The sound patterns of L2 learners are the way they are, in other words, because they could not be otherwise, given the nature of the constraints on L2 phonologies.
— Fred R. Eckman***
São contatos? Ah! Pois são.

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Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
The sound patterns of L2 learners are the way they are, in other words, because they could not be otherwise, given the nature of the constraints on L2 phonologies.
— Fred R. Eckman***
São contatos? Ah! Pois são.

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Now… I actually changed my mind, just about a year after saying this particular dumb thing.
— Paul Krugman‘Health of the economy’ is defined in such a way that the economy can be extremely healthy while just about everybody is starving to death. Those two things are uncorrelated.
— Noam ChomskyI’d rather ride a horse than drive a car.
— Sam Shepard
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Quanto ao país parecido com a Emma Watson, efectivamente, o país é… Portugal!
Há cerca de uma semana, Emma Watson «usou tatuagem com erro ortográfico».
No outro dia (muito obrigado ao extraordinário leitor do costume), o jornal A Bola voltou a impressionar-nos com questões de alfaiataria, confrontando o porta-voz do FCP com um fato a usar.

Sim, porque o original da revista Sábado não tem fatos.
No mesmo jornal, também houve estes aborrecimentos com uma grafia (‘factor’) problemática em traduções, como sabemos desde os “human fator issues”:

Hoje, temos o panorama habitual, no sítio do costume.

On dit souvent que, depuis Copernic, l’homme souffre de savoir qu’il n’est plus au centre du monde : grande déception cosmologique. La déception biologique et cellulaire est d’un autre ordre : elle nous apprend que le discontinu non seulement nous délimite, mais nous traverse : elle nous apprend que les dés nous gouvernent.
— Michel Foucault “Croître et Multiplier“
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Jonas, jogador brasileiro ao serviço do Benfica e actual melhor marcador do campeonato português de futebol, acaba de dar uma ajuda preciosa, embora involuntária, ao explicar de forma concreta o busílis do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.
Em entrevista concedida ao jornalista brasileiro Tébaro Schmidt, da globoesporte.com (e não globoesportes.com, como se lê na notícia da versão europeia – já lá vamos), o futebolista menciona a maior decepção no Benfica. Efectivamente, a maior decepção.

Os serviços de tradução do jornal A Bola decidiram verter para português europeu esta parte da entrevista e o resultado é o seguinte:

Sem AO90, não é necessário traduzir decepção. Sem AO90, há decepção em Portugal e no Brasil. Com AO90, só há decepção no Brasil. Como o jornal A Bola decidiu aderir ao AO90, dando o seu contributo para a bem conhecida – aqui e alhures – «defesa da unidade essencial da língua portuguesa», eis a necessidade de explicar aos leitores portugueses o significado de decepção, através de uma das muitas aberrações ortográficas (deceção) criadas pelos autores do AO90 (há mais, sim, há mais).
Obrigado, Jonas.
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Mignonne, allons voir si la rose
Qui ce matin avoit desclose
Sa robe de pourpre au Soleil,
A point perdu ceste vesprée
Les plis de sa robe pourprée,
Et son teint au vostre pareil.
— Pierre de RonsardIn these two languages [English and Spanish], phonemic boundaries overlap such that the same acoustic signal corresponds to different phonemes in each of the two languages; conversely, different acoustic signals correspond to the same phoneme across languages.
— Fish, García-Sierra, Ramírez-Esparza & KuhlI don’t have a trunk on my bicycle.
— Douglas Hofstadter***
De facto, Nuno Crato escreve ‘interacção’. Porquê? Porque escreve em português europeu, apesar de, aparentemente, de vez em quando, tentar adoptar o AO90.

Efectivamente, aparentemente. Porque Nuno Crato sabe que *interação mais não é do que uma espécie de repetição nasalada, uma iteração com vogal nasal.
Quanto ao jornal que não aproveita plenamente as vantagens de viver em liberdade, ei-lo de novo a fazer figuras tristes.
Há fatos

Os pássaros quando morrem
caem no céu.
— José Gomes FerreiraFrege’s statement “the concept horse is not a concept” simply means: “the property of horseness is not itself an ascription of a property”; or to put it even more clearly in the formal mode: “the expression “the property horseness” is not used to ascribe a property, rather it is used to refer to a property”.
— John Searle (cf. What Things Really Exist?)
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Efectivamente, o Acordo Ortográfico de 1990 começou a ser adoptado no Diário da República em 2 de Janeiro de 2012 (o dia 1 de Janeiro é feriado) e a circunstância detectada em 2 de Janeiro de 2018 (como, aliás, acontecera exactamente um ano antes) foi a seguinte:

Isto é, a suspensão dos factos mantém-se.
A suspensão dos contactos, por seu turno, encontra-se extremamente activa no jornal da resistência silenciosa. Eis um pequeno exemplo dessa prática tão habitual (os meus agradecimentos ao sempre atento e excelente leitor do costume).

Continuação de um óptimo 2018.
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Estou satisfeito por perseguir até à origemTudo o que decorre da acção e do pensamento.Moskau, Tor zur VergangenheitSpiegel der Zarenzeit Rot wie das Blut
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Depois da esperança em forma de Egipto, eis os contatos do Glorioso e o centro de contato do SNS.
No sítio do costume? Não! No jornal da silenciosa resistência, da grafia rasca, da grafia inadmissível.

Os meus agradecimentos ao excelente leitor do costume.
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We’ve got five years, what a surprise.
— David BowieIf you wanna get to heaven, gotta D-I-E
you gotta put on your coat and T-I-E
— Curtis Buck/Waylon JenningsΣωκράτης … τῆς Αἰγύπτου…
— Platão, “Fedro“
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Passado um lustro (e muitos meses), com algumas saudáveis e louváveis recaídas (como diria Hollande, há sempre «des rechutes possibles»), eis que surge ortografia no jornal da silenciosa resistência, da grafia rasca, da grafia inadmissível.

Exactamente, há redação e seleção. Todavia, enquanto houver Egipto, há efectivamente esperança.
Os meus agradecimentos àquele excelente leitor.
Quanto ao sítio do costume, como é habitual, nada de interessante a declarar.

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Quem te não viu anda cego
— Zeca AfonsoDOC: Symptoms, ma’am, symptoms.
SALEM: Symptoms!
SONNY: Things that show on the outside what the inside might be up to.
— Sam Shepard, “La Turista”O penalty é penalty.
— Rodolfo Reis. 27/8/2017
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Durante as férias, depois dos arredores de Putzu Idu, algures em Portugal, porque era efectivamente sábado e se calhar havia vento de Gibraltar,

Algures em Portugal, Agosto de 2017
apareceu-me este texto de Vítor Serpa, director do jornal da irresponsável resistência silenciosa.
En passant, acho deliciosa a avaliação “excelente”,

feita pelo director do jornal A Bola, de um trabalho “apresentado com rigor”, [Read more…]
Efectivamente escuto as conversas
Importantes ou ambíguas
Aparentemente sem moralizar
***
Agradeço ao excelente leitor do costume o envio desta amostra.

Não se trata de novidade. Aparentemente, o jornal A Bola, de vez em quando, regressa aos tempos em que resistia silenciosa e irresponsavelmente. Efectivamente: silenciosa e irresponsavelmente. Aparentemente, silenciosa e irresponsavelmente? Não! Efectivamente! Efectivamente, silenciosa e irresponsavelmente.
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Don’t you get it yet?
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É possível contatar? Sim, é possível.
Onde? No sítio do costume.

Quando? Desde Janeiro de 2012.
Quanto ao jornal que adopta a resistência silenciosa em vez da expressão, eis uma selfie de Simão Sabrosa (os meus agradecimentos a um excelente leitor do Aventar).

É verdade que a tradução «Simão Sabrosa tira uma selfie das críticas a Fernando Aguiar» é estranha. Contudo, não tenho culpa. Não assinei o AO90. Quem assinou o AO90 foi quem escreveu «agora facto é igual a fato (de roupa)» . Como é sabido, não escrevi tal coisa. Logo, a culpa não é minha.
Continuação de uma óptima semana.
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Now, promise you’ll stay right there… I shan’t be long.
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Pelo menos, escrevem ‘inserção’, ao contrário dos autores do AO90.
Quanto a esta ocorrência na primeira página do jornal que em tempos de liberdade de expressão prefere resistir silenciosamente, os meus agradecimentos a um excelente leitor do Aventar.

***
Como vimos, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade evita a adopção do AO90 em notícias do Benfica.

Contudo, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade adopta o AO90 em notícias do F.C. Porto, adulterando o nome de uma claque.

Depois de ter reagido à proibição de exibir uma tarja com «O espírito de campeão vive? Apenas nos nossos adeptos», espero que esta claque exija uma retractação ao jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade.
Desta vez, Nabais, a culpa não é do árbitro: é do João Mendes. Siga. Viva o Benfica. Viva!

Nunca ouviste aquela história d’O Jogo estar para o FC Porto como A Bola está para o SL Benfica? Ora aqui está um belo exemplo de como a comparação não podia ser mais certeira. Só falta encontrar um título semelhante n’A Bola, em dia que tenha antecedido um clássico, de preferência nas Antas ou no Dragão, a descontextualizar declarações e a levantar suspeitas sobre Luís Filipe Vieira. Aposto que não será difícil, ou não fossem A Bola e O Jogo igualmente doentes pelos clubes que alegadamente protegem. [Read more…]
I ne can ne I ne mai tellen alle þe wunder ne alle þe pines ðat hi diden wrecce men on þis land.
***

Depois de termos passado pelo Record e pelo jornal da irresponsável resistência silenciosa, para terminar o périplo, só faltava mesmo O Jogo, o jornal do incrível — este e não aqueloutro.
Os meus votos de Óptimas Festas.
Efectivamente.
Até 2017.
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When a clerk says how much something costs, I try to understand the price (so far I cannot) before handing over a bill I’ve already calculated to be more than enough… Unfortunately, the phrase book is meant for Portugal, not Brazil… and I think that might turn out to be a major problem.
— Richard W. Schmidt & Sylvia N. Frota (1986)
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Os adetos? Exactamente, «adeto por adepto». Efectivamente, hoje, no jornal da irresponsável resistência silenciosa. Quanto ao espetador, lembremos as excelentes traduções de “relief pither” e de “designated pither” (entre 14:09 e 15:19).
Obrigado, Noémia.

When Dante loses his way in the dark wood, he is “Nel mezzo del cammin di nostra vita” in keeping with the allotted biblical life span (Psalm 90).
— Adolph Prier (Countercurrents: On the Primacy of Texts in Literary Criticism)
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Contudo, Ralph Hasenhüttl (sim, exactamente, com <ü>) não pensa assim. No sítio do costume? Nem por isso: no jornal da irresponsável resistência silenciosa.

No sítio do costume, temos um clássico (ver página 7). De facto, já andamos nisto desde Janeiro de 2012.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Sometimes laws are intolerable, and need to be changed by organized legal protest if possible—but otherwise by actual resistance and civil disobedience.
— Geoffrey K. Pullum, “The Great Eskimo Vocabulary Hoax and Other Irreverent Essays on the Study of Language” (foreword by James D. MacCawley)
***
Ontem, dia em que a Irlanda derrotou os All Blacks, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade (efectivamente, A Bola) deu-nos mais um exemplo quer da diferença entre crer e perceber, quer do espectáculo extremamente triste dado pelos desistentes que têm o distinto descaramento de optar pela resistência silenciosa, em tempos e lugares de liberdade de expressão. Cuidado. Muito cuidado.
Desejo-vos um óptimo domingo e votos de glorioso espectáculo, daqui a pouco, no Estádio do Dragão. Viva o Benfica. Viva!
Depende: «decepcionado com a grande imprensa», mas «dececionado com a arbitragem». Como sabemos, agora existe uma “ortografia comum”, por isso, há diversas hipóteses.
Por falar em “ortografia comum”, vejamos aquilo que se passa actualmente no sítio do costume.

Efectivamente, actualmente:
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
Frank Sinatra Jr. (1944-2016)

© Alex Livesey/Getty Images (http://bit.ly/1niTkfQ)
Efectivamente, no título do jornal da “silenciosa resistência” ter-se-ão esquecido do ‘l’, pois encontramos «A nossa reação foi perfeita» – Klopp. Lembremo-nos de Fação.
Quanto às reclamações, agradeço a disponibilidade do Presidente do Conselho de Direção (sic) da Escola, mas a culpa é de outrem.

O presidente do Sporting escreve: “o porquê de estarmos a pagar simultaneamente a 5 treinadores e respectivas equipas técnicas”. A Bola traduz: “o porquê de estarmos a pagar simultaneamente a 5 treinadores e respetivas equipas técnicas”. Ah! A silenciosa resistência!
Segunda-feira, 16 de Março de 2015.
A Bola
Diário da República
A semana promete.
Post scriptum: A pergunta do fim-de-semana: “os contristas ainda mexem“?
afeta ao Super Dragões». Não percebo: “uma pessoa afeta“? E o ‹s› de ‘aos’ não é pronunciado? Sendo pronunciado, quem é o Super Dragões? A Bola procurou uma reação? Uma [ʀjɐˈsɐ̃ũ̯]? Que grande confusão.
Sim, exactamente, leram bem: o fato de ser canhoto. Agradeço imenso a sugestão (“Leia mais na edição digital ou na edição impressa de A BOLA”), mas “o fato de ser canhoto” chega-me perfeitamente.

© Lusa (http://bit.ly/OijEVZ)
Ontem, ao chegar de Alkmaar, onde saboreei deliciosa e gloriosa vitória, fiquei a saber, através do jornal A Bola, que Jackson Martinez tinha realçado o fato.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Existe ‘um’ campanha! Fujam!

© Gustavo Bom/Atlantico Press/Corbis (http://bit.ly/1dCxHNM)
Não é novidade, mas a vitória de ontem frente à Suécia veio mais uma vez provar que, hoje em dia, para se encontrar ortografia portuguesa europeia na imprensa desportiva, só recorrendo a jornais franceses.
De vez em quando, claro, além de se compreender que o Acordo Ortográfico de 1990 é um instrumento inadequado, percebe-se que nem a hipocrisia ortográfica é um exclusivo do Expresso, nem a grafia à escolha do freguês é uma coutada do Diário da República.
Obrigado, L’Équipe.
Continuação de um óptimo fim-de-semana.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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