Deriva autoritária

prossegue em todo o seu esplendor.

Quem defende as pessoas com Autismo?

autismo
Ontem li este depoimento de uma mãe de um filho de 18 anos com autismo na página do Facebook de alguém. Fiquei zangada e revoltada, sentimentos que me são já muito familiares desde que este desgoverno tomou conta do país. Sem mais palavras, limito-me a transcrever o que li. Faltam-me as forças até para insultar. Amanhã vou para a rua fazer a única coisa que sei fazer: trabalhar e lutar para que a nossa classe política seja desparasitada e desinfectada.

Aqui está o depoimento e pedido de ajuda tal e qual foi publicado: [Read more…]

Cagarrados

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Isso não se faz!

Era uma vez um cidadão que vivia um problema enervante. O seu vizinho do andar de cima, dado à boa vida, chegava todos os dias a casa a más horas e, antes de se deitar, atirava com as botas fazendo grande estrondo, acordando-o e deixando-lhe os nervos em franja.

Decidido, foi falar com o vizinho vadio, pedindo-lhe que, ao menos, não atirasse com as botas. Cordial, o vadio pediu desculpa e garantiu que tal não se repetiria. Na noite seguinte, com o grão na asa, ainda atirou com uma bota mas, lembrando-se do pedido do vizinho de baixo, pousou cuidadosa e silenciosamente a segundo bota. O vizinho, coitado, é que teve ainda pior sorte que de costume: ficou a noite toda acordado à espera que caísse a outra bota.

Moral da história: prezado concidadão, quando, do seu lugar nas galerias da AR, decidir ( como fez hoje) atirar calçado aos deputados, não atire um. Atire os dois. É que o povo ainda agora está à espera de saber o que aconteceu ao segundo sapato!.

Má sorte ter sido cagarra

Hoje os meus pensamentos estão com a cagarra da Selvagem Pequena. A criatura escolheu o sossego de uma ilha virgem para nidificar, ela que pertence a uma espécie que passa boa parte do tempo a voar sobre o mar.

A ilha, garante o director do Parque Natural da Madeira, estava “como veio ao mundo”, um pequeno éden sem sombra de intervenção humana.

Nenhum chefe de Estado alguma vez pisara o areal. Nem sequer o Alberto João.

Aí escolheu a cagarra nidificar e quando estava aconchegada no calor do ninho, chocando amorosamente o seu ovo, abriu os olhinhos piscos e – o horror, o horror – descobriu Aníbal Cavaco Silva a olhar para ela. Sem mais preâmbulos, e com a falta de jeito que podemos imaginar, o presidente pegou nela e colocou-lhe a anilha L88327, ficando assim “para sempre ligado à ave”, já que no cadastro do bicho ficará indelevelmente registado que foi o presidente da República a anilhá-la.   [Read more…]

Os tribunais como força de bloqueio

Tribunal trava fecho da Maternidade Alfredo da Costa.

Isto  só lá vai  com tribunais plenários.

O PSD a várias vozes:

“Atenção, não podem continuar a pedir eleições antecipadas depois da moção de censura ao Governo que hoje se debateu na AR. Ouviram senhores deputados da Oposição?” Uma questão de ética democrática ao que parece.

Tive um sonho como uma ilustração

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Vi um Cavaco a ficar em terra, e outro náufrago aquecendo-o nas noites frias das Selvagens.

Paraíso do Argumento ou Sibéria do Insulto?

1. Gostaria de enfatizar um ponto em matéria de colaboração e prazer de aventar, não como um presidente de clube que proclama confiança no treinador que irá despedir, mas como um coração amoroso, afectuoso, que ama e admira os companheiros aventadores, no seu brilho e na sua esplêndida liberdade, se revê inteiramente em Nelson Mandela, mas talvez escreva como Átila e olhe para a bloga como um espartano deseja com lágrimas a primeira linha do combate: por isso declaro que eu, Joaquim Carlos, estou perfeitamente à vontade quer com o volume quer com a substância dos insultos, ataques pessoais rasteiros e leituras debochantes que os meus posts por vezes merecem de anónimos viscerais, como eu, mas demasiado facciosos, irracionais e ideologizantes para misturar discordância com destruição e desmoralização. Vivo bem com isso. Bem sei que alguma ingenuidade e indiscrição minhas podem ser usadas contra mim. Aceito-o. Mesmo vindo de anónimos. Quem vai a combate, arrisca-se todo. Ou não vai.

Mas, numa sociedade menos imbecilizada e menos fanatizada, nunca deveria estar em causa quem escreve. Portugal não é o Egipto. Os números do País são frios. Os compromissos do Memorando foram assumidos e a sua revisão-suavização só poderá advir do cumprimento à partida. Pressupostos de boa vontade e boa fé negocial entre partes, quaisquer partes, fazem dos projectos de democracia, Democracias. Os riscos económicos de Portugal são comuns a demasiados países na Europa: esta é uma crise que é muito nossa, portuguesa, filha da corrupção e do eleitoralismo de décadas, e só agravada pelos problemas dos demais países, no pós-2008. Podemos debater e argumentar. Quem, ao invés, prefere insultar-me, rebaixar-me, é bem-vindo na mesma. Pode vir. Nem ameaças à minha integridade suscitarão, prometo, qualquer acto de censura ou a uma corrida aos armamentos da verve estéril. Não estou a pedir paz nem a acenar com a bandeira por tréguas. Estou a dizer que venham. Venham, se são homens. [Read more…]

Leya apela ao voto em branco

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A Leya criou uma sobrecapa para forrar a capa do livro de José Saramago Ensaio sobre a lucidez (Caminho, 2004).

Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de ruptura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar. Ensaio sobre a Lucidez (…) constitui uma representação realista e dramática da grande questão das democracias no mundo de hoje: serão elas verdadeiramente democráticas? Representarão nelas os cidadãos, os eleitores, um papel real, e não apenas meramente formal?

Blast from the past [expropriações Reforma Agrária]

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António Barreto, então Ministro da Agricultura e das Pescas [I Governo Constitucional, 1976-1978], autor da famosa Lei Barreto que pôs fim à ocupação das propriedades. Em fundo, o então Primeiro-ministro Mário Soares

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado português a pagar cerca de 1,5 milhões de euros de indemnização às famílias que viram as suas herdades expropriadas em 1975. A factura pública atingirá mais de 240 milhões de euros, segundo o Público. Pelo andar da carruagem europeia dos Direitos do Homem, lá para 2050 as vítimas das políticas do Governo Passos-Portas poderão esperar ser ressarcidas.

O cúmulo da demagogia

É ler Maria de Lurdes Rodrigues sobre os resultados dos exames.  É tanta a mentira como a ignorância.

É verão

Mário Crespo entrevista Jaime Nogueira Pinto sobre os problemas da democracia. Jaime Nogueira Pinto e democracia na mesma frase. Devo ter apanhado sol hoje.

Classe nédia: a dicção de Mira Amaral

São conhecidas as dificuldades de dicção de Mira Amaral. Só isso explica que o jornalista tenha percebido que o banqueiro se tenha considerado um membro da “classe média”.

Do mesmo modo que transforma os RR num G, Mira Amaral (Miga para os amigos) trocou um N por um M. Na verdade, Mira Amaral pertence à classe nédia, um conjunto de pessoas assim conhecida porque as respectivas contas bancárias estão anafadas, uma vez que, sem se mexer, vão engordando, graças ao dinheiro – agora, sim – da classe média.

O ex-ministro, num raro assomo de honestidade, acredita que é tempo de pagar os favores que tem recebido do país e é por isso que defende que lhe devem aumentar os impostos.

Espero que isto esclareça algumas pessoas mais impulsivas que declararam que o senhor, por estar a brincar com quem vive com dificuldades, devia ir – e passo a citar – “ para a puta que o pariu!”. Também não me parece correcto afirmar que o senhor, para além de precisar de terapia da fala, seja merecedor de terapia do falo. Contenção, senhores!

E um Bilhete Só de Ida?

Quanto custaria, senhor Presidente da República?

Golpe de Estado, diz Garcia Pereira

Arranjando lenha para se queimarem

A Assembleia da República foi mais ou menos suspensa: como os três partidos responsáveis pelo estado a que chegámos negoceiam a continuação da mesma política, algumas decisões são adiadas para depois. Estamos portanto sem governo, sem parlamento, e com o presidente da República nos confins do território. O sonho de qualquer anarca.

ist called anarchy arsehole
Fotografia

A esquerda no poder

Ouço dizer, muitas vezes, que se a esquerda tivesse chegado ao poder, o país teria entrado numa crise brutal, com o desemprego e a dívida pública sempre a aumentar, com a economia a estagnar e muitos outros episódios do apocalipse.

A não ser que esteja distraído, o país está numa crise brutal, o desemprego e a dívida continuam a aumentar e a economia está estagnada, com tendência para piorar. Por estes sinais, ficamos a saber que os governos responsáveis por este descalabro são de esquerda, como é óbvio.

Diante da necessidade de um governo de salvação nacional, penso que está na hora de o país virar à direita, permitindo que o PCP e o BE passem a governar o país. Só assim será possível emendar aquilo que os esquerdistas irresponsáveis do PSD, do PSD e do CDS andam a fazer há vários anos, num infindável processo revolucionário em curso, propiciador de instabilidade, com o Estado ao serviço de alguns privilegiados, à semelhança, aliás, do que aconteceu em muitos países do Pacto de Varsóvia.

O governo “maravilhoso”, cheio de embustes mil!

Andei vinte e oito anos (28!), até ao 25 de Abril de 74, a ler, criticar e lutar pela calada de dias e noites – efectivamente lutei em organização clandestina partidariamente independente. Vinte e oito anos, como diz a canção do meu contemporâneo, Paulo de Carvalho, é muito tempo!

Sem intuitos de ser herói, mas impulsionado pela amarga perda de amigos na guerra (Angola e Guiné-Bissau), pela miséria do povo de que o ‘Expresso’, sob o epíteto ‘O Último Verão’, relembrou nas páginas 20 e 21 da última edição, e por outras facetas deploráveis; recordo a feroz PIDE a perseguir, prender, torturar e, se necessário, matar quem ousasse combater o salazarismo – eu e milhares de cidadãos fomos qualificados de ‘comunistas’ com ódio e o ímpeto idêntico ao utilizado pelo trabalhador rural na aplicação do ferrete no gado; jamais me filiei em qualquer partido político.

Fui, sou e serei sempre um incondicional combatente contra a desigualdade social, bem como contra a corrupção dos governantes e periféricos que circulam à sua volta e também enchem os bolsos de dinheiros abundantes, fortunas avultadas em muitos casos, extorquidos internamente ao erário público ou em negócios realizados com o estrangeiro – a compra de submarinos, de carros de combate ‘Pandur’ e de outros equipamentos, materiais e serviços, de que as sociedades de advogados do regime formam um dos grupos mais beneficiados. [Read more…]

Olha a uniformização ortográfica fresquinha! (9)

Acrimônia (Bras.)/Acrimónia (Port.)

Então as necessidades para 2013 não estavam cobertas?

Portugal emite dívida de 1500 milhões de euros

Um Papa que não gosta de luxos

Visita do Papa custa 118 milhões ao povo brasileiro

Delírios semânticos

Agora os impostos sobre o trabalho chamam-se “propriedade privada e lucro“. Quando não conseguem mudar a realidade apostam na novinlíngua.

As escolhas de Cavaco Silva

Santana Castilho *

Há pessoas com propensão para escolhas infelizes. Cavaco Silva, quando líder do PSD, escolheu Dias Loureiro para Secretário-Geral do partido e apadrinhou Duarte Lima no percurso que o levou a líder do respectivo grupo parlamentar. Já presidente da República, Cavaco Silva convidou João Rendeiro para dirigir a EPIS – Empresários pela Inclusão Social. Dias Loureiro não é propriamente alheio às trapalhadas que originariam a gigantesca burla do BPN. Duarte Lima é presidiário de luxo e suspeito de crime de homicídio. A fraude BPP tem um responsável: João Rendeiro.

A 10 de Julho, 4 dias antes da comemoração da tomada da Bastilha (quem sou eu para lhe sugerir que revisite a França de 1789?), Cavaco disse branco e fez negro. Gritou por estabilidade e afundou todos em mais instabilidade: partidos, Governo em gestão e país em agonia. Não aceitando nenhuma das soluções que tinha, inventou a pior que alguém podia imaginar. O raciocínio que desenvolveu é mais uma das infelizes escolhas em que a sua vida política é pródiga. O compromisso que pediu significaria que votar no PS, no CDS ou no PSD seria votar num programa único de Governo. O compromisso que pediu significaria o varrimento liminar do quadro democrático dos restantes partidos políticos, que desprezou. A escolha que fez significa que se atribuiu o poder, que não tem, de convocar eleições antecipadas em 2014, sem ouvir os partidos políticos nem o Conselho de Estado. Para quem jurou servir a Constituição, é, generosamente, uma escolha infeliz. [Read more…]

E é grande?

Ministra foi mostrar o buraco

A Crica

A Crica

Ainda o governo com lepra

Afinal não foram os estragos feitos ao país com swaps que levaram à demissão. Foi mesmo ter ficado fora do pote.

Depois disto, quem fica no PS?

Não querem paralelo, querem convergente, a caminho do seu abismo.

Ou há eleições no país ou há eleições no PS

Não é meu costume concordar com o João Galamba, mas desta vez parece-me que tem toda a razão. Assinar um entendimento com PSD e CDS-PP, neste momento, seria o suicídio político de António José Seguro. Seja qual for o entendimento de que estamos a falar.
A verdade é que neste momento não há grandes sinais sobre a decisão a tomar por Seguro, que neste momento está a comportar-se como uma verdadeira puta política. Deita-se com o PSD e com o CDS-PP, deita-se com o Bloco de Esquerda e, na 5ª Feira, vai deitar-se com Heloísa Apolónia.
Uma coisa é certa: Seguro só não será o próximo primeiro-ministro se não quiser. E outra coisa: se não houver eleições no país por Seguro decidir assinar seja o que for, vai haver de certeza eleições no Partido.
Pelas afirmações de hoje do João Galamba, parece que já encontrámos o Marco António do PS…

A Quem Interessa o Caos e o Tumulto?

Faz caminho uma retórica negativista e negrejante em muita da bloga afecta ao socratismo conspirativo. Sem nunca situar e especificar os porquês e as causas próximas e remotas, diz-se da dívida soberana que continua a aumentar a um ritmo mais acelerado, diz-se das empresas que continuam a ir à falência; diz-se dos banqueiros a verdade e o que não precisamos que nos digam: parecem viver noutro país; diz-se do desemprego que aumenta, mesmo quando diminui; diz-se dos investidores estrangeiros que fogem, mesmo quando afluem como de há muito o não faziam.

A quem interessa pregar o discurso da morte e espetar a retórica mais desanimadora que se possa pregar?! A quem interessa fundamentalmente apoucar os resultados das políticas, mesmo quando são bons e necessitam da paciência e de extremo cuidado para que se não comprometam, os sinais, ténues que sejam, de que alguma coisa de bom está a emergir em Portugal?! Fundamentalmente aos socratistas. Move-os uma insaciável sede de vingança. Se os portugueses perderem a paciência e a capacidade de aguardarem pelo melhor, perante a disputa reles que a ala socratista promove contra a liderança segurista, presa por ter cão e por não ter, obviamente que isto não vai acabar bem. Isto não vai acabar bem para quem deseje que isto não acabe bem e possa tirar daí dividendos políticos óbvios. [Read more…]