A PROPÓSITO DAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

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AO CUIDADO DO SR DR RUI RIO
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A propósito de uma notícia que no JN de há dias atrás li, na qual o sr da Sonae, a convite da sra d Elisa, tecia considerandos sobre a nossa cidade e a região Norte, lembrei-me do que eu mesmo tinha escrito, […. Vem isto a propósito das corridas, de carros e de aviões que em boa hora o Sr. tratou de trazer para a nossa cidade.

Será que é asneira pensar que a nossa cidade precisa de eventos destes e de outros para que seja ainda mais visitada, para que forasteiros venham cá trazer o seu dinheiro para movimentar o comércio e os serviços, para criar emprego nem que seja temporário e todos nós vivermos melhor?
Aproveitando esta onda, não se poderia pensar em fazer no Porto anualmente, um festival aéreo, corridas de motos, concursos de poesia em que o mote fosse a cidade, concursos de ideias para melhorar a vida da cidade, para melhorar e incentivar a visibilidade do Porto lá fora, concursos de estatuária e de pintura em que o mote fosse também a cidade e suas gentes, em posições e estados do dia-a-dia, sei lá, todos as hipóteses de coisas que possam elevar ainda mais a cidade, e leva-la ao conhecimento mundial, pelas coisas que só cá existam?
Ó meu caro amigo presidente, que não duvido que o seja já que sou um seu concidadão, até que ponto será difícil fazer ainda mais coisas pela cidade, sejam elas populistas ou não, mas de que todos beneficiemos economicamente, seja directa ou indirectamente?
Temos que trazer para cá cada vez mais turistas nacionais e estrangeiros, mas turismo de qualidade, e isso só se consegue com a realização de muitos e bons eventos ou a construção de coisas que não haja noutro lado.
Vamos incentivar a vida nocturna, com qualidade e segurança. Vamos trazer ao Porto um S. João todos os meses, que dinamize o comércio e os serviços …..]
em Setembro de 2007, e publicado no “O Primeiro de Janeiro” de Novembro desse ano.

De facto, só com eventos do género das corridas de aviões ou de automóveis ou de barcos, ou outros eventos, quaisquer que eles sejam, que pela sua grandiosidade, pela sua escassez na região, ou ainda que só pela diferença se façam notar, poderemos ter a nossa cidade cada vez mais conhecida e visitada.

A casa da Música, pela sua grandiosidade e diferença, o Sea Life, pela diferença e escassez na região, as corridas de automóveis e as de aviões, serão alguns dos exemplos a que me referi na altura e que continuam actuais. O sr da Sonae, tem toda a razão nesse aspecto.

Só que na verdade não chegam. Precisamos de meia dúzia de eventos do género das corridas, por ano. Quase mês sim, mês não. Precisamos de oferecer coisas que mais ninguém tenha ou ofereça, e publicitá-las bem (há infrainstruturas baratas, como por exemplo as necessárias para as modalidades de Bike Trial e outras, que não existem na região, e poderia começar por esse apoio a modalidades minoritárias). A concentração de eventos no verão, mormente nos meses de Junho e Julho, não é suficiente. É preciso distendê-los ao longo do ano. Só assim se mantém o nível desejado de movimento na cidade, e se insentiva o turismo de qualidade.

O dr Rui Rio, vai, com toda a certeza, ter mais quatro anos à frente da nossa Câmara, tempo mais que suficiente para acabar de nos elevar ao patamar que todos desejamos.

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Não há PM como eu

Ainda está para nascer um PM que tenha controlado o déficite e as contas públicas como eu! Mais ou menos assim.

Dois dias antes o Ministro das Finanças diz : a única maneira virtuosa de controlar as contas públicas é pelo lado das despesas.

Ora o maior, o único, o extraordinário PM que a Nossa senhora de Fátima nos concedeu limitou-se a aumentar todos os impostos. Depois de nos ter prometido que não o faria. Aumentar os impostos é a acção governativa mais simples, um DL e a máquina começa a sacar.

Pelo contrário, controlar o déficite pelo lado da despesa, obriga a políticas de contenção salariais, a profundas reformas na Administração, na Justiça, na Educação, na Saúde …

Ora nenhuma foi feita, houve aqui e ali mudanças positivas mas nenhuma profunda, no essencial. Limitou-se a declarar guerra a algumas corporações de interesses, incapaz de negociar e de dar o exemplo, com as acções que se iam conhecendo, ao nível da ética política e das relações perigosas com o o grande capital.

Dizer que se controlou o déficite como mais ninguem, quando sabemos o Estado em que se encontram as contas públicas, e o os bolsos dos portugueses, é dançar o malhão em pleno funeral.

Este homem tem de si mesmo uma perigosa imagem de grandeza, ainda mais estarrecedora por conhecermos a pequenez de certos episódios da sua vida pessoal e política.

Sócrates é um político muito perigoso!

Compromisso Portugal – Governo falhou

O Governo falhou no apoio às empresas e no ímpeto reformista que mostrou no ínicio da legislatura.

A situação do país não é melhor do que no ínicio em 2005, continuamos a divergir em relação à Europa, e ainda antes da crise internacional o país não conseguiu aproximar-se dos outros países da UE!

Não conseguiu melhorar o enquadramento favorável à actividade económica, não melhorou a contenção do intervencionismo do Estado, falhou na reforma do Estado, da Administração Pública e na Justiça.

A situação do país é preocupante, apresentando uma posição líquida em relação ao exterior negativa em 100% do PIB.

Apresenta como políticas positivas o Plano tecnológico, as Novas Oportunidades e o desenvolvimento das energias renováveis.

A situação das contas públicas é uma incógnita (à margem do relatório é de referir aqui, o número de circo do PS na AR, que não fornece os números das contas públicas, porque o grupo técnico de apoio existente na AR não é competente!!!)

Deve ser por não estar assegurado um conveniente relatório…

Em busca do tempo perdido

Nessas páginas que se tornaram célebres, o sabor de uma madalena tomada ao pequeno-almoço resgatava memórias de uma infância em Combray, em casa da tia Léonie, e aquele que seria um prosaico pequeno-almoço transforma-se numa evocação de um tempo perdido e que apenas a memória pode resgatar. Deixem-me que partilhe convosco, amigos proustianos, a evocação com que me deparei hoje, capaz de rivalizar com a madalena do nosso amado Marcel: “Tomando o café da manhã, lembrei-me, ao sabor da minha memória, de algumas políticas sectoriais empreendidas por este Governo: a Escola a Tempo Inteiro, a compilação das Leis Laborais (fragmentadas durante mais de 30 anos), o aumento dos recursos na Investigação Científica, a batalha pela Igualdade de Género, a vacinação gratuita contra o Papiloma responsável pelo cancro do colo do útero (…). . Como o café da manhã não é milagreiro e eu queria sistematizar políticas e resultados objectivos, voltei para o meu lugar de trabalho (actualmente em casa) e percorri alguns sites ministeriais e institucionais à procura de elementos que me permitissem fazer um rápido ponto da situação do trabalho efectuado pelo actual Governo, nas diversas áreas.” O seu a seu dono: é de Vera Santana esta evocação laboriosa, à qual, porventura, apenas faltará a sua madalena, que bem poderia ter sido substituída pelo português papo seco, já que, como bem diz, “o café da manhã não é milagreiro” e quem começa o dia a evocar “o Papiloma” cedo ou tarde sentirá azia.

Quadra do dia

Ó meu rico S. João
Ó meu santo milagreiro
Se não deitas mão a isto
Vamos todos pró galheiro.

Chover no molhado

O “Estudo sobre a Pobreza na Região Norte de Portugal”, elaborado pelo Centro de Estatística da Associação Nacional das PME e pela Universidade Fernando Pessoa, para a Comissão Europeia, indica que a região Norte é a mais pobre de Portugal e está entre as 30 mais pobres das 254 regiões da UE25, enquanto Trás-os-Montes é classificada como a Sub-Região mais pobre da UE27.

Este é, claro, mais um estudo que serve apenas para confirmar o que já se sabia. Uma espécie de chover no molhado. Só quem andou e anda distraído é que não sabia deste panorama. Depois estranham que não haja emprego, equipamentos sociais, desenvolvimento e que o maior desejo de qualque transmontano seja mudar de vida e de local de residência.

Este é um país cada vez mais inclinado para o litoral. E ninguém parece incomodado com isso.

Barak Obama o novo Médico de Família dos EU

Barak Obama, o novo Médico de Família dos EU.

Li há dias um artigo de Ignacio Ramonet, na primeira página do “Le Monde Diplomatique”, sobre Barak Obama. Tenho uma grande admiração por Ignacio Ramonet, e uma grande credibilidade naquilo que escreve. Por isso, aceitei de muito bom grado todos os encómios que ele tece à volta de Obama, considerando positivo o saldo de seis meses da sua governação. No fim, passei a ver Obama como um pobre clínico, chegado a um campo de refugiados onde as doenças fervilham, fazendo tudo por tudo para deitar mãos á obra, tentando curar o mais que pudesse.
Mas trata-se de doenças muitas vezes genéticas e com uma cronicidade tal, que se me afigura muito difícil que ele próprio não seja contaminado ou não transcreva vícios terapêuticos pouco recomendáveis.
São ás dezenas os exemplos destas doenças sociais e políticas que minam e minaram os EU. Mas há duas que pelo seu carácter epidémico constituem um perigo para a humanidade inteira: a sede imperialista e a alergia às democracias, levadas pela América às mais diversas partes do mundo, sob a forma de tratamentos envenenados.
No Chile foi o que se viu, gravíssima hemorragia produzida pela injecção traiçoeira de uma vacina de vírus vivos. No Vietname, uma agressiva terapêutica intensiva, que não matou o doente porque ele esperneou até ao “washout”. Em Cuba, acentuada astenia, resultante da criminosa imposição de uma dieta rigorosíssima e envenenada que visava preparar a invasão dos abutres. Granada quase desapareceu do mapa, tal a força do laxante. A Somália vomitou incoercivamente enquanto não lhe retiraram o enjoativo xarope da interferência humanitária. O massacre e a violência dos americanos sobre o povo indefeso do Panamá não deixou dúvidas quanto à semelhança com o holocausto, embora a realidade tivesse sido bem mais negra do que a do filme de Barbara Trent. Duvalier, Somosa, Batista, Pinochet e tantos outros amigos dentro e fora do Vaticano, nunca deram preocupações “democráticas”. A América sempre resolveu tudo com a implantação de próteses ditatoriais, tendo como instrumentista neste tipo de cirurgias a sua fiel ajudante, a igreja católica. Apenas no Iraque e no Afeganistão as suas próteses romperam, e nada mais poderiam fazer do que tentar a eutanásia de quase um milhão de seres humanos, cujo processo ainda decorre, e cujo resultado está longe de garantido, dado o violento espernear dos agredidos.
Na pobre mentalidade de Reagans, Clintons e Bushs, sempre assentou a monumental hipocrisia dos donos deste país, responsável por centenas de execráveis agressões, secretas e às escâncaras, levadas a cabo em todo o mundo. Chocante! A receita das suas imperialistas doutrinas, a desvergonha com que fabricam e sempre fabricaram os letais remédios para a “cura das democracias” e as bulas impressas sob a forma de comunicação social, levando à grosseira manipulação e desinformação da humanidade, constituem ainda hoje o seu “vademecum”. Os “melhores do mundo” pulverisando milhões de seres humanos para dar gás à “democracia” dos cemitérios. Não há razão para as razões nem razões para a razão. Não há Bushs para a razão. Não há razão para Reagans, Clintons, Bushs e todos os seus acólitos por esse mundo fora. São o que são, pobres efervescências de cérebros a decompor-se na podridão. Com a cura do mundo e da vida nas mãos desta gente, não deve estar muito longe a diarreia planetária. Por isso, a minha prudente satisfação com a esperança de Ignacio Ramonet. A despeito da arrogância e pouco senso da sua enfermeira Hillary, que começa a ser pouco simpática e muito mandona, há uma tardia esperança de que os EU tenham encontrado, finalmente, o seu médico de família, um médico que respeite e seja respeitado, um médico que reconheça a humanidade em cada ser humano, um Obama que não erre o diagnóstico e tente de forma séria encontrar o caminho da verdadeira cura. As dúvidas são, porém, muito grandes.

Adão Cruz

   A cura da "doença" democrática (adao cruz")

Palestina

Há dias em Espanha dei com um grande painel sobre a fachada da “Confedaration Intersindical Galega”, que dizia: “Solidariedade con Palestina. Deixadeos vivir en paz”. Isso levou-me a deixar aqui o poema:

Palestina

Não há sol nos céus da Palestina
não há luz nos olhos da Palestina.

Roubaram o sorriso à Palestina!

São de sangue as gotas de orvalho da madrugada
e o vento só é vento quando as balas assobiam.

Roubaram as manhãs à Palestina!

O céu de chumbo esmaga as almas e os ossos
e é de lágrimas a chuva quando cai.

Não há sol nos céus da Palestina!

Do ventre da lua cheia – cheia de aço e de amargura –
nasce a cada hora
um menino com bombas à cintura.

Mataram a infância na Palestina!

Rasgam as mães os seios com arroubos de ternura
para alimentar a raiva
– por cada filho que perdem outro nasce da sepultura -.

Semearam a dor na Palestina!

Nas casas esventradas
rompem por entre as pedras leitos de sofrimento
onde à noite se acoitam os amantes
queimando a dor na paixão de um momento.

Fizeram em pedaços o amor na Palestina!

Cada instante é uma vida na vida da Palestina
cada momento uma taça de vingança clandestina
cada gesto um vulcão de raiva que nem a morte amansa.

Roubaram a paz à Palestina!

Na sombra do dia ou na calada da noite
cravam os vampiros nazis seus dentes de ferro
no coração da Palestina
– não há sangue que farte a fúria assassina- .

Sangraram cobardemente a palestina!

Para atirar contra os tanques uma pedra
Agiganta-se o ódio a cada bater do coração.
Por não haver sangue de tanto sangue vertido
outra força não há para erguer a mão…

e dar à Palestina algum sentido.

Adão Cruz

       (adao cruz)

(adao cruz)

Almada rocks!

Allmada Negreiros, 1917 A malta quando quer lançar uma crítica que seja, a um tempo, mordaz e subtil, inteligente e precisa, lembra-se do Almada. E é vê-los, tão modernos e tão criativos, a repescar o Morra Dantas, morra, pim!, ouvido pela primeira vez em 1916. Ainda nem a virgem tinha aparecido aos pastorinhos…

EU (?), NÃO SEI DE NADA!

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A IGNORÂNCIA DESCULPABILIZADORA
Vários doentes cegaram após tratamento oftalmológico com Avastim.
Depois da Farmacêutica ter vindo a público dizer que no princípio do ano tinha enviado aos hospitais Portugueses uma circular a dizer que o medicamento não era recomendado para tratar problemas dos olhos, e de mesmo assim, continuar a ser administrado as doentes de oftalmologia, já começaram as reacções.
Eu não sei de nada! Não tenho conhecimento da circular. Ouvi falar da carta mas nunca a vi. Por todo o mundo se aplica o medicamento nestes tratamentos. Aplica-se em casos semelhantes, em milhares de doentes e não há notícia destes acontecimentos. Não é comigo! Só faço o que me mandam! Nunca ouvi dizer que o Avastim fizesse mal.
Todos sacodem a água do capote. Ninguém é responsável por nada. Ninguém sabe de nada. Ninguém é culpado do que quer que seja.
O certo é que o Avastim pode provocar problemas quando se usa para tratamentos oftalmológicos, podendo atingir a cegueira. E provoca. E provocou em vários doentes do Hospital de Santa Maria. Esses doentes cegaram, esperando-se que a falta de visão seja reversível.
O Infarmed, a Farmacêutica Roche, a Ordem dos Médicos, o Hospital, os Enfermeiros, os ajudantes, o pessoal da limpeza e os trabalhadores indiferenciados, todos, mas mesmo todos, se puseram já fora de quaisquer suspeitas ou culpas.
O Hospital promete um relatório dentro de quinze dias.
O certo é que ninguém quer assumir responsabilidades, e, mais uma vez, a culpa vai morrer, solteirona.
A irresponsabilidade grassa no nosso País povoado de gente irresponsável.
Mais uma vez, a culpa não será assacada a ninguém, prevendo-se que os relatórios finais sobre este caso, concluam ter-se tratado de um acidente infeliz.

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PSD vai apresentar Programa no Twitter

Sendo um programa minimalista deve certamente caber em 140 caracteres… digo eu.

Os Jugulares simplexaram-se…

Diverti-me imenso ali na Jugular e tive boas disputas, aprendi, abordei assuntos que não eram do meu interesse e que passaram a ser, enfim, gratas recordações.

Uma questão que ensombrava a Jugular era que, na opinião de alguns, não passava de uma corrente de transmissão do PS. Claro que a presença da Fernanda Câncio ajudava a que se pensasse assim. Mas havia grande cumplicidade entre eles, e uma manifestação que me divertia, era eles “piscarem” um olho cúmplice e dizerem algo como,”então já foste ao rato?” ou ” já recebeste a avença?”.

Naturalmente que o facto de defenderem o governo (e faziam-no passando ao largo dos verdadeiros problemas, introduzindo matérias fracturantes e outras que não as questões que já naquela altura afundavam Sócrates,) não impedia uma salutar conversa.

Mas não é que alguns dos Jugulares se passaram agora para o Simplex e, tal como o ínsigne aventador João J. Cardoso demonstra, o que dizem agora nem parece ser escrito pelas mesmas pessoas? O que dizem agora nada tem a ver com a moderação de há três meses atrás.

O que escrevem agora é realmente o que pensam? O que é que os fez mudar? Dificuldades na vida, promessas, desespero?

E quem se ficou pela Jugular subscreve, ou vão manter-se no mesmo registo? Há duas Jugulares com nomes e registos diferentes? Se o PS deixar de ser governo voltam à Jugular?

Alguns deles passam mesmo pelo Rato?

Mário Soares, Angola e o tráfico de diamantes

Mário Soares visto pelo jornalista António Marinho (actual Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto), no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000

MÁRIO SOARES E ANGOLA

A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.

Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.

Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».

Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).

A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.

É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».

São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.

JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.

Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE
NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.

Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.

INSULTO A UM JUIZ

Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.

Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.

Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.

Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.

Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.

Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.

Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».

«DINHEIRO DE MACAU»

Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.
Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou
seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.

Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos
corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.

Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e
nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com
os
chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.

Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.

Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o
problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.

Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta
austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.

Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.

FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS

A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.
Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco.

Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática
e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.
Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia
portuguesa.»

O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível em:

 http://www.scribd.com/doc/12699901/Livro-Contos-Proibidos

ou http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf

ou ainda > http://rapidshare.com/files/23967307/Livro_Contos_Proibidos.pdf

Vamos invadir

Aqui há tempos um derby dos mais pequenos acabou à paulada e da da grande.
Agora vem a decisão e um dos maus fica com a taça.
Moral da história: se quiseres ser campeão invade o campo.

Nota de roda-foot: sou sócio do SLB

Músicas que não me canso de ouvir…

A propósito…

O Milagre segundo S. Rogério

Antes de ter assistido ao milagre do sol:

Sejamos claros, abomino a política do PS para a Justiça e acho que José Sócrates é o principal responsável pelo descalabro (…). Entraram a matar, e de forma demagógica, com a questão das férias judiciais. O processo executivo continua uma lástima e as sentenças continuam a servir para emoldurar e colar na parede. A “nova lei do divórcio” é uma história da carochinha – um belo escape para encontros de contas conjugais com o único fito de fugir aos credores (…). O novo Código dos Contratos Públicos é um labirinto normativo, com rasgos de iliteracia, sem ponta por onde se lhe pegue. O sucessivo adiamento da entrada em vigor de novas leis (o regulamento das custas judiciais é um bom exemplo) é uma vergonha em qualquer Estado que se quer de Direito (…). Trabalho com três Códigos de Processo Civil ao mesmo tempo. Estive há dias numa conferência onde a oradora principal começou a prelecção com a frase: “até ontem à noite isto era assim, não cuidei de confirmar pela manhã”. Chega para ilustrar a diarreia legislativa. Em suma, tenho razões de sobra para abominar, sequer pensar, em votar PS nas legislativas que se aproximam – sendo a alternativa a que é, resta-me ir à praia nesse dia. Ou então votar PS, que do mal o menos (eu e o centrão, que não somos poucos).

Rogério da Costa Pereira, 11 de Abril de 2009

milagre-do-sol

Depois do milagre:

Em suma, este Governo mexeu mais na justiça, que ninguém elogiava, em quatro anos do que os anteriores Governos desde o fim da ditadura. Mexeu muito e onde era preciso mexer muito. Aqui e ali bem, acolá mal. Há que continuar a dar-lhe tempo para emendar o que fez mal.

Rogério da Costa Pereira versão SIMplex

Oh! mãe, não quero estar no BPP

Assim não quero, eu nasci para ganhar uma fortuna ao fim do mês, ter um gabinete catita, carro de última gama e motorista. Na CGD evidentemente, ali ninguem nos chateia, porra !Em primeiro aquilo é tão grande que ninguem nos conhece, dinheiro é tanto que não sabemos o que lhe fazer, se há negócios mais puxados é só dizer que sim com a cabeça ao Ministro!

Então e agora põe-me a trabalhar no BPP? Os accionistas e os grandes clientes não levantam problemas. Afinal, vamos dizer o quê, que a massa que não se sabe de onde veio desapareceu numa off-shore? Isto levanta problemas que nem pensar, o melhor mesmo é o governo pagar e andou a marinha, que ninguem nota nada. A seguir depois de intenso labor, e com estudos pagos a peso de ouro às empresas assessoras e consultoras que nunca viram nada, vem o governo e diz que não há dinheiro ! Mas se não há dinheiro estou a fazer aqui o quê ?

E pior, é que há aqui gajos que meteram cá o dinheiro de uma vida, todo, não têm mais, contavam com isto para viver. Como é que eu vou dizer a estes gajos que o dinheiro deles ganho com o suor do rosto desapareceu?

Começo a desconfiar que o governo e esse ministro ( aqui para nós o pior da UE) me meteu aqui para eu servir de biombo. Os gajos não se vão calar. Já estão aí à porta, com cartazes e alguns deles estão mesmo zangados. Como é, faço teletrabalho a partir de casa? Entro e saio disfarçado de mulher a dias?

E o cabrão do ministro ( o pior da UE) vem agora dizer que além de não haver dinheiro eu tenho de arranjar uma solução! Mas qual solução se não há dinheiro? Que não posso dizer que ando cansado ( é pá, e ando mesmo, já não vou ao Holmes Place há tres dias) que isso é a minha função! Mas não é ele o ministro ( o gajo é mesmo mau ) e o Sócrates não meteu milhões no BCP e no BPN ? Mas essas funções são para os amigos, para mim sobram estes gajos ali à porta, de gabardine inchada, mão no bolso!

Já pus os vogais a dizerem em surdina que isto vai dar uma guerra civil, que um dia o gajo da gabardine saca da caçadeira e mata o primeiro que lhe aparecer.

Vou enviar mais um estudo para o ministro ( o gajo nem os lê) e se a resposta for a mesma, que não há dinheiro, vou-lhe dizer alto e bom som.

Vai ao TOTTA!

Texto recebido

PANDEMIA DE LUCRO

Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se
podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia
evitar com um simples soro que custa 25 centimos.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a
morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves…

…os noticiários mundiais inundaram-se de noticias…

Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia!

Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10
anos…25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão
contra 25.

Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe
das aves?

Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões
de doses aos países asiáticos.

Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou
14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas
farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de
lucro.

-Antes com os frangos e agora com os porcos.

-Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do
mundo só falam disso…

-Já não se fala da crise económica nem dos torturados em Guantánamo…

-Só a gripe porcina, a gripe dos porcos…

-E eu pergunto-me: se atrás dos frangos havia um “galo”… ¿ atrás dos
porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O
principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro,
Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra
contra Iraque…

Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos,
estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso
Tamiflú.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da
saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos
países.

Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios
de comunicação.

Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade,
porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o
fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos
genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria
a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA
QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA “PANDEMIA”.

Virgindade em leilão

Conta-nos o Diário de Notícias na edição de hoje que Evelyn, uma equatoriana de 28 anos a residir em Espanha, está a leiloar a sua virgindade pela internet e que a quantia que venha a obter se destinará a suportar os custos dos cuidados de saúde de que a sua mãe precisa e os estudos de Medicina que Evelyn pretende efectuar. Conta ela que a última proposta recebida foi de 2,3 milhões de euros, mas que a recusou porque o proponente, não contente com essa noite inaugural, pretendia continuar a vê-la, condição que Evelyn não aceita. Da mesma forma que não aceitará carícias ou beijos, e que exigirá o uso de preservativo, pagamento adiantado, um certificado médico que garanta que o comprador está livre de doenças, e a presença de um acompanhante, supõe-se que numa sala de espera e não no quarto. Chegar virgem aos 28 anos já pode ser considerado invulgar, não tanto seguramente como leiloar a virgindade na internet, embora essa relação possa vir a inverter-se em breve, já que, ao que parece, um leilão desta natureza não é inédito. A notícia é contada, como seria de esperar, centrando a história nela, quais as suas motivações, será de facto uma filha extremosa, disposta a sacrificar-se pela sua mãe, ou uma prostituta (porque, como sabem, as mulheres tendem a cair numa destas duas características:a virgem/mãe de família e a puta) que encontrou um esquema publicitário prometedor. Mas eu fico a pensar neles. Quem são estes homens dispostos a pagar uma soma tão avultada para passar uma noite com uma mulher a quem não poderão beijar ou sequer acariciar e com quem não poderão estabelecer uma relação futura que vá além da prestação do serviço adquirido? Desejarão publicidade ou pedirão anonimato? O que os excita: a virgindade ou o desespero? Suponho que não será o espírito filantrópico a movê-los porque esse levá-los-ia a entregar o dinheiro à moça sem o sacrifício da sua bem guardada virgindade. Quanto a Evelyn, diz que “agora só quer que tudo acabe rápido”.

“Agravamento da promiscuidade entre a política e o mundo empresarial”? Nãaaaaa

O governo de José Sócrates prepara-se para cessar funções sem conseguir melhorar o desempenho em relação aos anteriores Executivos, de acordo com a avaliação que será hoje divulgada pelo "Compromisso Portugal" (CP), que culpabiliza a maior intervenção do Governo pelo agravamento da promiscuidade entre a política e o mundo empresarial.

O Compromisso Portugal, vá lá saber-se porquê, assinala a existência de um “agravamento da promiscuidade entre a política e o mundo empresarial”. O que o movimento nos diz é que essa promiscuidade já existia, existiu sempre, mas nos últimos anos foi crescendo.

Eles devem saber do que falam. O Compromisso Portugal, que costuma aparecer em alturas estratégicas, como eleições, é constituído por uma enormidade de gente ligada, muito ligada, às empresas. As empresas do tal mundo empresarial. Daquele que estará em acentuada e crescente promiscuidade com a política e o Governo.

Há qualquer coisa de estranho nisto, não há?

O equilibrio do terror à portuguesa

Cinco arguidos no caso Freeport, cinco arguidos no caso BPN.

Isto está a melhorar a olhos vistos. Agora temos aí o caso “contentores de Alcântara” há muito conhecido como um indecente favor feito a amigos. Que se prolongue um contrato por vinte e sete anos sem concurso público e que, no caso de não se atingir o nível de actividade esperada, é o Estado a pagar, só lembraria ao governo PS.

Vou dizer aqui ao merceeiro do bairro que reinvindique esta clausula revolucionária. Não lhe compram os melões que esperava? E os tomates ? Não tem ? Então não culpe ninguem porque a clausula é prática corrente e é só pedir.

Mas na Vasco da Gama tambem é assim. Se não houver carros suficientes o Estado cá está. Para pagar. Palpita-me que é por isso que se fazem lá corridas de madrugada com uns aceleras, sempre contam para o tráfego.

E na ponte da Lezíria ? Como não passam lá carros não seria boa ideia aproveitar aquilo para as escolas de condução? Desimpediam o trânsito na cidade.

Agora atrás da linha que se puxa, vem o IPE e o seu universo de empresas. Se escavarem vai ser bonito.

Não há nada como quando as comadres se zangam, vem aí a verdade, ou pelo menos parte dela. Se “amandas” uma bojarda já sabes, levas com uma de volta, só que cá no burgo, o que “amandamos” são escândalos de favorecimento, negócios sujos e enriquecimento rápido e sem razões que se vejam.

Entretanto apareceu, novamente, o caso CTT  o que é “meio caminhao andado” para contrabalançar o caso do aterro da Cova da Beira.

Bem fazem o PCP e o BE em não quererem entrar no combate. O PS e o PSD vão deixar o campo cheio de despojos, depois é só fazer a limpeza. Quem não pia é o Portas, convencido que vai passar por entre os pingos de sangue. Deve ser por andar de submarino.

Isto é tudo muito triste mas a gente diverte-se à brava.

Mau sinal – Simplex de encomenda

Há rapazes empreendedores que deitam mão à obra e não se perdem em discussões inúteis. Temos aí um exemplo que vale por todos, tal é a transparência dos propósitos e a clareza dos objectivos.

É preciso dizer coisas que de tal forma escandalosas não atinam com o registo do blogue onde escrevem? Nada de preocupações. Cria-se um com o registo adequado.

E não são de modas, o PS nunca esteve no poder, nunca teve maioria absoluta, não tem nada a ver com os problemas do país, rigorosamente nada! Tem a ver, sim, com as profundas reformas levadas a efeito, nas Educação, na Saúde, na Justiça, nas Finanças Públicas e quem não percebe isto tem que ser ajudado, porque não recebeu a luz do Senhor.

Só por razões de burocracia é que se vai a eleições, porque o Simplex resolvia isto de uma penada. A Sócrates o que é de Sócrates. Não há alternativas, nem cenários diferentes, é tudo para perder tempo.

Deixem o Homem salvar-nos, tirar-nos do inferno em que nos meteram, esses ignaros que estiveram dois anos e meio no governo e conseguiram estragar o que o PS construiu em onze anos. Desde 1995 que lutamos para colocar o país nos eixos mas não somos capazes, perdão, somos capazes mas precisamos de mais tempo, porque isto está muito dificil e até nos atiraram com questões pessoais do nosso Primeiro que não tem nada a ver com a “coisa pública”, tudo obstáculos, que ultrapassamos com uma perna às costas.

Por isso, quem não quer ver não veja, mas é obrigação do Simplex, simplificar, e deixamos tudo simplificado desde o ínicio. Estamos aqui por amor à Pátria, nada nos liga ao largo do Rato ou e a Sócrates! Nada!

Simplexamente, estamos no Simplex porque sim! E não coramos de vergonha porque já somos rosa…pálido!

E tambem ninguem nos pode culpar de nos ter calhado este país e este povo. Tambem é culpa nossa?

Ainda em Fátima, agora a 15 de Outubro de 1917

Milagre do Sol, Fátima. 13/10/1917

Milagre do Sol, Fátima. 13/10/1917

As visões continuam. Agora em versão colectiva e alargada a assessores, avençados, etc. É o SIMplex.

“(…) E, a seguir, perguntam uns aos outros se viram e o que viram. O maior numero confessa que viu a tremura, o bailado do sol; outros, porém, declaram ter visto o rosto risonho do proprio Sócrates, juram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artificio, que ele baixou quasi a ponto de queimar a terra com os seus raios… Ha quem diga que o viu mudar sucessivamente de côr…

Avelino de Almeida
“O Século”,15 Out. 1917
, colado a partir da fontenova

Um Hotel Califórnia para todos vós

À margem da polémica sobre Pedro Abrunhosa…

Admito que algumas das suas músicas podem rondar o ‘foleiro’. Enfim, não se pode ser bom o tempo todo. Não interessa, só por uma canção, uma única canção, os Eagles merecem entrar no restrito círculo do deuses da música.

“Hotel Califónia” é um hino. A tudo. Àquilo que se quiser. O mistério que rodeia a canção não precisa de ser explicado. Nunca o será. Os autores não abrem a boca sobre o assunto e fazem eles muito bem. Aliás, eventualmente eles próprios não terão qualquer resposta.

Os Eagles estreiam-se hoje, quarta, em palcos portugueses, no palco do Pavilhão Atlântico, pelas 21h00, para um concerto que será um regresso a algumas das mais emblemáticas canções das últimas quatro décadas.

eagles2

O espectáculo terá cerca de três horas de duração. Este será o último concerto da digressão do grupo e coincide ainda com a celebração do 62º aniversário de Don Henley, o carismático baterista e fundador do grupo.

Os Eagles trazem uma formação de peso, a saber, os fundadores Glenn Frey, 60 anos, (voz, guitarra, teclas, harmónica) e Don Henley (voz, bateria, guitarra), a que se juntam Joe Walsh, 61 anos (guitarras, teclas, voz), que está no grupo desde 1975, e Timothy B. Schmit, de 61 anos (viola-baixo, guitarra acústica, voz), que entrou para a banda em 1977.

Em não vou lá estar mas gostaria. Para ouvir todas as músicas, mas sobretudo “Hotel Califórnia”, uma daquelas que levaria para uma ilha deserta.

NO CLUBE DOS PENSADORES (RÁDIO FM 91.0)

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“ATRIBUTOS” NO PROGRAMA DE RÁDIO DO CLUBE DOS PENSADORES
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Programa na RCM irá para o ar Quarta-feira, dia 22. Entre as 19h e as 20h. ( Repete sábado às 24h ) .

Tem como assistente de realização José Silva.

Joaquim Jorge convida vários autores de blogues . O tema é a Blogosfera : Os blogues e implicações na liberdade de expressão e na política

Este programa é dada voz aos bloggers que poderão sugerir, opinar e criticar .

Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :

1 – Via telefone através do número 22 9381756

2 – Via net através do blogue Clube dos Pensadores , na hora as opiniões dos internautas serão lidas e tidas em conta para a discussão.Esta emissão estará disponível online a partir do site RCM ou com a frequência 91.0 no seu rádio.

São convidados além do blogue Clube dos Pensadores , o Porto de Leixões , Matosinhos Online ; do Portugal Profundo , Portugal dos Pequeninos , Grupo da Boavista , Atributos , entre outros.
1 – Vítor Maganinho (Matosinhos OnLine) e (OffShore das Berlengas) – 19h10
2 – José Modesto (José Modesto) – 19h15
3 – António Balbino Caldeira (Do Portugal Profundo) – 19h20
4 – João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos) – 19h25
5 – Francisco Castelo Branco (Olhar Direito) – 19h30
6- José Magalhães (Atributos) – 19h35
7 – João Pedro Neto (Grupo da Boavista) – 19h40
8 – Eugénio Queirós (O Porto de Leixões) – 19h45
9 – António Veríssimo – 19h50

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Como se pode ver pelo “post”, tenho a honra de ter sido convidado por Joaquim Jorge para participar no seu programa de rádio.

Lá participarão alguns dos Bloggers de referência da blogosfera Portuguesa.
Não deixem de sintonizar e ouvir este programa.

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Os Malandros…

Atlético Madrid estraga festa benfiquista
21 de Julho de 2009, 22:14, Sapo.

Ehehehehehe, hihihihihihihih!

Blogger Convidado: Movimento Cívico IvacomRecibo

A nossa Petição (Petição n.º 537/X/4.ª) vai ser discutida em sessão Plenária na AR no dia 22 de Julho 2009 pelas 10h.

Como podem ver neste link são várias as petições em discussão, mas a nossa também vai lá estar.

Peço que divulguem este facto às vossas redes de contactos. Irei estar presente na sessão plenária da AR e solicito que quem puder o esteja também.

Afinal ter o IVA com Recibo poderia já tornar-se numa realidade, se, no dia 22 de Julho os deputados Portugueses votassem a favor.

Relembro que para entrar na AR têm de levar um documento de identificação com fotografia (mas que não seja o BI).

Sofia
Movimento Cívico IvacomRecibo

A Galp e os golpes

FALANDO SOBRE TRANSPORTES. AS FALÁCIAS DO MOPTC (3ª PARTE) – VI

A renovação de um contrato baseada num projecto virtual

Por último, a APL procura responder às perguntas mais frequentes, segundo diz; destacamos:

  • Fica-se a saber que irá ser criada uma zona de acostagem e operação de barcaças e um feixe de mercadoria (doca seca). Será construída uma nova estação ferroviária para mercadorias, abaixo do nível do solo, que terá ligação ao futuro nó ferroviário de Alcântara.

Tudo isto é muito bonito no papel e no filme projectado na Exposição organizada pela APL; simplesmente não havendo um projecto ou anteprojecto de engenharia, ou os seus fundamentos, as perguntas serão certamente incómodas e ficarão sem as respostas adequadas.

Nomeadamente quanto à concretização das ligações ferroviárias, no nó de Alcântara, com as linhas Lisboa /Cascais e Alcântara / Campolide, com o caneiro de Alcântara pelo meio, e ao lado, uma espampanante estação ferroviária subterrânea para passageiros e mercadorias, tudo isto implantado numa zona de níveis freáticos elevados, forte risco sísmico e solos com características geológicas difíceis. A propósito onde fica a gare de triagem dos vagões, indispensável?

Ao considerar-se um cais de acostagem com fundos de ordem dos 16,50 m isso implica, certamente, um reforço apreciável dos actuais ou, mesmo, ao sua substituição conforme escrevi em 9 de Outubro p.pº.

E com tantas mexidas no subsolo, será lícito perguntar em que medida elas irão afectar, agravando, as consequências das cheias que ciclicamente afectam a zona de Alcântara,.

  • No que respeita à chamada cortina de contentores, ela já hoje atinge os 5 ou 6 empilhados uns sobre os outros, normalizados, de 20 ou 40 pés de comprimento, uma altura de 9 pés e 6 polegadas (2,90 m) e 2,46 m de largura; daí resulta uma “parede” com 5 x 2,90 = 14,50 m de alto. Os novos pórticos “portainer” atingem os 115 m e conseguem alcançar 20 filas de contentores, dado que têm um alcance de 45 m; portanto, a sua rentabilização levará a uma maior altura no empilhamento e “paredes” cada vez mais espessas.

É claro que não serão as “quatro aberturas” entre os molhes de contentores que irão melhorar o aspecto da muralha de aço aí prevista nem, tão pouco, aliviar substancialmente as lindas vistas; aliás, essas aberturas seriam sempre indispensáveis para permitir o percurso dos “mafis” ou das gruas móveis.

Sugere-se aos snrs. Especialistas que se desloquem sobre o terreno (pessoalmente, como amador, aproveitei uma ida recente a Barcelona) e vejam como esta é uma actividade dinâmica, por vezes febril dadas as poucas horas disponíveis para “safar” um navio, envolvendo também muitos outros meio de transporte em terra (guindastes móveis, pórticos, tractores de rodas ou de lagartas, c.f., camiões, etc.). como á-parte, direi que Barcelona é o 3º porto de contentores de Espanha, em importância, ficando Valência em 2º lugar e Algeciras ocupando o 1º, qualquer deles muito acima de Lisboa ou Sines.

Só para termo de comparação, em TEU´s de 20 pés, aproximadamente, por ano:

Algeciras    … 3.500.000

Valência    …  2.700.000

Barcelona  … 2.200.000

Alcântara   …    250.000

  • Um ponto importante a esclarecer diz respeito ao aproveitamento da linha de Cintura para escoamento dos contentores do terminal ou, então, o seu transporte por via fluvial.

A primeira solução parece-nos dificilmente praticável, dado que esta linha será, julgo eu, preferencialmente aproveitada para transporte de passageiros a distribuir pelas estações da cidade de Lisboa, em concordância com as do Metro.

  • Deste modo, para se evitar a subida exponencial do número de camiões que hoje penalizam fortemente esta zona, há que incentivar a via fluvial, tanto mais que as barcaças podem transportar muitas dezenas de contentores, ao passo que os camiões, regra geral, transportam um só de cada vez.

Contudo, como já escrevi, a solução fluvial envolve a resolução de muitos outros problemas, nomeadamente no que se refere á navegação no rio e, também, ao seu crescente assoreamento como resultado da projectada ponte Chelas–Barreiro.