Um mapa do abandono

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Daqui.

Efectivamente, o fluxo não pára

Não para? Para o baile? Ah! Não pára!  OK. Siga.

não pára

Costa aos indecisos:

um curioso “diálogo” epistolar, acordizado mas nem sempre.

A lição de Tsipras

Tsipras

Extasiadas, as tropas do regime salivam e rosnam acusações de irresponsabilidade e cobardia, apesar da inquietação causada por um movimento que a esmagadora maioria não antecipou e que poderá ter um impacto inesperado na estratégia dos seus caciques para as Legislativas: na passada Quinta-feira, Alexis Tsipras comunicou à Grécia e ao mundo a sua demissão, na sequência da conclusão do acordo para um novo empréstimo e consequente recebimento da primeira tranche. Depois da chantagem, Tsipras baralhou e voltou a dar. [Read more…]

Um pouco menos de tourada ortográfica, sff

05 Sep 2005, Portugal --- Portuguese bullfighter from the group, the "Forcados Amadores de Evora", Antonio Alfacinha confronts a 500 kg. bull in a "Pega", a catch, during the group's performance in Montemor. The "forcados" are considered to be the origins of bullfighting and consist of a performance of eight men in a linear formation 1:1:3:3 facing a bull soley with their bodies until the bull stops fighting. They receive no monetary compensation for their performances. The pleasure according to them lies in the benefit and pride of the group having given a good performance. | Location: Montemor, Alentejo, Portugal. --- Image by © Carlos Cazalis/Corbis

© Carlos Cazalis/Corbis (http://bit.ly/1MIeyNl)

Ao regressar a Bruxelas, leio no Expresso a ‘frase do dia‘:

Quando é que, perante a cobarde omissão do legislador, um tribunal tem a coragem de proibir estes espectáculos de degradação humana?.

Duvido. Na dúvida, vou à fonte. Confirma-se. A palavra do dia: espectáculo. Por um lado (aquele que efectivamente interessa), compreende-se: espectáculo [ʃpɛˈtakuɫu] ≠ espetáculo [ʃpɨˈtakuɫu]. Contudo, por outro lado, não se percebe: atira pedras de “conservadorismo ortográfico” aos outros, para, no fim de contas, adoptar a ortografia que passa a vida a atacar e, obviamente, misturar duas grafias:

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Um pouco mais de coerência e de rigor, sff.

Se não gosta de *espetáculos, é assinar, recolher e enviar. Como diria o Alberto, “não há nada mais simples“. Claro que pode cruzar os braços e assistir à tourada ortográfica, no sítio do costume.

Sim, hoje, no Diário da República.

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Agora, regresso ao Weinberg.

Postcards from Scotland #7 & 8 (Aberdeen and Inverness)

Being inside a David Lodge’s book for a while* or… not so much, after all

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O postal de ontem (que só publiquei no facebook) foi curto, basicamente dizia que havia muito para contar, mas o cansaço era extremo (ainda é) e que um grupo de europeus do sul, entre os quais me encontrava eu, tinha ‘coletivizado’ a caixa de bolachas que a comissão organizadora do congresso ofereceu ao Apostolos por integrar a comissão científica. Sendo todos de esquerda, a coletivização das bolachas pareceu-nos bem, uma vez que o Apostolos não estava presente no jantar. As bolachinhas foram comidas, assim, por mim, por uma espanhola e três ou quatro gregos. Eram bem boas.

Fiz as minhas duas comunicações ontem mesmo, na sessão das nove da manhã. Correram bem, suponho. A seguir assisti a outra sessão, almocei, mais duas sessões e bebidas ao fim da tarde, no centro, entre o antigo e o novo comité executivo, para que fui eleita no dia 19. A seguir, o jantar do congresso e a noite acabou, passava das duas da manhã, num pub local, com música ao vivo e danças escocesas que também se dançaram no jantar. Dancei uma em cada sítio e é violento ou então estou velha. É capaz de ser mais isso.

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Henry Ford: “Porque sou a favor de cinco dias de trabalho, com um pagamento de seis dias”

A revista World’s Work publicada entre 1900 e 1932 nos EUA, celebrava, em edições mensais, o American way of life, a par do crescente papel da América no contexto mundial. Na edição de Outubro de 1926,  páginas 613-616, publicou-se uma entrevista a Henry Ford, um perigoso socialista/comunista/radical de esquerda (escolher o que se preferir), onde este explicava porque é que defendia uma semana de 5 dias de trabalho, ao invés dos habituais 6 dias de então, com uma jornada de oito horas e sem redução de pagamento.
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Angola, Pátria e Família

O chefe de gabinete do secretário de Estado das Finanças e os filhos do ministro Rui Machete e do Presidente angolano José Eduardo dos Santos estão ligados à mesma empresa, a ERIGO, uma sociedade de capital de risco. Esta é a história do dia em que o PSD meteu Angola no Governo. [VISÃO]

Um País dirigido por governantes e políticos fracos, nunca poderá ser um País Forte.

Tinha 18 anos quando me filiei no PPD / PSD, já lá vão 24 anos. Tenho muito orgulho em ser social-democrata. Acredito na social-democracia de Willy Brandt que teve como seguidores, entre outros, Olof Palme e Francisco Sá Carneiro, que veio a fundar o PPD a 6 de Maio de 1974.

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Identifico-me com um PSD que, como um dia descreveu Francisco Sá Carneiro, não assenta ” apenas numa simples democracia formal, burguesa, mas sim, numa autêntica democracia política, económica, social e cultural. Uma democracia política que implica o reconhecimento da soberania popular na definição dos órgãos do poder político, na escolha dos seus titulares e na sua fiscalização e responsabilização, que exige a garantia intransigente das liberdades individuais, o pluralismo efectivo a todos os níveis e o respeito das minorias, não existe democracia se não houver alternância democrática dos partidos no poder, mediante eleições livres, com sufrágio universal, directo e secreto.”

Entendo, como sempre defendeu Sá Carneiro, que a democracia social impõe que sejam assegurados efectivamente os direitos fundamentais de todos à saúde, à habitação, ao bem-estar e à segurança social, e exige a abolição das distinções entre classes sociais diversas e a redistribuição dos rendimentos, pela utilização de uma fiscalidade justa e progressiva.”

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Vamos lá chamar os bois pelos nomes…

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Ninguém detesta mais o Estado que eu. Mas deixemo-nos de falsa moral ou hipocrisia, 5,1kg de sardinha não é refeição para uma família de 4 a 6 pessoas. Ou está ali um pequeno negócio de bairro onde alguém faz pela vida, ou trata-se de comprar sem factura para fornecer um pequeno restaurante que pretende declarar menos refeições do que as que efectivamente irão ser servidas. [Read more…]

GNR captura pescador reformado de 79 anos em Portimão

Lê-se num post de Luis Neves:
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O arguido vinha da doca pesca na sua bicicleta com um balde de sardinhas para o almoço, quando foi interceptado por uma viatura da GNR … tudo indica que as sardinhas não estavam legalizadas … ficou sem as sardinhas, teve de almoçar conserva de atum. Sinto-me mais seguro com estas intervenções da GNR.

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“Obrigado meu deus, finalmente meteste-me na linha” (*)

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(c) César Figueiredo
(*) Título do próprio Alberto Pimenta

Portugal, Agosto de 2015

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Naufrage | Maria Helena Vieira da Silva, 1944

Há cada vez mais pessoas que vasculham nos caixotes do lixo. Já não têm vergonha, já só têm fome: abrem os contentores e enfiam-se quase inteiras lá dentro. Há aquela velhota que pede cigarros. Dizem-me que é para o marido. Que interessa para quem são os cigarros? Há o homem que suplica à porta do supermercado por qualquer coisa para dar de comer aos filhos, o corpo de pedir todo curvado, os olhos lacrimejantes, a miséria e a desolação espelhada neles. Nas ruas abandonadas pelos que foram de férias, ficaram os mais pobres de todos. Já no ano passado foi assim, mas este é pior, há mais que ficaram, mais pobres e mais tristes, muitos doentes, a querer morrer, adoecidos pela tristeza e pela impotência, já depois da indignação. E lembro-me de como era Portugal no início dos anos 1970. Era assim triste, desolado, miserável, e os portugueses pareciam náufragos, como estes que vejo abandonados pelos poderes em Agosto de 2015.

Ou fazes o que eu mando ou faço queixa ao patrão

A interdição da pesca da sardinha decretada pelo governo, pela voz da arrebitada Assunção Cristas, é exemplo do estilo dos nossos mandantes. Não vou aqui discutir questões técnicas, para as quais não tenho competência – embora tenha sérias dúvidas do valor ecológico da medida nas presentes condições. Mas a forma grosseira e boçal da pronúncia, no estilo de capataz grunho, são bem a marca deste governo. Nem uma explicação, nem uma palavra de compreensão, nem outro fundamento que a ordem da sacrossanta “União” Europeia. “Ou acatam a ordem, ou no próximo ano a UE ainda reduz a mais as quotas de pesca”, declara, emproada, a Cristas. É assim. Nem a ditadura das suas vontades perversas e imaturas são capazes de assumir como próprias e autónomas. Como no pátio da escola em que o garoto caprichoso ameaça: ou fazes o que quero ou o aquele colega brutamontes dá-te porrada.

L, história do menino que não pediu para nascer

Conhecemo-lo muito antes de nascer, mal se anunciou a inesperada gravidez da mãe, que nascera poucos meses antes de nos mudarmos para esta casa – faz agora 18 anos. Vimo-lo crescer na barriga dela, assistimos ao tsunami que aconteceu na porta do lado, depois disso, e que resultou numa família desfeita. Sempre preferi o barulho, porque só ele nos permite saborear o silêncio. Dos que vivem em silêncio, nunca sabemos o que esperar. Como aconteceu com a J., mãe do L, que naquele dia em que a mãe dela me pediu que lhe falasse, para a tentar convencer a (pelo menos) perceber as mudanças que a vinda de uma criança iria implicar na sua ainda tão curta vida, com a agravante de ter feito uma delicada cirurgia havia ainda pouco tempo. Para o resto da vida hei-de lembrar-me do silêncio, de como ocasionalmente levantava os olhos do ecrã do telemóvel para me dizer, com meio sorriso, “vai correr tudo bem”. E correu, até há dois dias. [Read more…]

Circular de bicicleta na cidade com segurança – uma ideia fantástica

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É uma daquelas ideias em que podemos dizer “como é que não pensei nisto antes?”. No desenho das estradas, em vez de colocar os carros encostados ao passeio, com uma pista de bicicletas ao lado das pistas dos carros, colocar em vez disso a pista de bicicletas junto ao passeio e usar os carros estacionados como uma barreira de protecção. [Read more…]

Chantagem e cobardia: a lição do PàF

epa04865535 President of PSD (Social Democratic Party), Pedro Passos Coelho (R), greets the CDS-PP (Social Democratic Party) president, Paulo Portas (L), in Lisbon, Portugal, 29 July 2015, during the presentation of the coalition electoral programme for the upcoming legislative elections that will take place 04 October. EPA/MARIO CRUZ

O PSD e o CDS-PP, apesar de coligados numa só espécie de partido, pretendiam ter dois representantes no debate de 22 de Setembro, organizado pelos 3 canais nacionais em simultâneo. O Partido Socialista, e posteriormente a CDU, opuseram-se, e bem, à tentativa de Passos Coelho de trazer consigo o número dois da lista da coligação por Lisboa. Se as propostas são as mesmas e não há nada que os separe, qual é a necessidade de estarem lá duas pessoas para dizerem exactamente o mesmo? [Read more…]

Dias Loureiro precisa de atenção

Dias Loureiro

A meritocracia já viveu melhores dias neste país onde boys abanadores de bandeiras, mal preparados e incompetentes infestam a Administração Pública enquanto milhares de jovens altamente qualificados se vêm todos os dias obrigados a abandonar o país para conseguirem um emprego. Felizmente existem aqueles que resistem, gente exigente e metódica como Dias Loureiro, esse empresário bem sucedido a quem aparentemente apenas Pedro Passos Coelho reconhece valor.

A ingratidão dos povo português é imensa. Dias Loureiro era um dos homens fortes da maior fraude financeira da história do país e nem por isso recebe metade da atenção que aprendizes como José Sócrates recebem. Uma injustiça. Este Sócrates não se cansa de roubar todo o protagonismo para si. Mas não o deixemos levar novamente a melhor: nas Legislativas que se aproximam, vamos dar as mãos para impedir que Dias Loureiro caia no esquecimento. Se Sócrates que não vai a votos é tema, ele também merece a nossa atenção. Alguém lhe faça um hino por favor!

Ashley Madison – a (in)segurança da internet

Um site americano de encontros amorosos extraconjugais cuja maior preocupação era a segurança dos dados dos seus utilizadores foi alvo de um ataque informático e as suas informações secretas tornaram-se públicas.

O Ashley Madison é um site procurado por ” viciados/as ” em trair que promete aos seus utilizadores facilitar de forma secreta relações extraconjugais.

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Sócrates: a última carta

da prisão.

Imperfeito

Começa-se por tropeçar num tempo verbal: o pretérito imperfeito. Quem já não está connosco gostava, ria, comia, ia, costumava. O presente já não é possível porque o nosso presente não o é para ele, e apenas nos resta mantê-lo entre nós com esse artifício do pretérito imperfeito, situado num passado repetido na nossa memória, transformado num presente que é agora também imperfeito porque não existe. Digo “ele gosta” e logo me dou conta da impossibilidade, habituo-me à imperfeição do pretérito, obrigo-me a corrigir o tempo verbal como se o rigor gramatical fosse um auxiliar de cura, uma terapia, quase um amigo. “Ele gostava”. [Read more…]

A palavra *confiança*

é muito recorrente na propaganda política. Já foi escolhida pelo PSD (em 1995, com Durão Barroso, por exemplo) e também pela CDU, nas autárquicas de 2013. Há certamente muitos mais exemplos, de campanhas de todos os partidos políticos, em que a palavra *confiança* foi a estrela. É uma palavra muito apetecida pelo marketing político. Mas a nós, aos eleitores, dá-nos para desconfiar dela.

Num momento em que o PS está especialmente exposto à (compreensível) desconfiança que lhe dedicam tantos eleitores (e não, não me refiro à estafada história mal-contada da bancarrota do País, que a actual coligação e demais odiadores profissionais do PS lhe atribuem, como uma saca de culpas que apenas aos socialistas coubesse carregar), sobretudo desde a detenção de José Sócrates, é caso para perguntar: não se arranjava mesmo mais nada? Uma palavra normal e honesta, como por exemplo *recomeçar*?

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Há uma distância cada vez maior, e até mesmo dolorosa de ver, entre o discurso político (velho) e os anseios dos cidadãos. Está tudo errado, nessa comunicação. Penso mesmo que a escolha da palavra *confiança* espelha o projecto eminentemente desconfiável do PS. Do PS bloco-centralista, que prefere sempre aliar-se aos outros sociais-democratas do PSD – e até mesmo aos seus neoliberais -, em vez de viabilizar (através de uma prática política diversa da que tem seguido) consensos à esquerda, que é onde, ainda assim, estão os únicos outros socialistas portugueses. O PS tem essa natureza híbrida.

Urge uma ruptura com toda esta linguagem, de que é exemplo também a frase inacreditável que afirma que *Sócrates Sempre*. Não há reforma possível, dado o adiantado estado de decadência deste discurso. [Read more…]

Algumas breves considerações sobre o PSD e não só…

Caro Paulo, o PPD foi fundado nos escombros da União Nacional, aproveitando a estrutura local que estivera até aí ao serviço do antigo regime, grande parte dela mais funcional que política. Numa primeira fase a matriz era de transição para o socialismo, depois começou a falar-se em social-democracia europeia, invocando várias vezes o liberalismo. O resultado foi um “catch all party” ao centro, à semelhança do PS, sendo tacitamente aceite por todos que um é mais centro-direita e outro centro-esquerda. À sua direita o CDS procurou um espaço central do espectro político, reclamando princípios de democracia-cristã europeia. A clivagem ideológica existe desde o 25 de Novembro à esquerda do PS, de resto a proximidade é total. O PS já conseguiu estar coligado no governo com CDS primeiro e PSD, na altura já mudara o nome, depois. A legislatura que agora termina, representa a 3ª vez que PSD e CDS formam governo. [Read more…]

Porque os sociais-democratas estão-se afastar do actual PSD.

O programa eleitoral da coligação PSD / CDS está muito longe da matriz social-democrata que defendo e que esteve na génese fundação do PPD / PSD pelo Dr. Francisco Sá Carneiro.

Lamento que o programa da coligação tenha uma marca mais forte do CDS do que do PSD. Um exemplo paradigmático é o Estado aparecer como assistencialista sendo que o desenvolvimento social é defendido à custa da contratação pública.

Entendo a social-democracia como uma ideologia em que o estado social deve assentar em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E estes pilares devem ser garantidos pelo Estado. Se assim não for estamos perante um regime assistencialista em que o Estado apenas paga aos coitadinhos dos pobrezinhos. Esta é uma visão inaceitável hiper-redutora do papel do Estado.
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O nome da Maria

Maria de Belém vai candidatar-se à presidência da República. Compreende-se, que diabo. Com aquele nome, a tentação é irresistível. Imaginem um título na nossa imprensa: “Passa a ocupar o Palácio de Belém a Dra. Maria do mesmo”…

Do dia mundial da fotografia

cunhal por eduardo granjeiroNo Dia Mundial da Fotografia [19 Agosto], permitam-me que homenageie um dos meus fotógrafos favoritos (Eduardo Gageiro) e, de caminho, o modelo, elemento da foto tantas vezes esquecido por anónimo e desconhecido. Não é este o caso, no entanto…

António Costa pisca o olho a Manuela Ferreira Leite

Será mesmo pela “identidade de pontos de vista muito significativa” ou apenas devido ao facto da senhora causar mais estragos no governo sozinha do que o PS em bloco?

Damage Control

Carlos Peixoto

O deputado social-democrata Carlos Peixoto, eleito pelo distrito da Guarda, um dos mais envelhecidos do país, tornou-se viral com um célebre artigo de opinião no jornal I, entretanto desaparecido na neblina da internet, onde afirmava, entre outras tiradas insultuosas, que “A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha.“.

As reacções de indignação não se fizeram esperar, mas o agora cabeça-de-lista pelo mesmo distrito escusou-se na altura a comentar a polémica que o próprio criou. Remeteu-se ao silêncio, quem sabe se na esperança que o tempo e a avalanche de informação que nos é diariamente servida fizessem o seu trabalho. Enganou-se. Para o bem e para o mal, as campanhas eleitorais não perdoam, nos cartazes como nas afirmações idiotas. [Read more…]

Não é jornalismo José Gabriel, é demência

e se achas isto grave, o que dizer do 72º lugar do ranking ser entregue ao senhor Aníbal?

Postcards from Scotland #6 (Aberdeen)

The grey city between Don and Dee*

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Aberdeen não é uma cidade particularmente bonita. É a capital europeia do petróleo. Tem um porto muito grande e cheio de atividade e as gaivotas parecem gatos. As gaivotas têm acompanhado a minha viagem desde Liverpool, com os seus lamentos. Em Glasgow havia menos no centro da cidade, mas aqui, parecem, como disse, gatos. Estão por toda a parte, pousam no meio das ruas indiferentes aos carros, em cima dos caixotes de lixo e das paragens de autocarro. Há bocado enquanto esperava pelo autocarro, com o Renato, para regressarmos dos centro aos nossos hoteis, havia tantas gaivotas a voar tão baixo que parecia que estávamos no filme ‘Birds’, do Hitchcock. Antes de vir para o Reino Unido passou-me pelos olhos uma notícia sobre o País de Gales que falava, justamente, de gaivotas. De gaivotas que mordiam as pessoas e os cães. Um pouco assustador, portanto, estar ao princípio da noite na Union Street com tantas gaivotas a voar tão baixo. E a ouvir os seus lamentos.

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