *.pt liberalizados =
Oportunidades de negócio para vigarinhos, perdão, Punchline. Ainda chegam a Relvas, os meninos.
A TDT e o fim do mito do Portugal tecnológico e inovador

“A imagem parada, a olhar para nós sem dizer nada” diz uma pessoa do Sardoal. São retratos de quem foi aconselhado pela PT a comprar o descodificador mas que não funcionou, acabando por comprar o conjunto de recepção por satélite. Testemunhos de quem quer ver a televisão para a qual paga mensalmente uma taxa mas que, à noite, não funciona.
O fim das Golden Share
Alguns partidos (PCP e BE) hoje fizeram saber que acham mal o Estado ter acabado com as Golden Share que detinha em algumas empresas. O argumento é que o Estado perde peso na economia. Pressupõe-se então que o oposto, isto é, a presença do Estado nas empresas, tem sido benéfico para a economia e para essas empresas em particular. Vejamos então algumas marcas desse sucesso:
- CP: recorrente fecho de linhas; prejuízos enormes; péssimos horários, péssimo serviço (demorado, caro e desconfortável) e péssima gestão.
- Grupo RTP: enorme buraco financeiro, programação da RTP1 abaixo do sofrível, instrumentalização da informação.
- Grupo EMPORDEF: Estaleiros de Viana do Castelo falidos há muito (apesar das encomendas); Empresas da defesa em pré-falência (apesar de exportarem a maioria da produção).
- CTT: sem administração há meses; dá lucro mesmo assim.
- EDP: electricidade caríssima; défice tarifário; imposição à EDP de compra da electricidade produzida em micro-geração a preços superiores aos praticados na venda ao público.
- …
A presença do Estado nas empresas tem sido o maior empecilho ao seu desenvolvimento. Incapacidade de decisão em tempo útil; decisões políticas (e sobretudo a pensar nos votos) em vez de decisões de estratégia económica; instabilidade na gestão (nomeações pela confiança política, em vez de pela competência; mudança de gestão a cada novo governo).
Digam-me, qual é a empresa que saiu mais forte devido à gestão estatal? Acordem, pá.
Ou comes a sopa ou chamo os mercados
s.f. Ralé, ínfima plebe. Crianças pequenas. s. m. Patife

A última pulhice da PT consiste em distribuir a correr os lucros da empresa pelos accionistas, antes que chegue Janeiro e tenham de pagar algum imposto que se veja.
Um dos donos de Portugal, Ricardo Salgado, avisou que caso o governo interferisse em tão patriótica pressa, os mercados iam ficar chateados, e ainda vinham aí dar tautau aos meninos.
O lucro do Banco Espírito Santo (BES) subiu 12,4% nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2009, para 405,4 milhões de euros, devido sobretudo ao desempenho das operações internacionais. (Expresso)
Os bancos não pagam o mesmo IRC que a generalidade das empresas portugueses. Os bancos, como o BES, pedem emprestado ao BCE com juros a 1% e depois compram a dívida pública portuguesa com juros na ordem dos 7%.
Sabem o que é um canalha?
Oi?
Então a Vivo não era estrategicamente muito importante para o futuro da PT?
– Oi?
Então a presença da PT na Vivo não se enquadrava numa afirmação dos interesses financeiros portugueses na América Latina?
– Oi?
Então a «golden share» não foi usada exactamente para evitar a venda da Vivo por parte da PT?
– Oi?
Então o primeiro-ministro que era contra a venda da Vivo à PT agora já é a favor?
– Oi?
Então a Oi não é infinitamente mais pequena do que a Vivo?
– Oi?
Então foi tudo um golpe do pândego do primeiro-ministro para parecer que é de Esquerda?
– Oi?
Viva a venda da Vivo!!!
Os implacáveis defensores dos investidores da PT estão de parabéns. Viram as ambições concretizadas. A PT vendeu a Vivo à Telefónica, segundo a comunicação social portuguesa (PUBLICO e TVI) e espanhola (EL PAÍS).
Com o fecho da operação, o interesse nacional (espanhol) ficou preservado. Os investidores portugueses – coitados, sempre a bater-se pela defesa dos ‘centros de decisão nacionais’ – venceram a barreira da ‘golden share’. Antes, no acto de boa fé de compra das acções, nem sequer se aperceberam da existência de uma ‘golden share’ detida pelo Estado, estatutariamente definida quanto aos respectivos poderes e limitativa do preço de venda de cada acção.
A UE, através do Tribunal Europeu, também acorreu em socorro dos ofendidos investidores, não repetindo a permissividade impeditiva da aquisição da Telecom de Itália justamente pela Telefónica. Situações iguais, critérios diferentes.
No final da história, é curioso notar que o Dr. Ricardo Salgado e companheiros extraíram benefícios do uso da ‘golden share’ pelo governo de Sócrates. A Telefónica subiu o preço de compra para 7,5 mil milhões de euros e os pobres investidores acabaram por “abichar” mais 350 milhões de euros.
Os portugueses estão todos mais felizes e o caso é digno de júbilo: “Viva a venda da Vivo!”, “Viva a Golden Share que nos rendeu mais uns cobres”!
Quando vier o dinheirinho espanhol, lá vai a PT investir um valor entre 20 e 25% do capital da também brasileira Oi, porque, contradições à parte, o mercado brasileiro sempre tem carácter estratégico. No nosso entendimento, é melhor sermos prudentes e ficarmos na expectativa de saber se, daqui a uns tempos, não se dirá: “Oi que nos enganámos!”.
O mercado é isto. Vender activos nacionais pagos por muitos, em benefício de poucos – lembramos que a entrada da PT no Brasil foi resultado de diplomacia económica eficaz, facilitando-se a operação pelo baixo preço que a dita PT pagou pelas infra-estruturas de rede e que dilatou o valor efectivo dos activos da operadora portuguesa e facilitou o financiamento externo. Tudo isto é o sagrado mercado.
PT – até já!
Não querem vender mas pedem para que a Telefónica não retire a proposta! O que é isto?
Com uma maioria de accionistas a votarem a favor da venda e o Sócrates a agitar a “golden share” temos aqui uma confusão “à PS”. Na tal empresa onde o governo não manda, os accionistas maioritários e a administração fazem tudo para mostrar ao governo que este caminho não leva a lado nenhum. Só aos tribunais ou, antes disso, a uma OPA à própria PT!
Percebe-se que Sócrates só não quer sair da confusão chamuscado, já fez o número dele de defesa do interesse estratégico nacional, agora é só arranjar uma saída condigna, mas a Telefónica não está para fazer fretes ao Primeiro Ministro. Por isso, é muito divertido ver a administração da PT a querer ganhar tempo para não deixar fugir a oportunidade de vender e a Telefónica a apertar com o nosso José.
Quem manda o engenheiro técnico meter-se em engenharias de telecomunicações que não domina?
E se lá tivesse ido falar portunhol?
«Sócrates: críticas de Passos Coelho em Madrid não honram “boas tradições da política portuguesa”», no Público
PT – Se tivessem falado comigo…
Basta a Telefónica falar com quem manda, isto é, o tal que não tem nada a ver com a PT, que tudo se resolve e deixem lá os neoliberais da UE que esses gajos vêm comer aqui à mão do Zézito.
PT, Telefónica, Vivo e o ‘Socialismo Neocolonial’
A trilogia ‘PT – Telefónica – Vivo’ converteu-se em romance. Com contornos de maior ‘suspense’, após o uso pelo Estado Português de poderes conferidos pela golden share na PT. Os discursos e intervenções subiram de tom. Uns a favor, outros contra. E aguarda-se a deliberação de Bruxelas, mesmo sem eficácia imediata.
Os opositores ao uso dos citados poderes, em geral, refugiam-se no argumento de que não foram respeitados os interesses dos accionistas – e eu exclamo e que espécie rara de accionistas! BES, Ongoing e Visabeira. Todos adquiriram acções da PT, sabendo da posse da golden share pelo Estado, assim como dos direitos e consequências inerentes. Agora, os mais usurários revelam surpresa e discordância à opinião pública.
De tantos ditos e contraditos, há até comportamentos de pasmar. Há um mês, o sinistro banqueiro de todos os regimes, o Dr. Ricardo Salgado do BES, defendia que o Estado deveria accionar a golden share para contrariar a compra da Vivo pela Telefónica; ontem, em declarações proferidas em Cabo Verde, disse o contrário e mais: agora há o perigo da operadora espanhola lançar uma OPA sobre a PT. De patriótico, já muitos sabíamos, Ricardo Salgado não tem migalha ou gota, como há semanas fazia notar a insuspeita escritora Rita Ferro. E está bem acompanhado por ‘compagnons de route’ de refinada ética, os empresários da Ongoing e da Visabeira. ‘Day after day’, as coisas mudam. Hoje o jornal ‘i’ anuncia que Salgado também terá dito que se houver uma OPA da Telefónica sobre a PT, o Estado deverá opor-se através da ‘golden share’. Enfim, contradições atrás umas das outras.
Deixemos, agora, a negociata dos ilustres accionistas, atraídos por parte de 7,15 mil milhões de euros – o país e as suas gentes beneficiariam imenso. Centremo-nos na crítica do arrevesado Rui Ramos na última edição do ‘Expresso’. Famoso historiador e doutorado em Ciência Política por Oxford, o ilustre académico entende que a decisão do Estado é um acto de “socialismo neocolonial”. Equivalente, escreve ele, à decisão “do país manter, não companhias de telemóveis no Brasil, mas a administração portuguesa nas terras de África” (sic). Esta visão transcendental só poderia sair de um cérebro genial.
Golden Share na PT – por um fio!
Face à vasta jurisprudência existente nesta matéria, as probabilidades do Tribunal de Justiça da União Europeia, considerar que a golden share que o governo detem na PT, infringe o direito comunitário, são muito elevadas.
O Tribunal já tinha considerado ilegal a Lei-quadro das privatizações em Portugal que limitava a entrada de capitais estrangeiros nas empresas privatizadas por razões de “interesse geral”. Se o Estado português não abdicar dos direitos especiais que detem na PT, correrá o risco de pagar pesadas multas por cada dia de incumprimento.
O veredicto será emitido em 8 de Julho no quadro de uma queixa apresentada em Janeiro de 2008 pela Comissão Europeia, entidade que tem como função assegurar o cumprimento do direito comunitário em todos os países da UE!
Esta jogada retira credibilidade a Sócrates no momento em que mais precisa dela, a decisão não foi tomada de cabeça fria e, ao fazê-lo, atropelou os direitos dos accionistas e investidores que podem rever as suas expectativas quanto ao país.
Esperemos que a “cabeça quente” não tenha a ver com a derrota contra os Espanhóis no Mundial!
As empresas privadas que mantêm o Estado !
Vejam lá se já ouviram falar das empresas portuguesas que inovam, produzem, não vivem à conta do estado, concorrem a nível mundial em mercados muitíssimo concorrenciais, mas não têm boys nem girls a ganharem “balúrdios”!
Já viram ou ouviram algum político preocupado com estas empresas? No máximo, vão lá para tirarem a foto e a entrevista para a TV. E, claro, não se esquecem delas para pagarem impostos. Aí vão:
Alert, Nfive, Critical Software, Têxtil Manuel Gonçaves, Lameirinho, Simoldes, Ibermoldes, Efacec, Fepsa, Stab Vida, Primavera, Bial, Grupo Pestana, Vila Galé, Janz, BA vidro, Ydreams, Logoplaste, Fresite, Renova, Nelo Kayaks, Frulacts, Alfama, Altitude Software, Out Sistems, WeDo, Brisa Space services, Activspace, Tecnologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Hovione, Porto editora, Luis Simões, Martifer, Novabase, Delta, Revigrés, Douro Azul, Cabelte, Queijo Saloio e outras há…
Mas como se nota, não constam as PT, a Galp, a EDP, os Bancos, a Motta-Engil. a Teixeira Duarte… as tais que precisam dos TVGs, das pontes, das autoestradas, que o Estado lhes oferece continuamente e que nós pagamos…
Se fosse precisa uma explicação para sermos o pais mais pobre e mais desigual da UE, está aí, para quem quer ver. E o curioso é que não há partido nenhum que coloque estas empresas na primeira fila das suas preocupações.
As importantes, sugam a riqueza às que criam valor e é melhor estar próximo da “caixa forte” onde está a massa do que no terreno a ter dores de cabeça…
Ah, e já agora, são todas de iniciativa privada, a mal amada!
A Telefónica cerca PT!
…à medida que sobe o preço oferecido pela Telefónica, de 5,7 mil milhões passaram para 6.5 mil milhões e a saída da posição accionista que tem na própria PT de 10%. A Telefónica não desiste dos 50% da Vivo na posse da PT, e a administração desta já reuniu hoje de urgência. Já se ouve dizer, pela administração, que o preço ainda não reflecte o valor estratégico, é preciso mais, o que juntando ao que Faria de Oliveira já afirmou publicamente, palpita-me que “o valor estratégico” é sinónimo de “mais massa”.
Como já disse aqui, é só o vil metal que está em jogo, o resto é conversa fiada, faz-me lembrar a história dos “centros de decisão nacionais” quando se tratou das privatizações, compradas as empresas por ” tuta e meia” logo venderam os centros de decisão nacionais a quem deu mais (rima e é verdade!).
Nós, por cá, é que caímos uma e outra vez na conversa fiada de quem nos goza a seu belo prazer, o Estado agita a “golden share” como se a maioria accionista aceitar o preço , seja possível impedir a OPA. Vão fazer o mesmo que fizeram com a anterior OPA da Sonae, convencer e comprometerem-se a remunerar “principescamente” o accionista, para isso cá estamos nós a pagar as telecomunicações mais caras da Europa!
É só estratégia e patriotismo!
CGD – A miopia de Faria de Oliveira
O presidente da CGD, Faria de Oliveira, nos telejornais de ontem, admitiu a venda dos 7% detidos pela instituição no capital da Portugal Telecom. “ É apenas uma questão de dinheiro, tudo se vende na vida excepto a honra…”, argumentou o ex – Ministro do Comércio, ex – IPE e ex – mais não sei quantos lugares e funções.
A falta de perfil e competência do Eng.º Faria de Oliveira para o exercício do cargo actual já se manifestara em intervenções anteriores. Apesar de utilizada para investimentos e parcerias sem nexo, a CGD tem também em carteira participações de carácter estratégico para o país. Uma delas é justamente na PT, por sua vez detentora de parte do capital da operadora Vivo, brasileira e alvo de aguda cobiça pelos espanhóis da Telefónica.
As declarações de Faria de Oliveira denotam miopia empresarial. Com efeito, reduzir a participação na PT a mera questão mercantilista – o dinheiro é que conta, considera ele – é demonstrar falta de visão estratégica. Murteira Nabo, conhecedor da matéria, corrigiu o ‘tiro’ de Oliveira. O desejável, disse, seria lançar um contra-ataque à posição da Telefónica na Vivo, acrescentando: “ E há parceiros disponíveis”.
As tecnologias de telecomunicação são, de facto, estratégicas em qualquer país. Portugal já alcançou sucessos de relevância mundial. A própria PT, através da TMN, lançou o primeiro serviço de telemóvel pré-pago do mundo; citem-se também os desenvolvimentos das ATM e ‘Via Verde’ pela SIBS. Sem uma operadora, cuja expansão internacional é facilitada através da Vivo, fica muito mitigada a capacidade de progresso na área das citadas tecnologias por Portugal, incluindo desenvolvimentos através de plataformas ‘Internet’ e da TV Digital. Faria de Oliveira não entende isto.
Valor estratégico – a EDP a Galp e a PT
Enquanto se anuncia a privatização do resto da Galp e da EDP, Sócrates e a fina flor juram a pés juntos que não venderão a PT! Porquê? Valor nacional estratégico!
É preciso compreender os grandes interesses nacionais, o verdadeiro objectivo nacional, seguir a célebre frase da política e da gestão: ” ter a coragem de mudar o que tem que ser mudado, ter paciência para deixar estar o que não pode ser mudado e ter a inteligêngia para saber escolher”!
Privatizar a Galp e a EDP e defender com unhas e dentes a PT é, à luz daquele principio, uma prova de coragem, de paciência e de inteligência. Se os combustíveis faltarem não há problema nenhum, as refinarias existentes em Portugal são da Galp por isso, basta importar de Espanha .O mesmo se diga da EDP, a electicidade não tem qualquer significado, nenhum interesse estratégico, se faltar basta importar de Espanha. Isto, naturalmente, se a Espanha tiver em excesso e, em caso de zaragata, mesmo diplomática, estiver interessada em nos fornecer. Porque não há outro fornecedor!
Mas as chamadas, as telecomunicações, quem pode dizer o mesmo? No caso de um problema sério podemos nós contar com a Vodafone e com a Sonae? Sim, a Sonae que é a empresa que mais emprego oferece no país, que tem fábricas e centros comerciais, que não foge mesmo que quisesse? Aí sim, não teríamos saída nenhuma, sem telemóveis, sem escutas, sem os accionistas estrangeiros, sem fundos internacionais que ninguem conhece.
Estratégico? Perceberam agora a inteligência, a coragem e a paciência que são precisas para não ficar nas mãos de potenciais inimigos ou adversários mesmo que momentâneos? O país pára sem combustíveis?O país pára sem energia electrica? Pois bem, é por isso que podem ser privatizados!
O valor estratégico da PT está nos 46 milhões de clientes que tem na Vivo, está no seu enorme potencial de crescer e ganhar dinheiro para os accionistas. Dinheirinho! Nada mais do que dinheiro!
A Telefónica quer vivamente a PT!
A “road show”, como diria o outro, está na estrada! A fina flor está em Nova Yorque a tentar convencer os accionistas e tudo o que cheire a dinheiro que cá a gente, está para dar e vender, não é nada como nos andam a difamar, que temos problemas, que não vamos conseguir pagar o que devemos, invejosos, é o que é…
A Telefónica quer a VIVO toda( 46 milhões de clientes), já tem metade, a outra metade têm-na a PT, é uma questão de dinheiro, mais tarde ou mais cedo. O que está em jogo é uma empresa, no Brasil, que já é a maior contribuidora de lucros no universo da empresa Portuguesa, cresce num mês, em termos de clientes, o que a PT cresce num ano, num país que cresce a um ritmo seis vezes superior ao nosso.
A Telefónica, que já é uma das principais accionistas da PT, oferece um preço muito superior à cotação em bolsa, tentando desta forma convencer o Estado português, que tem uma “golden share” que pode travar tudo, a vender e assim ver os seus problemas das contas públicas resolvidos. Mas vender seria vender os dedos e os anéis. Perante isto , a Telefónica lançou uma OPA hostil, sobre 100% do capital da própria PT! Agora quer a PT e a VIVO!
A Telefónica é cerca de quatro vezes maior que a PT e moram ambas num condomínio onde imperam as regras, que têm que ser cumpridas. Não podem viver nas bolsas de Nova Yorque e Londres com regras próprias, como é essa história das “golden shares”, em que um accionista ultraminoritário pode decidir se sim ou não a uma OPA!
Mesmo que seja um Estado!
O curriculum de Rui Pedro Soares

Via Raiva Escondida
A propósito das declarações de Carlos Barbosa, segundo o qual Rui Pedro Soares não tinha aptidões mas tinha padrinhos, facto que muito incomodou o PS, confira-se o curriculum daqueles que eram até há bem pouco tempo os homens-fortes da PT.
Curriculum de Henrique Granadeiro
Licenciado em Organização e Administração de Empresas pelo Instituto Universitário de Évora; chefe da Casa Civil de Ramalho Eanes; embaixador e representante permanente de Portugal junto da OCDE; Presidente do IFADAP; Presidente da Fundação Eugénio de Almeida; Administrador da Sojornal; Presidente da Comissão Executiva da Lusomundo Media; Administrador da Portugal Telecom; Presidente do Grupo PT em 2006; Chairman do Grupo PT.
Curriculum de Zeinal Bava
Licenciado em Engenharia Eléctrica e Electrónica pelo University College London; CEO da Portugal Telecom, SGPS, S.A.; CEO da TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A.; CEO da PT Comunicações; Presidente do Conselho de Administração da PT Sistemas de Informação; Presidente do Conselho de Administração da PT Inovação; Presidente do Conselho de Administração da TV Cabo Portugal, S.A.; CEO da PT Multimédia — Serviços de Telecomunicações e Multimedia, SGPS, S.A. (2003/2007); Presidente do Conselho de Administração da Previsão — Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. (2003/2007); Presidente do Conselho de Administração da PT PRO — Serviços de Gestão, S.A. (2003/2008); CFO da Portugal Telecom, SGPS, S.A. (2000/2006); Director e Gestor de Relações Públicas para Portugal da Merrill Lynch International (1998/1999); Director Executivo da Deutsche Morgan Grenfell (1996/1998); Director Executivo da Warburg Dillon Read (1989/1996).
Curriculum de Rui Pedro Soares
Licenciado em Gestão de Marketing no IPAM; Vereador (sem Pelouro) na Câmara Municipal de Lisboa; Candidato à Presidência da JS; Assistente do PS no Parlamento Europeu; Dragão de Ouro; Funcionário do Banco Cetelem; Administrador executivo da “holding” Portugal Telecom; Administrador Não-Executivo da Tagus Park.
Os boys de cócoras
“Manda quem pode, obedece quem deve!” aqui está como um dos génios da PT (este aqui ao lado) sacudiu a água do capote para cima do outro boy…
São estas sumidades que atingem lugares principescamente pagos aos trinta e tal anos tendo como credenciais serem filhos e amigos de quem são. É claro que isto acontece em empresas que à partida têm todas as vantagens sobre as outras e podem dar-se ao luxo de desperdiçar milhões a granel.
O outro boy ( este aqui ao lado) saiu do Assembleia com uma queixa crime às costas não sem antes mostrar bem ao que vinha “Peço desculpa a Sócrates por ter utilizado o seu nome indevidamente” e mais não disse, remetendo-se ao silêncio na sua condição de arguido que no caso não cola, pois o processo não é o mesmo.
É esta gente sem coluna vertebral que está à frente das nossas grandes empresas públicas, mercê de compadrios humilhantes, sem estatuto e sem curriculum, atingem lugares e remunerações que são um vómito num país tão desigual e tão pobre como o nosso.
Entretanto, PS e ministros afadigam-se a defender a posição do boy atentando contra a nossa inteligência como podem ver nestas declarações , nada disto tem a ver com o PS nem com Sócrates. Hoje no Expresso, vem a cronologia dos acontecimentos que o primeiro ministro não conhecia e os gestores negam, com contrato assinado por Zanal e Pacheco, CEO e administrador financeiro da PT.
O país anda nas bocas do mundo, à beira da bancarrota, e nós descobrimos que o nosso destino está nas mãos destes “meninos” utilizados sem dignidade e pagos a preço de ouro.
E que tal um fuck-off-ezinho?
“Term-shit, fuck-share, lick it, private attitude, mono-play, dollar greenfield, mafia chairman, life controller, core (hard), spitware, crooks-target, free-lunch-you pay”. Se o sr. Zeinal Bava tivesse utilizado estes termos, ninguém daria pela diferença. Em suma, a linguagem perfeita para ser entendida pelos senhores Balsemões, Sampaios, Pinas Mouras, Coelhos, Cavacos e respectivos aficionados. Portugalização? Qual? Fuck-off!
O corno foi à Assembleia
O corno foi à Assembleia da República e, como se esperava, defendeu o primeiro-ministro. Que não, que o primeiro-ministro não sabia do negócio PT/TVI. Mesmo que as escutas provem o contrário, e mesmo que não conste que está dentro do pensamento de José Sócrates, Granadeiro consegue garantir que o primeiro-ministro não sabia.
E depois queixa-se de ter sido encornado. Foi encornado e gostou.
Sob o segredo da (in)decência

Entrou numa empresa como a PT directamente para Director sem qualquer experiência prévia. Entrou numa lista de 25 pessoas presente ao governo sem qualquer ajuda política. Foi escolhido para administrador sem aproveitar o conhecimento e amizade pessoal com o primeiro ministro . Tudo protegido pelo segredo de Justiça! Não respondo, não posso responder!
Como é que se entra para director para a maior empresa do país , directamente, aos 27/28 anos ele não explica, como aliás ninguem consegue explicar. Como se entra numa lista de vinte e cinco crâneos aos 32 anos sem ajuda amiga tambem passa ao lado. Como é Administrador da maior empresa do país aos 32 anos sem ajuda política, para a quota do Estado, note-se, ainda se percebe menos.
Mas neste país o inexplicável tornou-se banal, contam-nos histórias que fazem de nós mentecaptos, atrasados mentais, gente sem capacidade de análise e gente burra que não sabe nada da vida de empresas, nenhum de nós tem experiência, nenhum de nós precisou de ter uma carreira, tudo nos caiu no colo.
Bem se percebe que o primeiro ministro nos queira vender esta versão, afinal foi o que aconteceu com ele, nunca teve um emprego digno desse nome, foi subindo nas Jotas e no aparelho do partido, chegou a ministro sem experiência profissional e de vida, é pois natural que ache normal ter uma vida assim.
Não é, e ninguem acredita numa só palavra das que estes rapazes foram debitar para a Assembleia da Republica. E a prova, é que são tão maus que se deixaram apanhar numa caricata operação de controlo de uma estação televisa, a mesma que tinha uma jornalista que atacava o chefe, o seu querido e admirado chefe!
É com esta gente que chegamos ao último lugar no que ao bem estar diz respeito e a um país profundamente injusto, temos dois milhões de pessoas abaixo do limite da pobreza e outros tantos a receberem o salário mínimo, tudo num país onde rapazes com 36 anos ganham 2.5 milhões de euros/ano!
Acredita quem quer!









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