Ganhar e perder

Post escrito a 9 de setembro.

Não resisto

Na mesma noite, arrumar com o Menezes e com o Carlos Abreu Amorim, nem nos meus melhores sonhos!

Em Gaia há muitas coisas que animam

O tempo é sempre bom conselheiro. E o fim da campanha mostra o desespero de quem vai perder.

canelas

Poderia recorrer à sondagem que dá a vitória ao Eduardo Vítor Rodrigues, mas não sou dos que confia muito neste tipo de instrumento de propaganda.

Mas há uma sondagem que é muito esclarecedora – a do desespero.

A imagem mostra um edifício que tem sido apontado há muitos anos como a futura sede da Junta de Freguesia. Foi há 4 anos uma das promessas eleitorais de quase todos os candidatos. Em 1460 dias nada aconteceu e a 5 dias das eleições eis que aparece um cartaz colocado pela junta de freguesia: “Aqui nasce obra”.

A Junta de Freguesia cá da terra liderada pela equipa da coligação Gaia na Frente, de Carlos Abreu Amorim teve, também esta semana, a lata de colocar a primeira pedra de umas capelas mortuárias num terreno que é privado – há informações que nos serviços camarários não entrou qualquer projecto. Aliás, estas capelas mortuárias (não existentes) são a capa da revista da Junta também publicada durante a campanha.

Querem melhor sondagem do que este magnífico exemplo de desespero?

Há Quem Adore

Outra vez o voto em branco

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Imagem daqui.

O apelo ao voto em branco, como forma de protesto (!), prossegue. Para quem não tem cabeça para ir ler (e interpretar, pois não não está claro, de forma alguma) o que está escrito no site da CNE, aqui vai:

Se num universo de 100 votos 90 forem em branco (oh fantasia saramaga), e apenas 10 nos candidatos, imaginando que um deles consegue 5 votos, um outro 3 e o restante mais votado 2, o candidato com 5 votos é eleito, apesar dos 90% de votos em branco.

Os votos que valem são apenas aqueles que o sistema eleitoral (tal como está construído) considera válidos, por muitos votos em branco e abstenção que haja. Merecia um boneco do Antero!

Há quem goste

vota psd cds

Aí estão as sondagens

As sondagens são um instrumento de acção política utilizada pelas máquinas políticas, que as usam tal como um outdoor ou um espaço nas redes sociais. Não sei se os Partidos conseguem condicionar a forma como a Comunicação Social as divulga, mas se o PSD parece conseguir condicionar a CNE…

Do ponto de vista formal obedecem a algumas regras, uma das quais exige a sua publicitação na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Existe ainda uma dimensão de análise mais técnica que permite um olhar mais matemático sobre os dados disponíveis. O Pedro Magalhães ( Margem de Erro) é um dos melhores especialistas nesta área.

Vem isto a propósito da sondagem de hoje do JN sobre Matosinhos. Não sei se os dados estão martelados e por quem – não vou perder um minuto com isso. A minha pergunta é outra. Podemos ler, na publicação que “Foram efetuadas 838 tentativas de entrevistas e, destas, 123 (14,7%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião.

Isto é, 715 pessoas poderá ser uma amostra representativa do concelho?

E o que dizer sobre “a selecção foi feita de forma aleatória na lista telefónica”?

Quem é que hoje tem telefone fixo com indicação na lista telefónica? A propósito, ainda há listas telefónicas?

Votar à Esquerda

Só há um dia em que somos todos iguais – o dia das eleições. Seja o CR7, o Passos Coelho, o Belmiro de Azevdo ou o sr. Carvalho, que vive aqui na rua, todos iguais no momento do voto.

Esta marca da Democracia também nos transporta para um outro sentimento de justiça, na medida em que podemos penalizar o mau Presidente, o péssimo governo ou as políticas erradas ou, continuar a votar em quem governa bem.

Tal como o meu camarada de escrita, parece-me que a solução nas nossas terras ou no nosso país passa pela esquerda, enquanto espaço de resistência às políticas que nos têm desgraçado nos últimos dois anos. Mas, a Esquerda tem tido (sido) um problema – não consegue encontrar um espaço para o que têm em comum. PCP, Bloco e PS, tal como a CGTP, têm sido actores políticos que sublinham sempre as diferenças entre si, quando há tanto que os une.

No que diz respeito ao sistema nacional de saúde, o BE, o PC e o PS não tem mais coincidências do que divergências?

E quanto à segurança social? Ou nos apoios sociais?

E, de forma ainda mais clara – a Escola Pública?  É ou não parte comum do património das Esquerdas? Será que o PS, o BE e o PCP não conseguem encontrar pontos comuns em torno deste pilar da nossa Democracia?

Tem que ser possível e aqui em Gaia há práticas nesse sentido.

Em Gondomar

está resolvido – adeus Major!

Com Deus e com o Diabo

Meu caro, grato pela réplica, permite-me que retribua mantendo a discórdia.

Infelizmente, goste-se ou não, no próximo Domingo todos vão querer saber duas coisas:

– quem ganhou e quem perdeu na sua terra;

– quem perdeu e quem ganhou no país.

E, queiras ou não, o PSD e o CDS vão dizer que o povo deu um voto de confiança às políticas que estão a ser seguidas e os partidos da oposição irão dizer que os resultados são um claro voto de protesto – falta saber apenas a cor do cartão, amarelo ou vermelho.

Dirás que a escolha do meu Presidente de Junta não pode ser exclusivamente dependente dos factores nacionais – subscrevo. Mas a dimensão nacional é mais um dos argumentos que deve pesar no momento do voto. Porque se há quem vote com o porco no espeto ou a ouvir Quim Barreiros, há quem faça as suas opções com base noutro tipo de argumentos. Eu próprio já assisti a vários encontros desse tipo e reconheço o mérito que têm, até porque levam alegria ao povo – e como ele precisa dela. O que não posso subscrever é a dificuldade de fazer uma campanha nessas condições. Difícil seria o Marco António e o Carlos Abreu Amorim irem, na próxima segunda de manhã, de madrugada para a porta do Centro de Emprego na Avenida da República falar com quem lá passa a noite – aí, sim, seria uma prática digna de aplausos. Agora, política como a que o PSD está a fazer? Difícil?

Mas, há outro motivo de discórdia – o comportamento dos dirigentes do PSD aflitos com o que aí vem – dois ou três exemplos: [Read more…]

Votar PSD é afundar ainda mais…

Não é muito complicado encontrar tesourinhos BRUTALMENTE deprimentes das parvoíces ditas pelos incompetentes que nos psddowngovernam há dois anos. Aliás, já antes das eleições, o Coelho candidato dizia que:

“Portugal está hoje com a maior dívida pública de que há memória”. Passos Coelho referiu ainda que “o país tem um nível de desemprego que ameaça a coesão e a justiça social” ou “”Queremos pôr Portugal a crescer, a criar riqueza e emprego.”

E, como pretendiam os ignorantes laranja atingir tais objectivos? Simples – Ir além da TROIKA. Ir além, não! Ir MUITO além da TROIKA.

Aliás, Pedro, o primeiro é seguido por um conjunto de boys que subscrevem sempre o que diz o líder e por isso, saltam de lugar em lugar, à procura do tacho mais adequado. Marco António é o exemplo mais visível – não é um trocadilho, porque o homem não tem culpa de ser mais pequeno que o Marques Mendes. [Read more…]

A corja ou os dados viciados

dados
Como era de esperar, o pindérico boicote televisivo à cobertura jornalística da campanha eleitoral autárquica mostra, desde já, os seus fins. Ouvi hoje – custou, mas ouvi – os comentários com que o sr. Santos Silva polui o “éter” semanalmente e nos quais perorou abundante e disparatadamente sobre a situação dos diversos partidos e as suas – dele – expectativas quanto às eleições.

Confesso que estava curioso com os termos em que seria feita a despedida por parte do entrevistador, já que começara, oficialmente, a campanha. Um sorridente e cúmplice “até para a semana” desfez as dúvidas: os comentadores profissionais – inclusiva e principalmente os dirigentes partidários em actividade ou em pousio – continuarão em plena actividade. Poderão os candidatos – só me lembro de António Costa – ser substituídos por artista semelhante, mas nada mudará senão o facto de não haver, sequer, uma sombra de contraditório, já que foi decretado o silêncio jornalístico. [Read more…]

Não se conseguem umas senhas de almoço

ao senhor Candidato? Com o apoio da Igreja, por exemplo. E descontos para passageiro frequente na A1, entre o Porto e Fátima.

Critérios editoriais e eleições

pescadinha

Critério editorial é quando o Medina Carreira puxa de um gráfico onde demonstra que já o Bandarra tinha previsto que isto ia acabar assim, entra o Mário Crespo em debate acalorado com os seus convidados de esquerda enquanto benze os de direita e no meio aparece o beato César das Neves vestido de fantoche e gritando em orgasminhos consecutivos, Não há dinheiro, Não há dinheiro. Nos intervalos José Gomes Ferreira apresenta o seu programa de governo, escrito a quatro mãos com o José Rodrigues dos Santos e onde se assegura a salvação da pátria por intervenção do Arcanjo Gabriel, já anunciada ao FMI.

Critério editorial, e não jornalístico, editorial do editor que responde perante o director que responde perante o patrão, que responde diante do banqueiro, e todos em coro guincham: andámos a viver acima das nossas possibilidades, não há dinheiro para a democracia.

Aplicado às eleições consiste em dar tempo aos mesmos para que ninguém vote nos outros, que horror, os outros que metam o rabo na boca e em pescadinha fiquem desfeitos, queriam cobertura tivessem sido eleitos, não foram eleitos, não existem.

A democracia é mesmo uma chatice, razão tem o Alberto João, estado de emergência em cima deles, Salazar, Salazar, Salazar, a fortuna que se gasta em eleições, nomeiem-se os presidentes da Câmara, escolham-se os regedores no final da missa, estava tudo tão bem como estava e tinha de vir esta gente com modernices.

Ai os meus ricos critérios jornalísticos!…

televisões
Reina um histérico pânico nas televisões – não tanto nos jornais, honra lhes seja -, subitamente preocupadas com a liberdade de informação – sejam bem-vindas – e com o que dizem ser um assalto à sua liberdade editorial. Tudo porque a Comissão Nacional de Eleições, no estrito cumprimento das suas funções, lembrou a legislação que, desde 2001, rege, entre outras coisas, esta questão.

A CNE, valha a verdade, não diz nada de especialmente novo quando chama a atenção para a necessidade de tratar com igual disponibilidade informativa todas as candidaturas. Isso já acontecia antes e sempre levantou problemas mais complexos nas eleições autárquicas, como é natural. Tais problemas, com mais ou menos queixas e protestos, sempre foram superados. Porquê tanto nervosismo agora? O que justifica esta operação – perpetrada pelo conjunto dos canais televisivos – de redução do parecer da CNE a uma caricatura, atribuindo-lhe determinações que lá não estão ou, pelo menos, não com o sentido que se lhe pretende atribuir? E porquê só nestas eleições, uma vez que a lei é de 2001? [Read more…]

Guilherme Aguiar já não está em matosinhos

Se andam à procura de algum responsável pelas SWAP concelhias, sugeria uma visita a Gaia.

Tutorial eleitoral

Urna

urna de voto
Botânica:
– Espécie de cápsula do esporogónio dos musgos onde se formam os esporos (arquídio ou esporângio), que está tapada pelo opérculo.
Subst. Feminino:
1- Vaso ou pote grande de metal ou outros materiais.
2- Caixa onde se recolhem os números de uma rifa.
3- Caixa onde se depositam doações ou esmolas.
4- Recipiente com tampa onde se recolhem as cinzas dos finados.
5- Caixão funerário.
6- Recipiente onde se recolhem os votos de um escrutínio.

Agora, oh concidadãos, vejam lá se nas eleições do dia 29 mantêm estes significados bem distintos e separados!!

Ganhar e perder eleições

Para o PC a coisa é simples porque tem sido sempre assim desde o 25 de Abril – na noite eleitoral cá estarão para segurar o enorme triunfo da classe operária. Mas, tirando esse detalhe histórico, há mais para perceber daqui a uns dias (23).

O PSD está em pânico porque o castigo ao pior governo dos últimos 40 anos pode ser brutal e nem os Dinossauros o podem salvar. Da parte do António José Seguro a linha é clara: mais votos.

Percebo que o PS não se estique muito para não ter desilusões, mas será que é um excesso considerar como uma vitória a possibilidade de ter as três maiores autarquias do país: Lisboa, Sintra e Gaia?

Profissão: presidente

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Não vou discutir a decisão do Tribunal Constitucional, nem sequer comentar a ironia de o seu relator ser filho de um político profissional que agora anda pelos negócios estrangeiros.  Fico-me pelo que já havia defendido: o princípio republicano da não profissionalização da actividade política levou uma chapada. Não por inconstitucionalidade, note-se, mas por interpretação de uma lei, como lhe competia.

Tenta-se argumentar com a soberania do voto; fraquinho, tanto mais que a valer contaria também para as eleições presidenciais. Com as notáveis qualidades de muito autarca que assim pode investir competências adquiridas noutro concelho, e incompetências também, já para não falar no vício do poder, a que esta gente está agarrada.

Não concebo a política como uma profissão. Mesmo os deputados deveriam ter limite de mandatos (e numa eleição menos personalizada por maioria de razão). Porque o poder corrompe, altera a mente, arrasa a humildade,faz saltitar os neurónios e e nisso não há santos nem virgens eternas, apenas os que resistem à corrupção por terceiros mas é limpinho que adquirem maus hábitos, começando no seu relacionamento com os respectivos correlegionários. [Read more…]

Lei de limitação democrática

Isto de serem os tribunais a decidir quem pode ou não candidatar-se tem muito que se lhe diga. Sou frontalmente contra a lei que limita os cidadãos de concorrerem a autarquias por terem desempenhado três mandatos como presidentes. Isto não só é anti-democrático como é de uma ingenuidade quase enternecedora, se não fosse tão grave. À boleia dos justiceiros da “Revolução Branca” – e do seu mentor, em tempos mandatário de um candidato há três décadas no poder, Narciso Miranda – PS e BE vão procurando fazer o papel de cândidos da legalidade. Ora, se a esquerda do PS espera pouco, ainda há quem à esquerda espere mais do BE. [Read more…]

Em defesa do spam tradicional

CNE  só aceita propaganda pelo carteiro.

CAA: creio que isto será contigo

Ou é coisa para o Aguiar?

A Cavaco, os partidos dizem

No seu discurso,  Cavaco Silva disse que:

No contexto das restrições de financiamento que enfrentamos, a recente crise política  mostrou, à vista de todos, que o País necessita urgentemente de um acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS.
É esse o caminho que deveremos percorrer em conjunto. Darei o meu firme apoio a esse acordo

Na prática, parece-me que o Governo actual acaba de ser demitido e a bola é atirada para o lado dos partidos.

O Presidente volta aos resultados das últimas eleições, onde 80% dos votos foram nos partidos que assinaram o memorando e sugere um novo acordo entre o PSD, o CDS e o PS.

O PSD e o CDS abanaram com a cabeça para dizer que sim, mas sem grande convicção. Por outro lado, Alberto Martins, numa declaração que me parece absolutamente correcta, referiu que  o PS só irá para o Governo, através de eleições. O Bloco e o PC mantiveram as declarações dos últimos tempos: este governo já não existe e temos que ir para eleições.

Cavaco falou, falou

E será que disse alguma coisa? Tenho ainda algumas dúvidas.

(Também pode consultar, via Expresso, o texto da intervenção de Cavaco Silva em formato pdf)

Da Mastigação de Primeiros-Ministros

Eleições já? Não. Não é medo. É pragmatismo. Baralhar e tornar a dar para quê? Para a ingovernabilidade, a perda de tempo e a tonteria?! Parece absolutamente claro que assim como Passos Coelho não é, nem poderia ser, a melhor solução segregada por um Regime há muito posto em causa, e mais recentemente posto em causa pela Máquina de Fazer Bancarrotas-PS, Seguro não o será certamente e é tudo menos líquido que vença as próximas eleições, a menos que a garagem dr. Soares esteja a postos para fazer dinheiro, para evitar os cortes nas pensões e os despedimentos na Função Pública, conforme a Troyka pressiona o Estado Português, matéria assustadiça Espanta-Portas.

A constante mastigação mediática e comentadeira de cada Primeiro-ministro, uns por serem fracos, outros por debandarem a meio dos mandatos, outros por serem corruptos, despóticos e completamente desvairados pela própria imagem, e agora Passos, por ter tido no próprio Governo duas linhas opostas e um só saco de gatos, tem de ter um basta. Nada mais absurdo que considerar que, para liderar Portugal, há credibilidade na actual classe política, no espectro político em geral, num Regime onde o único sucesso é a corrupção política impune, as bancarrotas com os media a ajudar e a encobrir, a falta de lata dos Sócrates a comentar, a incompetência e malícia em larga escala. Gaspar compreendeu bem que teria demasiados entraves à magna tarefa de conferir credibilidade externa a Portugal e algum reformismo radical.

Por isso quis demitir-se em Outubro: Portas, para todos os efeitos, representa o ranço instalado no Regime, representa a sua resistência, o statu quo e a aspiração a ascensão dos quadros do CDS-PP pela mesma escada por onde subiram os competentíssimos quadros políticos do PS e do PSD. Passos deve continuar a resistir o mais possível: que resista um dia, dois dias, uma semana, um mês, um trimestre, um semestre, até à evacuação da puta da Troyka, com o Governo adestrado e remodelado e capaz de uma mensagem esperançosa e mobilizadora. [Read more…]

Resumindo e concluindo

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Eleições não, que as perdemos. Tudo isto porque Paulo Portas se esqueceu dos submarinos e sonhou-se numa coligação com o Seguro.

Não sejam piegas: nem o PS teria maioria absoluta, para alianças à esquerda não está virado e tem de se pasofikar antes,  deixem lá o povo ir a votos, dá um governo do arco, provavelmente com menos jotinhas e até com gente que saiba fazer contas. Exactamente o que o país precisa para um ou dois resgates depois ter um governo de esquerda.

Portugal não é bem a Grécia: levamos um ano de atraso, embora tenhamos uma vasta experiência histórica no assunto. E entretanto ontem e hoje foi um fartote na bolsa. Haja festa a caminho do abismo.

Fotografia: Sérgio Rodrigo

Este é o momento

Está tudo bem

Só estamos à espera que o CDS diga se está dentro ou fora. De resto, sem Ministro das Finanças, sem Ministro de Estado, por acaso líder de um dos partidos da coligação, está tudo a correr dentro do que é normal.

Se calhar a relação precisa de um tempo – estamos a pensar falar com a Maria ou então consultar o Borda d’água.

passoscoelho

Sondagem em Gaia

As sondagens são bissexuais, só pode  – estou absolutamente convencido que dão para os dois lados, mas servem vários aogaia mesmo tempo, o que as tornam uma espécie de meretriz bissexual. Sim, afinal, os seus préstimos são pagos por várias entidades, ou não?

As Brízidas Vaz da política são usadas por uns, os que estão em cima, como uma confirmação do caminho percorrido. Os outros, os que ficam por baixo, olham e coiso, ela é isto e ela é aquilo. E, são mesmo.

No entanto, não deixa de ser curiosa a parcialidade da análise – quando dá jeito, eis que os números mostram a qualidade de um candidato e da sua máquina. Quando o resultado sai furado, a máquina continua a caminhar para a excelência, o candidato é fantástico, mas a empresa de sondagens é que é uma daquelas que se vende a qualquer um.

E Gaia  – onde sou eleitor e daí a minha insistência na análise da sua realidade autárquica – foi um dos concelhos onde o Jornal de Notícias realizou uma sondagem sobre as intenções de voto para as autárquicas 2013. [Read more…]