Produto garantido para tapar o cheiro das cagadas governamentais. E não só…
Terrorismo ortográfico
Estava o meu domingo a correr muito bem, com a leitura deste texto (novinho em folha e altamente recomendável) de Daniel Dennett, quando tropecei numa notícia acerca de “actos de terrorismo institucional”.
É verdade, João Paulo Vareta, comandante da Polícia Municipal de Braga, recusa-se a pactuar com “actos de terrorismo institucional“.
Admito que gostaria imenso de conhecer a opinião de João Paulo Vareta relativamente a este acto de terrorismo ortográfico — as vítimas são todos aqueles que gostariam imenso de poder ler textos em português europeu.
Continuação de um óptimo domingo.
O futuro começa aqui
Sopram ventos de mudança.
Sinto-o em mim. Sinto-o no corpo. Sinto-o na pele. Sinto-o na mente. Sinto-o na natureza que me rodeia. Sinto-o na população exaurida, derrotada, ansiosa por um novo país.
As linhas que nos separam deles
Há uma linha que separa a mentira da verdade. Que separa a merda da dignidade. Que separa os direitos adquiridos do “sistema” dos direitos facilmente suprimidos da “plebe”. Que separa a propaganda do mundo real. A imagem que ilustra este post poderá ferir susceptibilidades. Ela representa mais um exemplo que retrata a forma como este governo gere as poucas moedas que afirma ter, cortando rendimentos aos “segmentos” sem “poder negocial” enquanto mantém privilégios totalmente incoerentes com a fanática narrativa da austeridade.
Alguém me explica o que são “despesas não identificadas”?
Será que 500 milhões de euros chegam ao espremem-se mais meia dúzia de reformados para recalibrar?
Ser bolseiro não deveria ser profissão, mas condição.
Vale a pena ler Henrique Monteiro sobre a questão das bolsas. Cabe ao governo gerir correctamente os dinheiros públicos. Em matéria de bolsas de investigação importa defender os interesses do país, jamais o dos bolseiros. Ser bolseiro não deveria ser profissão, mas condição. Conheço bem Portugal, infelizmente sei o que a casa gasta…
O humor e propaganda de um regime em decadência
Sem a pompa e a circunstância que outras visitas da realeza social-democrata nos têm habituado numa terra tão laranja como é a minha Trofa, Passos Coelho apareceu por cá no passado Sábado para apresentar a sua recandidatura à presidência do PSD, num evento dirigido aos militantes da zona norte do país.
Em vez das habituais e ensurdecedoras cornetas que normalmente antecedem este género de visitas, os militantes trofenses optaram por manter a vinda do chefe num invulgar mas expectável silêncio, quebrado pela fuga de informação proveniente daqueles que, muito provavelmente, estarão fartos dos Relvas que tomaram conta do aparelho social-democrata. Nem o jornal do regime escreveu uma palavra que fosse sobre a vinda do Primeiro-Aldrabão. Não fossem os jotas cor-de-rosa vingar-se dos ovos com que José Sócrates foi brindado na sua última visita ao nosso concelho. É que por aqui as jotas não se limitam ao jogo do tacho: pegam-se a sério e chegam mesmo a andar à chapada na via pública se tal se mostrar “necessário”!
Violação por decreto
Uma menina de 20 anos foi encontrada em sua casa na companhia de um rapaz (não descobri informação quanto à idade dele, mas presumo que seja de faixa etária próxima) de uma religião diferente.
De imediato, foi convocado um conselho tribal de cidadãos, daqueles de tipo medieval, onde se decidiu multar os jovens enamorados, que, pelos vistos, aguardavam a sentença amarrados a árvores. Cada um deles teria que pagar 25,000 rupias (cerca de 290 euros) pelo hediondo crime de enamoramento por alguém de uma tribo que não a sua. [Read more…]
Dá vinte
Remisquedo
A Estrada Nacional 15 cruza novamente a Linha do Tua, anos 70. (© desconhecido)
Os mercados estão a reagir bem

O único momento do dia em que ouço notícias sobre mercados, taxas de juro e bolsas é quando estou a tentar encontrar o sabonete com os olhos cheios da espuma do champô e não consigo mudar de estação de rádio. Mas tem sido suficiente para dar-me conta de que o jargão jornalístico para explicar as coisas inexplicáveis que se passam nesse campo passa pela sua humanização. Há dias em que “os mercados estão a reagir bem”, e se eu estiver ainda ensonada quase que me alegro, como se fosse um doente a quem sigo com apreensão. Outras vezes informam-me que “na Europa, o sentimento é misto”. Ora isto, sendo vago, transmite uma certa angústia e convoca a solidariedade, ou não fosse tão humano isso de alimentar sentimentos mistos em relação a uma mesma coisa.
Às vezes preocupam-me desnecessariamente porque me dizem que “os indicadores económicos alimentam receios”, mas não me dizem de quem nem porquê. Tão vagos que outras vezes se ficam por um “lá fora [onde?], “as notícias são desanimadoras e aumentam a cautela”. E eu, que ainda nem saí lá fora, só por causa disto já olho para onde ponho os pés molhados ao sair do duche, que a vida de repente parece-me uma coisa perigosa. [Read more…]
A sexualidade reprimida
de Oscar Mascarenhas – um direito de resposta com tudo no sítio.
No 78 da STCP
O Porto a caminho de 2001 visto pelos olhos dos passageiros de um autocarro. “Próxima Paragem”, de Catarina Mourão.
Afinal o Relvas merece a licenciatura

Andou um país enganado a mandar estudar o Relvas. Que não podia ser, era muita equivalência, muita rapidez.
Grande injustiça. O homem tinha obtido uma licenciatura da Lusófona. Ora na Lusófona estudam analfabetos ao nível de escreverem SENSIONALISTA ou “bom educação”, é lerem este naco de jumentice e comentários, ou a vergonha comentadeira que brota dos indignados defensores da praxe lusofónica.
Um mestrado, da Lusófona, para o Relvas, é por comparação a mínima reparação possível. Faça-se justiça. Como escreveu por aí um douto universitário: focam demasiado no erro das pessoas, em vez de tentar perceber a lógica. É isso.
A Síntese e o Acordo Ortográfico: “sem problemas de maior”
Acabo de ler (através de ligação, neste excelente texto da Sarah) a Síntese. Por qualquer motivo que me escapa, lida a Síntese, lembrei-me, não de um, não de dois, mas de três, sim, três Orçamentos do Estado.
Vejamos aquilo que a Síntese nos conta: “terceiro sector” e “por setor de atividade”; “outros subsectores” e “transferências para outros subsetores“; “despesa efectiva” e “conjunto da receita efetiva“; “impostos indirectos” e “impostos indiretos“; “impostos directos” e “impostos diretos“; “última actualização” e “pela atualização das pensões”; “outros activos financeiros” e “com ativos financeiros” — ia-me esquecendo quer da cereja em cima do bolo (“Direção-Geral de Protecção Social”), quer da pièce de résistance (“pelo fato da informação não estar disponível”).
Sim, foi há dez meses que o ILTEC nos garantiu que:
o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior
Reclamação de ex-Dux da Lusófona
Fernando Martins
Fui Dux da faculdade de Medicina Veterinária na Universidade Lusófona durante 5 anos! Como deve estar a questionar-se, afinal existia mais do que um dux na lusófona. O meu curso e faculdade dentro da instituição da ulht é completamente independente do resto da instituição, assim como a nossa comissão de praxe, o nosso código e conduta de praxe! Mas contudo não deixo de ser aluno da lusófona e sinto-me totalmente caluniado. Poderia até dizer que todos os jornalistas deste país são uma vergonha , ou mesmo, todos os blogers deste país.. Mas não… O blogue referente aos alunos da lusófona é uma VERGONHOSA, SEM CONTEUDO, FUNDAMENTO, SENSIONALISTA, [Read more…]
Faz todo o sentido
Procura-se boy com experiência em ser boy. Os filhosdaputa perderam a vergonha, toda.















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