A degradação das contas públicas

Os nossos amigos escritores de guiões políticos saíram-se com esta:

Está a falar (…) daquele político [Sócrates] que recebeu em herança um país destroçado pelos governos PSD/CDS-PP e que, após colocar o défice abaixo do limite imposto no PEC (pela primeira vez em Portugal), levou em cima com a maior crise financeira e económica dos últimos 80 anos.

Há dois aspectos a considerar. Primeiro basta reparar, no gráfico seguinte, que desde 1975 e salvo um breve período, a dívida pública não parou de crescer a pique. Houve ali aquele patamar de 1985 a 2000, correspondendo aos rios de dinheiro que vieram da “Europa”, mas de 2000 em diante voltou-se ao mesmo, que foi gastar mais do que se tinha. Ora, Sócrates em 2005, 2006 e 2007, quando não havia crise financeira ou económica alguma, o que é que fez? Simples, continuo a gastar mais do que tinha. Portanto, levar com a maior crise dos últimos 80 anos teve o impacto que teve porque (entre outras más opções) o endividamento foi descontrolado. Claro que é mais conveniente passar a culpa para os “outros”.

Dívida Pública em percentagem do PIB 1850-2011

Dívida Pública em percentagem do PIB 1850-2011 –  Gráfico parte do livro “Portugal na Hora da Verdade”, de Álvaro Santos Pereira, a sair dentro de duas semanas.

Em segundo lugar, há que esclarecer essa história do histórico défice baixo.

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Estes dados merecem destaque

De acordo com o Público, citando dados do Ministério das Finanças, as revisões exigidas pelo Eurostat (que já vêm de 2007…) para o cálculo do défice de 2010 aumentaram o peso da dívida pública no PIB de 83,1 para 92,4 por cento.

  Impacto no défice Impacto na dívida externa em percentagem do PIB
Refer, Metro de Lisboa e o Metro do Porto:
793 milhões de euros
somaram 0,5 pontos percentuais  ao défice acréscimo de 6,9 pontos percentuais
BPN: 1.800 milhões de euros acrescentou 1 ponto percentual ao défice acréscimo de 2,2 pontos percentuais
Execução de garantias dadas pelo Estado ao BPP: 450 milhões de euros somaram mais 0,3 pontos percentuais ao défice acréscimo de 0,3 pontos percentuais
TOTAIS +1,8 pontos percentuais +9,4 pontos percentuais

 

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Não, não, estamos a cair no buraco por causa da crise política

A evolução do défice do Estado e da dívida em percentagem do PIB (DN):

Ano Défice Dívida
2007 3,1% 68,3%
2008 3,5% 71,6%
2009 10,0% 82,9%
2010 8,6% (anunciado: 7.3%) 92,4%
2011 4,6% (previsto) 97,3% (previsto)

Ah! e tal, não somos a Grécia. Eles é que andaram a esconder as contas debaixo do tapete.

Ah, já agora, o Eurostat visitou o INE nos dias 17 e 18 de Janeiro. Um mês depois tinha lugar o arranque da campanha eleitoral.

E se se começasse a saber a verdade das contas?

Banco de Portugal e o interesse nacional

banco de portugalO Banco de Portugal iniciou a semana com a publicação do Boletim de Inverno, com as projecções para a ‘Economia Portuguesa: 2010-2012’. As notícias são naturalmente insatisfatórias. No que respeita ao PIB para 2011, por exemplo, prevê um decréscimo de – 1,3%. Também, na área do emprego, estima a eliminação de postos de trabalho: 49.000 em 2011, 9.800 em 2012; ou seja, mais 58.800 desempregados até ao final de 2012, sem compensação do lado do emprego.

Ao negro cenário esperado, o BdP adianta ainda a recomendação de “reformas no mercado trabalho”, cujo desfecho social facilmente se deduz: acelerar o desemprego e a precariedade das relações de trabalho.

Deixo, por ora, o  teor do boletim citado e a mais do que possível hipótese de, em algumas áreas, as previsões macroeconómicas se revestirem de credibilidade e legitimidade. Ocorre-me apenas questionar se este era o momento mais apropriado para o Banco de Portugal divulgar as projecções em causa.  Não poderia adiar para o fim-de-semana a publicação do Boletim de Inverno? Lanço esta pergunta, tendo em consideração o interesse nacional autêntico; não do governo ou de qualquer partido da oposição. E a questão  ainda mais pertinente se torna, caso se tenha em consideração que os juros do financiamento externo são suportados, como se sabe e de que maneira, pelos cidadãos em geral. [Read more…]

PIB Portugal 1976-2009, com enquadramento político

Já que se fala no que mudou da primeira greve geral de 1988, aproveito para republicar enquadramento sobre a nossa performance económica no período 1976-2009.

A salvação está nas PMEs exportadoras…

A EDP, a Galp, a CGD, os bancos, os centros comerciais, a TMN, a Refer, a Rave, as autoestradas, as pontes, o TGV, o aeroporto, as milhentas empresas que absorvem as mais valias do nosso trabalho, que não saem da órbita do Estado com boys e girls, as construtoras que apresentam milhões de lucros todos os meses, todas estas empresas não são chamadas quando toca o sinal de alerta!

São as PMEs que representam 80% do emprego e 70% do PIB que ninguem conhece, que não fazem primeiras páginas, que não vão ao Prós e Contras, essas, são as chamadas. Não pertencem ao PSI 20, nem frequentam os corredores do poder, labutam e operam em mercados altamente concorrênciais, onde ganha quem tem mérito, qualidade e preço competitivo. Estes empresários metem lá o seu dinheiro, muitas vezes garantindo empréstimos bancários com a propriedade da família, arriscando, persistindo…

Mas os melhores CEOs do Mundo estão nas grandes empresas de rendimento garantido, em monopólio ou perto disso, apoiados pelas “golden-shares” do Estado, onde trabalham os filhos e os netos de tudo o que é político ou que já foi, ganhando o que nunca ganhariam se estivessem num mercado livre.

Enquanto os portugueses não perceberem esta ganância, e andarem convencidos que estas empresas que vivem à custa do Estado e em condições particulares de “posição dominante”, são a chave do problema, nunca saíremos desta economia moribunda que não cria riqueza e que arrasta tantos cidadãos para a miséria. Sem aumentar a produtividade nem as contas públicas no “são” nos safam! Sem criar riqueza como pagamos as dívidas?

A prioridade são as empresas exportadoras que tambem substituem importações, que vendem valor acrescentado, que se dedicam a actividades onde o país tem vantagens competitivas. Peter Drucker, o célebre guru da gestão das empresas já cá fez um estudo a dizer tudo isto. Apontou as actividades a apoiar pelo Estado e os “clusteres” a desenvolver.

Mas, ao contrário, nos últimos trinta anos só ouvimos os políticos a defenderem as grandes obras públicas! Porque será?

Contribuição do Grupo BES para o PIB – 2

Submarino sem os serviços da ESCOM

Documento prova pagamento de luvas à empresa ESCOM, a tal que recebeu 30 milhões de euros por consultoria no negócio dos submarinos, titula hoje o Correio da Manhã.

Esta contribuição para o PIB já foi aqui tratada, após o presidente do BES  nos vir dizer que o Grupo é composto por 400 empresas e contribui para o PIB em 1,5%. Eu acredito que sim, embora a minha definição de contribuição para o PIB não seja bem a mesma, é que o Grupo BES está em todas as empresas que são  protegidas pelo Estado, onde retira, não só os seus rendimentos accionistas como vende os seus serviços financeiros, de seguros, de consultoria, onde coloca os seus quadros…

A minha admiração cresceria imenso se os investimentos do Grupo BES se orientassem para as actividades de bens e serviços transaccionáveis e exportáveis, operando em mercados competitivos e abertos sem estar envolvido com o Estado, por ele protegido, e não correndo riscos.

Cada vez mais no nosso país a soma é muito inferior às partes. Estas estão milionárias e recomendam-se, o país é que está cada vez mais pobre.

PEC – ajudar a Grécia

Bruxelas já anda a dizer que as medidas do PEC não são suficientes, quer medidas mais duras, mas a verdade é que com estas medidas já se atrofia a economia, a economia não cresce, e não crescendo não aumenta a receita. As previsões para o PIB são em baixa vamos crescer menos que o previsto que já é muito pouco, e abaixo da média europeia. Vamos empobrecer todos nos próximos anos!

Entretanto, vamos ter que ajudar a Grécia com 774 milhões de euros o que dá 73 euros por cada um de nós, o que é mais uma machadada na já muito endividada economia portuguesa. Mas Portugal não está em condições de dizer que não, tudo o que vem aí indica que a seguir aos gregos vamos ser nós a precisar da ajuda europeia, convém desde já mostrar solidariedade, agora pelos gregos amanhã pelos portugueses, eis a razão porque emprestamos o que não temos.

Sócrates e Teixeira dos Santos com uma mão atrás e a outra à frente…

Para que serve o PEC ?

O PEC  – Programa de Empobrecimento Comum, vai apertar o garrote, aumentando os impostos, congelando salários e carreiras,  cortando no investimento e privatizar o que resta para privatizar. Isto nos próximos 3 anos. Vamos todos viver pior e os mais pobres são os que levam por tabela .

O resultado imediato é que estas medidas impedem a economia de crescer, e como não cresce, não há riqueza para distribuir, não há criação de emprego e a receita fiscal não aumenta por via do alargamento da base. Vai ter que se aumentar mais impostos. Chegados a 2013 espera-nos uma prenda. É que é precisamente nesse ano que a maior fatia dos custos das parcerias público/privadas, começam a pesar, e o peso é tão grande que ninguem sabe bem quanto é. Há quem diga que voltamos a ficar numa situação muito semelhante à que temos hoje. Isto é, os sacrifícios que nos pedem não servem para nada.

A economia não cresce, o desemprego mantêm-se e os impostos das famílias e das empresas vão permanecer altos, não competitivos com as outras economias, e como a nossa produtividade é baixíssima, metade da Alemã, vamos cair numa situação de incumprimento da monstruosa dívida que acumulamos. E não vamos conseguir exportar quando as economias mais fortes recuperarem e essa, é a única saída que o PEC, supostamente, nos deixaria aberta. Mas não, vai estar fechada!

A má notícia é que podemos cair numa situação de deflacção e empobrecimento que leva décadas a sair dela, e a boa notícia é que talvez ainda alguem vá a tempo de tirar o país das mãos destes incompetentes!

PEC – Programa de Empobrecimento Comum

O PEC está aí debaixo das críticas de todos com excepção dos socialistas que, como é seu timbre, desde que Sócrates deu à costa, vêm coisas que mais ninguém vê!

O PEC empurra o país para o empobrecimento como já aqui dissemos, retira dinheiro às famílias e corta no investimento público, o que reduz a “voltagem” de dois motores da economia. Sempre aqui estivemos contra os megainvestimentos , sem correspondência real no desemprego e na criação de riqueza, mas estivemos sempre a favor de investimento de proximidade, que dá emprego e cria riqueza.

O TGV foi cortado, pelo menos na “conversa” oficial, mas 900 Milhões de euros continuam inscritos no Orçamento. O que faz lá esta verba tão importante se o TGV foi adiado? Dizem os socialistas que se trata de não perder as verbas da UE, o que a oposição rebate dizendo que tem garantias da UE que estas verbas podem ser reinscritas noutros programas.

No essencial, as instituições de notação financeira, já vieram dizer o que pensam de um país que não cresce, que não cria riqueza. A classificação do país desce enquanto os juros da dívida externa monstra sobem!

Com o crescimento que se espera para a economia, o desemprego vai subir mais 2% até 2012, o que quer dizer que vamos atingir a cota do 12%. Para quem começou a prometer que ia criar 150 000 empregos, não está mal!

A Jaula

A nossa economia é uma jaula de onde não se sai por meios próprios.Ou somos ajudados pelo exterior ou então vamos empobrecer ainda mais. Como se percebe não há nenhuma política coerente, voltamos ao mesmo de sempre, aumentar impostos, que Sócrates jurou não aumentar, congelar salários…

Com Sócrates, crescemos sempre abaixo das outras economias europeias e ao fim de uma maioria absoluta a nossa posição é muito pior do que quando ele começou. E não se diga que é da crise porque não é, a crise começou em em 2009 e ele está lá desde 2005. Enquanto a Espanha e a Alemanha não arrebitarem nós nada ou muito pouco podemos fazer. O tecido empresarial é o mesmo, nem sequer se aproveitou para inovar, modernizar…

A receita que se vai obter com o aumento dos impostos é igual ao dinheiro que se meteu nos bancos, ninguem sabe para quê, não há posição nenhuma conhecida e ninguem os quer. As privatizações são os anéis a saírem dos dedos, depois disto pouca coisa o Estado tem para vender, talvez as Berlengas…

É uma situação de desespero que leva a estas privatizações mas a pior notícia é que o dinheiro arrecadado vai desaparecer nas mãos dos boys e das girls, não vai ser utilizado para relançar a economia, modernizar o tecido empresarial. A pobreza é o futuro dos portugueses, pela mão “deste animal feroz”.

O PS é isto, um Estado nas mãos das corporações que mamam sem cessar, gastar o que há e o que não há, não sabe criar riqueza! Em vez de um prepotente  e arrogante político (qualidades dos incapazes) deveria haver, uma vez por todas, um consenso alargado entre Empresários, Sindicatos, Partidos, associações sectoriais, sobre as actividades e os “clusters” em que o país tem vantagens competitivas e estabelecer um plano estratégico a dez anos e cumpri-lo. É a isto que se chama governar!

Uma coisa é certa, entre muitas outras, as empresas de tecnologia que estão a ser criadas e desenvolvidas em Portugal, face à pobreza da nossa economia vão ser compradas por empresários de economias mais fortes e que sabem para onde vão!

Um desastre, o que temos pela frente!

Passos Coelho está preparado.

O que se pode concluir é que Passos Coelho está preparado, há anos em que se rodeou de uma equipa e tem ideias sobre o que quer para Portugal. Isso nota-se muito na forma como é mais concreto nas medidas e políticas preconizadas. na economia é o único que percebeu que sem uma rede de Pequenas e Médias Empresas viradas para a inovação e para a exportação, o país não sairá deste caminho que conduz à pobreza.

Ter um Estado que se conluie com os grandes grupos económicos “absorsores” das mais -valias produzidas pelo resto da população, até porque operam no mercado interno, leva-nos inexoravelmente para o abismo, o que está mais que provado como se vê pelos resultados dos últimos anos. Os sucessivos de grandes projectos públicos cada vez são marginalmente menos eficazes e rentáveis e a dívida pública explica o resto. Hoje pagamos 6% do PIB em juros lá fora o Sistema Nacional de Saúde representa 8%.

Nisto, Passos Coelho é o único que tirou as devidas ilações e está apostado em criar uma industria inovadora, uma agricultura e pescas que substituam importações e possam exportar. Não há outra maneira de tirar o país da miséria. Nunca de Sócrates ouvimos tal, bem pelo contrário, até á última defendeu os megainvestimentos e ignorou a dívida. As instituições financeiras internacionais obrigaram-no a dar o dito por não dito.

Pedro Passos Coelho tambem defendeu o “Estado Social” como é de tom na “social-democracia” o que não pode deixar de ser num país tão pobre, onde 2 milhões de pessoas são pobres e 40% vivem directa ou indirectamente, à conta do Estado.

E, mais do que tudo, que se saiba não tem curso tirado ao domingo, nem inquéritos mal explicados!

Chafurdar na mentira não é higiénico

O pior que nos pode acontecer é relativizar tudo o que nos acontece. O nosso déficite é de 9.3% do PIB o da Espanha tambem; a dívida é de 100% a da Grécia é maior; o desemprego é de 10% o da Espanha é 19%….

Mas, para as coisas que gostaríamos que nos acontecesse mas não acontecem, aí já não se relativiza nada, não se falam nelas sequer.

A Espanha anda há anos a renovar o seu tecido empresarial, com melhores equipamentos, inovação e formação aos desempregado e muito do desemprego tem a ver com essa renovação. A Alemanha dá mostras que o seu sector de exportação está a retomar. Todos, na UE, são muito mais ricos e justos que nós…

O primeiro ministro é escutado e as conversas são reveladoras de atentados à liberdade de expressão. Pois, não devia, mas não houve um ministro que alinhava os telejornais da RTP ? José Sócrates mentiu na Assembleia da República ao dizer que nada sabia do negócio da PT com a TVI . Mentir mentem todos. O PGR e o Presidente do Tribunal Superior não ouvem nada de especial onde uns “eruditos e experientes” boys de 32 anos (pagos a peso de ouro) são incumbidos de irem a Espanha fechar o negócio com os espanhóis donos da TVI.

Vara ralha com o primeiro ministro e diz que ele não devia dizer que não conhecia o negócio e isso, de mandar calar o primeiro ministro, é “tão natural como a nossa sede…” Os jornalistas que criticavam Sócrates foram todos afastados, mas afinal o que é que se espera, não é a suposta vítima promover a limpeza, afastar os adversários?

Tudo relativizado, não há perigo nenhum, salvo no dia em que alguem considere que tudo isto não é mais do que  merecemos!

Da última vez tivemos um governante a pensar assim durante quarenta anos!

Juros da dívida duplicam

Todos sabiam mesmo os que andaram a dizer a Sócrates o contrário, mas os juros constituem uma ameaça séria para o desenvolvimento da nossa economia.

É dinheiro que sai e que se subtrai ao PIB que não cresce, o que representa o rendimento nacional cortado de uma fatia cada vez maior.

A UE já não está com meias e aponta-nos como um grave problema e enrola-nos com a Grécia, a Irlanda, a Espanha , e a Itália,  estas duas últimas com capacidade de sair do problema muito maior do que nós.

É este país, na bancarrota, que tem um primeiro ministro que nos andou a vender, como saída para a crise e para o desenvolvimento, os megaprojectos que se pagam com empréstimos cujos juros duplicaram e que vão continuar a subir, basta ouvir o “ganir” das empresas de “rating”, as mesmas que falharam estes anos todos e que não perceberam nada de nada do que iria acontecer.

De “business as usual” está aí de volta como se nada tivesse acontecido, uns enriqueceram loucamente, outros (a esmagadora maioria) além de mais pobres vão pagar tudo, e tarda que os governos apresentem firmes políticas prudenciais.

Bancos mais pequenos e separados em comerciais e em investimento, penas pesadas para quem rouba e defrauda quem o seu dinheiro lhes confia.

Cá no país, como se vai vendo, não acontece nada. O que vemos é os banqueiros a queixarem-se que vão pagar mais impostos, a ameaçar que se vão embora. As medidas a tomar para controlar a ganância têm que ser a nível global tal qual as falcatruas!

Eu pago para que políticos, banqueiros e gestores das empresas públicas se vão embora!

Os sinais do empobrecimento…

Como há dez anos que o PIB não cresce e como nos próximos dez tambem não vai crescer, o empobrecimento acentua-se, inexoravelmente. Até aqui, andamos alegremente, Estado, empresas e famílias a endividarmo-nos para manter um nível de vida que é insustentável. A dívida pública cresceu desmesuradamente, e agora soam os sinais de alarme, cá dentro e lá fora.

Chegou a hora de se venderem os anéis. As grandes empresas públicas vão passando para as mãos de “centros de decisão internacionais” . A CIMPOR, talvez a mais importante empresa industrial portuguesa, está sob o ataque de uma OPA hostil da parte de uma empresa brasileira.

Os nossos amigos Angolanos têm tomado posição em grandes empresas nacionais, com grandes investimentos, na banca, na Indústria, jornais e até (diz-se) em equipas de futebol…têm capacidade financeira, e se tomam posição é porque alguem saíu, ou não querem ou não podem manter essas posições, é pois natural que quem tenha capacidade financeira o faça.

Investem, correm riscos, jogam o jogo segundo as regras do país. Bem sabemos que as mais valias não vão ficar em Portugal, mas são empresas cotadas em bolsa, há regras, assim todos as cumprissem.

Havendo reciprocidade, empresas portuguesas a tomarem posições ou a investirem em empresas Brasileiras ou Angolanas, nada a dizer, mas o que temos cada vez mais são as jóias da coroa a serem vendidas.

Nós nos últimos dez anos empobrecemos, temos que vender, quem criou riqueza e poupou, compra!

O pior é que tambem já poucos há que nos emprestem!

Um crescimento miserável…

Crescer 0.7% no PIB é mais ou menos o que vão crescer os outros parceiros, mas a má notícia é que não são as exportações a puxar pela economia, é o consumo interno.

E como é o consumo interno só serve para agravar o défice externo, o crescimento devia vir das exportações e do investimento.

Tudo que já  se sabia, o crescimento potencial da última década foi muito mau e da que vem aí vai ser tão mau ou pior, as fragilidades estruturais mantêm-se, mas o Ministro da Finanças passa pelo assunto “como cão por vinha vindimada” .

O diagnóstico há muito que está feito mas as medidas não são tomadas, tocam em interesses instalados, é mais fácil andar a deitar dinheiro para cima dos problemas, o que se “meteu” no BPN é o dobro do que se guardou para o resto da economia.

Entretanto, a Moody’s ( instituição internacional de notação financeira) já deixou o aviso, e os mercados reagiram muito mal, o crédito já esta a encarecer para o país.

Mudando ao sabor dos “tempos”, andam aí uns “pandegos” que dizem que nada disto é grave porque nos outros países a coisa não é muito diferente, é tudo resultado da crise internacional (suponho mesmo que na década de 90 já era da crise que ainda não havia), mas não conseguem explicar é porque o nosso país é o mais pobre e o mais injusto! E que por isso mesmo é imperativo que cresçamos mais que os outros, estamos mais abaixo, assim o fosso mantem-se e alarga-se.

Mas isso são tudo coisas que não interessam nada!

Como se sai disto?

A verdade que Sócrates esconde:

PIB: 160 mil milhões e que não cresce desde que o PS tomou conta do poder e não vai crescer nos próximos cinco anos.

Despesa do Estado: 80 mil milhões (metade do PIB, da riqueza do país já vai para o Estado)

Desemprego: 10% o que corresponde a cerca de 600 000 pessoas (se considerarmos que são as famílias mais pobres as que mais depressa vão para o desemprego, podemos calcular que há 1 200 mil pessoas a viver mal,  por cada desempregado, outro que depende dele)

Dívida pública ; 120% do PIB, isto é, precisamos de trabalhar um ano e mais cerca de 2,5 meses para pagar o que devemos! (Os TGVs são pagos com mais dívida!)

Déficite corrente: 8/9%, conforme o que possam esconder passando despesa para debaixo do tapete.(diferença orçamental entre despesa e receita)

Apoios sociais: 5 mil milhões de euros, o que quer dizer que, como não há crescimento de criação de riqueza, é insustentável.

Descontos nos impostos: 1,2 mil milhões, que como se percebe, quem embolsa, são os que têm dinheiro para fazer PPRs e seguros, os que ganham o vencimento mínimo, ou perto disso, não são beneficiados por descontos.

Se, em vez de fazermos as contas em relação ao PIB, as fizermos em relação ao Rendimento Nacional, (PIB – juros da dívida) estes números ainda são mais assustadores!

A carga tributária já anda perto dos 42% o que retira competitividade à economia e não é atractiva para o investimento estrangeiro. Não deveria ultrapassar os 35%! Mas como, se é quase certo que vamos ter que aumentar impostos?

Então como se sai disto?

Sai-se criando riqueza, produzindo bens transaccionáveis e que se exportam e que substituam importações! Nada que os megainvestimentos façam! Congelar salários da função pública, que foram aumentados em 2,9% por causa das eleições, num ano onde a inflação foi menos que zero! Investimentos públicos de proximidade que dão emprego imediato. Escolher as actividades económicas onde o país tem experiência e condições naturais e humanas. Nas novas actividades onde há competências!

E largar de vez a banca, as construtoras, as grandes empresas públicas, os grandes grupos económicos que já são grandinhos e podem viver sem a mama do Estado!

Sócrates continua a mentir, bem como o seu pinóquio das Finanças! A discussão do Orçamento vai ser feita sobre as mentiras ou sobre as contas verdadeiras?

Com mentiras nunca iria a jogo. Deixem-no a falar sozinho!

2 580 000 000 ou os excessos natalícios

Os portugueses gastaram 2,58 mil milhões de euros em compras e um valor médio de 44 euros, entre os dias 1 e 26 de Dezembro deste ano, indicam os dados da SIBS, a entidade gestora dos sistemas de pagamento, que junta os bancos a operar em Portugal. Feitas as contas, algo em que não somos grande coisa, “investiram” (palavra mais bonita que “gastaram”) o equivalente a 2,9% do produto interno bruto.

Perante estes números assola-me uma dúvida: os portugueses são completamente doidos pelo Natal? Perderam a cabeça de vez? Ou a história da crise é uma treta?

Só o nosso primeiro não está preocupado…

ECONOMIA GLOBAL – EUROPA – EURO – PORTUGAL

Na plêiade de países em risco de entrar em «default» (falha nos pagamentos da divida externa = bancarrota), Portugal – pasme-se – não está entre os primeiros 10.

Reino-Unido, Grécia, EUA, Irlanda, Argentina, Espanha, Turquia, Dubai, Japão, lideram neste momento este ranking.

O Reino-Unido comanda distanciadamente este ranking, pois congrega várias condicionantes que empurram aceleradamente este país para um estado de bancarrota. A Libra tem vindo a deslizar face ao Euro, prevendo-se que atinja muito em breve a paridade 1 Libra = 1 Euro, ou até mesmo uma cotação inferior ao Euro. Soluções possíveis, prováveis: Fim da Libra, adesão ao Euro, intervenção indirecta do BCE, a curto prazo, se não for antes o FMI.

A Grécia, está neste momento confrontada com uma divida externa que já supera o valor anual do PIB, e prevê-se que fechará 2009 com um défice do orçamento de estado próximo dos 15%, de resto valor muito idêntico ao do Reino-Unido. Solução possível, provável: Saída do EURO, ou intervenção indirecta do BCE, no curto prazo.

Os EUA, continuam a usufruir da Dolarização da economia mundial, especialmente das reservas dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia & China) estarem tituladas em USD., veremos por quanto tempo maís.

No entanto a velocidade de endividamento do estado norte americano e o actual recurso (único) á emissão de moeda, empurrará o dólar muito em breve para uma cotação inferior a 2 USD = 1 Euro. (O que será das exportações Europeias ?) Solução possível: Forte redução das despesas do estado nomeadamente as despesas militares.

Sem a disciplina imposta pelo pacto de estabilidade que está na base do Euro, Portugal seria hoje um país falido, sem qualquer credibilidade nos mercados internacionais e portanto sem crédito. Com despesas sociais a absorverem anualmente 80% das despesas correntes do orçamento de estado, tentem agora imaginar em que situação económica e social nos encontraríamos?

A Índia adquiriu recentemente 200 toneladas de ouro, tendo-nos finalmente ultrapassado e relegado agora para a 13ª posição mundial em reservas de ouro (7º em 1973), com as nossas 382,5 Ton, (a nossa vizinha Espanha tem menos 100 Ton.).

As nossas reservas de ouro, não chegam hoje para assumir mais do que 5% da nossa divida externa (em 1973 , não havia divida externa de monta, excepto o plano de financiamento da Ponte sobre o Tejo).

A liberdade de expressão sai muito cara…

PS: enviado por leitor identificado

Pergunta básica

Vamos imaginar que eu não percebo nada de economia. Não deve ser assim tão complicado porque se trata de algo absolutamente verdadeiro.
O PIB de Portugal não tem crescido, certo?
Escrito de outro modo…
Vamos imaginar que Portugal é uma família com duas pessoas: as Empresas (entenda-se Capitalistas) e os Trabalhadores.
Ora, se o que esta família (Portugal) ganha tem sido sempre o mesmo (para ser simpático) e o lucro das empresas aumenta, quem é a parte que está a ficar sem o que é seu?

Se calhar esta ideia é demasiado elementar, mas alguém poderá ajudar a esclarecer?

Sócrates e o seu mundo de fantasia

Acabo de ouvir o Primeiro Ministro e só o facto de já estar habituado é que me leva a ouvi-lo até ao fim. Somos o país que "mais cresce" no PIB, perdão, temos o maior, perdão, somos os que temos um menor crescimento negativo da UE!

 

O Desemprego cresce todos os dias, já ultrapassou a barreira mítica dos 10%, o déficite é de 8.4%, contra os 5% do governo, o orçamento rectificativo, perdão, distribuitivo, a não ser aprovado inviabiliza pagamentos já este mês.

 

Se as fábricas fecham todos os dias como é que o PIB é o que melhor se comporta ? Hoje é ponto assente pelas instituições europeias que Portugal vai empobrecer nos próximos oito anos, vai divergir da média europeia, ficar mais pobre em comparação com os restantes países da UE, como é que José Sócrates se convence que a propaganda passa?

 

A Segurança Social foi "corrigida" à custa de um corte de 40% nas pensões futuras, as receitas do Estado caíram cerca de 15%, o que mostra que a economia abrandou e já não há recuperações possíveis, só o aumento de impostos aumentaria as receitas, cortar despesas não se vê por onde, a dívida é colossal, este homem vive aonde?

 

Quando Sócrates sair do poder vamos ter muitas revelações. Na Economia, na Banca, na Comunicação Social, na Justiça …

 

A síndroma " vale e azevedo" vai passar por aqui…

O Dubai já foi…

Se Sócrates tivesse olhinhos e não quisesse ser recordado por uma ponte ou pelo TGV, olhava bem para o Dubai dos Megainvestimentos com dinheiro emprestado, dívida externa.

 

Aqui em Portugal, as pessoas que conhecem as contas públicas levam as mãos à cabeça por muita coisa, mas muito principalmente por causa da dívida externa que, em cinco anos, saltou para 80% do PIB.

 

Isto quer dizer que o serviço da dívida é monstruoso, é dinheiro que vai lá para fora, que é retirado à economia e dinheiro cada vez mais caro, porque com o crescimento que tem, Portugal não consegue pagar a conta. E quem empresta está muito atento aos países que pedem, que não controlam a dívida, que a deixam crescer, que não se conseguem desenvolver. E são mais exigentes, juros mais altos, condições de obtenção mais dificeis para quem pede.

 

O Dubai fez a fuga em frente habitual, grandes investimentos públicos que só dão retorno (quando dão) muitos anos mais tarde. E agora, anda "de mão à frente e outra atrás" a pedir ajuda e facilidades.

 

Oxalá que o bom senso cubra com o seu manto benfazejo a oposição e lhe dê força para, pelo menos, travar as obras públicas até que possamos pedir emprestado em melhores condições.

Desemprego – O falhanço das políticas do governo

O desemprego tem um comportamento que é o espelho das políticas do governo. Mais de 500 000 pessoas estão desempregadas, o que representa 9.8% da população activa, o maior número dos últimos 23 anos.

 

Nos últimos três meses, 40 000 pessoas perderam o emprego e no desemprego homónimo ( Outubro a Outubro) mais de 140 000 pessoas .Estes números, que não são contestados por ninguem ( o que se pode dizer é que a realidade é ainda pior) mostra bem que as políticas de criação de emprego são um falhanço em toda a linha.

 

O governo que tem estes resultados não quer mudar de políticas, quer continuar a deitar dinheiro em cima das empresas habituais, quer avançar com os megaprojectos que  só criarão postos de trabalho daqui a dois anos e nenhuma riqueza.

 

Estretanto, "esmiuçando", verifica-se que 140 000 pessoas com habilitações até ao antigo 9º ano perderam o emprego e 40 000 pessoas com o 12º conseguiram um, somados a mais 12 000 empregos para licenciados.

 

A criação do emprego líquido é pois negativo, a renovação do tecido empresarial não está a ser feita, e Sócrates, incapaz de criar postos de trabalho nas áreas da produção de bens transaccionáveis e exportáveis e que substituem importações, lança-se às obras públicas em que se trata de pedir o dinheiro emprestado lá fora e fazer mais "betão" com emprego de baixa qualificação. Fácil demais para ser meritório…

 

Por um lado já decretou várias vezes o fim da crise, e que fomos dos últimos a entrar e os primeiros a sair, mas quando aparece o desemprego descomunal, o crescimento do PIB desgraçado, o déficite humilhante, aí a crise já serve de desculpa.

 

E a par desta desgraça envolve-se em "negócios escutados" e perde o tempo todo a "arredondar" os estragos na Justiça e na Comunicação Social…

Onde pára o nosso dinheiro?

Só para não esquecer:

 

No BPN já lá foram metidos pelo Estado 3.5 mil milhões e necessita de uma injecção extra de capital de 1.8 mil milhões

 

No BCP o assalto socialista com dinheiro da Caixa Geral de Depósitos é um segredo de Estado, não se sabe quanto nos custaram os negócios finos.

 

No BPP foram lá metidos 400 milhões de euros, há um silêncio assustador

 

Nas autoestradas a construir já derraparam 1 110 milhões de euros, reparem "a construir"

 

Só em 2011 Portugal voltará a ter riqueza igual à de 2006

 

Os cenários traçados para 2010 e 2011 deixam-nos paranóicos. Dívida pública e défice com valores brutais.

 

A queda do PIB prevista por Bruxelas para este ano, é de -2,9%. Para 2010 e 2011, as projecções são de 0,3% e 1%.

 

A taxa de desemprego estimada para este ano e para o próximo é de 9%, o que é uma surpresa, atendendo a que o crescimento miserável do PIB vai continuar a criar desemprego, logo aquela taxa vai ser ultrapassada.

 

A Dívida Pública no final de 2011 vai atingir 91,1% !