Eles que habitam nas paredes (5)
A dançar que nem um cavalo
Paro = desemprego
Curro = emprego
O resto também é igual.
Rudy Y Ruiman – En el Paro Estoy (Rajoy dame un Curro)
Acordo ortográfico: a propósito de uma carta aberta
Duzentos cidadãos subscreveram uma Carta Aberta ao Ministro da Educação a propósito das incongruências detectadas em vários instrumentos (alguns oficiais) que, baseados no chamado acordo ortográfico (AO90), deveriam servir para auxiliar qualquer utente da língua a escrever sem erros. No entanto, a leviandade e a incompetência que têm presidido à aplicação do AO90 levaram a que diferentes dicionários baseados na mesma reforma ortográfica entrem em conflito, o que, do ponto de vista educativo, é gravíssimo. Num país em que a iliteracia já (des)governava, juntar ao caldo esta confusão corresponde a algo inclassificável, a não ser que se considere um luxo dispensável a existência de um sistema ortográfico o mais consistente possível.
A carta foi enviada, incluindo um quadro anexo. O autor deste esforço ingente, que seria desnecessário num país civilizado, foi o Rui Miguel Duarte, um dos mais prolíficos e rigorosos críticos do AO90. A republicação da carta no Aventar foi mal sucedida, porque houve alguns problemas com as notas de rodapé e com o quadro anexo. A fim de permitir uma consulta mais cómoda, aqui fica uma ligação para o texto da carta e outra para o quadro de lemas (a propósito, os menos familiarizados com o termo “lema” no âmbito da Linguística poderão consultar a definição constante do Priberam). [Read more…]
– 20% nas pensões de reforma
«(…) Quererão os actuais reformados pôr em cima dos seus filhos e netos a responsabilidade de pagarem [tantos e tão elevados] impostos, para virem mais à frente a receber pensões mais reduzidas, quando eles próprios se reformarem?» – Relatório do FMI, Questões-chave
Era uma vez um país de reformas estruturais… e de outras
Portugal é um país de reformas. É a minha constatação por estes dias. Dentro de uma semana ou duas, poderei constatar outra daquelas verdades que o senso comum recomenda. Por exemplo, que apesar de tudo, temos um óptimo clima em comparação com outros países. Como eu adoro o senso comum.
Voltando às reformas. Não há nenhum governo que não assuma uma preocupação especial com a necessidade de “reformas estruturais”. São sempre imprescindíveis. As nossas estruturas precisam de tantas reformas que começo a perguntar-me se não será mais uma questão de falta de fundações.
Força, rapazes!
A Federação Portuguesa de Hóquei publicou na sua página do Facebook várias fotografias do local de estágio da selecção nacional de s/21 indoor que, em Bratislava, defenderá as cores de Portugal no Europeu da categoria.
A par do belíssimo e alegre ambiente que reina no grupo de trabalho, podemos ver que, por aqui, não se tratam mal os dinheiros públicos.
Uma sala na sede federativa serve de camarata aos melhores, àqueles que se habituaram a viver com pouco e, mesmo assim, não fazem cara feia. Não frequentam as parangonas dos jornais e outros media, não estagiam em hotéis de múltiplas estrelas, não têm quem, nas colunas sociais, lhes afague o ego.
Abraçaram uma modalidade pobre, amadora, sabem, por isso, que as mordomias continuarão a ser para os outros, os dos desportos ricos. Não obstante, pedem meças pelo orgulho que colocam quando representam as cores nacionais. E não se escondem! Mostram a todos que a humildade também pode ser o caminho para o sucesso. [Read more…]
Opinião:
“Estou farto deste jornalismo de merda”, por José Mendonça da Cruz
Estou farto deste jornalismo de merda”, por José Mendonça da Cruz
Estou farto da informação reaccionária e terrorista, que, em vez de estudar e explicar os assuntos, os submerge no que proclama serem as fatais e inevitáveis consequências. Farto de ver medidas graves e sérias como as que o FMI propõe para a redução da despesa serem descartadas, sofrerem como tratamento serem despejadas sobre elas as sentenças grosseiras e retrógradas do comunista de serviço. Estou farto da parcialidade e da preguiça.
Estou farto de directores e editores cheios de narrativas pré-fabricadas na cabeça, destituídos de capacidade ouvinte, despidos de curiosidade além do próprio e indigente pré-juízo, apostados em afogar os factos nas suas pobres certezas.
Estou farto da esperteza saloia dos rebanhos redactoriais, da sua presunção ilegítima de que o seu poder vale mais que o voto. Farto do engraçadismo que extravasou das croniquetas para malformar as notícias, farto das reprimendas em off por aquilo que os políticos «só não disseram», farto de remoques pessoais e ressentimentos pedantes.
Estou farto desta manipulação descarada, boçal e presumida que treslê relatórios, que omite os factos que contrariem o preconceito, que falsifica discursos feitos em português de lei sob o pretexto de que eram «herméticos». Estou farto desses medrosos, desses cadáveres, que pintam tudo de negro e suspiram pelo imobilismo.
O princípio da incerteza
Ou o fim? No porão os ratos (muitos, muitos!) remexem-se aflitos, o velho navio afunda-se, o País vai mesmo mudar, e para muitos acabou. Resta saber quanto mudará, e sobretudo como, com que custos para o povo, com que Governo (Rui Vilar?), com que orçamento para 2013, com que resultados depois das eleições de 2014 (quem? que esquerda? que líder?) No Aventar, traduzimos o relatório do FMI: queremos compreender, com as palavras da nossa Língua. Está quase. Não será a bíblia do Governo, como disse já Passos Coelho (a do povo português não é certamente), mas muito do que vai ser levado a cabo no País (falando da sua condição de Estado-membro da UE, sob assistência financeira e soberania condicionada) desenha-se por lá. A parte relativa à equidade intergeracional levanta muitas questões – para além da linguagem paternalista e culpabilizadora dirigida às actuais gerações de pensionistas. Mas também a despesa com a Saúde e com a Educação dos portugueses é matéria de análise – sempre com o objectivo de reduzi-la, claro. A publicação deste relatório (feito por um credor do Estado, não deixa de ser irónico) marca claramente o fim de um ciclo longo. Resta saber que país vamos ter, quando à austeridade brutal (para pagar, designadamente, as heranças criminosas da corrupção financeira endémica) se acrescentarem as reformas.
Exercício de cidadania
Desconfio que nem 24h vão ser precisas para termos o relatório do FMI traduzido. Obrigado.
Cavaco e o Tribunal Constitucional
Leituras de fim-de-semana
As minhas leituras de fim-de-semana começam à sexta. Reservo esses dias como tempo livre, logo para leituras não tão sérias, deixo-me levar ao ritmo dos faits-divers. O que não quer dizer que sejam menos importantes do que os alegadamente assuntos mais sérios… Ou que mereçam menos reflexão!
Do que já li hoje, por entre citações, notícias e outros lugares-comuns, respigo estas: [Read more…]
Da série ai aguenta, aguenta (19)
Blogs do ano 2012 – votação suspensa
Anunciamos a suspensão deste concurso, que reabrirá 2º feira, adiantando-se todas as datas uma semana.
Porquê? por um erro crasso da nossa parte. Ao permitirmos inscrições após o início da votação não contávamos com um número tão elevado. Por isso tentámos um procedimento automático de cópia das nossas inscrições.
Como a pressão para rapidamente colocar os inscritos nas votações não deixou tempo para testes extensivos, surgiram alguns problemas: desapareceram os links dos blogs que já estavam a votos. Ora o principal objectivo deste concurso é precisamente divulgar os blogs que se vão fazendo em Portugal. Não encontrando solução automática para isto, só nos resta refazer tudo no próximo domingo, além de obviamente pedir desculpa pelo sucedido. Até lá nada impede que se façam novas inscrições, que estão reabertas na página respectiva.
Por outro lado deveríamos ter comunicado por mail o método de votação a todos os concorrentes, de forma a que fiquem em igualdade de circunstâncias.
Optámos, após a experiência do ano passado, por permitir que cada endereço IP (não confundir com cada computador, digamos que se trata antes de cada ligação à net) possa votar de 24 em 24h. Porquê? porque é relativamente fácil mudar de endereço de IP. Isso permitia a alguns “expertos” votarem muito mais vezes, prejudicando quem honestamente não o fazia. Não sendo um sistema perfeito, foi a solução menos má que encontrámos. Assim, quem divulga a votação no seu blog pode e deve informar os seus leitores desta possibilidade.
Entretanto comprometemo-nos a contabilizar os votos que já tinham sido expressos, mesmo que tenha de ser feito de forma manual.
Relatório do FMI: tradução colaborativa
Trabalho concluído
Nos últimos dias, a opinião pública foi confrontada com a existência de um relatório elaborado por técnicos da FMI. Esse mesmo relatório poderá vir a servir de base a muitas decisões governamentais que terão implicações na vida dos portugueses. Indepententemente de se concordar com o seu conteúdo, é inaceitável que a única versão disponível esteja em inglês.
Para que todos os cidadãos possam aceder directamente ao conteúdo do relatório, o Aventar, tal como já havia feito com o Memorando da Troika, disponibiliza este espaço cívico e blogosférico, a fim de que os interessados possam contribuir para uma tradução abolutamente necessária. Se muitos traduzirem um pouco, será fácil.
Pode consultar aqui a versão final da tradução do Relatório do FMI.
A seguir mantemos o trabalho original de tradução, não revisto. Por favor consulte a versão final na ligação acima.
Dinheiro do BANIF (II)
O Governo vai meter 1100 milhões de euros no BANIF. O salário mínimo nacional é de 482 euros. O que vão dar aos ladrões daria para pagar 2268041 de meses do salário mínimo ou seja, pagaria a 189003 pessoas o salário mínimo durante um ano…
Governo/FMI ao Parlamento
Relatório FMI já estava nas mãos do Governo em Dezembro. Bloco de Esquerda exige presença dos seus redactores na AR.
Dinheiro do Banif (I)
O Governo vai meter 1100 milhões de euros no BANIF. Um professor contratado ganha, brutos, 1373 euros. O que vão dar aos ladrões pagariam os salários de 66763 professores durante um ano.
Acordo ortográfico: Carlos Reis e os decibéis
A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu continuar a utilizar aquilo a que chama “norma ortográfica antiga” em toda a sua documentação escrita, “uma vez que o Conselho de Administração considera que este assunto não foi convenientemente resolvido e se encontra longe de estar esclarecido, sobretudo depois de o Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor do Acordo.”
Chamado a comentar esta decisão, Carlos Reis, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e defensor feroz do chamado acordo ortográfico (AO90), começa por declarar que, ao contrário do que afirma o site da SPA, “o Brasil não adiou uma decisão final sobre o AO, o que fez foi prolongar por mais algum tempo o período de transição até à sua aplicação obrigatória”, o que é, pelo menos, uma verdade incompleta, porque há vida para além dos decretos e basta reler as declarações do senador Cyro Miranda e do Movimento Acordar Melhor para perceber que este adiamento poderá servir para introduzir alterações no AO90 conducentes a um aprofundamento da simplificação ortográfica. [Read more…]
Já cá faltava
“E não haverá aí uma culpa colectiva?” perguntou Mário Crespo a José Gil. Crespo bem tentou levar a água ao seu moinho caduco mas Gil não vergou. Para ver mais logo na SIC-N online.
Austeridade + reformas
= morte do povo português. “Uma aberração”, segundo José Gil. “Restitua-se a energia ao povo”, pediu o filósofo esta noite na SIC-N.
















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