Porque é um direito, e porque a luta contra o desemprego será obra dos próprios desempregados, ou não o será.
No Porto foi assim…
E para rematar (ainda o dia de ontem, aquele onde tudo se estragou numa fotografia)
O Governo. Fodeu-se, e não há outra maneira de escrever isto.
O resto, não sendo o que digo não anda muito longe do que penso: luis m. jorge.
Ide lá ler, também tenho umas teorias conspirativas tipo a bófia fez de propósito, molhados, mas é poesia a mais para uma sexta-feira de primavera.
A verdade em primeira mão
O que aconteceu ontem no Chiado contado por quem lá esteve. E claro que não acredito na versão da polícia e me inclino para esta. O menino jesus é no natal.
A cenourada
Run Rabbit Run, a Gui conta o que se passou no Porto com um primeiro-ministro apressado.
Carta aberta ao Director Nacional da PSP
Exmo Sr Director Guedes da Silva:
Gostaria antes de mais e na sequência da notícia em anexo de inquirir sobre o estado de saúde do polícia (ainda não identificado, pelo que desde já as desculpas de tão impessoal voto) ferido no passado dia 24. Estamos todos muito preocupados, e achamos grave a agressão ao polícia ferido no cumprimento das suas ordens, ainda que achemos as mesmas de um cariz ainda bastante pouco claro.
Mas temos boas notícias, que são imagens claras e indiscutíveis do agressor, na pessoa de um seu colega, também ainda não identificado. Por ele, e por todos os que foram feridos e violentados no passado dia 24, lembramos do compromisso constitucional que vos rege, o de justiça e de serviço ao povo português. Em nome dessa transparência, agradeço então rigor nesse processo, e pode contar comigo enquanto cidadão informado, cooperante com a reposição de justiça, e do juramento nobre que fez: o de servir e proteger o povo. [Read more…]
A provocação
Nos finais do dia da Greve Geral houve uns incidentes em S. Bento. Nada do outro mundo: manifestação, escaramuças com a polícia, um pouco de sangue e emoção para a abertura dos telejornais. Mas com uma novidade nacional: nesta fotografia vemos dois manifestantes a furar o cordão policial, não vemos?
Não, não vemos. A PSP infiltrou agentes entre os manifestantes, o que parecendo que não dá jeito quando não acontece nada e fazem falta incidentes que ofusquem uma greve geral.
Não vou ter a ingenuidade de atribuir toda a confusão a estes senhores (sei o que é uma manif e como nos tempos que correm são inflamáveis). Mas alguém tinha de acender o fósforo. [Read more…]
Palavras que desarmam.
Durante os últimos 30 anos temos assistido, complacentes, ao crescimento descontrolado do consumo. Desde casas, a carros, a aparelhos electrónicos. A noção de desenvolvimento interior tem vindo a ser substituída por uma estranha noção de relacionamento social baseada em demonstrações de conhecimento rápido e luxo fácil. Tudo aceitámos enquanto nos tocasse parte deste excesso desenfreado. Enquanto houve dinheiro (dos pais), emprego, gadgets, nada dissemos, nem fizemos. Em Portugal o país foi investindo dinheiro de todos em estradas e estradinhas, fontanários e chafaricas de rotunda. A corrupção (a cunha) tem estado por todo o lado e só é nociva quando não nos toca uma parte desse bolo que os medíocres têm comido, transformando o país numa papa regurgitada, entre pais, filhos, tios enteados e primos.
A única manifestação em que estive, recentemente, foi na linha do Tua. Apareceram poucos porque o Tua, além de não dar palha nem grão, é longe do Porto e de Lisboa e lá não há rede de telemóvel. Por tudo isto, aos indignados ou à geração (à) rasca que contribuiu para criar o país que temos hoje não tenho muito a dizer. Quem faz a cama, deita-se nela. Mas há palavras que desarmam qualquer um. E ainda bem que não sou eu quem as escreve. Provavelmente não me levariam a sério:
Em vez de sair à rua para o inútil folclore do protesto, ou ficar em casa a remoer a sua impotência, melhor seria que cada um deitasse contas àquilo que como cidadão aceita ou definitivamente recusa. § Essa, sim, essa é a escolha difícil, fundamental. Improvável, também, no Portugal que os portugueses ao longo das últimas décadas transformaram num teatro de irrealidade e fantochada. Escolha que se faz no íntimo, não na praça pública.
Tumultos docentes
O 12 de março continua a 15 de outubro
Protesto apartidário, laico e pacífico
– Pela Democracia participativa.
– Pela transparência nas decisões políticas.
– Pelo fim da precariedade de vida.
Manifesto
Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.
A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto! [Read more…]
Isto dá jeito, dá
Isto do pessoal se manifestar a destruir o que é dos outros é muito giro, sim senhor. E dá jeito, também. O pessoal liberta o stress e os outros pagam a conta.
Tal como aqueles que enriquecem à custa da estupidez de quem pede emprestado com juros de 20% a 30% para comprar carro, ir de férias ou fazer extensões no cabelo. Também lhes dá jeito que haja gente que se proponha a asfixiar-se financeiramente pela vaidade, pela inveja ou pela futilidade.
Como dá jeito a quem se endividou estupidamente assim, chamar nomes aos credores quando estes vêm cobrar o que é deles.
Aos governos também dá jeito aproveitar a crise provocada pelo endividamento com que eles mesmos também foram coniventes ao longo de anos, em governações alternadas – ou melhor dizendo, alternadeiras – para agora fazerem aquilo que em outras ocasiões não havia lata para fazer.
Ou seja: uns têm uma boa desculpa para destruir o que é dos outros – seria bom de ver a reacção deles se fosse gente partir o que é deles a título de protesto; outros podem impor as suas regras aos dependentes do seu produto – tal como um dealer faz a um drogado; outros podem chamar nomes a quem lhes fez as vontades, agora que cobram a factura; e outros, ainda, têm a oportunidade de deitar as garras de fora e mostrarem quais são os seus desígnios.
Apesar dos argumentos expostos pelos nossos Ricardo e JJC, para mim nada justifica que a coberto do direito de protesto se destrua propriedade alheia. Isso não é manifestão, é vandalismo.
Entre o ser e o estar
Em 1994, Vicente Jorge Silva baptizou os estudantes universitários de então de “geração rasca”. Aconteceu num editorial do Público, em plena luta estudantil contra a Ministra da Educação Manuela Ferreira Leite, por causa das propinas.
Ironia do destino, a classificação da autoria do então director do jornal Público, serve agora, com a devida correcção, para avaliar o que se fez a este país e às novas gerações.
Tanto quanto se sabe, a geração que estudava em 1994 não dominou os partidos políticos, os órgãos do poder, a banca ou que fosse. Não foi ela a responsável pelo desgraçado ponto a que o país chegou.
A outrora geração rasca e as novas gerações, passaram a estar, sim, à rasca. E essa diferença entre ser e estar, resulta da constatação evidente que muita diferença há entre a presunção e a água benta. [Read more…]
As vascas de uma morte anunciada
Santana Castilho *
1. O discurso da posse de Cavaco Silva foi uma censura fúnebre ao Governo. O empossado, até agora embuçado com a cooperação estratégica, disse, tarde, coisas que devia ter dito antes, quando os sobressaltos cívicos de muitos lhe pediam intervenção. Cavaco Silva passou a ter, ele próprio, um problema de sobrevivência às expectativas que criou. A salvação da sua magistratura activa passa agora pelo finar definitivo do Governo que feriu. E a verdade é que os acontecimentos favorecem o desígnio. As manifestações de 12 passado foram surpreendentes, enormes e evidenciaram um descontentamento que extravasa em muito os jovens e dão razão a Cavaco, quando diz que há limites para o que se pede aos cidadãos. A provocação desabrida de Sócrates ao apresentar em Bruxelas mais um pacote brutal de confisco dos recursos privados, derrogando o acordado com o PSD e desdizendo sem pudor o que há pouco havia garantido a todos nós, provocou a pronta reacção de Pedro Passos Coelho e faz prever inevitáveis eleições antecipadas. Há pois uma conjugação da ausência de esperança cívica com obstáculos políticos irremovíveis, sob pena do PSD e Passos Coelho perderem a face, o que seria suicida para as suas legítimas ambições. A corda ficou, de repente, de tal modo tensa, que não sobra alívio para qualquer entendimento. Do mesmo passo, dentro do próprio PS as clivagens são cada vez mais evidentes. Em artigo de opinião do Diário de Notícias de ontem, é significativo que Mário Soares diga que às crises financeira, económica, social e de valores se soma agora uma crise política ditada por “erros graves”, “esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis” do primeiro-ministro. Tem, naturalmente, razão. Congelar pensões miseráveis por dois anos, sem redução dos gastos da gula majestática do Estado, é intolerável. Fazê-lo sem explicação ao país, sem dar cavaco a Cavaco e ao parlamento é de uma arrogância própria dos pequenos ditadores. Quando o PEC cair na Assembleia da República, Cavaco deve dissolver o parlamento. Chega de jogos e de mecanismos dúbios. [Read more…]
O dia seguinte
“a mudança só vai acontecer se participarmos nas nossas comunidades locais”
O dia seguinte é sempre o mais dificil, porque é sempre mais fácil demonstrar descontentamento do que perceber qual o novo rumo a tomar, mas isso não invalida que a manifestação de ontem fosse importante e tenha sido um sucesso.
Importante porque faz sentido mostrar o desconforto e descontentamento com o mundo? o país? a cidade? as empresas? as pessoas?
Sucesso porque acho que ninguém esperaria 50.000 pessoas (numeros da PSP) numa manifestação no Porto sem ter que recorrer à angariação organizada de pessoas que normalmente os partidos e sindicatos fazem.
E agora o que fazer? Manter a ressaca? Vai continuar tudo na mesma?
Certamente que se continuarmos a fazer tudo igual, não podemos esperar resultados diferentes.
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Em Coimbra, a maior manifestação em décadas, agora, é deixá-los mesmo à rasca
No início, na Pr. da República, contei umas 400 pessoas. Eu e alguns jornalistas. Não sei contar manifestantes numa praça, estando no meio deles. Mas como a manifestação, ao contrário do previsto, se meteu avenida abaixo, fazendo-me o favor de passar debaixo da minha varanda, onde conto manifestantes desde a década de 70, posso dizer que foi a maior manifestação generalista desde essa mesma década. Generalista, porque entretanto houve algumas de estudantes com mais gente, já para não falar de situações como Timor.
Pormenor: saíram autocarros para Lisboa, com 250 estudantes.
Número: digo 1000 manifestantes.
É a vez dos que mandam ficarem à rasca. Até porque hoje apenas se venceu a lei da inércia, agora é não deixar parar o movimento.
fotos: Margarida Az e Tz
Manifestação da Geração à Rasca, à rasca com o dia seguinte
É uma das perguntas sacramentais deste tipo de eventos. A festa foi bonita, houve muito povo, enrrascados ou com eles solidários, se bem que enrrascados estamos todos, muitos protestos, afinal este foi o dia em que o povo saiu à rua para mostrar que tem poder.
Vai longa a frase mas não lhe percam o sentido. Não é da manifestação que quero falar. É do dia seguinte. É de amanhã, de depois de amanhã, na próxima semana, no próximo mês, no próximo ano.
Hoje é a euforia. O nosso clube ganhou. A malta esteve em grande e foi para a rua, mobilizou-se, saiu de casa contra a resignação. Estiveram todos unidos pela mesma causa. Mas e amanhã, pá (este pá foi pedido emprestado aos Homens da Luta)? Como vai ser depois da resaca?
“Ah e tal que o manifesto é fraquinho…” ouvi dizer ao longo dos dias. “Pois, são mais uns que falam, falam, mas não fazem nada”, argumentaram outros.
É verdade que o manifesto era fraquinho. De tanto querer enfiar todos no mesmo saco, era um conjunto de banalidades em que todos, literalmente todos, nos poderiamos rever. Era uma espécie de Ruca misturado com Nody e umas pinceladas de Calvin, embora sem os meninos mal comportados de South Park e muito menos um American Dad.
A Manifestação de todos
Eu fui à manifestação. Fui com a minha mulher e a minha filha. Fomos.
Os motivos que a ela nos levaram eram diferentes daqueles que motivaram os meus vizinhos a marcar, igualmente, presença. Nos Aliados encontrei muitas caras com quem me cruzo ao longo dos anos. Na rua, no futebol, na política, no jornalismo, nas lojas, na farmácia, no supermercado ou no restaurante.
Ao meu lado um grupo protestava contra os recibos verdes. Eu prefiro protestar conta o esbulho fiscal nos recibos verdes. Outros preferem protestar contra o facto de recibos, sejam eles verdes ou azuis, nem vê-los.
Junto ao antigo Império protestam contra toda a classe política. Eu prefiro protestar contra este Governo, o que não é bem a mesma coisa. Mas anda lá perto. Vi mães a protestar contra a falta de emprego para os filhos e netos. Eu protesto, sim, mas pela criação de trabalho, de mais investimento privado sem subsídios/dependências do Estado.
Muitos protestavam contra as políticas do governo e eu sigo-os aproveitando para protestar contra as políticas do facilitismo e do curto prazo. Outros, num canto mais distante, protestam contra tudo e todos.
Cada um dos manifestantes esteve nos Aliados e na Batalha por motivos bem diferentes e essa diversidade foi patente a quem perdeu algum tempo a observar a multidão. Na(s) praça(s) estiveram os saudosos de Lenine de braço dado com os desejosos de um novo Salazar assim como estiveram, em maioria, aqueles que querem algo tão simples: um Portugal bem diferente.
O espantoso deste movimento verdadeiramente espontâneo é essa diversidade que uniu, numa tarde mal disposta e ameaçadoramente chuvosa, gente da direita à esquerda passando por independentes e por aqueles que sabem lá o que é a Social-democracia, o Socialismo, o Comunismo, a Democracia Cristão, o Liberalismo ou o Conservadorismo.
Apenas uma coisa nos uniu a todos: um forte sentimento de BASTA deste governo. Foi esse o único cimento agregador de todos estes milhares de portugueses e portuguesas que se juntaram na Batalha e nos Aliados. Uma vontade avassaladora de ver Sócrates e os seus ministros pelas costas, rapidamente e em força.
Eu estive na manifestação. Mesmo concordando com boa parte do que Joel Neto escreveu hoje na Notícias Magazine assim como subscrevendo muito do que escreveu, na mesma revista, o Carlos Abreu Amorim. Independentemente daquilo que separava os milhares que marcaram presença, a ausência seria a demissão daqueles que afirmam desejar um Portugal diferente. Isso bastou para rumar ao centro da minha cidade.
É tempo de dizer BASTA.
12 de março, a rua é nossa
Quando tinha 14 anos houve um golpe militar e depois uma revolução. Bem, uma pequena revolução. Mudou-me a vida. Não mudou a nossa vida como gostaria que tivesse mudado; as mesmas 20 famílias voltaram para tomar conta do país que é sua propriedade desde o séc. XIX; a política que por uns tempos se alimentou de sonhos passou a ser a carreira com que alguns sonhavam, e não estando tudo agora como estava, tem estado cada vez pior.
Quando houve essa pequena revolução passei mais tempo nas ruas que em casa. A rua era nossa. Depois voltei para casa. Nestes 30 anos poucas vezes fui à rua. A rua agora às vezes tem manifes formatadas. Uns tipos de megafone na mão gritam palavras de ordem como se fossem ordens, o pessoal repete como se estivesse num filme militar americano. Não faz o meu género.
Hoje volto à rua. Porque não houve formatação nem nasceu de organizações formais, e gosto da informalidade. Porque se o tema é uma geração o problema é de todas as gerações. Porque já não via tanta força e espontaneidade desde os idos de setentas. Porque estarei a caminho da senilidade mas ainda sei distinguir uma revolta de um ritual. Porque estamos fartos.
Porque, 123, acredito que hoje a rua volta a ser nossa.
Tudo o que quer saber sobre as manifestações de 12 de março e não tem vergonha de perguntar
1. A manifestação é pela demissão de toda a classe política?
Não. Existe um manifesto, onde em parte alguma se fala de tal coisa. Leia-o.
2. Mas então quantas manifestações estão convocadas?
Várias, nas principais cidades portuguesas e mesmo junto a algumas das nossas embaixadas. Houve uma confusão com o grupo “1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política”, o qual já emitiu um comunicado, esclarecendo não estar “de forma alguma ligado à organização do protesto “geração à rasca. Enquanto movimento livre e espontâneo de cidadãos, este grupo desde a 1ª hora se solidarizou com o protesto, divulgando e incentivando os seus membros participarem da manifestação do dia 12 de Março”
3. E o mail que por aí circula com uma série de reivindicações?
Circula por iniciativa de quem o escreveu. Não foi subscrito pelos organizadores das manifestações.
4. Os partidos políticos foram convidados e vão participar?
Os promotores dirigiram uma Carta aberta a todos os Cidadãos, Associações, Movimentos Cívicos, Partidos, Organizações Não-Governamentais, Sindicatos, Grupos Artísticos, Recreativos e outras Colectividades, e irá quem quiser participar. No meio da confusão gerada, era o mínimo que poderiam fazer até para se demarcarem da ligação com a tal demissão de toda a classe política.
5. É verdade que a extrema-direita está envolvida na manifestação?
No facebook aparecerem convocatórias para várias manifestações, e concentrações, algumas claramente conotadas com a extrema-direita. Têm um apoio irrelevante.
6. A manifestação é para que idades? [Read more…]
"Manifestações são sinal de vitalidade da sociedade civil", Cavaco Silva
Três dirigentes sindicais foram detidos hoje ao final da tarde junto à residência oficial do primeiro-ministro, foram algemados e levados para a esquadra da PSP de Alcântara. in Público
E se o moço for culpado?
Não, claro que não. Claro que não tenho a certeza de que foi Renato Seabra que assassinou Carlos Castro. Não estava lá. O que sabemos acerca de uma eventual confissão terá sido soprado aos jornalistas pela polícia. E a polícia de Nova Iorque, como toda a gente sabe desde A Balada de Hill Street, não é de fiar. Ainda se o interrogador tivesse sido o Frank Furillo… Assim, nunca se sabe quais as reais intenções dos polícias.
O comportamento alegadamente suspeito do jovem pretendente a manequim, o sangue na roupa, a alegada tentativa de suicídio são tudo coisas que se podem explicar ou, não podendo ser clarificadas, podem sair da fértil imaginação de detectives com muito tempo livre ou dos poderosos adversários do ex-concorrente de programas televisivos. Uiii, que segredos não terá ele a revelar?
Não, não sei se Renato Seabra é ou não o assassino. Não estava lá. Não sei eu nem sequer as boas pessoas que, pelos vistos, sairam à rua na sua terra. Para, alegadamente, se solidarizarem com um eventual homicida. Se tiverem razão e o moço for inocente, podem cantar vitória. Se for culpado, quero vê-los a promover uma sessão de homenagem a Jack, o Estripador, Charles Manson, Ted Bundy ou o Estripador de Lisboa.
A greve geral não é hoje, porra

Às 18h 40m deste sábado os jornais online alimentam-se de um texto da Lusa com três horas de idade:
Donde se conclui que devem ter sido na casa das centenas dos milhares. Nada como fazer contas de multiplicar quando as ordens são para não contar. Porreiro pá.
Manifestação, somos todos ciganos

No sábado, pelas 15 e 30, frente ao Consulado da França no Porto, manifestação contra as deportações sarkonazis de ciganos. À mesma hora, em Lisboa, outra no mesmo sentido, na embaixada de França.
As manifestações têm outro sabor quando não são provincianas.























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