O cliente apaixonado

10408658_10205319240275169_2119207126327187113_nO mercado do entretenimento futebolístico desconcerta qualquer pessoa que, como eu, o observe de longe. Do lado da oferta encontram-se funcionários principescamente pagos, jogadores e treinadores, que mantêm uma pura relação comercial com o seu ofício. Do lado da procura encontram-se milhões de aficcionados, os quais pensam viver uma relação afectiva com os primeiros.

O drama é inevitável. O amor não se compra — e o desporto é algo que ninguém pode fazer por nós.

Os dias que correm…

De repente toda a actualidade perdeu importância. Ninguém ligou ao programa eleitoral da maioria, as propostas do PS ficaram esquecidas, os restantes partidos bem podem agora berrar que não aparecem nos noticiários, porque os portugueses têm assuntos bem mais urgentes para prestarem atenção. Não estou a falar da privatização da TAP, do aumento do salário dos juízes ou do eventual Grexit, porque isso são assuntos que não interessam rigorosamente para nada na vida dos portugueses…

Importa saber qual será o salário de Jorge Jesus em Alvalade e se consegue levar com ele Maxi Pereira em final de contrato. Por sua vez como irá responder Luís Filipe Vieira? Manterá a intenção de reduzir custos ou conseguirá servir a vingança ao rival, contratando Nani ao Manchester United, numa eventual contrapartida da venda de N. Gaitan para Inglaterra? Que aquisições irá fazer Bruno de Carvalho e qual o futuro da Academia de Alcochete? Sabendo-se à partida que J.J. não aposta em jogadores da formação. E como reagirá o dragão a Norte? Noutros tempos Pinto da Costa já teria alguma na manga… [Read more…]

Encontros inesperados entre política e futebol

futebol

Cartoon: Rodrigo Matos@Expresso

Quando ontem cheguei, a casa não tive como não levar de frente com a notícia da transferência inesperada de Jorge Jesus para o Sporting. Tirando esse perigosíssimo órgão de comunicação social de esquerda que é o Público, os principais jornais portugueses tinham como primeiro destaque nos seus sites esta nova novela futebolística, paralelamente esmiuçada com profundidade pelos três canais noticiosos. A única dúvida que me ocupava o pensamento era “onde raio foi o Sporting buscar dinheiro para pagar um treinador tão caro como Jesus, cujo salário no Benfica já se situava na casa dos 4 milhões de euros?”

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A Ordem dos Farmacêuticos

é cúmplice. E isso é pena.

E que tal a Farmácia Barreiros ficar sem clientes?

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Ontem foi notícia o caso da Farmácia Barreiros, no Porto, como exemplo de assédio sobre uma trabalhadora que decidiu engravidar.

Se pior era possível, veja-se que a Farmácia sai com um comunicado (ligação para Facebook) onde afirma;

A mentira e a calúnia são de tal ordem que nem sequer existiu qualquer julgamento. Ninguém foi condenado. Existiu apenas e só um acordo, sem julgamento.

Pior que um idiota, só um idiota que nos chama idiotas. Claro que não houve condenação, houve um acordo, pelo qual de livre vontade, generosamente, num gesto magnânimo, o patrão, António Pereira Névoa, decidiu doar 56 000 euros a uma trabalhadora, retirar-lhe processos disciplinares  e pedir-lhe públicas desculpas. Só porque sim. Apeteceu-lhe.

O perfeito e moderno patrão do  séc. XXI, percebe-se ali pelos comentários, tem colaboradores que não trabalham, o trabalhador não existe no admirável mundo novo, limitam-se a garantir que é tudo mentira como bons colaboracionistas que são. É muito  boa pessoa, ajuda os pobrezinhos e deixa entrar cães na farmácia.

É sabido que as farmácias estão em crise, muitas têm encerrado. Nestas alturas parece-me que o mercado deve funcionar: perdendo esta clientes, evita-se o encerramento de outra. Tendo alguém que ir para o desemprego que vá quem colabora, não trabalha, e se calou perante as as humilhações de que foi vítima uma trabalhadora. É a vida.

Obter ‘reações’

Aparentemente, o Observador tentou “obter reações“.

Reações?

Claro: «mas não foi possível chegar à fala com qualquer deles».

Experimentem “obter reacções”. Efectivamente, reacções.

Sim, reacções: r-e-a-c-ç-õ-e-s.

Mais um esforço.

FNE e FENPROF

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Portugal tem um carácter profundamente bolorento e, o ódio do senso comum aos sindicatos, é uma das marcas desse material genético, que o ditador nos deixou. Qualquer conversa de café, rapidamente nos leva ao facto dos sindicatos serem sempre do contra, de nunca estarem de acordo com nada, de só pensarem nos seus sócios. E, nem é preciso, pensar no BES ou no BPN para explicar a diferença de carácter entre um Manuel Carvalho da Silva, um verdadeiro líder e qualquer dos ladrões Banqueiros que nos roubou. Mas, a culpa continua a ser dos sindicatos.

Poderia até fazer uma pergunta – qual foi o direito dos trabalhadores que foi conseguido sem a luta dos trabalhadores? Horário de trabalho? Férias?Etc…

Será que parte desta marca impressiva resulta do papel que os sindicatos da UGT têm tido, sempre disponíveis para dar a mão ao poder? [Read more…]

Senhor dos passos

Numa pomposa e um tanto apatetada discursata, Passos Coelho atamancou umas bacoradas que pretendem ser as linhas mestras do seu programa eleitoral.

É-me indiferente o que diga. O 1º ministro não é só um homem de direita a propor políticas de direita. É mesmo má pessoa, incapaz de empatia ou sensibilidade social e, como bem sabemos, um mentiroso compulsivo.

Diga o que disser, espere-se sempre que faça o pior.

A Educação perdeu o estatuto de um direito e ganhou o estatuto de uma mercadoria

Santana Castilho *

Não conseguiremos, sós, à revelia da Europa em que nos integramos, particularmente sem cumplicidade política estabelecida com os países cujos problemas se assemelham aos nossos, mudar a maior parte das variáveis que condicionam a nossa vida futura. Mas podemos mudar a Educação. Se queremos mudar Portugal, temos que dar atenção à Educação e alterar-lhe o rumo. Cada vez instruímos mais (e em sentido errado) e educamos menos. Em nome de uma economia sem humanidade, construímos autómatos e roubamos a infância às nossas crianças. Em período de pré campanha, o que se vê (ou não se vê) é desolador.

1. A acusação é grave e não pode passar sem que o ministro da Educação e Ciência se pronuncie sobre a matéria. De forma clara e rápida. Um grupo de cidadãos, mães e pais, afirmam em documento, que tornaram público, que uma organização, a Associação Junior Achievement Portugal, sucursal de congénere norte-americana, anda a “doutrinar crianças desde o 1º ano de escolaridade a … ver a família como unidade de consumo e produção, naturalmente dependente de empresas privadas … inculcando a obsessão pelo sucesso assente na lógica da competição”. Tudo se passa em tempo normal de aulas, sob responsabilidade de voluntários estranhos às escolas mas com a conivência das autoridades, designadamente autarquias locais, e sem qualquer tipo de consulta aos pais e, muito menos, a sua autorização. No documento em análise, os pais referem haver uma recomendação expressa para que os formadores voluntários sejam recrutados no meio empresarial e as crianças se venham a identificar “com a figura do voluntário no final da formação”. O programa, afirmam, “está orientado de uma forma que, cremos, exerce uma violência simbólica sobre crianças e adolescentes, escondendo por detrás de uma ou outra informação ética superficial uma manipulação de consciências no sentido de identificar o ser humano da sociedade contemporânea como exclusivamente orientado para o mercado, o consumo e o lucro, sem que a interacção com outros seres humanos sirva outro fim que não esse. Competição, individualismo, afirmação individual, ambição pessoal e agressividade são os valores que se promovem”. [Read more…]

Déjá vu…

Durante algum tempo foi o meu voto de refúgio, desde que me zanguei com o PSD quando o cherne prometeu e não cumpriu um choque fiscal. Pelo meio também votei uma vez no 44… Mas já não é! Passei a abstencionista…

Também foi o único partido em cuja jota militei nos idos tempos da minha juventude, ao tempo o partido era liderado por Adriano Moreira e Lucas Pires. A minha militância não durou 6 meses. Não tenho feitio para militar em partidos, gosto de pensar pela minha cabeça. Mas sempre conheço um bocadinho do partido e seus militantes, sei como pensam… [Read more…]

Duas ou três coisas.

Estando algo cansado, eventualmente por causa de ter sido obrigado a escrever o meu primeiro texto com o AO90 (para coisas do estado, para quem mais poderia ser?), parecendo que não escrever “objectivo” para a seguir apagar 5 letras e voltar a escrever 4 ainda cansa, mais na pachorra e na quebra de raciocínio na escrita do que devido às pancadinhas de amor na tecla delete, e quem diz “objectivo” diz mais uma catrefada de inúteis alterações porque sim, fui então espairecer-me um pouco pelo Facebook, poderia ser no Observador, já que os fait divers são equivalentes mas levar com quilates de propaganda direitola não cai bem depois de jantar e então acabei nisto e é melhor parar por aqui, indo ao que interessa.

O Blatter demitiu-se e já alguém o meteu a segurar um papel a dizer piadas.

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A contra-colonização angolana soma e segue

A filha do ditador está de volta e acaba de comprar a Efacec.

Democracia suspensa no CDS-PP?

Portas Castro

 

Que Paulo Portas possui um ascendente sobre o partido que lidera, já ninguém tem dúvidas. Liderou, abandonou a liderança e quando quis regressar o partido recebeu-o de braços abertos. Compreende-se: na história recente do “partido do táxi”, Paulo Portas rimou quase sempre com poder. Governou com Durão, transitou para o executivo hereditário de Santana Lopes e voltou à ribalta como Ministro dos Negócios Estrangeiros de Passos Coelho, a quem aplicou o truque da demissão irrevogável, emergindo como vice-primeiro-ministro do governo que em breve cessa funções. Pelo caminho ficou associado a inúmeros escândalos centristas, do caso Portucale aos submarinos, passando pelo estranho e mal explicado caso Jacinto Leite Capelo Rego. Sobreviveu a tudo e continua aí para as curvas.

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Congresso milionário da ANMP

Segundo o blogue Má Despesa pública, a Associação Nacional de Municípios Portugueses gastou cerca de 100 mil euros numa reunião de dois dias, no luxuoso Tróia Design Hotel. E vivam o rigor e a responsabilidade! Haja cofres cheios!

Blatter demite-se

Notícia via Zeit Online. Declarações via Sky News.

O quarto milagre de Fátima: desceu o desemprego

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Hoje foi dia de propaganda do IEFP. Apareceram uns números com “estimativas” do número de empregados em Portugal e tudo (sendo estas cálculos baseados em sondagens, sempre gostava de conhecer a amostra e a margem, de erro).

A malta do costume despeja aquilo com a inutilidade de quem diz ao desempregado e seus familiares que como ele se recorda ainda ontem pegou ao serviço. A chatice é que os desempregados ainda votam.

Voltando à realidade: este anúncio de um estágio pago por todos nós para alguém ir vender santinhos em Fátima, das 9h às 20h (e vais com sorte, por aqueles lados a vida nocturna é muito sossegada), é uma excelente amostra do emprego criado por este governo. Ou de como o governo subsidia o empreendedorismo, enquanto corta nas prestações sociais.

Constrastes

Já tínhamos um candidato a PR que se destaca como homem de cultura. Agora temos Rui Rio.

O Dia Mundial da Criança em Portalegre, agora também em vídeo

Depois das fotografias, um vídeo roubado no Facebook.  Constata-se que as forças policiais foram massacradas pelos jovens manifestantes.

Comentários para quê, as imagens falam por si, de Guimarães a Portalegre uma virose está instalada nas nossas forças policiais.

Dia Mundial da Criança em Portalegre

Foi bué de giro. (Da página no Facebook do Município. A primeira foto foi retirada).

Sai ali para a mesa do canto um cartaz sobre a baixa do desemprego

IEFP anula desempregados não subsidiados sem aviso prévio.

Postal de Sevilla #4…

… … que não é um postal de Sevilha

Tal como o anterior, este postal vai escrito a partir de Aveiro. Não é um postal de Sevilha porque não foi escrito em Sevilha e porque as fotos não são de Sevilha (mas espero que, pelo menos, sejam de Espanha, o que é difícil de dizer ao certo a não sei quantos pés de altitude, a bordo de um avião minúsculo, desta vez chamado Gaio).
Não gosto particularmente de andar de avião, já vos disse de outras vezes. Menos ainda de andar em aviões minúsculos mesmo que tenham nomes de pássaros simpáticos. Também não gosto de viajar à janela, ao contrário, penso, da maioria das pessoas. Não aprecio a vista porque, mais a mais, tenho vertigens e fico enjoada quando olho para baixo e vejo os minúsculos pontinhos das casas, ou as grandes serras transformadas em colinazinhas sem qualquer importância ou os grandes rios transformados em pequenos risquinhos azuis. De qualquer modo reconheço que, dali de cima, tudo o que se vê abaixo parece desenhado perfeita e rigorosamente. Como num mapa. E eu gosto de mapas. E desta vez, a bordo do Gaio, atrevo-me até a tirar umas fotografias.

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Isabel Jonet, um papagaio ideológico do regime

Jonet empobrecer

No rescaldo de mais uma campanha do Banco Alimentar Contra a Fome (BACF), a inenarrável Isabel Jonet fez uma declaração à Isabel Jonet admitindo que “apesar da recuperação económica, esta ainda não terá chegado às famílias que são apoiadas pelas instituições de solidariedade social” [via Expresso].

Nem vai chegar tão cedo, isto se algum dia chegar. É que essas são precisamente as famílias que perderam empregos, que foram alvo de cortes em pensões, salários e/ou prestações sociais e/ou que estão hoje sujeitas a cargas fiscais verdadeiramente brutais que as impedem de conseguir fazer face às suas despesas. Aquelas que os amigos de Jonet no governo – com os quais a presidente do BACF parece concordar – disseram que teriam que empobrecer.

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Postal de Sevilla #3

Que nunca seja ‘la azquena’

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este postal e o próximo são escritos já de Aveiro, ainda que neste as fotografias sejam de Sevilha ou dos seus arredores. Foram 4 dias cheios para mim, ainda que só dois os tenha de facto passado em Sevilha. Dois dias inteiros, três noites e uma manhã. Dias de dormir, exceto hoje que dormi mais, entre três a cinco horas. Dias que foram dois num só. Na verdade dias de estar acordada quase 20h. Trabalhar entre 7 a 10 horas e ir ‘de copas’ a seguir. Querer fazer muita coisa em pouco tempo. Querer estar com os colegas que também são, alguns, amigos e, todos, pessoas de que gosto. Aproveitar bem o tempo. Trabalhar, mas também rir muito, brincar, falar de política, levantar o punho cada vez que uma máquina fotográfica nos observa.

Do dia antes de ontem escrevi já um postal, sem fotografias. Sevilha é uma cidade magnífica. Dizem-me que tem o maior centro histórico da Europa e, pelo que andei (e não vi metade) acredito que assim seja. Sevilha e o seu folclore. As procissões, as meninas vestidas de Sevilhanas, os bares recriados como tradicionais para os turistas. A ‘movida’ intensa de sexta e sábado à noite. O flamenco mal cantado nas esplanadas, os turistas americanos, as mil e uma tapas e montaditos, as cañas frescas, o tinto de verano con blanca, uma exposição de ‘Genesis’ de Sebastião Salgado no meio de uma praça. A catedral, o alcazar, o pátio Banderas onde fica uma parte da UIMP, a Plaza Carmen Benitez, onde fica o hotel onde dormimos. Já não me lembrava que Sevilha fervilha e não é (só) do calor que falo.

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Copos, chapadas, gravatas e ditadores

O título do vídeo refere-se ao presidente da Comissão Europeia como estando alcoolizado. É possível que esteja, até porque em alguns momentos fica no ar a sensação de que o senhor está efectivamente embriagado, não só pelas atitudes pouco protocolares mas também por alguns gestos vagarosos e frouxos, comuns entre aqueles que já beberam um copito a mais. Talvez isso explique a graçola – que não é mentira nenhuma – de se referir ao seu colega do PPE Victor Orbán como o ditador (“the dictator arrives“), a quem de resto deu um valente “bacalhau” e aplicou mais um bela chapada. Ditador ou não, Juncker não parece propriamente incomodado com a sua chegada e o cumprimento é caloroso. Afinal de contas, Orbán é apenas um fascista que pretende ressuscitar a pena de morte e reinstituir campos de trabalho forçado.

Tensão no sector da vigarice

IURD queixa-se de concorrência desleal por parte de instituições que também se dedicam ao negócio de venda de ilusões e banha de cobra. Bons velhos tempos em que o monopólio era deles.

A reter para análise futura

Com governo socialista “não haverá cortes nas pensões“. Uma promessa de António Costa que, até ver, vale tanto como as promessas de Pedro Passos Coelho em 2011: nada.

Os angariadores de seguros

Os neoliberais têm uma avença com as companhias de seguros: eles vendem-lhes os produtos PPR e seguros de saúde, elas lá arranjam forma de retribuir, e mesmo que não o façam directamente tratando-se de defender um negócio o verdadeiro neoliberal também trabalha à borla.

O que está a dar é demonstrar que a Segurança Social está condenada ao fracasso. No caso português imaginemos um tipo espancado até à morte, e que antes do golpe final ainda tem de ouvir: estás a ver, a tua vida era insustentável.

Utilizaram a cobardia de quem chamou a troika porque não tinha fundos para pagar a dívida (estamos bem pior), utilizaram a troika para ir para lá dela depois de uma campanha eleitoral onde prometeram que não o fariam, e com a destruição propositada do emprego conseguiram, além do objectivo óbvio de baixar os salários o bónus de colocar a Segurança Social em muito maus lençóis. Seja porque somos menos a contribuir (menos 600 000 desde 2008), seja porque alguns ainda recebem subsídio de desemprego. [Read more…]

Taxas e taxinhas…

Não são um exclusivo de António Costa. O governo também tem esqueletos no armário e sempre que um governo decide regular actividade económica, pessoas perdem emprego… É a economia, estúpido!!!

Postal de Sevilla #2

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Se esta rua fosse a minha…

O postal de hoje é curto. Não tenho energia para mais. Estou acordada há 19 horas depois de ter dormido umas três. Se continuo a viver dois dias num não sei o que vai ser de mim.

O dia foi de trabalho até às cinco da tarde. Um calor abrasador. Três ataques de tosse violentos que me tiraram (ainda mais) as forças. Em parte a culpa foi do ar condicionado, que me seca a garganta, fragilizada nestes dias, mas sem o qual não é possível viver aqui. Não sei com sobrevivem os sevilhanos em Agosto. .. mas imagino que derretam. [Read more…]