O Bengaleiro do Reino

patrimonio_jeronimosCoisas que nem se ensinam nem se aprendem na escola: idoneidade.
via Eurico de Barros

O Correio da Manhã secou a barragem de Belver

Fotomontagem via Os truques da imprensa portuguesa

Quem precisa de uma seca severa quando tem um pasquim habituado a manipular a opinião pública? Que seria de nós sem um folhetim sensacionalista, sempre pronto para ampliar e distorcer os problemas que afectam o nosso país?

O Correio da Manhã podia ser um jornal sério? Podia, mas não era a mesma coisa.

Não é que me importe muito com isso…

… mas estar Centeno à frente do Eurogrupo tem a enorme graça de ver, novamente, o alcoviteiro Marques Mendes enganar-se redondamente. Nada de novo. Não aconteceu uma nem duas vezes. A parte que realmente espanta, ou nem por isso, é assistir à correia de transmissão pegar nas patralhas do gandanóia e delas fazer notícia. É o que tem religiosamente acontecido às segundas-feiras no Diário de Notícias e em mais alguns que, depois, re-noticiam a não notícia.

Ah e tal, o jornalismo está em queda, queixam-se os jornaleiros. O facto é que, para mim, presentemente não há um único jornal nacional que mereça a moeda de euro e mais uns cobres para o comprar. Será defeito meu, certamente.

Postcards from Greece #27 (Mount Olympus & Litochoro)

The house of the Gods and Goddesses

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Hoje o dia amanheceu glorioso, sem rasto nem gota da abundante chuva que caiu antes de ontem e especialmente ontem. Também acordei muito cedo para os meus hábitos. Ás 9h20 já estava na paragem do 23, na Kassandrou, aqui em cima, para ir para a estação dos caminhos de ferro de Salónica. O meu destino era (e foi) Litochoro, uma cidade pequenina aos pés do Monte Olimpo, ou melhor (que o Monte Olimpo é grande) a porta de entrada para a casa dos deuses e das deusas gregas. Na estação comprei um bilhete de ida e volta para a pequena cidade. Disse qualquer coisa em português, ou murmurei, e a senhora da bilheteira perguntou-me se era portuguesa, num português quase perfeito, aprendido no Porto onde, disse, viveu alguns anos. Obrigada e adeus.
 

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Rui Rio quer “um novo 25 de Abril”

É surpreendente a quantidade de pessoas que clamam – por tudo e por nada – por um novo 25 de Abril. Será que não gostaram do primeiro, do original, do propriamente dito?

Prestígio não paga dívidas

Fotografia: Francois Lenoir/Reuters@Dinheiro Vivo

A cada vez mais provável escolha de Mário Centeno para liderar o Eurogrupo tem coisas fantásticas, entre elas a oportunidade de expor o ridículo absoluto a que desceu a propaganda bafienta da direita PàF, desta feita protagonizada pelo jornalismo desonesto e faccioso de pasquins como o Sol, que no final de 2016 noticiou a saída de Centeno do governo no início do ano que agora chega ao fim, por opiniões que contam quando se é adepto da degustação de gelados com a parte da cara compreendida entre os olhos e a raiz dos cabelos e pelo Fórum para a Profetização de Desgraças e Invocação de Demónios. [Read more…]

O Esgoto da Manhã

informa que os salários no sector privado descem em Janeiro. Como quase tudo o que vem neste pasquim reaccionário, é mentira.

Postcards from Greece #25 & #26

Uma missa ortodoxa e um dia perdido

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o dia perdido foi hoje. A missa ortodoxa também. E não há qualquer relação, entre uma coisa e outra, mesmo porque a missa ortodoxa terá sido, provavelmente, a melhor parte do meu dia (e é uma agnóstica que vos escreve o postal).

Ontem fui dar um seminário/aula ao Alexander Technological Educational Institute of Thessaloniki, na Escola de Agricultura onde trabalha a Roula. Choveu todo o dia, tal como hoje, embora não esteja frio. O seminário correu bem, com estudantes muito interessados e participativos. O instituto é ainda mais antigo que a AUTH, ou pelo menos parece, porque tem um ar mais degradado. Ou então foi por causa da chuva que fez com tudo parecesse um pouco mais desolador e triste. Refiro-me aos edifícios e ao campus em geral, não às pessoas. No fim, quase duas horas depois, os estudantes agradeceram-me e um deles, vejam bem, ofereceu-me, assim ‘out of the blue’, uma garrafa de sangria grega. Tinha experimentado e gostado e resolveu trazer-me, ainda que não me conhecesse de lado nenhum, nem nunca me tivesse visto. A φιλοξενία (filoxenía ou amizade aos estranhos, sobre a qual já escrevi noutro postal). Outro estudante disse-me, enquanto fumávamos um cigarro no hall as escadas, dentro do edifício (‘pode-se fumar aqui, sim, e em todo o lado. Na Grécia somos democratas, se queres fumar, porque é que não hás de fazê-lo?’. Pois, nada, a mim parece-me bem) que tinha feito Erasmus em Portugal, no IP de Santarém. Sabia dizer ‘bem vindos’, ‘obrigada’ e ‘de nada’. Disse-me ainda que os portugueses também têm φιλοξενία e eu concordei. Talvez não tanto como os gregos, mas sim, somos hospitaleiros que chegue e os estranhos despertam a nossa simpatia.

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Presidência Portuguesa do Eurogrupo

A candidatura de Mário Centeno à Presidência do Eurogrupo tem suscitado diversas interrogações, manifestações de apoio e algumas de repúdio. Apartando-me dos apoios e repúdios de famílias partidárias por pouco interessantes, detenho-me sobre algumas interrogações que me parecem estranhas.
Desde logo, a de saber se Centeno terá ou não tempo para assumir essa presidência e continuar a assegurar as suas funções como Ministro das Finanças de Portugal. Não sei como não haveria de ter tempo para desempenhar, em simultâneo, as funções que outros assumiram antes, para mais com a equipa de qualidade que Centeno diz ter constituído no seu Ministério.
eurogrupo
Outros questionam-se se Mário Centeno estará habilitado com a experiência necessária para o cargo a que se candidata. Parece-me uma questão que não faz sentido, uma vez que se trata de alguém academicamente habilitado e com a experiência que estes dois anos de governação e negociação com o Eurogrupo e Bruxelas lhe granjearam, sempre com sucesso.
As interrogações [Read more…]

Previsões da OCDE que não interessam

antecipam um crescimento da economia portuguesa superior à média da zona euro em 2017, 2018 e 2019. Belzebu não facilita.

Directamente do esgoto jornalístico

Quando o Observador decide jogar no campeonato do Tá Fixe, o resultado é este.

A “opinião que conta” para quem gosta de comer gelados com a testa

Video: Luís Vargas@Geringonça

Obrigado, Marques Mendes. Nunca mudes!

JLo os primeiros 2 meses

[Mwangolé]

Com ou sem fundamento, correu o boato que na tentativa de condicionar a acção de João Lourenço, algumas pessoas próximas do anterior Presidente da República procuravam ligar o actual Presidente a algum escândalo de corrupção. Mais recentemente circulou que a avalanche de exonerações e nomeações estava concertada entre JLo e o ainda número 1 do partido no poder, José Eduardo dos Santos. Boatos, teorias, suposições nunca passam disso mesmo, existem para todos os gostos e são impossíveis de provar. Mas se é possível até acreditar que JLo limpasse o aparelho do Estado de algumas pessoas, que Zedú, com a anuência deste, não tivesse tido coragem para o fazer, torna-se difícil acreditar que tal acontecesse com os familiares mais próximos, ou seja os filhos. Verdade que Filomeno dos Santos continua à frente do Fundo Soberano, mas a sua implicação nos papéis do paraíso e fracos resultados, podem em breve traçar o destino de Zenú.

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Música com humor

Aquela que assinou de cruz…

… quer voltar ao governo. Talvez tenha aprendido a ler documentos que comprometeram o país.

Então, não estavam fartos do politicamento correcto?

A bancada do PCP votou contra o voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo. BE e PEV abstiveram-se. Alguns que criticam estas posições são os mesmos que, noutras ocasiões, defenderam que existia no país um praga do politicamento correcto. Querem ver que a pandemia está em crescimento e já atingiu os anteriormente irreverentes?

Postcards from Greece #22 to #24 (Thessaloniki)

«e uma vontade de ir, correr o mundo e partir, a vida é sempre a perder…»

 

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Este é um postal (ou três, porque não tenho tido vontade de escrever ou nada de especial para contar) de Salónica, mas podia, na verdade, ser de qualquer parte, incluindo de casa onde me tem apetecido regressar bastantes vezes nos últimos dias. Em Salónica, há um bocado, leio a notícia da morte do Zé Pedro dos Xutos e Pontapés. Devo ter gostado muito de Xutos há umas boas décadas, depois passou-me como me tem passado muita coisa nestas cinco décadas de existência. Passou-me, quer dizer, continuei a gostar, mas não, por assim dizer, ativamente. Pode ser-se velho demais para gostar de Xutos ou pode-se ser velho demais para ir deixando devagar de gostar de músicas, cidades, pessoas, coisas. Não sei qual das situações é o meu caso, mas creio que também não interessa muito, até porque as duas não são sequer contraditórias. E mesmo que fossem, é disso que somos feitos.

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Até sempre…

RIP Zé Pedro…

Quando a cabeça não tem juízo…

Ficam em risco de perderem o emprego! Escrevi em Agosto, pelos vistos o governo já começa a ficar preocupado

Uma vida que ardeu, uma esperança que é necessário reconstruir

Oliveira do Hospital ardeu depois de Pedrógão. Morreram muitas pessoas, várias famílias ficaram destruídas e isso nunca ficará bem e nunca se resolverá. São marcas que ficam para a vida toda, são memórias que voltam, de tempos a tempos, e atormentam.

(CLICAR na imagem para ver o vídeo)

(9º episódio do programa “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira)

O que ardeu foi praticamente tudo. Ardeu a floresta e espaço verde de lazer. Na verdade, o verde praticamente desapareceu.

Arderam as empresas e o emprego de muita gente. Depois das mortes, este é o drama mais significativo.
Os custos associados a estes incêndios medem-se em vidas perdidas, famílias destruídas, floresta perdida, negócios arrasados e um efeito muito significativo na esperança num futuro melhor. De tudo, apesar de certas coisas não terem solução, o mais difícil de recuperar é o ânimo necessário recomeçar tudo de novo. Esse é o maior custo, porque apesar de tudo a vida continua, e aquele aspeto que merece uma atenção muito especial.

Os incêndios deste verão mostram um país desorganizado e impreparado para estes eventos naturais. O “E se…” quis mostrar essa realidade, deixando claro que é nossa obrigação garantir que vamos construir um país que estará preparado e é solidário com quem é atingido pela calamidade. E essa é uma resolução que todos temos de tomar e realizar.
Exige-se que o Governo e as entidades regionais percebam que esse processo de reconstrução exige incentivos muito significativos, de pelo menos 85%. Eu diria que o país tem a obrigação de apoiar quem perdeu tudo e quer renascer, produzir e criar emprego.

Ouvimos os empresários que nos falavam de uma discriminação negativa de Oliveira do Hospital, referindo que o apoio prometido pelo Governo teria aqui um incentivo (70%) menor do que em Pedrógão (85%). Não percebemos a discriminação, nem a aceitámos. Aliás, consideramos que os incentivos deveriam ser até superiores a 85% nos dois locais, pois estes incêndios mostraram também uma completa falência do Estado e dos serviços de proteção civil.

Tem a palavra o Governo e a CCDRC.

Esperamos que o Senhor Presidente da República esteja atento ao que está a acontecer e atue no sentido de acelerar os apoios e garantir que se efetuam com a dimensão necessária.

 

Postcards from Greece #21 (Thessaloniki)

«Se um dia alguém perguntar por mim…»

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ouvi hoje, passava pouco das 10 da manhã, no café ‘Os Piratas’, aqui na esquina da rua de São Nicolau com a Rua de São Demétrio. Chovia torrencialmente e mal saí de casa fui beber um café antes de apanhar o 16, por causa da chuva, para ir para a AUTH. Lá dentro estava quentinho e o café era menos mau. A senhora ao balcão estava com cara de poucos amigos e bebericava qualquer coisa. A música estava baixa e era variada. Vi um cinzeiro em frente da senhora do balcão e pedi um para a mesa. A senhora tira o vaso das flores de dentro de um potezinho verde alface, que estava a enfeitar a mesa e diz-me para por a cinza ali.

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O preço certo em euros do número de propaganda de António Costa

A grande indignação da passada semana girou em torno dos 36.750€ que o governo derreteu num número de propaganda, com o qual decidiu assinalar os dois anos de vigência do executivo Costa. Apesar de ser prática corrente noutras latitudes, e do modelo escolhido não ser propriamente uma novidade, torrar dinheiro deste endividado país em exercícios desta natureza é, a meu ver, uma falta de respeito por todos os portugueses. Já agora, querida direita partidária, tu que vives de desgraças e indignações, por onde andavas quando o Passos fez exactamente o mesmo? Em lado nenhum? Deixa lá, não faz mal. Todas as ocasiões são boas para te ver fazer essas figuras. [Read more…]

ESCANDALOSO ROUBO AOS PORTUGUESES

Para verificarem a pouca vergonha que é esta RENDA que todos pagamos à EDP, vejo o acordo assinado em 2012 entre o Governo e a EDP Renováveis, os preços fixados e o valor, desde 2013, do preço médio da energia.

Link: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41305.pdf

Para resumo: em 2012 terminava o período de 15 anos em que o Estado financiou as eólicas. O Governo de então, com PM Pedro Passos Coelho e Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, assinaram um acordo em que se mantinha nos 7 anos seguintes (2013-2020) uma tabela de preços (estilo SWAP) que protegia as Eólicas. Os Portugueses pagavam 74 Euros por cada MWh, caso o preço médio diário fosse inferior a esse valor (e foi sempre por LARGA margem), pagariam o preço médio diário se esse valor estivesse entre 74 Euros e 98 Euros, e pagariam 98 euros/MWh se o preço médio diário fosse superior a 98 Euros/MWh.
 
Como o preço médio diário (claro, contratos feitos para enganar e para ter lucros GARANTIDOS) foi sempre muito inferior a 74 euros/MWh, os Portugueses, os contribuintes, estiveram sempre a financiar a EDP Renováveis. É isso a RENDA EXCESSIVA.
 
Lembre-se disso quando pagar a conta da eletricidade. Está a pagar o negócio garantido dos outros. Está a pagar negociatas que pretenderam garantir que as eólicas tinham lucros fabulosos, com os contribuintes a financiar, para depois as empresas serem vendidas a estrangeiros. Nós, contribuintes, continuamos a pagar este escândalo.
 
Lembre-se disso quando olha para o comportamento dos partidos na AR relativamente a propostas para aplicar taxas às rendas excessivas e ESCANDALOSAS das empresas de energia.
 
Lembre-se disso quando olha para os seus consumos e pensa em poupar, desligando o aquecimento, porque não pode pagar as contas. Não pode suportar contas para se aquecer e dar conforto à sua família, mas está a pagar os lucros escandalosos dos outros e os salários MEGA-milionários de MEXIA e companhia.
 
ISTO É UMA VERGONHA E UM ROUBO AOS PORTUGUESES.

 

 

Os bullies avençados

Santana Castilho*

Mesmo para quem está habituado ao confronto de opiniões que as decisões políticas mais polémicas suscitam, causa perplexidade verificar a quantidade de pronúncias na comunicação social, escrita ou falada, ora expondo ignorância inaceitável, ora evidenciando intuitos manipulatórios censuráveis, que a questão da tentativa de apagar uma década ao tempo de serviço dos professores suscitou. Conheço os preconceitos e as agendas destes bullies avençados. Mas, confesso, espantou-me ver tantos e tão irmanados na mentira e no ódio a uma classe, a quem devem parte do que são e do que serão os seus filhos e netos. Não é corporativa a razão que dita estas linhas. É a seriedade, é a justiça e é a certeza sobre o quanto toda a comunidade precisa dos seus professores.

Dois clichés são recorrentes no discurso dos bullies: a progressão dos professores é automática, em função do tempo de serviço; não há possibilidade financeira para o que reclamam.

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O direito dos comboios à greve (parte II)

Efectivamente, depois da parte I, eis a parte II.

Uma erva daninha com forma humana

Manifestante contra o glifosato. Foto: Reuters

Ora pronto, acabou a dança, via livre para dar continuidade à destruição da biodiversidade vegetal e animal, à contaminação dos lençóis freáticos, à redução da fertilidade natural do solo, à agricultura intensiva e ao ataque à saúde pública: O Comité de Recurso da União Europeia (UE) deu ontem “opinião positiva” à proposta de renovação por cinco anos do uso do glifosato, com uma maioria qualificada de 18 Estados-membros a favor e a abstenção de Portugal.

Era de esperar? Sim, era de esperar que os lobbiistas pudessem ontem fazer estalar a rolha das garrafas de espumante brindadas pelos chefes. Mas ainda assim… como ocorreu esse prodígio, se ainda há cerca de duas semanas não tinha sido possível conseguir uma maioria favorável para aprovação do prolongamento da licença???   [Read more…]

Vergonha

A Mariana Mortágua fez ontem um intervenção no parlamento de muito boa qualidade. Todos os partidos têm uma retórica sobre as rendas das elétricas. O BE fez uma proposta concreta sobre uma taxa sobre as rendas excessivas. Foi aprovada pelo Governo e depois (aparentemente) removida. Maria Mortágua mostrou a sua indignação e foi muito dura com o Primeiro-Ministro.

Como eu, a generalidade dos portugueses registaram 3 coisas:

1) Ninguém, no PS e no Governo, desmentiu a deputada Mariana Mortágua sobre o acordo que ela afirmou ter existido;

2) Ninguém se indignou sobre o efeito que um lobby fortíssimo da EDP teve sobre uma decisão que estava já acordada;

3) O PSD e o CDS também estiveram totalmente calados.

Quando alguém não percebe por que razão as empresas pagam a ex-políticos, que na generalidade nada sabem fazer, para se sentarem em conselhos de administração dessas empresas, pagos a peso de ouro, agora devem perceber. Estão lá para fazerem este trabalho que agora fizeram.

Querida direita: viver de desgraças não chega

Foto: Alberto Frias@Expresso

Depois dos incêndios e dos sucessivos falhanços em torno da tragédia em que se transformaram, depois de Tancos, da legionella e do jantar no Panteão, para não falar nas sanções-fantasma, no hipotético resgate e no Diabo, que está sempre à espreita, e já depois de iniciado o braço-de-ferro com os professores, após outros que opuseram enfermeiros, patrões e o lobby amarelo dos colégios privados, cujos defensores tendem para a defesa radical do estado mínimo, excepto quando chega a hora de pagar os estudos dos filhos da elite, cujo dinheiro está temporariamente indisponível numa aplicação super-honesta e transparente no Panamá, o máximo que a Cristas e o que resta do passismo conseguiram subtrair ao governo minoritário de António Costa foi 1 mísero ponto percentual. Um. [Read more…]

Inhos

Conhecendo, como conhecemos todos, o amor dos portugueses pelos diminutivos, julgava que já nenhum poderia surpreender-me. Uma ingenuidade pouco justificável na minha idade, devo reconhecer. Bastou cruzar-me na rua com uma simpática vizinha a quem vou perguntando pela saúde familiar para que ela me confessasse que anda preocupada com uma das filhas, a fumadora, porque não há maneira de deixar o vício, apesar de já ter tido um “AVCzinho”. Atentai, leitores, na delicadeza desta construção: um AVCzinho. [Read more…]

Postcards from Greece #20 (Metéora)

Suspended between the earth and the sky

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ou, simplesmente, no meio do céu. Eis o que quer dizer Metéora, uma área formada por rochas gigantes e nuas, uma paisagem com mais de 60 milhões de anos por acção do vento e da chuva e de diversos fenómenos geológicos e, talvez seja apropriado, pelo desejo de algum deus. Uma paisagem que deve ser única no mundo. Nunca vi nada assim e creio ser difícil que volte a ver alguma coisa assim. Metéora fica na Grécia central, 237 km a sul de Salónica, quando a planície de Tessália acaba e, provavelmente, o céu começa. A área serviu de refúgio contra os invasores, serviu de lugar de oração a muitos ermitas, nas cavernas e fissuras das rochas. A partir de meados do século XIV foi construída a maior parte dos 24 mosteiros que existem até hoje, embora alguns em ruínas. Hoje apenas 6 dos mosteiros são habitados, 4 por monges e 2 por freiras*.
 

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