Finalmente, o «Jugular» e o «Causa Nossa» encontraram-se. Quem muito se quer encontra-se sempre e eles lá estão, juntinhos, no Blogómetro, separados apenas por um tal de cu-cu.
Podem confirmar em http://weblog.com.pt/portal/blogometro. Mas terão de abrir o top 100, porque se se ficarem pela tabela geral (top 25), nem vê-los.
Já agora, para evitar remoques desnecessários, digo já que nós estamos um bocadinho mais abaixo. Mas isso tem fácil explicação: só temos um mês de vida e não temos como timoneiro um candidato ao Parlamento Europeu ou uma primeira-dama. Apenas e só um Puto Charila, o que, ainda assim, sempre é melhor do que ter um escaganifobético.
O Jugular e o Causa Nossa: Quem se quer, encontra-se sempre!
À beira dele, Manuela Moura Guedes é um anjinho
Jornalista Luís Carlos Prates num recente «Jornal do Almoço de Santa Catarina» da RBS – Rede Brasil Sul de Comunicação
BPP – A táctica do segredo
Há milhares de clientes que juram a pés juntos que foram enganados.Que lhes venderam “gato por lebre”.Há relatórios que informam sem margem para dúvidas que os clientes foram ,objectivamente,prejudicados.Papéis de investimento “saudáveis” trocados por papéis “tóxicos” a favor do banco e em prejuízo da carteira dos clientes. As instalações do BPP no Porto (sempre a nobre cidade…) são tomadas por clientes que exigem ter informações sobre o que se passa no banco. Eles já perceberam que a táctica é não haver informações.Tudo está a ser cozinhado nos gabinetes entre um grupo restrito de pessoas que controlam a Privado Holding (PH) que detém 100% do BPP. Entretanto, o governo e as suas instituições de controle (BdP,CMVM e Ministério das Finanças) manietado pelos interesses em jogo e, muito principalmente, pelas eleições aí à porta,vai deixando escapar umas “opiniões” sem autor a ver como reage o pessoal.Estamos de acordo em pagar as “manigâncias”? A actual administração toma a decisão de suspender os pagamentos aos clientes o que é, imediatamente, tomado como sinal de que o governo vai deixar cair o banco, o que a PH considera um erro.A CMVM impõe à actual administração que nos cenários a apresentar equacione a liquidação, o que índicia que até agora o cenário é ” a massa vai chegar”!Entretanto, a Assembleia Geral convocada, na sua Ordem de Trabalhos, nem sequer considerava a discussão das responsabilidades da Administração presidida por João Rendeiro e de anteriores responsáveis .E, ao fim destes seis meses de reuniões e de falta de informação o que é extraordinário é que não está ninguem preso!Nem sequer há arguidos!Mas há pessoas espoliadas!É ou não extraordinário!
Portugal aos olhos da The Economist
Os portugueses estão abatidos e desanimados com a sua vida. Ponto. Não são necessárias muitas linhas para a The Economist descobrir o fado. Numa das suas recentes edições, a prestigiada revista económica britânica olhou para Portugal. Para os dados económicos, sobretudo. Numas penadas mostra o país a quem andou distraído.
O que diz a revista? Que os portugueses estão deprimidos com o desemprego, insatisfeitos com a vidinha e pessimistas. Que a crise não nos atingiu tanto como a Espanha ou Irlanda mas temos problemas mais graves. Que desatamos, no passado, a pedir dinheiro emprestado para comprar casas, carros e “bilhetes de avião” (vão lá ver, que dizem isso mesmo). Crédito fácil, balança comercial negativa em crescimento e produtividade em baixa, além da quebra nas exportações, levou o país a perder fulgor económico.
E agora, neste cenário, o que sugere a Economist que façamos? Flexibilizar as leis laborais, reduzir a burocracia, uma classe trabalhadora com melhor educação, mais concorrência e menos Estado. Tudo fácil de concretizar, pois. Lembram-nos ainda que o FMI já tinha indicado que os nossos problemas são domésticos e não globais. Obrigado, também já calculávamos.
À revista não escapou a ‘campanha negra’ de Sócrates, nem a “ineficiência e os atrasos do sistema judicial”. Curioso é que a publicação não aponta o Freeport, que surge identificado como “centro comercial”.
O retrato não é famoso. Vê-se que o texto podia ter ido mais longe mas não havia mais espaço. O país é pequeno e não é coisa para merecer mais que o papel está caro. Mudemos de páginas, pois, a caminho de outro país.
Bancos – a armadilha
O governo está a experimentar do veneno que criou.Ousou brincar aos banqueiros com o BCP, utilizou o dinheiro da GGD para obter condições accionistas que lhe permitiram controlar o banco e colocar lá os seus homens.Para isso, apoiou finos negócios de muitos milhões, em condições que nos vão custar muito caro como já se viu em alguns casos que vieram a público.Se tudo tivesse corrido bem, isto é, a dar lucros fabulosos, bem a coisa passaria despercebida, mas a coisa deu para o torto e o governo paga com “língua de palmo” a sua incompetência na matéria.Aplica-se aqui o velho aforismo “não vá o sapateiro além da chinela”! Ceguinho, inebriado com o seu novo papel de banqueiro ,antecipou-se a uma solução privada para o BPN sem perceber que estava “à beira do precípicio”.Já vai em 2 000 milhões e não sabe o que fazer ao buraco em que se meteu. Como nas corridas “de estafeta” os bancos vão passando para o governo ceguinho tudo o que seja prejuízo, que já não teve condições de se manter fora do vespereiro BPP, metendo lá muita “massa” e as garantias necessárias para convencer os verdadeiros banqueiros a envolverem-se na coisa! Agora, vem o “i” e dá-nos a notícia, ansiosamente escondida , que o governo ceguinho já tinha metido 200 milhões no banco Finansia.O pobre do Ministro das Finanças dá uma explicação “técnica”.Trata-se de apoiar a Tesouraria do banco!
Pois, transparente e tudo explicado!
A fatalidade de mulheres e homens de hoje
A Carla Romualdo tem no ‘Aventar’ um papel relevante, essencialmente, em minha opinião, por dois motivos cruciais: O estilo literário de grande qualidade estética que utiliza; e a resistência ao tratamento, quase em exclusivo, de temas de política, em que nós homens somos mais prolixos.
À semelhança do Luís Moreira, e por estes motivos, sou um admirador da Carla. Ela adorna o blogue com histórias, ficcionais ou não, preferentemente ligadas à vida real, ou seja, a alegrias, tristezas, erros, emoções, desilusões e demais sentimentos do quotidiano dos humanos.
O tema ‘Homens Fatais’ integra-se no estilo e nas escolhas habituais da Carla. E, num primeiro instante, mereceu-me um comentário algo irónico, mas cujo sentido assenta no ponto de vista de que as mulheres, em família e na sociedade, têm um papel mais decisivo do que aquele que geralmente lhes é reconhecido pelos próprios sistemas sociopolíticos – com responsabilidades acrescidas para o chamado mundo desenvolvido, sublinhe-se.
Todavia, a par de homens e mulheres fatais, existem outros seres humanos, heterossexuais ou homossexuais, orientados, por sentimento, para gostar de alguém. Umas vezes são bem sucedidos; outras têm o desfecho da fatalidade.
Goethe, fundador do romantismo literário, retrata de forma sublime o sofrimento do amor não correspondido, na história do desventurado “Werther” – “…a nossa pobre existência…é tão-somente uma ilusória resignação”, escreve, ele, a certa altura. Apesar da distância do tempo, a citada obra de Goethe é perene. Sobretudo, numa época em que a fatalidade de mulheres e homens é viver em sociedades de extremo individualismo, erigidas sobre o valor supremo da cupidez que destronou torpemente o Cupido. É uma fatalidade que favorece a proliferação de homens e mulheres fatais, e das suas vítimas. Diferentemente da Carla, penso que o pragmatismo dos fatais é um estado permanente, e não resulta de metamorfoses. Beneficiam conscientemente da desestruturação social e é aqui que reside a essência do ser pragmático.
Animais de laboratório: Por que é que a senhora não experimenta nela própria?


Acerca do Dia Mundial do Animal de Laboratório, que foi celebrado há cerca de 15 dias, soube da intenção de uma Fundação privada de construir um biotério com capacidade para 25 mil animais através do Paulo Jorge Vieira. A luta contra este projecto aqui.
Já agora: uma certa senhora, que em tempos andou a fazer experiências com sangue contaminado, por que não faz agora as experiências científicas nela própria?
continuação aqui
Importa-se de repetir…
Manuela Ferreira Leite anunciou, penso que de forma séria, que o PSD está disponível para “ajustar” a lei do financiamento dos partidos, se houver a interpretação de que as recentes alterações têm efeitos perversos.
Mais AQUI
Nada de estranho. É mais um caso que serve para ilustrar a forma como se fazem leis no nosso país e a magnífica qualidade dos parlamentares que elegemos. E a chefe da oposição só soube hoje o que tinha sido aprovado?
E que tal a eleição uninominal para acabar com esta vergonha?
Corridas picadas nos Açores
No momento em que se inicia mais uma época tauromáquica, chega-nos dos Açores uma lamentável notícia: a Comissão Parlamentar dos Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa Regional aprovou, com votos de Deputados do PSD e do PS, a realização de corridas picadas. Há sete anos que não se realizava este tipo de corridas no Arquipélago.
Para quem não sabe, as corridas picadas, ou sorte de varas, distinguem-se das corridas tradicionais pelo facto de o touro ser picado com uma vara enorme, por um cavaleiro, enquanto está a ser toureado a pé. O objectivo é sangrar e enfraquecer o animal, preparando-o para a entrada em cena do toureiro a cavalo. Este procedimento provoca dores inimagináveis ao touro.
Ou seja, trata-se de mais um retrocesso em termos de direitos dos animais, já que, de todo o tipo de corridas, a sorte de varas é a mais cruel de todas. 
Quanto à questão de fundo, a existência das touradas, muito haveria para dizer. Apesar de considerar que é um «entertenimento» abjecto, sou da opinião de que, de todas as actividades ligadas à exploração animal, os touros até são aqueles que menos sofrem. Vivem ao lar livre, na imensidão da lezíria, durante anos de uma vida de luxo, que todos os animais deveriam ter, para serem torturados nos últimos dias. Já os animais dos circos, os animais da indústria de peles e da decoração, os animais utilizados para experiências científicas, alguns animais domésticos e mesmo os animais utilizados na nossa alimentação nascem e morrem na prisão que é a sua vida, sendo torturados diariamente e tendo uma morte tão sofrida como a dos touros.
Mas é preciso começar por algum lado e a proibição das touradas, pelo sofrimento que exibem, seria um bom início. Já são quatro as cidades portuguesas anti-touradas: Braga, Cascais, Sintra e Viana do Castelo, a primeira de todas e a mais importante, pela história que a cidade tinha a nível da tauromaquia.
Tornar Lisboa e o Porto como cidades anti-touradas seria um passo decisivo. De Lisboa, não se espera grande coisa, até pela recente inauguração do Campo Pequeno – a única e verdadeira razão de ter aumentado o número de corridas, que há muito estava em decréscimo. Mas em relação ao Porto, seria relativamente fácil. Mais por uma questão de simbolismo, ter a segunda cidade do país como cidade anti-touradas. Porque, felizmente, há muitas décadas que não se realiza nenhuma na cidade.
As touradas, mais cedo ou mais tarde, vão acabar. Resta-nos apressar o seu fim.
Porto, a próxima cidade anti-touradas. Vamos a isso, caros aventadores?
Apoiar o enriquecimento/Lavar o ílicito
O enriquecimento ílicito apareceu na agenda política pela mão dos partidos. Face à realidade de situações de gente que tem sido toda a vida político e que aparece com um património pouco conforme com os rendimentos, logo se levantou um coro de indignação. Pode lá ser!Neste caso, o ónus da prova tem que ser invertido! O sujeito que prove de onde veio a “massa”! Pelo menos pague o Imposto sobre o Rendimento (IRS), sempre são 42% que ficam do lado de cá. Isto sim, destrói a credibilidade da democracia e dos políticos, quem acredita que foi na “sorte grande” ou no “euromilhões” que ganhou o dinheiro? Uma onda de indignação varreu o país, da primeira figura do Estado ao desempregado à porta da fábrica que acabou de fechar, todos aventam soluções fáceis, claras e exequíveis assim “eles” queiram!Pressentiu-se que ía ser desta, os “orgãos” encolheram-se a reflectir, consensos, análises, que o momento exigia alta ponderação, era um assunto de Estado!
Trabalharam bem e depressa! Fabricaram, na AR, por unanimidade, a lei do Financiamento dos Partidos que apoia o enriquecimento e lava o ílicito! Como diz João Cravinho, abre-se a porta por dentro à corrupção e Maria José Morgado clama contra a ilicitude cada vez mais difícil de combater! Fica para a próxima!
A caça ao voto no 1º de Maio
Como podem ver na página 64 da Sábado de hoje, a fotografia mostra bem o “ataque” que VM e Ana Gomes sofreram na manifestação do 1º de Maio. Noutra foto, julgo que no “I” ou na Visão, aparece Vitor Ramalho com a sua saliente barriguinha a controlar o feroz ataque!
O Tiago do 5 dias, já desarticulou o “embrulho”! Há um principio fundamental em política. Se a oportunidade não aparece, cria-se!
A delegação do PS foi o que fez, criou a oportunidade de ouvir umas palavras de que não gostou, palavras que os árbitros de futebol ouvem sem queixume. Os socialistas não podem esperar outra coisa, sabem muito bem que VM não é amado por muita daquela gente que comemora o dia do trabalhador, e que não são, necessariamente, comunistas! Dizer que se fica ofendido por, em trabalho político de rua, ser vaiado e/ou levar uns encontrões, é não querer aceitar as regras do jogo. É como levar a namorada ao futebol e ficar incomodado ou por-se à estalada com o sócio do lado que chama “filho da puta” a tudo o que não veste a camisola da cor preferida. A verdade, é que aquele sócio está naquela cadeira há trinta anos a sofrer, se calhar nasceu logo sócio, com o pai e o avô a ver quem o regista primeiro e, depois, leva com um “queque” que se lembrou de impressionar o pai da namorada. Cachecol do “inimigo” e vai de se mostrar à “claque” que vê naquele jogo uma das raras oportunidades de dar largas ao seu “sonho” nunca conseguido! Ou então o árbitro que, coitado, ainda não entrou em campo e já ouve das boas! Eu bem vejo ali em Alvalade, os meus amigos, gente cheia de educação e de “salamaleques” com o pessoal, segundos antes dos jogos, e a emoção a traí-los logo no primeiro lance!
Sejamos sérios! O dia 1º de Maio é um dia de conforto para muita gente que vive o dia a dia cheio de agruras. Não se tente comparar esse estado de espirito a quem procura o 1º de Maio para arrebatar mais uns votos na sua corrida para um lugar milionário! Somos todos contra a violência? Concerteza, a começar pela violência que atenta a dignidade das pessoas, mesmo que não seja essa a intenção!
i
Estive a ler o “i”.
Admito a coragem de quem torrou na coisa 2 milhões de contos. Em termos estéticos o “i” é bem bonito. O embrulho é interessante. Mas, diário?
Tenho dúvidas. Vou continuar a ler para ter a certeza.
Vamos esperar.
Homens fatais
A Glória Colaço Martins e eu estamos numa minoria tão acentuada no Aventar que, não estivéssemos nós entre amigos, seria assustadora. Dezoito homens e duas mulheres! (Ricardo, já pensaste implementar um sistema de quotas?). Alego esta condição minoritária para justificar o que aí vem.
Porque hoje apetece-me escrever sobre homens. Ou melhor, sobre um grupo específico de homens, aqueles que sofrem dessa preguiça congénita que faz com que, na conquista amorosa, se entretenham, nos intervalos das relações mais significativas, com as mulheres que não lhes interessam verdadeiramente mas que estão disponíveis e próximas.
O mais temível de entre estes espécimenes é esse tipo de galã sedutor que baseia a conquista no seu encanto pessoal e não simplesmente num encontro de necessidades. Estes homens tendem a desejar mulheres que correspondam à imagem que eles têm de si mesmos: sedutoras, provocantes, perfeitas. Não se atreveriam a exibir outro tipo de mulher, não baixariam os seus padrões. Mas quando essas semi-deusas partem – e normalmente são elas a bater com a porta – não é no dia seguinte que aparece outra à sua altura. E é nesses momentos que o sedutor se torna pragmático.
A tímida colega de trabalho, a vizinha, a empregada do restaurante, a amiga da amiga… em cada uma vai descobrindo alguma qualidade que possa vir a motivar um interesse que, estando condenado à nascença, não precisa de ser muito nutrido. Por razões que encontram sempre uma justificação em que elas aceitam acreditar, a relação, não sendo clandestina, também nunca será assumida.
Elas costumam ser inseguras. Porque não se sentem tão capazes como as outras, ou tão inteligentes, ou tão bonitas, ou tão magras, ou tão curvilíneas… Vêm de relações de desamor, ou estão há muito sozinhas. E o interesse desse sedutor que, a princípio, lhes parece inverosímil, transforma-se em pouco tempo num veneno. Inebriante, intoxicante, delicioso, fatal. Porque cada hora com ele agudiza a percepção do vazio que ficará depois. Porque nenhum sacrifício, por mais dilacerante, bastará para que elas se sintam à altura dele. Porque o que lhes restará quando tudo acabar será a tentativa de despertar os ciúmes que sabem que ele nunca poderá sentir.
Quando uma nova sedutora aparecer em cena, para elas restará um almoço de despedida, ou talvez só um café, e cairão depois nos braços das amigas que, mordidas pela inveja, não podem deixar de soltar um “eu bem te dizia” que arde como limão nas feridas… E tudo isto, imaginem, a propósito de alguém a quem acabo de ver um olhar tão triste.
Novo Logo: procura-se

Agricultura Biológica procura novo logo
A comissão europeia abriu concurso para a elaboração do novo logotipo para produtos biológicos. Apesar de eu querer muito participar, estou fora de quotas. No entanto, posso tentar ajudar quem estiver interessado em participar. Acaba a 25 de Junho.
O drama dos clientes do BPP
O clientes do Banco Privado Português vivem uma situação dramática. Admitem ter cometido o “erro” de confiar nesta instituição “supostamente” regulada pelo Banco de Portugal, como escreveram no comunicado. Na realidade, o seu verdadeiro erro foi confiarem em que o Banco de Portugal poderia garantir o futuro das suas aplicações financeiras.
De boa fé, nenhum cliente do BPP pode atrever-se a alegar que o banco que escolheram era um banco comum, igual aos outros. Não era. Numa definição simples, clássica e básica, quem pretendia definir o BPP anunciava-o como “banco de investimentos”. Em rigor, todos os bancos são de investimentos. Mas neste os investimentos realizados eram mais profundos, mais intensos e com inevitável maior risco.
No passado, o BPP deu-se bem. Com os mercados em alta, o banco ganhou dinheiro, deu dinheiro a ganhar aos clientes, alargou o leque de investimentos e prosperou. Até que a crise dos mercados financeiros começou, desenvolveu-se a aprofundou, levando a instituição a fechar as contas de 2008 com 800 milhões de euros de perdas, numa espécie de fossa das marianas para onde foram sugados os clientes.
Está bom de ver que aquela centena de clientes que hoje esteve na filial do banco, no Porto, representa apenas uma parte pequena dos clientes do banco que João Rendeiro ergueu e afundou. A esmagadora maioria permanece silenciosa. A esmagadora maioria sabia que o BPP não era um banco comum e sabia que o dinheiro que lá entregava não se destinavam a simples depósitos. Sabiam que corriam riscos. De ganhar dinheiro (como aconteceu durante anos e não me lembro de ver protestos) ou de perder (como aconteceu agora e com protestos).
Acredito que muitos clientes terão sido surpreendidos pela crise mundial e pela crise do banco. Mas têm de resolver esse diferendo com os ex e actuais administradores do banco e deixar de esperar que o Estado os vá salvar.
Com honrosas excepções, as chantagens e ameaças de encerrar empresas e enviar para o desemprego os funcionários é um sintoma de desespero, sim, mas também de desatino. Pergunto-me se o dinheiro que terão ganho no passado com os “depósitos” terá beneficiado os trabalhadores agora, eventualmente, em risco de desemprego.
Henrique Neto e os partidos
Livre de grilhões que lhe poderiam apertar os calos, Henrique Neto há muito mostrou que não obedece a estratégias partidárias nem se verga perante eventuais interesses que lhe poderiam prometer mundos e fundos a troco de algum silêncio. Embora ligado ao PS, continua a dizer o que lhe vai na alma. E, pelo que diz, a sua alma deve estar ‘negra’.
Há umas semanas dizia que há medo no PS, agora acusa o chefe do partido de favorecer a corrupção e não poupa ninguém na questão do financiamento dos partidos.
Memórias do Pintarroxo (I)

Uma componente forte do Aventar será a colaboração, a nível de parcerias, com a imprensa regional. Com as Autárquicas no horizonte, algumas surpresas estão guardadas para o futuro.
A partir de hoje, dedicarei uma série de «posts» a José Pinto da Rocha, o «Pintarroxo», desconhecido jornalista regional de meados do século XX. Boémio, libertino, desregrado, doidivanas. Mas inteligente, sarcástico, divertido, fascinante e muito talentoso. A crónica social, a crítica mordaz, os problemas familiares do «Zé da Pouparelha», no seu trabalho de correspondente no jornal «O Progresso de Paredes».
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«Hoje, dia de Entrudo, vamos comer um caldinho de azeite, porque estamos em dieta rigorosa. O médico que nos recomendou isto é um bocado azarento!… Mas, diz ele, que tenho os intestinos corrompidos de beber tanta vinhaça americana! Como tenho uma correia para apertar o estômago e vão arrancar as videiras, talvez melhore da barriga. Vou passar a beber vinho de seis tostões o quartilho, visto não poder beber água; basta falar-me nela para apanhar uma constipação! Se for obrigado a bebê-la, duro pouco tempo, e é uma pena morrer…»
in «O Progresso de Paredes», 5 de Março de 1935
Sugestão para ida ao videoclube (2)
“Estou totalmente doido e não vou aturar mais isto!”
Parlamentares da III República (1974 – 2009)

Em jeito de boas-vindas ao Ricardo Fonseca de Almeida, o mais recente elemento do Aventar, inicio hoje a publicação regular, mas sem periodicidade certa, de uma obra encomendada há uns anos por uma editora de Vila Nova de Gaia, que nunca chegou a ver a luz do dia devido à falência da empresa.
Chamar-se-ia essa obra «Dicionário de Políticos Portugueses» e a parte que estava a meu cargo era a da III República – entre 1974 e a actualidade. Mais do que meras biografias e curriculuns, pedia-se uma apreciação pessoal, dentro do possível, de cada um dos parlamentares que passou pela Assembleia da República desde o 25 de Abril.
Apresento esta obra, a partir de hoje, como a deixei na altura, com os erros e as lacunas decorrentes do facto de nunca ter sido concluída.
Ou Sócrates muda ou a crise devora-nos
Maria João Rodrigues, conselheira junto das instituições europeias e ex-ministra da Segurança Social diz: «O objectivo central é evitar o desemprego em massa e criar empregos alternativos – em tudo o que tem a ver com tecnologias verdes e novas tecnologias energéticas, transportes,reabilitação urbana e habitação,serviços às pequenas e médias empresas e às pessoas e industrias criativas. Os investimentos públicos têm de ter uma justificação de longo prazo, efeitos rápidos no curto termo e traduzirem-se na criação de emprego!»
Que tal, não é muito mais racional e lógico do que os Megaprojectos? E quanto ao desbloqueamento dos créditos junto dos bancos? Temos que ser muito claros com os bancos – se querem ter o apoio público, têm que conceder o crédito a custos muito mais baixos, porque a taxa de juro geral está a baixar e não é de excluir que desça ainda mais. Tudo muito parecido com o que se passa em Portugal, não é?
E onde se vai buscar o dinheiro? Com emissão de “eurobonds” que só podiam servir para financiar os investimentos com prioridade definida a nível europeu! Uma maneira discreta de “meter a massa que está fora do circuito” no sistema e de trazer para a europa “paletes” de eurodólares que estão nas mãos dos Chineses e dos produtores de petróleo (isto sou eu que digo). Trazer dinheiro para a economia do futuro – novas redes de enegia, energias renováveis, educação e formação para empregos do futuro e redes de equipamentos sociais.
Como se pode ver, a nossa desgraça é o nosso primeiro ministro ser muito determinado e trabalhador. Se ele tivesse o bom senso de ouvir as pessoas e faltasse às diárias conferências de imprensa na RTP1, teria tempo para pensar. Assim, temos que o acordar com o voto…
Inauguração:
É já esta sexta, 8 de Maio, pelas 19h09, a inauguração do “Na Garagem da Vizinha” na Rua Padre António, no centro da Maia (em frente à Câmara e ao Fórum da Maia).
Estão todos convidados.

i há espaço para um novo jornal diário?
Sempre gostei de jornais. Do desfolhar das folhas, do papel mais ou menos grosso, mais ou menos aguado, da tinta, mais ou menos suja, das letras a saltitar, das fotografias grandes ou pequenas ou mais ou menos, dos filetes, dos desaparecidos linguados, dos títulos, das gordas, das magras, das colunas, das caixas baixas ou altas, de tudo.
Leio jornais desde pequeno, desde o tempo em que as páginas eram todas a preto e branco e cinzento. Desde a altura das enormes páginas do Jornal de Notícias, que eram quase do meu tamanho. Desde o momento em que colocar as mãos no jornal significava sujar os dedos de tinta.
Eram os dias em que o Expressa chegava ao grande Porto, na maior parte das vezes, ao início da tarde. Era a hora da corrida ao quiosque para o comprar. Algumas vezes vinha de mãos a abanar. Já tinha esgotado. Após umas três ou quatro vezes, tomei uma resolução: reservei o jornal. Foi tiro e queda.
Às bancas chegou hoje um novo jornal: i. Elogie-se a coragem. O i terá de algo muito mais do que apenas mais um. Terá de ser um produto diferente e de qualidade para chegar junto do seu público. A tarefa não é fácil.
Hoje, continuo a gostar de jornais, embora, admito, em grande parte a internet ganhe muito mais tempo na minha consulta de notícias e informação. Apesar disso, as folhas continuam a fazer parte do meu dia a dia. Há mais páginas, há mais informação, mais notícias, mas há menos jornalismo, menos reportagem, menos entrevistas de qualidade. Para compensar, há mais e melhor opinião.
Às bancas chegou hoje (à hora a que escrevo ainda não o li ou sequer toquei) um novo jornal: i. Num momento em que alguns reformulam o seu projecto editorial e outros mexem nas redacções e no estilo, em busca da redução de custos ou obtenção de mais leitores, o grupo Sojormedia investe mais de dez milhões de euros num projecto que, disse o director do novo periódico, Martim Avillez Figueiredo, destina-se a ser rentável num prazo de cinco anos.
Elogie-se a coragem. Em período de crise económica, que afecta a angariação de publicidade, numa etapa do nosso mundo em que a comunicação social é um dos sectores que mais pesados desafios enfrenta para se adaptar ao ‘admirável mundo novo’, é preciso bravura para lançar um projecto deste género. Com uma redacção das mais modernas do país, 74 jornalistas e edições de segunda a sábado (não sai ao domingo), o i terá de algo muito mais do que apenas mais um. Terá de ser um produto diferente e de qualidade para chegar junto do seu público. E, desde já, com a missão de mostrar que não é um veículo de estratégia empresarial de um grupo que ganha cada vez mais espaço no nosso país. A tarefa não é fácil.
P.S. O Boston Globe salvou-se. Pelo menos para já. Fico satisfeito por isso.
O caminho do mundo e do país
Confesso que ando com algum medo e principalmente, confuso com o caminho do mundo e do país. Para onde caminha? Não consigo descortinar lá muito bem. Tenho uma visão utópica (ou será distópica?) do futuro. Se calhar são filmes a mais. Espero bem que seja isso. Mas depois, mesmo sem querer, lá tropeço nas bases das minhas visões utópicas.
O CDS-PP acusa o Governo de “incompetência” e manifesta-se contra um regime de “monopólios” no mercado da produção de leite. No leite? Só? Qualquer negócio ou serviço caminha rapidamente para a total monopolização. Claro que a realidade portuguesa é muito pequena. A nível mundial (até porque já não faz sentido falar em países) a monopolização é tão grande que até sai fora do ângulo de visão. A Fiat que há dois anos debatia-se para sobreviver, agora vai-se tornar o 2.º maior grupo automóvel, comprando a Chrysler. A seguir vem a Volkswagen comprar a Porsche. Quando vai parar? Quando todas as marcas automóveis sejam da mesma entidade. E isto é transversal a todos os negócios e a todas as indústrias. Qual é o problema disto? Influência directa mais uma vez. E desta vez até há um estudo que prova isso. Fantástico este Maravilhoso Mundo Novo dos Estudos. Mas quando penso que já encontrei um padrão de acontecimentos, o Estado decide surpreender-me e concessionar o património público! Inacreditável. Nunca conseguiria atingir um tal alto nível de imaginação. No final, o mesmo resultado de sempre: como a culpa é nossa, pagamos nós. É justo. E temo que será sempre assim.
Existe previsão meteorológica, previsão do trânsito e até (pasme-se!) previsões económicas, apesar de ninguém conseguir prever nada de jeito! Como é que não existe uma ampla investigação e estudo do futuro da própria sociedade? Saber quais as implicações futuras dos actos no presente? Eu acho que perante estas pequenas, mas reveladoras evidências de um mundo totalmente corporativista e dos seus problemas, se calhar deveriam-se introduzir as utopias como uma nova disciplina nas escolas, como a matemática ou o português.Pelo menos mostrava-se aos mais jovens, como poderá ser o mundo onde irão viver quando sairem da escola. Pelo menos, percebiam logo aos 15 anos como de facto tudo isto funciona. Podia ser que fizesse alguma diferença. Mal não faria de certeza.
Marmotas de rabo na boca à moda do Porto
Andei o dia todo nisto. Escrevo, não escrevo… Questões de culinário no Aventar? É delicado, pá, disso para comigo mesmo. Um, que se saiba, é vegetariano. Outro adora carne, eu sou um belo garfo e topo a tudo. É por isso que estava no dilema de abordar uma receita que há muitos anos nos acompanha: as marmotas de rabo na boca. Decidi faze-lo, sabendo dos riscos de me levarem a mal. As receitas são o que são, cada um pode faze-las à sua maneira e gosto, com ou mais picante, com mais ou menos molho.
Apesar dos meus dotes culinários até serem engraçados, resolvi documentar-me num dos belos manuais existentes na nossa praça: o jornal Público (link não disponível).
Vamos começar: arregacem as mangas, coloquem o avental (a diferença, se não tiverem reparado, entre avental e aventar está apenas numa letra). Em cima da banca de trabalho deve estar já uma bela de uma VCI, ainda fresca apesar de já existir há muitos anos. Vamos amanha-la com a ajuda de uns fantásticos pórticos, com intervenção aqui e ali. Tenha em atenção que devem ter umas câmaras fotográficas que disparam quando alguém passa a mais de 90 quilómetros por hora.
Com a farinha de culinária preparada para enviar as multas dos aceleras, vamos tratar de colocar as nossa marmota / VCI a jeito, com os temperos necessários.
A Câmara do Porto não tem sal suficiente para enviar a farinha e garante que não tem de o fazer. É a Estradas de Portugal, dizem. Esta alega que as ervas aromática cabem ao Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (por via da marmota / VCI ter sido integrada na concessão Douro Litoral). Este assegura que o sal das infracções cabe às forças de segurança (PSP e GNR). Por seu lado, estas remetem os temperos todos para a Câmara do Porto. Neste ponto, a marmota / VCI está pronta para ir ao lume.
Fácil, não é?
Bom apetite.
Já agora, regue a refeição com o seguinte néctar (proveniente da mesma fonte): “Apenas 30 por cento do valor das coimas aplicadas pela Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (antiga Direcção-Geral de Viação) revertiam a favor da CMP, constituindo uma receita substancialmente inferior aos 500 mil euros por ela gastos na instalação dos radares, acrescidos do custo, não especificado, de gestão do sistema.”
Os dias da blogosfera
Quando eu era miúdo, a minha principal companhia era a rádio. Entretinha-me então, horas e horas, a ouvir os programas de música e os relatos de futebol. E, de repente, dava por mim a imaginar: Como será a Andreia Marçal? Loira ou morena, cabelos curtos ou compridos, magra ou gorda? E como será o Óscar Coelho? E o Sérgio Teixeira? E o António Pedro? E o Jorge Perestrello?
Era a magia da rádio, muito diferente dos dias de hoje. Pela internet ou pela televisão, já conhecemos a cara de todos aqueles que estamos a ouvir. Não é a mesma coisa.
Lembrei-me disto a propósito da blogosfera e dos blogues colectivos. Já estive no «5 Dias» durante algum tempo, mas nunca cheguei a conhecer pessoalmente nenhum dos meus colegas. E mesmo agora, no Aventar, apesar de ter lançado o blogue e convidado o pessoal, não conheço quase ninguém. E de repente, como aconteceu há anos com a rádio, dou por mim a pensar como serão aqueles com quem convivo virtualmente todos os dias. O Luís Moreira e o David Fonseca, serão simpáticos velhinhos de cabelo branco que só se aguentam nas canetas com a ajuda de uma bengala? E o Miguel Dias, será gordito como o Miguel Dias do teatro de revista? E o José Magalhães, terá barbicha como o José Magalhães da política? E o Fernando Moreira de Sá, terá pinta de ciclista? E a Glória Colaço Martins, será uma «vamp» toda extravagante ou um pensozito? E o Pedro Namora? Ah, pois, esse conheço da televisão.
É a verdadeira magia da blogosfera. Uma magia que nos faz bem. Que nos enriquece.
Mas tanta magia também já chateia. Cá por mim, gostava de conhecer a sério o pessoal. E que tal um jantar para a malta do Aventar?
Já estou a imaginar a cena. Chega um velhinho – és o Luis Moreira! Chega um gordito – és o Miguel Dias. Chega um barbicha – és o José Magalhães! Chega uma «vamp» – és a Glória! Chega um tipo de bicicleta – és o Fernando Moreira de Sá! E vai-se a ver e não era nada como eu tinha pensado. Afinal, o gordito é o José Magalhães, o tipo de bicicleta é o Miguel Dias, o barbicha é o Luis Moreira e a «vamp» é o Adalberto!
Então, convite aceite?
PS – Não referi alguns dos elementos do Aventar. Ou porque os conheço pessoalmente, ou porque já vi uma foto deles algures.
Benfica
Meus caros,
andei por estes últimos dias a ver, ler e ouvir comentários variados sobre o mundo da bola lusa, sobre os seus sucessos e os seus fracassos.
Não seria minha intenção vir a este corner falar de bola, porque isso é para os sábados à tarde com os amigos de sempre, mas não resisto a falar do meu BENFICA!
Sou sócio do Benfica e por isso penso que tenho algo mais a dizer do que o simples adepto.
E para arranque de conversa não vou recorrer ao que todos sabemos sobre o “Sistema”. Vou apenas falar da minha casa.
Ao longo dos últimos anos têm passado pelo BENFICA muitos jogadores e treinadores, dirigentes e directores, presidentes e afins. Em quase todos, o resultado, desportivamente falando têm sido maus.
E nos últimos dez anos há uma marca comum à vida do BENFICA – Luís Filipe Vieira. Num estilo muito próprio foi construindo algumas coisas interessantes, mas no plano da equipa de futebol falho redondamente: temos estádio, temos sócios, temos modalidades a lutar por títulos, temos campeões olímpicos, mas tudo isso é pouco porque a equipa de futebol não ganha.
É uma questão de jogadores? Sim, claro: eu lembro-me que no Benfica estiveram jogadores como o Nelo e Tavares, o King, o Fernando Aguiar e outras dezenas de homens que nem para suplentes de algumas equipas da SuperLiga serviram.
É uma questão de treinadores? Claro que sim. Alguns foram um erro.
Mas, não eram TODOS, jogadores e Treinadores, MAUS!
Creio, pois que estaria na hora de Luís Filipe Vieira, eleito com o meu voto, deixar o cargo para uma nova geração de gente que não queira só copiar o estilo de Pinto da Costa.
Se este quer Lisboa a arder, eu não quero que o meu Presidente deseje ver o Porto a arder.
Se PC odeia os Mouros, eu não quero ver a palavra Tripeiros metida no meio disto, até porque nasci em Miragaia!
E para começar uma nova época, nada melhor do que manter o Quique, o Rui Costa e contratar jogadores em vez de craques!
Partidos abrem a porta à corrupção
Não me digas ? Maria José e João Cravinho cada um à sua maneira, dizem o óbvio mas que poucos têm a coragem de dizer alto e bom som!Com a aprovação de todos os partidos e com o argumento fantástico de ser por causa das receitas da Festa do Avante, o limite de apoios aos partidos passa para 1 250 000,00 euros, em dinheiro vivo. Isto é um grande contributo para a transparência da vida pública e até pode ajudar à viabilidade económica do TGV, tal vai ser a quantidade de malas de dinheiro a percorrer o país. Mas quem anda distraído é que fica pasmado (gosto desta palavra).Pois não é verdade que há dois ou três meses atrás o governo aprovou que projectos de obras até 5 000 000,00 euros podem ser entregues sem concurso público, por ajuste directo? E pelo que se sabe (disse-o Rangel no Prós e Contras) as entregas (de bandeja digo eu) estão a fazer-se em bom ritmo às grandes empresas onde, por acaso, estão os amigos do partido? Havia aí anjinho que dizia que obras de de 5 000 000 de euros eram pequenas obras.Não são, mas mesmo que fossem, grandes obras divididas por três ou quatro fica tudo na ordem. grande novidade esta de as portas estarem abertas de para em par.E abertas por dentro!
Come a papa, Rangel, come a papa

Pelo facto de Paulo Rangel se ter atrevido a dar uma opinião, uma simples opinião, o Governo convocou de imediato Basílio Horta para acertar o passo ao Deputado do PSD. Que é tudo politiquice, que Paulo Rangel é um ignorante. Como se um simples funcionário do Estado pudesse vir atacar dessa forma o líder parlamentar do maior Partido da Oposição.
Não contente com isso, vem o Ministro da Economia, Manuel Pinho, dizer que Paulo Rangel tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta. Duplo ataque pessoal: à idade do candidato ao Parlamento europeu e à sua altura. Quem não tem argumentos políticos ataca desta forma. Lamentável!
Como vão longe os tempos em que Basílio Horta atacava Mário Soares e chamava-lhe de tudo em directo nas entrevistas da campanha presidencial. Começa a ser um «must» na política portuguesa, não é?, ex-CDS a passarem-se para os lados do PS. Mais ainda do que ex-PCP’s. Que isto do poder é muito bom!
SILÊNCIO, DIAS LOUREIRO E O EMPRESÁRIO
O Silêncio é sempre muito difícil de ser gerido. Na política o silêncio pode muitas vezes ser considerado cúmplice de vontades, de atitudes ou mesmo de práticas incorrectas.
É precisamente neste contexto que não se entende e não se aceita o silêncio do PPD/PSD relativamente ao processo BPN, em particular sobre Dias Loureiro e a sua continuidade no Conselho de Estado.
Com excepção de António Capucho, que em entrevista ao Correio da Manhã tomou a posição óbvia, e Paulo Rangel que recentemente também se desmarcou, ninguém, em nome do partido, afirmou o que mais faz sentido nesta altura: “Dias Loureiro devia-se ter demitido do Conselho de Estado” ou então “Se fosse comigo, ter-me-ia demitido”. Uma afirmação simples, concisa, clara e curta. A consequência passaria “apenas” por tirar o PPD/PSD desta história bizarra e de contornos muito pouco claros que o BPN introduziu na vida pública portuguesa.
Hoje, parece claro, aos olhos dos portugueses, que Dias Loureiro esteve no BPN em representação do PPD/PSD. Isto não faz qualquer sentido. Mas quem é o primeiro dos responsáveis por esta situação é o próprio partido.
O PPD/PSD já vai tarde, muito tarde, mas mesmo assim deverá o quanto antes desmarcar-se do empresário Dias Loureiro… A bem da política de verdade!
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