Afinal…

O PS-Porto, pela voz do seu Secretário-geral, sobre as candidaturas de autarcas a outros concelhos:

AQUI

E se os filhos de Mota Soares lhe fossem retirados para adopção?

À partida, declaro que votei a favor da IVG. Tratou-se de decisão, aliás, em que tive em grande conta a opinião dominante e sustentada de mulheres da minha família, de outras de relações de amizade pessoal ou de carácter profissional. Na maioria, jovens.    

Recusei, pois, encarar o aborto como tema da velha clivagem ‘esquerda-direita’. Entendi-o como questão fundamentalmente feminina, subordinada à visão, condições e princípios com que cada mulher se orienta nas grandes opções da vida.

Conceder às mulheres o direito de opção do aborto é, entendo também, uma questão de cidadania. Impor-lhes, de forma institucional e autoritária, a obrigação de abortar ou parir é acto de violência contra a liberdade individual feminina.

Tenho a convicção de que este governo, estruturado e vocacionado para a tecnocracia dos números, seja destituído de qualquer sensibilidade humana. Consequentemente, minimizar o número de nados-vivos e incrementar a morte de idosos – os dados da PORDATA, a qualquer instante, comprovam estar Portugal nesse caminho – são factores de facilitação das metas do dos ideais financeiros do OGE: um Estado Social mínimo ou, se possível, dizimado.

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Uma questão de perspectiva

A minha tia – Portugal parece um país africano de democracia novinha, onde as instituições não funcionam, e os políticos cometem crimes mas não são presos. Até esse senhor chamado Franquelim faz lembrar África.
Uma amiga dela – Portugal *é* esse país africano!
A minha tia – Nem parece um país europeu, que tristeza…
A amiga – Não parece porque não é!
A minha tia – Podemos ser o último país da Europa, mas sempre somos europeus… apesar de tudo…
A amiga – Somos mas é o primeiro país de África. Nisso somos mesmo os primeiros…!
A minha tia – Ao menos nalguma coisa.

Ena, o camarada Franquelim Alves

Quando estudante, e então militante do MRPP, Franquelim passou umas horas escondido numa sala do ISEG (Quelhas).

Espanha não escapa ao resgate

Economistas espanhóis contam com ele, apesar das reticências políticas. (Fonte: Económico)

Alemanha separa bancos comerciais da banca de investimento

Por cá devemos estar à espera de autorização do Ricardo Salgado, ou do Fernando ‘Sensibilidade’ Ulrich. (Ver por que motivo isto é importante aqui.)

Bancos imparáveis

Chegaram os últimos resultados do Santander Totta: 250,2 milhões de euros de lucros em 2012. Quase quatro vezes mais do que os 63,9 milhões de euros de 2011. Fonte: Público.

Olha quem fala

Luís Montenegro, espécie de garante-moral do PSD (sempre indignado com o que de menos bom acontece ao partido onde também estão Passos e Relvas) ameaça não deixar cair a questão da reforma do Estado por não “aceitar que as regras da democracia sejam subvertidas”.

Grécia: 90% das famílias perderam 38% do rendimento

Metade dos gregos não tem dinheiro que chegue para pagar as contas. (Fonte: Reuters, via Público)

José Manuel Prostes da Fonseca- Homenagem

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Todos sabemos que faleceu subitamente a 3 de Fevereiro deste ano de 2013. Todos sabemos que nasceu no dia 20 de Março de 1933, todos sabemos que era o Engenheiro Prostes, como era denominado por todos nós no ISCTE, hoje ISCTE-IUL, por ser Licenciado em Engenharia Química. Sabemos também que foi Diretor Geral de Administração Escolar antes do 25 de Abril e Secretário de Estado de Administração Escolar do Ministério de Educação e Ciência dos três primeiros Governos Provisionais a seguir à data da nossa liberação da ditadura, opressão de que não fez parte. Bem como todos sabemos que foi Diretor do Conselho Diretivo do ISCTE entre 1984 e 1999, com o Catedrático em Comunicações José Manuel Paquete de Oliveira.

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Os 10 mandamentos

O escurinho do cinema

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Está bem que os tempos são outros e agora há a Internet, e o DVD, e Home Cinema, o THX, o DTS, o High-Tech e muito mais. Mas o que é certo é que o brilho do grande ecrã é outra coisa! E para namorar não há nada que iguale um convite para o cinema. Agora, com o encerramento das salas Castello Lopes há cidades importantes, até capitais de distrito, sem cinema comercial. Como vai ser? A civilização estará a andar para trás.

Foi muitas vezes no “escurinho do cinema” que a mão dele tocou na dela pela primeira vez. Eu já me casei por causa disso! Os meus filhos seriam outros se naquele dia eu não tenho ido à sala 2 dos cinemas avenida com a mãe deles. Aquela privacidade-pública-cúmplice não tem comparação com nenhum sistema de alta fidelidade. O cigarro ao intervalo. As pipocas na fila da frente. A tosse ao lado. O cinema é o teatro democrático do convívio humano. É a arena da bondade onde as pessoas de juntam para contemplar, para se divertirem e pensarem em conjunto. É a anti-arena. Uma marca da grandeza da civilização humana. Simples e bonita.

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A memória de Ricardo Salgado

Salgado garante que já pôs um post-it para não se esquecer de nenhum milhão na próxima declaração.

Franquelim Alves, de pequenino se mente e fica destino

Começar aos 16 anos numa empresa que não existe.

Ao cuidado de Paulo Padrão, director de comunicação do Banco Espírito Santo

Apanha-se mais depressa um banqueiro Espírito Santo que um apenas mentiroso. Ontem soltou-se o João de Deus que há em mim. Abra-se de par em par a porta sagrada. A fantochada acabou-se. Se deus nos der vida e saúde, vais ter trabalho, muito trabalho: [Read more…]

E o Constâncio, ninguém se lembra do Constâncio?

O Banco de Portugal tinha em 2003 provas concretas das fraudes e más práticas que tinham lugar no BPN, como na altura foi noticiado no Jornal de Negócios (PDF). No entanto o BdP decidiu ignorar esses avisos e continuou como se nada fosse.

O que fizémos aos responsáveis do BdP? – Nada, absolutamente nada, até houve umas prateleiras douradas para distribuir. Falhar assim é fácil.

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Consequências dos cortes na saúde

Aí está o exemplo britânico, com 1200 mortes que podiam ter sido evitadas (em inglês).

Porque não te calas?

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BPN, a fraude em reportagem, 2º episódio

Da  Grande Reportagem SIC , o segundo episódio. Buscas com pré-aviso, a Creditus, o futebol, o conterrâneo Gilberto Madail e Luís Caprichoso.

Os outros episódios.

Quanto tempo vai durar a conta de Fernando Ulrich no Facebook?

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Aceitam-se apostas!

Jorra

jorra

Começa bem, o palhaço

Scolari estreia-se com derrota

Um Carro à Patrom

like-a-fucking-bossLike-a-boss, grande, potente, pujante, tamanhescamente proporcional à capacidade do intelecto.
Razão tem o Ricardo.

PS vota de novo com o Governo

A regra de ouro dos donos de Portugal mantém-se inalterada.

Salgado é o Patrão

E o Padrão, quem é?

Auto-avaliação

O secretário de estado que se avaliou a si próprio. Esta gente não pára de nos surpreender com tanta honestidade.

A lavagem

ULRICH
A nossa extrema-direita andava muito encolhida nesta fase ulrichiana da vida portuguesa. Pudera, o homem passou todos os limites.

Mas como se contenta com pouco espevitou-se hoje com as tiradas do homem no parlamento.

O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago, insurge-se um, enquanto Helena Matos, mais sábia, copia um artigo do Económico e um cowboy dispara: Como destruir Ana Drago em 3 passos.

A base do raciocínio comum é fascinante: Ulrich é um “criador de postos de trabalho”, não recebe lições de moral de ninguém e Ana Drago não pode ter razão porque defende “os assassinatos de Lenine e seus comparsas” (o analfabetismo político é sempre fascinante).

Criador de postos de trabalho? nem vou fazer contas aos despedimentos no BPI. Fernando Ulrich é um filho d’algo, por acaso da junção de duas das famílias que têm Portugal como sua propriedade, à custa dos favores que obtiveram do estado ao longo de décadas. Não fosse fosse isso e estaria provavelmente a aguentar baldes de massa num andaime qualquer. [Read more…]

É oficial

Álvaro Santos Pereira é parvo e toma os outros por parvos.

Às turras com os eufemismos

O eufemismo (do grego: euphemismós, emprego de palavra favorável) não é um arquétipo português, embora, instalados nessa generalização de que somos “um país de brandos costumes”, essa figura de retórica se tenha tornado, mais do que familiar, um vício do nosso quotidiano de atitudes, declarações, gestos, proclamações…

Esta linguagem eufemística estende-se, praticamente, a toda a comunicação nas mais variadas áreas. Até nas dicotomias. Nos maniqueísmos. Tantas vezes para disfarçar disfemias, no seu significado inicial grego: palavras de mau agoiro.

eufemismo

Ao fim de mais de 20 anos, resgatei um livro que procurei anos a fio sem nunca ter imaginado onde se encontrava, um sótão, onde, em determinada idade, foram lançadas à pressa algumas coisas que pesavam em mais uma mudança radical na minha vida, mudança de relação, de cidade, do tamanho da casa, de hábitos, até de país por cerca de um ano. [Read more…]

Globalização da tortura

54 países colaboraram com a CIA num programa de repressão musculada accionado após o 11 de Setembro. Alemanha, Bélgica, Irlanda, Espanha, Itália, Dinamarca, Áustria e Finlândia contam-se entre os países que secretamente participaram numa acção que a Open Society Justice vem agora denunciar num relatório. Abertura do espaço aéreo a voos secretos, detenções e tortura questionam a legalidade dos métodos e a moralidade dos Estados. Apenas o Canadá apresentou desculpas a uma vítima apanhada na loucura persecutória, indemnizando-a, à semelhança do que aconteceu também na Austrália e no Reino Unido, onde tribunais condenaram os excessos contra cidadãos inocentes. Quanto aos EUA, a administração de Obama parece empenhada em prosseguir os seus programas de detenções secretas, usando métodos inaceitáveis à luz dos direitos humanos, e recusando-se a publicar o documentos relativos a esse programa da CIA. Mais informação aqui. Fonte: AFP, via Libération