O vídeo de Manuela Moura Guedes e o Sr. Bastonário

Ora aí está um vídeo para ver e ouvir. São mais de nove minutos, sendo que o último minuto é verdadeiramente fantástico:

O arranque do Bloco de Esquerda

O Bloco começou a campanha pelo Alentejo – Miguel Portas esteve na aldeia de Montes Altos. Pretendeu com isso destacar a prioridade que tem de ser dada às pessoas.

Miguel Portas no Alentejo

Miguel Portas no Alentejo

E serviu esta iniciativa para marcar o arranque do BE em direcção ao 3º mandato na europa. Todas as sondagens apontam um valor acima de 10% para o BE, algo que vai levar Miguel Portas e Marisa Matias para o Parlamento Europeu.
A questão será perceber se a campanha para as europeias será mais útil para alcançar o 3º deputado ou ampliar a base apoio que permitirá crescer nas legislativas.

Do dia de ontem queria também destacar a fantástica iniciativa do PCP que levou muitos milhares para as ruas de Lisboa.

Em ispanhole eles se entendem

Aí está mais uma maravilha do Magalhães! Ou magalhanes!
Segundo as informações que acabam de chegar à redacção aventadora, foi através do magalhanes que o “sinhori inginheiru” se preparou para a apresentação em ispanhol junto do Zapatero!
Para ouvir através da TSF!

Aí está o enorme destaque que o El Pais deu à visita de Sócrates

Aí está o enorme destaque que o El Pais deu à visita de Sócrates

Não queria terminar sem antes mostrar a minha surpresa pelo facto do magalhanes ter ajudado a criar uma nova língua – o Espanhol! Eu sempre pensei que em Espanha se falava Castelhano.
Mas, para quem conseguiu fazer inglês técnico como o “sinhori inginheiru” conseguiu, podemos seguramente esperar por uma excelente prova de espanholi aquando da defesa da tese de doutoramento na Independente.

A gente diverte-se muito…

Basílio Horta, o Presidente dos PINs que nos tem inundado de projectos que não interessam a ninguém, vem agora dizer que “toda a gente conhece Portugal e gosta do que conhece, mas esse conhecimento está centrado no golfe, na gastronomia, no Ronaldo e no Mourinho”.
Como se não fosse nada com ele.
“É uma boa percepção e temos enorme orgulho no nosso turismo, mas é uma percepção incompleta”, diz o homem que se arrepia sempre que lhe dizem que durante estes anos tem andado a converter terreno classificado em hotéis e campos de golfe!
Mas isto vai mudar! Vai, vai! Agora vamos lançar uma série de iniciatiavas com o objectivo de trazer, até ao fim do ano, centenas de empresários para cá, nas seguintes áreas: renováveis, software, cuidados de saúde, biotecnologia, inovação dos materiais e dos oceanos!
E quem são os empresários? Ingleses! E porquê agora e nestas áreas? Porque correspondem às opções políticas do governo Britânico para 2009!
Uff! Estava a ver que o nosso governo tinha abandonado o TGV, o aeroporto,as autoestradas em duplicado!
A gente sofre mas diverte-se muito…

Preços das casas caem mais de 40%

À volta das grandes cidades há dezenas de milhares de casas que ninguem quer e que daqui a uma década ter-se-ão degradado tanto que os proprietários vão ter que pagar ao Estado para as demolir.Construídas numa altura em que o acesso ao crédito estava muito facilitado hoje ,mesmo que haja quem queira comprar casa nesses locais, a banca não concede crédito.Estamos perante uma crise financeira mas tambem social.São os divórcios, o sobreendividamento, o desemprego…
As famílias têm que passar a fazer planeamento da sua situação financeira, não podem solicitar crédito que não podem pagar.As questões de personalidade,formação e informação são decisivas para que as famílias não comentam erros de que se arrependem amargamento no futuro.E, não esquecer, que quando se faz um orçamento devemos contar que vamos ter mais despesas e menos receitas do que as nos parecem razoáveis!

Tratado de Lisboa!, diz José Sócrates. Tratado de onde?

Num comício em Coimbra, na campanha para as Eleições Europeias, José Sócrates referiu o Tratado de Lisboa como o grande feito da sua governação.
Tratado de Lisboa? Aquele que foi muito importante para a sua carreira política? Ou aquele para o qual prometeu um referendo que não fez? Ou aquele que a Irlanda não assinou? Ou aquele que simplesmente não existe nem nunca entrará em vigor? Tratado de quê?

Como um pássaro no arame

Quando todos os cantores se transformaram em bombas sexuais, e as vozes se fizeram secundárias em face dos olhares sedutores, das poses de divas ou semi-deuses, e nos perguntamos que espaço teria Ella Fitzgerald, por exemplo, se nascesse agora, eis que irrompem os primeiros acordes da valsa e entra o veterano Leonard Cohen, que, de fato riscado e borsalino a velar-lhe os olhos, enche o palco com sua esplêndida velhice.

Já não se vêem velhos em palco, repararam? A velhice, tão inestética, é escondida ou travestida com grotescas máscaras de falsa juventude. Madonna esconde uns impossíveis 50 anos com coreografias acrobáticas, e apenas os Stones exibem o mapa rugoso das suas faces mas não assumem a condição de velhos. São, antes, eternos jovens gastos pelas muitas infracções.

Mas Cohen é um velho. Os dedos ossudos dedilham a guitarra, o olhar fixa-se num ponto distante que não conseguimos alcançar, e as canções já tantas vezes tocadas saem de novo à luz e revivem uma outra vez, antes do regresso à sombra. A voz envelheceu, perdeu brilho e amplitude, fragilizou-se e Cohen não tenta iludi-lo.

Mas as canções ganharam densidade, a melancolia enriqueceu-se com um travo de ironia, e a alegria não perdeu luminosidade mas tornou-se sábia. Assombradas pela figura agora frágil do seu trovador, as palavras ardem, consomem-se, amanhã renascerão das cinzas. Como aquela que começa assim… “Well my friends are gone and my hair is gray / I ache in the places where I used to play”…

«A mesa para ela, o LCD para ele». Sim, eu vejo o Querido Mudei a Casa!


Acabei de ver, numa típica tarde familiar, o «Querido Mudei a Casa». Até estava hesitante em postar este vídeo bem cómico que me deram a conhecer numa das minhas noites de boémia em Cinfães. Mas se são as mulheres a tratar-se dessa maneira, que mal tem publicar uma coisa divertida que não faz mal a ninguém…
Voltando ao assunto. A certa altura, a apresentadora do «Querido», a Sofia Carvalho, fala das alterações que fizeram na casa e do que deixaram de novo. «Para ela, esta fantástica mesa de jantar. Para ele, este LCD». Assim mesmo, literalmente. Ou seja: ela fica a cozinhar e a pôr a mesa, enquanto ele fica em frente à televisão a ver o futebol. Já agora, como mulher submissa, espero que ela lhe leve uma cerveja fresquinha ao sofá, para ele poder arrotar furiosamente enquanto coça os tomates.
Em que século vive esta simpática apresentadora de televisão?

A Marcha da CDU: 85 mil em protesto

Foi hoje à tarde, em Lisboa. Mais uma mega-manifestação de protesto contra o Governo e, segundo o «Público», um bem afinado conjunto de «slogans» contra esta política.
A dois dias do início da campanha eleitoral para as Eleições Europeias, o PS sente o descontentamento da população. Dir-se-á que foi uma organização de um Partido político, mas nunca outro Governo, como este, teve de defrontar tantas amanifestações desta dimensão. Ao ponto de se relativizarem os 85 mil de hoje.
Foram 200 mil da CFTP por duas vezes, foram 120 mil e 100 mil dos professores, foram os 85 mil de hoje. Poucas vezes, desde o 25 de Abril, a luta de rua atingiu números tão significativos.
«Os números não são importantes» – é o que dizem sempre nesta altura os actuais detentores do poder. Não serão?

De volta ao mar – Estaleiros

São precisos novos investimentos de actualização e modernização dos estaleiros, evitando a degradação dos que ainda operam.Os estaleiros devem ser seleccionados por especialização, para ser criada uma rede nacional, o que implicará associações entre estaleiros para aproveitar a capacidade instalada.Importará estruturar redes de subcontratação e aumentar a flexibilidade laboral.
Deve ser refundada a Associação das Indústrias Marítimas e criados interlocutores seus permanentes junto da Administração Pública,que seja um elo de ligação à UE!
FORMAÇÃO – Devem ser utilizadas as escolas da marinha para formar pessoal civil e alargar a missão da marinha, de forma a considerar outras actividades de interesse nacional, nomeadamente no que respeita à iInvestigação e Desenvolvimento.Devem ainda ser potenciadas as capacidades da Marinha para apoiar a exportação de navios militares e incrementar o seu papel nos meios de segurança da navegação de recreio, reforçando ainda a sua actividade nos meios de intervenção na protecção do ambiente.

A Lavandaria

A Lavandaria reabriu aos fregueses.
Temeu-se o pior mas o Jorge Fiel apenas andou e anda com problemas de “pacotes”. Sem segundas intenções.
Um forte “seja bem regressado” a um dos melhores blogues tripeiros!

Quantos advogados são necessários para mudar uma lâmpada?

“Um advogado fará tudo para ganhar um caso, algumas vezes até dirá a verdade”, disse Patrick Murray numa das inúmeras frases e piadas em redor desta classe profissional. Há muito que os advogados têm má imagem pública, sobretudo nos EUA, em Itália e diversos outros países. Em Portugal eram, até há poucos anos, uma das classes mais respeitadas. Hoje o cenário não é o mesmo. Em parte por culpa própria, mas também por responsabilidades da justiça nacional, um dos sectores mais atrasados e miseráveis deste nosso país.

Há demasiadas leis, decretos, portarias, regulamentos, por vezes contraditórios, e, usando analogias automobilísticas, diversas escapatórias e rotundas que permitem aos advogados e alguns dos seus clientes contornarem decisões desfavoráveis ou utilizarem manobras dilatórias, que prolongam os processos ‘ad eternum’.

Há uns anos, José Miguel Júdice, enquanto bastonário da ordem, denunciou a existência de advogados que cobram “honorários que são autênticos assaltos à mão armada”. Esta semana contaram-me uma historias dessas. Três partes, um queixoso e dois à defesa, três advogados. O queixoso venceu o primeiro ‘round’. Os perdedores recorreram. Destes, um dos advogados, elemento de um grande gabinete, e representando um cliente, apresentou a documentação a tempo e horas e acabou por vencer a contenda. O outro, pequeno escritório, e representando outro cliente, não recorreu a tempo e o cliente voltou a perder. A conta do grande escritório foi de 750 euros. O pequeno escritório apresentou uma factura de 2500.

António Marinho Pinto, actual bastonário, sabe do que fala. Pode não ter a sensibilidade necessária para dizer o mesmo utilizando palavras diferentes mas, se calhar, não quer. O que diz não agrada aos elementos da sua corporação, talvez por ser verdade. Esta semana veio dizer que alguns advogados ou escritórios” são “quase especialistas em ajudar certos clientes a praticar determinado tipo de delitos, sobretudo na área do delito económico”. Os advogados não gostaram mas fiquem sabendo que é isso mesmo que pensam as pessoas que estão de fora das guerrinhas e tricas da classe. Claro que não são todos os que assim procedem. Será até uma minoria mas é sabido que uma maça podre pode estragar todo um pomar.

Hoje sabemos que a Ordem dos Advogados puniu, em 2008, “359 profissionais por infracções que vão desde abuso de confiança a faltas deontológicas várias, como faltas a julgamentos, abandono de clientes ou conflitos de interesses”.

Já agora, sabem quantos advogados são necessários para mudar uma lâmpada? Três. Um para rodar a lâmpada, outros para o atirar abaixo da escada e um terceiro para processar a empresa produtora da escada.

O Banco de Portugal merece aumento

O que o Banco de Portugal sabia em 2005 sobre o BPN!
Operações domiciliadas no BPN Cayman eram feitas num sistema informático próprio, a que acedia um número restrito de pessoas. Os mecanismos de controlo necessários aos príncipios preventivos de braqueamento de capitais não foram aplicados.
O crédito concedido a diversas entidades associadas a El-Assir, empresário envolvido juntamente com Dias Loureiro no ruinoso negócio de Porto Rico, não era reportado de forma consolidada, embora o montante (42.9 milhões de euros) obrigasse o BPN a fazê-lo.
A SNL Imobiliária, apesar de ter vendida em Agosto de 2000 por recomendação do Banco de Portugal, continuava a ser gerida em 2005 no interesse do grupo e estava nas mãos de cinco accionistas da SLN.
O procedimento do crédito no BPN tinha uma organização muito deficiente dos dossiês de crédito e gestão de acompanhamento das carteiras, um problema tambem detectado em 2002.Muitas propostas de crédito estavam fora do sistema.
Como se vê o BdP na pessoa dos seus administradores e directores merecem todos aumento.De trabalho!

Requiem pela Ministra da Educação (II)

O «Novas Oportunidades», lançado pelo ministro David Justino, foi uma excelente medida, igual ao que já existe por toda a Europa. Mas qualquer instituição pode fazer a formação para validação de competências. Há empresas privadas que recebem dinheiro para fazê-lo, mas os seus funcionários não chegam a comparecer uma única vez e obtêm o diploma em dois ou três meses. Há instituições que permitem fazer do 5.º ao 12.º ano em seis meses. As estatísticas é que contam. Faz lembrar o Fundo Social Europeu.
Quanto aos professores, o novo Estatuto da Carreira Docente está na base da maior parte das críticas à ministra. Em nenhum dos países desenvolvidos há uma divisão na carreira entre professores e professores titulares. Porque todos são professores e aqui, não há nem deve haver hierarquias. Todos os professores são iguais. O problema piora quando são os titulares que vão avaliar os professores.
Estes titulares, relembre-se, chegaram a este cargo com base apenas nos cargos ocupados nos últimos sete anos. Não são os melhores, são os que tiveram mais cargos. Para efeitos administrativos, em 2007 a ministra Maria de Lurdes de Rodrigues classificou-os a todos com a menção qualitativa de BOM. Onde é que já se viu isto? Já chegámos à Madeira?
É por isso que o Estatuto da Carreira Docente é a fonte de todos os males. Porque tem uma série de implicações negativas, apesar de revelar alguns aspectos positivos, relacionados sobretudo com as faltas dos professores.
Por fim, no que toca à avaliação do desempenho, há alguns anos atrás havia uma prova pública de acesso ao 8.º escalão. Os professores que reprovassem nessa prova nunca ascendiam ao topo da carreira e ficavam para sempre no 7.º escalão. Essa prova pública de acesso, essa sim que distinguia os melhores professores, foi abolida pelo Governo do PS de António Guterres, do qual fazia parte José Sócrates.
A partir daí, 1998, passou a existir a progressão automática na carreira. E aplauda-se o fim desse sistema. É fundamental avaliar e não se pode admitir que um professor que não faz nada progrida da mesma forma que outro que se empenha a sério.
Mas tem de ser uma avaliação justa, que não contenha factores pelos quais o professor não é responsável e que não controla minimamente, como é o caso do abandono escolar ou do insucesso escolar. Não admito que, em Setembro, tenha de dizer que 90% dos meus alunos vão ter positiva e 10% negativa. E se o número de negativas for maior? Devo ser prejudicado na minha avaliação porque não cumpri os objectivos? Ou passo os alunos para ajustar a sua classificação aos meus objectivos? E se os alunos abandonarem a escola para ir trabalhar, ou emigrarem com os pais, como acontece muito no Interior, por que razão devo ser prejudicado na minha avaliação?
Para além disso, era perfeitamente possível avaliar um professor sem obrigá-lo a tamanha carga burocrática. Veja-se este exemplo referido por Manuel António Pina, esse grande sindicalista: «Uma professora com 9 turmas e 193 alunos vai ter que introduzir manualmente no computador 17 377 registos e fazer 1456 fotocópias, além de participar em algo como 91 reuniões. Contas feitas, a 1 minuto por registo, e visto que a professora é um Usain Bolt informático, e não dorme nem come, nem se coça, nem se assoa, inteiramente entregue à avaliação, são 290 horas, isto é, 12 dias (noites incluídas).
Já 1456 fotocópias a 1 minuto cada (tirar o papel do monte, pô-lo na bandeja da fotocopiadora topo de gama da escola, esperar que saia fotocopiado e colocá-lo noutro monte), levam-lhe mais um 1 dia (noite incluída). E 91 reuniões, também de 1 minuto, mais 91 escassos minutos. Ao todo, a professora fará a coisa em pouco mais de 13 dias (noites incluídas). Qual “pesadelo burocrático” qual quê! No fim ainda lhe sobrarão, se alguém a conseguir trazer do cemitério ou do manicómio, 152 dias para dar aulas, aprovar os 193 alunos e contribuir para as estatísticas da ministra.»
Ou veja-se as grelhas de avaliação publicadas pelo Governo em «Diário da República». Duas simples folhinhas, como se pode ver neste PDF.

Marinho Pinto na TVI

O que acho piada é alguém se ter dado ao trabalho de filmar este momento “TV Rural” do Jornal Nacional da TVI. Fantástico!

De volta ao mar – Exploração energética

Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provem do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.

Palavras do Aventar – Jogo da Educação

Porque hoje é sexta-feira e porque é necessário descontrair… aqui fica um pequeno jogo de palavras em torno da educação e dos seus agentes.

Podem usar mas, por favor, não façam batota. Não adianta tentarem, nós vamos perceber.

A cábula está lá, basta clicar nas células de texto, que são editáveis.

Para jogar, basta clicar: palavras_do_aventar

Se for professor e fizer o jogo de forma limpa, completa e à primeira (não é difícil), talvez nem tenha de passar pelos diversos passos da avaliação.

Se falhar, vamos preparar uma manifestação com muita gente a gritar fascista e afins.

i se as audiências forem…

…abaixo de cão? E se a média nacional de vendas não ultrapassar os 10 mil exemplares? i se o Grupo Lena se fartar de ver o dinheiro a ir pelo cano?

Vaias e sondagens

Sócrates, Maria de Lurdes e Teixeira dos Santos foram violentamente vaiados na Escola António Arroios. No mesmo dia em que as sondagens dão resultados cada vez mais problemáticos para o PS. É normal que seja assim. Não se pode enganar toda a gente o tempo todo. Os casos que envolvem o PM estão a fazer o seu caminho e é um caminho sem retorno. Hoje já muitos percebem – este caso Lopes da Mota é esclarecedor – que não é preciso ser condenado em Tribunal para se ter uma opinião sobre o carácter de uma pessoa. Continuam a ser inocentes perante a Justiça mas não se podem ignorar os papéis que desaparecem, os que são destruídos, as casas a metade do preço, os mega projectos autorizados à pressa e com decisões no mínimo discutíveis.
É preciso arrepiar caminho quanto às políticas deste governo.Quem chamou a atenção para o dinheiro que ía para os bancos, que esse dinheiro nunca chegaria à economia real, vê agora com desgosto o governo em pânico sem saber como sair dos buracos que ele próprio criou.
Oxalá ainda se vá a tempo de impedir essas tragédias que são os TGVs, as autoestradas em triplicado, os aeroportos megalómanos, as pontes que trazem mais carros para dentro da cidade e que descaracterizam para sempre o mais belo estuário do mundo.
Tenho vindo a apresentar um conjunto de artigos sobre o “Hypercluster do mar“. Custa a acreditar que este país, com todas as condições para liderar nas actividades do mar, não dê prioridade ao mar.
E, no entanto, sabemos as razões. É fácil construir betão e comprar maquinaria lá fora. É bem mais dificil fazer um trabalho sério e continuado em matérias que exigem saber!

O «mensalão» de Freitas do Amaral

Segundo o «Sol», Freitas do Amaral vai voltar. Aliás, ele volta sempre. Quem não se lembra quando, aqui há uns anos, voltou à Assembleia da República durnte dois meses, só para cumprir o tempo que lhe faltava para ter direito a uma reforma dourada e vitalícia como Deputado?
Com este Governo, nunca falta trabalho a Freitas do Amaral. Também, o homem desdobra-se em elogios constantes e mirabolantes ao primeiro-ministro e, que diabo!, tem de ser recompensado de alguma forma.
Desta vez, foi encarregado de rever a legislação sobre Fundações. Por esse trabalho, vai receber 5 mil euros mensais. Mil contos na moeda antiga, 12 mil contos + IVA no final do contrato, que vai ter a duração de doze meses.
Estamos em presença, sem dúvida, de um génio. Que outro génio poderia conseguir um contrato destes em época de crise como a que vivemos? Melhor mesmo, só o ilustríssimo e também ele genial advogado João Pedroso e o seu famoso contrato com o Ministério da Educação.

Fascista e Artista

Eu sou profundamente anti-Sócrates, e todos os dias explico aqui as minhas razões. Mas chamar fascista a Sócrates para “dar” com astista, é falso e perigoso!
Não é poeta quem quer!

Colecta a favor do Dr. Vítor Constâncio

Depois de ler esta notícia, o Aventar vem propor que se organize uma colecta a favor do Governador do Banco de Portugal, Dr. Vítor Constâncio, e demais elementos do Conselho de Administração da Entidade Reguladora dos Bancos.
Com efeito, já vai ser o segundo ano consecutivo que o Dr. Vítor Constâncio não vai ter aumento de ordenado. Correm tempos difíceis no mundo e, para o Governador do Banco de Portugal, as coisas não devem andar nada fáceis. Por este andar, o seu poder de compra não vai parar de diminuir. Qualquer dia, está a ganhar tanto como o Presidente da Reserva Federal Norte-Americana!
A petição vai começar a circular em breve na internet.

BEM-VINDA

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Bem vinda Ana Anes (http://www.anaanes.com/)

Esperam-se bons “post´s”

JM

Requiem pela Ministra da Educação (I)

Maria de Lurdes Rodrigues foi professora primária. Seja porque teima em esconder esse facto do seu «curriculum» oficial (terá vergonha?), seja porque a subserviente comunicação social portuguesa nunca se interessou pelo assunto, o certo é que gostaria de saber mais sobre o seu desempenho no ensino real. Foi uma professora exemplar? Não chumbava alunos? Utilizava métodos inovadores? Tinha uma boa relação pedagógica com os alunos? Algum desses alunos se lembrará dela? Foi avaliada? E se não foi, a culpa foi sua?
À falta destes elementos, tenho de me limitar a avaliar o seu desempenho, como ministra da Educação, entre 2005 e 2008. Não tenho dúvidas de que uma grande parte da sociedade portuguesa bateu palmas à sua actuação, mas, para aqueles que vêem para lá do folclore político, o seu mandato deixou muito a desejar. Resumiria o seu mandato de três anos numa frase: uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.
Os principais problemas do sistema educativo mantiveram-se e nada a ministra fez para a sua resolução. Os programas continuam completamente desfasados da realidade, tanto em termos de dimensão como de conteúdos. Os manuais escolares apresentam erros graves e os seus preços são exorbitantes. Continua a haver turmas com mais de trinta alunos em salas de aula sem as mínimas condições. Psicólogo nas escolas, para já não falar em assistente social, continua a ser uma miragem para a maior parte dos Agrupamentos. Continua a haver falta de funcionários e cada vez são mais os tarefeiros, que chegam a ter horários de uma hora por dia. Os Quadros das Escolas continuam sem ser devidamente preenchidos, daí a necessidade de chamar professores contratados, num processo que chega a demorar um mês (período durante o qual os alunos não têm aula à respectiva disciplina).
Podia continuar com dezenas de exemplos daquilo que devia ter sido prioritário para este ministério. Porque, no sistema educativo, nada há mais importante do que os alunos. É por eles e para eles que tudo existe. E são eles os únicos prejudicados pelas situações que referi anteriormente.
Se nestes casos o ministério nada fez para resolver os problemas, houve casos em que os piorou. Foi o caso dos cerca de quarenta mil miúdos com Necessidades Educativas Especiais que, por razões economicistas, perderam o apoio de que usufruíam. Foi também o caso dos professores do Ensino Especial, cuja especialização deixou de ser uma obrigatoriedade. Qualquer um pode encarregar-se desses alunos.
Foi o caso da obsessão pelas estatísticas. Ao ponto de facilitar até ao enjoo os exames nacionais, para se poder dizer que a sua política foi um sucesso. O objectivo, já o assumiu, é acabar com as reprovações dos alunos. Resultado: hoje em dia um aluno pode transitar sem ter nenhuma positiva. NENHUMA!
Foi, ainda, o caso do Estatuto do Aluno, que, ao contrário do que se tem dito, e ao contrário do que os alunos pensam, é muito mais permissivo do que o anterior. O anterior Estatuto, publicado pelo ministro David Justino, previa a expulsão do aluno como medida disciplinar sancionatória, no caso de esse aluno estar fora da escolaridade obrigatória. Nesse ano lectivo, o aluno ficava imediatamente retido e não podia inscrever-se noutra escola. O actual Estatuto do Aluno elimina essa sanção e a transferência passa a ser a pena máxima, mas apenas se a Direcção-Regional de Educação concordar.
Segundo o anterior Estatuto do Aluno, o Conselho de Turma (conjunto dos professores da turma) podia ser chamado a decidir da suspensão do aluno entre 5 a 10 dias. Com o actual Estatuto, essa participação dos professores, afinal aqueles que conhecem o aluno, é simplesmente revogada. A partir de agora, o Director «pode previamente ouvir os professores da turma». Nem sequer é obrigado a ouvi-los.
E depois há a questão das faltas. No Estatuto anterior, quando ultrapassavam o limite de faltas injustificadas, os alunos ficavam retidos ou eram desde logo excluídos, se estivessem fora da escolaridade obrigatória. Agora, podem faltar o que quiserem que têm direito a uma prova de recuperação, «independentemente da natureza das faltas». Ou seja, faltar porque se foi operado ou faltar porque se foi para o café é exactamente a mesma coisa. E se o aluno reprovar na prova de recuperação, ainda pode ver as suas faltas justificadas e ainda pode ter direito a uma nova prova de recuperação.
Ou seja, não interessa se os alunos se esforçam ou não, se cumprem os seus deveres ou não. Porque quem se balda obtém os mesmos resultados do que aqueles que se esforçam. Afinal, o que interessa é acabar com os chumbos.
Como é óbvio, os alunos que se esforçam, mas não conseguem, é que deviam ser apoiados com aulas de recuperação constantes às disciplinas em que têm dificuldades, em vez da fantochada que, hoje em dia, continuam a ser as aulas de substituição. Outro dos problemas criado pelo ministério que em nada veio ajudar os alunos.
É tempo perdido para os alunos, que nada aprendem enquanto estão nessas aulas. O que vêem à sua frente é um professor que não conhecem, que não respeitam e que nada percebe daquela disciplina, mesmo que leve uma ficha de trabalho deixada pelo colega em falta. Admito aula de substituição no caso de ser leccionada por um professor da disciplina. Nada mais.
Curiosamente, porque o professor tem de estar na escola um número determinado de horas, é colocado em aulas de substituição, ou então na Biblioteca, Sala de Estudo, etc.. Se está em aula de substituição e nenhum colega falta, fica na Sala de Professores, duas horas ou mais, sem fazer nada. Se vai para a Biblioteca, Sala de Estudo, etc.., nada tem para fazer, porque os alunos estão em aula ou em substituição, por isso não podem sair da sala. Não seria difícil aproveitar melhor o trabalho dos professores de forma a beneficiar também os alunos, sobretudo através de aulas de apoio individuais para todos os que precisassem.
Depois, há outras medidas que se podiam ter revelado positivas, mas a sua implementação não o permitiu. É o caso do Inglês desde a 1.ª Classe. Acontece que é uma AEC (Actividade Extra-Curricular) e, logo, não-obrigatória. Os alunos chegam ao 5.º Ano com ritmos totalmente diferentes. Alguns tiveram quatro anos de Inglês, outros não tiveram nenhum. E os que tiveram quatro anos, voltam a levar com a iniciação, como se partissem do zero – daí à desmotivação, vai um pequeno passo. Daqui a uns anos se verão os resultados.
Para além disso, muitas aulas são dadas na cantina, no ginásio, no contentor, onde quer que seja. E tudo é feito à custa de professores com recibo verde, que por vezes recebem 5 euros por hora, mas apenas as horas efectivamente leccionadas. É feriado e não há aulas? Tem de acompanhar o filho recém-nascido à consulta na Maternidade? Tem de ir ao funeral do pai? Azar, será descontado. Dir-se-á que a culpa é dos municípios, mas quem fez a lei foi o Governo.

(continua)

De volta ao mar – Quintas marítimas


Para as pescas, aquicultura e indústria de pescado, importa definir e delimitar áreas de potencial aquícola, para posterior concessão, bem como áreas ambientalmente protegidas à escala nacional (incluindo os Açores e a Madeira). É proposta a criação e promoção de “Regiões Piscícolas Demarcadas”, o fomento da cadeia de valor do pescado português, a reconfiguração da indústria de transformação do pescado e a modernização da frota pesqueira.

IDENTIDADE MARÍTIMA
Deve ser criado um plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar e promover a identidade marítima da sociedade portuguesa que revitalize a cultura marítima como parte do património português mais valioso. Assim como devem ser desenvolvidos planos sistemáticos de comunicação, conferências,congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área!

Um cenário mais negro

O cenário já não era agradável. Progressivamente ganha contornos ainda mais negros. Os últimos dados oficiais do número de desempregados não representam grande novidade, já eram esperados, mas assustam.

Os 491 mil desempregados registados nos centros de emprego no final de Abril são o valor mais elevado dos últimos 35 anos, diz o Público. Isto, como se imagina, não é nada bom. Em termos sociais e de recuperação da auto-estima de um país em depressão. Para já não falar da recuperação da economia. Mais desempregados significa menos dinheiro, e menos dinheiro significa menos consumo, e menos consumo significa um acentuar da crise na economia nacional.

Em termos simplistas as coisas são assim. E são más.

Sinais da terceira vaga

A Srª ministra terá dito por aí que a avaliação estava em curso e que isso seria uma reforma ganha.
Procurou também dizer que nunca tratou mal os docentes e que só falhou quando não conseguiu desmontar esta imagem.
Eu diria, que mais uma vez estamos perante um ataque mediático da equipa socrática – o risco de uma terceira onda de indignação nas ruas de Lisboa seria um desastre para ela, mas principalmente para todo o governo e por isso temos novo ataque (des)informativo.
Assinalámos desta forma o arranque da campanha pró-Maria de Lurdes onde se vai tentar mostrar que tudo o que foi feito até aqui foi um sucesso: avaliação foi o pontapé de saída e sobre esse, deixo o riso do Ricardo.
Obviamente, a entrega de objectivos aqui está a ser usada como arma de arremesso – fica assim claro que uns fizeram o jogo da ministra. Claramente. PONTO.
Voltando à campanha mediática, penso que temos duas semanas para mostrar que não nos vamos amedrontar com mentiras. Vamos arrancar no dia 26 para Lisboa, onde no dia 30 vamos voltar a descer a Avenida da (NOSSA) Liberdade. Respondendo a Paulo Guinote, só podemos dizer: “Sim, percebemos a Mensagem – só há uma maneira de tudo o que diz a Ministra ser mentira – indo a Lisboa dia 30!

30 de Maio de 2009

30 de Maio de 2009

Cosmética na Imigração

Limite de vistos sem efeito prático. Desde 2004 que não é alcançado. Em vez dos 8 600 postos de trabalho disponíveis em 2008, para este ano o Governo ficou-se pelos 3 800. Mas nem estes vão ser necessários.
A verdade é que o nosso país deixou de ser simpático para os estrangeiros extracomunitários. Portugal não cresce, a actividade económica tem vindo a perder gás e há países recentes na UE que já nos ultrapassaram! Mas fica sempre bem a ideia de que Portugal é um país procurado, recebe imigrantes, tem postos de trabalho para serem ocupados, somos um país decente, não fechamos as portas a ninguém, não nos esquecemos dos nossos compatriotas que demandaram a Europa nos anos 60.
Claro que estas quotas são flexíveis, se os empresários precisarem de mão de obra, sempre se podem modificar. O Governo diz que não, a mensagem é que somos um país aberto à verdade do mercado, não somos um país de portas abertas sem restrições.
Bem, resta-nos como consolação a Itália de Berlusconi que já tentou colocar em Lei a obrigação dos funcionários públicos denunciar os clandestinos. Não somos os últimos na xenofobia que a crise descobre!

Ana Anes no Aventar?

Eu estou num blogue onde está a Ana Anes?

Meu deus, se o Jorge Fiel descobre, lá se vai o Sinaleiro da lista de links do Lavandaria…A ilustre Ana Anes no Aventar? Estou sem palavras e por isso mesmo antecipo, com toda a força, as boas-vindas. Venham de lá essas polémicas!

Um must!

Ana Anes na SIC


A aventadora Ana Anes, a mais recente aquisição e reforço do Aventar, estará hoje no programa Aqui e Agora, às 21.15 horas, na SIC! Não deixe de ver!
E a seguir avente!