Depois do meu poste anterior achei que seria uma injustiça para os leitores do Aventar não deixar aqui os golos de Ronaldo e do Real de Madrid. Encontrei o vídeo dos golos entre as dezenas e dezenas de filmes que, só hoje, foram adicionados ao YouTube sobre Cristiano Ronaldo.
Nem com Imodium!

O distraído prof. Cavaco Silva, diz que uma “crise política neste momento… seria extremamente grave”.
Seria?
Disse seria? Então, não devemos viver no mesmo espaço territorial, pois a república portuguesa – o tal “espaço vital” em que para um punhado de gente, se tornou o antigo Portugal – tem estado em “séria crise” há longos anos. Crise política, crise económica, crise financeira, crise cultural, crise educacional, crise de consciência e por aí fora.
Se o prof. Cavaco Silva só agora entendeu que tal desastre é apenas “grave”, chegou a vez da população tentar entender o tipo de pessoas que tem estado à frente deste país. Ou o professor distraíu-se no tempo do verbo, ou então, estamos perante o reconhecimento da inépcia generalizada que grassa nos diversos palácios do poder. Vendo bem as coisas, a culpa não lhe pertence no maior grau, pois limitou-se a ser o timoneiro de uma vastíssima tripulação deste pesqueiro que há muito navega em águas paradas. De resto, a dita maruja sofre colectivamente daquele problema intestinal que ataca nas horas em que não parece haver porto à vista. Desta, nem o Imodium os livra.
O Chefe do Estado manifesta a sua tristeza pela nossa situação e desde já lhe podemos garantir pagarmos com a mesma moeda, declarando a nossa contrariada comiseração por estes “tristes” sem rumo.
Cristiano Ronaldo marca 4 golos…
…ao Racing de Santander, naquele que é o primeiro póquer da sua carreira. É um feito notável e, só por si, merecia um poste com as fotos e os vídeos dos golos, um a um.
Acontece que encontrei este vídeo do freestyller e artista de rua Iya Traore, que não é mundialmente famoso, não namora modelos e socialites, ganha o que lhe dão no dia-a-dia e não consta que tenha uma coleção de carros de luxo. Mas é um luxo a tratar uma bola de futebol. Os golos de Ronaldo? Veja o vídeo do Traore primeiro e depois os golos do Ronaldo, aqui.
Artigo anterior
O Blogue Oitavo Dia fez as perguntas e alguns bloggers responderam. AQUI ficam as minhas.
A retrete de Catroga (I)
O albergue Banco de Portugal protegido pelo BCE
Observo a primeira página do ‘Expresso’. Sinceramente não é a declaração de Cavaco Silva:
Sinto tristeza com a situação que vivemos
que me sensibiliza. Talvez tenha sentido vontade de substituir “tristeza” por “vergonha”, em função das políticas do consulado cavaquista causadoras da desindustrialização do país, do abate de unidades da frota pesqueira, do dizimar da agricultura e da frota da marinha mercante.
Da referida página, o que mais me perturba é o título da notícia tratada como secundária:
BCE não deixa cortar salários no Banco de Portugal
Do texto, infere-se que o Governo português ainda não consultou o BCE sobre o corte de salários do Estado e que, por norma, o dito BCE impede esse corte em situações semelhantes.
Por imposição da imaculada Merkel, sabe-se que o BCE, ao contrário do FED, está impedido de emitir obrigações de dívida pública para valer a países da ‘zona euro’ com dificuldades. Agora, dá-se conta de mais esta ingerência conducente a dispêndio de dinheiros públicos de um estado-membro do ‘Euro’. Ingerência, no mínimo, ignominiosa para os cidadãos portugueses, em particular para as centenas de milhares de funcionários públicos, beneficiários de prestações sociais e trabalhadores dependentes e independentes coagidos à redução dos respectivos rendimentos; seja por redução de salários e prestações sociais, seja pelo aumento da carga fiscal sobre o que lhes restará.
O Banco de Portugal, é necessário dizê-lo bem alto, tem-se constituído no albergue que já denunciámos aqui; mas atenção, não se confina a ilustres nomes conhecidos na praça pública. Os benefícios de tal albergue são usufruto da maioria de mais de 2.000 funcionários e, pelos vistos, permanecerão intocáveis e pagos com os parcos recursos da maioria dos portugueses.
Trichet, Constâncio & Cia. voltam a revelar a falta de sentido de justiça e de equidade. O actual governador, Carlos Costa, com os apelos à contenção salarial, afina pelo mesmo diapasão. Oxalá, um dia, toda esta gente se…trinche.
Recomendações
Agostinho Branquinho não sabia o que era a Ongoing, agora já sabe
Fevereiro de 2010: Numa comissão parlamentar, o deputado do PSD Agostinho Branquinho tinha dúvidas sobre a atividade de um grupo económico. Não sabia o que era a Ongoing.
Outubro de 2010: Já sem sem dúvidas do que é a Ongoing, o agora ex-deputado Agostinho Branquinho vai trabalhar para a Ongoing.
Faz bem. Vai ganhar mais dinheiro e foge às dificuldades daqueles que, na Assembleia da República, necessitam de apoio solidário. É mais um emigrante luso nas terras de Vera Cruz. Como costumam dizer alguns jogadores de futebol que deixam de ganhar bem para passar a ganhar muito bem, ‘há que olhar pela família’.
Declaração de Paulo Varela Gomes
As medidas que o Estado português se prepara para tomar não servem para nada. Passaremos anos a trabalhar para pagar a dívida, é só. Acresce que a dívida é o menor dos nossos problemas. Portugal, a Grécia, a Irlanda são apenas o elo mais fraco da cadeia, aquele que parte mais depressa. É a Europa inteira que vai entrar em crise.
O capitalismo global localiza parte da sua produção no antigo Terceiro Mundo e este exporta para Europa mercadorias e serviços, criados lá pelos capitalistas de lá ou pelos capitalistas de cá, que são muito mais baratos do que os europeus, porque a mão-de-obra longínqua não custa nada. À medida que países como a China refinarem os seus recursos produtivos, menos viável será este modelo e ainda menos competitiva a Europa. Os capitalistas e os seus lacaios de luxo (os governos) sabem isso muito bem. O seu objectivo principal não é salvar a Europa, mas os seus investimentos e o seu alvo principal são os trabalhadores europeus com os quais querem despender o mínimo possível para poderem ganhar mais na batalha global. É por isso que o “modelo social europeu” está ameaçado, não essencialmente por causa das pirâmides etárias e outras desculpas de mau pagador. Posto isto, tenho a seguinte declaração a fazer:
Sou professor há mais de 30 anos, 15 dos quais na universidade.
Sou dos melhores da minha profissão e um investigador de topo na minha área. Emigraria amanhã, se não fosse velho de mais, ou reformar-me-ia imediatamente, se o Estado não me tivesse já defraudado desse direito duas vezes, rompendo contratos que tinha comigo, bem como com todos os funcionários públicos.
Não tenho muito mais rendimentos para além do meu salário. Depois de contas rigorosamente feitas, percebi que vou ficar desprovido de 25% do meu rendimento mensal e vou provavelmente perder o único luxo que tenho, a casa que construí e onde pensei viver o resto da minha vida. Nunca fiz férias se não na Europa próxima ou na Índia (quando trabalhava lá), e sempre por pouco tempo. Há muito que não tenho outros luxos. Por exemplo: há muito que deixei de comprar livros.
Deste modo, declaro:
1) o Estado deixou de poder contar comigo para trabalhar para além dos mínimos indispensáveis. Estou doravante em greve de zelo e em greve a todos os trabalhos extraordinários;
2) estou disponível para ajudar a construir e para integrar as redes e programas de auxílio mútuo que possam surgir no meu concelho;
3) enquanto parte de movimentos organizados colectivamente, estou pronto para deixar de pagar as dívidas à banca, fazer não um, mas vários dias de greve (desde que acompanhados pela ocupação das instalações de trabalho), ajudar a bloquear estradas, pontes, linhas de caminho-de-ferro, refinarias, cercar os edifícios representativos do Estado e as residências pessoais dos governantes, e resistir pacificamente (mas resistir) à violência do Estado.
Gostaria de ver dezenas de milhares de compatriotas meus a fazer declarações semelhantes
publicado no Público de hoje.
As mentiras de Luis Capucha

Luis Capucha é o actual responsável pela Agência Nacional para a Qualificação, e deu uma entrevista ao Público de hoje. Começa por afirmar:
Surgem críticas, mentiras e afirmações de quem não quer mentir mas fala do que não sabe. Surgem críticas, mentiras e afirmações de quem não quer mentir mas fala do que não sabe.
Uma das críticas é que os adultos não aprendem disciplinas formais.Desminto. Há regras a cumprir que têm a ver com o cumprimento dos procedimentos necessários.
Há quem receba subsídios para estar na INO?
Só os adultos que frequentam cursos de educação formação profissionais.
Mentira. Tantos os EFAS como os processos de RVCC incluem subsídio de transporte e alimentação.
Não são os desempregados?
O problema é que para frequentar esses cursos, implica estar desempregado.
Mentira. Para frequentar um EFA e ser subsidiado basta ter mais de 18 anos. Há EFAS intensivos em horário laboral e para desempregados, com outros subsídios. Mas o transporte e alimentação são comuns a todos. [Read more…]
May Malen´s Diary. Chapter 5
Iam in our garden with Mum, seven monts after my birth. I remember how sweet and lovelly she was, how quiet and serene and how firm, well organized and always pushing ahead the possible and the iposible. [Read more…]
Alerta! Terroristas em Portugal
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Afinal, os tais cinco milhões de Euros a aplicar em viaturas anti-terrorismo, são mesmo, mesmo, mesmo necessários. O senhor ministro Rui Pereira deixa a pairar, a desconfiança de um provável ataque subversivo no nosso país. Tem toda a razão e o Aventar até sabe quantos são os potenciais turras que “ameaçam Portugal”: 10.000.000 de energúmenos. Nada mais, nada menos e coisa jamais vista!
Os orçamentos da regressão económica e social
Desde ontem a imprensa vem repetindo a notícia do encontro do Governo e do PSD, amanhã à tarde, com vista à negociação do acordo para viabilizar, no parlamento, o OGE para 2011. A delegação governamental é chefiada pelo Ministro do Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos; a comitiva do PSD é dirigida por Eduardo Catroga, um auto-classificado de independente, que exerceu cargo idêntico ao do seu interlocutor principal nos tempos de Cavaco Silva, de quem é considerado politicamente muito próximo.
Qual será, afinal, o desfecho mais ou menos imediato do referido encontro? Em nosso entender, a aprovação, pura e simples, do OGE. E o acordo terá probabilidade de ser atingido já amanhã. Poderá acontecer que as procurações que habilitam os dois principais negociadores exijam, no derradeiro momento, o veredicto supremo dos líderes; mas, a ser assim, não é obstáculo de maior e facilmente será ultrapassado, em breves conversas por telemóvel.
Com cedências mútuas em matéria de receitas e despesas, creio que PS e PSD superarão tentações de tácticas dos interesses político-partidárias. Estão compelidos a obedecer às pressões internacionais, sobretudo da UE e do BCE, que podemos resumir em notícias do Financial Times reproduzidas pelo “i”, as quais focam ainda a probabilidade de Portugal, este ano, atingir um défice superior aos 7,3% do PIB previstos pelo governo.
Tudo isto traduz que Portugal, como outros países, há muito perderam o poder de decisão soberana em matéria de ‘contas públicas’ e de outras áreas. Nas políticas macroeconómicas em voga, é ponto assente que na Europa de hoje, e em particular nas economias mais frágeis da ‘zona euro’, há inteira submissão aos propósitos de Berlim e Paris, aos quais o próprio Trichet levanta reservas e que são denunciados, de forma objectiva e eloquente, por Ana Paula Fitas. [Read more…]
V-I-G-A-R-I-S-T-A-S !

Chega hoje a notícia da alegada acusação de “vigaristas”, dirigida aos promotores do OGE. Diz-se que tal mimo provém da risonha boca da Dra. Manuela Ferreira Leite. Assim num clarão de alguns segundos, recordo alguns “nomes de vigaristas”:
A própria Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva, Mário Soares, Jorge Sampaio, Ângelo Correia, toda a banca (ora, ora… do que estavam à espera?), António Costa, Mota-Engil, Pacheco Pereira, o megafone TVI Emídio Rangel, Silva Lopes, Vítor Constâncio, toda a CIP, etc, etc e etc. Nem sequer contando com o Partido do governo e com uma boa parte do PPD, já conseguíamos formar vários regimentos de gente fardada à Capitão Kid!
EUA, uma máquina de morte mais produtiva do que o Irão

Larry Wooten, negro, sem família, foi assassinado ontem pelo Estado do Texas pelo homicídio de dois octogenários, que matou para roubar 600 dólares. Sem advogado e sem que houvesse nada que o ligasse ao crime até ao momento, recusou o acordo de prisão perpétua porque lhe esconderam provas de ADN que só apareceram nas vésperas do julgamento. A morte durou 9 minutos.
É o 17.º assassinado em 2010.
E sejamos claros: morreu por ser pobre e morreu por ser preto.
E a Cância, desta vez não se importa? Não, claro que não. Porque é preto, não é mulher e não é iraniano.
Mulher a crescer, machismo a tremer. A filiação da criança

nova forma de machismo organizado ao extremo...
(reedição)
…para a mulher que amo e me ama… ainda que não estejamos sempre quites…
1. Introdução em forma de fandango.
A temática é imensa. O debate com a minha equipa nunca mais acaba. Porém, encurralo as ideias para começar apenas com a do título. O meu título é uma hipótese. Uma hipótese depreendida da experiência da minha pesquisa, como é habitual. Pesquisa que analisa crianças, necessária para os adultos entenderem o seu contexto. Adultos a mudarem vertiginosamente nos últimos tempos. Na década de Setenta do Século XX, o objecto da nossa investigação (minha e equipa) foi um grupo de mil mulheres casadas, residindo nas suas casas. As casas serviam para cuidar dos pequenos e alimentá-los. Lares dominados pelos homens, maridos ou não, pais das crianças ou não, mas lares dominados contra o prazer das mulheres. Ainda me lembro da mulher que falava do orgulho que sentia pelo seu lar e pelo seu homem ser capaz de lhe dizer o que fazer. E a raiva que sentia, ao mesmo tempo, porque tudo o que ela fazia, não era da sua
Simplesmente fantástico
http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf
Benjamin Zander sobre música e paixão. 20 minutos de puro prazer (tem legendas em português).
"Mistérios de Lisboa"

Há trinta e seis anos em Portugal e pela primeira vez fomos convidados para uma estreia na Cinemateca, tal se devendo à extrema amabilidade de Maria João Seixas e em atenção à minha mãe, trineta do escritor.
A actual cinematografia portuguesa, tem sido desconsiderada por um público sempre ávido dos conhecidos bang-bang visionados enquanto se mastigam umas pipocas, numa capciosa hegemonia do descartável destinado ao rápido esquecimento. Considerados como filmes chatos, longos e parados, são contudo apreciados por quem gosta de cinema, este mesmo que é em tudo distinto de uma simples banda desenhada ao estilo Manga, habilidosamente recheada de efeitos especiais passados ao video (?).
Não esperem assistir a planos que duram dez ou quinze minutos, nem a lacrimejares acompanhados por gritaria a lembrar um fado desesperado. Não. O chileno Raúl Ruiz rodou uma verdadeira obra prima, onde o interesse do espectador se mantém ao longo das quatro horas de intrincado enredo, numa riqueza de personagens onde os estudos de carácter e as diferenças ditadas por uma coisa nada fortuita que se chama nascimento, preenchem uma história que deverá ser vista num só fôlego. Estando prevista a transmissão sob o formato de novela RTP, cremos perder-se a clara intenção do realizador que sem confundir a audiência, consegue mostrar esta obra de Camilo como um todo bem coeso, de fácil acompanhamento e que sem surpresa, nos esmaga com a grandeza dos cenários criteriosamente escolhidos, música, guarda-roupa e o excelente desempenho dos actores. A nota dominante, é o irrepreensível profissionalismo. De facto, o trabalho de tantos e tão bons artistas que encarnaram as personagens, distingue-se pela coerência, nem sequer valendo a pena ressalvar este ou aquele nome, pois pelo que nos é prodigamente dado a ver, consolida-se uma certa forma de arte bem original e portuguesa, imediatamente identificável pelos cinéfilos mais inveterados.
Longe parecia a época dourada dos filmes que à meia-noite víamos no Caleidoscópio, onde os ciclos dedicados a Visconti, Antonioni ou Pasolini, emprestavam durante algumas horas, um transporte que conduzia a alfurjas abjectas, afinal não totalmente afastadas dos salões requintados onde brilhavam dourados e se faziam escutar os frú-frús dos cetins ou das sedas ostentadas por voluptosamente castas senhoras, de uma “alta” há muito desaparecida. Este Mistérios de Lisboa, nada tem a invejar a toda aquela pretérita grandeza italiana e bem pode ser o nosso O Leopardo.
Os tons pastel, a luz filtrada com mestria e os ciaro-oscuro que adensam o drama, tornam perfeito um ambiente já por si magistralmente fidedigno. Beleza palaciana de inaudito espanto – estamos mesmo num desconhecido Portugal? -, o mobiliário a autenticar o gosto nacional que já se julga eterno, o meticulososamente estudado vestuário que varia na perfeição e consoante as épocas em que a história decorre, não deixam ofuscar a profunda crítica social que Camilo legou à posteridade, percorrendo os principais acontecimentos do anoitecer do século XVIII e do nascimento daquele já nostálgico Oitocentos, a grande época das mais radicais transformações institucionais e materiais que o nosso país até hoje viveu. A injustiça do morgadio, a pecha do adultério e a vergonha da bastardia, compõem um quadro onde a nobreza, a burguesia e os extractos chãos, por vezes se confundem numa promiscuidade de espaços que ditam a interdependência.
Um extraordinário filme para rever.

The Diary of May Malen-Chapter 4
In March this year 2010, my grand Pa came to see me. So he says. I fear that she wanted to see my Mum, his daughter. I didn’t much like his visit. Was he trying to still Mum and make of her, once more, his little daughter? I do not believe so. My Mother knows very well how to defend herself from intruders of her private life; she has a husband, my Dad, and that is plenty for males around. My Abuelo – funny, himself and Chris, My Father´s Father are my grand Pa, and he prefers to be called with that impossible word to pronounce; lelo, abue, Aipuelo? What can I do as my parents seem to agree that I memorize that funny word…and to keep myself into their own way of life? Mum used to call my Abuelo’s Father Abuelo as well. Only that them saw each other very little. We used to live on opposite’s sides: we in the northern hemisphere, them, at the very South of the world. I do not know how or why, I’m too new to understand what the name geography or political life…though it seems to me they left Chile, many years ago, when my Mother had not been yet created; there were a little girl, whom I have to call aunt, why, if she has a name: Paula. Her husband has another impossible way to pronounce, if I know well is we a Cr – Cristan van Emden, as their children, my cousins. I enjoy so much being with tem! They are not giants person as all others are, except for mu Father, tall, slim, with strength to carry me on his arms or shoulders, as Mum does: a very strong woman, so cosy, warmth and with milk only for
Em Primeira Mão
Pois é, meus caros, quem esteve na Maia, no passado dia 1 de Outubro na conferência de António Nogueira Leite sobre o futuro da economia nacional soube, em primeira mão, que seria Eduardo Catroga a negociar o Orçamento de Estado 2011 pelo PSD (como já AQUI expliquei). O Prof. António Nogueira Leite não brinca em serviço…
Para a próxima façam o favor de não faltar, ehehehehe.
Bem-vindos à Divina Comédia
E Portugal continua assim. Uma país que mistura a tragédia com a comédia. Cada vez mais trágico e cada vez menos cómico. Mas para alguns é ao contrário.
Notícias da nascente do Nilo

Vivemos uma época de silêncios. São aqueles silêncios pesados e que se devem às notícias que não o podem ser, pois geralmente chegam de locais onde a mão colonial já não pesa, os EUA não têm bases, não há israelitas e a Merkel não decide coisa alguma.
O jornal Rolling Stone publicou uma lista com os “mais conhecidos” gays do Uganda, fazendo ainda o caridoso pedido para o enforcamento desta perigosa gente. Não contentes com o apelo, ainda obsequiaram os leitores com as fotos dos criminosos. De imediato surgiram os piquetes da moral pública, atacando alguns destes “sabotadores da integridade e dos bons costumes”.
O prestimoso editor, numa ora a lembrar o som de um calhau rolante, diz que …”sentimos que é preciso a sociedade saber que estão entre eles. Alguns deles recrutam crianças para a homossexualidade, o que é mau e tem de ser exposto”.
Como pelos lados do Zimbabué a geringonça parece ser a mesma, convém dar alguma atenção e estas desagradáveis novidades.
Aguardamos pelas notas de protesto das trombetas do politicamente correcto da elite “lapista” lisboeta.
Merkel, a má…

Foto dedicada aos jugulares defensores de “leis diferentes” para gente “diferente”. Na Europa, claro.
Alcorão 8:39: «Combatei-os [aos incrédulos] até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Deus. (…)»
Alcorão 9:29: «Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem [se] abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.»
Alcorão 9:123: «Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Deus está com os tementes.»
Zé Carlos, professor contratado há 17 anos
Numa das minhas raras idas a casa, no último fim-de-semana, estive com o Zé Carlos. Um rapaz da província, como eu, que fez o Estágio Pedagógico em 1993 e desde então nunca conseguiu obter vínculo ao Ministério da Educação.
Passámos umas boas horas juntos na esplanada do Café Central. O Zé Carlos falou-me então da frustração que sente por, ano após ano, andar de escola em escola sem nunca saber como vai ser o seu futuro. Lembra-se como se fosse hoje da colocação extraordinária de todos os professores contratados com 5 anos de serviço que o Governo Guterres tinha decidido. O assunto ia ser aprovada no Conselho de Ministros, mas no Domingo anteriores Guterres demitiu-se e foi tudo por água abaixo.
Todos os anos, o Zé Carlos pede o subsídio de desemprego no dia 1 de Setembro e cancela-o poucos dias depois, logo que obtém uma vaga. Confiante, esperava ficar finalmente colocado, como professor dos Quadros, no concurso que o Ministério planeara para 2011.
Há 10 minutos atrás, o Zé Carlos telefonou-me a chorar. Ouvira na rádio que o Ministério, por razões orçamentais, decidira não fazer concurso em 2011. E ele, que todos os anos fica colocado logo no início de Setembro com horário completo, ficou desesperado. Afinal, se o Ministério precisa dele, porque não o colocam definitivamente? E se qualquer empresa é obrigada a efectivar um trabalhador ao fim de 3 anos, porque não faz o Estado o mesmo?
Frustrado, o Zé Carlos despediu-se de mim: Será que vou ter de esperar outros 17 anos?
Contra-política
“O Governo não quer criar uma querela artificial”. Foi desta forma que o PS classifica aquela que era a programada intermitência de Sócrates na discussão do seu monstro. Por uma vez, a oposição furou os planos de contra-política do governo.
Arpoando debates parlamentares…

O senhor ministro da tutela, declarou ontem que o submarino Arpão, deverá ser entregue à Armada em Dezembro próximo e que tal evento consistirá numa “despesa extraordinária” a ser paga com receitas também extraordinárias, uma “realidade que pesa sobre o Orçamento”.
Ai temos o “encarte” para um habilidoso queimar de tempo no debate orçamental. Decerto regressará a gritaria do costume, com a acusação de despesismo dirigida a Portas e o contraditório endereçado a Santos Silva, pois o …”governo de Guterres queria quatro U-boot“.
Temos muita sorte em não sermos governados pelo PASOK do sr. Papandreu, porque “nas Grécias”, os submarinos compram-se à dúzia!
Catequese e a sexualidade infantil.Um Manifesto

os velhos deuses estão mortos, mas o ser humano precisa de rituais-Durkheim-1902
…
…ritual mapuche para melhorar um doente…
CATEQUESE E SEXUALIDADE INFANTIL. UM MANIFESTO
http://www.youtube.com/results?search_query=Beethoven+Para+Elisa&aq=f
…para Angélica Espada, que sabe da Infância e inspirou este texto…
No seu trabalho inédito Pragmatisme et Sociologie, (cópia do manuscrito em minha posse) proferido na Universidade Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comenta que os velhos deuses estão mortos e a religião em vias de mudança. Eu diria, não ser tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interacção moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, excepção para ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Max Weber entre 1904 e 1915, ocupou o seu tempo em definir esses conteúdos entre Chiitas, Budistas, Luteranos, Calvinistas, Cristãos Koptos, Cristãos Arménios e Cristãos Romanos. São, exactamente estes últimos, os que nos interessa entender melhor, por sermos, por um lado, um País em debate sobre a educação sexual da infância, e por outro, um País de
Poupar 1000 milhões é fácil
Ricardo Rodrigues, o deputado dos gravadores, alinha com a posição do seu partido e diz que as propostas do PSD para o orçamento implicam uma "perda" (!) de receitas na ordem dos mil milhões de euros e pergunta onde se vai buscar esse dinheiro.
É simples:
- não gastar 408 milhões em publicidade
- usar os 400 milhões que afinal não vão para a Mota-Engil
- poupar 200 milhões na iniciativa "Redes de Nova Geração" do Plano Tecnológico (eu também quero um Porsche mas não tenho dinheiro)
E ainda sobram 8 milhões para termos o leite com chocolate com, no máximo, o mesmo IVA de uma garrafa de vinho tinto.
Simples, não é?

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