O Banco Central Europeu

incentivou o governo cipriota a fornecer liquidez ao BES lá do sítio. O resultado foi o que se viu…

Bandalhos, são todos uns bandalhos

Fiquei boaquiaberto quando ouvi, mas se tivesse pensado bem não teria ficado assim tanto. José Lello do PS e Coito dos Santos do PSD vão propor na Assembleia da República a reposição da subvenção vitalícia dos deputados. E pelo que tem vindo a público, os respectivos grupos parlamentares já se preparam para fazer aprovar a medida.
A lei da vergonha de todos os que a assinaram em 1984 (Governo do… Bloco Central) vai ter mais um capítulo. De novo o Bloco Central dos interesses, agora os puramente pessoais, atropelando tudo o que diga respeito à ética republicana, seja lá o que isso for, à moral ou à simples dignidade humana.
Que essa gentalha tenha a coragem de propor essa medida já não me admira. Mas que um bando de centenas de energúmenos vá atrás, esquecendo tudo o que se foi aprovando nos últimos anos, é algo que me escapa. Não dos energúmenos e parasitas do PSD ou do CDS – desses espera-se tudo. Mas dos paladinos da verdade na política do PS, lembro-me assim de repente do cínico João Galamba ou da histriónica Isabel Moreira, desses – embora nada se espere  – assinala-se o facto de concordarem pela primeira vez com o PSD. Quanto a António Costa, já mostrou ao que vem, se é que ainda não se tinha percebido.
Até o PCP ficou calado. Enquanto se discutem os cortes nas pensões e nos salários, o PCP ficou calado. Calado! Será culpado por omissão, já que é fácil votar contra quando se sabe que a medida será aprovada na mesma.
Bandalhos, são todos uns bandalhos. Gente com quem tenho vergonha de partilhar a nacionalidade.

 

Uma questão de vergonha

bosingwaNão, não se trata do famigerado AO90. Trata-se, liminarmente, de incompetência.

Quando não se consegue escrever direito o nome de alguém, estamos feitos. Se se trata da Federação e do nome de um atleta na camisola da selecção, ainda pior.

Por que raio haveria de caber a fava ao Bosingwa?! Tão arredado andou destas lides e, logo no regresso, pregam-lhe uma partida destas? Vá lá que, em campo, conseguiu mostrar quem é quem na direita da defensiva portuguesa.

Parafraseando uma publicação que corre, com sucesso, no Facebook, Só mesmo Jorge Jesus poderá explicar isto e o humorbbizarru.pt cá está para nos dar a conhecer a autoria…

Bipolaridades ditatoriais

ditador

A condição de ditador/opressor é, regra geral, uma questão ambígua. Principalmente quando observada com os óculos moralistas do Ocidente. Os mesmos EUA que treinaram e armaram a Al-Qaeda também os perseguiram até ao dia em que apanharam, mataram e atiraram ao mar Osama Bin Laden – or so they say – não fosse a sua sepultura tornar-se local de culto. Como se isso mudasse alguma coisa. Ainda no campo do financiamento norte-americano a grupos fundamentalistas islâmicos, é importante sublinhar que muitos dos actuais soldados jihadistas do Estado Islâmico são precisamente aqueles que receberam armas e outros recursos de Washington para combater Al-Assad mas que, em determinado momento, decidiram mudar de guerra. Estavam fartos daquela, precisavam de novos desafios. Empreendedorismos.

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Ministros da Propaganda

Depois do sucesso do vídeo de propaganda do país imaginário do PSD, veio-me à cabeça este clássico. Será que o jovem que narra a fábula cor-de-laranja conseguirá um dia chegar a Ministro da Propaganda? É possível. O Durão era do MRPP, foi mordomo e chegou a presidente da Comissão Europeia. Com o “estado em movimento” tudo é possível, basta acreditar. Ou como diria Jorge Jesus, “acarditar“. São peanurs!

O avó cavernoso e as 7 enfermeiras

Porn Salazar

Hoje podia ser capa de um filme para adultos. Mas sabemos bem que o ditador era um homem de fé, temente a Deus e incapaz de se meter em depravações. Claro que nesta fase também já não havia muito a fazer, nem o comprimido azul era comercializado, nem lhe ia adiantar de muito se fosse.

A estátua merecida

As carquejeiras vão ter o monumento que o Porto lhes deve. A apresentação da maqueta irá realizar-se no próximo sábado, na JF do Bonfim.

Funcionários Públicos

Uns são honestos, outros nem tanto

Vem aí a recessão

crato

De Caras, RTP, 19/6/2013 (http://bit.ly/12J0oFc)

 

On a tout reçu. Tout s’est déroulé exactement comme prévu. On a même pu faire la rotation pour optimiser la réception de la lumière sur les panneaux solaires.
— Jean-Pierre Bibring

Recebemos tudo. Correu exatamente como planeámos. Tivemos até de fazer uma rotação para otimizar a recessão de luz sobre os painéis solares.
— Jean-Pierre Bibring (tradução: Agência Lusa)

***

Não se lembravam da *excessão completa? Não se preocupem. Estou cá para os lembretes. Foi no dia 19 de Junho de 2013. Há muito, muito tempo.

Anteontem, durante um intervalo para café, liguei o computador e recebi uma notificação de um grupo do Facebook que conheço relativamente bem. Percebi de imediato a grave consequência do meu espanto: a *recessão escapara-me. Obrigado, Fernando Venâncio.

Agora, concentremo-nos apenas na grafia da epígrafe — sim, só na grafia da epígrafe: deixei, há muitos anos, de criticar traduções na praça pública.

É verdade, não correu exactamente como planeado, mas correu como previsto. Aliás, só não poderia prever ocorrências de *recessão em vez de receção quem nunca se debruçou sobre a função da letra ‘p’, parte do grafema complexo (dígrafo) <ep>, em palavras como decepção, excepção, intercepção, percepção ou recepção (e fiquemo-nos por estas). Sim, há letras que fazem parte de grafemas complexos (dígrafos), como a letra ‘c’ faz parte do grafema complexo (dígrafo) <ac>, quando nos referimos, por exemplo, a palavras como acção, coacção, infracção, reacção ou subtracção.

A letra ‘p’ tem função diacrítica em recepção? Tem, certamente. Aliás, basta apreciar a *recessão da Lusa, propagada pela SIC, pelo Jornal de Notícias, pelo Correio da Manhã, pelo Destak e pelo Expresso (e por outros que, entretanto, felizmente, corrigiram), para perceber – ou conjecturar com algum grau de exactidão sobre – as razões que levam a uma ocorrência de *recessão, em vez de receção.

Efectivamente, nas palavras em -epção,  a letra ‘p’ tem um valor diacrítico. Mas não só. A letra ‘p’ é um sinal gráfico que permite distinguir, de forma clara, a palavra – isolada ou em enunciado, mesmo estando descontextualizada –, tendo esse carácter distintivo um impacto na memória ortográfica dos leitores/escreventes. Na ausência do sinal (‘p’ em recepção), uma ‘receção’ pode degenerar e transformar-se em *recessão. Não foi planeado, mas estava previsto. Exemplarmente, recordemos quer a nótula II do meu comentário à *excessão da entrevista a Nuno Crato, quer este parágrafo de artigo [Read more…]

Estou em choque

O Bloco de Esquerda elogiou uma ministra deste governo. É por causa do CV? Oh Relvas, anda cá mostrar o teu para a malta ver quem é que dá cartas no mundo académico!

Wunsiedel

Uma aldeia que goza à grande com nazis. Respect!

O lodaçal

Santana Castilho *

Em sentido figurado, um lodaçal é um ambiente de vida desregrada, um lugar aviltante. Literalmente, o vocábulo expressa um lugar onde há muito lodo, um atoleiro. O escândalo BES, com responsáveis evidentes e nenhum preso, o roubo legal de milhares de milhões de dólares operado pelo Luxemburgo às economias dos países europeus e a recente hecatombe que se abateu sobre o Governo e as cúpulas da administração pública portuguesa mostram que é lá, num lodaçal, que vivemos.

Estes três escândalos, de tantos que tornam desesperada a vida cívica, têm uma génese: a desagregação do Estado, com a consequente anulação do seu poder fiscalizador e regulador sobre o mundo financeiro. Contrariamente ao discurso das maiorias, nacional e europeia, o nosso problema não é o excesso de Estado mas o seu constante e progressivo aniquilamento. O nosso problema consiste em encontrar meios políticos para devolver ao Estado instrumentos de fiscalização e regulação que protejam o interesse geral. [Read more…]

Praia de Santos, S. Paulo, Brasil

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© Céu Guarda 2014

A confraria infanto-juvenil do vinho do Dão

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A notícia saiu no Diário de Viseu. Os infantes entre os 7 e os 12 anos vão ter a sua confraria do tintol. Suponho que aos petizes estão destinados, numa primeira fase, brindes com groselha ou sumo de morango, embora esta suposição comece a ser arriscada e o escalão seguinte, dos 12 em diante, certamente já pode gritar vai acima, vai abaixo, para gáudio da populaça.

Portugal é um dos países do mundo onde mais se morre com álcool, ou pelo álcool.

Mas o vinho faz parte da identidade nacional salazarista, já deu de comer a 1 milhão de portugueses; as sopas de cavalo cansado lá foram abandonando a dieta matinal da pequenada mas a nossa droga oficial soma e segue, não seja ela um dos símbolos fundadores do nosso cristianismo, haja negócio.

A iniciativa é da Câmara Municipal de Viseu, a qual em breve será gestora de todas as escolas do município.

E não digo mais nada, ou quase mais nada: um pipo cheio pelos cornos abaixo do filhodaputa que teve a ideia era pouco. Espero que tenha filhos, e um morra na estrada atropelado por um bêbado, a morte de um filho é a dor maior. Era só isto.

Novos tempos

Quando, há anos, se começou a agudizar esta crise e apareceram as comparações com a de 1929, logo nos garantiram que tal tragédia jamais se repetiria, pois os Estados tinham, entretanto, criado novos mecanismos prudenciais e novas soluções para os problemas. Entendo agora. Dantes (bons tempos…), os banqueiros e os especuladores falidos atiravam-se das janelas. Agora, atiram-nos a nós.

Momento de Propaganda

7 minutos de 12 segundos de meias verdades, mentiras, omissões calculadas e o paleio de saco do costume. Se isto agora é assim, imaginem quando chegar a PSD TV… Feliz 1984!

O meu pai, o imortal

Os médicos chamaram-nos para que estivéssemos por perto naquelas que seriam as últimas horas de vida do meu pai. O telefonema apanhou-me à porta do hospital, prestes a entrar, mas não me surpreendeu. A única novidade era precisar de forma tão brutal o tempo restante, mas esse tempo está contado há tanto tempo que parece sempre escasso, ainda que elástico, porque o meu pai tem sobrevivido sempre, contra todas as expectativas. Desta vez não havia expectativas, não mais do que horas. Encontrámo-lo sedado, o que acabou por ser um alívio. O que mais me atormentava era a possibilidade de ele ter consciência da iminência do fim. O monitor lançava dados alarmantes, por vezes apitava histericamente, os enfermeiros, compreensivos e contristados, correram as cortinas para que a despedida fosse íntima, e um médico, que já nos tinha explicado a gravidade da situação com palavras rigorosas e um tom suave, veio vê-lo e murmurou o veredicto: “nas próximas horas”.

O meu pai e o monitor, o monitor e o meu pai, assim andaram os meus olhos durante a manhã, a seguir uma linha que não sei interpretar, a atentar no peito cansado que ainda se elevava. Chamaram-me para avisar da presença de um visitante inesperado, eu tive de sair para explicar-lhe a situação, estive fora uns dez minutos, e quando voltei o meu pai estava desperto e totalmente a leste do que se passava. Estava um pouco aturdido, lembrava-se do desfibrilador mas mais pelo susto do que pela consciência da gravidade que ele pressupunha, e era preciso mantê-lo tranquilo e pouco perguntador. Estava vivo. [Read more…]

O AO90 e a Casa dos Segredos

E não é que a senhora até tem razão? Ou já viram algum nome próprio começar por letra pequena? Gozem com os reality shows gozem…

 

 

Saúde CUF patrocina Júlia Pinheiro e vice-versa

cuf-saude-hospital-julia-pinheiroTelevisão é tudo, é a vida e a morte em directo, é a publicidade encapotada e a propaganda também.
Júlia Pinheiro está doente e manda beijinhos, o hospital da CUF agradece a preferência. Muito obrigado.

«Cooperar» com a Alemanha

Até ao final de 2012, cerca de 6 000 médicos gregos cuja formação foi financiada pelo erário público grego emigraram para a Alemanha, no âmbito de um programa de «cooperação» entre os Estados grego e alemão. Fonte: Revolting Europe.

Vistos gold:

o preço de vender os direitos de cidadania. A negação da democracia em todo o seu abjecto esplendor.

«Badalhoco, corta o cabelo e a barba!» (o novo padre de Canelas e os piquetes de missa)

cristo

 

 

 

Coitado do novo padre de Canelas, freguesia do terceiro concelho mais populoso do país, Vila Nova de Gaia. Tem sido um verdadeiro Cristo!
Ao que parece, os paroquianos não estão contentes com o novo titular. Queriam o antigo, que não tinha barba nem cabelo comprido. Vai daí, tentam bater-lhe cada vez que sai da missa, chamam-lhe badalhoco e mandam-no cortar o cabelo e a barba. Só Cristo é que tinha direito a andar assim.
São católicos e católicas de barba rija, de pelo na venta, a quem só falta formar «piquetes de missa» para impedir que as ovelhas tresmalhadas do rebanho caucionem, com a sua presença, o novo padre. É gente que costuma ir lá para dentro bater no peito e dizer que e é muito crente.
Felizmente que sou ateu. Caso contrário, ainda pediria a Deus que nos livrasse destes sacripantas!

Uma réstia de dignidade

Hoje em dia, é tão, mas tão difícil um ministro demitir-se que a atitude de Miguel Macedo é digna dos maiores elogios. Pelos vistos, existe ainda, para os lados do Governo, uma réstia de dignidade. Ou melhor, existia…
Enquanto isso, Nuno Crato continua a vegetar para os lados da 5 de Outubro, fingindo que não é nada com ele e fingindo que ainda é o líder da política educativa em Portugal. Politicamente morto e enterrado, conseguiu cometer a proeza de ser ainda pior do que a sua antecessora, a lamentável prevaricadora. Algo que se julgava inacessível ao comum dos mortais.

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Humberto Marques

Em Óbidos, o Presidente da Câmara mostra-se “impaciente para pôr no terreno a sua “escola municipal”.” A municipalização da Educação é, portanto, desejada no Oeste.

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Humberto Marques, Presidente da Câmara de Óbidos (PSD)

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Celeste Afonso, Vereadora da Educação (Independente – PSD). Professora.

Para conhecer o currículo dos elementos do executivo municipal, é favor consultar uma página do Óbidos Diário.

Municipalização do ensino é…

“um retrocesso da vida democrática” (artigo de 2002, sobre a municipalização do ensino público brasileiro).

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Gil Nadais

A Câmara de Águeda já terá manifestado vontade política em avançar para o processo de municipalização da Educação.

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Gil Nadais, Presidente da Câmara de Águeda (PS)

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Elsa Corga, Vereadora da Educação (PS). Professora.

Macedo mostra o caminho…

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.. que Crato e Paula Teixeira da Cruz já deveriam ter tomado há muito.

Claro que há sempre a possibilidade do primeiro ter caído acidentalmente no olho do furacão, enquanto que os dois últimos poderão ter causado os seus como estratégia. Afinal de contas, o melhor caminho para entregar a privados partes do estado que não funcionem é, em primeiro lugar, fazê-las não funcionar.

“Philae conseguiu enviar dados do cometa antes de ficar sem *batéria”?

Sem *batéria? Não. Afinal, desta vez, é mesmo “sem bateria“. OK.

Apagar fogos com combustível…

Várias vezes aqui tenho criticado a intervenção do Estado na economia. Esta funciona quando o Estado se remete ao papel de legislador, permitindo que o mercado funcione, deixando aos Tribunais o papel de corrigir eventuais erros ou punir os prevaricadores. Desafiado há dias pelo João Mendes a emitir opinião sobre a Reserva Federal, sobre esta digo que é um banco central, braço governamental que tudo distorce, funcionando ao serviço de políticos e empresas privilegiadas, ou seja as que financiam campanhas ou mantêm alguma proximidade com os corredores do poder. Não existem almoços grátis e há sempre algum retorno do investimento. [Read more…]

Este país não é para gente séria

Sociedades secretas, corrupção nas cúpulas do poder, sucessiva impunidade, justiça que não funciona, Assembleia da República como centro de negócios, a banca salva com impostos. Generalidades, que só não são casos concretos porque não me apetece procurar os links.