
Convento durante 500 anos, reformatório de menores, escola profissional, projecto de pousada. Quase 700 anos de história ao abandono.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Convento durante 500 anos, reformatório de menores, escola profissional, projecto de pousada. Quase 700 anos de história ao abandono.

Dona Maria de Fátima Saraiva saiu, num certo sábado, da casa de seu marido, aproveitando a recente fuga fiscal dele (começara por ser apenas fiscal mas acabaria por obrigá-lo a ter de escapar-se para bem longe), para redescobrir, uns quantos anos depois, os mistérios da noite. A amiga que se oferecera para acompanhá-la avisou-a em cima da hora que tinha torcido um pé na hidroginástica, coisa que, de tão descabida, mais parecia desculpa esfarrapada, mas ela já tinha imaginado coisas a mais para contentar-se com uma noite em casa. Foi sozinha.
Procurou os sítios que lhe disseram ser os da moda, e descobriu que tudo era agora feito com lixo reciclado – caixotes, paletes, frascos de vidro a servir de candeeiros, cartões reaproveitados – e que, à falta de cartazes e letreiros se escrevia com giz na parede. Achou os lugares mais pobres e feios, mas as pessoas mais bonitas.
Foi pedindo coquetéis pela graça dos nomes que via na lista, sem saber o que lhe serviam, e achou-se entontecida em pouco tempo. Olhou em volta e sentiu-se tão só, tão dependente da bondade dos estranhos, que desejou não haver saído nunca de casa. [Read more…]

Na antiga fábrica de sabão em Lordelo do Ouro, que voltou a ser notícia esta semana, o meu avô esteve por duas vezes à beira da morte. Trabalhou lá muitos anos e sofreu um acidente que lhe provocou queimaduras graves. Do acidente mais grave na história da fábrica salvou-se por sorte, porque trabalhava por turnos e aquele não era o seu. Nesse dia, fomos (a minha mãe e eu) encontrá-lo a ajudar na limpeza dos destroços. Estava ferido, tinha sido atingido na cabeça por uma telha que voou com a explosão, e essa telha foi providencial, porque impediu que ele entrasse na fábrica para socorrer os colegas por quem já ninguém poderia fazer nada.
Não me lembro desse dia em que fomos à fábrica, a minha mãe conta-me a história com detalhes, mas nenhum me ilumina a memória, continuo a escutá-la como se tudo se tivesse passado com outra criança que não a que eu fui. As memórias que tenho da fábrica são posteriores, quando ainda estava em funcionamento mas o meu avô já não estava lá, mas ainda a via da janela do seu quarto. Eu era adolescente e ia vê-lo depois da escola, e ele estava à janela, sempre à janela, e acenava-me quando me via, e eu sabia que ele estava a olhar para a fábrica, que não conseguia deixar de olhá-la sempre. Dos últimos anos, quando a fábrica já estava fechada, pouco recordo, porque desde que o meu avô morreu eu não voltei a querer passear por aquelas ruas de Lordelo do Ouro, e quando passo é de carro e sem vontade de olhar para lado nenhum. [Read more…]
Por que razão o “Expresso” dá guarida a um raposo. Nós já desistimos de perceber, sr. Embaixador.

Se há coisa que me desperta curiosidade é saber se aqueles que acham que o país está melhor passaram recentemente por algum hospital público. Ando, há pelo menos duas décadas, a acompanhar a doença crónica de quem me é muito próximo. São pelo menos 20 anos de consultas, exames, operações cirúrgicas e internamentos num hospital público. E durante este período nunca vi uma degradação tão evidente da qualidade do serviço prestado por esse hospital em concreto, um dos maiores do país, como a que se vive hoje.
Muitos dos médicos mais experientes e qualificados, entre eles muitos chefes de serviço, debandaram para o privado. E não foram só os cortes nas remunerações a pesar na decisão, foi também a atitude de desprezo e de falta de consideração por parte de quem manda, a não valorização de qualquer esforço para prestar um melhor serviço público. Ficaram médicos jovens, acredito que muito qualificados, mas inexperientes, numa área em que a tarimba faz toda a diferença. No recibo de vencimento de um destes médicos não se espantem se virem um salário líquido de pouco mais de mil euros por um horário de 40 horas semanais.
A experiência das pessoas que conheço é a de que os tempos de espera por consultas e exames aumentaram. Os exames que requerem anestesia continuam a ser um problema. Na sala de espera ouvi, há dias, uma conversa entre médico e paciente elucidativa a este respeito. Se o doente quisesse anestesia para realizar certo exame, esperaria à volta de três meses, sem anestesia poderia fazê-lo no dia seguinte. O doente hesitou mas acabou por abdicar da anestesia.
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Uma análise interessante do filósofo Costas Douzinas sobre o presente e o futuro da Grécia e da Europa em tempos de submissão ao neoliberalismo (em castelhano).

Uma vez meteram-me num aparelho de ressonância magnética para procurar uma doença que eu tinha medo de ter e afinal não tinha. Fui sozinha, vou sempre sozinha para as coisas difíceis, por feitio e por hábito de não estar acompanhada. Mandaram-me tirar a roupa e vestir um fato do hospital, depois sair para o corredor e esperar que me chamassem. As salas eram azuladas e nuas, as pessoas passavam por mim e não me viam, todas as portas tinham avisos de acesso proibido, luzes que se acendiam e apagavam. Uma central nuclear não deve ser muito diferente.
Encolhi vários centímetros e sentei-me, muito me custou trepar, na cadeira do corredor, com os pés a balouçar, e aquele sorriso falso que eu ponho quando estou cheia de medo, e só não sacudi muitas vezes o cabelo para trás, como também faço quando estou cheia de medo, porque me tinham mandado pôr uma touca. Veio uma enfermeira entregar-me um questionário, saber das minhas possíveis doenças, operações, se eu tinha próteses, parafusos, pacemakers, piercings, tatuagens. Eu não tinha nada. Ela ficou contente comigo, por eu não ter nada dessas coisas que nos complicariam a vida às duas, e disse-me que a seguir era eu, só tinha de esperar mais um bocadinho. [Read more…]

Quem vê filmes está farto de saber que mafioso que dê com a língua nos dentes frente a um juiz, e com isso atire para a choldra os seus antigos compinchas, tem de começar vida nova, com outro nome, noutra cidade, com outra ocupação, se quer manter-se vivo. O que muitos não sabem é que isso também se faz por cá, não é só na Pensilvânia ou no Massachusetts, e eu também só fiquei a sabê-lo quando conheci o Alfredo (chamemos-lhe assim).
O Alfredo é um tipo baixote, com papos debaixo dos olhos, nariz partido de boxeador, um intervalo entre os dentes da frente, cabelo reluzente e sempre penteadíssimo, calça vincada, sapatos de tacão sonante. Conheci-o no pão quente que abriu no meu bairro, um sítio que não teria interesse nenhum se não fosse o Alfredo, porque o pão é fraco, a sala – de paredes nuas e muito brancas, luz de unidade de cuidados intensivos – faz-nos sentir desconfortáveis, e à boa maneira portuguesa sopra ali vento por todos os lados. O Alfredo avançou para a mesa com passos enérgicos, ar de quem ia resolver logo ali um imprevisto que não permitiria que lhe arruinasse os planos, e atirou-me, à queima-roupa: [Read more…]

Visita de Angela Merkel a Jerusalém. Foto: Marc Israel Sellem.
É a nova detentora da medalha de ouro ao mérito policial. Em Espanha, por supuesto.
Pede desculpa com pizza grátis.

Aquilo a que chamo o meu bairro, um raio de imprecisas centenas de metros ao redor da minha casa e que se vai alargando todos os dias, tem a sorte de ter a melhor livraria do Porto. Não tem letreiros luminosos, nem é bela como a outra, onde as camionetas despejam turistas aos magotes para fotografarem o cenário do feiticeiro Potter, mas em que os livros mais parecem adereços para emprestar credibilidade a esse cenário. E é tão discreta que podem passar-lhe a porta e nem repararem nela. É um espaço sem pretensões estéticas, sem top de vendas, de aspecto austero, com paredes a precisar de uma demão de tinta, escaparates de madeira tosca e estantes muito antigas. E acolhedor, apesar disso, sem sofás nem ar condicionado, com a rádio, lá ao fundo, sintonizada na Antena 2, e um livreiro que vos deixa em paz se assim o preferirem ou conversa convosco com gosto, se a isso estiverem dispostos.
Se o leitor se sente aqui tão bem, avento eu, será porque nela se respira a inestimável liberdade de uma livraria que se borrifa nas listas de mais vendidos, nos autores da moda, nas estratégias empresariais. E por isso o que vemos à venda reflecte uma escolha, não de grupos editoriais ou de gurus do marketing, mas de um livreiro que tem um projecto que, mais do que comercial, é um projecto de vida. Chama-se Utopia. [Read more…]

Se acordarem a meio da noite com um pesadelo terrível, o coração aos pulos, o pijama encharcado em suor, o lençol enrolado entre pernas e braços, depois de terem sido perseguidos por um animal horrendo, aposto convosco que esse animal não era leão nem cobra nem jacaré. Era, sim, com toda a certeza, um caquesseitão.
É pouco provável, porém, que eu tenha pesadelos com essas criaturas, para minha grande fortuna, porque, aqui me confesso, tenho uma paixão por monstros mitológicos, criaturas nascidas dos confins dos medos e vencidas pela força da narrativa.
Aqui entre nós, eu poderia ter sido criptozoóloga, profissão que já me teria deixado morrer à fome por esta altura, mas que talvez me desse algumas alegrias, como deve ter dado a quem conseguiu provar que o dragão-de-komodo não era invenção de meia dúzia de cabeças delirantes, como por muito tempo se pensou, mas criatura de carne e osso, cuja existência bonacheirona, livre de predadores, em certas ilhas indonésias, possibilitou um crescimento tão formidável. Por outro lado, descobrir a existência real de uma criatura que se pensava mitológica também pode ser frustrante e limitador. Se a biologia é fascinante, os mitos… ah, nem vos conto. [Read more…]

Comprei uma garrafinha de whisky (eu gostava de escrever uísque, mas não consigo) com uma bela imagem de um veado, daquelas de bolso que se levam para a caça. Como eu não caço nem bebo whisky, as pessoas que me conhecem acharam que isto era um sintoma de insanidade mental e começaram a preocupar-se e houve logo quem me dissesse que não há que ter vergonha de pedir ajuda e que toda a gente beneficiaria muito da consulta com um psiquiatra. É claro que metade da piada da garrafa era observar a reacção que ela desperta, por isso resolvi enchê-la de chá de cidreira, e trazê-la sempre comigo. Nestes dias de Inverno, deito a mão à mala e tiro de lá a minha garrafinha, bebo um gole contido (nestas coisas, a contenção é indispensável, ou lá se vai a piada toda), e solto um “Aaahhh” sonoro, quase mal-educado. O ar de espanto à minha volta parece-me tão hilariante que lamento não ter feito isto há mais tempo. [Read more…]
– Chiiiii, ó mãe, tu escreveste “ótimo” com p!
A extrema-direita valsa, em Viena.

O único momento do dia em que ouço notícias sobre mercados, taxas de juro e bolsas é quando estou a tentar encontrar o sabonete com os olhos cheios da espuma do champô e não consigo mudar de estação de rádio. Mas tem sido suficiente para dar-me conta de que o jargão jornalístico para explicar as coisas inexplicáveis que se passam nesse campo passa pela sua humanização. Há dias em que “os mercados estão a reagir bem”, e se eu estiver ainda ensonada quase que me alegro, como se fosse um doente a quem sigo com apreensão. Outras vezes informam-me que “na Europa, o sentimento é misto”. Ora isto, sendo vago, transmite uma certa angústia e convoca a solidariedade, ou não fosse tão humano isso de alimentar sentimentos mistos em relação a uma mesma coisa.
Às vezes preocupam-me desnecessariamente porque me dizem que “os indicadores económicos alimentam receios”, mas não me dizem de quem nem porquê. Tão vagos que outras vezes se ficam por um “lá fora [onde?], “as notícias são desanimadoras e aumentam a cautela”. E eu, que ainda nem saí lá fora, só por causa disto já olho para onde ponho os pés molhados ao sair do duche, que a vida de repente parece-me uma coisa perigosa. [Read more…]
O Porto a caminho de 2001 visto pelos olhos dos passageiros de um autocarro. “Próxima Paragem”, de Catarina Mourão.

A história é longa mas prometo que tem umas passagens quase palpitantes lá mais para a frente, é terem um bocadinho de paciência. O Jardim do Marquês, no Porto, teve, durante pouco mais de 50 anos, uma biblioteca. Chamava-se Biblioteca Infantil Pedro Ivo (BIPI) e foi uma das primeiras bibliotecas de bairro do país, inaugurada em 1948. Por ela passaram umas quantas gerações de crianças (ao que parece, uma delas até é hoje um autor desta casa e não estou a falar de mim). Quando começaram as obras do metro, a biblioteca foi encerrada, todo o jardim esteve em risco (se bem me lembro, correram petições pela salvação dos plátanos centenários), e a biblioteca nunca mais reabriu.
Depois de mais uma década de abandono, um grupo de cidadãos ocupou pacificamente a BIPI e propôs-se reabrir a biblioteca à comunidade. Passou-se isto a 16 de Junho de 2012. Três dias depois, o então presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, mandou entaipar a biblioteca. E um mês depois, a CMP decidiu promover uma hasta pública de concessão do espaço, sem que nela se tivesse em conta o carácter de serviço público do local ou sequer o fim cultural que o espaço sempre tivera. [Read more…]
Mulher, meia-idade, desempregada, baixa escolaridade, rendimento abaixo dos 150 euros. “Amedrontada, sempre com uma forte vontade de ajudar quem está pior que ela”.

Um dos sinais da crise é o regresso dos sapateiros. Não sei que fizeram durante aqueles 10 ou 15 anos em que nem quisemos ouvir falar de semelhante coisa, pôr meias-solas, que miserabilismo, mas aí estão eles de novo. Nunca deixei de ir aos sapateiros, sobretudo por causa daquele prodigioso alicate de estrela que abre furos nos cintos, mas nem sempre foi fácil encontrá-los na cidade.
Custa a crer que, na minha infância, o sapateiro mais importante da zona tivesse uns quantos ajudantes, que não eram mais que futuros profissionais que os pais entregavam nas mãos do sapateiro experiente para que ele os formasse ao longo dos anos. A oficina do Faria, o tal sapateiro, parecia saída de um romance de Dickens. Os clientes não entravam na oficina, assomavam-se ao balcão, e daí via-se todo o espaço. No centro, estava o Faria, ocupadíssimo, sem nunca se permitir uma brincadeira, segurando com os lábios finos os pregos que ia cravando num tacão, e com olhos inquietos, controlando tudo o que acontecia na oficina, sem nunca poder tranquilizar-se. Vestia uma bata que eu recordo azulada e cheia de remendos, usava óculos de lentes grossas e tinha um cabelo ralo e triste, muito pegado à cabeça. [Read more…]
“É flashmob de pobre.” Ou os ex-excluídos “metendo o pé na porta”.

A notícia dá conta de que o Tribunal da Relação de Évora decidiu que a entrega de um imóvel ao banco não extingue o empréstimo para habitação quando a venda do imóvel é inferior ao valor em divida, e ordenou a penhora de salários.
Sem conhecer o caso, e apenas com base no que a notícia conta, constata-se a perfeição do sistema, qual engrenagem sofisticada de relojoaria suíça. Reparem: foi o próprio banco, o BCP, a comprar a casa que os antigos proprietários não podiam continuar a pagar. E como era o único interessado, comprou-a, claro está, abaixo do valor do empréstimo e até abaixo do valor da sua própria avaliação. Resultado: os devedores ficam sem casa, com uma dívida de 25.500 euros e os salários penhorados.
A cereja em cima do bolo: o valor do processo não permite recorrer para um tribunal superior.
Caso encerrado, a banca voltou a ganhar.
A história de Leonard Zelig, o homem-camaleão que consegue transformar a sua aparência na das pessoas à sua volta, é Woody Allen no seu melhor.
Ficha IMDB. Legendado em português.

Recorde-se a belíssima carta que endereçou à neta que a ditadura militar lhe roubou e que demoraria 24 anos a encontrar.

Não números em folhas de excel, mas rostos, nomes, histórias, vidas. Oito fotógrafos e um realizador propõem-se mostrar um país sob o domínio da troika. Uma plataforma online, um livro e um filme serão o legado que esperam deixar, um retrato do país ao longo deste período, uma memória perene de quanto nos tem acontecido como povo.
Adriano Miranda, António Pedrosa, Bruno Simões Castanheira, José Carlos Carvalho, Lara Jacinto, Paulo Pimenta, Pedro Neves, Rodrigo Cabrita e Vasco Célio são os autores. Quem quiser contribuir para o financiamento do projecto com um donativo (a partir de 1 euro) poderá fazê-lo através da plataforma Projecto Troika. [Read more…]
Milícias de cidadãos vs. narcotraficantes. Todos armados até aos dentes.

Há uns anos fiz uma reportagem sobre prostituição na baixa do Porto. Falei com várias mulheres (e poucos homens) que se prostituíam e a preocupação comum a todas, para minha surpresa, que esperava outro tipo de angústias, era a impossibilidade de fazer os seus descontos para a Segurança Social. Algumas estavam mesmo a pagar as respectivas prestações por inteiro, pedindo a alguém que as inscrevesse como empregadas domésticas. Porque a grande angústia era mesmo não ter direito a subsídio de maternidade ou doença e, sobretudo, a uma reforma na velhice. E apontavam, como exemplo de degradação máxima, alguma companheira de sessenta ou mesmo setenta anos que continuava a prostituir-se por não ter qualquer outro rendimento. De entre todas as humilhações a que a sua ocupação as podia submeter, nada lhes parecia pior do que ser velha e continuar na rua. [Read more…]
Bibliotecas é que não. Este sábado, lê-se no jardim do Marquês, à sombra da biblioteca que a CMP deixa transformar-se em café.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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