O pântano do BPN ganhou mais habitantes

Dias Loureiro está encostado às cordas. Acusado de mentir no Parlamento por Oliveira e Costa, ex-líder do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios, o conselheiro de Estado não tem muita margem de manobra. Indiciado como mentiroso, acusado de falta de carácter, manipulador e trapaceiro, o ex-ministro de Cavaco Silva só tem um de dois caminhos: ou desmente as acusações e apresenta dados convincentes em sua defesa, ou tem de pedir demissão do cargo que ocupa no Conselho de Estado.

Se isso não acontecer colocará o Presidente da República numa situação ainda mais complicada. Cavaco Silva já não convoca o Conselho de Estado há muito tempo, e havia razões para isso. Calculo que seja por causa de Dias Loureiro.

Oliveira e Costa está longe de ser um inocente em todo este pântano. Creio mesmo, pelo que se sabe, que será um dos principais responsáveis. Mas não é o único. Hoje, pouco acrescentou em termos de processo de investigação criminal. Esta quebra de silêncio serviu, acima de tudo, para conhecer um pouco mais da situação vergonhosa em que vivia o banco e a SLN, os negócios sujos que envolviam esta instituição. Entre os inocentes não estão, por certo, nem Dias Loureiro, nem o Banco de Portugal. Não é de acreditar que o cheiro putrefacto que saía do banco não tivesse chegado às narinas do regulador.

Cinco anos que serviram para muito ou pouco?

vote_watch

Em rigor, para que serve o Parlamento Europeu? Afinal, o que fazem os deputados europeus? E qual a actividade dos deputados europeus portugueses?

Estas são perguntas legitimas de todos nós, sejamos muito ou pouco atentos às matérias políticas e, em concreto, à intervenção na nossa vida dessa instituição que se reparte por Bruxelas e Estrasburgo.

Algumas respostas podem ser encontradas no Vote Watch.

Por lá fiquei a saber que os eurodeputados portugueses são os 9º mais assíduos às sessões de trabalho, com 87 por cento de presenças. Fiquei ainda a saber que em 67 por cento das vezes os eurodeputados portugueses votaram em conjunto para o mesmo lado.

Há estatísticas para todos os gostos, podemos verificar a actividade de cada parlamentar e de cada grupo políticos, enfim, um mundo de informação para quem quiser saber o que se passou nos últimos cinco anos.

Não pensemos em coisas tristes

Dentro de dez anos atingiremos a data na qual se desenrolavam os acontecimentos narrados no já lendário “Blade Runner”.

Parece muito longínqua ainda aquela Los Angeles futurista e ainda mais a possibilidade de criação de “replicantes”, tão próximos aos seres humanos que não só se confundem fisicamente com eles, como conseguiram desenvolver emoções como o amor, a raiva, a inveja, e tantas outras que definem o humano.

Para além da relação ambígua com o criador, o tema central para os replicantes era a mortalidade. Condenados a uma vida demasiado curta, impedidos de saber qual a sua data de fabrico e, consequentemente, a data em que se desactivariam sem que nada pudessem fazer para impedi-lo, os replicantes experimentavam a angústia da sua própria finitude, a frustração pela perda de tudo o que haviam conquistado, a consciência pungente de que nada deles sobraria, e que tudo o que haviam visto e que a sua memória preservava como um tesouro se apagaria sem vestígios.

Quem viu o filme recordará certamente o monólogo à chuva de Rutger Hauer e a bela metáfora da pomba que se desprende e se eleva. A voragem dos dias não convida à meditação sobre a mortalidade.

As semanas correm umas atrás das outras, os meses sucedem-se como naqueles filmes antigos em que se representava o passar do tempo com o desfolhar de um calendário que ia soltando as suas páginas, deixanda-os cair como folhas mortas. Afastamos o negrume com um encolher de ombros. “Não pensemos em coisas tristes”.

Sentada na sala de espera do hospital, à espera de notícias que não chegam, lembro-me estupidamente do Blade Runner. Nada há de mais humano do que esta rebeldia contra a morte.

Carlos Fonseca – PS – eleições europeias ou legislativas?

A cabeça de cartaz do PS às europeias andou ontem pelo distrito de Aveiro, terras que ele conhece bem e cujas gentes também o topam. A região de Aveiro, diga-se, nunca necessitou servir-se desse neologismo em voga, empreendorismo, para afirmar a determinação da sua gente, na pró-activa labuta para criar sustento e riqueza. E no passado, quando as coisas não saíam a contento cá dentro, zarpavam para o Brasil ou Venezuela.

Foi, pois, neste cenário que Vital Moreira (VM) fez a apologia do ‘investimento público’, como bandeira exclusiva do PS, rematando com os habituais acusações de “neoliberais” e “reaccionários” contra o PSD. O ‘investimento público’ é, com certeza, um tema muito sério, a merecer profundo debate; mas, a meu ver, no contexto das legislativas. Os partidos portugueses – não sei se também os dos outros países – trocam sempre as voltas aos eleitores, e portanto nas eleições europeias pouco falam da Europa. E os eleitores marimbam-se para as europeias.

O Parlamento Europeu (PE) tem  poderes legislativos mitigados, como o próprio reconhece, O poder legislativo. No caso da fiscalidade, política industrial, política agrícola… o PE usufrui apenas de poder consultivo. Porém, como isto não bastasse, os ‘slogans’ de VM ainda se tornam mais desajustados, pelo contraste com a posição do PS em apoiar a recondução de Durão Barroso, ou seja, justamente um neoliberal inflamado, cuja governação em Portugal deixou marcas indeléveis com a extinção do IPE, os hospitais SA e privatizações, pretendendo até privatizar a CGD. No último instante, valeu-nos o tio Aníbal, diga-se em abono da verdade.

A campanha do PS para as europeias continua, pois, a navegar num mundo de equívocos, em que de europeu há muito pouco. Todavia, creio não se tratar de ingenuidades.

Votar! Um direito com dentes de leite

O cabeça-de-lista às eleições europeias pelo BE veio hoje defender, numa acção de campanha, o voto a partir dos 16 anos. Numa escola profissional, em Salvaterra de Magos, a jogar em casa, Miguel Portas aproveitou a audiência que estava a jeito e apresentou a sua grande e mobilizadora proposta para os jovens.

Com demagogia em doses eleitoralistas, atirou ao alvo: “Se aos 16 anos um jovem já tem idade para trabalhar porque não há-de ter idade para votar?”. Se o grande argumento é este, parece-me pobre. Sempre se podia defender o voto aos seis ou sete anos. “Se aos seis ou sete ano já não tem dentes de leite, porque não há-de ter idade para votar?”. O meu exemplo é parvo? Reconheço que sim. Mas se me dão licença já lá vou.

Miguel Portas resolveu acrescentar mais um ponto às suas razões, desvalorizando o argumento do “é muito novo e pode não saber”. Depois veio o clímax: “E os adultos, sabem?”. Pois, não sei caro Miguel. Não sei se os adultos sabem ou não votar. E se eles, os adultos, colocarem uma cruzinha no partido da estrela vermelha? Será que eles sabem votar?

P.S. Miguel Portas poderia ter feito bem em abrir este debate, usou foi um atalho pouco sensato. Já agora, porque não esperar para ver quantos eleitores até aos, vá lá, 30 anos irão às urnas nestas eleições.

PMEs – Prazos de Pagamento

O Governo anunciou que passaria a pagar os seus compromissos com os seus fornecedores num prazo máximo de 60 dias.Como vimos com o exemplo da Platex, esse compromisso está longe de ser cumprido.
Depois as grandes empresas ligadas às grandes obras públicas afinam pelo mesmo diapasão.Não cumprem nem respeitam prazos de pagamento às pequenas e médias empresas que subcontratam com margem já esmagadas.Estes dois factores levam rapidamente para a falência milhares de unidades como estas, sobretudo num quadro de crise!
Ora, parece imcompreensível, que o mesmo governo que se disponiliza para salvar bancos envolvidos em fraudes e que correram riscos à sua conta, nem sequer cumpra os seus compromissos, para já não falar das ajudas que activamente deveria promover junto das PMEs.
Milhares de unidades desta natureza veriam a sua vida financeira muito facilitada se o governo tivesse, a tempo, levantado o pé na cobrança de impostos.Veja-se o caso do IVA que as empresas têm que entregar ao Estado muitas das vezes sem ainda terem recebido as facturas correspondentes.
Uma das hipótese que se aventa é a existência de uma conta corrente entre o Estado e o fornecedor por forma a que o saldo em dívida ou a receber seja menor e sem as consequências nefastas actuais.
Todos os dias vemos PMEs a fechar e a lançar para o desemprego milhares de trabalhadores.Esta sangria vai acentuar-se nos próximos meses, enquanto o governo se entretem com bancos que sugam tudo o que lá entra.

8h – 10h30

De luto e em luta, porque a nossa razão é a nossa FORÇA!

Professores em Greve

O Leão em eleições

Em Portugal não temos o prazer democrático de discutir opiniões, apresentar argumentos, reconhecer o que é melhor para o bem comum.Se fosse preciso, os últimos dias da campanha de Alvalade, eram exemplo esclarecedor. Tudo se faz para que não hajam eleições.
Trata-se de nomear alguem que já venceu antes da ida às urnas.Os candidatos assomam e logo se retiram ao primeiro aceno de acordo.Arranja-se um lugar na lista, negoceia-se isto e mais aquilo e o candidato desaparece.
Devagar, o “escolhido”, com a ajuda de tudo o que pode formatar a opinião pública, é apresentado aos sócios como o “salvador”. Tem programa? É a continuação de quem lá esteve e nada ganhou? Ou ser segundo e ganhar umas taças, já passou a ser o objectivo do Sporting? Nem sequer aparece um verdadeiro Leão a dizer que quer uma equipa vencedora! É assunto vedado por quem? Pelos credores, pelos bancos?
A equipa arrasta-se num futebol paupérrimo, com um treinador competente mas incapaz de ganhar.Não corre os riscos necessários e suficientes para ganhar campeonatos.É preciso dar espaço a Moutinho, dar liberdade a Vuk, saber o que se quer de Roka e manter o “tandem atómico” Liedson/Derley ! E já agora dois laterais de bom nível!
Mas para isso é preciso pôr os bancos no seu lugar! Isto é, “no banco”!

CDS – O Paulo e o Nuno

O Nuno e o Paulo, ou o Paulo e o Nuno, já que aquele é que faz as despesas da campanha lá andam de feira em feira. Desta vez em Oliveira de Azeméis. Um empresário zeloso mandou parar a fábrica e juntou os trabalhadores em plenário para poderem ouvir os democratas cristãos, que juraram a pés juntos estar a favor das PMEs e contra os bancos das fraudes.
Nuno Melo não distribui propaganda, antes uns beijos e uns abraços pouco à vontade. Paulo Portas beija uma senhora que diz que sempre gostou muito dele mas não se lembra do nome. Dedicam a manhã à segurança e a tarde ao desemprego ! Estão a chegar a Aveiro terra acolhedora para as suas cores. Jaime Cortesão, do largo da minha adolescência, olha-os enigmático!

PMEs – A Falência da Platex

Numa altura em que a tesouraria é a grande preocupação e o grande problema das empresas, em particular das PMEs, porque as vendas estão em quebra acentuada mas os encargos são fixos, tudo o que possa ser feito pelo Estado para aliviar é fundamental.Por isso, cobrar o IRC por antecipação ou impor uma colecta mínima é, no quadro actual, devastador para a aflita tesouraria das PMEs .
Se se quer evitar que o desemprego dispare este ano em mais 100 mil pessoas, o governo tem aqui uma excelente oportunidade para intervir, suspendendo temporariamente estes métodos de cobrança fiscal.
Mas ,palpita-me, que esta medida ao mexer na receita fiscal e retirar dinheiro das mãos do governo é vista como pouco simpática.O governo prefere ter o dinheiro e poder distribuir à sua vontade.É uma forma de poder de que este governo não abdica.
E ainda outras medidas, como a entrada temporária do Estado no capital social até 30% que revenderia passados três anos; o apoio à criação de novas PMEs; a negociação com a Segurança Social do não pagamento das contribuições durante um ano; o incentivo às exportações para novos mercados fora da Europa e dos Estados Unidos…
Não há coragem de enfrentar a realidade.As PMEs são 280 000 empresas, e representam 50% do emprego! Onde estão as medidas de ajuda? Os cálculos feitos apontam que bastaria metade do que foi enfiado nos bancos!
Quero acabar este meu texto com um exemplo que é um crime, a que o João Paulo já dedicou atenção, neste blogue. A Platex empresa de fabricação de painéis de madeira, de Tomar, que exporta para todo o mundo, está fechada há vários dias.Falta dinheiro para comprar matéria prima, cerca de cinco milhões de euros .Tem encomendas. O Estado deve-lhe quatro milhões de euros, o suficiente para a fábrica arrancar! Não é preciso dizer mais nada quanto à política de ataque à crise por este governo!

Quanto tempo vai demorar até isto ser desmentido?

quique-flores

1) A SL Benfica SAD e o Sr. Enrique Sanchez Flores celebraram e mantêm em
vigor um contrato de trabalho válido até ao final da época desportiva
2009/2010;
2) A SL Benfica SAD e o Sr. Enrique Sanchez Flores têm estado a debater as
condições relativas à preparação da nova época desportiva;
3) A SL Benfica SAD não tem intenção de avançar com qualquer rescisão
unilateral
do actual contrato;
4) Não existem negociações em curso relacionadas com o contrato em vigor.

O comunicado, de hoje, enviado à CMVM, pode ser lido no site do SLBenfica. Sublinhados meus.

As escolhas de Sócrates para as eleições europeias

Tenho a convicção de que José Sócrates, ao seleccionar os candidatos do PS para as eleições europeias, subestimou os riscos de maus resultados. Do alto da arrogância e da imagem de autoconfiança em que é habitual empoleirar-se, não fez a leitura atenta do cenário em que actua; então, tratou de fabricar uma lista que lhe servisse pessoalmente, embora com eventuais palpites de indefectíveis – é legítimo suspeitar, por exemplo, que a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista tenha tido a mãozinha do amigo Correia de Campos, ambos identificados com o fiel subgrupo de Coimbra, e em oposição à facção ‘alegrista’ da cidade.  

Também, com semelhante leviandade, integrou na corrida “Nós, Europeus” Elisa Ferreira e Ana Gomes, em acumulação com o anúncio da candidatura de ambas às Câmaras Municipais do Porto e de Sintra, respectivamente. Contou que as duas autarquias estariam no papo.

Sempre confiante na inesgotável certeza da decisão, e beneficiando do grande vazio do PSD, deu como facto consumado que teria consigo a larga maioria dos eleitores; e com os actuais nomes da lista, ou com quaisquer outros, uma vitória rotunda jamais lhe escaparia.

Agora, tardiamente, dás sinais de começar a aperceber-se dos erros de cálculo – isto, num “grande” político, e ainda por cima engenheiro, não parece admissível. Estará, porventura, a despertar para os riscos da desastrada escolha, tão desastrada quanto tem sido a política de derivas de um governo dito socialista. Resolveu envolver-se em agitadas rondas pelo País, e até por Espanha, contando com o gesto de solidariedade recíproca do camarada Zapatero. Visa colmatar, assim, a tibieza de um Vital Moreira, mau comunicador, sempre cheio de estereótipos e vazio de ideias.

As eleições europeias, valha a verdade, nunca significaram grande coisa para parte substancial do eleitorado, em Portugal e em muitos outros países. Mas mesmo com menor participação, um mau resultado, como, por exemplo, o empate técnico com o PSD, é motivo mais do que suficiente para ferir os objectivos e a vaidade do Primeiro-Ministro. E tanto quanto um resultado adverso, as derrotas, muito prováveis, nas Câmaras do Porto e de Sintra converter-se-ão em obstáculos à ida de gente muito incómoda para Europa. A ser preterida, Jamila Madeira será, porventura, um caso, entre outros.

Sócrates corre, pois, o risco de acelerar a própria queda em dois papéis: como governante, que iniciará a caminhada da perda da maioria absoluta, e como camarada, que acabará por se confrontar com a mais do que provável contestação de alguns fiéis apoiantes. No PS, como é normal nos chamados partidos de governo, a fidelidade termina quando termina o tacho.

O embate entre o “novo” e o “velho” jornalismo

É um dos temas de actualidade quase permanente desde há uns dois ou três anos na comunicação social: o conflito ou a compatibilidade do jornalismo de papel e digital. Apesar de todas as opiniões, ideias e possibilidades que se abrem pontualmente, não há ainda uma posição mais ou menos consensual do caminho a seguir.

Não creio que haja tão cedo. Prova disso mesmo é a disparidade de opiniões manifestadas por diversos especialistas de jornalismo, estudiosos da comunicação e, acima de tudo, daqueles que vivem a profissão dia-a-dia, os jornalistas, dos mais experientes aos recém chegados à profissão.

Mark Fiore, cartonista que utiliza a animação nos seus trabalhos, além dos desenhos, criou um “combate” verbal entre o “velho e o novo” jornalismo para mostrar o conflito latente, cujo fim está longe de ser conhecido.

Vídeo:

A teimosia socrática afunda as PMEs

Há um conjunto de medidas já tomadas pela maioria dos países e ,insistentemente pedidas, a que, por pura cegueira, o governo não dá seguimento.Todas têm a ver com a Tesouraria de curto prazo das Pequenas e Médias empresas, elas sim criadoras de emprego.
As PMEs constituem mais de 95% do tecido produtivo nacional e representam mais de 50% do emprego.
O que levou o governo, tão apressadamente, a meter milhões no BPP, BPN e BCP, via CGD? Hoje percebemos que o governo não fazia ideia nenhuma do que íria encontrar naqueles buracos negros.A resposta modelo, é que serviu para proteger os depositantes e que a falência dos bancos teria efeitos sistémicos! Nada a ver com a defesa das grandes fortunas, com os brutais empréstimos no exterior e com o necessário “controlo dos prejuízos” que ainda ninguem conhecia e que poderia revelar grandes surpresas!
Mas as PMEs podem fechar uma a uma, deitando para o desemprego milhares e milhares de trabalhadores que o governo não revela ponta de preocupação.
Algumas das medidas são as que se seguem e que iremos descrever com pormenor durante a semana:
IRC e Pagamento especial por conta
Incentivos à contratação de pessoas
Prazos de pagamento
Exigências para os Investimentos Públicos
Exportar para Novos Mercados
Então fica encontro marcado!

Vital Moreira, entusiasmante e mobilizador*

A pose, a  atitude, o tom monocórdico não pressagiam nada de bom para o candidato do PS. Mas quando começa a falar, Vital Moreira revela-se mobilizador e entusiasmante, quase arrebatador. Como hoje no comício de Valongo:
««Saudamos a expressão do objectivo socialista assente na apropriação colectiva dos principais meios de produção e no exercício democrático do poder das classes trabalhadoras.
Saudamos a ampla instituição dos direitos e liberdades, designadamente das garantias pessoais e das liberdades políticas, o fim da distinção entre os filhos, a igualdade entre marido e mulher; os direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente das classes trabalhadoras: o direito ao trabalho, tal como o dever de trabalhar, a consagração do papel da educação na edificação da sociedade democrática e socialista e o objectivo de eliminar a sua função conservadora da divisão social do trabalho, a previsão de discriminações positivas a favor dos filhos dos trabalhadores no acesso à Universidade, a proeminência do ensino público sobre o ensino privado.
Saudamos a firme e ampla consagração do direito à greve, a proibição do lock-out, a liberdade sindical,
a participação dos trabalhadores na reestruturação do aparelho produtivo, o âmbito de poderes das comissões de trabalhadores, o controle operário.
Saudamos a defesa das nacionalizações e da Reforma Agrária, a extinção dos foros, da parceria e da colónia, o respeito pela posse da terra dos pequenos e médios agricultores, a admissão da não indemnização dos grandes capitalistas expropriados, a planificação democrática da economia.»

* Volto a publicar hoje este «post» porque, por lapso, não foi referido que estas afirmações de Vital Moreita, feitas na Assemblria da República, datam de… 3 de Abril de 1976.

De volta ao mar – Áreas protegidas marinhas


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

Bem prega Frei Tomás…

Manuela Ferreira Leite não gosta de comícios. Já sabíamos isso mas a presidente do PSD teve a amabilidade de nos informar. No entanto, nem ela pode acabar com todas as festas do género. Por isso, nada melhor que marcar presença na mais importante delas para a “nação laranja”: O Chão da Lagoa.

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Maio 2009

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO é um espaço onde, mensalmente, publico uma posta sobre as melhores músicas, na minha opinião, que são lançadas no mercado. Algo que costumo fazer nos meus blogues desde 2006/7 e que nos últimos tempos apenas publicava AQUI. A partir de agora também no Aventar.

Aqui ficam as propostas do mês:

Miss Li – Dancing The Whole Way Home

Junior Boys – Begone Dull Care

Sophie Hunger – Monday´s Ghost

Julie Doiron – I Can Wonder What…

Bill Callahan – Sometimes I Wish…

BEnews2

Miguel Portas destacou ontem o emprego na campanha para as europeias. À porta da Platex MP alertou para a vigarice que está a ser praticada na empresa onde o lay-off é escandalosamente ilegal: há máquinas e trabalhadores, há encomendas… só falta o cash para a matéria-prima que, imaginem só a surpresa, alguém levou, sabe-se lá para onde: eu aponto o BPP.
Deixou ainda um convite para Sócrates e Vital Moreira: passem por cá, pela Platex.

Miguel Portas

Hoje, segunda-feira, Miguel Portas estará no fórum da TSF. Podem ouvir em directo!

Em jeito de comentário uma nota final – as eleições europeias vão ser como um dia de greve. Quando ela ocorre, só há dois lados – os que fazem e os que não fazem.
Os que fazem são referidos pelos sindicatos, são os que estão do lado de quem a convoca.
Os que não fazem, são argumento para a entidade patronal.

Nas europeias vai ser assim: quem vota no PS está a assinar por baixo toda a política do Governo.
Quem não votar PS está a fazer uso do voto de protesto.
Só há dois lados e Miguel Portas fez bem, ontem, ao apelar ao voto de Protesto!

Se quiser acompanhar o Miguel Portas pode também visitar o blog sem muros.

A escola está pior que há um ano

Quem o diz é António Barreto no Público.

Aplicadores (Texto de António Barreto no Público de 24 de Maio de 2009)

Aplicadores (Texto de António Barreto no Público de 24 de Maio de 2009)

euprofiler.eu

Não sabe em quem votar? Então responda...

Não sabe em quem votar? Então responda...

Uma aplicação online que nos permite saber em quem podemos (???) devemos (???) votar.
Dito de outra maneira, respondemos a umas perguntas (30) e no fim surge um gráfico sobre a nossa proximidade com cada um dos partidos.

Adianto o meu resultado: coladinho ao PS! É tudo a ajudar, cruzes canhoto!

Visite http://www.euprofiler.eu/.

Espanhol Técnico


via Papa Maizena

CDS – [6.9 – 9.6]

Intervalo fechado. Nem acima de 9.6 nem abaixo de 6.9. O inferior é das sondagens, o superior de Paulo Portas. No interior está um deputado.
Hoje em Mirandela correu benzinho, esteve composto e acertaram no dia. É caso para dizer que está tudo Eurocalmo.

COMEÇA HOJE

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OS PARTIDOS ESTÃO NUMA FONA
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Não se sabe muito bem para o que serve, sabe-se que muitos se servem dela, mas começa hoje a campanha para as eleições Europeias. De norte a sul, ilhas incluídas, os candidatos aos lugares no Parlamento Europeu vão andar numa fona, a ver quem consegue enganar mais velhinhos, mais senhoras, e mais jovens adultos. Tudo em prol dos vencimentos milionários que esses lugares lhes dão. Poucos dos candidatos estarão realmente interessados nos assuntos europeus, ou motivados para melhorar a vida dos seus concidadãos, lutando nos corredores e salas de Estrasburgo. Os amigos dos candidatos, os chefes dos candidatos, os colegas dos candidatos, todos se esforçarão por garantir o melhor lugar e a maior quantidade de votos aos seus protegidos. Ganhar as eleições, é garantir o maior número de votos, não para o candidato, mas para o partido que lhe dá apoio.
Estas coisas todas, no fundo iguais em todas as eleições, sejam elas nacionais ou europeias, levam a uma cada vez maior abstenção, e a um cada vez maior afastamento da vida partidária por parte dos eleitores.
Esta eleição, não deveria mas serve para aquilatar das reais possibilidades do partido do poder vir a ganhar as outras, muito mais importantes para nós, as nacionais, que aí se avizinham lá para Setembro / Outubro.
Nestas eleições, as europeias, os partidos pequenos, sem possibilidade de eleger seja que deputado for, tentam ganhar notoriedade para, nas autárquicas ou nas legislativas, terem alguma hipótese de colocar algum dos seus membros.
Todos os partidos, estão a partir de hoje, numa fona danada para ganhar lugares ou seja o que for que lhes dê notoriedade. Espera-se uma campanha renhida e por ventura correcta.

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Cá para mim, foi o Romeiro

Era para ter aventado alguma coisa sobre o tema na sexta-feira. Decidi esperar, em busca de uma qualquer explicação decente, um esclarecimento suplementar. Até ver, nada. Um tribunal nacional decidiu condenar, com pena suspensa, um ex-inspector e um inspector da Polícia Judiciária por falsidade de depoimento no caso das agressões a Leonor Cipriano. Sim, agressões. O tribunal considerou que a mãe de Joana foi agredida nas instalações da PJ. Mas não conseguiu identificar os autores.

Li as notícias mais de uma vez, para verificar se estava enganado. Não estava. Houve agressões, houve uma vítima mas não houve agressores. Para que não haja dúvidas: O tribunal determinou que uma pessoa foi vítima de agressão nas instalações da PJ mas não determinou quem foram os agressores, apesar de estarem acusados uns senhores inspectores.

Ora, como ficou provado que Leonor Cipriano não caiu pelas escadas abaixo, não se atirou contra as paredes, não deu bofetadas em si própria e teria dificuldades em “espetar” uma cadeira na cara, pode concluir-se que alguém a agrediu. Dentro das instalações na PJ, convém reforçar.

O final deste caso ficará a fazer-me lembrar-me “Frei Luís de Sousa”, de Garrett. No final perguntamos: “Quem são os agressores?” e alguém nos responde, qual romeiro desconhecido, “Ninguém”.

Arranque do CDS


O Paulo e o Nuno chegaram confiantes. Lá estavam as barracas da feira. O movimento não era muito mas também ainda era cedo. Os “ajudantes locais” afadigavam-se algo comprometidos. Nervosismo por ser a primeira acção de campanha. Televisões a postos, jornalistas num frenesim. Primeiros beijos e primeiros abraços, aquecer os motores, conversa de circunstância. E a D. Rosa toda lampeira, “então isto há dois dias é que era bom para a televisão estava isto cheio, ou então amanhã que vamos ter feira do queijo, hoje não há!”
Grande arranque! Bem me disseram para não ser isento!

Preços das casas caem mais de 40% (II)


Um fenómeno que já não é de hoje.

Requiem pela Ministra da Educação (III)

Claro que, para toda a gente, os professores não querem ser avaliados. Para toda a gente, professores e sindicalistas (as centenas que há anos não entram numa sala de aula e que, em nome dos professores, assinam entendimentos com fins meramente partidários e que vendem os seus representados à primeira oportunidade) é exactamente a mesma coisa.
É fácil generalizar e uma mentira dita muitas vezes transforma-se em verdade. Mas a realidade desmente-o: não têm faltado, na internet e nas escolas, a apresentação de modelos alternativos ao modelo chileno que este ministério optou por implementar. Ai, ai, esse grande país que é o Chile!
A Fenprof já apresentou um modelo alternativo. A FNE prepara-se para fazer o mesmo. O professor Paulo Guinote, em «A Educação do Meu Umbigo», também já o fez: “Corresponder ao final de cada ciclo de progressão, servindo exactamente para definir a passagem ao escalão seguinte.
Corresponder a períodos de três anos – o que implicaria uma progressão na carreira com mais níveis salariais e sem saltos tão grandes entre níveis.
Basear-se na apresentação pública de duas aulas, uma sobre a actividade desenvolvida no período anterior, podendo ser mais geral (apreciação global do trabalho realizado) ou mais específica (apresentar uma intervenção mais particular em torno de um problema) e outra sobre o(s) projecto (s) a desenvolver no período trianual seguinte (actividades não lectivas a dinamizar, projectos inovadores no trabalho em sala de aula).A prova seria avaliada por um júri que incluísse um elemento do Ensino Superior na área das Ciências da Educação ou da área científica de origem do avaliado, o(a) Presidente do órgão de gestão da Escola, um elemento a designar pelo ME (potencialmente um inspector qualificado para o efeito), um representante da comunidade educativa (por exemplo da Associação de Pais) e o coordenador do Departamento Curricular (no caso da avaliação destes, seria substituído, por exemplo, pelo Coordenador dos Docentes do seu ciclo de ensino).
Essa prova contaria para 50% a 70% da avaliação (25% a 35% por cada aula), sendo o restante resultante de uma avaliação realizada internamente quanto ao desempenho do docente em termos de assiduidade, inserção no projecto educativo da escola, cumprimento das actividades lectivas e tarefas não lectivas, numa grelha com não mais de 10 parâmetros.»
Vão continuar a dizer que não conhecem nenhum modelo alternativo ao modelo chileno?
Cá por mim, e apesar de não ter nada que andar a apresentar modelos de avaliação (sou professor, não político ou sindicalista), eu optava pelo modelo de avaliação de professores da Finlândia.
É o exemplo para tudo, não é, o finlandês? Até querem acabar com os chumbos, porque assim se faz na Finlândia! Então, eu quero ser avaliado segundo o modelo finlandês.
No meio disto tudo, faça-se justiça à ministra. Nada disto partiu da sua cabeça. Não me parece que seja assim tão inteligente. João Freire, sociólogo, foi o seu grande mentor.
Da sua cabeça saiu, sim, o tipo de discurso e pose utilizados, e isso é indesculpável. Um ministro é um patrão, e um patrão não se deve esforçar para que os seus funcionários o detestem. Mesmo que tome medidas contra os interesses dos seus funcionários, não o deve fazer com arrogância e altivez, como se quisesse «trucidar» (nas palavras de um Secretário de Estado) quem não está de acordo com ele. Correia de Campos fez reformas e pôs em causa interesses, mas não me lembro de uma palavra mais desagradável contra os seus funcionários, como os médicos. Não precisou de gritar nem de insultar para ter razão.
Pessoalmente, não lhe perdoo a forma como me desmotivou. A forma como me «pintou» aos olhos da sociedade portuguesa, do resto da comunidade educativa. Lembro com saudades o ano de estágio – todos os meus alunos desse ano foram convidados para o meu casamento, todos foram e juntaram 40 contos (era dinheiro em 1996!) e uma salva de prata para me oferecer. Lembro-me como então abri um conflito familiar, porque convidei os meus alunos e não convidei os meus primos. Lembro-me que ainda hoje continuo a jantar com eles de vez em quando. Lembro-me que, alguns anos mais tarde, os meus alunos do 9.º ano ficaram sem uma visita de estudo que lhes estava prometida e, para compensá-los, fui uma semana para o campismo com eles. Depois das aulas acabarem e responsabilizando-me pessoalmente por tudo perante os pais. Lembro-me que, ainda em 2005, ficava na escola até à meia-noite, às vezes, só para poder acabar o Jornal da Escola a tempo de ser entregue aos alunos.
Não precisava de leis para estar na escola horas infinitas. Não precisava de avaliações para correr quilómetros para encontrar um filme ou uma música para mostrar aos meus alunos. Não precisava de agradecimentos, mas também não precisava de ser insultado diariamente por quem manda em mim. Nem precisava de generalizações – se havia quem não cumpria e por isso tinha de ser responsabilizado, e para isso era necessário mudar a lei (e muito bem), isso não significava que todos tivessem de ser metidos dentro do mesmo saco.
Aos que pensam que todos os professores são iguais, aos que pensam que é um paraíso ser professor, só queria vê-los uma semana a trabalhar numa escola difícil, num dos Bairros Sociais do Porto ou de Lisboa. Olhem que não é fácil, não é nada fácil.
E se num tom irónico, no final do seu mandato, a ministra veio pedir desculpas pela desmotivação que criou aos professores, devia era ter pedido desculpa a todo o sistema público de ensino. Porque, ao fim de três anos e depois de tanta histeria, nada mudou de realmente importante.
Perdão, mudou a situação das escolas públicas nos rankings das escolas. Já se sabe que é estupidez comparar ensino privado (onde os alunos são seleccionados à lupa) com ensino público, que faz muito mais em condições muito mais difíceis.
Mas já se pode comparar o desaparecimento do ensino público dos lugares cimeiros nos últimos anos. À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:

Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros.

2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros.

2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.

Mais do que as medidas, mais do que os resultados, foi o discurso e a pose que a fizeram perder a razão. E por isso foi derrotada. Três anos de insultos diários aos professores e de humilhação total – «os professorzecos» – tinham de dar nisto.

Paz à sua alma!

Ainda eu me queixo da rinite alérgica!

Depois da entrada do Glorioso para o Guiness pensei que nada mais haveria de verdadeiramente digno para figurar em tal obra.
Estava enganado e juro que não estou a falar do “espanhol” do nosso “inginheiro”.

Clinton

Clinton

Segundo o Expresso online, uma jovem teve problemas respiratórios quando tentava “fazer sexo oral a 200 homens e, assim, entrar para o Livro do Guinness . Ao fim de 50 minutos teve uma crise respiratória e foi obrigada a interromper a prova, que decorria em Hamburgo, na Alemanha.”
A minha mãezinha sempre me disse que tudo o que seja em exagero é mau para a saúde.

Sou pelos pequenos!

mordillo-futebol

E agora para algo completamente diferente… Numa altura em que o campeonato dos “grandes” endinheirados e profissionais está a acabar, uma pequena homenagem aos “pequenos” pobretes, mas alegretes.

O Salgueiros 08 disputa este Domingo, no Complexo Desportivo do Sra. da Hora, o título de Campeão da II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto com o Aliança F.C. de Gandra. O Campeão garante a subida à I Divisão. A primeira mão ficou 1×3 a favor do Salgueiros, faltando agora apenas um empate ou vitória ao Salgueiros 08 para garantir o título. Em caso de vitória do Gandra haverá lugar a uma finalíssima. A hora do jogo é às 15:00h, e pela primeira vez nos campeonatos distritais, terá honras de transmissão televisiva em directo, pelo Porto Canal.
Excelente iniciativa esta do Porto Canal em divulgar um “evento menor” de carácter nitidamente regional, ainda por cima envolvendo a face menos vista do futebol, que é precisamente as pessoas que gostam do futebol-desporto. A transmissão directa de um jogo da Distrital deve ser estreia mundial!
Em caso de conquista do título a equipa do Salgueiros sairá em autocarro a liderar o cortejo para festejar primeiro em Vidal Pinheiro, onde haverá o primeiro foco de animação e posteriormente para a Avenida dos Aliados, para desfilar no centro da cidade.
Não estarei presente nos festejos. Estarei à mesma hora num outro grande jogo de futebol com a minha equipa de futebol de 5 no Bairro da Pasteleira. São as micro-revoluções ao Domingo. Sou pelos pequenos!