Aventar – uma nova viagem na blogosfera

Começo, em primeiro lugar, por cumprimentar tod@s os companheir@s e leitor@s do AVENTAR.

A partir de hoje início uma nova viagem na blogosfera. Despois de uma anterior experiência, agora regresso para escrever no AVENTAR um dos espaços de opinião de referência no universo dos mais importantes blogues portugueses.

É, pois, uma honra escrever  sobre o nosso País e o Mundo para um universo maior de leitores e ao lado dos mais importantes bloggers portugueses.

Entendo que escrever, partilhar e debater livremente com os nossos concidadãos é uma das mais importantes formas de cidadania. É, por isso, que aqui estou na busca constante de um Portugal e de um Mundo melhor, muito melhor.

Fogo amigo

“Portugal e Irlanda apoiaram muito a Alemanha nas negociações com a Grécia”, declarou Merkel. Há elogios que são verdadeiras bofetadas.

Cartazes do PSD explicados por Ricardo Araújo Pereira

Entretanto, soube-se também que as pessoas que aparecem, sorridentes, nos cartazes da coligação, são figurantes estrangeiros. Ao contrário do que alguns pretendem, nada há de desonesto nessa circunstância, antes pelo contrário: é sabido que a governação do PSD e do CDS agradou muito mais a estrangeiros do que a portugueses. É natural que sejam eles a manifestar satisfação pelo trabalho do governo. [Ricardo Araújo Pereira@Visão]

Peste grisalha

O governo que grafou e agitou o pornográfico conceito de “peste grisalha”, vem agora prometer legislação para proteger os idosos – que sobreviveram a esta política – das garras da sua alegadamente ameaçadora família. Eleição a quanto obrigas…

Nemo me impune lacessit

Nemo me impune lacessit
Sou um homem de paz. Por isso, sinto-me inquieto. É que ao ouvir o último discurso de Passos Coelho deu-me, subitamente, uma irresistível vontade de o convidar para provar um copo do barril de Amontillado que guardo nas profundezas de uma cave. E declarar-lhe – vocês sabem…- “Nemo me impune lacessit”!

Do jornalismo

É a notícia do dia [13] nos telejornais: uma qualquer entidade fez um ranking de beleza dos muitos governantes deste mundo e o Passos ficou no top 10. Não sei o que isso diz da beleza do 1º ministro, mas sei o que diz da merda de jornalismo que temos.

República dos tremoços

As surpreendentes barracas das campanhas político-publicitárias dos partidos do obscenamente chamado “arco da governação” mostram que, por eles, Portugal já nem se candidata à condição de república das bananas. Talvez, quando muito, dos amendoins. Ou dos tremoços. Tenho vergonha e não é nada comigo.

Remendos públicos de combate ao desemprego

Desemprego Subsídio

Não deixa por isso de ser curioso, e até revoltante, que os partidos da esquerda venham agora em uníssono criticar a criação de emprego através de estágios, empregos subsidiados ou a aposta em formação de desempregados, só porque são uma importante componente da baixa do número de desempregados. [Duarte Marques@Expresso]

Não Duarte: revoltante é o governo anunciar o milagre do emprego quando este assenta essencialmente em estágios, empregos subsidiados ou formação de desempregados cuja variável comum é a precariedade. Revoltante é saber que estas políticas não passam de remendos que não garantem colocação no mercado de trabalho. Revoltante é ver um governo apostado em privatizar o país, em avançar com mais despedimentos na função pública e diminuir o papel do Estado na economia para depois implementar programas através dos quais financia até 80% dos salários dos desempregados contratados pelas PME’s. Revoltante é o calculismo de programas como o Reactivar, baseados em remunerações baixas e com a duração de apenas 6 meses, cujo término coincide com as Legislativas em Outubro. Revoltante é a constante manipulação dos números do desemprego com fins meramente eleitoralistas. Não confunda remendos com políticas públicas de combate ao desemprego senhor deputado. Não sei o que lhe ensinaram em Castelo de Vide mas não são a mesma coisa.

Tempos modernos

(c) Steve Cutts

Quer um curso com emprego garantido?

Basta conseguir uma das 200 vagas do CEAGP, pagar 5 mil euros em propinas e terminar o curso com média igual ou superior a 12. Em alternativa filie-se na JS, JSD ou JP da sua freguesia. Tem mais vagas e tende a ser ainda mais fácil.

Fact check

(clicar para ampliar)

A malta que apoia o governo fez um boneco com o que eles gostavam que pensássemos do programa do PDS/CDS. Só se esqueceram de ter em conta a realidade.

Adenda: diagrama original

Postcards from Scotland #5 (Aberdeen)

We, the great people of the South…

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Este postal vai escrito sem muito cuidado. Estou cansada. Passei o dia praticamente todo fechada em salas a ouvir os colegas, moderei uma sessão, falei com muitas pessoas em várias línguas, sobretudo em inglês, é certo, mas com pessoas com sotaques muito diferentes. E amanhã tenho de acordar cedíssimo para mais um dia (uma parte dele, pelo menos) fechada em salas a ouvir pessoas falar em inglês com diferentes sotaques. Não é que não goste, que gosto, acho que se percebe que uma das coisas que mais me dá prazer na vida é o meu trabalho, mas, reparem, um congresso no meio das férias, mesmo que reencontremos amigos, não é exatamente a melhor das ideias. E depois os congressos são sempre muito cansativos, a começar pelos horários estapafúrdios, e a acabar na sobrecarga de sessões e na quantidade de gente com quem se fala. Claro que há a outra parte, a mais agradável de todas, jantar com os amigos que vemos apenas de vez em quando, beber umas cervejas com eles, falar de política, dizer piadas, rir.

O dia começou relativamente cedo e chovia quando acordei. A custo levantei-me da cama antes das oito e meia. Ontem fiquei até bastante tarde a ler mais do fabuloso ‘The First Bad Man’, da Miranda July. Já vos contei como estou fascinada com a escrita dela e completamente rendida à história que nos conta neste romance. Quando acordei chovia, como já disse. Era suposto que eu visse o mar da janela do meu quarto, mas quando abro as cortinas só vejo água e névoa. O tempo escocês, ao que dizem. Suponho que até agora tive sorte na minha viagem. Só ontem e hoje de manhã choveu verdadeiramente. Mas hoje, depois de almoço, o sol brilhava outra vez e estava até ligeiramente quente. Para a Escócia, quero dizer.

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Economia planificada

O preço do socialismo é elevadíssimo, pelo menos na Venezuela…

Os cabecilhas do PàF

texto de Carlos Reis@A Estátua de Sal

Dia Mundial da Fotografia

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Nunca como hoje se produziu lixo informático. Fotografia é algo diferente.

Licínia vive aqui

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(c) Daniel Rocha/Público

Dividir para reinar e ganhar eleições

Triunvirato

Estes não estão uns contra os outros. Já estiveram mas agora têm uma relação bem disposta

Na reetrée política do PSD, o senhorio do anexo que garantiu os deputados que permitiram a Pedro Passos Coelho afundar o país em precariedade afirmou que a coligação “não porá os portugueses uns contra os outros“. Talvez Paulo Portas ande distraído, nomeadamente no que diz respeito à escolha de Carlos Peixoto para cabeça-de-lista pelo distrito da Guarda, o tal que diagnosticou um Portugal “contaminado” pela “peste grisalha. [Read more…]

Ecos da destruição do planeta

Percebes que o planeta está em apuros quando uma baleia quase sucumbe às garras de um saco de plástico e é salva por pescadores. Parece tirado de um filme mas aconteceu mesmo, na Austrália. A baleia agradeceu mas o Homem continuará em guerra aberta a todos os animais. A sua espécie incluída.

Postcards from Scotland #4 (between Glasgow and Aberdeen, by train)

«Tenha um dia bonito», disse-me o condutor do autocarro, em português

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As férias estão oficialmente interrompidas até sexta-feira. Quanto aos postais, não tenho a certeza, já que creio que o que acontece num congresso de sociologia rural interessará pouco aos que não tiverem este assunto como objeto de estudo. Claro que num congresso – mesmo que seja de sociologia rural – acontecem mais coisas para além do congresso. Mas, ainda, assim, veremos se haverá material não académico suficiente para escrever postais.

Por falar em escrever postais, hoje ao meu lado no comboio que me trouxe de Glasgow para Aberdeen (a cidade ‘between Don and Dee’) uma rapariga escrevia postais para alguém na Hungria. Lembrei-me que tenho de escrever um postal a sério para Itália. Devo esta carta ou este postal há mais de 4 meses e começo já a ficar envergonhada com a minha demora. É verdade que há sms, emails, telefonemas, e talvez por isso, porque essas coisas são rápidas e usamo-las logo ali, no momento em que nos apetece ou temos um bocadinho de tempo. As cartas e os postais, sobretudo escritos à mão e numa língua diferente da minha, ainda que a mais bela do mundo, levam tempo a escrever. Levam mais cuidado a serem compostas, trabalhadas, palavra a palavra, com a caneta sobre o papel – branco, geralmente. Mas vejo a rapariga escrever postais e lembro-me disto. Tenho de comprar um postal aqui em Aberdeen ou depois em algum outro local e escrever, com vagar, a quem devo carta. Gosto, além do mais, da expressão ‘devo carta’. Devo carta, e cuidado e tempo a uma pessoa, portanto. Uma pessoa que conheci noutra viagem, que fala a língua mais bonita do mundo (à parte o napolitano, claro) e que vive num país bastante mais quente do que este onde agora me encontro.

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Compreendendo o terrorismo financeiro

Burns

O Citigroup conseguiu captar perto de três mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) a 4 mil investidores alegando que os investimentos nos fundos ASTA/MAT e Falcon eram de baixo risco e não eram mais especulativos do que obrigações do Tesouro. Durante a crise financeira de 2008, os dois fundos colapsaram.

“Os fundos não eram substitutos de um investimento em títulos do Tesouro e investir neles apresentava um risco significativamente mais elevado”, referiu o regulador, acrescentando que o próprio Citigroup reconheceu esse risco em documentos internos, sem partilhar a informação com os investidores. [via Dinheiro Vivo]

Especulação financeira? Nada disso: a economia mundial colapsa por causa desses preguiçosos do sul da Europa que vivem acima das suas possibilidades, que compram frigoríficos e televisões e ainda ousam comer o ocasional bife. Valham-nos os grandes bancos, sempre prontos a desembolsar uns trocos para serenar os ânimos e continuarem firmes na sua missão de libertar os mercados.

 

Darwinismo empreendedor na Amazon?

Bezos

Jodi Kantor e David Streitfeld assinam um artigo de opinião no The New York Times que arrasa o funcionamento interno do gigante Amazon. Aqui ficam algumas passagens de um artigo do Dinheiro Vivo que retratam aquilo que aparentemente se vive no interior do império de Jeff Bezos: [Read more…]

Fundamentalismo judaico

Aviya Morris é a nova coqueluche do extremismo de inspiração judaico. Haja concorrência para fanatismo islâmico.

Postcards from Scotland #3 (Glasgow)

«Touch the Earth Lightly»*

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Glasgow é uma cidade agradável, já o disse ontem. Emendo, aliás, Glasgow é uma cidade viva, saudavelmente viva. E linda na sua imperfeição honesta. Fico a gostar bastante desta cidade e dos seus habitantes, simpáticos todos, trocando sorrisos com os estranhos na rua. Uma dimensão humana, mais humana que Liverpool. Creio que não será supreendente. Aqui quase não dou pela presença de turistas. Em Liverpool também não encontrei muitos, exceto quando passava pelo Cavern Quarter e pelos sítios dedicados aos quatro fabulosos rapazes – sim, os Beatles, de que não sou fá, tirando uma ou duas músicas. Mas aqui já me esqueci dos Beatles completamente, enquanto passeio pelas ruas e vou reparando nos prédios e nos recantos, enquanto visito a GoMA ou The Lighthouse.

Acordei bastante depois da hora do pequeno almoço. Eram dez e meia, uma hora depois de terminar o período dedicado a esta refeição, quando saí do quarto em direção à cozinha, esperançosa ao menos numa chávena de café. O hotel tem cupcakes e bolachinhas espalhadas pelos corredores, em frascos e boleiras, pelo que – pensei eu – uma chávena de café e uma destas coisas e está o pequeno almoço tomado. Entro na cozinha e peço a chávena de café. Não só me a dão, como me servem um pequeno almoço completo. Acho que os hotéis se vêem também por estas pequenas coisas. Um hotel existe para os seus hóspedes. Se não te tratam bem, dificilmente voltarás. Já eu tenho a dizer que se alguma vez voltar a Glasgow voltarei a ficar no The Grasshoppers Hotel, não apenas por estas simpatias, mas porque é um sítio verdadeiramente magnífico. Limpíssimo, branquíssimo, com gravuras e fotografias brilhantes e com a melhor das vistas que se pode ter, pelo menos do meu quarto.

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Estilhaços da esquerda grega contra Tsipras

Corrente de Esquerda, Renovação Comunista, Organização de Reconstrução Comunista (grupo de antigos militantes do KKE), Esquerda Socialista (grupo de antigos militantes do PASOK que estão no Syriza), Esquerda Operária Internacionalista, Recomposição de Esquerda, Grupo Anticapitalista de Esquerda, Luta Operária (rede de militantes do KKE), etc., assinaram ontem um manifesto anti-memorando. (fonte)

Um dos problemas do actual discurso político do PS

sobre o que fazer depois das Legislativas é que fala como se Portugal não integrasse a UE, nem houvesse uma negociação importantíssima por fazer: a do seu lugar na Europa dos alemães e dos ultras populistas do Norte.
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Empregos para os rapazes

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Já não há muito a acrescentar sobre os boys que gravitam e gravitaram em torno da governação da coligação PSD/CDS-PP. Liderado pelo homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos, o actual governo fez milhares de nomeações, entre amigos e boys partidários, do ex-patrão de Passos Coelho na Urbe ao enxameamento da Segurança Social, passando pelos inúmeros assessores recrutados directamente nas fileiras da JSD e da JP que partilham a imunidade face à inevitável austeridade e que se passeiam em boas máquinas de alta cilindrada, com o alto patrocínio de um povo cada vez mais precário. A lista é imensa e está mais do que esmiuçada. Só não vê quem não quer e quem usa as palas azuis e laranjas. [Read more…]

Política governamental…

O mau cheiro deste governo explicado por Pedro Passos Coelho

Os compromissos diários nem sempre permitem ao primeiro-ministro tomar banho. Mais um flagelo a juntar a extenso leque protagonizado pelo indivíduo. [via Joana Marques (Antena 3/Canal Q)].

Mais sangue, mais suor e mais lágrimas

trabalho

Imagem do Facebook do PSD

Em entrevista ao Expresso, na edição de 27 de Novembro de 2010, Passos Coelho puxou de um sound bite para caracterizar o que ele achava que era situação do país nessa altura.

«Estamos como quando Churchill, a seguir à guerra, disse que tudo o que tinha para oferecer era sangue, suor e lágrimas». [via]

Pela citação, incompleta e errada no tempo, comprova-se que, já então, o rigor era um detalhe para Passos. Em Maio de 1940, com o Reino Unido em guerra, e não depois da guerra, tal como dissera Passos Coelho, Churchill declarou na Câmara dos Comuns: “Só tenho para oferecer sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor.” Depois desta entrevista, o mesmo mote viria a ser repetidamente usado*, evidenciando o mote para a campanha eleitoral do PSD em 2011 e para o que viria a ser o programa de governo, baseado numa austeridade de guerra.

No sábado, no discurso do Pontal, PPC voltou ao tema. Os dados para mais sangue, mais suor e mais lágrimas estão lançados. Não há outra solução na coligação que não seja aumentar impostos, baixar o custo do trabalho e cortar nos serviços do estado. Estamos avisados.

*cf. debate do programa de Governo em 2011; discurso de PPC em Dezembro de 2012; etc.

Postcards from Scotland #2 (Glasgow)

«Swirling clouds in violet haze»*

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Afinal levantei-me a tempo de tomar o pequeno almoço que, hoje, por ser domingo, terminava às 10h30. São 10h10 quando entro na bela cozinha do Grasshopper (que é como quem diz gafanhoto… o hotel fica na Union Street, 87). O pequeno almoço é bom, mas não sei se justifica que me levante de madrugada. De qualquer maneira não fiquei com fome. São quase 11h quando ponho os pés na rua e fumo o primeiro cigarro. O hotel é completamente anti-fumadores pelo que tenho de refrear o meu vício durante várias horas. Decidi ontem à noite apanhar hoje o autocarro turístico cuja primeira estação é na George Square. Antes vou à estação central, aqui mesmo ao lado do hotel, para tirar umas fotografias, porque ontem a achei soberba. Ainda acho. Está uma brisa muito fresca enquanto avanço pela Gordon Street para encontrar a Buchanan e subir um pouco até à St. Vincent. Aqui encontro um café italiano aberto no meio de todo o silêncio e o vazio de domingo, que percorrem as ruas. Bebo um expresso sofrível. Deambulo um pouco pela praça onde fica o City Chambers e um memorial às vítimas da I Guerra Mundial. As nuvens parece que redemoinham contra o céu azul, mas não demasiado, aqui e ali salpicado de cinzento, laranja, violeta.

Apanho o autocarro turístico e fico a saber que o percurso completo demorará uma hora e cinquenta e cinco minutos. Gosto de fazer primeiro o percurso todo e só depois, entrar e sair onde me apetecer. Se me apetecer. Deste modo creio que fico a dominar melhor as cidades. Até hoje nunca falhou o meu método. A guia do autocarro é fenomenal. Com o mesmo humor escocês que encontrei hoje no senhor que entrou no 2º andar, no elevador, quando eu descia do hotel. Diz-me que por momentos pensou que eu lhe iria cobrar bilhete. Ainda não estou bem acordada e levo uns minutos para perceber a piada. Depois de me rir o senhor fala do tempo. ‘Lovely day’, diz ele e não sendo piada, eu penso – sem lhe dizer, no entanto – ‘só se for para um escocês, com este frio…’. Na rua eu acento o cigarro e ele aquelas maquinetas eletrónicas. Digo-lhe adeus e ele retribui ‘have a nice day’.

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