NASA encontra Maradona.
Comigo vais de carrinho

As facturas com NIF concorrem ao sorteio de um automóvel? Troca-se a fiscalização aos fugitivos dos impostos pelo cada cidadão um polícia dos outros?
Vamos premiar a ideia: se milhares e milhares de facturas tiverem o NIF do consumidor Pedro Passos Coelho, mais tarde ou mais cedo o primeiro-ministro alcança o ridículo internacional.
NIF 177 142 430
Facture-lhe, a ver se vai de carrinho.
Prof.ª Bambi
Por todos os santinhos, alguém me arranje o contacto desta moça! Já estou com o boletim do euromilhões à minha frente e tudo.
Touch me, Touch me now!
Touch me, touch me
I want to feel your fingers
Your phone beat next to me
(This is the night)
Touch me, touch me now
Quem não se lembra desta canção da Samantha Fox? Aqui, ligeiramente alterada, para ir de encontro ao que vos apresento a seguir, [Read more…]
Adeptos do Tractor exigem regresso imediato de Toni
As reformas vão continuar
Foi o que disse ontem Passos Coelho ao anunciar a sua próxima derrota eleitoral. As reformas vão continuar.
Como se sabe, as reformas têm sido um dos alvos de ataque deste governo, tendo-lhes aplicado impostos e cortes como se de algo que já se pagou não se tratasse.
Decorre naturalmente que, continuando elas, mais cortes virão e, portanto, estamos falados quanto ao próximo programa eleitoral.
A não ser que não fosse destas reformas que ele estivesse a falar, o que não faria sentido, mesmo sendo-lhe habitual, pois não se poderá continuar o que nunca se fez.
Putas Congeladas e Aves Frescas*
* “exceto o coelho” – que num é bem uma ave, é um pássaro…
Ontem, os *artefatos *piroténicos
Sim, ontem. Hoje, “o *fato de as mulheres abusarem”. Obrigado, Rui Miguel Duarte, pelo apontador.
Afinal, onde estava Sócrates a 23 de Julho de 1966?
Não sei, nem tenho nada a ver com isso. Aquilo que impressiona nesta notícia é a descontracção daqueles que grafam seleção em vez de selecção e Julho em vez de julho e, numa demonstração de segurança ortográfica à prova de bala, adoptam *contatando. Sim, *contatando, evidentemente — a variação sobre um tema conhecido continua e, aparentemente, veio para ficar. Claro, claro, o AO90 está a ser aplicado e, ainda por cima, “sem problemas de maior“. Sim, pois, claro.
Como destruir o Estado em 3 Passos
PRIMEIRO: pega-se num pau-mandado (ou criminoso, é à escolha) e mete-se numa empresa pública em lume brando.
SEGUNDO: aumenta-se a temperatura até ferver, permitindo, deste modo, que o pau-mandado possa torrar todo o dinheiro disponível através de medidas desastrosas previamente delineadas pela máfia.
TERCEIRO: servir o pau-mandado em público onde este irá dizer que essa empresa pública é mal gerida pelo Estado e, como tal, deverá ser privatizada.
Há aqui uma coisita que me intriga. Qual será a parte do crime que as instituições responsáveis não entendem. Mais claro do que isto só a ponte Vasco da Gama. [Read more…]
Diz que foi violada

Na primeira página do Jornal de Notícias de hoje, um título da sempre empolgante secção “Segurança” revela-nos que “uma rapariga de 14 anos diz que foi violada no Parque da Cidade”, no Porto. Pelo que se conta na notícia, a menor teve mesmo de receber tratamento hospitalar em consequência das lesões que sofreu, mas isso, para o JN, não chega para afirmar que ela foi violada e fica-se, prudente ou cinicamente, pelo “diz que foi”.
Tão cuidadoso é agora o JN com os títulos que quase nos faz esquecer que é o mesmo jornal que ainda há pouco contava que a ministra das Finanças tinha ido “mostrar o buraco” à Assembleia.
Ou isso, ou apenas revela agora a outra face do mesmo machismo.
A História não voltará a ser a mesma
A partir de um texto de Manuel Loff (no Público), e que por acaso tem uma afirmação muito discutível sobre o fado, fica para outro dia, Vítor Cunha decide desbravar os caminhos da História. Intrépido, arrasa toda a historiografia que consensualmente define a criação dos estados modernos vulgo nações nos últimos 200 anos, como banalissimamente Loff refere.
Nada disso, com o entusiasmo de quem pega num algoritmo complexo sem saber a tabuada, e a sabedoria de quem na semana passada demoliu o cálculo de probabilidades tal como era conhecido na véspera, Vítor Cunha quer a Padeira de Aljubarrota metida ao barulho, e manda um doutorado tomar chá de malvas com a ” sua tese dos 200 anos que não explica nada excepto vergar a construção de uma nação ao tempo necessário para incluir Marx“. A teoria da conspiração no seu melhor. [Read more…]
Delírio e queda
Pantionáveis injustiçados
. Cardeal Cerejeira
. Cónego Melo
. Irmã Lúcia
. Padre Vítor Melícias
Carta do Canadá: Dá que pensar
Fernanda Leitão
O funeral de Eusébio, que a RTP-Internacional teve a feliz iniciativa de transmitir em directo para as comunidades de portugueses emigrados, deu que pensar a vários títulos.
Desde logo, porque mostrou, de forma clara, como os portugueses têm fome e sede de figuras públicas honestas e limpas, das que servem uma causa por amor à camisola e fidelidade ao país. Há muitos anos, quase cem, que os portugueses olham de lado, com desconfiança e ressentimento, a maioria das figuras públicas. Os povos precisam de figuras em que se revejam. Foi o caso com Eusébio: menino pobre que, com muito trabalho e sacrifício, com grande talento e bom carácter, com disciplina e bondade, foi um dos melhores futebolistas do mundo e o maior de Portugal. A emoção causada pela morte de Eusébio varreu o mundo de língua portuguesa, transbordou nas ruas de Lisboa e atingiu um pico dramático no cemitério: todos pareciam recusar enterrar o seu herói, todos o queriam por mais um tempo, mesmo debaixo de chuva torrencial. Um povo a reagir como um menino órfão e desamparado.
Se Eusébio deve ser, ou não, sepultado no Panteão Nacional, não sei pela simples razão de nunca ter sido explicado ao povo o que significa um panteão nacional, à luz do estado português. [Read more…]
Pinto da Costa morreu
Calma. Este não é um post sobre nenhum habitante do Oceanário.
Não é também a expressão de um desejo benfiquista – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica mas a mensagem de Eusébio é para mim algo com significado muito real. Corro riscos com este título, até porque os meus amigos azuis do Aventar lidam menos bem com a divergência clubística, o que me surpreende sempre muito. Nem que fosse por compaixão pelas minhas derrotas (ao minuto 92) bem mais frequentes que as deles, poderiam tolerar melhor as minhas bocas, mas voltemos ao rumo da escrita.
Orgulho-me do património Luso que retirou das práticas políticas e judiciais a pena de morte e, até como católico, jamais poderia desejar a morte de alguém.
O título do post é apenas um instrumento de provocação.
A pergunta ” E quando o Pinto da Costa morrer?” esteve presente nas conversas a propósito da morte do Eusébio. E, do que me apercebi, a referência era feita em torno de duas ideias: a cobertura mediática e o Panteão. [Read more…]
Guerra santa no Porto
Um padre católico a gerir um Centro Interpretativo da Memória Judaica?
O desemprego na Europa e a emigração em Portugal
A Europa
Deixo agora de parte o ‘sistema financeiro internacional’, a desregulação da banca, os paraísos fiscais, o funcionamento bolsista e todas as estruturas e agentes promotores da profunda crise que se derramou pelo chamado mundo ocidental (Europa e EUA).
O Eurostat acaba de divulgar números do desemprego na UE28 e, especificamente, na Zona Euro; esta, sabe-se, é parte da primeira, distinguindo-se pelo uso de moeda única, euro, pelos Estados-Membros que a integram – caso de Portugal.
Uma súmula de dados transmite com clareza a ideia do desastre socioeconómico europeu, o qual nem mesmo o sucesso alemão consegue esbater. Atente-se nesses dados, reportados a Novembro de 2013:
- Estimativas de desemprego na UE28: 26.553 milhões de cidadãos, dos quais a maior parte (19.241 milhões, i.e., 72,4%) pertence à Zona Euro.
- Comparado com Novembro de 2012, o desemprego aumentou de 278.000 cidadãos na UE28 e 452.000 na Zona Euro. [Read more…]
O disparate volta sempre ao local do crime
Primeiro era o Verão mais frio desde 1816, agora é o frio polar. É o que dá ter faltado às aulas de Geografia quando ainda mais pequenino.
O meu Lamborghini e os *artefatos *piroténicos
Há poucos dias, fiquei a saber que ‘co-adopção’ (à qual já dediquei umas linhas aqui e ali) conseguiu uns miseráveis 2% numa iniciativa da Porto Editora — confesso que acabei por não perceber qual das grafias foi a concurso. Aliás, tenho algumas dúvidas acerca da elegibilidade para uma competição deste tipo de uma palavra que, como é do domínio público, é actualmente grafada de três formas diferentes: a da Bayer, a do AO90 e a outra.
Durante as (sempre, sempre) curtas e (infelizmente) chuvosas férias em Portugal, soube também (obrigado, J. Manuel Cordeiro, pelo pertinente apontador) que “a inserção do número de contribuinte na fatura [sic] permitirá a qualquer consumidor final habilitar-se a ganhar um carro por semana”. O tema da *fatura é fascinante e já surgiu por estas bandas. Conceptualmente, “fatura simplificada” é redundante. E “fatura com inserção do número de contribuinte” é um paradoxo, pois, sendo ‘fatura’ o mesmo que ‘factura simplificada’, aquilo que efectivamente acabamos por obter é “factura simplificada com inserção do número de contribuinte”. Como sabemos, ”factura simplificada com inserção do número de contribuinte” não faz qualquer sentido e quem escreveu a legenda da foto que ilustra o artigo apontado concordará comigo.
Contudo, admito, ao ler a notícia, a dúvida que imediatamente me assaltou foi a de saber se é possível, ao pedir uma factura, ganhar um Lamborghini. Para mim, o conceito “um carro” é extremamente vago. Se querem mesmo oferecer-me um carro, era este Lamborghini Aventador, sff.
A propósito, ontem, ao chegar a casa, deparei-me não só com os habituais “fatos constantes da candidatura”, mas também com uma salada mista de gosto bastante duvidoso. Sim, no sítio do costume:
Foi em Março do ano passado (para os mais distraídos, convém lembrar que nos encontramos em Janeiro deste ano) que o ILTEC nos garantiu
o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior.
Por onde andam os defensores da teoria do aquecimento global?
-O profeta Al Gore e seu séquito de fanáticos do apocalipse, bem podem tirar férias por estes dias. No Central Park em N.Y. a temperatura desceu a valores de 1896, anteriores às teorias apresentadas pela brigada do pensamento único correcto, que não admite sequer discussão. Fenómenos extremos sempre existiram e muito provavelmente sempre irão existir. Já a lucrativa indústria ambiental que floresceu nas últimas décadas, continuará por mais algum tempo a engordar a sua conta bancária, pois não faltam crentes na sua religião um pouco por todo o mundo…
Cavaco no Panteão, já? (II)
Sim sim. Podem enterrá-lo já. Vivo de preferência, para não termos de levar com elogios fúnebres.
Eusébio, Sócrates e as autárquicas
Confesso que a polémica sobre o que José Sócrates disse na RTP me estava a passar ao lado. Não vi o programa e o que vi nas redes não foi suficiente para me despertar a curiosidade. No caso de José Sócrates atingiu-se um ponto tal que mais parece uma discussão Porto-Benfica. A racionalidade da coisa perdeu-se pelo caminho.
Porém, agora mesmo, nas redes sociais, dei de caras com um post do Domingos Amaral. Fiquei a pensar. Esta história, aparentemente desmontada pelo autor, fez-me recuar ao período eleitoral autárquico de 2013 e o que se passou nas redes sociais. Para não ser acusado de exagero direi que em todos os distritos (desconfiando que foi mesmo em todos os concelhos) existiam páginas de facebook falsas e blogues anónimos de campanhas negras. Recordo o caso do Porto com o famoso “menezolândia” ou o “libertem o JN”. Aliás, Luís Filipe Menezes foi, provavelmente, o candidato autárquico mais atingido por este tipo de campanhas a nível nacional. Eram plantadas frases retiradas do seu contexto, criadas novelas e facilmente a mentira era transformada na mais pura das verdades e convenientemente espalhada por profissionais e por incautos ingénuos.
Perguntam, como se combate semelhante? Nesta era em que a força das redes sociais e em especial do facebook atingiu, em Portugal, semelhante grau de importância/audiência torna-se quase impossível.
A melhor forma de combater a manipulação, como escrevi num outro blogue sobre outro caso/tema conexo, é não a ignorar e procurar não ser ignorante. Ou seja, a melhor forma de a combater passa pela procura da informação, do conhecimento. A ignorância é a melhor arma da manipulação. A comunicação política sempre assentou na tentativa da manipulação. Umas vezes tragicamente negativa, outras francamente positiva e sempre, mesmo sempre, fruto da falta de informação do receptor.
Ora, o texto de Domingos Amaral é disso um bom exemplo. Era tão simples saber que nesses anos os estudantes tinham aulas ao sábado. Era tão simples primeiro procurar a informação e só depois comentar. Mas não. A lógica nas redes sociais é primeiro atirar e perguntar depois. Como no velho oeste.
Como escrevi noutro post, sobre um outro caso de aparente manipulação nas redes: “A comunicação está a mudar, habituem-se”. O problema é que a malta não se quer habituar e prefere continuar a nadar na ignorância. É Portugal no seu melhor…













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