Dizem que é parecida com o pai

Texto para um amigo

(jaime casais)

(Este meu amigo, arquitecto e pintor galego que vive na Corunha, pediu-me para escrever um pequeno prefácio ou texto de apresentação para um livro seu a sair em breve. Transcrevo-o aqui para aqueles que, eventualmente, se interessem por estas coisas da pintura).

JAIME CASAIS

 Este livro, há muito tempo esperado, sobretudo a partir do dia em que tivemos o privilégio de ver o volte-face da pintura deste grande artista e amigo, Jaime Casais, está para breve. O amigo Jaime quis dar-me a honra de o prefaciar. No entanto, como na altura em que escrevi este texto ainda o livro estava em projecto, eu preferi dar-lhe não o título de prefácio, propriamente dito, o que implicaria uma abordagem da obra nas suas diversas vertentes, mas o nome do autor. Até porque, para mim, é mais grato falar do autor e da sua obra, mesmo sem livro, do que propriamente fazer a clássica análise de um livro. E quer o autor quer a obra são do meu profundo conhecimento. Para felicidade minha. [Read more…]

Intervalo para Publicidade:

Hoje é dia de “Intifada na Rede

Será menino ou menina?

Violência policial, agora ouçam

Ao minuto e 45:

“traz esse gajo. traz esse gajo das fotografias”

O que tinha a dizer sobre isto já o escrevi. Mais informações num blogue que corre o risco de ter muito que escrever, e onde se clarifica este ponto, que tem entretido jornalistas de merda (não há outra expressão) que se esquecem do pormenor de o fotógrafo agredido ser seu colega (sim, colega e não camarada, que como dizia um outro, colegas são as putas):

No passado dia 3 de Junho, surgiram notícias em alguns orgãos de comunicação social, nomeadamente o DN e a TVI sobre o caso das agressões policiais da madrugada de 30 de Maio. As notícias são relacionadas com alegados processos-crime anteriores de 4 das 5 vítimas.

Plataforma Contra a Violência Policial, que tem vindo a acompanhar as vítimas nos últimos dias, quer relembrar os orgãos de comunicação social que esta notícia serve somente para denegrir as vítimas. Relembramos que os agentes da PSP envolvidos nas agressões brutais aos jovens e ao cidadão inglês não tinham qualquer informação prévia antes de os espancar nem os revistaram. A sua actuação foi pura violência gratuita, atentando mesmo contra a liberdade de imprensa, espancando o fotojornalista que tentava fotografar a agressão à rapariga.

Onde anda o Sindicato dos Jornalistas?

Disfunção eréctil

Para aliviar um pouco a tensão (não quero tirar o “n”) dos últimos dias, queria dizer algumas coisas sobre a disfunção eréctil.

Não é assunto da minha especialidade, mas como ultimamente há estudos sobre a etiopatogenia da disfunção eréctil que sugerem que esta alteração representa uma manifestação precoce de aterosclerose, pensa-se que a disfunção eréctil poderá ser um marcador precoce de doença cardiovascular, nomeadamente coronária. Por isso gostaria  de deixar aqui umas breves notas.

Nos países industrializados a prevalência de disfunção eréctil tem vindo a aumentar, em paralelo com todas as doenças cardiovasculares. O facto destas doenças se associarem a uma grande morbilidade e mortalidade cria um enorme peso na sociedade. Daí a necessidade de se obterem métodos de prevenção e detecção precoce. O estudo da disfunção eréctil, dado que esta pode corresponder a uma aterosclerose ou arteriosclerose, como queiram, das artérias penianas, tem levado urologistas e cardiologistas (duas especialidades aparentemente tão distantes), a convergirem esforços no sentido do diagnóstico, identificação e prevenção precoce da doença cardiovascular.

Neste sentido, tem vindo a ser proposto aos doentes com idade superior a 45 anos, que referem disfunção eréctil, sem outra sintomatologia cardiovascular, a avaliação para os factores de risco cardiovascular, na tentativa de detectar a presença de doença coronária assintomática ou numa fase sub-clínica.

Aqui fica a informação, que pretende ser um pequeno alerta, e nunca um factor de preocupação e pânico, que desses já estamos fartos e cheios através da espectacularidade que os meios de comunicação social  fazem quando se põem a falar destas matérias.

E hoje é dia de…

A minha resposta ao mais velho Adão

POR JOAQUIM QUICOLA

Bom mais uma vez desculpa pelo atraso nos mambos e mujimbos, mas vocês sabem como é que é, não é? Entre o salo e o taxi, aturar os pulas, o molho dos supervisores, puxar pela gasosa, chupar cuca, tratar da mboa fixa e das outras variáveis, me complica muito esse mambo de blog. E depois tem a farra de sexta de feira. Tás a ver não?

Hoje, que sobrou tempo e disposição, quero, com todo o respeito, dar a minha opinião sobre as makas lá nesse quê de médio oriente, ou quê.

O mais velho Adão fez uma pergunta que é a realidade. A minha resposta é esta. Se eu fosse palestianiano, se barrassem o meu país e fizessem todos esses desaforos com o meu povo, eu movimentava a minha AK, como então? Foi o que eu fiz aqui em Angola com a Unita do Savimbi e os sul-africanos. Me alistei nas Fapla e fui no mato. Fazer como então? Essa é a realidade. Dizem que os muadiés do Hamas são terroristas. Eu não fiz a guerra colonial, mas era assim que os portugueses chamavam o MPLA. Os turras. Mas para nós, os guerrilheiros eram nacionalistas. É verdade que os anos passaram e esses muadiés do M tomaram conta deste país e agora estão a roubar sozinhos, o que me deixa muito fudido (peço desculpa), muito fudido mesmo (outra vez desculpa). Mas na época a escolha era aquela, não havia outra.

Eu era candengue, e quando vejo os candengues lá na tal faixa de Gaza ou quê, pegar nas pedras, nas Kalas, nos roquetes e mandar bala sobre os israelitas, estão a fazer bem, pois então. Se alistam no Hamas ou quê, viram terroristas e é mesmo assim. Os outros estão a ocupar a terra alheia assim sem mais, a explorar, a bater, a humilhar e a matar, tal como os pulas aqui no tempo colonial, e não pode fazer nada. Tem de ficar quieto, como então? Não. Há que reagir. Não foi o que os israelitas fizeram quando reclamaram a terra deles? Então?

Pode ser que o tal de Hamas se venha a tornar como aqui o M. Tudo muito bem. Pode ser que sejam uns filhos da puta para o seu próprio povo. Tudo muito bem. Pode ser inclusive, que depois de tomaram a sua terra, vão já querer ir na terra alheia e se apropriar do que não lhes pertence. Tudo muito bem. Mas isso é no pode ser que, no talvez vai ir-se tornar-se assim. São outros quinhentos. Nos quinhentos de hoje a circunstância é essa. A realidade é que esses tais do Hamas podem ser uns filhos da puta. Mas na verdade, são os filhos da puta patriotas disponíveis para lutar e nesse instante a realidade é essa.

Mas o cota Adão faz outra pergunta, e se eu fosse israelita? Como pensava? Sinceramente não sei. Na circunstâncias da minha vida, não tive os problemas que ele teve. Eu sempre estive do lado certo. Nunca tive dúvidas sobre o que fazer

Saudações a todos

portugal fatimizado e a faixa de gaza

O que hoje acontece em dias santos

Nos dias da minha inocência, escrevia estes textos.

Nos dias de hoje, como se constata na imagem, as ideias mudaram. Vou lembrar essas  palavras, essa minha premoniçao…Especialmente pelos assassinatos na faixa de Gaza pelos hebraicos, que enterraram o seu holocausto, para criar outros…

Com a licença das pessoas que acreditam em Deus. Queiram estimar que o que vou dizer é apenas uma análise do observável na população. Dessa população da qual eu também sou parte. Uma população não apenas portuguesa, mas ocidental e das suas antigas colónias. Com a licença das pessoas que acreditam serem criadas por uma divindade eterna e omnipotente. Uma divindade que dá descanso eterno no prazer do não trabalho, ou trabalho eterno na ira do mau comportamento. Como cientista social, só posso observar o agir dessas pessoas e respeitar a sua forma de pensar e de sentir a existência duma divindade, o que é denominado fé. Fé na existência duma testemunha que observa todos esses agires, desejos e pensamentos. Como se fizesse observação participante dos afazeres de todos, em todo o sítio. [Read more…]

E de que lado estavam vocês em 1992?

A diferença entre a missão Lusitânia Expresso em 1992 no mar de Timor e o que agora ocorreu em águas internacionais ao largo da Faixa de Gaza é apenas a de que os indonésios souberam conter-se, os israelitas não.  E parece que os portugueses não levavam berlindes.

A diferença entre a Palestina e Timor-Leste não é nenhuma: a mesma ocupação, a mesma tentativa de fazer um povo desaparecer da face da terra.

A Fretilin também era uma organização terrorista?

A memória das pessoas é mesmo muito curta. A leitura sempre ajudava a suprir a amnésia, mas para isso era preciso saber ler, o que está logo vedado a quem nem escrever articulando ideias consegue, limitando-se a despejar o mesmo loop, dias a fio. Temos as caixas de comentários cheias disso.

Educação ou a vão glória de destruir um país

Há muito que o Ministério da Educação (?) trabalha mais para a estatística que para o futuro dos jovens e, claro, o futuro do país. Por entre algumas medidas positivas, aquela que foi a paixão de António Guterres foi desbaratada pelos seus camaradas de partido em nome dos números que surgem nos relatórios internacionais. Mas só mesmo os estrangeiros poderão ficar impressionados. Por cá, já percebemos que é tudo uma mentira.

Desde a contínua e progressiva perda de autoridade dos professores nas salas de aula, passando pela enorme vontade de pais de meninos minados quererem mandar na escola, continuando no facilitismo dos exames (sem falar das provas de aferição) e das avaliações (sem esquecer a celebre questão das faltas), e terminando nas fantásticas Novas Oportunidades que permitem fazer três anos de escolaridade em apenas um (e ganhar um computador portátil de presente, vá lá).

Terminando, não, porque agora o Governo quer dar aos petizes a oportunidade de fazer gazeta ao 9º ano, passando do 8º para o 10º. Diz o jornal i que para evitar a maçada de cumprir o 9º ano, os jovens lusos, graças aos inúmeros conhecimentos, terão de se autopropor às provas nacionais de Português e de Matemática do final do 3º ciclo, em Julho, e fazer os exames a nível de escola em todas as disciplinas do 9º ano. Já se imagina o terror dos adolescentes perante os perigosos exames que poderão enfrentar, atendendo aos exemplos recentes de exames.
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Foxcoon: a morte de mais um trabalhador

A Fábrica Letal

O trabalho assassino continua. Segundo o jornail “i”, ocorreu mais uma morte na Foxcoon. A vítima, desta vez, foi um engenheiro de 27 anos. A família atribui a morte à sobrecarga de trabalho do jovem técnico.

A Foxcoon, como já escrevi aqui, é uma empresa chinesa, propriedade de um coreano, e produz equipamentos para a Apple, Dell, HP, Nitendo, Nokia e Sony – não me canso de repetir – com o recurso a operários pagos ultimamente a 120 / 130 euros mensais, para 12 horas diárias em 6 dias de trabalho por semana.

A OIT – Organização Internacional do Trabalho integra 183 países-membros, entre os quais a China. Teoricamente, através de Declaração pública e internacionalmente aceite, a citada organização e respectivos países-membros estão vinculados ao compromisso de fazer cumprir princípios e direitos fundamentais no trabalho – só teoricamente, porque na prática não se aplica.

Sabe-se lá quantas Foxconn’s e respectivos governos gozarão de impunidade semelhante por esse mundo fora? Mas, citando Joseph Stiglitz, “o modelo global sem governo global” lá vai produzindo iniquidades e, neste caso, até a morte de trabalhadores.

A teoria do mercado, tão ao gosto dos liberais e do próprio FMI, é que o trabalho também se insere no jogo “da oferta e da procura”. Isto, porque consideram as energias do ser humano equivalentes a mercadoria; e ainda que uns desgraçados morram e as multinacionais prossigam na insaciável conquista de poder e lucros globais e crescentes, a própria vida de quem trabalha é matéria irrelevante.

Palestina – O veneno ideológico!

Esta questão da palestina há muito que interessa a todos nós. Uma e outra vez somos chamados a trocar argumentos e uma e outra vez ninguem apresenta nada de novo, ninguem se move um centímetro da sua posição inicial . Mas todos sabemos que enquanto fazemos gala do nosso “excelso saber” há pessoas a morrerem, a passarem fome, e isso não interessa para nada.

O que interessa é a posição ideológica, o mundo a preto e branco, um é fascista e nazi, porque não pensa como eu, o outro é comunista e “filho da puta” porque me quer roubar a liberdade, veneno destilado, que não trás qualquer contribuição para a resolução do problema e que nega as evidências.

Há aqui perguntas, feitas por pessoas a quem reconheço razoabilidade e bom senso noutros assuntos, que não suportam a mais pequena análise se honesta. A única pergunta que se deve colocar e que é razoável é porque não deixam que os povos se pronunciem ; que se crie um estado de Direito, onde haja a primazia da Lei; onde exista a separação de poderes; uma constituição sufragada e onde estejam estabelecidos os direitos de cada povo, com a sua religião, os seus costumes. Numa palavra, uma democracia!

Todas as outras propostas não passam de veneno ideológico, baba rançosa de quem tudo resume  ao ser de “esquerda” ou de “direita”, sem nunca perguntarem nada a quem sofre e a quem vê os seus morrrerem todos os dias. Não apresentam um único argumento válido ou original,  se estendermos as suas posições, chegamos a conclusões vergonhosas como seja a de que um dos povos tem que ser deitado ao mar, exactamente o argumento que mantem esta guerra sem fim.

E porquê ? O que leva gente inteligente, boa, bem intencionada a querer que todo um povo seja deitado ao mar? Seja ele qual for, é gente de carne e osso, pais, mães e filhos! Querem matar? Matem os políticos! De ambos os lados!

Uma pergunta sem maldade

 Uma pergunta sem maldade

Se algum dos amigos que tão acerrimamente defende a conduta de Israel, fosse israelita ou a sua família vivesse em Israel, teria a mesma posição que tem? Acredito que sim. Se esse mesmo amigo fosse palestiniano ou a sua família vivesse na Palestina, teria a mesma posição que tem? Acredito que não.

No entanto, eu, se fosse palestiniano ou a minha família vivesse na Palestina, não tenho dúvidas de que teria a mesma posição que tenho. Se fosse israelita ou a minha família vivesse em Israel, tanto quanto me conheço, tanto quanto respeito a forma idónea como tentei personalizar a minha vida, estruturar o meu pensamento e desenvolver a minha razão, sem certezas absolutas, como é óbvio, acredito que a minha posição seria a mesma. Há aqui alguma diferença significativa, não entre bons e maus, não entre sérios e não sérios, mas entre razões.

PS: Agradecia que fizessem um esforço para não escreverem comentários insultuosos.

Por falar em Guerras…

Nesta fase em que o Aventar anda um pouco belicista nada como lançar mais uma bomba, no caso, de cheiro: fiquei a saber AQUI que o Carlos Santos escreveu AQUI mais um capítulo na guerra aos seus antigos amigos, companheiros, parceiros, sócios, eu sei lá que mais. Depois da sua recente conversão ao passismo, após dedicada passagem pelo socialismo pátrio, ler isto faz-me concluir duas coisas: estamos entregues à bicharada e, não é de bom tom nem próprio de um católico fervoroso seguir a linha comportamental de Judas.

Penso eu de que…

Israel e Palestina, quem tem direito a quê?

O tema quente do momento é, sem dúvida e mais uma vez, a questão israelo-palestiniana. Nos últimos dias tenho visto afirmações e posições que não julgava possíveis, havendo muito quem advogue o extermínio, puro e simples, do opositor. Sem pretender fazer uma sondagem (essas, quando são sérias, não são feitas por blogues) convido os leitores, que tão veementemente se manifestam em todo o lado, a responder às seguintes questões:

1- Acha que a Palestina tem o mesmo, ou menos, direito que Israel a ser um estado independente?

2- Acha que Israel tem o direito de impedir a efectivação do estado palestino?

3- Acha que a Palestina tem o direito de pedir o fim do estado israelita?

4- Acha um dos opositores mais culpado do que o outro no quadro da situação actual?

5- Porquê?

6- Como se sai deste impasse?

7- Qual o papel do resto do mundo na resolução do conflito?

Respondam às questões na caixa de comentários (a todas ou apenas às que quiserem), digam as vossas razões e tentem ser sérios intelectualmente, quanto mais não seja porque, a cada dia que passa, há vítimas civis de ambos os lados.

Bloqueio a Gaza – as razões Israelitas!

Era capaz de ser mais politicamente correcto que a “ajuda” a Gaza fosse permitida, pese embora se terem encontrado entre alimentos objectos um pouco mais agressivos, tais como armas de diverso tipo. Ter-se-ia evitado o confronto com o feroz inimigo, o verdadeiro objectivo dos “humanitários”.

A acção da “Frota da Liberdade” é uma provocação política de uma dimensão inédita. Nos dias anteriores Israel avisou, repetidamente, que não permitiria a abordagem a Gaza e tinha proposto que a descarga dos mantimentos se fizesse no porto Israelita de Ashod, o que foi, evidentemente, recusado. Cerca de 800 activistas, muitos dos quais de nacionalidade Turca e outros árabes israelitas decidiram desafiar os avisos sucessivos.

O Hamas, que recentemente pôs a circular um desenho animado de um caixão supostamente com o corpo do soldado israelita Guidad, como se o entregasse a um pai desesperado, que não tem direito a ver o filho e que nem a Cruz Vermelha internacional tem autorização para visitar, vem agora fazer de conta que é “humanitário”.

Israel é um estado soberano, dificilmente podia não reagir a uma provocação desta dimensão, quem está por trás desta acção, é o verdadeito culpado das mortes que, infelizmente, aconteceram. Os soldados Israelitas foram recebidos com uma resistência violenta e armada e um dos barcos arvorava a bandeira Turca. Não são, pois, civis indefesos como se quer fazer crer.

O bloqueio a Gaza tem como objectivo impedir a entrada de armas para o Hamas, e não, para matar a população à fome. Os militantes “pro-Palestina” sabem isso muito bem, estão longe de serem os “cordeiros” que certa “ideologia oficial” quer fazer crer. Os ataques soezes e vergolhosos, com linguagem de carroceiro que utilizam, tentam esconder o facto de que muitas destas pessoas que entram nestas “caravanas humanitárias” não são mais que uns “idiotas úteis”.

Só a boa fé, conversações entre gente de bem, poderá trazer a PAZ a esta martirizada região, e o ódio que se adivinha em tantas opiniões em nada contribui para a PAZ! Entretanto, a Turquia, utiliza à exaustão, as mortes destes “bem intencionados” na sua política” de controlo regional. É para isto, para os objectivos de estados em confronto em estratégias de domínio,  que servem os idiotas úteis deste mundo!

momento de poesia

Uma paz impossível

Nos últimos dias, as posições extremaram-se, de novo, entre os pró-Israel e os pró-Palestina. Cada uma das partes utilizou os seus argumentos, quase todos retirados de uma cábula quase podre de velha, sem procurar, como sempre acontece, entender as causas dos outros.
Este é um daqueles conflitos em que ninguém tem toda a razão. Está partida em bocadinhos graças às pedras da intifada ou aos mísseis estratégicos que destroem comunidades inteiras em busca de um terrorista.

Do ponto de vista histórico, religioso, social, político e económico ambas as partes têm a sua razão. Mas cada uma delas está pouco interessado nos interesses dos outros. Cada uma dedica-se, da melhor forma que sabe, a gritar a sua defesa e a ameaçar a outra parte. Assim acontece com uma parte significativa daqueles que suportam os argumentos do lado que apoiam. É um permanente ‘ou nós ou eles’.

Logo, está instalado um permanente diálogo de surdos, apenas atenuados por escassos gestos apaziguadores de alguns líderes. Mas que não passam de tentativas pontuais e sempre vãs.
Por isso a paz não é possível no Médio Oriente. Nunca foi, desde há mais de dois mil anos, não é hoje e não será nunca num futuro decente.

Negócios do coração !

Angola pura e simplesmente não paga às empresas portuguesas que labutam no seu território. Teixeira dos Santos, lá foi ,mão à frente outra atrás, solicitar que o nosso dinheiro de uma linha de crédito aberta para utilização nas importações dos nossos produtos, fosse utilizada no pagamento às empresas portuguesas. Fomos lá pedir o que é nosso para pagar o que nos devem.! Isto sim, são negócios!

Entretanto, o nosso amigo do “coraçon” que subjuga a Venezuela, recebeu de braços amigos o seu amigo José, e concedeu que vai libertar o dinheiro que os 600 000 portuguese que lá vivem, reuniram para a ajuda humanitária à Madeira. Os termos, que são públicos, com que Sócrates se dirigiu a Chavez, solicitando as dávidas dos cidadãos portugueses, fazem corar o mais empedernido patriota.

Mas sempre que regressa destas viagens de “estado” com comitivas de dezenas de empresários, o sucesso é sempre fantástico, são assinados dezenas de acordos que, espremidos, não dão sumo para um refresco. Agora está na Argélia e Marrocos e é ver as assinaturas, os abraços, a fidelidade eterna, o incremento nas relações , enfim, preparem-se que vem aí a solução do desemprego .

O FMI anda por aí,  cada vez mais perto e, Sócrates, à sua maneira, foge da realidade como o diabo da Cruz. Cresce o desemprego continuamente? Sócrates descobre negócios em Marrocos. A situação é muito pior do que ele alguma vez sonhou? Descobrem-se milionários negócios na Venezuela. Os negócios são os mesmos de há dois anos, que não se concretizaram? Nada que preocupe, fazem-se outra vez. As empresas portuguesas fazem negócios e depois são pagas pelo nosso dinheiro? Nada que atrapalhe, temos que ajudar quem está em dificuldades e, além disso, são nossos amigos do coração.

O ridiculo mata, mas ninguem dá por isso!

Um feriado a mais

As festas e procissões do Corpo de Deus já não são o que eram, restando algumas dignas desse nome no norte do país.  Criada na Idade Média tende a desaparecer com a descrença no cristianismo e a concorrência dos feriados municipais próximos do solstício de Junho.

O facto de ser festa móvel também ajuda. Não embarcando na cantiga das pontes e feriados, onde a festa se mantém que passe a descanso municipal. Como feriado nacional não faz sentido.

Adenda:

Como era de esperar os incansáveis anti-feriadistas atacaram hoje, num dia em que têm alguma razão.  Segundo o sr. Luís Bento, que professa numa tal Universidade Autónoma de Lisboa, 3 feriados a mais que a Europa equivalem a um prejuízo para a nação de 111 milhões. Não sei como se fazem tais contas, mas sei como se contam feriados, nem que seja pelos dedos. Ora como já aqui se demonstrou Portugal tem 12 feriados, sendo a média europeia de 11,92. Para Bento e o jornalista temos 14 feriados, o que ainda assim não faz 3 acima da média. E como se chega a esse número? é simples, conta-se o Domingo de Páscoa como feriado (o que até é verdade) e a Terça-feira de Carnaval também (o que é mentira, embora a experiência cavaquista de retirar a tolerância de ponto nesse dia tenha corrido mal). 111 milhões? desconfio que já percebi como atingiram tal número.

O sonho de Sá Carneiro!

Nas últimas sondagens o PS tem 26% dos votos. Vamos admitir que não baixa mais ( ainda hoje soubemos que o FMI já anda cá perto, tal é a situação, o que quer dizer que pode ter menos) e que o BE e o PCP juntos alcançam os 20%. Alegre alcançava no máximo 46% dos votos, longe dos 51% necessários! Ganhava Cavaco!

O PSD na mesma sondagem aproxima-se dos 46% o que, nas legislativas, dá a maioria absoluta, por causa do método de Hont e que, o CDS, baixaria para o táxi, cerca de 5%. Ganhava  Cavaco!

As contas que estão aí em cima são já para a 2ª volta já que na primeira, Nobre, vai roubar votos à esquerda, principalmente ao PS, como se viu em 2004 dando cerca de 14% a Soares.

Ganharia sempre Cavaco, o problema é que há uma maioria de esquerda na sociedade portuguesa e que pode sempre libertar-se das “contas feitas” e relançar a incerteza. Outro factor, é que sendo as Presidênciais antes das legislativas, o voto comece a configurar o habitual. Se Cavaco está em Belém, então o governo não pode ser do PSD, tem que haver “balança”, o PS seria novamente governo.

Mas este caminho afigura-se absurdo, atendendo a que o PS está profundamento desgastado, as sondagens atribuem-lhe os tais 26%, como formar governo?

Poderemos ter Cavaco em Belém e um governo com maioria absoluta no parlamento, entre o PSD e o CDS, e ao fim de 30 anos o sonho de Sá Carneiro realizado. Um presidente, uma maioria, um governo!

E as reformas sempre adiadas poderem encontrar as condições políticas necessárias e suficientes para serem realizadas!

O regresso do rótulo ‘comunista’

Tenho assistido nos últimos tempos à utilização, por gente limitada e mal-intencionada, do rótulo ‘comunista’ para classificar quem discorde das ideias de que perfilham. É o estafado truque, a que, durante anos a fio, estive, ou melhor, estivemos submetidos no regime salazarista. 

Conveniente é esclarecer que o Estado Novo utilizava esse instrumento de forma consistente e, temos de reconhecer, inteligente. Ao agregar os opositores ao regime sob uma unicidade classificativa, comunista, atingia os objectivos de eficiência e eficácia pretendidos nos mecanismos de repressão aplicados.

Agora, como diria um meu amigo brasileiro, os “aprendizes de sapateiro” nem tão pouco são capazes de colocar um prego na sola. São fala-baratos desestruturados, auto-convencidos, sem tomar consciência de que a própria ignorância os expõe ao ridículo.

Tenho familiares e amigos comunistas, cujos ideais, embora discordando, respeito. Sucede até que, de determinada empresa industrial histórica, hoje transformada em armazém, fui afastado por um grupo de comunistas líderes da Comissão de Trabalhadores. O sucedido, por me recusar a filiar no PC, não provocou o meu desalinhamento pelos valores de justiça social e de esquerda, a que jamais renegarei. É na luta por valores socialmente justos, de que os socialistas e social-democratas portugueses são falsos defensores, que me empenharei até ao final da vida.

Portanto, nada me demove de pensamentos e doutrinas de sustentação dos meus ideais, sem ser comunista. E o meu posicionamento político não concede a terceiros o direito a críticas e epítetos gratuitos. Podem discordar e é tudo. Como, de resto, o faço em relação a comunistas com quem me relaciono, sempre em clima de diálogo e de mútua tolerância.

Portimão Arruinado


A pequena cidade de Portimão, possui pródigos recursos naturais, capazes de a transformar num apetecível local turístico. Infelizmente, a depredação grassa por toda a malha urbana e o respeito pelo património é nulo.

Ruas inteiras escalavradas por prédios ao abandono e em pré-demolição, um magnífico convento – S. Francisco – em ruínas, alumínios, betões, miseráveis contrucções “modernas” ao lado de belos edifícios de outros tempos, lataria em cada canto. Uma zona ribeirinha que podia ser equiparada a qualquer destino de luxo no Mediterrâneo, mas onde os pedregulhos, entulhos e areias abundam. Que tipo de Câmara Municipal é esta?

Salva-se a antiga fábrica de conservas – mais um sector produtivo que desaparece -, que hoje alberga um moderno Museu. Ao menos isso!

(continua)

Louise Bourgeois: A Senhora das Aranhas Gigantes

Robert Mapplethorpe, Louise Bourgeois, 1982

Só hoje soube da morte de Louise Bourgeois. O primeiro contacto que tive com a sua obra ocorreu por volta de 1990, em Zurique. Tratava-se de uma exposição de desenhos, muito simples, quase infantis. Levei muito tempo a digerir esses desenhos, talvez mais do que ela gostaria, se nos guiarmos por estas suas palavras: “Se a obra de arte não toca o espectador é porque falhei.”

A verdade é que me tocou e, mais tarde, quando conheci algumas das suas esculturas, tocou-me ainda mais profundamente. As aranhas, os falos, as mãos , os pés, os membros amputados ou a nascerem das próprias esculturas, as teias.

Faltou-lhe pouco mais do que um ano para completar um século de vida. A julgar pela obra que deixa, parece ter vivido mais.

Louise Bourgeois, Maman

Rosa Coutinho: "Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos"

Morreu o homem que escreveu uma das mais vergonhosas cartas -em papel timbrado da República Portuguesa- da história de Portugal. Nós, seus contemporâneos, não o julgámos devidamente e, neste paísinho, não sei se o futuro o fará.

Todos temos uma responsabilidade moral perante a História, até (ou sobretudo) nos momentos mais radicais e conturbados. Louvá-lo hoje, e branquear a mancha, mais não fará do que envergonhar-nos colectivamente, além de insultarmos as centenas de milhares de mortos brancos e negros, portugueses e angolanos, que resultaram do processo da guerra civil em Angola.

Adenda: O leitor António Duarte (ver comentários) alerta-me para a possibilidade de falsificação da carta e contrapõe este texto de Pacheco Pereira. Dado o clima que então se vivia, com as inerentes manobras de contra-informação, não me custa admitir que seja falsa. Rosa Coutinho interferiu decisivamente no processo independentista angolano e, ao ter escolhido e priveligiado o MPLA como interlocutor, tem, também, a sua quota parte de responsabilidade na guerra civil que se seguiu, concitando os ódios de brancos e negros afectos a outras tendências. Até por isso, admito a possibilidade de falsificação.

Já era tempo, aliás, de se saber mais sobre o processo de descolonização. Muitos dos seus autores foram dizendo, ao longo dos anos, ser ainda cedo para revelarem tudo o que sabiam, prometendo que um dia o fariam. A verdade é que tais revelações não chegam à luz do dia, pese a avançada idade de muitos deles. Penso que Portugal teria a ganhar com algumas revelações sobre um processo que foi, claramente, mal conduzido e fez demasiadas vítimas, durante décadas. A mim cumpre-me, nesta adenda, publicar o verso e o reverso desta questão, assumindo que não possuo provas num sentido ou noutro e que não pretendo de forma gratuita enxovalhar a memória de ninguém. Caso seja falsa a carta, penitencio-me por a ter publicado, não escamoteando que a mesma é pública e corre na net -e noutros meios- há muitos anos.

Mais uma mentira


A escola e os seus mestres, a universidade, bibliotecas, a formação cívica. Tudo isto consiste no primordial ponto de insistência dos convivas da perdulária Comissão Oficial do Centenário republicano. Coincidentemente, aqueles que reivindicam a fanada memória da abjecção costista – uma supersticiosa questão de espiritismo de mesa de pé de galo -, liquidam de uma penada, páginas e páginas de prolixa escrita intencional, fazendo mofa dos textos oficialistas tão mal propagandeados pela dita Comissão. Mentiras, ganância, negociatas com o privado, incompetência e sobretudo, uma falta de respeito por quem ensina, por quem paga esse ensino e sobretudo, pelo corpo discente condenado a definhar ou a submeter-se à qualitativamente muito discutível escola privada.

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o conteúdo do processo educativo

Acabado o comercial Dia Internacional da Criança,toca trabalhar

Já lá vão uns anos quando, num artigo que publiquei na Revista Educação, Sociedade e Culturas, Nº 1, 1994, defini o conceito «processo educativo». Porém, nessa data e nessa definição, ficou por referir uma ideia importante que, por hábito, não nos lembramos que faz parte do processo educativo. Essa ideia é a análise da catequese nos países, como Portugal, que usam a teoria cristã para orientar a sua vida. Ideia que denomino, noutros textos publicados pela Editora Afrontamento, como a lógica da História. A Catequese, baseada no livro de Karol Wojtila de 1992 e de Bento XV de 1919, extraída da Summa Theologica de Tomás de Aquino (1267 e 1273), que por sua vez recorreu aos textos muçulmanos de Averröes e à obra de Aristóteles, defende que o corpo e a alma são uma continuidade que pensa, sente e raciocina com toda a liberdade, inseridos na Lei Natural, tendo por limite a Lei Civil e/ou Penal. Antes de uma criança entender o que é a relação íntima a dois, já lho é ensinado, por Catequistas, Missionários, Padres, Freiras, Professores e no universo da Casa. Ensino Doméstico que o teólogo liberal e moralista da Igreja Presbiteriana da Escócia, Adam Smith, orientado pelos textos de Jean Calvin de 1535, considera, no seu trabalho de 1759, A teoria dos sentimentos morais, como o melhor sítio para aprender hábitos e sentimentos. [Read more…]

os cães de israel

Paula Rego, Mulher Cão

Paula Rego, Mulher Cão

Quando as coisas chegam à pirataria marítima pura e dura e burra mete alguma impressão que ainda surja uma horda de defensores do estado (neste caso é mais do governo, que o massacre nem colhe apoios internos) de Israel.

Pelas caixas de comentários do Aventar e em muitos blogs o fanatismo tenta tapar os olhos a quem vê, neste caso o mundo inteiro.

Uns são simples mossadistas (foi denunciada há muito tempo a sua rede de agentes de propaganda em todo o mundo, a vida está cara e custa a todos), alguns agem por convicção religiosa (convém não esquecer que o judaísmo é uma religião como as outras, a que qualquer um pode aderir), mas o mais estranho é o enternecedor carinho da direita para com esta gente.

Há várias teorias para o explicar, e também tenho uma, que não se aplicando a todos funciona bem para alguns.

Aquela direita fascistóide que não se quer assumir (a assumida vai mais pelas tradições nazis e está do outro lado, marchando sempre contra o que lhe cheire a judeu) além de apreciar as virtudes de um estado confessional e anti-democrático abusa da oportunidade de estar do lado do governo mais nazi do planeta mas que não seria nazi porque o seu povo até teria sido a vítima da Alemanha nazi.

Sendo certo que os judeus foram vítimas de um processo de extermínio ariano (mas proporcionalmente os ciganos sofreram bem mais, e os primeiros que Hitler aniquilou foram os comunistas alemães), se fossem coerentes salivavam de igual forma perante qualquer perseguição a ciganos, a comunistas, a homossexuais, ou a simples democratas.

Nunca achei o cão de Pavlov um animal inspirador, e este caso só me dá razão.

Presidênciais – Ovos no mesmo cesto?

Há quem diga que o povo português é muito intuitivo e sabichão e que será por isso que tem no governo um partido e na presidência o seu contrapeso. Um militante de outro partido.

A ver vamos, como diz o ceguinho, se é por ser prudente ou porque foi assim e ponto. É que o que aí vem é deveras engraçado e vai testar essa particularidade do bom povo. As sondagens indicam a quase maioria absoluta do PSD e, a ser assim, Cavaco não seria eleito, o que aconteceria pela primeira vez na política portuguesa, o Presidente em exercício não ser reeleito.

Há, aqui, uma janela de oportunidade para Manuel Alegre, o povo de esquerda todo à volta do poeta para contrabalançar o governo de Passos Coelho. E os vinte por cento que elegeram Sócrates e que agora lhe escapam para o PSD, vão votar Alegre, mesmo não sendo de esquerda? É que se não for assim Alegre não ganha, poderá ir a uma segunda volta, mas aí a situação será muito complicada. Ainda não haverá governo aquando das presidenciais, será muito dificil que o Presidente em exercício não seja reeleito, Alegre não obtem o pleno na esquerda, única forma de ganhar.

Mas se Cavaco ganhar os votos fogem ao PSD, atendendo à sabedoria do povo que não quer os ovos todos no mesmo cesto? Votam no PS exaurido, desgastado, sem soluções e a quem, nas sondagens, ameçam dar 26% dos votos?

Isto de porreiro não tem nada, pá!