Porque o amor não conta os cromossomas…
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Porque o amor não conta os cromossomas…

Num destes domingos passeei-me pela baixa de Lisboa. É uma coisa que gosto, andar por cidades fantasma, imaginar pessoas que nelas não vivem, apreciar os cafés sem clientes, deambular pelo meio dos estranjas, entretidos com as suas reflex, a capturar a luz da cidade que não faz sombras de pessoas. [Read more…]
Não poderia estar mais de acordo. É imperioso que tenhamos liberdade para escolher e sejamos responsabilizados pelas escolhas que fazemos. O resto é ditadura de quem pretende uma sociedade à sua imagem, impondo o que considera correcto. A civilização ocidental há muito que vem sendo ameaçada por esses neo-talibãs…
Reuniões de Câmara com estilo é… em Montalegre.

N’O Insrugente pergunta-se “O país empobreceu com Salazar?“, prontamente se respondendo que não. Não sei que idade terá o autor da prosa mas eu, que apenas vivi 6 anos em ditadura, recordo-me bem que as pessoas eram pobres. E que era uma festa quando a tia da França trazia caramelos. E de fazer sandes de pão com açúcar amarelo e azeite, que isto da marmelada e do doce de tomate não duravam sempre. [Read more…]
Manifesto da dívida recebe apoio de 74 economistas estrangeiros. Essa gente não se sabe dar ao respeitinho?

Como convencer famílias carenciadas a assinarem contratos de fidelização de 36 meses?
O “esquema” é simples:
– com a conivência de alguns Directores de Escolas Públicas, as famílias dos alunos começam por ser contactadas telefonicamente;
– “doutoras” extremamente simpáticas convidam as famílias a comparecerem na escola, durante o fim de semana e no horário mais conveniente;
– com tamanha disponibilidade e simpatia, debaixo do tecto da Escola Pública, ninguém duvida da idoneidade das empresas envolvidas e muito menos dos objectivos que se propõem atingir;
– com a promessa de soluções milagrosas para o insucesso escolar dos seus filhos e de os preparar convenientemente para o “importantíssimo” Exame de Inglês do Cambridge, utilizando técnicas de marketing irresistíveis, os pais quase assinam de cruz um contrato de fidelização de 36 meses com pagamentos por débito directo!
Sim, leu bem, 36 (trinta e seis) meses!!! [Read more…]
Estes tipos estão cada vez melhores… Em época de quaresma, aqui vai!

Hoje deve ser dia de festa entre os capangas do clã Bush, nomeadamente a quadrilha do Bush II. Mais uma vitória dos direitos humanos, que brilha entre as muitas que estas poderosas forças de exportação de felicidade têm espalhado, nomeadamente no Médio Oriente.
Depois da transformação brutal e sangrenta do Iraque (que era uma república laica, se bem que autocrática, com alguma preocupação de redistribuição de recursos sociais) numa teocracia governada por loucos fanáticos, têm-se sucedido inovações que brilham entre os maiores recuos históricos de que há registo. Hoje soubemos que as novidades em matéria de direito de família contemplam normas como o casamento das mulheres aos nove (9!) anos – dando assim dignidade legislativa e sagrada à pedofilia -, o desaparecimento da noção de violação no casamento – pelo que crime passa a ser qualquer resistência da mulher aos caprichos do marido – e a interdição da mulher sair à rua sem a expressa autorização do marido (e ainda há ingénuos entre nós que pensam que o feminismo é coisa ultrapassada). [Read more…]

Sim. A base XIX.
Base XIX
Das minúsculas e maiúsculas
1.º A letra minúscula inicial é usada:
a) Ordinariamente, em todos os vocábulos da língua nos usos correntes;
b) Nos nomes dos dias, meses, estações do ano: segunda-feira; outubro; primavera.
Chegou aos manuais, nem por isso às novas metas educativas do 9º ano, nem é por isso que se justifica este vídeo:
mas porque realmente virou moda, a partir de uma taxonomia das ditaduras que mede mais o horror e menos a natureza social, e económica, misturar uma ideologia que nasceu para combater a outra fazê-la igual à que a derrotou, coisa tão tola como esquecer que a Rússia em geral tem uma certa experiência nas vitórias contra a Alemanha, e esqueceram-se agora mesmo muito em Berlim.
Texto (não concordando com tudo, é um bom todo) do Bruno Carvalho.
Não sou especialista em política internacional, muito menos em questões de secessão. Por princípio sou favorável à autodeterminação dos povos. Dentro de alguns limites, isso inclui o Direito de secessão dos povos, regiões, países. Se o País Basco ou Catalunha decidirem um dia quebrar a ligação à Espanha, ou mesmo se a Madeira deixasse de pertencer a Portugal, desde que resultasse da vontade das populações expressa em livre referendo, a minha posição seria favorável. O pretexto que a comunidade internacional utilizou no Kosovo, permitindo à maioria albanesa do território separar o mesmo da Sérvia, serve agora como uma luva à população da Crimeia. Por mais que os hipócritas políticos que governam os EUA ou a inútil instituição sediada em Bruxelas protestem. Foram eles quem abriu a caixa de Pandora…
Será de facto muito simples. “Ganhaste? É meu.” – dirá o fisco.

No confronto destes resultados com os obtidos para o conjunto dos 23 países incluídos no ESS, a conclusão é clara: os portugueses estão mais insatisfeitos em praticamente todos os itens da escala. As eleições livres e directas e a existência de media de qualidade e de uma oposição livre são os três únicos aspectos a merecer uma avaliação dos portugueses mais positiva do que a generalidade dos europeus. [PÚBLICO]
Ironicamente, os portugueses, que maioritariamente discordam “que o Governo prossiga com políticas com que a maioria da população discorda”, acha que temos eleições livres e directas. Sem dúvida que somos livres de colocar o X no quadradinho que quisermos. E o que está por trás da lista onde se vota? [Read more…]
Sábado passado uma mulher tentou suicidar-se na Ponte 25 de Abril. Parou o carro, pôs os 4 piscas, deixou um papel a despedir-se dentro do carro e saiu para ir saltar da ponte abaixo. Depois de muitos, de muitos carros não pararem, alguém parou, e quase depois disso também um segundo carro, com um GNR lá dentro, que conseguiu impedir o salto enquanto uma pessoa do primeiro carro que parou pedia à mulher suicida que lhe desse um abraço.
Mas nas notícias nem pevas, nem desta história nem de todas as outras que têm vindo a acontecer diariamente – gente a perder o amor à vida, naquela que ficará para a memória recente da sociedade portuguesa como um dos períodos mais absurdamente difíceis de sempre. Mas nas notícias nada, jornalismo nenhum que mostre o que está verdadeiramente a acontecer, que diga que há corpos de pessoas que todos os dias dão à costa nas margens do Tejo, que diga que há muitas pessoas que se matam porque não conseguem viver sem trabalho, com dívidas, e sem esperança alguma de que algo mude no tempo útil das suas vidas breves – enquanto Pedro Passos Coelho e Paulo Portas constroem (pela destruição das vidas da maioria esmagadora dos vivos, incluída uma classe média patrimonial tão recente em Portugal) um país para pessoas que ainda não nasceram.
Na verdade, já chegámos ao neofeudalismo.
Esta canção é muito simples. Não tem grandes metáforas, nem segundos sentidos. Escrevi-a para mim, porque um dia acordei e percebi que já há uns tempos que me sentia a sofrer as consequências de uma jogatana qualquer com a qual eu não tive nada a ver. Lembrei-me de quando estava na primária, quando um coleguinha qualquer lá na turma fazia uma tolice às escondidas e a professora dizia: se ninguém se acusa ficam todos de castigo! O coleguinha nunca se acusava… e ficávamos todos de castigo.
Esta canção não fala só de um coleguinha. Fala de muitos coleguinhas que ao longo de muitos anos fizeram muitas tolices. Coleguinhas por Portugal inteiro, em todas as áreas da sociedade, não só na política mas quase sempre debaixo da sua alçada. Esta música fala de desonestidade, de falta de respeito e amor pelo nosso país, o que quer dizer, pelo próximo. Mais nada.
Não, de modo nenhum, nós não somos contra as manifestações. Numa sociedade democrática, as manifestações são uma coisa natural, e saudável. A liberdade de expressão, o direito à indignação, e até o direito à resistência, formulação que agora está muito na moda, são conquistas inalienáveis num Estado democrático como é o nosso. Mas há uma distinção a fazer entre isso e uma outra concepção que também decorre da Democracia, e que é o Estado de Direito. Ora, num Estado de Direito há regras que devem ser respeitadas. A Constituição? Ela não está a ajudar-nos, eis tudo. Como diz? Não respeitamos a Lei Fundamental do Estado de Direito? Vamos lá ver: [Read more…]

Ondas gravitacionais poderão ter sido detectadas neste padrão de luz dos primórdios do universo, podendo ajudar a explicar como este começou.
A importância desta descoberta reside em, pelo menos, dois aspectos. Por um lado, é a primeira detecção de ondas gravitações, tal como previstas na teoria da relatividade geral de Einstein. Mas mais importante é que, acreditam os cientistas, poderá ser a primeira prova directa que o universo ter-se-á expandido exponencialmente apenas uma fracção de segundo depois deste ter surgido (artigo completo na WIRED). (post scriptum: link para este assunto no Público)
A confirmar-se com mais experiências, isto será literalmente uma janela para os inícios dos tempos. Politólogos portugueses concluíram também que não será possível encontrar responsáveis pelo buraco financeiro em que nos encontramos antes desse big bang. Temos, portanto, uma boa janela temporal para apontar dedos a responsáveis mas, mesmo assim, acredita-se que eventuais culpas apuradas acabarão por prescrever devido a insuficiente tempo de preparação processual.
“Quero ser tua”, Suzy – Festival Eurovisão da Canção
(ao que parece, ainda existe!)

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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