O individualismo pseudo-libertário explicado a ingénuos

Ó António Almeida, isto é muito simples, ouçamos a besta com aquele seu olhar alucinado de psicopata, tão ridiculamente próximo do bigodinho do Adolfo:

Não, não é neo-nazismo: é pior, porque além de conspurcar a memória dos libertários que contra isto viveram (embora se aproxime de um Max Stirner, outra flor de mau cheiro) disfarça com loas à liberdade a defesa do pior que a humanidade pode ter: o individualismo, a negação da solidariedade, a aberração do direito de um humano pisar outro humano em busca da sua felicidadezinha. É o recuo do homo sapiens sapiens a uma qualquer espécie dinossaúrica, porque foi precisamente a aprendizagem da vida em sociedade que nos construiu enquanto animal racional. É o velho paganismo, agora adorando o mercado e suas patas invisíveis, desta vez disfarçado de ateu, que pisa de uma assentada o humanismo e o iluminismo.

Claro que isto é extrema-direita, a defesa do capitalismo no seu pior não está acima de coisa alguma: está abaixo de todos os valores humanos.

A guerra não foi um filme americano

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É natural que os vencedores escrevam a sua versão de uma guerra, as suas histórias. Não lhe chamem é História.

Setenta anos depois da derrota do nazi-fascismo Clara Barata escreve no Público, e sem se rir, sobre “o mito estalinista de que a salvação do fascismo assentou no sacrifício do povo russo“,  para depois tropeçar em sim mesma e criticar: “os 27 milhões de mortos só contam como pequena história, a história familiar, dos indivíduos, e não como análise, reflexão. Aliás, desde 2014, existe uma lei que pune com penas até cinco anos de prisão a “distorção” do papel da União Soviética na II Guerra Mundial.”

Como se o revisionismo não estivesse sujeito a idênticas condenações em França ou na Alemanha, como se a II Guerra Mundial tivesse sido um filme americano desembarcado na Normandia.

O primeiro problema historiográfico das guerras, seus vencedores e vencidos, é o da sobrevivência do positivismo oitocentista, que reduz a a História aos líderes, fazendo de Hilter o único mau da fita, elevando Churchill a homem espectáculo (e esquecendo que em Inglaterra, no poder, estava um governo de coligação) e metendo Estaline onde não é chamado. [Read more…]

Entender o libertarianismo – III

Decidi colocar estes 3 posts sobre economia e sociedade, pela confusão que verifiquei existir sobre o ideal libertário. Não pretendo defender um partido que ainda nem sequer existe, veremos até se conseguirá a legalização, nem tão pouco convencer quem quer que seja a tornar-se libertário. Mas quero deixar bem claro que ser libertário não é ser de extrema direita, basta ver este 3º vídeo para deixar cair por terra qualquer retórica que envolva o PNR ou Oliveira Salazar, como vi na caixa de comentários do post original. O seu a seu dono…

Entender o libertarianismo – II

Entender o libertarianismo

PSD/CDS-PP insistem na instrumentalização da imprensa

“Os directores editoriais de rádios, jornais, revistas, televisões e da agência Lusa consideram que a nova proposta de lei do PSD e CDS sobre a cobertura eleitoral confunde jornalismo e propaganda política, “mantém a tentação de impor um freio às redacções” e ameaça a liberdade de informação.” (Público)

Postal de Pamplona (Iruña)

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(Muito pequeno)

Depois de mais de 8 horas de viagem, ver as caras dos amigos à nossa espera lembra-nos o que é mais importante na vida. Que não vale a pena, por exemplo, lamentar o facto de se viver no cu da Europa e ser tão difícil chegar a qualquer lado.

O quarto é grande. Branco. Confortável. Amanhã vamos às montanhas. Afinal somos sociólogos rurais. Há um colega que me diz (como sempre que me vê), entre cervejas, ‘Elisabete cada día estás más guapa’. Não é verdade. Estou velha a cada dia e a cada dia mais feia. Mas maneira como ele o diz de cada vez – com se fosse verdade – reconcilia-me com a idade, com o cansaço, com o resto. Lembra-me outra vez o que é mais importante. Ter amigos. Em toda a parte.

Buenas noches.

Não bate a bota com a perdigota… ou o sistema eleitoral britânico em todo o seu esplendor

Jorge Martins

Se dúvidas houvesse sobre as injustiças do sistema eleitoral utilizado no Reino Unido, elas dissipar-se-iam com a análise dos resultados das eleições da passada quinta-feira.
Desde sempre que os deputados ao parlamento de Westminster são eleitos em círculos uninominais numa única volta. Este sistema maioritário é vulgarmente conhecido por “first past the post”, em alusão às corridas dos cavalos, onde só interessa o vencedor, ou seja, o primeiro a passar o poste da meta. O segundo é o primeiro dos últimos, qualquer que seja a distância a que ficou do primeiro. Logo, apesar de a hipótese ser absurda, é teoricamente possível um partido ser o mais votado a nível nacional e não eleger ninguém, bastando, para isso, ser segundo em todos os círculos. Em contrapartida, outra força política pode eleger um representante ganhando um círculo e tendo zero votos em todos os outros.
Na prática, este sistema favorece os maiores partidos, em especial se tiverem grande implantação numa parte do território. Os partidos de média dimensão, com o eleitorado disperso pelo país ou região, são os mais prejudicados. Por isso, tende a favorecer o bipartidarismo. Porém, pode haver exceções: pequenos partidos com o eleitorado concentrado numa parte do território (como os partidos regionalistas/independentistas ou étnicos) podem eleger um número significativo de representantes. É o que sucede no Canadá, com os independentistas quebequenses do PQ ou, na Índia, onde uma enorme série de pequenos partidos regionais obtém representação parlamentar.
No caso concreto do Reino Unido, onde são eleitos 650 deputados, uma simples apresentação dos resultados e da sua evolução face às eleições de 2010 fala por si. Vejamos: [Read more…]

A queima e as fitas

Começou a festa aqui em Coimbra. Por quase duas semanas, a cidade sofrerá, perdão, beneficiará de todos os efeitos funestos, quer dizer, festivos, desse facto. Gozará de todas as alegrias que cabem aos reféns. E não é preciso estar atento ao calendário. Os sons,os cheiros alertam-nos para a festança. Que bom! Ainda ontem tomei nota da data de início ao ouvir os urros de júbilo que ecoavam na noite (durante toda ela…). Ouvi o bonito som das garrafas de cerveja que se partem contra os obstáculos que se interpõem no seu trajecto, o excitante exercício de percussão sobre contentores do lixo, que nos faz dançar na cama e – oh excelência de imaginação! – o rodar desses mesmos contentores empurrados, em roda livre, pela rua abaixo. Lindo! E notem: mais de cem quilos de contentor rodando livremente, sobre as suas quatro rodas, pela ladeira, acrescenta um je ne sais quoi de emoção: irá acertar numa porta? Irá embater num carro que, incauta e despropositadamente vai subindo a rua? Ou num cidadão ou, maior emoção ainda, numa criança? Tudo pode acontecer e ninguém vai levar a mal aos simpáticos e irreverentes foliões. A minha vizinha, a quem, no ano passado, urinaram na caixa de correio – que engraçado! – no dia em que recebia correspondência da sua filha emigrante espera, com a natural e ansiosa emoção, o que lhe irá acontecer este ano. Hoje apanhei um autocarro que, apesar de ir vazio, cheirava vibrantemente a mijo e vómito. Quer dizer: os alegres celebrantes, não se poupando a esforços, querem, até, partilhar connosco os seus fluidos festivos. Afinal – pensam eles, ‘taditos, ninguém lhes explicou melhor – isto é tudo tradição da Academia e tal e coisa. Quem não vai gostar são os médicos, enfermeiras, auxiliares e técnicos do Hospital da Universidade que, em vez de terem a Urgência cheia de doentes, vão tê-la cheia de estudantes em coma alcoólico. Esta malta da Saúde tem cá um mau feitio…

8 de Maio de 1945

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Manifestação em Lisboa no dia da Vitória. De notar os paus sem bandeira, as da URSS estavam proibidas.

Uma coligação harmoniosa

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Foto@O Jumento

Andava o irrevogável por terras de Aljustrel, e eis que surgem uns quantos repórteres que o questionam sobre os contornos polémicos da sua “demissão”, presentes na biografia autorizada do parceiro de coligação. Irónico, Portas afirmou:

Apresenta-se ao serviço o líder do principal partido da oposição, se tiverem perguntas para me fazer podem enviar-me um SMS, eu respondo-vos por SMS ou por carta. Quanto à coligação, está bem, recomenda-se, é para ganhar e não dou importância nenhuma ao sucedido nos últimos dias

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A canalhice passeia-se nos Ídolos

https://www.dailymotion.com/video/x2p209d_idolos-2015-goza-com-orelhas-de-candidato_tv

Um professor do miúdo que foi torturado num canal de televisão explica tudo (ligação para o Facebook):

O jovem de quem se fala é meu aluno. Tem 16 anos. Frequenta a aula de Português Funcional numa turma de Educação Especial. Sendo menor, foi certamente autorizado a concorrer a este concurso da SIC. Mas certamente a sua encarregada de educação (que não é nem a mãe nem o pai e isto talvez não seja por acaso) não imaginava que ele ia participar num concurso onde toda a gente, desde os elementos do júri até à produção, passando pela direção de programas e pelos responsáveis pelo canal e outros trâmites que desconheço parecem divertir-se a cometer monstruosidades, como ridicularizar publicamente jovens ou crianças que já têm problemas suficientes na sua vida há muitos anos.

Rafael Tormenta acrescenta que o rapaz “está fechado no seu quarto há alguns dias“. [Read more…]

Emprenhadorismo

Uma organização privada, da iniciativa de grandes empresas, ocupa uma parte do currículo da escola pública e obriga as crianças a frequentar sessões de doutrinação.

Sendo assim fico mais descansado

Pois agora que ficámos a saber a causa dos sismos já os poderemos prevenir…

Uma farsa eleitoral

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Mais uma vez se demonstra a natureza anti-democrática da Venezuela. O herdeiro de Chavez obteve maioria absoluta nas eleições para o “parlamento” com apenas 37% dos votos. Partidos da oposição com 12,6% conseguiram eleger apenas um deputado, enquanto outro, com 4,8% ficou com 56 e um outro, agora afastado do governo, se ficou pelos 8 com 7,8%.

De referir, igualmente, a muito peculiar forma de identificar os eleitores, sem a obrigatoriedade de mostrar um documento com fotografia, ou o facto de o voto se exercer com um lápis, em plena campanha e a um dia de semana, algo que só poderia ocorrer na América Latina.

De imediato o vencedor reuniu com a monarca da Coreia do Norte, que obteve o cargo por herança depois de um familiar ter sido afastado da sucessão, num país onde continua em vigor uma lei que proíbe a propaganda republicana.

Ou isto dito de outro modo: [Read more…]

Vêm aí mais cortes em salários e pensões

FMI insiste numa “reforma mais abrangente de salários e pensões“. Governo poderá adiar implementação de novas medidas até às Legislativas. Se ganharem, a sua agenda mantêm-se intacta, se perderem, quem vier a seguir que se desenrasque.

Contos para crianças VII: a retoma

FMI diz que aceleração actual do crescimento se deve a factores temporários e que Portugal arrisca abrandamento do investimento e exportações já a partir do próximo ano.” (Público)

O referendo britânico e o futuro da União Europeia

Em 2012, David Cameron abria a porta a um referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE. Em 2013 reiterou a sua determinação em levar a cabo a consulta popular até 2017. No início deste ano, o primeiro-ministro britânico insistiu novamente na necessidade de consultar a população. Na recta final da campanha para as Legislativas que ontem reconduziram o líder dos conservadores para o nº 10 de Downing Street, o trabalhista e ex-capacho da violenta invasão que celebrizou Durão Barroso como um dos mordomos mais bem pagos do mundo, Tony Blair, apressou-se a profetizar a desgraça: a saída do pais da UE iria fragilizar ainda mais a economia do Reino Unido e diminuir o seu papel no mundo. Cameron acusou Blair de não confiar nos britânicos e no seu julgamento. Eu acusá-lo-ia de chantagem.

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Não há cor-de-rosa sem espinhos

Rosa_chinensisNos últimos tempos, tenho-me dedicado a passear pela página que a Porto Editora dedica às dúvidas frequentes sobre o chamado acordo ortográfico (AO90). Confesso que tem sido instrutivo e não no melhor sentido da palavra. Dar-vos-ei conta deste meu périplo.

Certo dia, entrei pela pergunta O vocábulo cor-de-rosa tem hífenes?

Ainda antes de abrir, não pude deixar de estranhar que o vocábulo sobre o qual se pergunta se tem hífenes tivesse efectivamente hífenes e cheguei a imaginar que esta ligação conduzisse a um texto bem-humorado em que o leitor fosse levemente invectivado com uma frase como “Então não se viu que a resposta estava na pergunta? É claro que cor-de-rosa tem hífenes.”

Mas não. A resposta é muito mais engraçada. Ei-la:

O vocábulo cor-de-rosa é considerado uma exceção consagrada pelo uso à eliminação geral dos hífenes em locuções de uso geral no texto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), Base XV, 6.º. Embora este vocábulo seja escrito com hífenes, segundo o vocabulário oficializado em Portugal – o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP), a grafia sem hífen já é aceite como uma outra grafia possível, tal como acontece noutras combinações idênticas iniciadas por “cor de”, como cor de laranja e cor de vinho. Os critérios de aplicação das novas regras estão, portanto, conformes ao vocabulário oficializado.

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Cambada de ______________ (preencher a gosto)

Com que então o sr. Passos e c.ia fizeram um contrato tão bom, mas tão bom, que os problemas dos estaleiros ficaram para o estado, tendo ao comprador sido dada a carninha já sem ossos.

Bruxelas conclui que apoio estatal aos Estaleiros Navais de Viana foi ilegal
Reembolso de 290 milhões cabe aos ENVC, e não ao novo operador, a WestSea. [P]

Mete nojo, isto. É suposto que aquele que administra o bem público temporariamente o faça… defendendo-o. E o que vemos? Pois, mais um caso onde em último lugar está a maioria dos portugueses.

Assim se vão descobrindo os buracos resultantes da forma de fazer negócios tipo Dias Loureiro, fonte de inspiração para o primeiro-ministro, como o próprio repetidamente o confessou.

PS: Só para sabermos, o que tem Bruxelas a dizer do perdão fiscal de 85 milhões ao novo-BES e da lei feita à medida do velho-BES que permitiu ao Salgado lavar o dinheiro que tinha na Suíça, com zero consequências fiscais?

Carvalho da Silva quer ser factor de perturbação?

É uma possibilidade. Segundo o Expresso, Carvalho da Silva terá dito: “Não quero ser fator de perturbação“.

Aos meus amigos Benfiquistas:

Leonel Brás

sclmOntem tive um final de noite fantástico.
Duma vez por todas, vi esclarecido o mistério do ROUBO do Eusébio para o clube da Luz.
Numa mesa de café, com mais 4 amigos, todos benfiquistas (é raro eu ser o único, mas às vezes acontece; ontem, fiquei feliz), veio o tema do campeonato deste ano ser ou não disputado de forma legal.
Às tantas, foi questionada a guerra SCP/SLB e veio logo o tema Eusébio. É claro que dois dos meus amigos, ferrenhos benfiquistas, refutaram logo e disseram que ele veio sempre apontado ao SLB.
Pois bem, um dos outros dois, Homem dos seus setenta e tal, serenamente voltou-se para um deles, e disse.
– Meu amigo Mor****, sabe bem que isso NÃO é verdade!
Afinei logo as orelhas, claro.
Continuou: essa ‘estória’ vivia-a eu na PRIMEIRA pessoa, como o amigo sabe! Custa-me, mas o Eusébio era do SCLM, onde JOGAVA COMIGO! Foi indicado pelo SCLM para o SCP e paga a sua viagem. X, tratou de tudo (por sinal, um familiar do mesmo contador). O que aconteceu a seguir, foi que o Eusébio foi levado ao indivíduo da Agencia de Viagens, meu amigo, para se encarregar da viagem até Lisboa. [Read more…]

Richard Cohen, o curandeiro de homossexuais

Cohen

Este é Richard Cohen, um gay healer (curador, curandeiro, otário, o que preferirem) que viveu um passado de vergonha e dor por ter sido contaminado por esse flagelo contemporâneo que é a homossexualidade, essa terrível doença que podemos contrair através da utilização de sanitas públicas, sexo com almofadas anteriormente utilizadas por outros homossexuais ou mesmo através do contacto com outros infectados por esta maleita do demo. E se existem autoridades mundiais no que a este assunto diz respeito, poucos chegarão ao brilhantismo de Cohen que, para além da experiência como psicoterapeuta e educador (foda-se!!!), é também um orgulhoso ex-gay capaz de ajudar qualquer ser vivo a realizar todos os seus sonhos heterossexuais. Hip Hip Hurray for Ex-Gays!

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Táxis e taxinhas

O governo vai lançar uma taxa sobre os táxis nos aeroportos. A medida está a ser negociada pelo Ministério da Economia, tutelado por – pasme-se – António Pires de Lima, o humorista das taxas e taxinhas.

Transgénicos Fora

agora já é possível saber onde e quem cultiva milho com químicos potencialmente cancerígenos da Monsanto.

Os voluntários por António Costa

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Parece que este ano as campanhas eleitorais se mudam com armas e bagagens para o Facebook (e em fórmula cérebro reduzido a uma sms para o Twitter). Natural, portanto, que surjam páginas com a função de distribuir propaganda, nada contra, tendo-me hoje cruzado com uma designada Voluntários por António Costa.

Começaram por vender o seu programa económico numa série a que se poderia dar o título Diz-me quem o elogia e dir-te-ei o que é.

Esgotado aí, e ganho por KO técnico, o combate para o lado direito, viraram-se para a esquerda. E sai isto: [Read more…]

O governo amigo das crianças por nascer

A vacina contra a meningite, ministrada em quatro doses que rondam os 70 euros cada, passa a ser gratuita, mas apenas para crianças nascidas a partir de 1 de Junho próximo. Todas as outras vão ter direito a apenas 15% de comparticipação do custo da vacina.

Alguém que lhes explique que discriminar, ainda por cima, crianças não é só feio mas inconstitucional.

“O Grexit

seria um grande desafio para a zona euro”, diz Albuquerque num quase perfeito inglês para dizer “catástrofe”. Bem me parecia! p02qs895

O SMS de Costa e os sonhos húmidos da situação

Suspiram de prazer com o potencial crescendo do caso. Mas depois aparece o Melty Man.

Decidamente, temos um lunático à frente do governo

Não foi gafe e não foi factor-surpresa, como ainda ensaiou a opinião da situação. Foi premeditado, tal como se confirmou hoje ontem no Parlamento.

Passos Coelho voltaria a insistir nos elogios ao antigo ministro social-democrata. “Espero que ele não se sinta visado nem ultrapassado por eu ter suposto que, com o que viu no mundo e com a experiência que adquiriu, partindo de Aguiar da Beira, que não é por se viver no interior, que hoje não podemos, graças às muitas renovações tecnológicas, graças a muito trabalho de transformação da economia portuguesa, vencer na vida e ter negócios bem-sucedidos”, defendeu o chefe do Governo. [P]

Eis o que o chefe do governo acha que é um exemplo a seguir. Alguém que causou milhares de milhões de euros de prejuízos e que, bacocamente, foram nacionalizados, que é como quem diz, sacados aos bolsos dos portugueses.

Se este é o exemplo que Passos Coelho defende para os negócios, é perfeitamente legítimo interrogarmo-nos sobre o que é que não sabemos quanto a todas as privatizações que foram feitas nestes quatro anos. E sobre a transferência de dinheiro do estado para o estado-paralelo, expandido pelo PSD/CDS deste governo e composto pelas IPSS, saúde privada, perdões fiscais ao ex-BES, colégios privados e testinhos de inglês para… inglês ver. Ah e também ajuda a perceber porque é que este governo se prepara para fazer o favor ao lobby do sr. Letria e c.ia criando um esquema de alimentar alguns artistas à mama do comércio a retalho.

Desculpem lá, ó gente da oposição, se isto não é motivo para moção de censura, mesmo que a meses das eleições, vou ali e já venho.